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terça-feira, 11 de junho de 2013 Comida, Direto de Miami, Entrevistas, Miami | 10:25

Mineira traz a roça da infância para um centro badalado da Flórida

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Editora: Liliana Pinelli
Fotos: Carla Guarilha

Fogão a lenha da Fazendinha da Regina mata a saudade dos brasileiros na Flórida. Foto de Carla Guarilha.

Quando a mineira Regina Kátia chegou na Flórida em 1992, passou a morar numa quitinete no centro de Fort Lauderdale, a poucos quilômetros de Miami, com Elizeu, seu marido, e um filho pequeno, Caio, que hoje está com 25 anos.  Elizeu vendia verdura numa feirinha e Regina cuidava da casa e trabalhava em casas de família.

Estavam construindo uma nova vida, mas ela tinha tanta saudade do Brasil que a única forma de controlá-la foi alimentando-se da nostalgia da infância e construindo no fundo da casa um fogão a lenha.

Hoje, o casal, Caio e Matthew, o filho mais novo que nasceu aqui e está agora com 19 anos, vivem numa casa própria, que foi tombada pelo patrimônio público americano.  Mas é a herança da cultura brasileira que alimenta o corpo e a alma de muitos outros saudosos brasileiros na região de Miami.

Regina alimenta sua alma ao oferecer seus quitutes aos convidados. Foto de Carla Guarilha.

“Não esqueço minhas raízes”, diz Regina Kátia Martins Rodrigues, que agora com 50 anos se sente mais jovem do que nunca.  Todo sábado, ela recebe 60 ou 70 convidados na sua “fazendinha” para uma noite que só traz boas memórias da juventude na roça de Coronel Fabriciano, em Minas Gerais.

“Eu nasci numa fazenda”, diz ela. “Eu ia ao curral pegar leite de vaca e vivia a vida do povo”.  E é essa vida para o povo da comunidade brasileira que Regina busca resgatar.

Na “Fazendinha” tem galinha solta, galo cantando e criança brincando.

Elizeu com o galo da sua "fazendinha". Foto de Carla Guarilha.

É como um parque de diversão, só que neste caso, a diversão é a simplicidade da vida na roça do Brasil.

Regina começa a cozinhar cedo no fogão construído pelas mãos do marido, enquanto Elizeu prepara o terreno, literalmente, e coloca nas caixas de som um forró para animar o ambiente desde cedo.

O cardápio do dia inclui sempre três pratos principais, entre vários da especialidade da casa: frango ensopado, quiabo, rabada, escondidinho de mandioca, carne seca, couve, angu, chuchu, arroz carreteiro, galinhada, vaca atolada (carne de sol, feita em casa, desfiada com mandioca), moqueca de peixe, caldo verde, caldo de feijão, canjiquinha com costelinha de porco, angu com carne moída e milho verde, baião de dois – e muito mais.  Fora isso, os anfitriões oferecem caldo de cana moída na hora, pão de queijo assado na hora e pastel e biscoito de polvilho fritos na hora.  De sobremesa tem sempre pudim de leite, bolo de fubá ou uma canjica de milho, entre outras opções.  E claro, o café é passado fresquinho no coador.  O preço é único: US$12/adulto e US$6/criança.

Ninguém resiste ao frango ensopado da Regina. Foto de Carla Guarilha.

“Quando os brasileiros chegam e o galo canta, eles fecham os olhos, ouvem a música e dizem, ‘parece que estou no Brasil’”, diz ela.  “Meu marido se envolve do mesmo jeito. O Elizeu me inspira”.

E é essa inspiração — e união e cumplicidade — que está transformando o sábado na “Fazendinha” numa tradição que resgata não só a cultura brasileira, mas traz de volta – por alguns instantes – uma época em que a vida familiar era valorizada e o momento da refeição respeitado.

E isso, para Regina, é o que alimenta hoje seu dia a dia e acalma um coração saudoso de sua terra.

Mas essa trajetória não foi fácil.

“Eu sofri muito, queria ir embora, chorei muito. Foi horrível”, diz ela. “Você não imagina o que é a saudade, mata a gente, me definhou, me trouxe angústia. Eu  ficava na cama, não queria aprender a língua.  Eu não queria nada”.

Regina trabalhou muitos anos como motorista de ônibus escolar e foi cozinhando numa escola que começou a se encantar, cada vez mais, com o fogão e pediu que seu marido construísse um a lenha para ela.

Elizeu, cearense de Fortaleza, hoje dono de uma empresa de jardinagem e pastor de uma igreja americana, vizinha de sua casa, imediatamente concordou.  E logo que ficou pronto, o casal passou a convidar a todos depois do sermão aos domingos para um almoço na “fazendinha”.

“As mulheres da igreja me chamam de ‘First Lady’ (Primeira-Dama).  Todas são negras americanas”, diz Regina.   “Agora nossa igreja é internacional: tem brasileiro, mexicano e muitos negros americanos”.

Regina e Elizeu saem para namorar toda sexta-feira. Aqui, na rede da fazendinha. Foto de Carla Guarilha.

Hoje, a “Fazendinha” continua atendendo aos fiéis e amigos, mas tem também uma clientela fixa para os jantares aos sábados e pretende, em breve, aumentar as horas de atendimento, que para Regina, representa uma benção divina.

“Claro que eu sofri, claro que Elizeu sofreu”, diz ela.  “Eu já limpei muita casa aqui. Mas eu sabia que um dia ia encontrar aquilo que eu gosto de fazer.  A gente tem que perseverar, não jogar tudo para o alto e desistir –  porque vai dar certo.  Eu sonhei e deu certo”.

Para conhecer melhor a “Fazendinha”, visite sua página no Facebook: Regina’s Farm ou ligue (954) 465-1900, na Flórida.

No vídeo, Regina conta o segredo do seu sucesso:

Conheça um pouco da alma por trás da “Fazendinha” nesta entrevista com Regina Kátia. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 21 de maio de 2013 Direto de Miami, Entrevistas, Gastronomia, Hotel, Miami, Restaurantes, Turismo | 10:40

InterContinental Miami: Hotel internacional com alma brasileira

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Editora: Liliana Pinelli
Fotos: Carla Guarilha

Aos 20 anos, Hadi Habib estudava engenharia no Rio de Janeiro.  Seus pais, imigrantes libaneses no Brasil, tinham uma enorme preocupação com a educação e o futuro dos filhos.  Sempre dedicado, enquanto cursava a faculdade, Hadi logo conseguiu seu primeiro emprego no Hotel InterContinental atendendo ao telefone no serviço de quartos e aos pedidos que chegavam dos hóspedes.

Ele achou que seria um trabalho temporário enquanto fazia a faculdade.  Mas suas responsabilidades foram aumentando e quando o hotel abriu o departamento de informática, foi contratado.

E hoje, 25 anos depois, Hadi é diretor de informática e responsável pelos departamentos de compras e segurança do InterContinental Miami, que acaba de passar por uma reforma de US$30 milhões, trazendo de volta ao hotel sua alma brasileira.

Hadi, na sala vip do InterContinental Miami. Foto de Carla Guarilha.

“Miami, eu digo, é quase um Rio de Janeiro. Só faltam as montanhas porque tem tanto brasileiro, tem tanta cultura brasileira envolvida aqui que parece que você está no Rio”, diz o carioca, que foi transferido para Flórida em 2000.  Hadi conta com orgulho que a história deste hotel internacional começou exatamente no Brasil.

O primeiro InterContinental no mundo foi aberto, em 1946, em Belém do Pará pela Pan American World Airways.  Conhecida mundialmente por Pan Am, na época a maior companhia aérea com voos internacionais, precisava de um local lá para hospedar seus tripulantes e comandantes e resolveu construir um hotel para acomodá-los.

Assim a Pan Am, extinta no início dos anos 90, que deixa saudade nos passageiros e tripulação que conduzia seus voos, deixou também sua marca no Brasil.

Hoje, o InterContinental é uma rede de hotéis presente em 60 países e como a Pan Am, em sua época áurea, é sinônimo de luxo – mas também de sentimento de família e oportunidades.

Lobby do InterContinental Miami depois da reforma de US$30 milhões. Foto de Carla Guarilha.

“São as pessoas que fazem esse hotel”, diz Hadi.  “A gente tem 500 funcionários em Miami, 200 tendo mais de 10 anos de casa. Tem gente que está aqui há 28 anos trabalhando no mesmo hotel”.

