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terça-feira, 25 de setembro de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Política | 09:58

Brasileiro pode ser eleito deputado federal nos EUA em novembro

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Quando José Felix Peixoto tinha 22 anos, ele trabalhava em Ipatinga na Usiminas, que apoiava, na época, a candidatura de Eliseu Resende, do PDS, para governador de Minas.  Mas Peixoto fazia campanha para Tancredo Neves, do PMDB.  Era 1982.

Foi a primeira vez que Peixoto se viu numa posição de liderança política contrária a seus superiores.

Vindo de uma família humilde, de Ipanema, Minas Gerais, ele precisava do emprego.  Mas preferiu contrariar a direção da empresa a seus princípios.

Ele pediu demissão e se mudou para Brasília para trabalhar no Banco do Brasil, onde havia sido menor aprendiz até os 18 anos.

Hoje, fazendo 52 anos nesta sexta-feira, Peixoto é candidato para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América.

Ele concorre para deputado federal pelo Distrito 26 da Flórida — sem filiação partidária e uma pequena verba de US$15 mil.

Foto oficial da candidatura. Cortesia.

“Precisamos sair do armário e mostrar para este país que produzimos, que temos uma cultura e que não somos só carnaval e futebol”, diz ele.  “Somos pessoas inteligentes, podemos acrescentar a este país, mas precisamos ter gente lá, no congresso”.

Peixoto mora em Key Largo, no condado de Monroe, há uma hora e meia de carro de Miami.  A população é de pouco mais de 10 mil habitantes, de acordo com o Censo de 2010.  Mas como é uma cidade de veraneio, muita gente que tem propriedade e cédula eleitoral de lá, não reside o ano todo.

Peixoto calcula que mais de metade dos votos seja por correspondência, e esse é um de seus desafios: arrecadar fundos para uma mala direta e convencer os eleitores que ele é o melhor candidato para representar a região.

O segundo desafio é atingir todo seu eleitorado.

O Distrito 26, que foi acrescentado ao mapa eleitoral da Flórida este ano e vai de Key West, ao sul, à Cutler Bay, no condado de Miami-Dade, tem cerca de 600 mil eleitores com capacidade de voto, diz Peixoto, que está fazendo uma campanha simples, à moda antiga, de porta a porta mas tem grande chance de ganhar se seus adversários forem impugnados.

José Peixoto em visita a Miami. Foto de Carla Guarilha.

O republicano David Rivera é acusado de fraude e diz que tem informação que pode derrubar o democrata Joe Garcia.

Por sorte ou destino, essa tem sido a história da vida desse mineiro.

Seu pai, aposentado, trabalhava em laticínio, e sua mãe, dona de casa, cuidava dos seis filhos.  Aos 18 anos, José, que só completou o segundo grau no Brasil, saiu de casa para trabalhar na Usiminas.  Quando pediu demissão, imediatamente conseguiu trabalho no Banco do Brasil, em Brasília. Lá ficou um ano, até que surgiu uma oportunidade e resolveu tentar a vida nos Estados Unidos.

Chegou em Orlando, exatamente 27 anos atrás, no dia de seu aniversário, 28 de setembro, com US$500.  Na chegada, já no aeroporto, conheceu um brasileiro de Teresópolis, e seguiu de trem com ele para Nova York.  Novamente, sem a menor dificuldade, no dia seguinte foi indicado para outro brasileiro, dono de lojas de engraxate, e conseguiu seu primeiro trabalho no país, engraxando sapatos nas ruas de N.Y.

“Só falava, ‘thank you, I am sorry’”, diz Peixoto, hoje fluente em inglês. “No primeiro dia, já ganhei US$56”.

Continuou trabalhando em Nova York até que um passeio a Niágara Falls do lado do Canadá deu problema com a imigração americana.   Peixoto entrou nos Estados Unidos com visto de turista, pediu uma extensão de mais seis meses, mas não estava com seu passaporte nesta pequena viagem.  Apressado para pegar o carro, que havia deixado do lado americano, resolveu não esperar o ônibus da excursão, que parou num “duty free” na estrada.  Foi andando até a fronteira, poucos passos do onibus, mas aí foi detido pela imigração americana.  Logo foi solto com uma advertência.  Os oficiais disseram que ele estaria recebendo uma carta em breve.

Assustou-se, mas os tempos eram outros, diz Peixoto. “Não existia a caça ao imigrante”.

Mas por garantia, ele chegou em casa, avisou os amigos com quem morava e pegou a estrada em direção a Flórida.  Chegando em Miami, por sorte ou destino, seu caminho foi abrindo: logo conseguiu trabalho com fibra de vidro numa fábrica de barcos, casou-se com uma brasileira naturalizada americana, pegou seus documentos de imigração, se divorciou tempos depois, e numa ida ao Brasil, conheceu sua atual esposa, Bianca.

Quando retornaram, começaram a trabalhar como caseiros de um médico americano, numa mansão em Coral Gables.  Mas Bianca engravidou e a família americana, por receio de uma queda e algum problema durante a gravidez, preferiu demiti-los, mas o médico tinha uma casa em Key Largo que precisava de pintura.  O casal poderia morar lá enquanto pintava.

Isso foi 23 anos atrás.

Peixoto com seu cachorro, Simba, de 5 anos, em sua casa em Key Largo. Foto: Álbum de família.

Hoje, Peixoto e Bianca tem três filhos, seu próprio barco e moram numa casa a beira d’água num bairro onde o imóvel mais barato é US$500 mil.

O trabalho de pintura na casa do médico americano foi o inicio de sua carreira de sucesso.

Ele trabalha até hoje com manutenção e reforma. “Sou um prestador de serviços em construção civil”, diz ele.  “Um homem de 1000 ferramentas”.

E com suas ferramentas e simpatia foi conquistando os residentes de Key Largo, onde hoje ele é o único maçom latino da região.

Peixoto diz que o segredo de seu sucesso é “gostar da vida e do ser humano.  Acho que na vida você tem que estar sempre rodeado de pessoas”, diz.   “Você leva da sua vida a vida que você leva”.

E sua vida agora depende das eleições, em 6 de novembro.

Peixoto diz que mesmo se não ganhar desta vez, não vai desistir da vida política.

“Está no sangue”, diz José Felix, que descobriu há pouco tempo um diário do avô materno, do mesmo nome, onde ele escreveu durante os anos ’30 sobre os discursos que preparava para os políticos da época e os comícios que participava.  Ele morreu quando a mãe de Peixoto tinha 1 ano.

“A maior lição do diário é ter perseverança”, diz o neto de José Félix.  “A gente tem sempre que correr atrás do que tem vontade de ser”.

Uma página do diário do avô materno, José Félix. Foi encontrado recentemente pela família em Minas Gerais.

E Peixoto hoje quer ser a voz do brasileiro em Washington.

“Vou levar para o congresso dos Estados Unidos a bandeira do Brasil”, diz ele. “Temos que ter o prazer de falar: sou brasileiro-americano”.

Peixoto em comício este último fim de semana. Foto: coretsia da campanha.

Para maiores informações do político, visite seu website ou Facebook.

No vídeo, José Félix Peixoto fala sobre o diário do avô, também chamado José Félix, que conta um pouco de suas aventuras e atividades políticas na década de ’30.  Peixoto nunca conheceu seu avô materno.

Brasileiro na Flórida pode chegar este ano em Washington como deputado federal from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 18 de setembro de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Meio ambiente, Miami | 09:43

Projetos ecológicos de ambientalista brasileiro chamam a atenção de Obama

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Quando o presidente americano Barack Obama esteve em Miami Beach há alguns meses, seu governo reconheceu e elogiou o planejamento ambiental e ecológico que a cidade vem propondo e implementando.   Ele apelidou Miami Beach de “paraíso sustentável” — um elogio aos programas de conservação de energia e água, reciclagem, conscientização e restauração de recifes de corais em South Beach desenvolvidos por um brasileiro, de Niterói, Luiz Rodrigues, hoje diretor-executivo da ECOMB – Environmental Coalition of Miami & the Beaches ou, em português, Coalizão Ambiental de Miami e das Praias.

