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terça-feira, 11 de junho de 2013 Comida, Direto de Miami, Entrevistas, Miami | 10:25

Mineira traz a roça da infância para um centro badalado da Flórida

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Editora: Liliana Pinelli
Fotos: Carla Guarilha

Fogão a lenha da Fazendinha da Regina mata a saudade dos brasileiros na Flórida. Foto de Carla Guarilha.

Quando a mineira Regina Kátia chegou na Flórida em 1992, passou a morar numa quitinete no centro de Fort Lauderdale, a poucos quilômetros de Miami, com Elizeu, seu marido, e um filho pequeno, Caio, que hoje está com 25 anos.  Elizeu vendia verdura numa feirinha e Regina cuidava da casa e trabalhava em casas de família.

Estavam construindo uma nova vida, mas ela tinha tanta saudade do Brasil que a única forma de controlá-la foi alimentando-se da nostalgia da infância e construindo no fundo da casa um fogão a lenha.

Hoje, o casal, Caio e Matthew, o filho mais novo que nasceu aqui e está agora com 19 anos, vivem numa casa própria, que foi tombada pelo patrimônio público americano.  Mas é a herança da cultura brasileira que alimenta o corpo e a alma de muitos outros saudosos brasileiros na região de Miami.

Regina alimenta sua alma ao oferecer seus quitutes aos convidados. Foto de Carla Guarilha.

“Não esqueço minhas raízes”, diz Regina Kátia Martins Rodrigues, que agora com 50 anos se sente mais jovem do que nunca.  Todo sábado, ela recebe 60 ou 70 convidados na sua “fazendinha” para uma noite que só traz boas memórias da juventude na roça de Coronel Fabriciano, em Minas Gerais.

“Eu nasci numa fazenda”, diz ela. “Eu ia ao curral pegar leite de vaca e vivia a vida do povo”.  E é essa vida para o povo da comunidade brasileira que Regina busca resgatar.

Na “Fazendinha” tem galinha solta, galo cantando e criança brincando.

Elizeu com o galo da sua "fazendinha". Foto de Carla Guarilha.

É como um parque de diversão, só que neste caso, a diversão é a simplicidade da vida na roça do Brasil.

Regina começa a cozinhar cedo no fogão construído pelas mãos do marido, enquanto Elizeu prepara o terreno, literalmente, e coloca nas caixas de som um forró para animar o ambiente desde cedo.

O cardápio do dia inclui sempre três pratos principais, entre vários da especialidade da casa: frango ensopado, quiabo, rabada, escondidinho de mandioca, carne seca, couve, angu, chuchu, arroz carreteiro, galinhada, vaca atolada (carne de sol, feita em casa, desfiada com mandioca), moqueca de peixe, caldo verde, caldo de feijão, canjiquinha com costelinha de porco, angu com carne moída e milho verde, baião de dois – e muito mais.  Fora isso, os anfitriões oferecem caldo de cana moída na hora, pão de queijo assado na hora e pastel e biscoito de polvilho fritos na hora.  De sobremesa tem sempre pudim de leite, bolo de fubá ou uma canjica de milho, entre outras opções.  E claro, o café é passado fresquinho no coador.  O preço é único: US$12/adulto e US$6/criança.

Ninguém resiste ao frango ensopado da Regina. Foto de Carla Guarilha.

“Quando os brasileiros chegam e o galo canta, eles fecham os olhos, ouvem a música e dizem, ‘parece que estou no Brasil’”, diz ela.  “Meu marido se envolve do mesmo jeito. O Elizeu me inspira”.

E é essa inspiração — e união e cumplicidade — que está transformando o sábado na “Fazendinha” numa tradição que resgata não só a cultura brasileira, mas traz de volta – por alguns instantes – uma época em que a vida familiar era valorizada e o momento da refeição respeitado.

E isso, para Regina, é o que alimenta hoje seu dia a dia e acalma um coração saudoso de sua terra.

Mas essa trajetória não foi fácil.

