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terça-feira, 7 de agosto de 2012 Animais, Direto de Miami, Entrevistas, Miami | 10:20

Brasileira é a rainha dos animais abandonados de Miami

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Apaixonada por animais, Gisela Tacao nunca se importou em se submeter a alguns sacrifícios em nomes deste amor.  Durante meses, ela tomou banho de mangueira fria e, só quando dava, dirigia 20 minutos até a marina pública de South Beach para uma ducha completa.  O galpão que alugou há um ano e meio para manter os animais não tinha chuveiro até pouco tempo atrás.

“Sempre amei animais”, conta a brasileira, que até porco já levou para casa da família em Niterói quando era criança.

Gisela Tacao no seu abrigo em Miami, cercada de seus mais de 200 melhores amigos.

Os anos se passaram, mas a paixão de Gisela não.

Morando há 17 anos nos Estados Unidos, Gigi, como é conhecida, não leva mais porcos para casa, mas salva todos os animais de estimação que pode, não só das ruas mas também de outros abrigos prestes a sacrificá-los por velhice, deficiência e, às vezes, para abrir espaço para entrar outros aparentemente mais aptos a uma rápida adoção. “Eu prefiro salvar os que ninguém quer”, diz ela.

E sempre foi assim. “Quando era pequena, vi um garoto batendo num cachorro na rua”, disse.  “Tomou um tapão meu.  Sempre defendi animais de rua.  Faz parte da minha personalidade”.

Mas quando chegou na Flórida, com um noivo brasileiro que veio terminar os estudos na Universidade de Miami, tentou a vida como muita gente: trabalhou em restaurantes, como corretora de imóveis, frequentou academia de ginástica e chegou até a fazer um curso na academia de polícia de Miami Beach, por gostar muito de armas de fogo – e justiça, acima de tudo.

Mas por mais que gostasse do que fazia, nada se comparava ao amor pelos animais.

Gigi patinava frequentemente em South Beach com, no mínimo, sete cachorros – seus cãezinhos de estimação – todos soltos e obedientes. Mas, sempre se comovia com os cães abandonados e acabava levando para casa todos os que encontrava sem destino.

Mas legalmente não se pode ter mais do que quatro cachorros num lar e começou a receber muitas reclamações dos vizinhos.  Para evitar dor de cabeça,  se mudou para um lugar mais afastado. Quando percebeu, já tinha 54 animais sob seus cuidados.

Desta vez,  as queixas dos vizinhos levaram a uma denúncia oficial.

Mas quando os oficiais de serviços de animais bateram em sua porta, ficaram surpresos que ela conhecia o nome de cada um e sua história. E para deixá-los ainda mais impressionados, todos os animais estavam de casacos, alguns até de camiseta por baixo, já que o inverno naquele ano em Miami, por incrível que pareça – estava rigoroso.

Apesar de tudo isto, o que Gigi estava fazendo era ilegal e ela tinha duas alternativas: abandonar os animais no abrigo da cidade ou procurar um lugar que pudesse mantê-los todos oficialmente, ou seja, fundar um abrigo.

Voluntária alimentando os animais, que educadamente esperam sua vez.

E essa foi sua decisão. Mas não bastava ser mais um abrigo de animais. Gigi tinha um objetivo muito preciso:  criar uma casa de repouso onde animais idosos, deficientes e com doenças terminais pudessem viver em paz seus últimos dias, semanas ou meses de vida – um “lar” para cães e gatos morrerem cercados de carinho, cuidado e muito amor.

E aos poucos, ela está conseguindo realizar seu sonho.

Quase toda manhã, seu dia começa com um telefonema do abrigo da cidade que está prestes a sacrificar um animal.  Ela corre para salvá-lo e traz para seu galpão.  O animalzinho às vezes dura poucas horas – mas no meio de outros órfãos, latindo e brincando, tem momentos felizes.

“Não tem luxo, caminhas cor-de-rosa – mas são bem cuidados”, diz a rainha dos animais carentes de Miami, que, com 38 anos, praticamente abdicou de sua vida para cuidar do seu canil em Hialeah, numa parte industrial da cidade.