Rodrigues ao lado de um aparelho de reciclagem na sala da ECOMB. Foto de Carla Guarilha.

A ONG foi fundada em 1994 e sua principal atividade era limpeza de praias.

Em 2000, Luiz, que vinha para cá da Califórnia, com vasta experiência em biologia marinha e educação ambiental, passou a ser um assíduo voluntário da organização.

Sempre com novas ideias para melhorar as condições do meio ambiente na região, no ano seguinte, ele foi convidado para assumir a direção da ECOMB.

Depois de muita ponderação, aceitou.

Ele trabalhava no Discovery Channel – América Latina das 7h às 15h30, e na ECOMB, na sala de sua casa, até as 2 da manhã.

“Me chamavam de Luiz Ecomb”, conta rindo e orgulhoso do sobrenome do qual foi apelidado.

Rodrigues durante Dia Internacional de Limpeza Costeira, no último sábado, coordenando o trabalho com uma voluntária da ECOMB. Foto: Cortesia ECOMB.

Ele trabalhava praticamente sozinho, sem verba e dependendo de voluntários.

Mas com sua simpatia, dedicação e seriedade foi, aos poucos, criando uma enorme credibilidade com os governantes e moradores da cidade, que passaram a acreditar e apoiar suas iniciativas ambientais, entre elas a liderança e participação em grandes eventos de impacto mundial. Um dos principais é o Dia Internacional de Limpeza Costeira, que  aconteceu sábado passado e contou com mais de 1000 voluntários em Miami Beach.

Dia Internacional de Limpeza Costeira. Foto: Cortesia ECOMB.

“Acho que tenho um objetivo principal, que é de ser um agente de mudança na comunidade”, diz ele.  “Não temos condições de mudar o mundo sozinho, mas temos condições de mudar o mundo em nossa volta”.

E assim, a ECOMB foi crescendo, cada vez mais presente em Miami Beach.

Em 2007, sob sua orientação, a cidade criou um comitê de sustentabilidade, que usa como base, um guia que foi desenvolvido pelo brasileiro.

Determinado como um bom capricorniano, por sete anos, Luiz foi levando a jornada dupla entre o Discovery e a ONG, até que em 2008, conseguiu uma verba do condado de Miami-Dade, de US$42 mil, para estruturar melhor a ECOMB, já considerada praticamente uma instituição local.

“Eu sempre retiro barreiras”, diz, com humildade mas enorme orgulho de suas conquistas. “Todo trabalho é em beneficio da cidade de Miami Beach, dos turistas e moradores”.

A vida mudou: Luiz deixou o Discovery, passou a trabalhar integralmente nos projetos ambientais e transferiu o escritório de sua casa para uma sala em South Beach.

Na sua mesa no escritório da ECOMB. Foto de Carla Guarilha.

Mas seus planos não pararam por aí.

Ele diz que fez vários estudos e provou matematicamente para os governantes de Miami Beach que só de projeto de limpeza das praias seus esforços economizavam para a cidade mais de US$150 mil por ano.  “Fiz todos os cálculos, apresentei para os vereadores e pedi um prédio para a cidade”.

E mais uma vez, atingiu seu objetivo.

Em 2009, recebeu um telefonema comunicando que a ONG poderia usar o espaço de uma estação policial que estava se mudando.

“Foram uns seis meses até que finalmente a proposta foi aprovada”, diz.

Poster mostra o projeto de expansão do prédio da ECOMB onde, em breve, vai incorporar o Centro Ambiental de Miami Beach.

Hoje, ele aluga por US$1,25 (um dólar e 25 centavos) por ano um prédio pequeno mas que em breve se tornará um grande ícone: “Miami Beach Center for the Enviroment”, ou Centro Ambiental de Miami Beach, que vai incorporar todos os conceitos de sustentabilidade e se tornar um espaço de educação e conscientização ambiental e ecológica.  Terá aulas e treinamento, programa de reciclagem, biblioteca, uma horta orgânica e uma tela de cinema ao ar livre para passar filmes de meio ambiente, que também faz parte de um novo ramo que Luiz começou a desenvolver no ano passado.

Está programado para o mês que vem, o  Festival de Cinema Ambiental – Miami & The Beaches Environmental Film Festival.

Desde pequeno, Luiz, hoje com 53 anos, diz que é apaixonado pela natureza.  Filho único, sempre viajava muito com os pais para apreciar a vida natural.  Mas foi na escola, numa aula de zoologia, que descobriu sua vocação.  Os alunos tiveram que dissecar uma rã e foi aí que tudo começou.

“Comecei a ter um conhecimento mais aprofundado sobre a essência da vida, a formação, a criação da vida”, conta.  “Quanto mais estudava, mais fascinado ficava”.

Cursou biologia marinha na Universidade Santa Úrsula, mas com 19 anos, surgiu uma oportunidade para estudar nos Estados Unidos e transferiu os estudos para a Universidade da Califórnia, em Santa Cruz.  Se formou com notas altas e em seguida conseguiu uma bolsa para  fazer um mestrado, também na Califórnia, onde foi ficando cada vez mais apaixonado por mergulho e recifes de corais, hoje um dos seus projetos favoritos, ainda não realizados em Miami.

Há mais de 10 anos, estava mergulhando em South Beach, logo no início da praia, quando foi surpreendido: encontrou uma mina de corais no mar.

“Tinha corais até perder de vista, tinha peixe borboleta, tinha tudo,” diz Luiz. “Era lindo, como um Jardim do Éden no quintal da sua casa”.

Rodrigues mostra orgulhoso o projeto de reconstrucão do recife de corais em South Beach. Foto de Carla Guarilha.

Mas não durou muito.

“Quando fui de novo mergulhar um dia em 2002, não achei nada, tudo desapareceu”.

Luiz descobriu que um projeto do condado para a restauração das praias naquela área não levou em consideração os corais.  Trouxeram tanta areia que aterraram e mataram os corais.  Agora, o projeto da ECOMB, que espera realizar em breve, vai reconstruir um pequeno grupo de recifes de corais.

Mas projetos novos como esse e a construção dos anexos do prédio da ECOMB não podem demorar muito.

Luiz está sentindo que seu ciclo nos Estados Unidos está terminando.  Quer ficar perto dos pais, já com 80 anos, e quando foi ao Brasil para a conferencia das Nações Unidas, Rio+20, percebeu que ainda pode fazer muita coisa por seu país.

“Conheci muita gente interessante”, diz.  “Comecei a ter uma ideia diferente que tinha vontade de fazer no Brasil para criar uma parceria – um grupo de ação – entre ONGs, o governo e a industria”.

Mas antes, ele quer finalizar seus projetos aqui, e espera conseguir cada vez mais apoio de empresas, inclusive as brasileiras como vem tido da Vita Coco, VeeV e Leblon Caipirinha.

“A gente nunca vai saber o que está do outro lado da montanha se você não escalar a montanha, então procuro sempre escalar, com persistência, insistência, e com carinho, com cuidado e respeito”, diz o ambientalista brasileiro, hoje o maior defensor do sistema ecológico de Miami Beach.

No vídeo, Luiz Rodrigues revela em  60 segundos o segredo de seu sucesso:

Luiz Rodrigues, diretor executivo da ECOMB, maior centro ambientalista de Miami Beach: segredo do sucesso from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 Beleza, Direto de Miami, Miami | 10:01

Filha de brasileira pode ser escolhida jovem mais bonita da Flórida

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Com três anos. Cortesia: álbum de família.

Sofia Milanesi começou a carreira de modelo com pouco mais de 2 anos.   Filha de pai italiano e mãe brasileira, tinha se mudado para Miami, onde surgiu a oportunidade e logo começou a trabalhar com uma das maiores agências de modelo infantil, a World of Kids, em South Beach.

“Trabalhava umas quatro vezes por semana”, conta Sofia, hoje com 15 anos.  “Eu gostava muito”.

