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terça-feira, 5 de março de 2013 Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Saude | 11:02

Trabalho de brasileiro em Miami salva vidas de crianças no mundo

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Leucemia e linfoma são dois fantasmas da medicina que aterrorizam pais no mundo inteiro, que temem pela saúde de seus filhos, vulneráveis a esses tipos de câncer no sangue, muitas vezes curáveis apenas através de um transplante de medula óssea.

O problema é que nem sempre se encontra um doador compatível em tempo.

Esse foi o caso de Icla da Silva, uma brasileira de Maceió, que faleceu com leucemia, aos 13 anos, em 1992, em Nova York, onde buscava um doador.

Nunca encontrou, mas partiu, deixando uma missão, que hoje faz parte da vida de Carlos Wesley, representante em Miami da Fundação Icla da Silva, atualmente o maior centro de recrutamento do registro nacional de doadores de medula óssea nos Estados Unidos, conhecido como “Be the Match” (“seja compatível”).

A Fundação, baseada em Nova York, completa 21 anos em 2013.  E há cinco, conquistou o coração e dedicação do jornalista carioca, casado há 20 anos e pai de duas crianças saudáveis, Bruno, hoje com 15 anos, e Carolina com 8.

Logo que chegou na Flórida, estava em um evento, e conheceu Airam da Silva, irmão de Icla, que hoje dirige a entidade com o nome de sua irmã.

Wesley escreveu uma matéria sobre o assunto e uma família de Dallas, no Texas, leu e entrou em contato com a Fundação.

Carlos Wesley, em sua casa, em Miami, sempre sorridente -- e trabalhando, constantemente em busca de doadores de medula óssea. Um caso de compatibilidade é o suficiente para salvar uma vida, diz ele. Foto de Carla Guarilha.

O menino que precisava do transplante tinha 6 anos e se chamava Bruno.

“O mesmo nome do meu filho”, diz Wesley.  “Eu realmente me envolvi e fiquei muito impressionado com o trabalho da Fundação desde o primeiro momento que conheci o presidente [Airam da Silva] e o trabalho que realizam”.

A Fundação Icla da Silva conseguiu 40 mil doadores nos Estados Unidos no ano passado, e muitos vieram através do empenho de Wesley, que mantém uma presença ativa na comunidade brasileira do Sul da Flórida e acaba de mandar 88 novos formulários preenchidos durante uma campanha recente no consulado do Brasil em Miami.

Na mesa, já prontos os envelopes para ele colocar no correio com formulários de novos doadores. Foto de Carla Guarilha.

“O consulado em Miami tem sido um grande parceiro da Fundação”, diz Wesley. “Através desta aliança com o cônsul-geral , Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, que sempre abre as portas para realizarmos as campanhas, a gente consegue  encontrar mais brasileiros”.

E são especificamente os brasileiros – e outras minorias étnicas – que Wesley procura diariamente para aumentar as chances de compatibilidade, que depende da genética e raça do indivíduo.

Das 10 milhões de pessoas registradas no banco de doadores aqui nos EUA, oito milhões são americanos caucasianos, diz Wesley.

Isso dificulta as chances de compatibilidade.

“Nós [brasileiros] somos uma mistura de raças.  Somos europeus, africanos, índios, então, para um paciente brasileiro é mais difícil encontrar um doador compatível”, diz.  “Por esse motivo, precisamos registrar mais e mais brasileiros dessas misturas. São vidas que estão sendo salvas, são pessoas que estão tendo essa segunda oportunidade na vida porque conseguem encontrar, dentro do registro de doadores, um doador compatível”.

Wesley manda para a sede da Fundação em NY, em média, de 200 a 250 formulários todo mês.

Ele diz que a satisfação de poder salvar uma vida não tem preço.

“Acho que nosso primeiro trabalho é educar e informar que qualquer pessoa pode fazer a diferença dentro da nossa comunidade, sem pagar nada”, diz.

Wesley mostra como é simples o teste que determina a compatibilidade dos doadores. Foto de Carla Guarilha.

O processo para se tornar doador aqui nos Estados Unidos é simples: preencher um formulário com dados básicos, como endereço e telefone para que o doador possa ser encontrado no caso de compatibilidade, e passar quatro cotonetes na parte interna da bochecha.  Com isso, as informações entram no banco de dados nacional e ficam disponíveis para pacientes no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde a Fundação e seus representantes, como Wesley, também atuam e auxiliam pacientes que necessitam de um transplante de medula óssea com informações, contatos e, principalmente, na busca por doadores compatíveis.

E para Wesley, não há nada melhor do que a sensação de missão cumprida quando um paciente encontra um doador compatível.

“Quando você vê uma mãe e um pai com um filho no leito de um hospital esperando um doador sem poder fazer nada, você coloca seus problemas na perspectiva certa.  A Fundação me dá a oportunidade de agradecer tudo que Deus tem me dado”, diz Wesley, que hoje, aos 47 anos, divide seu tempo entre a Fundação, seu outro trabalho como coordenador de mídia digital da HBO em Miami e sua família.  “Eu tenho que agradecer a Deus diariamente — e eu agradeço diariamente — por tudo que Ele me deu: uma família maravilhosa, filhos saudáveis, meu trabalho e amigos.  Às vezes, a gente chega num hospital para confortar uma família e são eles que nos confortam”.

Para conhecer mais o trabalho da Fundação Icla da Silva, visite o site http://www.icla.org/pt.  Para se tornar um doador, entre em contato com Carlos Wesley pelo e-mail  carlos@icla.org ou telefone (646) 385-0671.

No vídeo, Carlos Wesley revela em menos de 60 segundos o segredo do seu sucesso:

Trabalho do brasileiro Carlos Wesley em Miami salva vidas de crianças no mundo. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013 Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes | 10:44

Acaba de abrir o mais novo “point” de Miami. Chiquérrimo e com toque brasileiro!

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Quem ainda disser que Miami é brega ou que não tem o que fazer a noite na cidade favorita dos brasileiros no exterior, basta dar um pulinho no mais novo restaurante de South Beach, localizado no hotel The Ritz-Carlton.

O Doré acabou de abrir e, sem nem uma propaganda, já vive cheio.

A sala principal do Doré. Foto de Carla Guarilha.

