Publicidade

Arquivo da Categoria Direto de Miami

terça-feira, 29 de janeiro de 2013 Alimentação, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Turismo, Viagem | 09:41

Temporada de caranguejo o ano inteiro. Onde comer deliciosos frutos do mar em qualquer época.

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

Quando se fala de caranguejo em Miami, logo se pensa na tradicional casa em South Beach, Joe’s Stone Crab, que abriu em 1913 e se dá ao luxo de operar apenas sete meses por ano na temporada do crustáceo, que vai de outubro até meados de maio.

Mas um pouco ao norte, em Fort Lauderdale, existe uma outra casa especializada em caranguejo, com a metade da idade do Joe’s, muito mais barata e bem mais rústica, que vale a pena conhecer.  E o melhor de tudo: fica aberta o ano inteiro.

As contrário do Joe’s, que exige manga comprida para os homens e não permite trajes de praia ou shorts, o Rustic Inn, aberto em 1955 à beira de um canal, mantém uma atmosfera informal e simples.

Mas de rústico, só a aparência e o nome, o que deixa todos bem a vontade como numa casa de fazenda, o que torna o local ainda mais aconchegante e receptivo.

O restaurante tem várias salas, um salão de festas e um corredor de mesas à beira d’água, com garçons e garçonetes muito ocupados mas atentos e sorridentes.

A maioria prefere comer os caranguejos com vista para água.

O carro-chefe do cardápio é modestamente chamado de “World Famous Garlic Crab”, caranguejo com alho, anunciado como o mais famoso no mundo.

Só não dá para comer em silêncio.  A casa é barulhenta e fica pior quando uma mesa pede os famosos caranguejos na casca, que precisam ser quebradas através de batidas na mesa com o martelinho de madeira.

A casa oferece também avental para quem pedir o prato.  Mas para quem não tem o espírito de martelar, quebrar e se sujar na hora da refeição, o cardápio apresenta outras opções muito saborosas, ainda que não tão pretensiosamente anunciadas.

A lagosta e o camarão são deliciosos, no ponto perfeito.  Os bolinhos fritos de caranguejo são leves e podem ser pedidos como prato principal ou entrada.  As ostras, fresquíssimas, abertas na hora, são uma boa pedida como aperitivo, e as patas de caranguejo podem ser “queen” ou “king” – grandes ou gigantes.

Lagosta é um dos pratos favoritos do cardápio.

Já para quem prefere um bom prato de massa, nada como um linguini com camarão, lagosta ou mariscos da Nova Zelândia.

De exótico, a casa oferece rã e jacaré à milanesa.

A carta de vinhos é limitada mas tem o básico e os preços são justos.

Vale a pena a pequena viagem! E pode ir de shorts e manga curta.  Ninguém vai lá para ver e ser visto. Mas não custa dar uma olhadinha nas mesas ao lado.  Pode ser que reconheça algum rosto famoso.

O Rustic Inn sempre conquistou uma clientela seleta, desde os velhos tempos com visita de nomes como Marilyn Monroe e até mais recentemente Bette Midler, Barbra Streisand e Johnny Depp, entre muitos outros.

Rustic Inn
Endereço: 4331 Ravenswood Road, Fort Lauderdale, Florida 33312
Fone: 954-584-1637
Aberto: Segunda – sábado 11:30 – 22:45; domingo 12:00 – 21:00 hrs
Para maiores informações, visite http://www.rusticinn.com

Autor: Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 Direto de Miami, Educação, Miami | 15:02

Brasileiro está a um passo de se tornar o melhor professor dos Estados Unidos.

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

O brasileiro Alexandre Lopes foi selecionado um dos quatro finalistas escolhidos entre todos os estados norte-americanos para concorrer ao titulo de “Melhor Professor do Ano” dos EUA.  A decisão sai daqui a três meses.

Os demais candidatos são professores do colegial nas áreas de exatas, inglês e música nos estados de Washington, Maryland e New Hampshire.

O brasileiro, único finalista professor de jardim de infância, desenvolveu um programa de inclusão que já abocanhou os prêmios de “Melhor Professor do Ano” do condado de Miami-Dade, em março, e do estado da Flórida, em julho.

Alexandre Lopes com alguns de seus alunos na escola Carol City Elementary. Foto de Carla Guarilha.

Agora, o petropolitano pode se tornar o maior representante de educação dos Estados Unidos da América.

O prêmio “National Teacher of the Year” ou Melhor Professor do Ano Nacional, foi constituído em 1952 e é o mais tradicional e respeitado na área de educação aqui.

Será entregue ao finalista em abril pelas mãos do Presidente Barack Obama numa cerimônia na Casa Branca, sede do governo americano.

Nesta entrevista exclusiva ao Direto de Miami, Alexandre Lopes conta como conquistou o título estadual, como sua vida mudou no último ano desde que se tornou o “Embaixador da Educação” da Flórida e onde quer chegar.

No vídeo, Alexandre Lopes reflete sobre sua filosofia e missão de vida e conta o que o levou ao título de “Melhor Professor do Ano” da Flórida.

Alexandre Lopes é finalista para Melhor Professor do Ano dos Estados Unidos em 2013 from Chris Delboni on Vimeo.

ENTREVISTA:

Direto de Miami:  Como o título de Melhor Professor do Ano da Flórida transformou sua vida?

Alexandre Lopes: É tanta mudança que é difícil saber por onde começar.  Me tornei um palestrante, e em três meses, já fui o palestrante principal para um público de 300 pessoas em eventos que reúnem estudantes, catedráticos, políticos e pessoas influentes na área de educação, às vezes até mesmo da economia local.  Há menos de um ano, meu público eram meus alunos de 3, 4, 5 anos de idade.  Me surpreende que as pessoas queiram me escutar – escutar o que eu tenho a dizer. Fico feliz de ter me tornado uma pessoa capaz de motivar os outros, de inspirar os outros a encontrarem dentro deles o que eles tem de melhor para o mundo educacional e o mundo em geral.

DM: Qual sua mensagem principal?

AL: Sou um imigrante que vim para os Estados Unidos aos 26 anos de idade, aprendi o inglês, que não é minha língua materna.  Acho que isso tem um poder muito grande, porque fala para os imigrantes deste país, dos Estados Unidos, cujos filhos estão agora também na escola e em busca do sonho americano, fala para os americanos em si que estão educando os filhos de imigrantes. Como imigrante, como latino, ter vencido, é uma mensagem muito importante.

Em sua casa em Miami, com seus troféus ao lado. Foto de Carla Guarilha.

DM: Quem era o Alexandre antes dessa premiação e quem é o Alexandre hoje?