Seu trabalho mais importante foi uma foto da marca italiana Lorena’O, que fez para a Vogue Bambini, quando tinha 8 anos.  Foi a primeira vez que saiu numa revista de moda.  Até então fazia fotos para catálogos de lojas de departamentos, como a Sears.

Vários trabalhos. Cortesia.

“Estava um pouco nervosa porque era o maior trabalho que iria fazer”, diz ela.  “Mas vi que o fotógrafo era italiano e comecei a falar italiano com ele.  Acho que deixei uma impressão muito boa”. O teste foi um sucesso e Sofia conseguiu o trabalho.

Mas com 11 anos, a família se mudou para Nova York, e lá, Sofia não teve a mesma sorte. Com a chegada da adolescência, o mercado exigia pelo menos 1,72 m, que ela não tem.

“Fiquei muito triste e não desisti por completo de ser modelo”, diz.  “Mas regras são regras”.

Assim Sofia começou a fazer cursos de interpretação.   Fez aula no HBO Studios, participou de um filme curta metragem e de um comercial da Burlington Coat Factory, uma grande loja nos Estados Unidos.

“Se for muito famosa como atriz, vão me chamar para fazer alguns trabalhos de modelo, mesmo se não tiver altura”, diz a adolescente, que voltou para Miami no ano passado.

Ela mora com a mãe, Michele Bolgen, separada do pai de Sofia, e seus três meio-irmãos, de 7, 6 e 2 anos, filhos do atual casamento da mãe.

Aqui, ela começou a se interessar por concursos de beleza.

Orgulhosa da faixa de Miss Bal Harbour. Foto de Carla Guarilha.

“Comecei a ver concursos de beleza na internet, estudei e pensei: acho que consigo fazer isso”, conta, entusiasmada, a Miss Bal Harbour Teen USA, um título que conquistou no início do ano.  “Estava me sentindo bem, com muita confiança no dia”.

Sofia agora concorre, dias 19 a 21 de outubro, ao título estadual, de Miss Florida Teen USA para 2013.

Ela está sendo preparada por especialistas no concurso de Miss Teen. O treinamento vai desde o vestido e postura até a importante entrevista de três minutos com o júri.

“Meu maior desafio é deixar a melhor impressão”, diz ela.   “Quero mostrar minha personalidade.  Eu tenho um coração bem grande – espero que eles consigam ver isso”.

Sofia com sua gata, Catniss, de 8 meses. Foto de Carla Guarilha.

Sofia diz que o que mais teme são os temas políticos, mas está se preparando também.  “Estou lendo o jornal todo dia”.

Desde pequena, Sofia gosta de ler e estudar, e hoje fala fluentemente quatro idiomas: português, inglês, espanhol e italiano.

“Eu sempre coloco os estudos na frente”, diz a jovem, que só tira notas altas.

“No concurso de beleza não buscam só beleza”, diz ela.  “A entrevista é a coisa mais importante.  Você tem que ser inteligente.  Tem uma menina que está concorrendo – tem 16 anos e está na universidade – tem que ser inteligente, não só bonita”.

Com sua mãe, Michele Bolgen. "Uma coisa que minha mãe sempre me falou e nunca escutei é escolher bem meus amigos", diz Sofia. "Nem sempre fiz amizades boas – e agora que me mudei para cá vejo que meus amigos em Nova York se meteram em coisas horríveis. Penso, nossa, poderia ser eu". Foto de Carla Guarilha.

Sofia espera conseguir cursar grandes universidades, como Harvard ou Yale, quando se formar no colegial, em 2015.  Ainda não sabe se quer fazer engenharia ou marketing.

Ela afirma que como sua família tem condições de pagar sua universidade, se ela ganhar o concurso, quer doar um dos prêmios – US$40 mil em bolsa de estudos na Nova University, uma faculdade na Flórida – para uma menina que não tenha condições financeiras de arcar com os estudos.

“Vou ver se consigo doar para uma pessoa que realmente quer estudar mas não tem dinheiro”, diz Sofia.

Mas enquanto isso, ela está estudando numa escola especial, Miami Arts Charter School, onde tem duas horas diárias de aula de interpretação.

E assim, Sofia segue em frente, em busca do sucesso e da felicidade, que para ela é a mesma coisa.  “Sucesso é ser feliz”, diz.  “O segredo é ser persistente em tudo que você faz.  Não pode deixar passar as oportunidades. Tem que ir atrás”.

Sofia fez questão de posar na frente do quadro dos irmãos, na sala de sua casa. "Felicidade também é estar bem com a família", diz a jovem Miss Bal Harbour Teen. Foto de Carla Guarilha.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012 Direto de Miami, Diversão, Esporte, Miami | 09:33

Rei do café surfa nos negócios e na vida

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Christian Wolthers, apesar do nome, é brasileiro. Mais precisamente de Santos, no litoral de São Paulo. E, como muitos que moram perto de praia, começou a surfar ainda garoto, com apenas 9 anos.

Hoje, com 53, Christian mora no sul da Flórida, onde abriu recentemente sua primeira loja de pranchas de surfe e Stand Up Paddles, o surfe a remo, uma modalidade do esporte aquático que vem crescendo rapidamente aqui, no Brasil e no mundo.

Christian Wolthers na sua loja em Fort Lauderdale. Fotos de Carla Guarilha.

O que atualmente é um negócio sério e consolidado, começou como uma brincadeira.

Apaixonados pelas ondas,  Christian e o irmão mais velho John começaram a fazer e vender pranchas para sustentar o hobby. E foi assim, ainda adolescentes e com incentivo do pai, que a dupla abriu uma pequena fábrica de pranchas de surfe, a “Viking”, apelido que ganharam nas praias  por conta do tipo físico e do seriado que passava na TV na época.

John, esq., e Christian, dir, com 12 anos. Cortesia.

Mas, a morte do pai em 1978, fez com que  Christian, aos 18 anos, assumisse outro negócio da família: o comércio de café. “Meu pai deixou uma herança, um nome muito forte no café”, diz.

E assim, o empresário das pranchas surfou muito bem no outro ramo também. Ele conhecia o potencial do café brasileiro, mas sabia que o Brasil tinha fama de exportar para os Estados Unidos produto de média qualidade. Estava disposto a enfrentar o desafio e mudar a imagem do café brasileiro no mundo inteiro.

“Foi nadando contra esse estigma que resolvi abrir um escritório nos Estados Unidos”, conta, orgulhoso, que poucos anos depois, o Starbucks estava vendendo em todas suas lojas a linha ‘Brazil Ipanema Bourbon’, da fazenda Ipanema, representada pelos Wolthers.

“Sem dúvida fui o primeiro a trazer cafés especiais para os Estados Unidos”, confirma.

E foi assim que Christian se mudou com a esposa e os filhos para Fort Lauderdale, perto de Miami, nos anos 90. “A Flórida sempre esteve com a gente”, brinca Christian, fazendo referência a praia da Flórida, em Praia Grande, onde surfava na sua infância e juventude.

Já instalado aqui, abriu a Wolthers America, uma importadora de café que trabalha diretamente com a Wolthers & Associates, que opera como corretora do produto no Brasil.

As duas empresas vendem hoje em média quatro milhões de sacas de café por ano e continuam expandindo os negócios com escritórios em outras partes no mundo — sempre tomando decisões, dentro do possível, com olho nos melhores pontos para o surfe.

“Montei escritório de café na Guatemala e abri uma distribuição de pranchas Viking lá. Guatemala talvez seja a onda mais perfeita e desabitada”,  conta, sorridente o surfista.

Ele lembra que até em locais não muito propícios ao surfe, ele sempre deu um jeito de aliar os bons negócios à onda perfeita, ou o mais perto possível disto.

Christian surfando no ano passado na Nicaragua, outro de seus pontos favoritos para surfar. Cortesia.

Christian conta orgulhoso que aos 21 anos foi a primeira pessoa a surfar na Dinamarca, isto com uma prancha feita com um ralador de queijo em cima de um arbusto.  Ele diz que não resistiu a visão de enormes ondas geradas por uma tempestade que tinha atingido a cidade de praia onde ele e a mulher estavam para ter o primeiro filho do casal, Rasmus.