Mas a badalação mesmo vai começar esta semana.  Cerca de 400 convites foram entregues à elite da sociedade de Miami.  O “grand-opening VIP” para apresentar o estabelecimento aos formadores de opinião aqui foi dividido em dois dias.  Os convidados vão poder escolher se preferem ir na quarta ou na quinta-feira.

Nallé Grinda, 36, um dos sócios, diz que espera cerca de 150 convidados por noite, dando vazão para receber todos com a deferência merecida.

Foto: Celebridades já visitam o restaurante mesmo antes da inauguração VIP. Na foto, o famoso músico francês Cerrone, que lota qualquer palco para mais de um milhão de pessoas, estava recentemente jantando no Doré com amigos. À esquerda, Nallé, carinhosamente apelidado de “embaixador” do restaurante. Ele é o cara! Cuida de todas as mesas VIPs. Foto de Carla Guarilha.

O local é dividido em espaços distintos: um lindo bar na entrada, um “lounge” ao lado, sala de jantar principal e, nos fundos, a sala VIP, onde os convidados podem ficar mais reservados.

Um dos ambientes do Doré. Foto de Carla Guarilha.

Música é um grande charme do novo estabelecimento.  No início da noite, a música é ambiente e a iluminação leve, própria de um restaurante elegante.  Dá para jantar e conversar num tom gostoso e intimista.

Mas conforme as horas vão passando, a luz vai baixando e a música aumentando, ao comando do DJ francês, Pierre Z., diretor artístico do Doré.  Sem perceberem, as pessoas começam naturalmente a mexer os dedinhos na mesa e acompanhar a música nas caixas de som, cantando junto.  Quando veem, estão de pé dançando – mas tudo com classe e elegância e muita alegria à moda antiga.

Pierre Z., que já tocou em vários eventos do grupo “French Tuesdays” no Brasil, adora música brasileira e sempre coloca um remix de Lança Perfume e Ai Se Eu te Pego!, de Michel Teló.

Pierre Z., diretor artístico do Doré, anima as noites, principalmente quinta, sexta e sábado. Foto de Carla Guarilha.

Mas a grande estrela da noite mesmo ainda é o menu — e o jovem e talentoso chef Jeff Pfeiffer, americano de 31 anos, com brilhantes mãos para culinária internacional de altíssimo nível, claro com forte influência da gastronomia francesa, como indica o nome do restaurante.

Jeff Pfeiffer na sua espaçosa cozinha. Foto de Carla Guarilha.

Os pratos — assim como todo o ambiente, a música e decoração do Doré — são selecionados a dedo, com uma simplicidade elegante, que é o segredo do restaurante.

De aperitivo, tem uma seleção de “tapas” delicadíssimas, entre elas uma bresaola de pato (US$9) e croquetes de queijo de cabra (US$7), de comer rezando.

As ostras (US$48 a dúzia) são fresquíssimas mas um pouco fora da média dos preços do cardápio, que, em geral, são bem razoáveis e justos para um estabelecimento de South Beach.

O carpaccio de atum (US$14) faz grande sucesso como entrada, e de prato principal, as opções são variadas, todas muito bem elaboradas – desde um risoto de cogumelos porcini com óleo de trufa (US$24) a um filet mignon com batatas gratinadas (US$39) ou vieiras com um toque de caviar (US$44).

Prime N.Y Strip, um dos favoritos no menu, e atrás, vieiras com toque de caviar.

Como o menu, a carta de vinhos também é justa – e para todos os gostos e bolsos.  Tem desde de um Chardonnay for US$38 ou um Pinot Noir por US$42 a um Château Haut-Brion 2001 por US$2100.  É um dos poucos restaurantes que trazem o vinho na temperatura perfeita.

Já no fim da refeição,  mesmo sem espaço, vale a pena.  A torta de maçã é uma das favoritas (US$9).

E se estiver comemorando um aniversário, não deixe de avisar, e aguarde que os garçons, simpáticos e muito animados, chegam com a sobremesa e uma vela em cima para cantar parabéns, e não é uma vela comum.  É brilhante, parecendo mini-fogos de artificio.

Se tiver opção, não deixe de pedir uma mesa com o francês Sammy Hayat, que está chegando com a vela. Atencioso e divertido! Foto de Carla Guarilha.

Bon Appétit!

Doré

1669 Collins Ave., South Beach, Florida 33139
Aberto das 18hrs às 2hrs.
Reserva: (305) 695-8696 ou reservations@DoreMiami.com
Website: http://DoreMiami.com

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013 Beleza, Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Sem categoria, Shopping | 10:18

Sonho de designer brasileiro em Miami é vender sua marca exclusiva para Sônia Braga e Ivete Sangalo.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Eduardo nasceu em Santos, filho de pai alemão e mãe espanhola.

Seus pais se conheceram numa viagem na Itália, se casaram em Roma e se mudaram para o Brasil no final da década de quarenta.

Seu pai, joalheiro, queria estar próximo de um porto e achou Santos a melhor opção. Com simpatia e bom atendimento, logo foi conquistando uma clientela de luxo, de turistas estrangeiros que chegavam de navio ao Brasil.

Comerciante visionário, no fim dos anos 60, ele começou a ver que o turismo estava mudando com o aumento do tráfego aéreo e partiu em busca de novos horizontes. Em 1969, a família se mudou para Porto-Rico e continuou o sucesso no ramo de joias.

Mas essa não era a praia de Eduardo, que procurava uma jornada profissional independente dos negócios da família.

“Eu não sabia o que iria fazer.  Não queria trabalhar com o meu pai, me dava bem com ele, mas não queria trabalhar com a família”, diz.  “Queria encontrar o meu caminho na vida.  Tinha que buscar o meu futuro”.

Eduardo no escritório da "Edward Beiner" em South Miami, onde fica sua primeira loja, desde 1981. Foto de Carla Guarilha.

E assim, jovem e “hippie” com cabelos longos, típico dos anos 60 e 70, resolveu estudar no Canadá.  Logo que chegou, conseguiu um trabalho de vendedor numa ótica.  E essa foi sua largada.

Em 1980, pediu transferência para Miami e, no ano seguinte, abriu sua primeira loja na Sunset Drive, que existe até hoje.

Só que  agora, aos 57 anos e com nova identidade norte-americana, Edward Beiner, se tornou um grande designer de óculos de luxo e uma das maiores coleções na Flórida, com 11 lojas espalhadas pelo estado e planos de expansão.