O diretor de recursos humanos começou como segurança e o atual diretor de operações, Arminio Rivero, um venezuelano casado com uma baiana, foi manobrista do hotel 20 anos atrás.  Hoje, Arminio é o segundo na hierarquia em Miami e, logo, deve ser promovido a gerente geral aqui ou em outro hotel da rede.

“A gente cuida dos funcionários como se fossem nossa família, como se fossem nossos filhos que a gente não quer que saiam de casa antes de se casarem”, diz Hadi.  “O InterContinental é uma escola de hotelaria”.

Para Hadi, que passou 12 anos galgando cargos na região do Cone Sul e já está há 13 em Miami, a meta agora, em cerca de um ano e meio, é assumir a posição de diretor de operações, de preferência em Miami, onde vive com Eloisa, sua esposa, e dois filhos: Thiago, 25, que acaba de obter o mestrado em arquitetura na Florida International University, e Thais, de 13 anos, que diz querer trabalhar no FBI quando crescer.

Hadi diz que tenta passar para os filhos os valores que aprendeu com seus pais.  O mais importante de todos, diz ele, é aprender sempre a valorizar o “ser sobre o ter”.

“Se você trabalha duro, se você realmente gosta do que faz e faz com prazer, não é um trabalho, passa a ser um hobby”, diz Hadi.  “Você vem, trabalha duro, passa 12, 13 horas e vê o resultado”.

E para ele, esse saldo, seja onde for, tem sempre um toque e gostinho brasileiro, como no primeiro hotel da rede, em Belém.

ToroToro, principal restaurante do hotel, com gostinho brasileiro. Foto de Carla Guarilha.

Em Miami, além dos inúmeros funcionários brasileiros em todos os setores, o hotel tem diversas programações que marcam a presença do Brasil.

No segundo semestre, Hadi está organizando o “Festival Brasileiro”, um evento anual com várias atividades culturais e gastronômicas em parceria com AB Catering, da chef Deborah Rosalem, e coordenação de Maria do Carmo Fulfaro, do conselho de Diretoria da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos da Flórida (Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida), que foi responsável pelo sucesso dos últimos anos dessas festividades e muitas outras.  Os membros da Câmara agora também têm acesso a uma carteirinha exclusiva de 15% de desconto no ToroToro, principal restaurante do hotel conduzido pelo renomado chef Richard Sandoval, que tem no cardápio, entre outros pratos típicos da culinária da América Latina, a marca brasileira: picanha na chapa que vem à mesa.

Picanha na chapa. Foto de Carla Guarilha.

“O conhecimento que a Maria [Fulfaro] tem para criar um evento de sucesso é impressionante. Fica tudo mais fácil quando você envolve a Maria”, diz Hadi, orgulhoso de seu país e de sua influência em trazer cada vez mais sua alma brasileira para o InterContinental de Miami, que já está se preparando para ser um ponto de encontro oficial da torcida brasileira durante a Copa do Mundo. O hotel será decorado de verde e amarelo e terá toda a estrutura para se assistir os jogos ao vivo, com uma série de atividades voltadas à cultura brasileira.

E é esse “jeitinho” brasileiro que se tornou sinônimo de sucesso do hotel.

“O sorriso é parte do uniforme”, diz Hadi.  “Tenho 25 anos na companhia, sou um executivo e trabalho todo dia como se fossem meus primeiros 90 dias, quando você tem que provar que é um bom funcionário”.

E esse é o segredo da vida, diz ele: vivê-la sem complicações.

“Eu preciso de muito pouco para ser feliz. Eu acho que assim você é feliz todos os dias”, diz ele. “Você acorda feliz quando o que você tem te satisfaz. Se você não faz coisas erradas, sua vida é muito simples e eu acho que essa é a meta para os meus filhos e para mim”.

Seu conselho aos jovens: “Tudo o que você quer na vida, trabalhando duro, sendo responsável e fazendo o que é certo, você vai ter sucesso.  Não tem como errar”.

Suíte presidencial, onde o Presidente Barack Obama se hospeda com frequência em visita a Miami, e onde Ivete Sangalo ficou no ano passado quando veio se apresentar. A diária é na faixa de US$2000, dependendo da época do ano. Foto de Carla Guarilha.

No vídeo, Hadi fala um pouco mais sobre o segredo do seu sucesso:

Hadi Habib, diretor do InterContinental Miami, deixa aqui o segredo do seu sucesso. from Chris Delboni on Vimeo.

Serviço:

InterContinental Miami
100 Chopin Plaza, Miami, FL 33131
Telefone: (305) 577-1000
http://www.icmiamihotel.com/Portugues

Restaurante ToroToro
Telefone: 305-372-4710
Almoço diário 11:30 às 15hrs; jantar 18hrs – 23hrs domingo-quinta, aberto até 1 da manhã sexta e sábado; brunch aos domingos das 11:30hrs às 15hrs.
http://Torotoromiami.com

Para reservar a "Table 40", uma mesa para 14 convidados numa sala privada localizada na enorme cozinha do restaurante, entrar em contato com Chermarie Perez pelo e-mail chermarie.perez@ihg.com ou ligar 305-372-4713 (em Miami). Foto de Carla Guarilha.

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terça-feira, 7 de maio de 2013 Comida, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Vinho | 10:22

El Carajo: Restaurante e adega para ninguém botar defeito

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Editora: Liliana Pinelli
Fotos: Carla Guarilha

O cubano Ricardo “Richard” Fonseca chegou em Miami nos anos 80 e comprou um posto de gasolina. Seguiria, então, seu trabalho como mecânico. Mas o que ele nunca pensou é que uma paixão mudaria um pouco esta trajetória, sem tirá-lo do mesmo rumo.

Richard se encantou com o mundo dos vinhos e transformou a loja de conveniência do posto num restaurante de tapas e numa adega, que hoje tem cerca de 2 mil garrafas e os melhores preços da cidade.

Na entrada, nada mudou. As placas na esquina da US1 e Avenida 17, no sul de Miami, mostram o posto BP e o nome do restaurante, El Carajo – International Tapas & Wines.

A entrada é típica de um posto de gasolina. A surpresa é quando se abre a porta da "lojinha" de conveniência. Foto de Carla Guarilha.

A entrada é típica de um posto de gasolina. A surpresa é quando se abre a porta da "lojinha" de conveniência. Foto de Carla Guarilha.

A única indicação é a placa ao lado da do posto com os preços de gasolina. Foto de Carla Guarilha

Calma! O nome é impetuoso, mas tem uma boa explicação: El Carajo, em espanhol, significa também a parte mais alta de um barco, conhecida como “cesto da gávea” em português.

Mas, sem dúvida nenhuma, este nome gera muitos comentários e por isso, a cidade quase impediu sua abertura em 2006.

Mas hoje, é exatamente a soma deste nome arrojado com a qualidade dos produtos e da culinária que gerou a fama do estabelecimento, um dos grandes segredos de Miami.

Num primeiro momento pode parecer estranho este “point” escondido nos fundos de um posto, mas quem conhece se encanta. Por isso, se tornou o favorito de brasileiros “connoisseurs”, enólogos ou simplesmente amantes dos bons vinhos e bons pratos.

Javier Fonseca, 25 anos, vice-presidente do estabelecimento e filho do dono, gerencia o dia a dia das operações e vendas. Ele diz que os brasileiros são hoje seus melhores clientes. Um brasileiro comprou recentemente US$15 mil em vinhos e uma mesa de brasileiros não hesitou em tomar alguns dos melhores da carta numa visita ao restaurante. Resultado: sete vinhos degustados e uma conta de US$3 mil.

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O brasileiro Luiz Pimentel, presidente do grupo STA Holding, com sede em São Paulo e uma nova unidade em Miami, diz que consegue vinhos excelentes sempre que visita a adega do El Carajo. Um de seus favoritos é o Vega Sicilia. Na sua mão, um 2007 por $147.99. Foto de Carla Guarilha.

Javier Fonseca, 25 anos, filho do dono, é vice-presidente e gerente de vendas. Foto de Carla Guarilha.

Por US$10 de rolha, você pode compartilhar na mesa uma garrafa de um excelente vinho sem pagar o ônus das cartas de restaurantes.

Para amantes de vinho, El Carajo é um paraíso. Um St. Emilion Grand Cru, 2004, por exemplo, está disponível na adega climatizada por US$506. Mas, a loja tem também uma enorme variedade de garrafas a preços médios de US$10 – despretensiosos e deliciosos para saborear e acompanhar os pratos do El Carajo.