Hoje, a Viking Surfboards produz em séries de até 50 pranchas, tem mais de 150 modelos seus exclusivos e vende anualmente cerca de 2.500 pranchas de vários tipos e tamanhos, entre elas a SUP – Stand Up Paddles, que está entre as mais procuradas e dá o nome a sua nova loja: Vikings Surf’s SUP, um trocadilho com a gíria em inglês, “surf’s up”, algo como, “E ai, surfando bem?”.

A SUP, na parede, é uma das modalidades que mais cresce nos Estados Unidos.

Christian diz que sua identidade como surfista aos poucos está desaparecendo, mas ele tenta não perder nenhuma oportunidade.  No último furacão, Isaac, aproveitou as ondas fortes na praia de Haulover, perto de Miami e esta semana segue de prancha para Orlando para a Surf Expo – uma grande feira de esportes aquáticos, com participação de 12 mil participantes.

“Vamos subir surfando e voltar surfando, se tiver onda”, diz o empresário de café, que aprendeu com os 18 anos de vida que conviveu com seu pai a valorizar sempre o nome da família e nunca trabalhar apenas pelo dinheiro, valores compartilhados pela esposa de 33 anos, companheira do surfe e da vida.

Christian e a esposa Viviane, sua companheira no surfe e na vida.

“Quando você tem paixão pelo que faz, você sempre tem motivação para criar coisas novas”, diz Viviane, enfermeira e acupunturista especializada em medicina oriental.  “Tem que ter sempre um estímulo para uma coisa nova e muita perseverança”.

E assim a família de surfistas cresce com netos e novos negócios.

E eles têm fôlego para muito mais.  Abriram há três anos o Bikkini Barista, um multiplex de três andares em Santos, com café, restaurante, nightclub e casa de shows.

Foi uma ideia de Rasmus para diversificar os negócios da família, que tem como sócio o primo, barista e músico, conhecido nas rodas do entretenimento como Crica.

“O nome é uma fusão das nossas duas raízes: o barista é o café e o biquíni é a brisa do mar e surfe”, diz Christian.

Wolthers mostra, orgulhoso, sua assinatura numa de suas pranchas favoritas.

*No vídeo, Christian fala um pouco sobre sua visão de sucesso, que conquistou graças a sua esposa, conforme se identifica com o relato de Michelle Obama, primeira-dama dos Estados Unidos.

Christian Wolthers, rei do café e do surf brasileiro, revela o segredo do seu sucesso: visão de futuro e amor da família. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012 Direitos Humanos, Direto de Miami, Educação, Imigração, Miami | 09:53

Carioca vive sonho americano e vira herói de jovens imigrantes indocumentados que querem completar os estudos nos Estados Unidos.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

O carioca Felipe Sousa Matos ficou muito conhecido aqui nos Estados Unidos pela caminhada de mais de dois mil quilômetros que fez de Miami a Washington para reivindicar o direito de jovens imigrantes indocumentados, como ele, acesso às universidades americanas. Mas este foi, para o brasileiro, apenas um trecho de um caminho muito longo que vem percorrendo desde pequeno.

Tinha 6 anos quando recebeu a primeira grande lição de vida. Sua mãe, faxineira no Rio de Janeiro, o fez entregar para uma outra criança que passava fome na rua o único pão que eles tinham. “Não tínhamos dinheiro para comprar outro pão”, diz Felipe. “A gente tinha muito pouco.  Quase nada”.

Na época, ele não entendeu o gesto da mãe, mas se lembra com clareza das sabias palavras de dona Francisca: “Você tem que ajudar o próximo.  Se você quer mudar o mundo, todo dia você tem que dar o máximo que pode, sem olhar para trás”.

Felipe, em Oakland, no ano passado. Fotos: Cortesia/album de família.

Hoje, aos 26 anos, Felipe reconhece que aquela atitude moldou o seu caráter e o tornou quem ele é.  “Cresci com minha mãe dizendo que eu tinha que compartilhar tudo que conquistava com todos ao meu redor, e que tinha que estudar”, conta.  “Eu lembro que ela sempre me dizia que a única forma de sair da pobreza era através da educação”.

E assim foi.

Felipe hoje é um líder estudantil, um defensor das causas homossexuais e um herói na luta pelo direito de milhares de jovens imigrantes que querem continuar os estudos universitários nos Estados Unidos, muitas vezes o único país que eles conhecem.

Sua caminhada ao lado de três amigos em janeiro de 2010 para reivindicar a aprovação do “DREAM Act” – projeto de lei que daria direito à educação superior para jovens imigrantes – resultou no primeiro passo para essa conquista: a “Ação Diferida”, uma Ordem Executiva da Casa Branca, que entrou em vigor este mês e pode permitir que mais de um milhão de jovens sem documentação nos Estados Unidos, ou seja, considerados ilegais pelas autoridades americanas, consigam permissão temporária de trabalho por dois anos.  [Veja abaixo link do Consulado do Brasil em Miami com mais informações em português e todos os requisitos para obter a documentação].

“Não é uma solução definitiva”, diz Felipe.  “Só o Congresso pode implementar uma solução definitiva, mas já é alguma coisa”.

E para Felipe, muita coisa.  É sua chance de realizar seu grande sonho de seguir adiante com os estudos para se tornar um professor universitário.

Ele mandou seus documentos para o Departamento de Segurança Interna semana passada.  “Acho que vou conseguir”, diz, sorridente e confiante, características que sempre marcaram e guiaram desde menino sua vida, que nunca foi fácil.

Durante o discurso no Miami Dade College, 15 de agosto, dia em que a "Ação Diferida" entrou em vigor. "O papel azul é minha documentação", diz orgulhoso.

Felipe nasceu no Rio de Janeiro.  Os pais se separaram quando tinha apenas 2 anos e ele foi morar em um quitinete com a mãe e as irmãs mais velhas.  Anos depois, quando as irmãs já tinham saído de casa, ele se mudou com a mãe para uma casa em Duque de Caxias.  “Não estava construída por completo. Não tinha muro nem janela direito”, diz ele.  “A gente colocava plástico na janela para que quando chovesse não entrasse água”.

Quando Felipe tinha 12 anos, sua mãe passou a ter uma dor crônica nas costas e não podia mais trabalhar como antes, então, ele começou a fazer o que podia para colocar dinheiro em casa: distribuía panfleto político, limpava casa, cortava grama.  “Trabalhava no que dava”, diz Felipe.

Mas, sua mãe estava muito preocupada com os estudos do filho: “Minha mãe sempre foi muito rigorosa”, diz ele.  “Se eu chegasse em casa com qualquer coisa menos do que uma nota 10, ela brigava comigo”.

Assim, aos 14 anos, Felipe foi morar em Miami com uma das irmãs, que já estava há alguns anos na cidade.  Conseguiu visto de turista, e pegou o vôo para os Estados Unidos, amedrontado e com um grande aperto no coração.  “Tinha medo de nunca mais voltar”, diz.  “Lembro que entrei naquele avião e chorei por oito horas”.

Ao desembarcar, recebeu um conselho de Claudia, sua irmã, hoje com 36 anos: “esse é um país que todos seus sonhos podem se realizar.  A única coisa que você tem que fazer é se manter focado e estudar”.

Felipe entendeu que o sucesso estaria em suas mãos e levou essas palavras muito a sério.

Ele só tirava nota máxima nas matérias, ganhava prêmios na escola e estava pronto para entrar na faculdade quando se deu conta que, como imigrante indocumentado, ele não tinha acesso ao ensino superior. Mas não desistiu.

Felipe passou mais de um ano trabalhando em restaurantes como garçom,  lavador de pratos e limpando casas nos fins de semana para juntar dinheiro.  Até que um amigo comentou sobre um programa especial no Miami Dade College.  Conseguiu vaga e bolsa de estudos e começou a cursar relações internacionais.  Mais uma vez, se superou: abriu uma associação na faculdade para ajudar crianças necessitadas e arrecadou fundos para construção de uma escola na África, continuou ganhando prêmios de melhor aluno e chegou a presidente do Grêmio Estudantil.