Gigi tem muita fé em Deus e diz que essa é sua missão.  Conta que quando veio para Miami não tinha noção que este seria o seu caminho.

No Brasil, ela tinha tudo:  pais empresários, duas irmãs, uma casa bonita, empregados, carro, moto e sempre um churrasquinho no fim de semana.   Mas faltava algo, não estava satisfeita.

“Li num livro espírita que quando você não sabe o que fazer de sua vida, deixa que Deus vai te dar uma luz”.

E assim foi.

Um dia, preencheu, sem muita fé, a loteria do Green Card, que daria direito a residência definitiva nos Estados Unidos. Colocou a carta no correio e pediu que se fosse para ela permanecer aqui que Deus lhe desse um sinal.  Logo depois, sua mãe receberia em Niterói uma carta confirmando que Gisela havia sido sorteada.

Por coincidência, foi no dia que saiu o divórcio do homem com quem chegou noiva em Miami, e se casou aqui.

Teve outros relacionamentos, mas ainda não encontrou um companheiro que a entendesse como ela compreende seus tantos animais – cada um com sua individualidade e problemas.

Mas ela não desiste: “Tinha uma voz dentro de mim que dizia, aqui que você vai conseguir alguma coisa”, conta.

Gigi com Gordita, a primeira Chihuahua que tirou da rua

E é essa voz que lhe dá esperança de encontrar as duas coisas que faltam na sua vida: um grande amor para compartilhar sua paixão pelos animais e dinheiro para realizar seu maior sonho, que é transformar seu galpão num castelo de amor e compaixão – uma casa de repouso – com todo conforto, limpeza e cuidado — para os animais abandonados e idosos.

Hoje, com muita fé, Gisela joga na loteria toda semana e pede a Deus por um milagre, ou um anjo que traga condições dela continuar seguindo em frente com sua missão.

Para mais informações sobre Gigi’s Rescue, ou para fazer uma doação, ligue para Gisela Tacao, em Miami, no telefone (786) 991.8201, mande email para gigisrescue@gmail.com ou visite: http://www.gigisrescue.com.  Para ver mais fotos ou vídeos de cachorros e gatos para adoção ou acompanhar as novidades do Gigi’s Rescue e suas novas aquisições diárias, visite sua página no Facebook.

*No vídeo, Gigi Tacao, rainha dos animais abandonados em Miami, fala um pouco de sua luta, sucesso e seu conceito de felicidade:

Brasileira salva animais abandonados em Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 31 de julho de 2012 Alimentação, Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Turismo, Viagem | 10:16

Direto de Miami recomenda: hambúrguer para quem tem bom paladar.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

O hambúrguer é para o americano o que a macarronada é para o italiano — um prato típico e aparentemente simples mas que requer um enorme nível de atenção e perfeição: ponto certo, textura, qualidade da carne, tempero e temperatura do fogo.

Burger & Beer Joint. Foto de Carla Guarilha.

As duas dicas abaixo trazem todos esses fatores juntos em perfeita sintonia, o que torna esses hambúrgueres os melhores de Miami.

O Burger & Beer Joint é tipicamente uma “casa” de hambúrguer e cervejaria e o J&G Grill um badalado restaurante num dos hotéis mais chics da cidade, que, surpreendentemente, serve um hambúrguer magistral.

Vale a pena conferir.

Hoje com duas casas, uma em South Beach e outra na região financeira da Brickell, o Burger & Beer Joint atende a todos os gostos e bolsos.

As duas cozinhas do B&B, como o estabelecimento é carinhosamente conhecido, soltam, em média, entre 800 e 900 hambúrgueres por dia.

B&B - hambúrguer com quase tudo.

Tem mais de uma dúzia de tipos, desde o mais simples de carne e queijo, por US$10, ao vegetariano “Dear Prudence”, ou “Prezada Prudência”, de cogumelo Portobello, pimentão e mozzarella fresca, por US$12, ao “Stairway to Heaven”, ou “Escada para o Céu”, de gado Wagyu, criado em condições especialíssimas para oferecer uma das carnes mais nobres e macias do mundo, com foie gras e trufas pretas, por US$32.