Loja de conveniência tem excelentes vinhos. Foto de Carla Guarilha.

A decoração lembra um restaurante colonial, uma espécie de casa de campo, mas com um requinte inesperado num ambiente aparentemente grosseiro de um posto de gasolina. Foto de Carla Guarilha.

O atendimento é agradável e muito simpático. A única coisa é que a garçonete sempre fica vermelha quando dá as boas vindas ao falar o nome do restaurante: El Carajo.

Como uma boa garrafa de vinho, os melhores pratos são para compartilhar à mesa. O ideal é pedir vários tipos de tapas e um prato principal. De aperitivos para dividir, vale muito pedir os bolinhos de bacalhau (Frituras de Bacalao – $5), um pouquinho mais massudos do que o nosso típico brasileiro, mas ainda gostosos. Champignons com linguiça (Champiñones y Chorizo a la Cabernet – US$ 10) são deliciosos, assim com a lula frita (US$12). Outras boas pedidas são as tábuas de carne (US$34), frutos do mar (US$30) ou mista (US$39). De prato principal, o forte da casa é a Paella (US$25 de frutos do mar US$20 de carne), mas há várias outras opções, inclusive uma suculenta e macia fraldinha. De sobremesa, peras ao vinho (US$8) fazem sucesso, assim como o Crema Catalana (US$5), parecido com o Crème brûlée.

Champiñones y Chorizo a la Cabernet. Foto de Carla Guarilha.

Crema Catalana. Foto de Carla Guarilha.

Bon Appétit!

Serviço:

El Carajo – International Tapas Restaurant – Wine Shop – Wine Bar
2465 SW 17th Ave, Miami, FL 33145
Fone: 305-856-2424
Restaurante aberto: Domingo a quarta – 12hr – 22 hr; quinta-sábado – 12hr – 23hr
Vinhos: 24 horas, seg. – domingo
Dica: Vindo do norte pela I-95 South, continua na US1 e entra no posto de gasolina BP na Avenida SW 17. O restaurante fica nos fundos da loja de conveniência e caixa do posto. Vindo do sul pela US1, vira a esquerda na Avenida SW 17.

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sábado, 4 de maio de 2013 Direto de Miami | 08:00

Direto de Miami recebe o mais importante prêmio brasileiro no exterior

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Chris Delboni recebe o prêmio dia 3 de maio. Foto de Carla Guarilha.

A coluna “Direto de Miami” recebeu o mais importante prêmio brasileiro no exterior, o “Brazilian International Press Awards“, na categoria de Melhor Blog do Ano da Região 3 dos Estados Unidos, que inclui o estado da Flórida.

Realizado há 16 anos, o “Brazilian International Press Awards” premia diversos setores das atividades artísticas, culturais e de comunicação.

Raul Reis, diretor ("Dean") da faculdade de jornalismo da Florida International University (esq.), Chris Delboni, Amanda Delboni e Allan Richards, vice-diretor da faculdade de jornalismo da FIU. Foto de Carla Guarilha.

“Focado nas personalidades e acontecimentos marcantes da vida brasileira no Sul da Flórida, a coluna se tornou um grande sucesso, apesar de estar há pouco mais de um ano no ar”, diz o  realizador do prêmio, o  jornalista Carlos Borges, que comenta que a premiação ao “Direto de Miami” não foi nenhuma surpresa para ele.

Apresentadores Carlos Borges e Maria do Carmo Fulfaro. Foto de Carla Guarilha.

“A Chris trouxe um formato jornalístico novo, agradável e sempre surpreendente, trazendo personagens com histórias de sucesso e de relevância na cena brasileira da Flórida”, diz Borges.  “O sucesso, no meu ponto de vista, é consequência dessa química ao mesmo tempo leve e inteligente”.

A coluna Direto de Miami é um trabalho de equipe da repórter e colunista Chris Delboni, da editora Liliana Pinelli e da fotógrafa Carla Guarilha.

Chris Delboni e Carla Guarilha comemoram a premiação.

Leia abaixo a nota do Portal IMPRENSA:

Blog de jornalista do iG conquista prêmio no Brazilian International Press Award

Redação Portal IMPRENSA | 02/05/2013 19:30

O Blog Direto de Miami, do iG, escrito pela jornalista Chris Delboni, que mostra algumas características de Miami, cidade preferida dos brasileiros nos EUA, receberá na próxima sexta-feira (3/4) o Brazilian International Press Award, como “Melhor Blog do Ano” na categoria “Prêmios de Imprensa e Especiais do Board do Press Awards USA 2013”.

Crédito:Reprodução
Blog de colunista do iG ganhou prêmio no Brazilian International Press Award

“Para nós, o prêmio concedido à nossa colunista e parceira Chris Delboni é motivo de orgulho”, afirmou Rodrigo de Almeida, diretor de jornalismo do iG. “Trata-se de um justo reconhecimento ao belo trabalho que ela tem feito ao descobrir e contar histórias relevantes e criativas a partir de Miami, Ao mesmo tempo, ilumina ainda mais o momento especial de mudança, renovação e reinvenção pelo qual o iG tem passado”, acrescentou.

“Logo que cheguei em Miami, depois de 15 anos como correspondente da grande mídia brasileira em Washington, notei que havia um mundo especial aqui para os brasileiros e de brasileiros. Queria contar suas histórias de forma mais aprofundada e mostrar um pouco o segredo do sucesso de cada um desses brasileiros que optou por uma vida longe de seu país.  Contatei Luciano Suassuna [então diretor de jornalismo  e atual diretor de entretenimento do iG], que já conhecia havia alguns anos, e demos início a essa parceria com o iG”, afirmou Chris Delboni. Além da jornalista, integram a equipe da página a fotógrafa Carla Guarilha e a editora Liliana Pinelli.

“A Chris trouxe um formato jornalístico novo, agradável e sempre surpreendente, destacando personagens com histórias de sucesso e de relevância na cena brasileira da Flórida. O sucesso, no meu ponto de vista, é consequência dessa química ao mesmo tempo leve e inteligente. Não é nenhuma surpresa que ela tenha ganho o prêmio”, disse o jornalista Carlos Borges, idealizador e organizador do prêmio.

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segunda-feira, 22 de abril de 2013 Direto de Miami, Educação, Entrevistas, Miami | 11:03

Direto de Miami Exclusivo: Professor do ano deixa aqui mensagem de inclusão, tolerância e otimismo

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Editora: Liliana Pinelli
Fotos: Carla Guarilha

O brasileiro Alexandre Lopes, Professor do Ano da Flórida, será recebido amanhã com todas as honras pelo presidente Barack Obama na Casa Branca, em Washington. Ele foi um de quatro finalistas do título de “Professor do Ano dos Estados Unidos”.  Infelizmente, não levou o prêmio. O título foi para Jeff Charbonneau, professor de química, física e engenharia no estado de Washington.

Mas seu caminho até aqui é uma grande vitória, e daqui para frente será ainda mais.

Alexandre agora vai terminar o doutorado e voltar para os seus alunos e ao programa de inclusão na sala de aula que o levou a essa trajetória de sucesso.

Alexandre agora deve voltar aos seus alunos e ao programa de inclusão que criou. Foto de Carla Guarilha.

Durante este ano que vestiu a “coroa” de Embaixador de Educação da Flórida, Alexandre deixou sua marca e o mais importante, conseguiu transmitir uma mensagem não só de inclusão na educação especial, mas de tolerância e aceitação de ideias – e principalmente, do convívio entre diferentes pessoas.

Sua voz ganhou força e ele espera poder transmitir sua visão ainda mais, aqui e no Brasil, através de palestras, de um blog e um livro que está escrevendo sobre sua vida, uma história de inspiração, motivação e superação.  Alexandre está negociando com algumas editoras para publicação em português e inglês.

Alexandre escorrega com seus alunos no "playground" da escola. Foto de Carla Guarilha.

Mas enquanto isso, antes de saber quem levaria o título nacional, Alexandre Lopes deixou aqui, com exclusividade para Direto de Miami, uma reflexão e mensagem direta aos professores, educadores e todos que torceram desde o início pelo sucesso desse brasileiro que trouxe, através de suas conquistas, a esperança para tantos imigrantes que lutam por uma vida digna fora de seu país.