Saiu com diploma de dois anos, que é o máximo do curso oferecido no Miami Dade College, e esperava seguir para uma universidade de quatro anos.  Só que de novo, outra decepção.  Tinha as notas para ser aceito nas grandes faculdades americanas mas não tinha dinheiro.  Como imigrante sem documentos, o custo seria três vezes maior.

Perdeu mais um ano até que a amiga de uma amiga comentou sobre um programa especial da Universidade St. Thomas, em Miami.  Foi aceito imediatamente com bolsa parcial.  Dos US$25 mil por ano, a faculdade daria US$15 mil.  Mas ele não desistiu e conseguiu uma segunda bolsa de mais US$7 mil por ano e completou o pagamento com seu trabalho.

Felipe se formou em economia e administração em maio, quando realizou um outro sonho: casou-se oficialmente com seu companheiro Juan.  A festa foi em Miami e a cerimonia em Massachusetts, onde o casamento gay é legal.

Felipe, no dia do casamento, ao lado do marido, Juan Rodriguez

Felipe com a irmã Claudia, na festa de seu casamento com Juan

“Eu sinto, no meu coração, muita gratidão. Eu tive oportunidade de ter uma mãe muito boa, duas irmãs que me amam e que me ajudaram a ver a vida de uma forma melhor”, diz.  “A cada etapa de minha vida, tive sempre um anjo que caiu do céu, do nada, e conseguiu me ajudar naquele período.”

E agora, Felipe sente que é sua vez de ser esse anjo para milhares de pessoas injustiçadas.

“Embora o mundo inteiro diga que temos que ser individualistas, eu sempre aprendi o contrário.  Só vou conseguir melhorar minha vida pessoal se a comunidade inteira também estiver bem”.

E Felipe segue sua luta.

Presente de casamento do artista Julio Salgado. "Amor não é ilegal".

Serviço:

O Consulado-Geral do Brasil em Miami tem informações detalhadas em português sobre a “Ação Diferida”, o programa do governo norte-americano para a suspensão temporária de deportação de jovens imigrantes.  Veja no link da pagina de noticias.

Para informações de como obter uma carteira de matrícula consular, clique aqui.  O documento é valido em qualquer lugar dos Estados Unidos e reconhecido pelo governo americano.

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terça-feira, 21 de agosto de 2012 Comida, Diversão, Gastronomia, Miami | 10:01

Direto de Miami traz duas programações imperdíveis para cortar a monotonia dos domingos

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

A voz de Maryel Epps anima os domingos no Restaurante City Hall. Foto de Carla Guarilha.

Uma estranha e deliciosa mistura: o santo e o profano.  É o que oferece o City Hall The Restaurant, um local tipicamente americano, que aos domingos serve um almoço regado à voz de uma das maiores cantoras de música gospel daqui, Maryel Epps.

“As pessoas comentam comigo: me sinto como se tivesse ido à igreja – mas comi e bebi ao mesmo tempo”, brinca Steven Hass, dono do restaurante.  “É o domingo perfeito”.

Steven Hass com a velha amiga Maryel Epps no City Hall. Foto de Carla Guarilha.

O show é informal e interativo, mais ou menos das 12h45 às 14h45, com um breve intervalo.  Mas o horário não é lá muito britânico.  Às vezes, começa um pouco mais tarde e vai até 15h30, tamanha a animação do público,  sedento pela voz mágica e encantadora da cantora americana, e por uma boa panqueca, omelete ou a famosa polenta cremosa da casa.

Epps veio de Nova York para fazer um show em Miami há mais de 10 anos e se apaixonou pela cidade.  Lançou seu programa, “Gospel Brunch”, primeiro no elegante e aconchegante bistrô francês Caviar Kaspia, tradicional de Paris, que existia no primeiro andar da badalada boutique The Webster em South Beach.  Quando o restaurante fechou, a cantora fez um tour pelo mundo até que Hass, veterano no ramo de gastronomia em Miami abriu o City Hall há pouco mais de um ano.

Epps no inicio do show. Foto de Carla Guarilha.

Hass tem um longo histórico de administração de restaurantes em Miami, do tradicional The Forge ao China Grill – até que no ano passado, resolveu arriscar uma carreira solo e abrir o City Hall, que tem tido tanto sucesso que ele pensa agora em expandir internacionalmente.  Um dos locais em consideração é São Paulo.

“Adoro o Brasil e não tenho medo de pegar um avião”, diz, sorridente.  “Os brasileiros nos conhecem bem.  Isso ajuda bastante. Já ter um nome reconhecido é um fator importante  quando a gente pensa em abrir em outra cidade”.

Epps anima uma mesa de brasileiros e conversa com dona Yedda Paradela, carioca, em Miami desde 1959, que comemorava seus 84 anos com a família no City Hall. Foto de Carla Guarilha.

O City Hall é um dos cerca de 200 restaurantes que participam do “Miami Spice”, uma iniciativa proposta por Hass há mais de uma década para lidar com a crise econômica depois dos atentados terroristas de 2001.  Os restaurantes estavam às moscas e Hass, atualmente “chair” do Greater Miami Convention & Visitors Bureau, propôs à cidade na época um programa onde os participantes ofereceriam um cardápio de preço fixo, com direito a entrada, prato principal e sobremesa. Ele conta que ninguém hesitou, e hoje o Miami Spice é um sucesso nos meses de agosto e setembro.  Uma conta que sairia US$100 por pessoa nos outros meses do ano, durante Miami Spice fica entre US$19-23 no almoço e US$33-39 no jantar, sem bebida.  Vale a pena conferir os detalhes pelo site: http://ilovemiamispice.com.

Epps com sua banda. Foto de Carla Guarilha.

City Hall The Restaurant
2004 Biscayne Blvd, Miami, FL 33137-5012
(305) 764-3130
http://www.cityhalltherestaurant.com.

VIDEO: Assista ao vídeo de uma pequena amostra da voz de Maryel Epps e sua mensagem para os brasileiros:

Cantora Gospel Maryel Epps encanta com sua voz mágica no restaurante City Hall. from Chris Delboni on Vimeo.

BOX:

Para quem busca uma opção mais sofisticada para o domingo – mas ainda acessível durante os meses do Miami Spice, nada melhor do que o Smith & Wollensky, uma “steakhouse” que existe em várias partes dos Estados Unidos, mas que em Miami tem um diferencial:  uma vista imbatível com um espetacular pôr-do-sol, o que torna o local perfeito para um “happy hour”.

Fica em South Pointe, um dos pontos residenciais mais caros de Miami – e passagem obrigatória dos cruzeiros que saem do porto.

Quem preferir pedir pelo cardápio habitual,  o “bouquet” de frutos do mar, que vem com lagosta, ostras, camarão e caranguejo é uma das entradas favoritas dos frequentadores (US$32) e, como prato principal, há muitas opções de carne (de US$42-56) – do filet “Au Poivre” ao “Oscar Style”, recheado com carne de caranguejo, ou um Porterhouse,  gigante para duas pessoas (US$95). Os peixes também são fresquíssimos e a lagosta é um dos pratos principais.  Só que aí, lembre-se de perguntar o valor do dia antes de pedir lagosta para não tomar um susto quando a conta chegar.

Filet Oscar - com carne de caranguejo

Filet Oscar, recheado com carne de caranguejo

"Bouquet” de frutos do mar.

Smith & Wollensky
1 Washington Avenue 
(em South Pointe Park)
Miami Beach, FL 33139
(305) 673-2800
Para informações do restaurante de South Beach, visite: http://www.smithandwollensky.com/sw-miami-beach

Fotos: Cortesia S&W

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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Arte & Cultura, Cinema, Direto de Miami, Diversão, Entrevistas, Miami | 09:05

Falta de patrocínio não impede uma mato-grossense de continuar divulgando o cinema brasileiro em Miami, em grande estilo.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

O Festival de Cinema Brasileiro de Miami completa 16 anos e, apesar da falta de grandes patrocínios, vai manter a qualidade e o padrão que o consagra.  Tudo isto por conta do amor de Viviane B. Spinelli e suas sócias, as irmãs Cláudia e Adriana Dutra. A crise econômica atingiu em cheio os negócios, mas não a garra, a dedicação e o empenho desse trio.