O prato mais famoso da casa custa US$125 e chama-se “The Motherburger”. É um sanduíche gigante de gado Angus, de 4,5 kg, que pode servir a mesa toda – mas se alguém aceitar o desafio e comê-lo sozinho, em duas horas, ele sai de graça.

B&B em South Beach.

O restaurante, apesar de muito badalado, tem um ambiente descontraído, parecendo mais uma “crab house”, aqueles restaurantes com toalha na mesa e guardanapo de papel onde se come caranguejo.  Mas ao chegar mais perto, você pode perceber que os talheres incluem belíssimas facas para filet mignon.

Essa harmonia do despojado com bom gosto — e sabor — tem feito do B&B um grande fenômeno em Miami.  Está sempre lotado a qualquer hora do dia e da noite.

Já para quem prefere o simples em um ambiente bem mais sofisticado, a melhor opção é o hambúrguer do restaurante J&G Grill, que fica no novo e badalado hotel e residência de Miami, o St. Regis Resort, em Bal Harbour, em frente ao famoso shopping das maiores grifes internacionais.

J&G Grill no St. Regis. Cortesia.

Jean-Georges Vongerichten. Cortesia.

Possivelmente, este seria o último prato que alguém pediria no restaurante do famoso chef francês Jean-Georges Vongerichten, considerado uma “lenda viva” pela revista Bon Appétit.  Mas vale a experiência.  A combinação que Richard Gras, seu “chef de cuisine”, criou, de Wagyu com queijo Brie derretido e um molho de trufas pretas, é imbatível.  O acompanhamento são maravilhosas batatas fritas com ervas e alho, surpreendentemente leves, no paladar, no estômago e no bolso:  o prato sai por US$19.

Gras prepara, em média, 30 hambúrgueres por dia no J&G Grill. Foto de Carla Guarilha.

Gras diz que a maioria dos clientes hoje no restaurante são brasileiros e a carne está sempre entre os mais pedidos.  Ele conta que tem seu próprio açougueiro na cozinha e recebe Wagyu de três regiões: uma fazenda especializada na Austrália, outra na Califórnia e uma na Flórida.

“Temos muito orgulho dos nossos produtos”, diz Gras.  “As melhores coisas da vida são simples.  O segredo é fazê-las bem feitas, com perfeição”.

E é com essa mesma perfeição e simplicidade, que ele prepara também um tradicional filet mignon ou uma lagosta, outros dois pratos favoritos do cardápio do sofisticado J&G Grill, que vem fazendo enorme sucesso desde que abriu no início do ano.

Jordi Valles, chef executivo de todos os restaurantes do St. Regis (esq.), e Richard Gras, “Chef de Cuisine” do J&G Grill, mostram com orgulho a cozinha ao Direto de Miami. Foto de Carla Guarilha.

Box:

Burger & Beer Joint

South Beach
1766 Bay Road
Miami Beach, FL 33139
(305) 672-3287

Mary Brickell Village
900 South Miami Ave. Suite 130
Miami, FL 33130
(305) 523-2244

Para maiores informações e horário de funcionamento, visite http://burgernbeerjoint.com/.

J&G Grill – St. Regis Bal Harbour Resort
9703 Collins Avenue, Bal Harbour, FL 33154
Telefone para reserva: 305-993-0436
Para maiores informações e horário de funcionamento, visite http://www.jggrillmiami.com.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Gastronomia, Miami, Negócios, Restaurantes | 10:02

Gigante da franquia brasileira investe no seu primeiro negócio no exterior.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

O empresário paulista José Carlos Semenzato está trazendo ainda este ano uma de suas marcas de sucesso para os Estados Unidos.  Até o fim de 2012, ele promete abrir a primeira unidade do L’Entrecôte de Paris no exterior, na região da Brickell, o coração financeiro de Miami.

“Sempre resisti um pouco à expansão internacional no momento em que o Brasil tem oportunidades incríveis”, diz o empreendedor, presidente da SMZTO Participações, gigante holding de franquias multissetoriais no Brasil.