Sua marca, vista em rostos famosos como dos jogadores LeBron James, Dwyane Wade ou Alicia Keys, virou sinônimo de bom gosto e qualidade.

Mas, diz Edward, só estará realizado quando vir seus óculos nos olhos de mais brasileiros.

“Sonho vendê-los para Sônia Braga e Ivete Sangalo”, brinca.

Na loja da Sunset Drive, Edward conta com orgulho que faz questão de tratar os clientes com o "carinho brasileiro". Foto de Carla Guarilha.

Eduardo diz que quando chegou em Miami e falava que era do Brasil, sempre ouvia: “Ah, Buenos Aires”.  Ninguém conhecia o país, diz, lembrando dos tempos que brasileiros só vinham para comprar eletrônicos nas lojas do centro da cidade.

Não era seu público.

Com a mesma atenção com os clientes que aprendeu com seu pai, ele foi conquistando um mercado de luxo  – mas, tipicamente americano e europeu.

Mas hoje tudo mudou, diz Edward, que tem uma de suas lojas no shopping Aventura, um dos favoritos dos brasileiros e onde o português está virando o primeiro idioma, depois do espanhol.  O inglês amarra a terceira colocação.

“O que o brasileiro traz para a economia de Miami é uma coisa incrível”, diz, orgulhoso.  “O brasileiro está levantando Miami”.

Edward diz que sua trajetória aqui não foi fácil.  Batalhou muito para chegar onde está.

“Os Estados Unidos não perdoam”, diz com humildade, o santista que lutou para criar um nome reconhecido pela qualidade mas que lhe deixou sem identidade.

Foto de Carla Guarilha.

Eduardo conta que se realiza cada vez que escuta um brasileiro falando português em sua loja, mesmo sem saber que Edward Beiner é mais brasileiro do que qualquer João ou Maria.

“Já falei para minha esposa que quero morrer Eduardo, não Edward”, brinca.  “Eu nasci Eduardo e quero morrer Eduardo”.

Já se está nos planos uma loja no Brasil, o designer prefere não antecipar nada.

Só diz: “Eu gosto da Rua Oscar Freire”, em São Paulo.  “É uma rua muito interessante”.

Quem sabe logo o brasileiro não vai mais precisar vir a Miami para comprar um par de óculos Edward Beiner.

No vídeo, Eduardo “Edward” Beiner conta o segredo do seu sucesso.

Grande designer da marca Edward Beiner conta aqui o segredo do seu sucesso. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013 Decoração, Entrevistas, Imóveis, Miami | 10:23

Badalada decoradora paulista fecha acordo com premiado arquiteto americano

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Decoração sempre correu no sangue de Camilla Matarazzo, que desde pequena se encantava com as plantas de apartamentos nos jornais e as corrigia.  E agora, a designer de interiores paulista, que virou sinônimo de bom gosto em São Paulo, está trazendo seu trabalho para Miami.

Camilla Matarazzo chega em Miami com força total. Foto de Carla Guarilha.

“Pode ser um passo a mais para o escritório”, diz a decoradora que logo completa duas décadas de existência e sucesso de sua empresa – Camilla Matarazzo Interior Designer.

Sua irmã, a fotógrafa Paola Matarazzo, conhecida aqui como Jade — pelo nome de seu estúdio fotográfico, sempre insistia para que Camilla expandisse os negócios e oferecesse serviços para velhos e novos clientes em Miami.

E agora, diz a designer de interiores, chegou a hora.

E já chegou com dois grandes clientes, que preferem não se expor.

“Agora o escritório já está estabelecido.  Não preciso ficar lá o tempo todo, dá para ir e vir”, diz Camilla, que pela primeira vez, participou de um evento em parceria com sua irmã.

Numa exposição conjunta de fotografia e decoração, as Matarazzo receberam cerca de 150 convidados num coquetel na loja da Ornare, no Design District, para lançar a chegada de Camilla aos Estados Unidos.

Camilla com Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami, no coquetel da Ornare. Foto de Carla Guarilha.

Entre eles estava presente Tony Abbate, professor de arquitetura e vice-reitor da Florida Atlantic University e dono da Anthony Abbate Architect PA, uma grande e tradicional firma de arquitetura na Flórida, com mais de 20 prêmios nas costas, e agora, parceiro da decoradora brasileira.

Jaye Abbate, Camilla Matarazzo, Tony Abbate e Jade Matarazzo. Foto de Carla Guarilha

Camilla diz que entrar no mercado americano vai ser um “desafio interessante.”

“Em São Paulo, todo mundo me conhece, conhece a qualidade do meu trabalho.  Não sei se consigo transportar isso para cá”, diz, com humildade, a designer de interiores conhecida pelos grandes projetos comerciais, como o Iate Clube de Santos, um enorme escritório de marketing esportivo e a BM&F Bovespa.

Camilla também executa projetos residenciais milionários e participa com freqüência da Casa Cor, onde em 2011, foi responsável pela decoração do espaço de uma suite para o jogador Neymar, o que foi alvo de admiração pela perfeição da mistura do ambiente – moderno com classe, que é sua marca registrada.

“Era um desafio mostrar para todo mundo que eu também posso fazer essa coisa mais jovem”, diz.  “Acho que ele [Neymar] tem a cara do Brasil de hoje, do desafio, meio irreverente”.

E é essa irreverência com classe que a brasileira espera trazer para o mercado americano em Miami.

Atrás, um painel expondo um de seus trabalhos, no coquetel da Ornare. Foto de Carla Guarilha.

“Gosto é muito subjetivo, mas brinco que o bom gosto não,” diz ela.  “Quando é bonito, todo mundo gosta”.

Suas primeiras experiências com decoração começaram com projetos de família, primeiro fazendo uma casa de fazenda para seu sogro na época, uma outra casa no sítio do seu pai, até realizar seu primeiro projeto profissional na Casa Cor, em 1994, que foi ambientada na casa de seu avô paterno na Rua Argentina.

“Fiz um banheiro, e era como se estivesse fazendo na minha casa, então foi bárbaro”, conta.  “Muitas pessoas não sabiam quem eu era, estava lá parada e ouvia comentarem entre elas.  Todo mundo elogiou muito”.