Por Alexandre Lopes — Melhor Professor do Ano da Flórida
Miami, Flórida

Logo estarei sendo recebido pelo presidente dos Estados Unidos na Casa Branca. Sou um dos quatro finalistas ao título de Professor do Ano dos Estados Unidos. Lutei muito para chegar até aqui. Jamais esperei que o “aqui” tornar-se-ia a Casa Branca. Pensava, simplesmente, que o “aqui” seria um momento de auto-aceitação, um estado de felicidade e uma sensação de trabalho cumprido.

Alexandre Lopes com alguns de seus alunos na escola Carol City Elementary. Foto de Carla Guarilha.

No entanto, aqui estou: satisfeito, feliz, e prestes a apertar a mão do Presidente Barack Obama. Trabalho cumprido? Ainda não. Ainda tenho muito a fazer. Para falar a verdade, a sensação de trabalho cumprido só virá quando sentir-me digno de minha própria morte. Ainda não sou digno dela. Porém, um dia serei. E quando esse dia chegar, dormirei tranquilo, deixando para trás um mundo mais compreensivo, mais carinhoso e mais inclusivo.

Quando vejo o carinho e a compreensão que meus alunos têm uns com os outros, vejo que a inclusão é não somente possível como também saudável para todos. Meus alunos são brancos, negros e amarelos. Eles entram na escola falando inglês, espanhol, português ou outra língua ou dialeto. Eles vêm de famílias com estruturas diversas. Eles têm autismo ou não. Por mais variados que sejam, eles têm pelo menos uma coisa em comum: eu.

Com um de seus alunos. Foto de Carla Guarilha.

Cabe a mim implementar um programa onde, ao longo dos anos, meus alunos e eu aprendemos a confiar uns nos outros, a respeitar uns aos outros e a aceitar que tudo é possível. Juntos, aprendemos as matérias acadêmicas, aperfeiçoamos nossa motricidade fina e nossa integração sensorial, praticamos nossas técnica de relaxamento e implementamos o currículo social. Não importa quem somos: Todos seguimos em frente juntos.

Quero ver todos os meus alunos – sejam eles quem forem – atingirem o seu potencial – seja ele qual for – e assim, aos poucos, um a um, fazer com que nossa sociedade não só enxergue como também aceite o potencial máximo individual que todos temos.  Quando penso nas nossas diferenças, nas nossas deficiências, nos nossos preconceitos, pergunto-me até que ponto eles são “nossos”? Até que ponto nossas deficiências não são parcialmente socialmente construídas, e assim, nossas oportunidades, destruídas?  Será que nossas diferenças, sejam elas quais forem, não são geradas por normas sociais restritas e absolutas? Sinto-me, às vezes, inocente como meus alunos.  Porém, inocente ou não,  tento transmitir diariamente a visão de mundo na qual acredito: Se construíssemos nossa percepção social de uma maneira mais flexível e mais compreensiva, seríamos menos preconceituosos, mais cheios de compaixão, mais livres e, consequentemente, mais  felizes.

Alexandre Lopes canta com as crianças. Foto de Carla Guarilha.

Acho que ganhei o titulo de Melhor Professor da Flórida não só pelo meu preparo e capacidade profissional como também por essa minha inocência e determinação de transformar o mundo, pessoa por pessoa, criando em cada uma delas um pouquinho mais de tolerância.

E agora, seja qual for o nome pronunciado pelo Presidente Obama hoje, continuarei buscando essa meta e, através dela, a felicidade: a minha, a de meus alunos, a das pessoas ao meu redor e a da sociedade com a qual sonho e na qual acredito.

Sinto-me privilegiado de ter chegado até aqui e conseguido, nessa jornada dos últimos meses, transmitir minha visão de vida e de mundo. Continuarei sempre lutando pelo meu ideal de uma sociedade mais justa, mais compreensível, mais flexível e mais inclusiva.

O desejo de aproximar-me cada vez mais desse ideal é muito maior do que minha ambição por qualquer premiação.  Ele só não é maior do que o carinho e a gratidão que sinto pelas adoráveis crianças de três, quatro e cinco anos de idade que dia após dia reforçam o meu desejo de tornar-me uma pessoa melhor e mostram-me a beleza de uma diversidade cultural, social e humana.

A vida nem sempre é justa. Porém, ela é bela e merece ser bem vivida.  Todos nós merecemos um lugar no sol.  Só nos resta aprender a brilhar juntos.

Para acompanhar os próximos passos do professor Alexandre Lopes, visite sua página no Facebook.

Neste vídeo logo após ter sido selecionado como finalista ao título nacional, Alexandre Lopes reflete sobre sua filosofia e missão de vida e conta o que o levou ao título de “Melhor Professor do Ano da Flórida”.

Alexandre Lopes é finalista para Melhor Professor do Ano dos Estados Unidos em 2013 from Chris Delboni on Vimeo.

Veja aqui a primeira reportagem quando Alexandre Lopes ganhou o prêmio de Melhor Professor do Ano do Condado de Miami Dade e assista ao vídeo:

Alexandre Lopes, brasileiro radicado em Miami, é escolhido melhor professor do ano de todo condado de Miami-Dade. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 9 de abril de 2013 Alimentação, Medicina, Miami, Saude | 09:20

Médica brasileira traz modelo pioneiro de Harvard para Miami

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Fotos de Carla Guarilha

Filha e neta de farmacêuticos, Debora Duro cresceu em São Jerônimo, no Rio Grande do Sul, rodeada por maletas médicas, agulhas e medicamentos.  Ela se lembra com 4 ou 5 anos de idade andando pelo hospital com seu pai, que levava o sangue que ele tirava dos pacientes na sua farmácia.

“Eu me lembro das pessoas atrás da minha casa batendo na porta, de madrugada, pedindo remédio, pedindo ajuda do que fazer para cada situação que estavam passando, uma dor, uma infecção”, diz Debora.  “Para mim o cheiro do hospital, estar dentro do hospital, me traz paz -  talvez porque eu possa ajudar a tirar aquela agonia que está ali dentro”.

E foi com essa missão que a Dra. Debora Duro chegou nos Estados Unidos em 1997, recém formada em medicina pela PUC de Porto Alegre, a mesma missão que hoje ela traz para Miami, onde acaba de abrir seu novo instituto que vai transformar o conceito da gastroenterologia pediátrica aqui.

Dra. Debora Duro em uma de suas salas de consulta no "iCan". Foto de Carla Guarilha.

Depois de uma vasta experiência em grandes hospitais pediátricos, como o Miami Children’s Hospital e o Boston Children’s Hospital, a gastro-pediatra inaugurou há poucos dias o “iCan” em Weston, no condado de Broward, a cerca de meia hora de Miami.

O nome Institute for Children’s Advanced Nutrition & Gastroenterology – ou Instituto Avançado de Nutrição e Gastroenterologia para Crianças, em português – vem do slogan de campanha do Presidente Barack Obama, “Yes, We Can” (Sim, podemos).

Dra. Debora tem na estante do seu consultório uma foto com Presidente Obama, inspiração para o logo de seu instituto. Foto de Carla Guarilha.

O logo foi uma inspiração da própria Dra. Debora como símbolo de toda sua vida e do que ela quer que seus pacientes acreditem sempre: que podem, sim, melhorar sua condição de saúde, perder peso, se alimentar bem.  O sentimento “eu posso”, diz ela, traz nele uma confiança interna que faz a diferença em qualquer tratamento.

E o “iCan” traz para Miami não só o sentido de que querer é poder mas também uma medicina multidisciplinar que facilita o sucesso do processo médico e recuperação.

É um conceito que a Dra. Debora aprendeu nos seus anos de especialização pós residência no hospital pediátrico da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, em Boston, uma das mais respeitadas universidades do mundo.

“O “iCan” é um instituto onde eu quero que várias disciplinas – médico, psicólogo,  nutricionista, enfermeiro e eventualmente até um assistente social – possa ver o paciente no mesmo centro, é uma visita integrada onde exista uma comunicação entre a equipe que está cuidando dessa criança”.

"iCan" é o simbolo do modelo de saúde integrada que a Dra. Debora traz para Miami. Na sala de espera do consultório. Foto de Carla Guarilha.

Seu objetivo é integrar essas disciplinas médicas para poder avaliar o paciente como um todo, levando em conta todos os aspectos do seu bem estar, e assim atender e cuidar desse paciente em um só lugar, na sua clínica, “iCan”, que em 10 meses estará expandindo para Coral Gables.  Até dezembro, Debora não pode atuar no condado de Miami-Dade devido a uma clausula geográfica de contrato com a Universidade de Miami, onde ela criou e dirigiu até meados do ano passado um programa pioneiro no Sul da Florida de reabilitação intestinal avançada.