“Eu sofri muito, queria ir embora, chorei muito. Foi horrível”, diz ela. “Você não imagina o que é a saudade, mata a gente, me definhou, me trouxe angústia. Eu  ficava na cama, não queria aprender a língua.  Eu não queria nada”.

Regina trabalhou muitos anos como motorista de ônibus escolar e foi cozinhando numa escola que começou a se encantar, cada vez mais, com o fogão e pediu que seu marido construísse um a lenha para ela.

Elizeu, cearense de Fortaleza, hoje dono de uma empresa de jardinagem e pastor de uma igreja americana, vizinha de sua casa, imediatamente concordou.  E logo que ficou pronto, o casal passou a convidar a todos depois do sermão aos domingos para um almoço na “fazendinha”.

“As mulheres da igreja me chamam de ‘First Lady’ (Primeira-Dama).  Todas são negras americanas”, diz Regina.   “Agora nossa igreja é internacional: tem brasileiro, mexicano e muitos negros americanos”.

Regina e Elizeu saem para namorar toda sexta-feira. Aqui, na rede da fazendinha. Foto de Carla Guarilha.

Hoje, a “Fazendinha” continua atendendo aos fiéis e amigos, mas tem também uma clientela fixa para os jantares aos sábados e pretende, em breve, aumentar as horas de atendimento, que para Regina, representa uma benção divina.

“Claro que eu sofri, claro que Elizeu sofreu”, diz ela.  “Eu já limpei muita casa aqui. Mas eu sabia que um dia ia encontrar aquilo que eu gosto de fazer.  A gente tem que perseverar, não jogar tudo para o alto e desistir –  porque vai dar certo.  Eu sonhei e deu certo”.

Para conhecer melhor a “Fazendinha”, visite sua página no Facebook: Regina’s Farm ou ligue (954) 465-1900, na Flórida.

No vídeo, Regina conta o segredo do seu sucesso:

Conheça um pouco da alma por trás da “Fazendinha” nesta entrevista com Regina Kátia. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 7 de maio de 2013 Comida, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Vinho | 10:22

El Carajo: Restaurante e adega para ninguém botar defeito

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Editora: Liliana Pinelli
Fotos: Carla Guarilha

O cubano Ricardo “Richard” Fonseca chegou em Miami nos anos 80 e comprou um posto de gasolina. Seguiria, então, seu trabalho como mecânico. Mas o que ele nunca pensou é que uma paixão mudaria um pouco esta trajetória, sem tirá-lo do mesmo rumo.

Richard se encantou com o mundo dos vinhos e transformou a loja de conveniência do posto num restaurante de tapas e numa adega, que hoje tem cerca de 2 mil garrafas e os melhores preços da cidade.

Na entrada, nada mudou. As placas na esquina da US1 e Avenida 17, no sul de Miami, mostram o posto BP e o nome do restaurante, El Carajo – International Tapas & Wines.

A entrada é típica de um posto de gasolina. A surpresa é quando se abre a porta da "lojinha" de conveniência. Foto de Carla Guarilha.

A entrada é típica de um posto de gasolina. A surpresa é quando se abre a porta da "lojinha" de conveniência. Foto de Carla Guarilha.

A única indicação é a placa ao lado da do posto com os preços de gasolina. Foto de Carla Guarilha

Calma! O nome é impetuoso, mas tem uma boa explicação: El Carajo, em espanhol, significa também a parte mais alta de um barco, conhecida como “cesto da gávea” em português.

Mas, sem dúvida nenhuma, este nome gera muitos comentários e por isso, a cidade quase impediu sua abertura em 2006.

Mas hoje, é exatamente a soma deste nome arrojado com a qualidade dos produtos e da culinária que gerou a fama do estabelecimento, um dos grandes segredos de Miami.

Num primeiro momento pode parecer estranho este “point” escondido nos fundos de um posto, mas quem conhece se encanta. Por isso, se tornou o favorito de brasileiros “connoisseurs”, enólogos ou simplesmente amantes dos bons vinhos e bons pratos.