AL: Eu sinto que cresci muito.  O que me deixava feliz era trabalhar com crianças de 3 a 5 anos de idade, num sistema de inclusão total, numa área onde meus alunos eram imigrantes, minorias étnicas e raciais, estudantes com autismo em um sistema sem preconceitos.  Terminei meu mestrado, estava fazendo o doutorado e trabalhava com projetos para desenvolver a qualidade de ensino.  Mas eu não era uma pessoa pública.  Agora represento o Departamento de Educação da Flórida.  O meu título de “Embaixador para Educação” é regido pela lei do estado da Flórida.

DM: O senhor parece lidar muito bem com essa sua nova condição de pessoa pública.  Como chegou intimamente a essa maturidade?

AL: Acho que é importante que as pessoas vejam que eu lutei para chegar onde estou, não só profissionalmente mas como pessoa. Eu fiz um processo terapêutico com a [psicóloga brasileira] Rosane Wechsler aqui em Miami e foi muito bom.  Através de um processo de autoconhecimento, ela fez com que eu deixasse de lado incertezas e inseguranças e tivesse confiança com relação às minhas decisões e vontade de vencer, não só de uma maneira pessoal como também de forma profissional.  Eu aprendi a aceitar minhas diferenças.

DM: Hoje sua voz está transformando muita coisa na área de educação.

AL: Acho que minhas ideias são um pouco inovadoras – mas a maneira pela qual eu as exponho, eu as expresso, faz com que as pessoas não se sintam intimidadas por elas.

Alexandre escorrega com seus alunos no "playground" da escola. Foto de Carla Guarilha.

DM: O que o senhor acha que trouxe na sua trajetória de vida para chegar nesse momento?

AL: Eu vou a luta.  Não gosto de escutar quando as pessoas falam, ‘você é uma pessoa inteligente’.  Você pode ser a pessoa mais inteligente do mundo, mas se você não faz seu dever de casa, você não vai chegar em lugar algum.

DM: Inclusão seria uma palavra para descrevê-lo?

AL: Seria uma inclusão gerada através de uma aceitação social.  Minha luta é de uma aceitação social.  Todas as pessoas tem seu potencial único e que bom que é único.  O que aconteceria se não houvesse polêmica e ideias diferentes das nossas?  Será que cresceríamos? Acho que é isso, uma  aceitação social, total e irrestrita para que as pessoas acreditem em si, gostem de si e cheguem ao seu potencial, seja ele qual for.

A aluna de Alexandre foi correndo lhe dar um abraço assim que o viu. Foto de Carla Guarilha.

DM: E foi isso que os membros do comitê de seleção da Florida viram no senhor e acha que podem ver na decisão final do titulo de professor do ano de todo o país?

AL: Acho que eles viram em mim uma pessoa capaz de inspirar nos outros e de motivar os outros a buscarem o sonho americano através da educação.

DM: E agora?  Qual o futuro do Professor do Ano da Flórida de 2013, e quem sabe dos Estados Unidos?

AL: Já tive convites de filiar-me à universidades, e estou fazendo um malabarismo para terminar o doutorado o mais rápido possível.  Se quiser posso voltar para sala de aula.  Mas não sei se seria exatamente aonde eu faria a maior diferença.  Eu já esperava que no futuro me tornaria um professor universitário, trabalhando com pesquisas e ensinando a outras pessoas o que levou a tornar-me professor do ano.  Me vejo como um mediador de ideias.  Acredito nas minhas ideias mas estou sempre aberto a escutar as ideias dos outros.

DM: Sete palavras para descrever um professor de sucesso:

AL: Eduque-se, informe-se, acredite-se, ame-se, apaixone-se, entregue-se e libere-se.

DM: Qual o segredo do seu sucesso?

AL: Muito esforço, auto-aceitação e amor ao próximo.

Alexandre Lopes na sala de aula durante uma recente visita a escola. Foto de Carla Guarilha.

Para ler a coluna original quando Alexandre Lopes foi escolhido professor do ano de Miami-Dade, clique aqui.

Para acompanhar as atividades de Alexandre no Facebook, clique aqui.

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 15 de janeiro de 2013 Alimentação, Beleza, Direto de Miami, Saude | 10:19

Curitibana em Miami ensina mulheres no Brasil como ficar em forma para o Carnaval

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

A curitibana Bárbara Trevizan chegou em Miami com 22 anos e 80 kg.

Sete anos depois, ela hoje pesa 58 kg e ganhou mais um sobrenome, Eckonen, do marido, fisiculturista com corpo perfeito e um dos sócios de uma grande academia em Pompano Beach.

“Mudei meu estilo de vida.  Sou outra pessoa”, diz Bárbara, que no Brasil não fazia nenhum exercício físico.

Bárbara Trevizan Eckonen, hoje "personal trainer", na sua academia. Foto de Carla Guarilha.

Ela cursava faculdade de física e dava aulas particulares.

“Eu era bastante sedentária e estudava muito”, conta.  “Eu adorava, só que o estilo de vida era completamente diferente do que eu tenho agora”.

Hoje, depois de sua “transformação”, ela tem como objetivo ajudar outras mulheres no Brasil a entrar em forma.

Para isso, Bárbara lançou o blog Fitnistas há um ano, e agora faz periodicamente 30 dias de treinamento virtual: o “Projeto Fitnistas”.

O próximo começa hoje.

Por um mês, ela vai postar vídeos diários de receitas saudáveis, 40 minutos de exercício e outras dicas.  A meta é ficar em forma para o Carnaval.

Bárbara treinando com Troy Eckonen, seu marido e mentor, parceiro de academia e de vida. Foto de Carla Guarilha.

Bárbara hoje atende de 30 a 40 clientes fixos todo mês na academia e ajuda mais de 2 mil mulheres que acompanham os exercícios e dieta diariamente durante o Projeto Fitnistas.

Ela diz que seu maior prazer é ver o resultado e o impacto na vida de suas alunas virtuais, desde grávidas às mais idosas.

“Uma aluna mandou a foto dela treinando com sua avó, fazendo exercício de agachamento, e a vovó com roupa de fitness e meia alta, coisa mais linda”, conta.  “Morro de orgulho, fico muito feliz”.

Bárbara diz que o mais importante numa transformação é disciplina alimentar.

“Pode treinar todos os dias, mas se for para casa e comer errado, não vai ter resultado.  Tem que ter a dedicação fora da academia”.

Bárbara hoje faz 45 minutos de exercício seis dias na semana e mantém uma alimentação saudável.

Hoje é fácil, diz ela.  “Eu amo tudo que eu como”.

Bárbara faz 45 minutos de exercício na academia diariamente. Foto de Carla Guarilha.

Mas nem sempre foi assim.

Logo que chegou na casa do atual marido, teve que aprender a conviver com uma comida sem o tempero que estava acostumada.

“Liguei para minha mãe e falei, ‘ele não tem nem sal nem açúcar na casa, o que eu faço’”?