A cortina de plástico americana no banheiro de mármore fez enorme sucesso, dando inicio a sua marca registrada: simplicidade com sofisticação. Foto cortesia de Camilla Matarazzo.

Foi um marco profissional para Camilla.

“Naquele período, a Casa Cor dava uma projeção muito grande”, diz.  “Tenho grandes amigos dessa fase”.

Desde então, Camilla diz que muita coisa mudou no ramo de decoração, mas não seu estilo, que ela preservou ao longo dos anos.  A sua fórmula de sucesso é a essência do equilíbrio entre a “sofisticação do clássico e a praticidade do moderno”.

“Meus projetos são muito atemporais.  Eles podem ter sido feitos hoje ou há 10 anos”, afirma.  “Gosto de alguns detalhes clássicos, de algumas peças que têm uma história na vida da pessoa.  Se você põe tudo muito contemporâneo, muito moderno, parece que mora em uma loja”.

E essa mistura que agrada os clientes: conseguir trazer numa decoração elegante um pouco da personalidade do cliente, transformando assim uma casa impessoal em um lar.

Seu maior prazer é ver a satisfação do resultado final.

“É muito bom quando vejo um projeto realizado e falo, ‘nossa, era exatamente isso que eu imaginei’ e melhor ainda, quando a pessoa fala, ‘ai, que delícia chegar em casa, como é gostoso’.  Acho fantástico uma pessoa me pagar para fazer isso”, brinca.  “Eu faria de graça”.

No vídeo, Camilla Matarazzo conta, em menos de 60 segundos, o segredo do seu sucesso:

Badalada decoradora paulista expande seu trabalho em Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013 Alimentação, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Turismo, Viagem | 09:41

Temporada de caranguejo o ano inteiro. Onde comer deliciosos frutos do mar em qualquer época.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

Quando se fala de caranguejo em Miami, logo se pensa na tradicional casa em South Beach, Joe’s Stone Crab, que abriu em 1913 e se dá ao luxo de operar apenas sete meses por ano na temporada do crustáceo, que vai de outubro até meados de maio.

Mas um pouco ao norte, em Fort Lauderdale, existe uma outra casa especializada em caranguejo, com a metade da idade do Joe’s, muito mais barata e bem mais rústica, que vale a pena conhecer.  E o melhor de tudo: fica aberta o ano inteiro.

As contrário do Joe’s, que exige manga comprida para os homens e não permite trajes de praia ou shorts, o Rustic Inn, aberto em 1955 à beira de um canal, mantém uma atmosfera informal e simples.

Mas de rústico, só a aparência e o nome, o que deixa todos bem a vontade como numa casa de fazenda, o que torna o local ainda mais aconchegante e receptivo.

O restaurante tem várias salas, um salão de festas e um corredor de mesas à beira d’água, com garçons e garçonetes muito ocupados mas atentos e sorridentes.

A maioria prefere comer os caranguejos com vista para água.

O carro-chefe do cardápio é modestamente chamado de “World Famous Garlic Crab”, caranguejo com alho, anunciado como o mais famoso no mundo.

Só não dá para comer em silêncio.  A casa é barulhenta e fica pior quando uma mesa pede os famosos caranguejos na casca, que precisam ser quebradas através de batidas na mesa com o martelinho de madeira.

A casa oferece também avental para quem pedir o prato.  Mas para quem não tem o espírito de martelar, quebrar e se sujar na hora da refeição, o cardápio apresenta outras opções muito saborosas, ainda que não tão pretensiosamente anunciadas.

A lagosta e o camarão são deliciosos, no ponto perfeito.  Os bolinhos fritos de caranguejo são leves e podem ser pedidos como prato principal ou entrada.  As ostras, fresquíssimas, abertas na hora, são uma boa pedida como aperitivo, e as patas de caranguejo podem ser “queen” ou “king” – grandes ou gigantes.

Lagosta é um dos pratos favoritos do cardápio.

Já para quem prefere um bom prato de massa, nada como um linguini com camarão, lagosta ou mariscos da Nova Zelândia.

De exótico, a casa oferece rã e jacaré à milanesa.

A carta de vinhos é limitada mas tem o básico e os preços são justos.

Vale a pena a pequena viagem! E pode ir de shorts e manga curta.  Ninguém vai lá para ver e ser visto. Mas não custa dar uma olhadinha nas mesas ao lado.  Pode ser que reconheça algum rosto famoso.

O Rustic Inn sempre conquistou uma clientela seleta, desde os velhos tempos com visita de nomes como Marilyn Monroe e até mais recentemente Bette Midler, Barbra Streisand e Johnny Depp, entre muitos outros.

Rustic Inn
Endereço: 4331 Ravenswood Road, Fort Lauderdale, Florida 33312
Fone: 954-584-1637
Aberto: Segunda – sábado 11:30 – 22:45; domingo 12:00 – 21:00 hrs
Para maiores informações, visite http://www.rusticinn.com

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 Direto de Miami, Educação, Miami | 15:02

Brasileiro está a um passo de se tornar o melhor professor dos Estados Unidos.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

O brasileiro Alexandre Lopes foi selecionado um dos quatro finalistas escolhidos entre todos os estados norte-americanos para concorrer ao titulo de “Melhor Professor do Ano” dos EUA.  A decisão sai daqui a três meses.

Os demais candidatos são professores do colegial nas áreas de exatas, inglês e música nos estados de Washington, Maryland e New Hampshire.

O brasileiro, único finalista professor de jardim de infância, desenvolveu um programa de inclusão que já abocanhou os prêmios de “Melhor Professor do Ano” do condado de Miami-Dade, em março, e do estado da Flórida, em julho.

Alexandre Lopes com alguns de seus alunos na escola Carol City Elementary. Foto de Carla Guarilha.

Agora, o petropolitano pode se tornar o maior representante de educação dos Estados Unidos da América.

O prêmio “National Teacher of the Year” ou Melhor Professor do Ano Nacional, foi constituído em 1952 e é o mais tradicional e respeitado na área de educação aqui.

Será entregue ao finalista em abril pelas mãos do Presidente Barack Obama numa cerimônia na Casa Branca, sede do governo americano.

Nesta entrevista exclusiva ao Direto de Miami, Alexandre Lopes conta como conquistou o título estadual, como sua vida mudou no último ano desde que se tornou o “Embaixador da Educação” da Flórida e onde quer chegar.