Javier Fonseca, 25 anos, vice-presidente do estabelecimento e filho do dono, gerencia o dia a dia das operações e vendas. Ele diz que os brasileiros são hoje seus melhores clientes. Um brasileiro comprou recentemente US$15 mil em vinhos e uma mesa de brasileiros não hesitou em tomar alguns dos melhores da carta numa visita ao restaurante. Resultado: sete vinhos degustados e uma conta de US$3 mil.

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O brasileiro Luiz Pimentel, presidente do grupo STA Holding, com sede em São Paulo e uma nova unidade em Miami, diz que consegue vinhos excelentes sempre que visita a adega do El Carajo. Um de seus favoritos é o Vega Sicilia. Na sua mão, um 2007 por $147.99. Foto de Carla Guarilha.

Javier Fonseca, 25 anos, filho do dono, é vice-presidente e gerente de vendas. Foto de Carla Guarilha.

Por US$10 de rolha, você pode compartilhar na mesa uma garrafa de um excelente vinho sem pagar o ônus das cartas de restaurantes.

Para amantes de vinho, El Carajo é um paraíso. Um St. Emilion Grand Cru, 2004, por exemplo, está disponível na adega climatizada por US$506. Mas, a loja tem também uma enorme variedade de garrafas a preços médios de US$10 – despretensiosos e deliciosos para saborear e acompanhar os pratos do El Carajo.

Loja de conveniência tem excelentes vinhos. Foto de Carla Guarilha.

A decoração lembra um restaurante colonial, uma espécie de casa de campo, mas com um requinte inesperado num ambiente aparentemente grosseiro de um posto de gasolina. Foto de Carla Guarilha.

O atendimento é agradável e muito simpático. A única coisa é que a garçonete sempre fica vermelha quando dá as boas vindas ao falar o nome do restaurante: El Carajo.

Como uma boa garrafa de vinho, os melhores pratos são para compartilhar à mesa. O ideal é pedir vários tipos de tapas e um prato principal. De aperitivos para dividir, vale muito pedir os bolinhos de bacalhau (Frituras de Bacalao – $5), um pouquinho mais massudos do que o nosso típico brasileiro, mas ainda gostosos. Champignons com linguiça (Champiñones y Chorizo a la Cabernet – US$ 10) são deliciosos, assim com a lula frita (US$12). Outras boas pedidas são as tábuas de carne (US$34), frutos do mar (US$30) ou mista (US$39). De prato principal, o forte da casa é a Paella (US$25 de frutos do mar US$20 de carne), mas há várias outras opções, inclusive uma suculenta e macia fraldinha. De sobremesa, peras ao vinho (US$8) fazem sucesso, assim como o Crema Catalana (US$5), parecido com o Crème brûlée.

Champiñones y Chorizo a la Cabernet. Foto de Carla Guarilha.

Crema Catalana. Foto de Carla Guarilha.

Bon Appétit!

Serviço:

El Carajo – International Tapas Restaurant – Wine Shop – Wine Bar
2465 SW 17th Ave, Miami, FL 33145
Fone: 305-856-2424
Restaurante aberto: Domingo a quarta – 12hr – 22 hr; quinta-sábado – 12hr – 23hr
Vinhos: 24 horas, seg. – domingo
Dica: Vindo do norte pela I-95 South, continua na US1 e entra no posto de gasolina BP na Avenida SW 17. O restaurante fica nos fundos da loja de conveniência e caixa do posto. Vindo do sul pela US1, vira a esquerda na Avenida SW 17.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013 Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes | 10:44

Acaba de abrir o mais novo “point” de Miami. Chiquérrimo e com toque brasileiro!

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Quem ainda disser que Miami é brega ou que não tem o que fazer a noite na cidade favorita dos brasileiros no exterior, basta dar um pulinho no mais novo restaurante de South Beach, localizado no hotel The Ritz-Carlton.

O Doré acabou de abrir e, sem nem uma propaganda, já vive cheio.