Bárbara brinca que foi criada a base de “frango com polenta”.  Sua família, de origem italiana, é dona de restaurantes no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba.

Ela nunca se interessou pelo ramo culinário, até conhecer Troy Eckonen.

Americano, de Ohio, Troy foi, por muitos anos, chef de cozinha do Morton’s, tradicional steak house nos Estados Unidos, antes de comprar sua primeira academia na Flórida.

Ele começou a frequentar e foi se interessando cada vez mais por exercícios físicos, assim aperfeiçoando sua musculatura e concorrendo em competições de fisiculturismo.

Aos 39 anos, e ainda solteiro, ele conheceu a Bárbara, gordinha na época, e se encantou pelo seu jeito carinhoso — e brasileiro — de ser.  Ela havia trancado a matrícula na faculdade e estava passando seis meses com uma tia aqui.

Bárbara e Troy, na academia. Foto de Carla Guarilha.

A historia deles parece um filme romântico de Hollywood.

Bárbara procurava uma padaria, que ficava em frente a academia do Troy, quando ele a viu – e a descobriu.  Como ela não falava inglês, ele correu dentro da academia e pediu que um brasileiro saísse para ajudar na tradução.  Convidou-a para frequentar sua academia.  Ela disse que não tinha interesse, mas se tivesse trabalho, ficaria.  Pouco tempo depois, ele ligou e disse que precisava de uma recepcionista.  Mesmo sem falar inglês, ele a contratou, e aos poucos, foi treinando-a no trabalho e cativando seu interesse na forma física — e mais tarde, por ele.

Um tempo depois, sua tia resolveu voltar para Curitiba e ele tinha um quarto vazio em sua casa.  Ainda só como amigos, ela se mudou para lá.

E foi na casa de Troy que começou de fato sua transformação completa – física, mental e espiritual – e radical.  Por falta de opção, ela trocou o sal por ervas na comida, o arroz branco pelo integral e cortou o açúcar completamente.

Recém chegada do Brasil, como não tinha amigos ainda na Flórida, ela ficava lendo seus livros de física no quarto quando Troy batia na porta para convidá-la para jantar fora ou ir andar de bicicleta.

Isso durou um tempo até que a amizade virou namoro e casamento.

“Eu sempre falo que ele é meu anjo e ele fala que sou o anjo dele.  E não foi nada planejado, totalmente destino”, diz hoje a “personal trainer” que nunca deixou de estudar.

“Continuo estudando aqui, mas não mais física.  Hoje é educação física”, brinca.  “O blog começou justamente para traduzir tudo que eu aprendo aqui, tudo que eu faço”.

Para participar do Projeto Fitnistas, visite o site: Fitnistas.com.

No vídeo, Barbara revela o segredo de sua transformação.

Projeto Fitnistas começou hoje: Como ficar em forma para o Carnaval. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , , ,

terça-feira, 8 de janeiro de 2013 Alimentação, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Shopping | 10:16

Badalada brasserie em luxuoso shopping em Miami passa a servir feijoada para agradar brasileiros

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Shopping Bal Harbour em Miami. Foto de Carla Guarilha.

O Bal Harbour é passagem obrigatória para quem vem a Miami, ainda mais na época das festas de fim de ano. Não tem quem não passe por lá e, no meio das compras, não pare para almoçar, tomar um drink ou jantar no luxuoso shopping das grifes, como é conhecido e merecidamente reconhecido mundialmente.

Tartar de tuna

E agora, mais uma razão para visitar, principalmente aos sábados. O La Goulue, famoso e badalado restaurante francês, vai acrescentar feijoada ao seu tradicional cardápio, que inclui escargots, steak tartar, um delicioso soufflé de queijos, foie gras e les moules frites, saborosos mariscos acompanhados de batatas fritas, entre muitos outros pratos da culinária francesa.

Parece incompatível – mas Pascal Cohen, sócio-operador do restaurante e presidente e CEO do grupo FoodInvest, um dos principais investidores do La Goulue, diz que essa combinação é perfeita.

Os brasileiros hoje, diz ele, são fundamentais para a economia do sul da Flórida e merecem ser paparicados e tratados com deferência.

“Eles adoram Bal Harbour, adoram o La Goulue e representam uma grande parte da nossa clientela”, afirma Pascal. “É nossa vez de devolver o carinho e oferecer um presente na forma de reconhecimento de sua cultura. Nada melhor do que servir uma feijoada”, diz ele.

Área externa do La Goulue. Foto de Carla Guarilha.

O tradicional prato brasileiro entrará no cardápio dia 19 de janeiro, na hora do almoço. Será servido à la carte. Pascal diz que o preço ainda não foi definido mas garantiu que será compatível com o resto do cardápio, que é bem razoável.

O francês Jean-Pierre Petit, renomado chef do La Goulue, terá o auxilio da chef brasileira Nilza Martins, convidada para orientar a “operação-feijoada”.

Edmond Touboul (esq), Pascal Cohen, Yara Gouveia e chef Jean Pierre Petit. Foto de Carla Guarilha.

Pascal diz que essa iniciativa faz parte de uma estratégia ainda maior do La Goulue, que para ele é mais do que uma brasserie. É um “estilo de vida”, e o brasileiro é o povo que mais se enquadra, diz Pascal.

“Os brasileiros vivem exatamente de acordo com a atmosfera que queremos implementar aqui. Fazem parte da nossa marca “, diz ele. “Qual o melhor lugar para relaxar, aproveitar e comer uma feijoada senão no shopping Bal Harbour, um dos mais luxuosos do mundo?”

O original La Goulue nasceu em Nova York, na Ave. Madison, em 1974, nas mãos de Jean Denoyer. Pouco mais de três décadas depois veio para Bal Harbour mas, em 2009, fechou em NY e estava precisando de uma boa restruturação para sobreviver em Miami. Vivia vazio.

Foi aí que Denoyer procurou Pascal, com 20 anos de experiência mundial no ramo.

Pascal e um sócio, Edmond Touboul, compraram parte do empreendimento e assumiram a operação diária do restaurante, dando nova vida ao La Goulue, que hoje tem uma grande fila de espera, dependendo do horário.

Diz ele que o segredo do sucesso no ramo é muito simples: “qualidade, consistência, bom preço e bons ingredientes”.

“É preciso cuidar todo dia de cada cliente e de cada prato”.

E assim Pascal foi conquistando uma clientela fixa e leal e se apaixonando, cada vez mais, pelo que ele descreve como “estilo e elegância” do brasileiro.

“Para mim é um privilégio poder dizer aos sábados para todos os brasileiros, bem vindos ao La Goulue”.

O grupo FoodInvest tem hoje três investidores brasileiros e a expectativa é de expansão nacional e internacional.

A brasileira Yara Gouveia, corretora de imóveis e empresaria, é hoje um dos sócios-investidores do La Goulue. Com Pascal Cohen. Foto de Carla Guarilha.