No vídeo, Alexandre Lopes reflete sobre sua filosofia e missão de vida e conta o que o levou ao título de “Melhor Professor do Ano” da Flórida.

Alexandre Lopes é finalista para Melhor Professor do Ano dos Estados Unidos em 2013 from Chris Delboni on Vimeo.

ENTREVISTA:

Direto de Miami:  Como o título de Melhor Professor do Ano da Flórida transformou sua vida?

Alexandre Lopes: É tanta mudança que é difícil saber por onde começar.  Me tornei um palestrante, e em três meses, já fui o palestrante principal para um público de 300 pessoas em eventos que reúnem estudantes, catedráticos, políticos e pessoas influentes na área de educação, às vezes até mesmo da economia local.  Há menos de um ano, meu público eram meus alunos de 3, 4, 5 anos de idade.  Me surpreende que as pessoas queiram me escutar – escutar o que eu tenho a dizer. Fico feliz de ter me tornado uma pessoa capaz de motivar os outros, de inspirar os outros a encontrarem dentro deles o que eles tem de melhor para o mundo educacional e o mundo em geral.

DM: Qual sua mensagem principal?

AL: Sou um imigrante que vim para os Estados Unidos aos 26 anos de idade, aprendi o inglês, que não é minha língua materna.  Acho que isso tem um poder muito grande, porque fala para os imigrantes deste país, dos Estados Unidos, cujos filhos estão agora também na escola e em busca do sonho americano, fala para os americanos em si que estão educando os filhos de imigrantes. Como imigrante, como latino, ter vencido, é uma mensagem muito importante.

Em sua casa em Miami, com seus troféus ao lado. Foto de Carla Guarilha.

DM: Quem era o Alexandre antes dessa premiação e quem é o Alexandre hoje?

AL: Eu sinto que cresci muito.  O que me deixava feliz era trabalhar com crianças de 3 a 5 anos de idade, num sistema de inclusão total, numa área onde meus alunos eram imigrantes, minorias étnicas e raciais, estudantes com autismo em um sistema sem preconceitos.  Terminei meu mestrado, estava fazendo o doutorado e trabalhava com projetos para desenvolver a qualidade de ensino.  Mas eu não era uma pessoa pública.  Agora represento o Departamento de Educação da Flórida.  O meu título de “Embaixador para Educação” é regido pela lei do estado da Flórida.

DM: O senhor parece lidar muito bem com essa sua nova condição de pessoa pública.  Como chegou intimamente a essa maturidade?

AL: Acho que é importante que as pessoas vejam que eu lutei para chegar onde estou, não só profissionalmente mas como pessoa. Eu fiz um processo terapêutico com a [psicóloga brasileira] Rosane Wechsler aqui em Miami e foi muito bom.  Através de um processo de autoconhecimento, ela fez com que eu deixasse de lado incertezas e inseguranças e tivesse confiança com relação às minhas decisões e vontade de vencer, não só de uma maneira pessoal como também de forma profissional.  Eu aprendi a aceitar minhas diferenças.

DM: Hoje sua voz está transformando muita coisa na área de educação.

AL: Acho que minhas ideias são um pouco inovadoras – mas a maneira pela qual eu as exponho, eu as expresso, faz com que as pessoas não se sintam intimidadas por elas.

Alexandre escorrega com seus alunos no "playground" da escola. Foto de Carla Guarilha.

DM: O que o senhor acha que trouxe na sua trajetória de vida para chegar nesse momento?

AL: Eu vou a luta.  Não gosto de escutar quando as pessoas falam, ‘você é uma pessoa inteligente’.  Você pode ser a pessoa mais inteligente do mundo, mas se você não faz seu dever de casa, você não vai chegar em lugar algum.

DM: Inclusão seria uma palavra para descrevê-lo?

AL: Seria uma inclusão gerada através de uma aceitação social.  Minha luta é de uma aceitação social.  Todas as pessoas tem seu potencial único e que bom que é único.  O que aconteceria se não houvesse polêmica e ideias diferentes das nossas?  Será que cresceríamos? Acho que é isso, uma  aceitação social, total e irrestrita para que as pessoas acreditem em si, gostem de si e cheguem ao seu potencial, seja ele qual for.

A aluna de Alexandre foi correndo lhe dar um abraço assim que o viu. Foto de Carla Guarilha.

DM: E foi isso que os membros do comitê de seleção da Florida viram no senhor e acha que podem ver na decisão final do titulo de professor do ano de todo o país?

AL: Acho que eles viram em mim uma pessoa capaz de inspirar nos outros e de motivar os outros a buscarem o sonho americano através da educação.

DM: E agora?  Qual o futuro do Professor do Ano da Flórida de 2013, e quem sabe dos Estados Unidos?

AL: Já tive convites de filiar-me à universidades, e estou fazendo um malabarismo para terminar o doutorado o mais rápido possível.  Se quiser posso voltar para sala de aula.  Mas não sei se seria exatamente aonde eu faria a maior diferença.  Eu já esperava que no futuro me tornaria um professor universitário, trabalhando com pesquisas e ensinando a outras pessoas o que levou a tornar-me professor do ano.  Me vejo como um mediador de ideias.  Acredito nas minhas ideias mas estou sempre aberto a escutar as ideias dos outros.

DM: Sete palavras para descrever um professor de sucesso:

AL: Eduque-se, informe-se, acredite-se, ame-se, apaixone-se, entregue-se e libere-se.

DM: Qual o segredo do seu sucesso?

AL: Muito esforço, auto-aceitação e amor ao próximo.

Alexandre Lopes na sala de aula durante uma recente visita a escola. Foto de Carla Guarilha.

Para ler a coluna original quando Alexandre Lopes foi escolhido professor do ano de Miami-Dade, clique aqui.

Para acompanhar as atividades de Alexandre no Facebook, clique aqui.

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013 Alimentação, Beleza, Direto de Miami, Saude | 10:19

Curitibana em Miami ensina mulheres no Brasil como ficar em forma para o Carnaval

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

A curitibana Bárbara Trevizan chegou em Miami com 22 anos e 80 kg.

Sete anos depois, ela hoje pesa 58 kg e ganhou mais um sobrenome, Eckonen, do marido, fisiculturista com corpo perfeito e um dos sócios de uma grande academia em Pompano Beach.