Spinelli diz que apesar de ter menos ajuda financeira, a edição deste ano continua com o apoio local e alguns patrocínios importantes, como do Consulado do Brasil em Miami, e não deixa nada a desejar aos outros festivais.

“O conteúdo do festival está lindo, e a gente está com um cinema maravilhoso com filmes belíssimos”, diz ela.  “Acho que é isso que vale no fim das contas”. E foi com esse mesmo espírito que deu início, em 1997, ao primeiro Brazilian Film Festival of Miami.

Viviane diz que sempre buscou desafios e nunca gostou de se acomodar em nada na vida.

Viviane na piscina de sua casa com Athena Von Claude, uma cadela da raça Pastor Alemão - capa branca, com um ano e meio e 50 kg. Foto de Carla Guarilha.

Com 15 anos, tinha um vida confortável em Cuiabá e um Mustang na garagem.  Mas queria conhecer o mundo e começou pelo Rio de Janeiro, onde morava sua avó Dilza Maria Curvo Bressane, hoje com 91 anos.

Viviane, em Cuiabá, ao lado de sua vózinha, dona Dilza, sua "segunda mãe", hoje com 91 anos. Album de família,

Queria estudar artes plásticas mas acabou cedendo as pressões da família e, com 17 anos,  começou a estudar arquitetura.  Mas, sua vida mudou mesmo quando foi estudar inglês na Califórnia e na volta passou uns dias em Miami visitando as amigas Cláudia e Adriana  – sim, as mesmas que hoje são suas sócias. Ela adorou a cidade e sabia que voltaria. Assim foi.

Assim que conseguiu, retornou a Miami para morar, e em seguida, as três amigas abriram a Inffinito Promotions, transformando um sonho em um dos eventos mais importantes da cidade.

“O Brasil ainda era um pouco visto pelo estigma de futebol e samba.  Ninguém falava do lado cultural, dos filmes, teatro, da cultura brasileira”, conta Spinelli.  “A gente pensou, vamos fazer um festival de cinema brasileiro para mostrar a cultura por um outro prisma”.

Viviane ainda se emociona ao lembrar do primeiro ano do festival.

“Foi uma repercussão muito bonita”, diz Spinelli.  “A gente não esperava”.

Cortesia Inffinito

Cortesia Inffinito

A edição de lançamento foi realizada no cinema Bill Cosford, da Universidade de Miami, em Coral Gables, onde passa muitos filmes experimentais, estrangeiros e documentários, voltados para um público intelectual e apaixonado por cinema.   Só que o mais novo evento da cidade na época contava com um diferencial: o “glamour” brasileiro.

Vieram especialmente para o ocasião nomes importantes da grande tela do Brasil, como Andrea Beltrão, Marieta Severo e Evandro Mesquita, e mostraram filmes premiados e celebrados, como “O Quatrilho”, de Fábio Barreto, “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil”, de Carla Camurati, “O pequeno Dicionário Amoroso”, de Sandra Werneck, “Como Nascem os Anjos”, de Murilo Salles, e “Terra Estrangeira”, de Walter Salles e Daniela Thomas, entre outros.

“Às vezes, você tem umas ideias que não sabe o que vão dar, e dão certo”, diz Spinelli.  “A gente não tinha noção da dimensão que poderia tomar isso”.

O sucesso foi tanto que a prefeitura de Miami Beach convidou o grupo para fazer o segundo festival no Colony Theatre, na Lincoln Road, com a noite de estreia em um telão ao ar livre.

A sociedade das três amigas começou a crescer e hoje a empresa é dividida em três operações: Inffinito Núcleo de Arte e Cultura e Inffinito Eventos e Produções no Rio de Janeiro, onde Cláudia e Adriana moram atualmente, e Inffinito Foundation, em Miami, onde está Viviane.

“São 18 anos de parceria”, diz orgulhosa Spinelli, que cuida de toda a produção internacional.

Viviane no meio das sócias, Cláudia e Adriana. Cortesia Inffinito.

A Inffinito apresenta cerca de 10 festivais de cinema brasileiro no mundo, da América Latina à Europa, passando por Vancouver no Canadá e Canudos no Brasil.

Viviane conta que nunca esqueceu quando recebeu o primeiro grande patrocínio da Petrobras.  Diz que apareceu uma coruja na janela do escritório em Miami e, naquele momento, sabia que estava no caminho certo.

Ela acredita que ainda vai ter de volta os grandes patrocínios e aposta na força da letra F, que aparece em dose dupla no nome da empresa Inffinito, em palavras essências nesta história: filme, força e feminino.

“Acho que tudo na vida da gente é trabalho, realização e busca”, diz.  “Estou buscando ainda.  Não me sinto estagnada com 43 anos – não me sinto completa ainda”.

Spinelli nunca deixou de pintar ou perdeu sua paixão por arte.

Seu próximo desafio agora é abrir uma galeria de arte em Miami.

“A gente sempre tem que ter um sonho na gaveta”, diz. “Quando a gente para de sonhar, a gente para de ter razão para viver”.

Viviane com Samantha Jones, sua gata, ao lado de um de seus quadros. Ela tem um pequeno atelier em casa e ainda sonha em abrir uma galeria de arte em Miami. Foto de Carla Guarilha.

O Festival de Cinema Brasileiro de Miami acontece entre os dias 18 e 25 de agosto. Serão exibidos 22 filmes, entre curtas e longa metragens da Mostra Competitiva no Colony Theatre e Mostra Paralela no Miami Beach Cinematheque.

O festival vai abrir com uma programação gratuita do “O Palhaço”, de Selton Mello, no paredão ao ar livre no New World Symphony, em Miami Beach.

Para mais informações ou compra de ingressos visite http://www.brazilianfilmfestival.com/miami/2012/miami2012_en.html

*No vídeo, Viviane fala da relação com sua avó, sua grande inspiração:

Festival de Cinema Brasileiro de Miami completa 16 anos. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012 Animais, Direto de Miami, Entrevistas, Miami | 10:20

Brasileira é a rainha dos animais abandonados de Miami

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Apaixonada por animais, Gisela Tacao nunca se importou em se submeter a alguns sacrifícios em nomes deste amor.  Durante meses, ela tomou banho de mangueira fria e, só quando dava, dirigia 20 minutos até a marina pública de South Beach para uma ducha completa.  O galpão que alugou há um ano e meio para manter os animais não tinha chuveiro até pouco tempo atrás.

“Sempre amei animais”, conta a brasileira, que até porco já levou para casa da família em Niterói quando era criança.

Gisela Tacao no seu abrigo em Miami, cercada de seus mais de 200 melhores amigos.

Os anos se passaram, mas a paixão de Gisela não.

Morando há 17 anos nos Estados Unidos, Gigi, como é conhecida, não leva mais porcos para casa, mas salva todos os animais de estimação que pode, não só das ruas mas também de outros abrigos prestes a sacrificá-los por velhice, deficiência e, às vezes, para abrir espaço para entrar outros aparentemente mais aptos a uma rápida adoção. “Eu prefiro salvar os que ninguém quer”, diz ela.

E sempre foi assim. “Quando era pequena, vi um garoto batendo num cachorro na rua”, disse.  “Tomou um tapão meu.  Sempre defendi animais de rua.  Faz parte da minha personalidade”.

Mas quando chegou na Flórida, com um noivo brasileiro que veio terminar os estudos na Universidade de Miami, tentou a vida como muita gente: trabalhou em restaurantes, como corretora de imóveis, frequentou academia de ginástica e chegou até a fazer um curso na academia de polícia de Miami Beach, por gostar muito de armas de fogo – e justiça, acima de tudo.