A sala principal do Doré. Foto de Carla Guarilha.

Mas a badalação mesmo vai começar esta semana.  Cerca de 400 convites foram entregues à elite da sociedade de Miami.  O “grand-opening VIP” para apresentar o estabelecimento aos formadores de opinião aqui foi dividido em dois dias.  Os convidados vão poder escolher se preferem ir na quarta ou na quinta-feira.

Nallé Grinda, 36, um dos sócios, diz que espera cerca de 150 convidados por noite, dando vazão para receber todos com a deferência merecida.

Foto: Celebridades já visitam o restaurante mesmo antes da inauguração VIP. Na foto, o famoso músico francês Cerrone, que lota qualquer palco para mais de um milhão de pessoas, estava recentemente jantando no Doré com amigos. À esquerda, Nallé, carinhosamente apelidado de “embaixador” do restaurante. Ele é o cara! Cuida de todas as mesas VIPs. Foto de Carla Guarilha.

O local é dividido em espaços distintos: um lindo bar na entrada, um “lounge” ao lado, sala de jantar principal e, nos fundos, a sala VIP, onde os convidados podem ficar mais reservados.

Um dos ambientes do Doré. Foto de Carla Guarilha.

Música é um grande charme do novo estabelecimento.  No início da noite, a música é ambiente e a iluminação leve, própria de um restaurante elegante.  Dá para jantar e conversar num tom gostoso e intimista.

Mas conforme as horas vão passando, a luz vai baixando e a música aumentando, ao comando do DJ francês, Pierre Z., diretor artístico do Doré.  Sem perceberem, as pessoas começam naturalmente a mexer os dedinhos na mesa e acompanhar a música nas caixas de som, cantando junto.  Quando veem, estão de pé dançando – mas tudo com classe e elegância e muita alegria à moda antiga.

Pierre Z., que já tocou em vários eventos do grupo “French Tuesdays” no Brasil, adora música brasileira e sempre coloca um remix de Lança Perfume e Ai Se Eu te Pego!, de Michel Teló.

Pierre Z., diretor artístico do Doré, anima as noites, principalmente quinta, sexta e sábado. Foto de Carla Guarilha.

Mas a grande estrela da noite mesmo ainda é o menu — e o jovem e talentoso chef Jeff Pfeiffer, americano de 31 anos, com brilhantes mãos para culinária internacional de altíssimo nível, claro com forte influência da gastronomia francesa, como indica o nome do restaurante.

Jeff Pfeiffer na sua espaçosa cozinha. Foto de Carla Guarilha.

Os pratos — assim como todo o ambiente, a música e decoração do Doré — são selecionados a dedo, com uma simplicidade elegante, que é o segredo do restaurante.

De aperitivo, tem uma seleção de “tapas” delicadíssimas, entre elas uma bresaola de pato (US$9) e croquetes de queijo de cabra (US$7), de comer rezando.

As ostras (US$48 a dúzia) são fresquíssimas mas um pouco fora da média dos preços do cardápio, que, em geral, são bem razoáveis e justos para um estabelecimento de South Beach.

O carpaccio de atum (US$14) faz grande sucesso como entrada, e de prato principal, as opções são variadas, todas muito bem elaboradas – desde um risoto de cogumelos porcini com óleo de trufa (US$24) a um filet mignon com batatas gratinadas (US$39) ou vieiras com um toque de caviar (US$44).

Prime N.Y Strip, um dos favoritos no menu, e atrás, vieiras com toque de caviar.

Como o menu, a carta de vinhos também é justa – e para todos os gostos e bolsos.  Tem desde de um Chardonnay for US$38 ou um Pinot Noir por US$42 a um Château Haut-Brion 2001 por US$2100.  É um dos poucos restaurantes que trazem o vinho na temperatura perfeita.

Já no fim da refeição,  mesmo sem espaço, vale a pena.  A torta de maçã é uma das favoritas (US$9).