O programa foi um sucesso mas não tinha espaço para crescer como ela gostaria.  Aí, resolveu sair para construir algo maior.  E por 18 meses não poderia trabalhar dentro de cerca de 25 km da Universidade de Miami.

Mas como tudo em sua vida, os obstáculos foram seus maiores trunfos profissionais.

“Adoro o desafio e competir comigo mesma”, diz.  “Acho que sou minha maior competidora”.

O diploma da Harvard na parede atrás de sua escrivaninha representa apenas uma de muitas conquistas que levaram ao "iCan". Foto de Carla Guarilha.

E assim, cada “não” que a vida lhe deu, ela transformou em um “sim” – “yes, I can”, “sim, eu posso!”.  Cada desafio virou uma oportunidade.

Aos 13 anos, quando todos os colegas seguiam para estudar em Porto Alegre, ela ia para um colégio interno.  Mas foi lá que aprendeu disciplina.  Aos 17, não passou no vestibular, foi estudar francês em Paris e assim que voltou entrou na faculdade de medicina.  Quando se formou e veio para Miami com bolsa de pesquisadora em nutrição pediátrica, não passou de primeira em uma etapa das provas para se credenciar como médica nos Estados Unidos, e isso a levou a um mestrado em nutrição, e foi esse mestrado que lhe abriu as portas para os melhores hospitais para fazer sua residência aqui e as melhores faculdades para uma especialização, como fez na Harvard.  E foi lá que ela ganhou conhecimento e grande “know-how” do modelo multidisciplinar na gastroenterologia pediátrica que hoje traz para Miami.

“Acho que o “iCan” vem disso”, diz ela.  “Uma porta se fecha desse lado, e outras portas se abrem”.

E a cada porta que se abriu, Debora entrou.

Ela fez mestrado em nutrição na Florida International University, onde hoje mantém um de seus cargos acadêmicos, como professora de pediatria clinica da mais nova faculdade de medicina da Flórida que forma sua primeira turma este ano.  E este é um dos muitos títulos ainda ativos em sua carreira, entre tantos outros, como professora da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, onde ela passa alguns dias por mês orientando na gastropediatria, e instrutora de pediatria da Faculdade de Medicina da Harvard, que foi, de fato, onde ela adquiriu os requisitos necessários para criar e implantar em Miami de forma inovadora o “iCan”, seu novo instituto, e ideia incubada dentro dela desde sua adolescência.

Seu grande guia foi — e continua sendo —  sua avó paterna, dona Ceci Duro, hoje falecida.

Dona Ceci, espírita, que faz aniversário no mesmo dia da Debora, em 20 de maio, dizia que sua neta iria um dia construir um “instituto”.

“Minha avó me inspirou tanto na vida.  Era uma pessoa brilhante, presidente de centro espírita no Brasil, uma pessoa iluminada, com muita energia boa para passar para as pessoas”, diz Debora.  “Ela sempre dizia que me via montando um instituto que iria abranger e ajudar muita gente”.

Na entrada do complexo médico em Weston, onde fica o primeiro "iCan" nos Estados Unidos. Em janeiro de 2014, o Instituto deve expandir para Coral Gables, no condado de Miami-Dade. Foto de Carla Guarilha.

Além da avó, sua mentora espiritual, sua grande mentora profissional é a médica brasileira Dra. Themis Reverbel da Silveira, que no inicio deste mês assumiu a direção médica do Hospital da Criança Santo Antônio da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde, por mais uma coincidência do destino, Dra. Debora vem fazendo consultoria e formando uma parceria já há algum tempo.

“A vida é inesperada.  Por mais que a gente planeje, está tudo planejado.  Eu nunca pensei muito para onde a vida ia me levar”, diz ela, refletindo sob tantos ciclos que se abriram e se fecharam nos seus 41 anos.  “Mas se perguntar, hoje o ‘iCan’ é um sonho vindo desde a época que minha avó falava do meu futuro instituto.  É como que uma obra de arte.  Com a minha experiência, estou pintando-o, mas não sei como vai ser.  Tenho uma ideia que quero fazer muita coisa boa e poder ajudar muito crianças e adultos desta maneira, mas acho que ele é um sonho até muito maior do que eu”.

No vídeo, Dra. Debora Duro revela o segredo de seu sucesso e deixa uma grande lição de vida:

Dra. Debora Duro revela aqui o segredo de seu sucesso: tolerância, fé e otimismo. “Fracasso não é uma opção”, diz ela. from Chris Delboni on Vimeo.

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sexta-feira, 29 de março de 2013 Direto de Miami, Entrevistas, Eventos, Miami | 09:14

Gastromotiva e Instituto Barrichello Kanaan são homenageados da Segunda Edição do Gala Miami da BrazilFoundation

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Por Barbara Corbellini Duarte / South Florida News Service
Especial para Direto de Miami

Perseverança e dedicação são duas fortes características dos dois brasileiros homenageados esta semana no II BrazilFoundation Gala Miami.

David Hertz, presidente e fundador da Gastromotiva, um curso de auxiliar de cozinha para jovens de baixa renda, e Tony Kanaan, fundador do Instituto Barrichello Kanaan, que apoia projetos de educação e esporte, foram os homenageados do evento no museu Vizcaya.

Todo ano, a BrazilFoundation escolhe diferentes projetos de caridade e filantropia no Brasil para patrocinar por um ou dois anos.  Baseada em Nova York, a fundação, já ajudou mais de 300 organizações que atuam em projetos sociais no Brasil.

E a Gastromotiva foi um dos projetos patrocinados com parte dos fundos arrecadados no Gala Miami do ano passado.

Para Hertz, ser homenageado nesta segunda edição do evento representa uma “fonte de energia” para o seu trabalho.

David Hertz foi um dos homenageados da noite pelo seu trabalho com a Gastromotiva, um programa de auxiliar de cozinha para jovens de baixa renda. Foto de Barbara Corbellini Duarte.

Em 2007, ele fundou a Gastromotiva, ensinando alunos da favela do Jaguaré em São Paulo dentro da Universidade Anhembi Morumbi, que cedia a cozinha para o curso.

“Nas favelas, tem muito mais talentos desperdiçados do que a gente imagina”, diz Hertz.  “Acontece que muitas vezes o jovem não sabe para onde focar suas energias, então aí que eu vi que essa seria uma oportunidade para muitos”.

O curso de auxiliar de cozinha dura seis meses.  Este ano, a Gastromotiva tem três turmas de 50 alunos, duas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro.

O projeto tem parceria com 22 restaurantes em São Paulo e 12 no Rio, o que praticamente já garante um emprego para os alunos formados.

A ideia da Gastromotiva surgiu quando Hertz trabalhava de garçom, auxiliar de cozinha e motorista no Canadá, na Tailândia, em Hong King e na Índia.  Ele descobriu que culinária é uma linguagem universal.

“Você não precisa falar para cozinhar com alguém.  É natural –– uma forma de comunicação e de encontro”, diz o curitibano que retornou ao Brasil em 1998 e, em seguida, se mudou para São Paulo para trabalhar em restaurantes.

Dez anos depois, seu sonho se tornou realidade e agora foi reconhecido como um projeto modelo da BrazilFoundation.

Quando recebeu a homenagem no gala, ele disse que a gastronomia pode mudar o mundo, e espera poder levar o projeto para o mundo, inclusive Miami.

“Quando você se alimenta, você está alimentando a tua alma, a tua visão da vida”, diz Hertz. “E quanto mais você se conecta com a comida, mais você vai mudando sua forma de olhar o mundo”.

O piloto de Formula Indy Tony Kanaan também foi homenageado pelo seu trabalho com o Instituto Barrichello Kanaan, que ele fundou em 2004 junto com Rubens Barrichello. Foto de Barbara Corbellini Duarte.

O segundo homenageado da noite foi Tony Kanaan, piloto da Formula Indy que fundou o Instituto Barrichello Kanaan com Rubens Barrichello em 2004.

Foi o primeiro prêmio do Instituto.

“A gente não faz caridade para receber prêmio.  Caridade você faz de coração”, diz Kanaan. “Mas ser reconhecido, ainda mais por essa fundação, foi uma emoção grande e um orgulho”.

Kanaan e Barrichello se conheceram quando crianças nas pistas de kart de São Paulo.  A ideia de ter uma organização para ajudar crianças carentes apareceu depois de uma corrida. Kanaan tinha 13 anos.