Ainda em janeiro, FoodInvest está abrindo um novo restaurante francês, Doré, no hotel The Ritz-Carlton, em South Beach, e vem muito mais por aí em 2013.

“FoodInvest agora é um grupo franco-brasileiro”, diz Pascal. “Estamos operando em grandes centros e já começamos a adquirir vários outros locais importantes. A estratégia é se tornar um dos maiores grupos de investimento no ramo de gastronomia do sul da Flórida”.

La Goulue – Bal Harbour Shops
9700 Collins Avenue, Bal Harbour, Florida 33154
Tel: 305-865-2181
Aberto: Segunda-domingo 11:30 – 23:00 hrs, aos domingos fecha às 22:00
Para maiores informações, visite o site http://lagouluebalharbour.com

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 18 de dezembro de 2012 Direto de Miami, Miami | 10:46

Reveja os cinco melhores vídeos de 2012.

Compartilhe: Twitter

Difícil acreditar que a coluna Direto de Miami está completando um ano.

Publicamos quase 50 entrevistas, cada uma com uma história de vida, de luta, conquistas, desafios e sucesso.

Tentamos mostrar um pouco aqui quem são os brasileiros que hoje moram nesse pedacinho do Brasil nos Estados Unidos, conhecido também como a capital da América Latina.

Em 2013, esperamos trazer ainda mais dessas histórias e vamos também incluir mais dicas, principalmente gastronômicas.

Não deixem de nos mandar sugestões e comentários.

Escolhemos hoje cinco vídeos, como retrospectiva dos melhores de 2012, para encerrar o ano.

Direto de Miami deseja a todos um Feliz Ano Novo repleto de muita paz, amor e saúde.

Voltaremos dia 8 de janeiro com muitas novidades de Miami.

Até lá ☺

Feliz Festas!

Grande abraço,

Chris Delboni e equipe de Direto de Miami

1. Uma estranha e deliciosa mistura: o santo e o profano, no City Hall The Restaurant, um local tipicamente americano, que aos domingos serve um almoço regado à voz de uma das maiores cantoras de música gospel daqui, Maryel Epps. Coluna original.

Cantora Gospel Maryel Epps encanta com sua voz mágica no restaurante City Hall. from Chris Delboni on Vimeo.

2. Em março, o brasileiro Alexandre Lopes recebeu o prêmio de “Melhor Professor do Ano” do condado de Miami-Dade.  Em julho, Alexandre venceu mais uma etapa de “Melhor Professor do Ano” da Flórida, tendo concorrido com 180 mil professores de todo o estado.  E em janeiro, ele pode se tornar um dos finalistas para “Melhor Professor do Ano” dos Estados Unidos inteiro.  Coluna original.

Alexandre Lopes, brasileiro radicado em Miami, é escolhido melhor professor do ano de todo condado de Miami-Dade. from Chris Delboni on Vimeo.

3. Rose Max e Ramatis são conhecidos pelo profissionalismo — e versatilidade, de se apresentarem da mesma forma em um barzinho para 10 pessoas como em um grande espetáculo, como no ano passado, quando tiveram uma plateia de mil no The Fillmore at Jackie Gleason Theater, um importante palco de Miami Beach.  Coluna original.

Pela primeira vez, casal de músicos brasileiros em Miami será grande atração em cruzeiro para Bahamas from Chris Delboni on Vimeo.

4. O grande mestre Antonio Adolfo já formou muitos nomes da música popular brasileira, entre eles filhos e netos de ícones como Tom Jobim e Ivan Lins. Mas seu maior orgulho são suas duas filhas. Luisa hoje toma conta do Centro Musical Antonio Adolfo no Leblon, que abriu em 1985, e Carol Saboya se tornou a parceira do sonho de qualquer pai, com quem já fez alguns shows e gravou CDs. Coluna original.

Antonio Adolfo from Chris Delboni on Vimeo.

5. A artista visual brasileira Eleonora Goretkin surpreende mais a cada dia com sua simplicidade pessoal e grandiosidade artística.  Coluna original.

Eleonora Goretkin from Chris Delboni on Vimeo.

E deixo aqui um dos meus videos favoritos, da Casey, a cadela anfitriã do Aeroporto Internacional de Miami. Coluna original.

Cão é anfitrião de passageiros no Aeroporto Internacional de Miami from Chris Delboni on Vimeo.

Feliz 2013!

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Direto de Miami, Gastronomia, Miami | 10:02

Restaurante grego tem pitada brasileira em sua apimentada história.

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Um dos maiores segredos gastronômicos de Miami chama-se Ouzo’s Greek Island Taverna, um restaurante grego que já passou por algumas transformações na última década. E só melhora.

A essência é sempre a mesma: simplicidade e a pureza da culinária tradicional grega, a simpatia da dona e um ambiente tão aconchegante e alegre que parece importado diretamente de uma ilha grega.

Liza na área externa do restaurante, à beira do rio Miami Little River. Foto: Carla Guarilha

“Quando as pessoas entram, elas se sentem transportadas para Grécia”, diz Liza Meli, que abriu o primeiro Ouzo em Miami Beach em 2002.

Quatro anos depois, ela se casou com o francês Gigi Meoli e o casal resolveu expandir o cardápio, para incluir novos pratos da culinária mediterrânea, e mudar o restaurante para South Beach.  Tudo ia bem, mas assim como nos Jardins em São Paulo, em South Beach é preciso um bom investimento para cativar uma clientela fixa, além dos custos de manutenção e aluguel, que são absurdos.  O restaurante fechou, mas logo reabriu com o nome Anise Taverna, em Miami, numa região que não é necessariamente um “point”, mas está crescendo.  Fica um pouco ao norte do Design District, um bairro que está cada vez mais badalado.

Novamente, tudo ia bem mas, desta vez, foi o casamento que começou a dar problema.  O casal acabou se separando e o restaurante ficou alguns meses sem identidade.

Liza foi para Grécia por três semanas com Andrea Schiavi, sua fiel escudeira – amiga e funcionária desde que abriu o Ouzo original há 10 anos.

“Essa é uma amiga para todas as horas”, diz Liza.  “Não está ao lado só para os momentos bons”.

Foto: Carla Guarilha

Assim que as amigas voltaram, Liza entrou em contato com o antigo chef, o turco Ali Cinar, que fez o nome da culinária do restaurante no primeiro Ouzo – e a equipe retornou às origens.

Liza reabriu, recentemente, o Ouzo’s Greek Island Taverna com o menu original, música ao vivo, e claro, muito “OPA” com alegria, pratos jogados no chão, dança do ventre e, às vezes, uma canjinha de dança grega, performance especial e exclusiva da dona, que já foi dançarina profissional.