Mas há um ano e meio, quando comprou um imóvel de férias numa das torres Trump em Sunny Isles, com três suítes e pé na areia, começou a mudar de ideia e decidiu abrir seu primeiro empreendimento fora do Brasil.

José Carlos Semenzato em seu apartamento em Sunny Isles.

“Quando cheguei em Miami, comecei a pensar, ‘como é que vou ganhar dinheiro por aqui’?  Como bom empreendedor, não dá para chegar aqui só para gastar”, diz, rindo.

E quando começou a avaliar as oportunidades, chegou a uma conclusão: “O L’Entrecôte cabe aqui como uma luva”, diz, confiante no restaurante que vem fazendo sucesso no Itaim Bibi, em São Paulo, com um prato só: “entrecôte”, uma espécie de contrafilet, servido com batatas fritas e um molho secreto.

Semenzato diz que já tem um grupo de investidores para o empreendimento aqui e está negociando agora com um sócio experiente no ramo gastronômico na cidade para administrar o restaurante.

“Uma vez que o cliente entrou no L’Entrecote de Paris, ele vicia e, no mínimo, a cada 15 dias, ele tem que voltar”, diz, orgulhoso.  “Queremos criar aqui o mesmo produto, que tenha qualidade no atendimento e preço”.

Semenzato espera expandir a versão brasileira do L’Entrecote de Paris pelo mundo. Já tem algumas franquias encaminhadas no Brasil e planos de abrir até 10 unidades em cinco anos na Flórida.

Semenzato, hoje com 44 anos e um nome que é sinônimo de sucesso, conquista e superação no Brasil, possui 11 marcas, inclusive o Instituto Embelleze, um negócio que espera também trazer para os Estados Unidos no futuro.

E a SMZTO não para de crescer.

“Estamos falando de 500 franquias novas em 2012 no Brasil – é um número muito audacioso”, diz.

Sua fórmula de sucesso é inovação, pioneirismo e liderança de mercado.

“Nos setores que eu entro, quero ser líder, quero dar o melhor, quero fazer o melhor”, diz.  “Eu aprendi que você tem duas opções no mercado.  Ou você faz poeira ou você come poeira.  Eu sempre optei por fazer poeira”.

Semenzato, com Samara, sua esposa, e Beatriz, sua filha, de 15 anos.

O empreendedor conta que sempre procurou inovar.  “A cada dois ou três anos, eu faço grandes mudanças na minha vida – uma inovação, uma sacada nova, eu invento”, diz.

E assim foi desde pequeno, quando ajudava o pai, pedreiro, a carregar tijolo em Lins, no interior de São Paulo.  Com 13 anos, vendia coxinhas que a mãe fazia para completar a renda da família.  Um ano depois, resolveu fazer um curso de informática aos sábados para aprender a digitar e operar um computador.  Logo em seguida, aprendeu a programar e passou a trabalhar no ramo como analista de sistemas e à noite dava aula de computação no Instituto Americano de Lins.

Seu sogro, padeiro, tinha um computador no escritório da padaria, e percebendo a demanda dos alunos, Semenzato passou a dar aulas particulares também nos fins de semana, o que o levou ao seu primeiro grande negócio: a Microlins, que abriu aos 21 anos.

Em um ano e meio, a escola de informática tinha 17 unidades espalhadas pelo estado de São Paulo.

Na época, era recém-casado com a esposa Samara, mãe de seus dois filhos – Beatriz, hoje com 15 anos, e Bruno, com 20 anos, é tenista profissional e aluno da Duke University, uma grande universidade americana, onde estuda economia e finanças.

Tudo ia bem, até que três anos depois veio o Plano Real e Semenzato não tinha verba disponível para pagar o leasing dos computadores das escolas.  “Eu estava literalmente falido”, diz.   “Foi a minha primeira experiência negativa na vida”.

A solução que deu foi o “franchise” da marca.  “Ou eu franqueava ou fechava as escolas”, diz.  “Foi uma reestruturação generalizada, um susto tremendo.  Tive que passar alguns anos me recuperando”.

A empresa foi crescendo cada vez mais, e em quatro anos, se lançou como uma escola profissionalizante.