Mas por mais que gostasse do que fazia, nada se comparava ao amor pelos animais.

Gigi patinava frequentemente em South Beach com, no mínimo, sete cachorros – seus cãezinhos de estimação – todos soltos e obedientes. Mas, sempre se comovia com os cães abandonados e acabava levando para casa todos os que encontrava sem destino.

Mas legalmente não se pode ter mais do que quatro cachorros num lar e começou a receber muitas reclamações dos vizinhos.  Para evitar dor de cabeça,  se mudou para um lugar mais afastado. Quando percebeu, já tinha 54 animais sob seus cuidados.

Desta vez,  as queixas dos vizinhos levaram a uma denúncia oficial.

Mas quando os oficiais de serviços de animais bateram em sua porta, ficaram surpresos que ela conhecia o nome de cada um e sua história. E para deixá-los ainda mais impressionados, todos os animais estavam de casacos, alguns até de camiseta por baixo, já que o inverno naquele ano em Miami, por incrível que pareça – estava rigoroso.

Apesar de tudo isto, o que Gigi estava fazendo era ilegal e ela tinha duas alternativas: abandonar os animais no abrigo da cidade ou procurar um lugar que pudesse mantê-los todos oficialmente, ou seja, fundar um abrigo.

Voluntária alimentando os animais, que educadamente esperam sua vez.

E essa foi sua decisão. Mas não bastava ser mais um abrigo de animais. Gigi tinha um objetivo muito preciso:  criar uma casa de repouso onde animais idosos, deficientes e com doenças terminais pudessem viver em paz seus últimos dias, semanas ou meses de vida – um “lar” para cães e gatos morrerem cercados de carinho, cuidado e muito amor.

E aos poucos, ela está conseguindo realizar seu sonho.

Quase toda manhã, seu dia começa com um telefonema do abrigo da cidade que está prestes a sacrificar um animal.  Ela corre para salvá-lo e traz para seu galpão.  O animalzinho às vezes dura poucas horas – mas no meio de outros órfãos, latindo e brincando, tem momentos felizes.

“Não tem luxo, caminhas cor-de-rosa – mas são bem cuidados”, diz a rainha dos animais carentes de Miami, que, com 38 anos, praticamente abdicou de sua vida para cuidar do seu canil em Hialeah, numa parte industrial da cidade.

Gigi tem muita fé em Deus e diz que essa é sua missão.  Conta que quando veio para Miami não tinha noção que este seria o seu caminho.

No Brasil, ela tinha tudo:  pais empresários, duas irmãs, uma casa bonita, empregados, carro, moto e sempre um churrasquinho no fim de semana.   Mas faltava algo, não estava satisfeita.

“Li num livro espírita que quando você não sabe o que fazer de sua vida, deixa que Deus vai te dar uma luz”.

E assim foi.

Um dia, preencheu, sem muita fé, a loteria do Green Card, que daria direito a residência definitiva nos Estados Unidos. Colocou a carta no correio e pediu que se fosse para ela permanecer aqui que Deus lhe desse um sinal.  Logo depois, sua mãe receberia em Niterói uma carta confirmando que Gisela havia sido sorteada.

Por coincidência, foi no dia que saiu o divórcio do homem com quem chegou noiva em Miami, e se casou aqui.

Teve outros relacionamentos, mas ainda não encontrou um companheiro que a entendesse como ela compreende seus tantos animais – cada um com sua individualidade e problemas.

Mas ela não desiste: “Tinha uma voz dentro de mim que dizia, aqui que você vai conseguir alguma coisa”, conta.

Gigi com Gordita, a primeira Chihuahua que tirou da rua

E é essa voz que lhe dá esperança de encontrar as duas coisas que faltam na sua vida: um grande amor para compartilhar sua paixão pelos animais e dinheiro para realizar seu maior sonho, que é transformar seu galpão num castelo de amor e compaixão – uma casa de repouso – com todo conforto, limpeza e cuidado — para os animais abandonados e idosos.

Hoje, com muita fé, Gisela joga na loteria toda semana e pede a Deus por um milagre, ou um anjo que traga condições dela continuar seguindo em frente com sua missão.

Para mais informações sobre Gigi’s Rescue, ou para fazer uma doação, ligue para Gisela Tacao, em Miami, no telefone (786) 991.8201, mande email para gigisrescue@gmail.com ou visite: http://www.gigisrescue.com.  Para ver mais fotos ou vídeos de cachorros e gatos para adoção ou acompanhar as novidades do Gigi’s Rescue e suas novas aquisições diárias, visite sua página no Facebook.

*No vídeo, Gigi Tacao, rainha dos animais abandonados em Miami, fala um pouco de sua luta, sucesso e seu conceito de felicidade:

Brasileira salva animais abandonados em Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 31 de julho de 2012 Alimentação, Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Turismo, Viagem | 10:16

Direto de Miami recomenda: hambúrguer para quem tem bom paladar.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

O hambúrguer é para o americano o que a macarronada é para o italiano — um prato típico e aparentemente simples mas que requer um enorme nível de atenção e perfeição: ponto certo, textura, qualidade da carne, tempero e temperatura do fogo.

Burger & Beer Joint. Foto de Carla Guarilha.

As duas dicas abaixo trazem todos esses fatores juntos em perfeita sintonia, o que torna esses hambúrgueres os melhores de Miami.

O Burger & Beer Joint é tipicamente uma “casa” de hambúrguer e cervejaria e o J&G Grill um badalado restaurante num dos hotéis mais chics da cidade, que, surpreendentemente, serve um hambúrguer magistral.

Vale a pena conferir.

Hoje com duas casas, uma em South Beach e outra na região financeira da Brickell, o Burger & Beer Joint atende a todos os gostos e bolsos.

As duas cozinhas do B&B, como o estabelecimento é carinhosamente conhecido, soltam, em média, entre 800 e 900 hambúrgueres por dia.

B&B - hambúrguer com quase tudo.

Tem mais de uma dúzia de tipos, desde o mais simples de carne e queijo, por US$10, ao vegetariano “Dear Prudence”, ou “Prezada Prudência”, de cogumelo Portobello, pimentão e mozzarella fresca, por US$12, ao “Stairway to Heaven”, ou “Escada para o Céu”, de gado Wagyu, criado em condições especialíssimas para oferecer uma das carnes mais nobres e macias do mundo, com foie gras e trufas pretas, por US$32.

O prato mais famoso da casa custa US$125 e chama-se “The Motherburger”. É um sanduíche gigante de gado Angus, de 4,5 kg, que pode servir a mesa toda – mas se alguém aceitar o desafio e comê-lo sozinho, em duas horas, ele sai de graça.

B&B em South Beach.

O restaurante, apesar de muito badalado, tem um ambiente descontraído, parecendo mais uma “crab house”, aqueles restaurantes com toalha na mesa e guardanapo de papel onde se come caranguejo.  Mas ao chegar mais perto, você pode perceber que os talheres incluem belíssimas facas para filet mignon.

Essa harmonia do despojado com bom gosto — e sabor — tem feito do B&B um grande fenômeno em Miami.  Está sempre lotado a qualquer hora do dia e da noite.

Já para quem prefere o simples em um ambiente bem mais sofisticado, a melhor opção é o hambúrguer do restaurante J&G Grill, que fica no novo e badalado hotel e residência de Miami, o St. Regis Resort, em Bal Harbour, em frente ao famoso shopping das maiores grifes internacionais.

J&G Grill no St. Regis. Cortesia.

Jean-Georges Vongerichten. Cortesia.

Possivelmente, este seria o último prato que alguém pediria no restaurante do famoso chef francês Jean-Georges Vongerichten, considerado uma “lenda viva” pela revista Bon Appétit.  Mas vale a experiência.  A combinação que Richard Gras, seu “chef de cuisine”, criou, de Wagyu com queijo Brie derretido e um molho de trufas pretas, é imbatível.  O acompanhamento são maravilhosas batatas fritas com ervas e alho, surpreendentemente leves, no paladar, no estômago e no bolso:  o prato sai por US$19.