Kanaan e Barrichello deram um casaco como presente para um menino de 10 anos, que atendia pelo apelido de Nenê, e trabalhava no kartódromo cuidando dos carros.

Duas semanas depois, Nenê não tinha mais o casaco.

“A gente perguntou o que aconteceu e ele disse, ‘meu pai vendeu para comprar drogas’”, diz Kanaan. “Foi quando isto aconteceu que eu e o Rubens olhamos um para o outro e a gente falou, ‘se um dia a gente for alguém na vida, nós vamos precisar fazer alguma coisa por isso”.

Dezesseis anos depois, eles cumpriram a promessa.

Kanaan e Barrichello bancam a maior parte dos fundos do Instituto.

“É uma coisa que a gente faz de coração mesmo”, diz Kanaan. “O nosso sonho é ter a nossa própria sede, mas por enquanto a gente ainda não se aposentou”.

Uma luva e o macacão assinados por ele foram leiloados por US$6,000 no Gala Miami, que arrecadou este ano US$250 mil, o suficiente para patrocinar oito projetos no Brasil.

O jornalista, ator e modelo Pedro Andrade e a atriz Guilhermina Guinle foram os mestres de cerimônia do evento.

O jornalista, ator e modelo Pedro Andrade (esq.) e a atriz Guilhermina Guinle lideraram a noite como mestres de cerimônia e entregaram os prêmios para os homenageados Tony Kanaan e David Hertz (dir.). Foto de Barbara Corbellini Duarte.

“Parece que porque o Brasil é o quarto país mais rico do mundo, o Brasil não precisa mais de ajuda. Mas não é verdade porque a diferença no Brasil é atroz. Quem é rico no Brasil é muito rico, e quem é pobre é muito pobre”, diz Andrade. “Isso é um desafio que a BrazilFoundation está encontrando hoje em dia. Com o gala em Miami a gente está conquistando todo um novo território e uma legião de novos fãs e pessoas interessadas”.

Patricia Lobaccaro, presidente da BrazilFoundation desde 2010, diz que recebe entre 500 e 1000 projetos para avaliar todo ano, mas só consegue apoiar uma média de 25 por ano.

Patricia Lobaccaro, presidente da BrazilFoundation, está feliz com o sucesso do segundo Gala Miami. Foto de Barbara Corbellini Duarte.

A seleção é baseada em projetos que possam contribuir e gerar grande impacto positivo no desenvolvimento social do brasil no longo prazo.

“É uma homenagem a um trabalho que se destacou por algum motivo”, diz Lobaccaro, que está muito feliz com a segunda edição do evento em Miami, um evento que tem uma década de tradição em Nova York e agora está se tornando uma tradição aqui também.

O Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami e chair honorário do Gala Miami, diz que o evento é uma excelente iniciativa que beneficia tanto a Fundação como o Brasil.

“Hoje Miami é uma cidade quase Brasileira.  No ano passado, houve 700 mil turistas brasileiros em Miami”, diz Ramos Filho. “E esses brasileiros de alguma forma são pessoas que tem condições de levantar recursos para ajudar nesse trabalho junto às comunidades carentes”.

O Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, chair honorário do evento, com sua esposa Milma. Foto de Barbara Corbellini Duarte.

O cantor Naldo lançou a sua carreira internacional no II BrazilFoundation Gala Miami. Foto de Barbara Corbellini Duarte.

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terça-feira, 26 de março de 2013 Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Saude | 09:24

Famosos velejadores brasileiros revelam seu “pequeno segredo” agora em Miami

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Nos anos 80, Heloisa Schurmann enfrentou 10 anos no mar, dando a volta ao mundo num veleiro com o marido e três filhos pequenos, de 7, 10 e 15 anos.  Mas nenhum temporal assustou-a tanto quanto a tempestade pessoal que viveu em 2006 quando perdeu sua filha adotiva, Katherine.

Kat nasceu com o vírus HIV e morreu de uma parada cardíaca, aos 13 anos, por complicações da doença.

Mas foi sua vida, 10 anos ao lado da família Schurmann, que mudou o percurso do vento espiritual de Heloisa, a matriarca dos velejadores brasileiros, apelidada carinhosamente de “formiga atômica”.

“Minha irmã diz assim, ‘você conseguiu dar a volta ao mundo, e o que mais te tirou o tapete de baixo é que você não conseguiu com que a Kat vivesse’.  E isso realmente é uma coisa que aprendi”, diz ela.  “Você não tem o controle do seu destino”.

David Schurmann (esq.), Eddie, padrasto de Heloisa, que mora em Miami e fez 90 anos no domingo, Heloisa e Wilhelm, o caçula da família. Foto de Carla Guarilha.

E agora, é essa lição de desapego afetivo e tolerância que a navegadora e escritora está levando ao mundo com seu novo livro, “Pequeno Segredo: A lição de vida de Kat para a família Schurmann”, publicado no Brasil e semana passada lançado na galeria do artista Romero Britto em Miami, a primeira noite de autografo fora do país e onde ela viveu intensos momentos com sua filha.

Na noite de autógrafo em Miami. Foto de Carla Guarilha.

“Miami era o centro de tratamento dela”, diz Heloisa, que se lembra como se fosse ontem cada ajuste dos remédios, os famosos “coquetéis da AIDS”.

Ela conta que uma vez Kat começou a vomitar em plena I-95, uma via rápida aqui.  Heloisa foi acalmando-a com palavras de carinho e compreensão até conseguir parar o carro num posto de gasolina para abraça-la e limpar o automóvel.

“Ela ficava bem seis meses, um ano, e começava a baixar a imunidade e tinha que trocar de remédio”, diz Heloisa, que manteve o segredo de Kat guardado a sete chaves até pouco antes dela falecer, com o intuito de protege-la contra preconceitos em relação a AIDS.

A direção de uma escola uma vez deixou claro que se a condição de Katherine chegasse ao ouvido de pais e houvesse alguma reclamação, a menina teria que parar de frequentar as aulas imediatamente.

Quando Kat finalmente soube da verdadeira razão porque se sentia às vezes enfraquecida e tinha que tomar tantas “vitaminas”, ela disse que aos 14 anos queria contar para o mundo que era soropositiva e poder fazer a diferença com sua historia.

“Eu dizia, ‘vai ser uma barra’.  E ela falava, ‘não faz mal.  Eu já aprendi  a viver com a barra’”, diz Heloisa.

Heloisa, na casa de Eddie, em Miami, mostra com orgulho a capa do livro. Seu pai biológico morreu quando ela tinha 4 anos. Foto de Carla Guarilha.

E assim Kat foi mantendo um diário, que hoje faz parte desse livro, dessa historia que ela nunca pode contar, mas que se tornou uma missão para sua madrasta, que ela chamava de “mommy”, seu padrasto, Vilfredo, que era o “daddy”, e os três irmãos, Pierre, Wilhelm e David, diretor de cinema que está trabalhando no seu primeiro filme de ficção que deve ser lançado no próximo ano e também vai contar uma historia semelhante: de uma menina portadora do vírus HIV que transformou a vida de uma família brasileira.

Na primeira expedição ao mundo da família Schurmann, David tinha 10 anos.  Com 13, já filmava, e com 16 começou a trabalhar no ramo.  Durante a viagem, ele decidiu ficar em terra para cursar uma faculdade de cinema na Nova Zelândia, onde a família conheceu os pais de Kat.

Foi a bandeira do Brasil no barco dos Shurmann que aproximou as famílias.

Robert, neozelandês, também um velejador assíduo, havia se apaixonado por Jeanne no Brasil.  Mas antes de se casarem, ela foi atropelada e, numa transfusão de sangue, adquiriu o vírus HIV, que sem saber, transmitiu ao marido e filha.

Após a morte de Jeanne, Roberto procurou os brasileiros e acabou contando a historia, e deixando Kat nas mãos dos amigos, antes dele morrer.

O filme Pequeno Segredo vai contar a historia desses encontros e fatalidades, mas em forma de ficção.  O roteiro é de Marcos Bernstein, roteirista de “Central do Brasil” e “Chico Xavier”.

"Formiga atômica" com seu filho cineasta: admiração e respeito no olhar. Foto de Carla Guarilha.

O cineasta, hoje com 38 anos, diz que o filme não é um “melodrama” e vai deixar uma sensação positiva no fim.