E se estiver comemorando um aniversário, não deixe de avisar, e aguarde que os garçons, simpáticos e muito animados, chegam com a sobremesa e uma vela em cima para cantar parabéns, e não é uma vela comum.  É brilhante, parecendo mini-fogos de artificio.

Se tiver opção, não deixe de pedir uma mesa com o francês Sammy Hayat, que está chegando com a vela. Atencioso e divertido! Foto de Carla Guarilha.

Bon Appétit!

Doré

1669 Collins Ave., South Beach, Florida 33139
Aberto das 18hrs às 2hrs.
Reserva: (305) 695-8696 ou reservations@DoreMiami.com
Website: http://DoreMiami.com

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terça-feira, 21 de agosto de 2012 Comida, Diversão, Gastronomia, Miami | 10:01

Direto de Miami traz duas programações imperdíveis para cortar a monotonia dos domingos

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

A voz de Maryel Epps anima os domingos no Restaurante City Hall. Foto de Carla Guarilha.

Uma estranha e deliciosa mistura: o santo e o profano.  É o que oferece o City Hall The Restaurant, um local tipicamente americano, que aos domingos serve um almoço regado à voz de uma das maiores cantoras de música gospel daqui, Maryel Epps.

“As pessoas comentam comigo: me sinto como se tivesse ido à igreja – mas comi e bebi ao mesmo tempo”, brinca Steven Hass, dono do restaurante.  “É o domingo perfeito”.

Steven Hass com a velha amiga Maryel Epps no City Hall. Foto de Carla Guarilha.

O show é informal e interativo, mais ou menos das 12h45 às 14h45, com um breve intervalo.  Mas o horário não é lá muito britânico.  Às vezes, começa um pouco mais tarde e vai até 15h30, tamanha a animação do público,  sedento pela voz mágica e encantadora da cantora americana, e por uma boa panqueca, omelete ou a famosa polenta cremosa da casa.

Epps veio de Nova York para fazer um show em Miami há mais de 10 anos e se apaixonou pela cidade.  Lançou seu programa, “Gospel Brunch”, primeiro no elegante e aconchegante bistrô francês Caviar Kaspia, tradicional de Paris, que existia no primeiro andar da badalada boutique The Webster em South Beach.  Quando o restaurante fechou, a cantora fez um tour pelo mundo até que Hass, veterano no ramo de gastronomia em Miami abriu o City Hall há pouco mais de um ano.

Epps no inicio do show. Foto de Carla Guarilha.

Hass tem um longo histórico de administração de restaurantes em Miami, do tradicional The Forge ao China Grill – até que no ano passado, resolveu arriscar uma carreira solo e abrir o City Hall, que tem tido tanto sucesso que ele pensa agora em expandir internacionalmente.  Um dos locais em consideração é São Paulo.

“Adoro o Brasil e não tenho medo de pegar um avião”, diz, sorridente.  “Os brasileiros nos conhecem bem.  Isso ajuda bastante. Já ter um nome reconhecido é um fator importante  quando a gente pensa em abrir em outra cidade”.

Epps anima uma mesa de brasileiros e conversa com dona Yedda Paradela, carioca, em Miami desde 1959, que comemorava seus 84 anos com a família no City Hall. Foto de Carla Guarilha.

O City Hall é um dos cerca de 200 restaurantes que participam do “Miami Spice”, uma iniciativa proposta por Hass há mais de uma década para lidar com a crise econômica depois dos atentados terroristas de 2001.  Os restaurantes estavam às moscas e Hass, atualmente “chair” do Greater Miami Convention & Visitors Bureau, propôs à cidade na época um programa onde os participantes ofereceriam um cardápio de preço fixo, com direito a entrada, prato principal e sobremesa. Ele conta que ninguém hesitou, e hoje o Miami Spice é um sucesso nos meses de agosto e setembro.  Uma conta que sairia US$100 por pessoa nos outros meses do ano, durante Miami Spice fica entre US$19-23 no almoço e US$33-39 no jantar, sem bebida.  Vale a pena conferir os detalhes pelo site: http://ilovemiamispice.com.