“Mudei meu estilo de vida.  Sou outra pessoa”, diz Bárbara, que no Brasil não fazia nenhum exercício físico.

Bárbara Trevizan Eckonen, hoje "personal trainer", na sua academia. Foto de Carla Guarilha.

Ela cursava faculdade de física e dava aulas particulares.

“Eu era bastante sedentária e estudava muito”, conta.  “Eu adorava, só que o estilo de vida era completamente diferente do que eu tenho agora”.

Hoje, depois de sua “transformação”, ela tem como objetivo ajudar outras mulheres no Brasil a entrar em forma.

Para isso, Bárbara lançou o blog Fitnistas há um ano, e agora faz periodicamente 30 dias de treinamento virtual: o “Projeto Fitnistas”.

O próximo começa hoje.

Por um mês, ela vai postar vídeos diários de receitas saudáveis, 40 minutos de exercício e outras dicas.  A meta é ficar em forma para o Carnaval.

Bárbara treinando com Troy Eckonen, seu marido e mentor, parceiro de academia e de vida. Foto de Carla Guarilha.

Bárbara hoje atende de 30 a 40 clientes fixos todo mês na academia e ajuda mais de 2 mil mulheres que acompanham os exercícios e dieta diariamente durante o Projeto Fitnistas.

Ela diz que seu maior prazer é ver o resultado e o impacto na vida de suas alunas virtuais, desde grávidas às mais idosas.

“Uma aluna mandou a foto dela treinando com sua avó, fazendo exercício de agachamento, e a vovó com roupa de fitness e meia alta, coisa mais linda”, conta.  “Morro de orgulho, fico muito feliz”.

Bárbara diz que o mais importante numa transformação é disciplina alimentar.

“Pode treinar todos os dias, mas se for para casa e comer errado, não vai ter resultado.  Tem que ter a dedicação fora da academia”.

Bárbara hoje faz 45 minutos de exercício seis dias na semana e mantém uma alimentação saudável.

Hoje é fácil, diz ela.  “Eu amo tudo que eu como”.

Bárbara faz 45 minutos de exercício na academia diariamente. Foto de Carla Guarilha.

Mas nem sempre foi assim.

Logo que chegou na casa do atual marido, teve que aprender a conviver com uma comida sem o tempero que estava acostumada.

“Liguei para minha mãe e falei, ‘ele não tem nem sal nem açúcar na casa, o que eu faço’”?

Bárbara brinca que foi criada a base de “frango com polenta”.  Sua família, de origem italiana, é dona de restaurantes no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba.

Ela nunca se interessou pelo ramo culinário, até conhecer Troy Eckonen.

Americano, de Ohio, Troy foi, por muitos anos, chef de cozinha do Morton’s, tradicional steak house nos Estados Unidos, antes de comprar sua primeira academia na Flórida.

Ele começou a frequentar e foi se interessando cada vez mais por exercícios físicos, assim aperfeiçoando sua musculatura e concorrendo em competições de fisiculturismo.

Aos 39 anos, e ainda solteiro, ele conheceu a Bárbara, gordinha na época, e se encantou pelo seu jeito carinhoso — e brasileiro — de ser.  Ela havia trancado a matrícula na faculdade e estava passando seis meses com uma tia aqui.

Bárbara e Troy, na academia. Foto de Carla Guarilha.

A historia deles parece um filme romântico de Hollywood.

Bárbara procurava uma padaria, que ficava em frente a academia do Troy, quando ele a viu – e a descobriu.  Como ela não falava inglês, ele correu dentro da academia e pediu que um brasileiro saísse para ajudar na tradução.  Convidou-a para frequentar sua academia.  Ela disse que não tinha interesse, mas se tivesse trabalho, ficaria.  Pouco tempo depois, ele ligou e disse que precisava de uma recepcionista.  Mesmo sem falar inglês, ele a contratou, e aos poucos, foi treinando-a no trabalho e cativando seu interesse na forma física — e mais tarde, por ele.

Um tempo depois, sua tia resolveu voltar para Curitiba e ele tinha um quarto vazio em sua casa.  Ainda só como amigos, ela se mudou para lá.

E foi na casa de Troy que começou de fato sua transformação completa – física, mental e espiritual – e radical.  Por falta de opção, ela trocou o sal por ervas na comida, o arroz branco pelo integral e cortou o açúcar completamente.

Recém chegada do Brasil, como não tinha amigos ainda na Flórida, ela ficava lendo seus livros de física no quarto quando Troy batia na porta para convidá-la para jantar fora ou ir andar de bicicleta.

Isso durou um tempo até que a amizade virou namoro e casamento.

“Eu sempre falo que ele é meu anjo e ele fala que sou o anjo dele.  E não foi nada planejado, totalmente destino”, diz hoje a “personal trainer” que nunca deixou de estudar.

“Continuo estudando aqui, mas não mais física.  Hoje é educação física”, brinca.  “O blog começou justamente para traduzir tudo que eu aprendo aqui, tudo que eu faço”.

Para participar do Projeto Fitnistas, visite o site: Fitnistas.com.

No vídeo, Barbara revela o segredo de sua transformação.

Projeto Fitnistas começou hoje: Como ficar em forma para o Carnaval. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013 Alimentação, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Shopping | 10:16

Badalada brasserie em luxuoso shopping em Miami passa a servir feijoada para agradar brasileiros

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Shopping Bal Harbour em Miami. Foto de Carla Guarilha.

O Bal Harbour é passagem obrigatória para quem vem a Miami, ainda mais na época das festas de fim de ano. Não tem quem não passe por lá e, no meio das compras, não pare para almoçar, tomar um drink ou jantar no luxuoso shopping das grifes, como é conhecido e merecidamente reconhecido mundialmente.

Tartar de tuna

E agora, mais uma razão para visitar, principalmente aos sábados. O La Goulue, famoso e badalado restaurante francês, vai acrescentar feijoada ao seu tradicional cardápio, que inclui escargots, steak tartar, um delicioso soufflé de queijos, foie gras e les moules frites, saborosos mariscos acompanhados de batatas fritas, entre muitos outros pratos da culinária francesa.

Parece incompatível – mas Pascal Cohen, sócio-operador do restaurante e presidente e CEO do grupo FoodInvest, um dos principais investidores do La Goulue, diz que essa combinação é perfeita.