Gras prepara, em média, 30 hambúrgueres por dia no J&G Grill. Foto de Carla Guarilha.

Gras diz que a maioria dos clientes hoje no restaurante são brasileiros e a carne está sempre entre os mais pedidos.  Ele conta que tem seu próprio açougueiro na cozinha e recebe Wagyu de três regiões: uma fazenda especializada na Austrália, outra na Califórnia e uma na Flórida.

“Temos muito orgulho dos nossos produtos”, diz Gras.  “As melhores coisas da vida são simples.  O segredo é fazê-las bem feitas, com perfeição”.

E é com essa mesma perfeição e simplicidade, que ele prepara também um tradicional filet mignon ou uma lagosta, outros dois pratos favoritos do cardápio do sofisticado J&G Grill, que vem fazendo enorme sucesso desde que abriu no início do ano.

Jordi Valles, chef executivo de todos os restaurantes do St. Regis (esq.), e Richard Gras, “Chef de Cuisine” do J&G Grill, mostram com orgulho a cozinha ao Direto de Miami. Foto de Carla Guarilha.

Box:

Burger & Beer Joint

South Beach
1766 Bay Road
Miami Beach, FL 33139
(305) 672-3287

Mary Brickell Village
900 South Miami Ave. Suite 130
Miami, FL 33130
(305) 523-2244

Para maiores informações e horário de funcionamento, visite http://burgernbeerjoint.com/.

J&G Grill – St. Regis Bal Harbour Resort
9703 Collins Avenue, Bal Harbour, FL 33154
Telefone para reserva: 305-993-0436
Para maiores informações e horário de funcionamento, visite http://www.jggrillmiami.com.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Gastronomia, Miami, Negócios, Restaurantes | 10:02

Gigante da franquia brasileira investe no seu primeiro negócio no exterior.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

O empresário paulista José Carlos Semenzato está trazendo ainda este ano uma de suas marcas de sucesso para os Estados Unidos.  Até o fim de 2012, ele promete abrir a primeira unidade do L’Entrecôte de Paris no exterior, na região da Brickell, o coração financeiro de Miami.

“Sempre resisti um pouco à expansão internacional no momento em que o Brasil tem oportunidades incríveis”, diz o empreendedor, presidente da SMZTO Participações, gigante holding de franquias multissetoriais no Brasil.

Mas há um ano e meio, quando comprou um imóvel de férias numa das torres Trump em Sunny Isles, com três suítes e pé na areia, começou a mudar de ideia e decidiu abrir seu primeiro empreendimento fora do Brasil.

José Carlos Semenzato em seu apartamento em Sunny Isles.

“Quando cheguei em Miami, comecei a pensar, ‘como é que vou ganhar dinheiro por aqui’?  Como bom empreendedor, não dá para chegar aqui só para gastar”, diz, rindo.

E quando começou a avaliar as oportunidades, chegou a uma conclusão: “O L’Entrecôte cabe aqui como uma luva”, diz, confiante no restaurante que vem fazendo sucesso no Itaim Bibi, em São Paulo, com um prato só: “entrecôte”, uma espécie de contrafilet, servido com batatas fritas e um molho secreto.

Semenzato diz que já tem um grupo de investidores para o empreendimento aqui e está negociando agora com um sócio experiente no ramo gastronômico na cidade para administrar o restaurante.

“Uma vez que o cliente entrou no L’Entrecote de Paris, ele vicia e, no mínimo, a cada 15 dias, ele tem que voltar”, diz, orgulhoso.  “Queremos criar aqui o mesmo produto, que tenha qualidade no atendimento e preço”.

Semenzato espera expandir a versão brasileira do L’Entrecote de Paris pelo mundo. Já tem algumas franquias encaminhadas no Brasil e planos de abrir até 10 unidades em cinco anos na Flórida.

Semenzato, hoje com 44 anos e um nome que é sinônimo de sucesso, conquista e superação no Brasil, possui 11 marcas, inclusive o Instituto Embelleze, um negócio que espera também trazer para os Estados Unidos no futuro.

E a SMZTO não para de crescer.

“Estamos falando de 500 franquias novas em 2012 no Brasil – é um número muito audacioso”, diz.

Sua fórmula de sucesso é inovação, pioneirismo e liderança de mercado.

“Nos setores que eu entro, quero ser líder, quero dar o melhor, quero fazer o melhor”, diz.  “Eu aprendi que você tem duas opções no mercado.  Ou você faz poeira ou você come poeira.  Eu sempre optei por fazer poeira”.

Semenzato, com Samara, sua esposa, e Beatriz, sua filha, de 15 anos.

O empreendedor conta que sempre procurou inovar.  “A cada dois ou três anos, eu faço grandes mudanças na minha vida – uma inovação, uma sacada nova, eu invento”, diz.

E assim foi desde pequeno, quando ajudava o pai, pedreiro, a carregar tijolo em Lins, no interior de São Paulo.  Com 13 anos, vendia coxinhas que a mãe fazia para completar a renda da família.  Um ano depois, resolveu fazer um curso de informática aos sábados para aprender a digitar e operar um computador.  Logo em seguida, aprendeu a programar e passou a trabalhar no ramo como analista de sistemas e à noite dava aula de computação no Instituto Americano de Lins.

Seu sogro, padeiro, tinha um computador no escritório da padaria, e percebendo a demanda dos alunos, Semenzato passou a dar aulas particulares também nos fins de semana, o que o levou ao seu primeiro grande negócio: a Microlins, que abriu aos 21 anos.

Em um ano e meio, a escola de informática tinha 17 unidades espalhadas pelo estado de São Paulo.

Na época, era recém-casado com a esposa Samara, mãe de seus dois filhos – Beatriz, hoje com 15 anos, e Bruno, com 20 anos, é tenista profissional e aluno da Duke University, uma grande universidade americana, onde estuda economia e finanças.

Tudo ia bem, até que três anos depois veio o Plano Real e Semenzato não tinha verba disponível para pagar o leasing dos computadores das escolas.  “Eu estava literalmente falido”, diz.   “Foi a minha primeira experiência negativa na vida”.

A solução que deu foi o “franchise” da marca.  “Ou eu franqueava ou fechava as escolas”, diz.  “Foi uma reestruturação generalizada, um susto tremendo.  Tive que passar alguns anos me recuperando”.

A empresa foi crescendo cada vez mais, e em quatro anos, se lançou como uma escola profissionalizante.

“A Microlins deixou de ser uma escola de informática e virou uma escola de profissões”, diz ele.  “Foi a grande sacada que realmente revolucionou o mercado”.

Em 2000, entrou no setor de telecomunicações, abrindo 150 escolas de instalações de telefones e aparelhos.  “Colocamos 30 mil homens instaladores de telefones para trabalhar nas telecomunicações”, diz Semenzato.  “Foi um momento mágico na nossa história”.

E assim foi: cada dois anos, uma inovação, até que vendeu a Microlins em 2010 com cerca de 750 franquias em vários setores de profissionalização, de informática à administração.

A familia Semenzato curte uma tarde ensolarada em Miami.

“Acho que esta minha visão de futuro, de realmente conseguir enxergar onde poucos conseguem, foi o que me moveu”, diz o empreendedor, que hoje tem como meta passar um pouco dessa visão e confiança para os jovens carentes através de um livro autobiográfico que deve ser publicado no ano que vem.

“Comprei meu jato, tenho uma mansão no interior e  um apartamento maravilhoso”, diz.  “O jovem tem que entender que foram 20 anos para construir uma história.  Não dá para fazer com menos de 10 anos uma trajetória de sucesso”.

O importante, diz ele, é ter foco, dedicação e paciência, e não deixar nunca de sonhar.

*No vídeo, José Carlos Semenzato revela o segredo do seu sucesso e a receita para o jovem empreendedor de hoje.

No vídeo, José Carlos Semenzato revela o segredo do seu sucesso e a receita para o jovem empreendedor de hoje. from Chris Delboni on Vimeo.

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