Epps com sua banda. Foto de Carla Guarilha.

City Hall The Restaurant
2004 Biscayne Blvd, Miami, FL 33137-5012
(305) 764-3130
http://www.cityhalltherestaurant.com.

VIDEO: Assista ao vídeo de uma pequena amostra da voz de Maryel Epps e sua mensagem para os brasileiros:

Cantora Gospel Maryel Epps encanta com sua voz mágica no restaurante City Hall. from Chris Delboni on Vimeo.

BOX:

Para quem busca uma opção mais sofisticada para o domingo – mas ainda acessível durante os meses do Miami Spice, nada melhor do que o Smith & Wollensky, uma “steakhouse” que existe em várias partes dos Estados Unidos, mas que em Miami tem um diferencial:  uma vista imbatível com um espetacular pôr-do-sol, o que torna o local perfeito para um “happy hour”.

Fica em South Pointe, um dos pontos residenciais mais caros de Miami – e passagem obrigatória dos cruzeiros que saem do porto.

Quem preferir pedir pelo cardápio habitual,  o “bouquet” de frutos do mar, que vem com lagosta, ostras, camarão e caranguejo é uma das entradas favoritas dos frequentadores (US$32) e, como prato principal, há muitas opções de carne (de US$42-56) – do filet “Au Poivre” ao “Oscar Style”, recheado com carne de caranguejo, ou um Porterhouse,  gigante para duas pessoas (US$95). Os peixes também são fresquíssimos e a lagosta é um dos pratos principais.  Só que aí, lembre-se de perguntar o valor do dia antes de pedir lagosta para não tomar um susto quando a conta chegar.

Filet Oscar - com carne de caranguejo

Filet Oscar, recheado com carne de caranguejo

"Bouquet” de frutos do mar.

Smith & Wollensky
1 Washington Avenue 
(em South Pointe Park)
Miami Beach, FL 33139
(305) 673-2800
Para informações do restaurante de South Beach, visite: http://www.smithandwollensky.com/sw-miami-beach

Fotos: Cortesia S&W

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terça-feira, 31 de julho de 2012 Alimentação, Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Turismo, Viagem | 10:16

Direto de Miami recomenda: hambúrguer para quem tem bom paladar.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

O hambúrguer é para o americano o que a macarronada é para o italiano — um prato típico e aparentemente simples mas que requer um enorme nível de atenção e perfeição: ponto certo, textura, qualidade da carne, tempero e temperatura do fogo.

Burger & Beer Joint. Foto de Carla Guarilha.

As duas dicas abaixo trazem todos esses fatores juntos em perfeita sintonia, o que torna esses hambúrgueres os melhores de Miami.

O Burger & Beer Joint é tipicamente uma “casa” de hambúrguer e cervejaria e o J&G Grill um badalado restaurante num dos hotéis mais chics da cidade, que, surpreendentemente, serve um hambúrguer magistral.

Vale a pena conferir.

Hoje com duas casas, uma em South Beach e outra na região financeira da Brickell, o Burger & Beer Joint atende a todos os gostos e bolsos.

As duas cozinhas do B&B, como o estabelecimento é carinhosamente conhecido, soltam, em média, entre 800 e 900 hambúrgueres por dia.

B&B - hambúrguer com quase tudo.

Tem mais de uma dúzia de tipos, desde o mais simples de carne e queijo, por US$10, ao vegetariano “Dear Prudence”, ou “Prezada Prudência”, de cogumelo Portobello, pimentão e mozzarella fresca, por US$12, ao “Stairway to Heaven”, ou “Escada para o Céu”, de gado Wagyu, criado em condições especialíssimas para oferecer uma das carnes mais nobres e macias do mundo, com foie gras e trufas pretas, por US$32.

O prato mais famoso da casa custa US$125 e chama-se “The Motherburger”. É um sanduíche gigante de gado Angus, de 4,5 kg, que pode servir a mesa toda – mas se alguém aceitar o desafio e comê-lo sozinho, em duas horas, ele sai de graça.