Os brasileiros hoje, diz ele, são fundamentais para a economia do sul da Flórida e merecem ser paparicados e tratados com deferência.

“Eles adoram Bal Harbour, adoram o La Goulue e representam uma grande parte da nossa clientela”, afirma Pascal. “É nossa vez de devolver o carinho e oferecer um presente na forma de reconhecimento de sua cultura. Nada melhor do que servir uma feijoada”, diz ele.

Área externa do La Goulue. Foto de Carla Guarilha.

O tradicional prato brasileiro entrará no cardápio dia 19 de janeiro, na hora do almoço. Será servido à la carte. Pascal diz que o preço ainda não foi definido mas garantiu que será compatível com o resto do cardápio, que é bem razoável.

O francês Jean-Pierre Petit, renomado chef do La Goulue, terá o auxilio da chef brasileira Nilza Martins, convidada para orientar a “operação-feijoada”.

Edmond Touboul (esq), Pascal Cohen, Yara Gouveia e chef Jean Pierre Petit. Foto de Carla Guarilha.

Pascal diz que essa iniciativa faz parte de uma estratégia ainda maior do La Goulue, que para ele é mais do que uma brasserie. É um “estilo de vida”, e o brasileiro é o povo que mais se enquadra, diz Pascal.

“Os brasileiros vivem exatamente de acordo com a atmosfera que queremos implementar aqui. Fazem parte da nossa marca “, diz ele. “Qual o melhor lugar para relaxar, aproveitar e comer uma feijoada senão no shopping Bal Harbour, um dos mais luxuosos do mundo?”

O original La Goulue nasceu em Nova York, na Ave. Madison, em 1974, nas mãos de Jean Denoyer. Pouco mais de três décadas depois veio para Bal Harbour mas, em 2009, fechou em NY e estava precisando de uma boa restruturação para sobreviver em Miami. Vivia vazio.

Foi aí que Denoyer procurou Pascal, com 20 anos de experiência mundial no ramo.

Pascal e um sócio, Edmond Touboul, compraram parte do empreendimento e assumiram a operação diária do restaurante, dando nova vida ao La Goulue, que hoje tem uma grande fila de espera, dependendo do horário.

Diz ele que o segredo do sucesso no ramo é muito simples: “qualidade, consistência, bom preço e bons ingredientes”.

“É preciso cuidar todo dia de cada cliente e de cada prato”.

E assim Pascal foi conquistando uma clientela fixa e leal e se apaixonando, cada vez mais, pelo que ele descreve como “estilo e elegância” do brasileiro.

“Para mim é um privilégio poder dizer aos sábados para todos os brasileiros, bem vindos ao La Goulue”.

O grupo FoodInvest tem hoje três investidores brasileiros e a expectativa é de expansão nacional e internacional.

A brasileira Yara Gouveia, corretora de imóveis e empresaria, é hoje um dos sócios-investidores do La Goulue. Com Pascal Cohen. Foto de Carla Guarilha.

Ainda em janeiro, FoodInvest está abrindo um novo restaurante francês, Doré, no hotel The Ritz-Carlton, em South Beach, e vem muito mais por aí em 2013.

“FoodInvest agora é um grupo franco-brasileiro”, diz Pascal. “Estamos operando em grandes centros e já começamos a adquirir vários outros locais importantes. A estratégia é se tornar um dos maiores grupos de investimento no ramo de gastronomia do sul da Flórida”.

La Goulue – Bal Harbour Shops
9700 Collins Avenue, Bal Harbour, Florida 33154
Tel: 305-865-2181
Aberto: Segunda-domingo 11:30 – 23:00 hrs, aos domingos fecha às 22:00
Para maiores informações, visite o site http://lagouluebalharbour.com

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012 Direto de Miami, Miami | 10:46

Reveja os cinco melhores vídeos de 2012.

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Difícil acreditar que a coluna Direto de Miami está completando um ano.

Publicamos quase 50 entrevistas, cada uma com uma história de vida, de luta, conquistas, desafios e sucesso.

Tentamos mostrar um pouco aqui quem são os brasileiros que hoje moram nesse pedacinho do Brasil nos Estados Unidos, conhecido também como a capital da América Latina.

Em 2013, esperamos trazer ainda mais dessas histórias e vamos também incluir mais dicas, principalmente gastronômicas.

Não deixem de nos mandar sugestões e comentários.

Escolhemos hoje cinco vídeos, como retrospectiva dos melhores de 2012, para encerrar o ano.

Direto de Miami deseja a todos um Feliz Ano Novo repleto de muita paz, amor e saúde.

Voltaremos dia 8 de janeiro com muitas novidades de Miami.

Até lá ☺

Feliz Festas!

Grande abraço,

Chris Delboni e equipe de Direto de Miami

1. Uma estranha e deliciosa mistura: o santo e o profano, no City Hall The Restaurant, um local tipicamente americano, que aos domingos serve um almoço regado à voz de uma das maiores cantoras de música gospel daqui, Maryel Epps. Coluna original.

Cantora Gospel Maryel Epps encanta com sua voz mágica no restaurante City Hall. from Chris Delboni on Vimeo.

2. Em março, o brasileiro Alexandre Lopes recebeu o prêmio de “Melhor Professor do Ano” do condado de Miami-Dade.  Em julho, Alexandre venceu mais uma etapa de “Melhor Professor do Ano” da Flórida, tendo concorrido com 180 mil professores de todo o estado.  E em janeiro, ele pode se tornar um dos finalistas para “Melhor Professor do Ano” dos Estados Unidos inteiro.  Coluna original.

Alexandre Lopes, brasileiro radicado em Miami, é escolhido melhor professor do ano de todo condado de Miami-Dade. from Chris Delboni on Vimeo.

3. Rose Max e Ramatis são conhecidos pelo profissionalismo — e versatilidade, de se apresentarem da mesma forma em um barzinho para 10 pessoas como em um grande espetáculo, como no ano passado, quando tiveram uma plateia de mil no The Fillmore at Jackie Gleason Theater, um importante palco de Miami Beach.  Coluna original.

Pela primeira vez, casal de músicos brasileiros em Miami será grande atração em cruzeiro para Bahamas from Chris Delboni on Vimeo.