Liza nasceu e cresceu em Sydney, na Austrália, onde começou sua carreira artística dançando lambada e gafieira com um grupo formado por brasileiros.  Dançavam em eventos, casamentos e clubes, chegando a fazer cinco shows em uma noite.

Liza com seus parceiros do grupo brasileiro de dança na Austrália. Foto: Álbum de família.

Mas ela sentia que algo estava faltando em sua vida.

Liza tinha também, desde cedo, experiência no restaurante grego de sua família na Austrália e decidiu entrar no ramo por conta própria.  Mas antes, resolveu viajar pelo mundo com sua melhor amiga e companheira de dança em Sydney, a carioca Deuza Lemos.

Em 1993, Liza chegou em Miami.

“Não queria vir para Miami”, diz.  “Queria ir para o Brasil, Argentina, Chile.  Mas quando aterrissei, achei que já estava na América Latina,” brinca.

No primeiro dia, assim que chegou, conheceu o guitarrista argentino Alex Fox, famoso por tocar Flamenco, com o violão até nas costas.  Ela começou a dançar, se apaixonaram e se casaram.

Mas ela engravidou e o casamento não resistiu a pressão do mundo da noite. Na  época, ela já tinha dois filhos pequenos.

E foi aí que Liza retomou seus planos de entrar no ramo gastronômico e o Ouzo nasceu na Flórida.

As entradas são deliciosas e próprias para compartir, desde hummus às azeitonas.  Mas um dos favoritos para abrir o apetite é o queijo Saganaki, flambado na mesa – imperdível – pelo sabor e experiência das chamas.  O polvo grelhado derrete na boca de tão macio, ponto perfeito, e os mariscos são de comer rezando.

Simplicidade no preparo é chave do sabor do peixe, diz Liza. Cortesia Ouzo.

Como prato principal,  há varias opções.  Os peixes inteiros são fresquíssimos e muito saborosos.

Se sobrar espaço no estômago, as sobremesas são caseiras, feitas pela mãe de Liza.

A carta de vinhos não é das mais extensas, mas tem opção para todos os gostos e bolsos, como um Malbec por US$32, um St. Emillion por US$62, e entre os brancos, um Pinot Grigio por US$32, o grego Tsantali por US$44 ou um Vermentino da Sardenha por US$38.  A casa não proporciona destilados, mas sempre oferece como cortesia um Ouzo.  É só pedir.

Chef Ali Cinar mostra os pratos de carne de carneiro que acaba de preparar. Foto: Carla Guarilha

Se estiver na cidade esta semana, não perca na quinta-feira a grande festa de aniversario de Liza – todos estão convidados para um brinde das 19 às 20h, com show de dança do ventre e apresentação do guitarrista Alex Fox.

Ouzo’s Greek Island Taverna
620 NE 78th Street
Miami, FL  33138
Tel: 305-758-2929
Email: ouzosgreek@yahoo.com

Website

Facebook

Aberto: Quarta à segunda (fechado às terças), a partir das 17h  – fecha quando o ultimo cliente for embora!

OPA!

Foto: Carla Guarilha

Autor: Tags: , , , ,

terça-feira, 27 de novembro de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Entrevistas, Miami | 10:07

Brasileira faz sucesso nos Estados Unidos em “reality” que inspirou o programa Mulheres Ricas.

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Aos 7 anos, Adriana de Moura frequentava um conservatório de piano em Campinas, onde cresceu, e passava as férias em Araraquara com papel, pincel e tinta nas mãos, ao lado da avó paterna, dona Elisa, artista plástica.

“Minha avó era uma mulher muito especial, com muita bagagem, muita cultura e  sempre me influenciou”, diz a curadora e marchand brasileira, que hoje vive um papel público quase oposto da mulher intelectual, caseira e tímida que é.

Com seu cachorro -- e a escultura dele -- na sala de sua casa em Miami Beach. Foto de Carla Guarilha.

Desde o ano passado, quando foi escolhida como uma das personagens do “The Real Housewives of Miami” – que inspirou aí no Brasil o programa “Mulheres Ricas” – sua vida e imagem se transformaram também.

A Bravo, o canal de TV da rede NBC que exibe o reality, classificou Adriana de Moura, como “Brazilian bombshell”, a explosiva e devastadora dona de casa, que amanhã lança seu single, “Feel the Rush”, a música que é tema da nova temporada do programa.

Ela vai se apresentar para 2 mil pessoas pela primeira vez,  ao vivo, no Mansion, um dos mais badalados clubes em South Beach.

“Não perco oportunidades”, diz.  “Pela publicidade desse show e exposição que estou tendo, tenho meus 15 minutos de fama que estou tentando transformar em 45”, brinca.

Adriana, em sua casa, com óculos de sol de uma linha que desenvolveu chamada Adri O, inspirada na ex-primeira dama americana Jacqueline Kennedy, também conhecida como Jackie O. Foto de Carla Guarilha.

Mas sua essência está em um outro evento, que está promovendo hoje à noite: uma vernissage da artista plástica Carmem Gusmão (entrevistada recentemente nessa coluna.)

“O papel da arte é de desafiar, abrir os horizontes e trazer aquela emoção que está guardada dentro de você”, diz.  “Os grandes artistas sempre tiveram um aspecto sociopolítico por trás das obras deles”.

Adriana tenta sempre apoiar artistas brasileiros.  “Gosto de mostrar ao mundo que somos mais do que samba e futebol”, diz, com orgulho.  “A Carmem [Gusmão], por exemplo, é uma guerreira que merece a visibilidade, que acho que posso trazer para ela”.

Adriana diz que a arte preenche sua alma e lembra que uma das mais importantes  lições que aprendeu com sua avó foi que as necessidades da alma são maiores do que as materiais.

“A fama é um meio.  Não um fim”, diz a curadora-cantora-atriz, que se auto denomina como “camaleoa”.

No porta-retrato, na sua sala, Adriana com Barack Obama, num jantar em Miami há quatro anos para arrecadar fundos para sua primeira campanha presidencial.

Mas é seu papel de mãe que supera todos os demais.

“No minuto que você põe uma criança no mundo, sua função número um deve ser fazer desse ser humano o melhor que ele pode ser”, diz.

Seu filho Alexandre hoje está com 12 anos e, como Adriana, é apaixonado pela musicalidade.  Frequenta duas vezes por semana o programa preparatório da faculdade de música da Universidade de Miami, Frost School of Music, para jovens pré-universitários.

Depois que Adriana se formou em letras e linguística pela PUC de Campinas, ela passou uns meses estudando arte na Sorbonne, na França, depois na Itália e acabou no Texas, nos Estados Unidos, onde conheceu o pai do seu filho.  Moraram em Dallas alguns anos até que o casamento começou a balançar.