B&B em South Beach.

O restaurante, apesar de muito badalado, tem um ambiente descontraído, parecendo mais uma “crab house”, aqueles restaurantes com toalha na mesa e guardanapo de papel onde se come caranguejo.  Mas ao chegar mais perto, você pode perceber que os talheres incluem belíssimas facas para filet mignon.

Essa harmonia do despojado com bom gosto — e sabor — tem feito do B&B um grande fenômeno em Miami.  Está sempre lotado a qualquer hora do dia e da noite.

Já para quem prefere o simples em um ambiente bem mais sofisticado, a melhor opção é o hambúrguer do restaurante J&G Grill, que fica no novo e badalado hotel e residência de Miami, o St. Regis Resort, em Bal Harbour, em frente ao famoso shopping das maiores grifes internacionais.

J&G Grill no St. Regis. Cortesia.

Jean-Georges Vongerichten. Cortesia.

Possivelmente, este seria o último prato que alguém pediria no restaurante do famoso chef francês Jean-Georges Vongerichten, considerado uma “lenda viva” pela revista Bon Appétit.  Mas vale a experiência.  A combinação que Richard Gras, seu “chef de cuisine”, criou, de Wagyu com queijo Brie derretido e um molho de trufas pretas, é imbatível.  O acompanhamento são maravilhosas batatas fritas com ervas e alho, surpreendentemente leves, no paladar, no estômago e no bolso:  o prato sai por US$19.

Gras prepara, em média, 30 hambúrgueres por dia no J&G Grill. Foto de Carla Guarilha.

Gras diz que a maioria dos clientes hoje no restaurante são brasileiros e a carne está sempre entre os mais pedidos.  Ele conta que tem seu próprio açougueiro na cozinha e recebe Wagyu de três regiões: uma fazenda especializada na Austrália, outra na Califórnia e uma na Flórida.

“Temos muito orgulho dos nossos produtos”, diz Gras.  “As melhores coisas da vida são simples.  O segredo é fazê-las bem feitas, com perfeição”.

E é com essa mesma perfeição e simplicidade, que ele prepara também um tradicional filet mignon ou uma lagosta, outros dois pratos favoritos do cardápio do sofisticado J&G Grill, que vem fazendo enorme sucesso desde que abriu no início do ano.

Jordi Valles, chef executivo de todos os restaurantes do St. Regis (esq.), e Richard Gras, “Chef de Cuisine” do J&G Grill, mostram com orgulho a cozinha ao Direto de Miami. Foto de Carla Guarilha.

Box:

Burger & Beer Joint

South Beach
1766 Bay Road
Miami Beach, FL 33139
(305) 672-3287

Mary Brickell Village
900 South Miami Ave. Suite 130
Miami, FL 33130
(305) 523-2244

Para maiores informações e horário de funcionamento, visite http://burgernbeerjoint.com/.

J&G Grill – St. Regis Bal Harbour Resort
9703 Collins Avenue, Bal Harbour, FL 33154
Telefone para reserva: 305-993-0436
Para maiores informações e horário de funcionamento, visite http://www.jggrillmiami.com.

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Saude | 09:52

Direto de Miami está trazendo dicas do que há de “Melhor” em programação e serviço para brasileiros no sul da Flórida.

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Direto de Miami aproveita as férias escolares e o grande número de turistas brasileiros desembarcando aqui para iniciar, esta semana, uma série de dicas do que há de melhor no sul da Flórida. Vamos começar a nossa degustação com um “brunch” incrível e com uma ótima opção de serviço médico, uma parceria pioneira entre o governo do Brasil e a maior drugstore americana.

DOMINGO POR AQUI É DIA DE BRUNCH!

O tradicionalíssimo Hotel Biltmore, em Coral Gables, oferece aos domingos o verdadeiro brunch americano “extraordinaire”.   No cardápio, há opções para todos os gostos distribuídos em nove pontos de buffet no enorme pátio do restaurante Fontana.