“É triste mas você sai querendo valorizar mais sua vida”, diz ele.  “Não é quanto tempo você tem de vida, mas o que você faz com ela que conta.  Fica a dor, a tristeza, mas a vida continua.  O sol vai nascer e o vento vai soprar”.

E é justamente esse sentido de desapego emocional que se tornou a maior lição de vida que Kat deixou para Heloisa.

“A passagem da Kat para outro mundo me ensinou que a vida é um desapego muito grande”, diz Heloisa, que demorou seis anos para conseguir colocar em palavras esse sentimento tão profundo.

“A Kat apareceu na nossa vida e realmente foi um presente.  Ela acendeu uma luz”, diz Heloisa, que adotou a menina em 1995, quando ela tinha 3 anos.  “Ela me ensinou a lição do amor incondicional. Independentemente de quem você é, de como você é, você aceita aquela pessoa no seu coração”.

Velejar é sua vida.  Foto de Carla Guarilha.

E essa lição se tornou sua missão hoje em dia, uma missão adotada por todos os membros dessa família de navegadores brasileiros, que saem em novembro numa nova volta ao mundo no que estão chamando de Expedição Oriente.  Eles saem de Itajaí em Santa Catarina e devem ficar no mar dois anos.

Nova Zelândia, mais uma vez, faz parte do trajeto.

As vendas do livro em Miami vão beneficiar a entidade de caridade “Natal de Renata” em Pernambuco e o Instituto Kat Schurmann em Santa Catarina.

Para saber mais sobre as aventuras da família Schurmann, visite: http://www.schurmann.com.br.

No vídeo, Heloisa Schurmann revela o segredo do seu sucesso.

Velejadora e escritora Heloisa Schurmann lança livro em Miami. Ela conta aqui o segredo de seu sucesso. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 19 de março de 2013 Arte & Cultura, Direto de Miami, Educação, Empreendedorismo, Entrevistas, Miami, Negócios | 09:05

Embaixador de Donald Trump no Brasil lança o verdadeiro “Aprendiz” nas ruas de Miami.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Ricardo Bellino sempre foi empreendedor, algumas vezes por aptidão outras por necessidade. Por isso mesmo, ele sabe da importância deste instinto para fazer sucesso no ambiente empresarial.

Assim, amanhã, às 14 horas, horário de Brasília, Bellino irá lançar oficialmente o programa School of Life durante o Congresso Global de Empreendedorismo no Rio de Janeiro.

A Escola da Vida traz um novo conceito de educação e tem muita similaridade com os reality shows que fazem tanto sucesso ao redor do planeta. O objetivo: descobrir talentos empreendedores. O nome do primeiro concurso: “Em Busca do Novo Steve Jobs” (“Finding the Next Steve Jobs”), título do novo livro de Nolan Bushnell, gênio do vídeo game que fundou a Atari.  Bushnell, que foi um mentor de Jobs, o legendário fundador da Apple, será o “presidente de honra” da School of Life.

O conceito básico do programa será formar empreendedores de sucesso e, o segredo desse sucesso, diz Bellino, começa com caráter.

“Não quero saber de ideias.  Quero saber quem está por trás das ideias, quero saber quem são as pessoas”, diz ele.  “Queremos conseguir dar as pessoas a capacidade, a resiliência, que são valores fundamentais, intrínsecos a qualquer empreendedor de sucesso para que ele possa enfrentar a guerra, o dia a dia dos seus negócios, e construir negócios aonde muitos não acreditam que seria possível, e fazer o impossível”.

Ricardo Bellino na sede da School of Life, em Miami. Foto de Carla Guarilha.

A primeira turma da Escola da Vida, com 20 aprendizes, deve começar em julho.  A sede da ONG vai ser montada inicialmente dentro de um novo centro de “start-ups”, ou inovações empreendedoras chamado The Lab Miami, um investimento da Fundação Knight, no Design District, região criativa e artística de Miami.  Mas a School of Life vai operar virtualmente no mundo inteiro através do site www.schooloflife.com, que vai ao ar amanhã, assim que for cortada a fita simbólica, simultaneamente em três cantos do mundo.  No congresso no Brasil vai estar Gustavo Caetano, fundador da SambaTech, gigante em distribuição de vídeos educativos e educacionais; Bellino estará em Atenas, na Grécia, participando como o 111º convidado de um jantar anual oferecido pelo escritor Paulo Coelho em homenagem a seu padroeiro São José; e em Los Angeles vai estar Bushnell, a grande estrela do anuncio.

“Juntos vamos procurar pessoas com talento extraordinário, com ideias extraordinárias, e que possam, de fato, fazer a diferença e serem tratadas e desenvolvidas, incubadas dentro do ambiente da School of Life”, diz Bellino.

School of Life vai estar localizada nessa primeira fase no The Lab Miami. Foto de Carla Guarilha.

Assim que o website for lançado, os candidatos podem começar a concorrer a vaga.

Como Bellino foi o 111º convidado de Coelho, um numero importante na Cabala, simbolicamente, o “jogo da vida” também terá duração de 111 dias, diz ele.

O curso será dividido em três módulos, que Bellino compara com reality shows.  O primeiro será como o “Survivor” ou “No Limite”, onde os alunos vão se submeter a testes psicológicos que vão avaliar sua capacidade de enfrentar os outros dois estágios. “Fizemos o trabalho orientado para realmente quebrar, destruir para construir de novo”, diz Bellino.  A segunda fase será como o programa “Aprendiz”, com  uma série de atividades, outros testes e projetos concretos.  A última fase, para aqueles que não tiverem desistido ou sido eliminados, será parecido com o “reality” americano “Shark Tank”, ou “Tanque de Tubarão”, onde, assim como no programa, os aprendizes da Escola da Vida terão três minutos para apresentar seus projetos a um grupo de investidores e a chance de tornar seu sonho realidade.

Bellino numa das salas do The Lab Miami. Foto de Carla Guarilha.

“Mostrar que você pode atingir o sucesso, mas não o sucesso a qualquer preço, é muito importante para criar valores morais, que para nós são fundamentais”, diz Bellino, que ainda afirma que as escolas tradicionais não dão esta oportunidade.  ”Ela quer que você ande dentro de uma reta, dentro de uma caixa para você seguir um protocolo, terminar recebendo uma certificação para que com essa certificação você procure um emprego, e esse circulo vicioso destrói a capacidade, a imaginação e o sonho das pessoas”, diz Bellino que nunca completou uma faculdade mas passou com nota 10 na escola da vida, se transformando num dos melhores “aprendizes” de Donald Trump.

Em 2003, Bellino convenceu o magnata a fazer o primeiro investimento imobiliário Trump no Brasil. Mas não foi tão simples quanto parece. Trump não estava em seus melhores dias e deu três minutos para Bellino vender sua ideia de levar a marca Trump para o mercado de imóveis no Brasil.  Perante a situação inesperada, Bellino imediatamente deixou de lado sua apresentação original e para vencer o desafio, usou de sua genialidade empresarial, baseada em dois fatores: carisma e coragem de errar.  O projeto Villa Trump Golf & Resort em Itatiba, São Paulo, acabou não indo para frente mas rendeu uma forte amizade entre eles até hoje.

E agora, Bellino quer aplicar a mesma regra de “3 minutos” para criar novos aprendizes.

“Quero poder resetar essas pessoas no sentido de dar a elas a possibilidade de acreditar no sonho de novo, acreditar no impossível de novo, porque quando somos crianças, acreditamos que podemos fazer coisas extraordinárias, mas a nossa vida, nossa escola, nossa igreja, nossos amigos, nosso clube, estornam a nossa capacidade de sonhar”, diz o CEO da School of Life.

Parece um tanto arrojado, mas ele está calcando o sucesso do seu novo projeto na sua própria história de ousadia.

O quadro ao lado de Bellino é outra iniciativa do empreendedor.  São 100 obras feitas com capsulas da Nespresso.  Este é de Andy Warhol, artista que desenhou a lata de sopa Campbell's, inspiração para Sopa de Pedras, tema de palestras de Ricardo Bellino.  Os quadros vendem por US$15 mil cada.  Este foi uma doação para a sede da School of Life.  Todos podem ser vistos no site http://www.saatchionline.com/Artmakers. Foto de Carla Guarilha.

O quadro ao lado de Bellino é outra iniciativa do empreendedor. São 100 obras feitas com capsulas da Nespresso. Este é de Andy Warhol, artista que desenhou a lata de sopa Campbell's, inspiração para Sopa de Pedra, tema de palestras de Ricardo Bellino. Os quadros são vendidos por US$15 mil cada. Este foi uma doação para a sede da School of Life. Para ver todos, visite http://www.saatchionline.com/Artmakers. Foto de Carla Guarilha.