Adriana buscava novos desafios e uma nova vida.  Resolveu, então, estudar Direito Internacional e Arte e foi aceita em quatro faculdades, inclusive a Universidade de Miami.

Para evitar maiores problemas conjugais, apesar de divorciados, o casal permaneceu morando junto e se mudou para Miami, na badalada e exclusiva ilha de Fisher Island.  Ali Adriana abriu sua primeira galeria de arte. Mas a situação entre o casal só piorava e acabaram se separando definitivamente.

Sua prioridade absoluta passou a ser os cuidados com seu filho.

Ao lado do porta-retrato do seu filho, Alexandre. Foto de Carla Guarilha.

“Você tem que prover não só as coisas materiais, como casa, comida e uma educação, mas também harmonia, amor e passar aquele senso de segurança, de amor próprio para aquela criança”, diz.  “Ser mãe e ser brasileira é, ‘levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima’. Acho que essa é uma das coisas que a mulher brasileira tem: muita garra”.

E com essa garra, Adriana foi construindo e reconstruindo sua vida, sozinha.

“Quero ser lembrada pelo meu filho como uma mulher intelectual,  que luta, que almeja, mais do que tudo, uma presença, como brasileira, como uma pessoa culta e centrada”, diz.  “Meu propósito final é me realizar como uma mulher de negócios, ter minha independência financeira completa, proporcionar uma educação de altíssimo nível para o meu filho, mas como minha avó já tinha me dito, lembrando sempre que as nossas necessidades interiores, espirituais são bem mais poderosas e muito mais demandantes do que os bens materiais”.

Seu sonho em 20 anos? Fazer doutorado em linguística.

“No mundo perfeito, estaria voltando para quem realmente sou: amante da arte e linguística.  Gostaria de terminar meus dias como professora universitária, lendo, estudando, discutindo com os alunos”, diz.  “Eu adoro tudo que tem relação com a educação.  Eu poderia ser uma eterna estudante”.

Sua mensagem?

“Acho que no fim, se você é verdadeiro, consegue sonhar e realizar, mas o sonho vem primeiro”.

No vídeo, Adriana de Moura compartilha o segredo do seu sucesso:

O segredo do sucesso de Adriana de Moura, apelidada de “Brazilian bombshell” no “reality” Real Housewives of Miami, é garra. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 20 de novembro de 2012 Decoração, Direto de Miami, Entrevistas, Imóveis, Miami | 10:27

Arquiteto brasileiro “faz a América”: da capital americana à capital latina nos EUA

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

“Audacioso” é como o arquiteto Marco Aurélio Gonçalves descreve sua trajetória profissional.  Mas sua postura não tem um pingo de petulância.  Pelo contrário.  De forma um pouco tímida, e com enorme humildade, ele encara os projetos com “Impulso da alma para atos difíceis ou perigosos”, uma das definições precisas do termo audácia em dicionários.

Marco abraça cada projeto como se fosse o único e o ultimo.  E foi assim com essa garra, que o carioca vem conquistando a América — primeiro a capital dos Estados Unidos, onde tem uma empresa de arquitetura e decoração — e agora a capital da América Latina nos Estados Unidos, que é como muitos se referem a Miami.

“Às  vezes, quando olho para trás, me vejo como muito audacioso, e penso, como é que fiz isso?  Mas no final acaba dando certo”, diz o arquiteto, que como um desbravador, tem como meta agora abrir novos caminhos na Flórida.  “Sempre tive esse sonho de vir para Miami”.

Marco, na frente de um de seus novos projetos em Miami. Foto de Carla Guarilha.

Ele chegou a fazer alguns projetos aqui em 2005 e 2006, mas acabou voltando para Washington para atender outros clientes na época e ficou por lá — até agora.

Em 2013, ele diz que vai ficar na ponte-aérea Washington-Miami.

“Me sinto agora mais estruturado profissionalmente”, diz Marco, que hoje tem um showroom em Alexandria, uma cidade do estado de Virginia, considerada parte da Grande Washington, onde sua empresa EuroDesign Solutions atende grandes nomes da elite americana, como Louis Hughes, ex-presidente da Lockheed Martin e da General Motors, que está reformando um apartamento de luxo na Ave. Massachusetts, numa área nobre da capital americana.

“Decidimos continuar trabalhando em D.C., mas abrir também o caminho em Miami, onde achamos que tem um público que se assemelha muito com nosso trabalho.  Achamos que vai haver um bom reconhecimento”.

E assim tem sido a história de sua vida: primeiro o desejo depois a meta, o desafio e a realização – e entre cada etapa, um obstáculo, que como numa concepção arquitetônica, pode apenas atrasar um pouco o projeto, mas no fim, todos seus passos acabam sempre em grandes conquistas sustentáveis, como pilares numa construção.

Foto de Carla Guarilha

E é assim também que ele começa seu processo de criação: como um desejo, quase irracional, de achar soluções para o estilo de vida do cliente.  “Tenho muito forte essa vontade de consertar, achar soluções para os problemas”, diz o arquiteto, que às vezes se posiciona quase como um psicólogo.   “Primeiro, tenho que entender qual o problema, o que a pessoa quer.  Acho que isso faz a diferença.  Enquanto não encontro aquela solução, não tenho paz”.

Marco cresceu no subúrbio do Rio de Janeiro, filho mais velho de quatro irmãos.  Sua mãe, dona Vera, era dona de casa, costureira de mão cheia, foi dona de alguns comércios e uma pequena confecção no Rio.  Seu pai, Seu João, era funcionário público, motorista de ônibus, e, nas horas extras, de taxi.  Marco lembra do pai estudando à noite para completar o segundo-grau.

E esse espírito de luta e empreendedorismo sempre fez parte da família Gonçalves.

“Não existia na minha cabeça a opção de não estudar”, diz ele, que desde cedo sabia que queria cursar uma faculdade.

Passou no vestibular e entrou na Universidade Gama Filho.

“Na época era completamente fora da nossa realidade”, conta.  “A mensalidade era muito cara”.

Mas Marco vive sua vida como o arquiteto audacioso que é: sempre em busca de soluções para projetos que cria – às vezes projetos no ramo profissional e, muitas outras vezes, na vida.

Marco no showroom da EuroDesign Solutions, na Grande Washington. Cortesia: Marco Gonçalves.

Conseguiu uma bolsa de estudos integral e crédito educativo.

“Era bem sacrificado”, diz. “Tinha dias que pegava mais de 10 ônibus”.

Ele trabalhava na administração de uma cervejaria e nos dois dias de folga que tinha na semana frequentava a universidade.  Tinha aula das 7h30 às 22h.

Nisso, pouco antes de entrar na faculdade, seus pais haviam se separado, e Seu João resolveu recomeçar a vida em Washington.  De subemprego, como muitos brasileiros que vem “fazer América”,  ele foi crescendo e logo abriu uma empresa de jardinagem, que tem até hoje, e aos poucos foi trazendo todos os filhos, um por um.