Regado a champagne, é possível se deliciar de sushi a ovos quentes, omeletes e “Eggs Benedict”, ostras, camarão e caviar à vontade, saladas variadíssimas e massas, que é o forte da chef mineira Betania Salles, 42 anos, há 12 em Miami.

Betania Salles.

Betania nasceu em Teófilo Otoni, mas foi em Porto Seguro, onde teve quatro restaurantes, que construiu sua carreira culinária.

Resolveu vir passar três meses em Miami, mas logo surgiu trabalho em um restaurante indiano, onde ficou sete anos, até ser contratada pelo Biltmore há pouco mais de quatro anos. Há dois, ela é chef executiva do Fontana, o restaurante italiano do hotel e local do brunch aos domingos.

Ela diz que adora cozinhar comida brasileira, como picanha, feijoada e “tutu à mineira” – mas não tem uma especialidade.

“Minha especialidade é cozinhar”, conta, rindo. “Eu faço comida indiana, comida japonesa, comida italiana, comida brasileira. Eu só cozinho”.

E a chef não se incomoda de dar receitas. É só mandar um email para bsalles@biltmorehotel.com.

Mas antes disso, se ainda sobrar espaço no brunch, há uma sala inteira de sobremesas, com pelo menos 20 deliciosas opções – de torta de maçã a cheesecake, sorvetes e crepes feitos na hora e a gosto.

Bon appétit!

Box:
Hotel Biltmore
1200 Anastasia Avenue
Coral Gables, FL 33134
Fontana: Aberto segunda à sábado para almoço e jantar -11hrs30 às 22hrs30. Domingo para brunch e jantar.
Brunch: Domingo – 10hrs – 16hrs (última reserva às 14hrs)
Telefone para reserva: (305) 445-8066, ext. 2407
US$75/pessoa
Web site: http://www.biltmorehotel.com/dining/brunch.php

ATENDIMENTO MÉDICO À COMUNIDADE BRASILEIRA NA FLÓRIDA

Não existe nada mais chato do que viajar e ficar doente. Além de atrapalhar a viagem, há todos os custos-extras que não estavam planejados. Pensando nisso e em todos os brasileiros que moram na Flórida, o Consulado-Geral do Brasil em Miami acaba de assinar um acordo com as clínicas “Take Care”, um programa da Walgreens, a maior rede de drugstores dos Estados Unidos.

O brasileiro precisa apenas apresentar um passaporte válido, mesmo que o visto esteja vencido, para receber 10% de desconto no atendimento médico, que vai de um machucado a dores em geral, bronquite e outros cuidados. Assim, todo brasileiro na Flórida – turista ou residente — tem hoje uma opção fácil, rápida e barata para cuidados médicos básicos.

“É uma colaboração que vai permitir à comunidade brasileira ter acesso a serviços médicos de qualidade com preços acessíveis, que é uma das maiores preocupações de brasileiros que vivem ou visitam a Flórida”, diz o Embaixador Helio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami.

Walgreens/“Take Care” tem mais de 360 clínicas pelo país, 48 na Flórida, o primeiro estado a oferecer esse serviço em benefício da comunidade brasileira.

Embaixador Helio Ramos, na sua sala no Consulado-Geral de Miami, assina o acordo com Roy Ripak, vice-presidente de mercado da Walgreens.

O embaixador Hélio Ramos espera que o programa seja bastante utilizado por brasileiros aqui e logo se expanda para outros estados americanos. “A ideia é que isso possa ser aplicado a toda a comunidade brasileira nos Estados Unidos”, diz ele. “Não tenho dúvida que a iniciativa será um sucesso”.

Para mais informações ou para localizar a clínica mais próxima, visite o site http://takecarehealth.com ou ligue para o centro de atendimento da Walgreens, pelo telefone 1-866-825-3227 nos Estados Unidos (atendimento em inglês ou espanhol).

**Fotos de divulgação.

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