Aos 14 anos, Bellino teve sua primeira experiência empreendedora ao negociar com o dono de uma oficina eletrônica uma comissão por cada Atari que seus amigos de escola levavam até ele para codificar do modelo americano para o brasileiro. Quando conseguiu juntar US$300 com as comissões, Bellino investiu num equipamento de som e se associou ao grupo que mais tocava nas festas dos colegas.

Bellino e sua lata de sopa de pedra.

E esta foi a primeira de muitas vezes que Bellino aproveitou o limão para fazer uma boa limonada.

O investimento surgiu de um pequeno problema que na época lhe incomodava. Como tinha vergonha de chamar as meninas para dançar, ele ficava atrás dos DJs nas festas.  Assim, acabou virando sócio da equipe.

“Essa timidez foi o que me alavancou”, diz ele.  “Eu consegui transformar literalmente timidez em carisma”.

E foi, exatamente, esse carisma que o ajudou a vencer barreiras, aproveitar todas as oportunidades que sua escola da vida apresentou e conquistar grandes negócios.

No fim dos ano 80, com pouco mais de 20 anos, ele convenceu John Casablancas, dono da famosa agência de modelos “Elite”, em Nova York a abrir a Elite Models Brasil.  Casablancas concordou e se tornou seu “mentor e pai espiritual”.  Foi quem, de fato, o apresentou ao Trump, que acabou sendo a chave de sua trajetória de sucesso.

Seu lema:  “Como não sabia que era impossível, fui lá e fiz!”, uma frase do escritor francês Jean Cocteau.

“O empreendedor de sucesso assume risco, ele vai no limite, acredita no impossível, passa pelas chamas, abre o mar e atravessa o oceano”, diz Bellino. “Acho que uma das minhas maiores virtudes é não ter medo de errar e, não tendo medo de errar, eu arrisco mais, dentro de uma perspectiva responsável, com a cabeça no céu e pé no chão”.

E “não ter medo de errar” , diz ele, é um de cinco simples conceitos para o sucesso.  Os outros quatro são: entusiasmo, persistência, coragem de assumir risco e a verdade.

Sendo a “verdade” o fator determinante na seleção dos aprendizes, diz Bellino.  “A verdade vem com o caráter. Se você não tem caráter, a verdade não existe”.

Para testar suas aptidões de empreendedor, visite o site em inglês do livro “You Have 3 Minutes”.

No vídeo, Ricardo Bellino conta o segredo do seu sucesso, em menos de 1 minuto:

Empreendedor brasileiro Ricardo Bellino abre Escola da Vida em Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 12 de março de 2013 Hotel, Miami, Turismo, Viagem | 11:25

Direto de Miami exclusivo: Conheça os bastidores do único hotel “5” estrelas das praias de Miami.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Elegância com tranquilidade é o lema do Acqualina. Foto de Carla Guarilha.

O Acqualina Resort and Spa on The Beach é um dos favoritos dos brasileiros em Miami.  E não é pra menos.

Tem até arroz e feijão para as crianças que preferirem uma comidinha mais caseira.

Basta pedir.

Na verdade, qualquer coisa no Acqualina, basta pedir e terá alguém a disposição, e um enorme sorriso, para atender.

Na geladeira de todos os quartos tem desde sorvete e leitinho para as crianças até champagne Veuve Clicquot, meia garrafa ou inteira. Foto de Carla Guarilha.

E foi justamente esse serviço especial e personalizado que deu ao Acqualina este ano “5” estrelas, o tradicional e respeitado prêmio “Forbes Travel Guide Five-Star Award”.

Desde que abriu em 2006, o Acqualina já ganhou vários prêmios, e é reconhecido por seu padrão de qualidade pelo grupo The Leading Hotels of the World, mas foi a primeira vez que recebeu o “Prêmio Nobel” no ramo de hotelaria.

O prêmio foi entregue para apenas 76 hotéis no mundo, e Acqualina é o único na região das praias em Miami.

“Cinco estrelas é difícil de conquistar e difícil de manter”, diz Bertha Vargas Guerrero, diretora de marketing do Acqualina.  “Mas se você trabalha duro, você vai longe”.

E toda a equipe do hotel vai longe para satisfazer o cliente.

Karine Barthelemy, curitibana, é gerente de relações com o cliente.  Ela cuida de todos os detalhes, exigências e preferencias dos hóspedes.  Entre suas qualificações, o fato de ser brasileira pesou muito na hora de contrata-la.  Os brasileiros estão entre os três mais frequentes do hotel, e Karine está lá para atende-los.

“Os brasileiros são muito fáceis de lidar”, diz ela, sorridente.  “Se o serviço está bom e a comida, está tudo bem”.

E para ter certeza de que está tudo bem, ela está sempre atenta – do arroz e feijão para as crianças que quiserem até o pãozinho francês fresquinho da padaria.

A brasileira atende às vezes 15 famílias conterrâneas em uma semana.  Costumam passar de 10 a 20 dias no hotel.

Karine no bar principal do hotel. Foto de Carla Guarilha.

“Toda vez que tem brasileiros, eles se sentem como se estivessem em casa”, diz Karine, que conhece todos os seus hospedes pelo nome e gostos.

E esse é o segredo do sucesso do Acqualina, um hotel imponente, com 51 andares – mas que dá a sensação de aconchego e intimidade.  Dividido em três torres, as duas laterais são residenciais, e a do  meio até o 28º andar é hotel, com as duas únicas suítes de três quartos em andares superiores.

Cada andar tem apenas quatro quartos, dois à direita e dois à esquerda do elevador, que já dá na porta, como em qualquer edifício de luxo.  Não tem enormes corredores para caminhar depois que sai do elevador.  E cada lado pode se transformar em uma suíte de dois quartos.  Basta fechar uma porta e abrir outra, o que é ideal para famílias com criança ou duas famílias viajando juntas.

O quarto mais simples do hotel. Foto de Carla Guarilha.

O hotel tem 98 acomodações, que vão de um quarto à uma suíte de três quartos.  Os valores também variam de US$375 até mais de US$3 mil a diária.

Entre as muitas amenidades, o Acqualina tem um spa também premiado, o ESPA, com 16 salas de tratamento, e três piscinas, todas com vista para a praia: “Beach Club”, “Recreational” e “Tranquility”.

O “lounge”, praticamente na praia, onde fica um dos três restaurantes, é famoso pelo gramado que não afunda, o que facilita o uso de salto alto e reforça o lema do hotel: elegância com tranquilidade.

Os casamentos feitos nesse espaço são deslumbrantes, diz Karine, que teve a chance de observar um recente, de brasileiros, para 200 pessoas.

Restaurante Costa Grill é perfeito para um drink no fim do dia. Só senta se for hóspede ou sócio do Beach Club. Foto de Carla Guarilha.

O restaurante Costa Grill é praticamente pé na areia, e o único do hotel que só é permitido para hóspedes ou membros do Beach Club.  Precisa “carteirinha” para sentar, como em qualquer restaurante de clube.

O Piazzetta, mais informal, e o Il Mulino New York, elegante e badalado, são abertos ao publico em geral, e recebem frequentemente residentes da cidade e turistas que não estão hospedados no hotel, muitos deles brasileiros, que hoje representam o maior numero de turistas internacionais no Sul da Flórida.

Il Mulino New York. Foto de Carla Guarilha.

Mas mesmo sem a exclusividade do Costa Grill, o padrão de qualidade é o mesmo para esses dois restaurantes e todos os setores do Acqualina: bom serviço e sorriso no rosto.

Todos os funcionários do hotel passam por um treinamento intensivo para conhecerem todos os cantos do resort, inclusive dormem duas noites com tudo pago, e o incentivo de usufruírem ao máximo de todas as amenidades.

Karine, que hoje cuida do bom atendimento dos hospedes, passou suas diárias no hotel com o marido.

“Aqui, todo mundo é VIP”, diz ela, sorrindo.

Bentley e Rolls Royce são os mais comuns no estacionamento do Acqualina. Foto de Carla Guarilha.

Acqualina
17875 Collins Avenue, Sunny Isles Beach, FL 33160
(305) 918 8000 (geral), (877) 312 9742 (reserva dentro dos EUA), (786) 522 3527 (reserva internacional)
http://acqualinaresort.com

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