Marco resolveu trancar matricula em 1994 e veio passar uns tempos nos Estados Unidos com o pai.  Ficou seis meses, mas decidiu voltar para completar a faculdade. Três anos depois se formou e foi um dos poucos alunos na época a conseguir trabalho no ramo de arquitetura.  Mas não fazia projetos, que é sua maior vocação e paixão.  Por isso, pediu demissão e começou a correr atrás de seus próprios clientes.

Estava fazendo alguns projetos em parceria com colegas quando, em 1999, resolveu voltar a Washington em busca de novos desafios.

Lá, concorreu a uma vaga de arquitetura numa firma local e chegou a finalista, mas na última hora, perdeu.

Começou a trabalhar como entregador de pizza e garçom até que, um dia, uma festa que fez numa boate foi um sucesso tão grande que, naquele momento, Marco passou a ficar conhecido como “o promoter” brasileiro da cidade.  Logo abriu a Brazilian Night Entertainment, que chegou a promover festas para até 2 mil pessoas num dos maiores “night clubs” de Washington.

Foto de Carla Guarilha.

“Eu decidi, na época, que não iria mais tentar arrumar emprego como arquiteto.  Iria ganhar a vida e dinheiro e desenvolver meu lado de arquiteto fazendo casas para mim”, diz.  “Mas de uma certa forma, usava meu talento como arquiteto para promover eventos, da iluminação à decoração”.

Mas, novamente, apesar de Marco tentar se afastar da arquitetura, ela nunca desistiu dele.

Ele voltou a fazer um projeto aqui, outro ali, e aos poucos foi reconstruindo os pilares de sua vida.

“Acho que a arquitetura é algo que está dentro de mim.  Tenho certeza  que eu nasci para ser arquiteto”, diz, com humildade mas determinação.  “Eu deveria ter saído do Brasil consciente de que seria um percurso duro, que demoraria muito.  Por algum motivo, eu talvez subestimei”.

Mas nunca desistiu, e essa é a lição que deixa para jovens arquitetos:

“Se você acredita que tem talento, sabe que tem talento, estude, tente, não se derrote com barreiras, crie forças e crie uma meta,” diz.  “Acredite no seu potencial”.

No vídeo, Marco conta, em poucas palavras, o segredo do seu sucesso:

Arquiteto brasileiro “faz a América”: De Washington a Miami. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de novembro de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Miami | 10:02

Brasileiro rouba coração de âncora americano

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

“Hoje soa estranho aos ouvidos quando alguém fala:  ‘vamos a um casamento inter-racial este final de semana’.  A gente espera que em alguns anos também soe estranho ouvir vamos a um casamento gay”, diz Rubem Robierb, fotógrafo brasileiro.  Em dezembro, ele se casa com Sam Champion, âncora do tempo do programa matinal, Good Morning America, da rede de televisão americana ABC.  “Não existe casamento inter-racial ou gay.  Existe casamento entre duas pessoas”.

Rubem Robierb com Sam Champion. Foto: Álbum de família.

Mas casamento gay ainda é ilegal em vários estados norte-americanos, inclusive na Flórida.

O matrimônio civil será realizado em Nova York, onde é permitido casamento entre dois homens ou duas mulheres, e a festa será em Miami, com poucos e seletos convidados.

“A gente não quer transformar num grande evento.  Em Nova York, seria uma festa para 500 pessoas, mas não é a nossa cara”, diz o brasileiro.  “Se pudéssemos casar na praia com as 20 pessoas mais próximas, pé na areia, seria o ideal, mas não é possível por questão de logística, porque não pode ter segurança na praia.”

Em Nova York e Miami, o casal costuma andar de mãos dadas nas ruas e recebeu muitos cumprimentos e carinho do grande público que assistiu, recentemente, o anúncio do casamento e a declaração de amor de Champion ao companheiro, feita ao vivo durante o programa da ABC.

“Encontrei a pessoa mais maravilhosa, carinhosa e cuidadosa.  Tenho a maior sorte do mundo de ter uma pessoa assim na minha vida”, disse publicamente o âncora americano.

Os dois já se relacionavam há dois anos.  Champion nunca escondeu sua homossexualidade, mas preferia manter sua privacidade até encontrar o fotógrafo e artista brasileiro.

“Sam sempre foi uma pessoa muito discreta e reservada, mas se você encontra alguém que você quer dividir sua vida, isso é um fato relevante e você não pode esconder”, diz Robierb, que hoje divide sua vida entre Miami e Nova York, onde amanhã abre a exposição da série “Bullet-Fly Effect” na galeria Emmanuel Fremin em Chelsea, que vai até 10 de novembro.

BULLET-FLY EFFECT SERIE Nº3 faz parte da exposição. Foto: Cortesia Rubem Robierb.

Rubem nasceu em Bacabal, no Maranhão, criado pela sua mãe, dona Maria das Graças de Freitas.  Aos 14 anos, foi morar em São Luís, na casa de amigos da família, um casal de idade que, hoje, é como se fosse seus avós.   Quando completou faculdade de turismo e hotelaria, resolveu passar um mês de férias em São Paulo e acabou ficando por lá.

Foi na capital paulista que descobriu a fotografia.  Sempre gostou de escrever e queria publicar um livro de poesias, mas precisava de imagens. Fotografando para seu livro, descobriu sua nova paixão.

“Queria aprender fotografia para ilustrar meu livro”, diz Robierb.  “Seis meses depois, me apaixonei por fotografia”.

Na sala de seu apartamento em South Beach. Na parede, parte da série "Show me the Money". Foto de Carla Guarilha

Com o tempo, montou um estúdio e passou a fotografar modelos, mas queria mesmo era fazer fotografia artística.

“Comecei a fotografar todo tipo que eu achava interessante, que tinha uma personalidade interessante.  Sempre via beleza em todo tipo de gente”, diz ele.  “Se via uma mulher obesa, interessante, achava ela linda e pedia para fotografá-la nua”.

E foi com essas fotografias artísticas que lançou sua carreira internacional.

Em 2005, recebeu um convite para expôr sua séria Brésil Autrement em Aix-en-Provence, na França.  De lá, seguiu para Paris, Mônaco, Zurique e Milão. Dois anos depois, voltou para São Paulo, mas sua passagem por lá não durou muito.  Resolveu vir a Miami no fim de 2007 para a famosa feira de arte Art Basel e aqui ficou e conheceu seu futuro marido.

Eles estão comprando um apartamento em South Beach para os fins de semana e devem passar mais tempo agora em Nova York, onde Robierb está montando seu novo estúdio.

Mas ele diz que não querem nada de presente para casa.  Estão pedindo de presente de casamento doações para a ONG americana Point Foundation, que dá bolsas de estudos para jovens homossexuais.