4. O grande mestre Antonio Adolfo já formou muitos nomes da música popular brasileira, entre eles filhos e netos de ícones como Tom Jobim e Ivan Lins. Mas seu maior orgulho são suas duas filhas. Luisa hoje toma conta do Centro Musical Antonio Adolfo no Leblon, que abriu em 1985, e Carol Saboya se tornou a parceira do sonho de qualquer pai, com quem já fez alguns shows e gravou CDs. Coluna original.

Antonio Adolfo from Chris Delboni on Vimeo.

5. A artista visual brasileira Eleonora Goretkin surpreende mais a cada dia com sua simplicidade pessoal e grandiosidade artística.  Coluna original.

Eleonora Goretkin from Chris Delboni on Vimeo.

E deixo aqui um dos meus videos favoritos, da Casey, a cadela anfitriã do Aeroporto Internacional de Miami. Coluna original.

Cão é anfitrião de passageiros no Aeroporto Internacional de Miami from Chris Delboni on Vimeo.

Feliz 2013!

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Direto de Miami, Gastronomia, Miami | 10:02

Restaurante grego tem pitada brasileira em sua apimentada história.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Um dos maiores segredos gastronômicos de Miami chama-se Ouzo’s Greek Island Taverna, um restaurante grego que já passou por algumas transformações na última década. E só melhora.

A essência é sempre a mesma: simplicidade e a pureza da culinária tradicional grega, a simpatia da dona e um ambiente tão aconchegante e alegre que parece importado diretamente de uma ilha grega.

Liza na área externa do restaurante, à beira do rio Miami Little River. Foto: Carla Guarilha

“Quando as pessoas entram, elas se sentem transportadas para Grécia”, diz Liza Meli, que abriu o primeiro Ouzo em Miami Beach em 2002.

Quatro anos depois, ela se casou com o francês Gigi Meoli e o casal resolveu expandir o cardápio, para incluir novos pratos da culinária mediterrânea, e mudar o restaurante para South Beach.  Tudo ia bem, mas assim como nos Jardins em São Paulo, em South Beach é preciso um bom investimento para cativar uma clientela fixa, além dos custos de manutenção e aluguel, que são absurdos.  O restaurante fechou, mas logo reabriu com o nome Anise Taverna, em Miami, numa região que não é necessariamente um “point”, mas está crescendo.  Fica um pouco ao norte do Design District, um bairro que está cada vez mais badalado.

Novamente, tudo ia bem mas, desta vez, foi o casamento que começou a dar problema.  O casal acabou se separando e o restaurante ficou alguns meses sem identidade.

Liza foi para Grécia por três semanas com Andrea Schiavi, sua fiel escudeira – amiga e funcionária desde que abriu o Ouzo original há 10 anos.

“Essa é uma amiga para todas as horas”, diz Liza.  “Não está ao lado só para os momentos bons”.

Foto: Carla Guarilha

Assim que as amigas voltaram, Liza entrou em contato com o antigo chef, o turco Ali Cinar, que fez o nome da culinária do restaurante no primeiro Ouzo – e a equipe retornou às origens.

Liza reabriu, recentemente, o Ouzo’s Greek Island Taverna com o menu original, música ao vivo, e claro, muito “OPA” com alegria, pratos jogados no chão, dança do ventre e, às vezes, uma canjinha de dança grega, performance especial e exclusiva da dona, que já foi dançarina profissional.

Liza nasceu e cresceu em Sydney, na Austrália, onde começou sua carreira artística dançando lambada e gafieira com um grupo formado por brasileiros.  Dançavam em eventos, casamentos e clubes, chegando a fazer cinco shows em uma noite.

Liza com seus parceiros do grupo brasileiro de dança na Austrália. Foto: Álbum de família.

Mas ela sentia que algo estava faltando em sua vida.

Liza tinha também, desde cedo, experiência no restaurante grego de sua família na Austrália e decidiu entrar no ramo por conta própria.  Mas antes, resolveu viajar pelo mundo com sua melhor amiga e companheira de dança em Sydney, a carioca Deuza Lemos.

Em 1993, Liza chegou em Miami.

“Não queria vir para Miami”, diz.  “Queria ir para o Brasil, Argentina, Chile.  Mas quando aterrissei, achei que já estava na América Latina,” brinca.

No primeiro dia, assim que chegou, conheceu o guitarrista argentino Alex Fox, famoso por tocar Flamenco, com o violão até nas costas.  Ela começou a dançar, se apaixonaram e se casaram.

Mas ela engravidou e o casamento não resistiu a pressão do mundo da noite. Na  época, ela já tinha dois filhos pequenos.

E foi aí que Liza retomou seus planos de entrar no ramo gastronômico e o Ouzo nasceu na Flórida.

As entradas são deliciosas e próprias para compartir, desde hummus às azeitonas.  Mas um dos favoritos para abrir o apetite é o queijo Saganaki, flambado na mesa – imperdível – pelo sabor e experiência das chamas.  O polvo grelhado derrete na boca de tão macio, ponto perfeito, e os mariscos são de comer rezando.

Simplicidade no preparo é chave do sabor do peixe, diz Liza. Cortesia Ouzo.

Como prato principal,  há varias opções.  Os peixes inteiros são fresquíssimos e muito saborosos.

Se sobrar espaço no estômago, as sobremesas são caseiras, feitas pela mãe de Liza.

A carta de vinhos não é das mais extensas, mas tem opção para todos os gostos e bolsos, como um Malbec por US$32, um St. Emillion por US$62, e entre os brancos, um Pinot Grigio por US$32, o grego Tsantali por US$44 ou um Vermentino da Sardenha por US$38.  A casa não proporciona destilados, mas sempre oferece como cortesia um Ouzo.  É só pedir.

Chef Ali Cinar mostra os pratos de carne de carneiro que acaba de preparar. Foto: Carla Guarilha

Se estiver na cidade esta semana, não perca na quinta-feira a grande festa de aniversario de Liza – todos estão convidados para um brinde das 19 às 20h, com show de dança do ventre e apresentação do guitarrista Alex Fox.

Ouzo’s Greek Island Taverna
620 NE 78th Street
Miami, FL  33138
Tel: 305-758-2929
Email: ouzosgreek@yahoo.com

Website

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Aberto: Quarta à segunda (fechado às terças), a partir das 17h  – fecha quando o ultimo cliente for embora!

OPA!

Foto: Carla Guarilha

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