“Desde muito jovem, meu sonho é montar uma fundação que ajude crianças carentes extremamente talentosas no meio da arte a terem uma oportunidade de vida melhor.  Assim, consequentemente, vão dar uma oportunidade de vida melhor para sua família, sua comunidade, para pessoas ao seu redor”, diz ele.  “Se você dá uma chance de uma exposição internacional para essa criança e ela vê o talento que tem, como eu vi um dia, e percebe que pode ser alguém na vida, que pode fazer a diferença, ela no futuro vai ajudar a transformar a vida de algumas pessoas que estão ao seu redor, como eu tento fazer para minha família.  É uma pirâmide, assim que é a vida”.

Foto de Carla Guarilha

E uma das grandes alegrias de sua vida é poder ajudar sua mãe, que hoje mora em seu apartamento em São Paulo e, recentemente, resolveu retomar os estudos.  Passou no vestibular e está fazendo faculdade de pedagogia.  “Os professores não dão mole para ela porque tem 61”, diz Robierb, orgulhoso.

Arcanjo Obama. Cortesia Rubem Robierb.

Para mais informações sobre sua arte e exposições, visite o website.

No vídeo, Rubem Robierb revela o segredo do seu sucesso: fé e persistência.

Fotógrafo brasileiro Rubem Robierb diz que o segredo do seu sucesso é fé e persistência. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 30 de outubro de 2012 Direto de Miami, Turismo, Viagem | 09:42

Gol inicia vôos regulares para os EUA em dezembro. Conheça o pioneiro das operações.

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha


A partir de dezembro, o brasileiro ganha uma nova opção aérea para os Estados Unidos, com vôos diários da Gol chegando em Miami e Orlando.

E o grande responsável pelo sucesso das operações experimentais no meio do ano que desencadearam as bases permanentes na Flórida foi Sydnei Luiz Casarini.

“A missão que eu tinha era montar a base, organizar e falar com as autoridades”, diz Casarini.  “A operação foi um sucesso”.

Casarini em Miami. Foto de Carla Guarilha.

O resultado foi tão positivo que no dia 15 de  dezembro a Gol dará inicio aos vôos regulares de São Paulo ou Rio de Janeiro para Orlando ou Miami, com uma rápida parada em Santo Domingo, na República Dominicana, e também abrirá uma nova base temporária em Nova York, de vôos de fretamento do programa Smiles, de milhagem e relacionamento, até 17 de fevereiro.

E mais uma vez, é Casarini que vem coordenar a chegada de brasileiros para o fim de ano “branco”, de neve em N.Y.

Casarini começou a pilotar com 16 anos.  Dois anos depois, ele foi trabalhar na Varig como agente de aeroportos.  Trabalhava de dia no aeroporto, em Congonhas, e estudava à noite – primeiro engenharia, mas logo decidiu que queria mesmo era fazer direito.

Casarini é condecorado como membro honorário da força aérea brasileira em São Paulo. Foto: Álbum pessoal.

Só que quando se formou e pegou a carteira da OAB fez uma nova escolha profissional:  decidiu  permanecer na Varig como coordenador de treinamento e não seguir carreira nem de advogado, nem de piloto.

A escolha não foi muito difícil. Casarini sempre gostou de lidar com gente. Então, fazer atendimento ao cliente dentro da aviação era a conjunção de duas paixões.

“Tomei a decisão de continuar dentro da Varig mas construir minha carreira profissional como administrador”, diz.   “Gosto de me relacionar com pessoas”.

Casarini com sua equipe de Miami. Foto: Cortesia.

E assim ele foi construindo uma carreira brilhante, por 25 anos na Varig e nos últimos cinco na Gol Linhas Aéreas, como gerente geral de controle de qualidade, diretor de aeroportos e diretor de infraestrutura.

Mas Casarini, que gosta muito do pioneirismo, está sempre buscando novos desafios e caminhos para se aprimorar e expandir seu trabalho.

Em setembro, ele deixou a Gol como funcionário e passou a prestar serviços independentes através da consultoria SLCasarini, de aviação, infraestrutura e treinamento.

Casarini vai coordenar toda a infraestrutura inicial das novas bases da Gol nos Estados Unidos.

Ele espera que essas operações tenham o mesmo resultado positivo das anteriores e diz que o segredo do sucesso de todos os seus projetos se resume no respeito ao cliente.

“Quando a gente atende numa empresa aérea, a gente vende sonhos”, diz Casarini.  “São pessoas que estão viajando pela primeira vez.  São pessoas se despedindo de entes queridos pela última vez, tem gente que vai viajar de lua de mel e vai para um paraíso tropical.  A gente tem que olhar pelas pessoas, se importar com elas”.

E isso, diz ele, se traduz na pontualidade do vôo, limpeza da aeronave e conforto.

“Nós fazemos parte desse sonho.  Temos que entregar esse sonho”, diz ele.  “E é isso que faz a diferença”.

Cerca de 3 mil passageiros passaram pelas mãos de Casarini e sua equipe entre julho e agosto, em Orlando e Miami.  Ele estava presente diariamente nos embarques e desembarques – alternando entre as duas bases.

“Chego antes da operação começar – vejo como está nosso atendimento, se estão com sorriso.  A gente tem que se colocar no lugar do cliente”, diz ele. “É um vôo, mas esse vôo é o vôo mais importante da noite. Um vôo nunca é igual a outro”.

Foto de Carla Guarilha.

E valeu a pena, diz Casarini, 49, que trata seus funcionários e clientes como visitas em sua casa e quer passar um pouco desse treinamento para os jovens que estão entrando no ramo de aviação.

“A gente não pode parar de estudar nunca.  Sou um eterno aprendiz”, diz o mestre que ministra aulas de segurança no transporte aéreo, infraestrutura aeroportuária e marketing de relacionamento com cliente na Academia do Ar, escola de aviação civil da Universidade Guarulhos.

“Treinamento é mudança de comportamento.  A área de atendimento ao cliente se renova todo dia”.

Casarini diz que o maior desafio que teve na primeira fase das operações internacionais da Gol foi mostrar para os americanos no comando nos aeroportos aqui o “jeito brasileiro” de ser e agir.

“A gente se abraça, se beija – o brasileiro é assim.  E eu consegui, ao logo desse período, mostrar para o americano que a gente transporta crianças, senhoras grávidas, idosos — com carinho”.

Para mais informações sobre os novos vôos da Gol para os Estados Unidos, visite http://voegol.com.br.

No vídeo, Sydney Luiz Casarini revela um pouco mais o segredo do seu sucesso: “dedicação, muito trabalho e carinho com as pessoas – não tem outra fórmula”, diz ele.

Gol inicia vôos regulares para os EUA em dezembro. Conheça o pioneiro das operações. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última