“A Microlins deixou de ser uma escola de informática e virou uma escola de profissões”, diz ele.  “Foi a grande sacada que realmente revolucionou o mercado”.

Em 2000, entrou no setor de telecomunicações, abrindo 150 escolas de instalações de telefones e aparelhos.  “Colocamos 30 mil homens instaladores de telefones para trabalhar nas telecomunicações”, diz Semenzato.  “Foi um momento mágico na nossa história”.

E assim foi: cada dois anos, uma inovação, até que vendeu a Microlins em 2010 com cerca de 750 franquias em vários setores de profissionalização, de informática à administração.

A familia Semenzato curte uma tarde ensolarada em Miami.

“Acho que esta minha visão de futuro, de realmente conseguir enxergar onde poucos conseguem, foi o que me moveu”, diz o empreendedor, que hoje tem como meta passar um pouco dessa visão e confiança para os jovens carentes através de um livro autobiográfico que deve ser publicado no ano que vem.

“Comprei meu jato, tenho uma mansão no interior e  um apartamento maravilhoso”, diz.  “O jovem tem que entender que foram 20 anos para construir uma história.  Não dá para fazer com menos de 10 anos uma trajetória de sucesso”.

O importante, diz ele, é ter foco, dedicação e paciência, e não deixar nunca de sonhar.

*No vídeo, José Carlos Semenzato revela o segredo do seu sucesso e a receita para o jovem empreendedor de hoje.

No vídeo, José Carlos Semenzato revela o segredo do seu sucesso e a receita para o jovem empreendedor de hoje. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 17 de julho de 2012 Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes | 10:30

Brasileira, que aprendeu a arte da culinária em casa, brilha em restaurante em Miami e na TV

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)


A mineira Paula DaSilva chegou em Massachusetts com a família quando tinha 7 anos.  Três anos depois, os pais abriram um pequeno restaurante numa cidadezinha chamada Medford.  Toda tarde, ela saia da escola e ia direto para lá.

Ela lembra que na época não gostava de ficar ajudando na cozinha do restaurante, que tinha apenas 10 mesas.

Em 1994, todos se mudaram para Flórida e hoje, a premiada chef brasileira do restaurante 1500º do famoso hotel Eden Roc Renaissance, em Miami Beach, só tem a agradecer à família por essa experiência na sua infância.

Paula DaSilva na cozinha do 1500º. Foto Cortesia 1500º.

“Estou muito feliz aqui”, diz ela, que se realiza em oferecer aos clientes uma “comida que as pessoas não tem medo de comer”.

“Meus pais cozinhavam uma comida caseira”, conta. “Eu aprendi muito com eles”, diz a chef, que desenvolveu pela sua experiência familiar uma culinária simples e, ao mesmo tempo, sofisticada.  “Não quero fazer um prato que tenha 52 etapas”, brinca.  “Em quatro passos, uma comida pode ficar ótima”.

E assim é no 1500º, nome dado pela temperatura em Fahrenheit da grelha que usa na cozinha para preparar um filet mignon ou uma picanha, dois pratos constantes do cardápio, que muda com frequência de acordo com os ingredientes mais frescos da época.

Os molhos para as carnes variam de blue cheese ao cabernet ou bearnaise, entre outros, e os acompanhamentos incluem legumes, creme de espinafre, uma deliciosa cebola Vidalia com batata gratinada ou uma polenta cremosa e muito saborosa.

Carne é o forte do restaurante, reconhecido em Miami como uma “steakhouse”, mas a chef diz que adora também preparar peixe e frutos do mar.

A carne é preparada na temperatura de 1500º F. Foto de divulgação.

“Tem algo muito especial no processo de limpar um peixe e ver como está fresco”, conta com orgulho da sua cozinha e também de sua latinidade culinária, que ela tenta manter e aplicar nos pratos do restaurante, tipicamente americano e frequentado por turistas do mundo inteiro e moradores da cidade.

Seu segredo é o purismo gastronômico.

“Não gosto de fazer muitas coisas diferentes com os sabores”, diz.  “Acho que tudo precisa se mesclar muito bem”.

Paula estudou culinária no Art Institute of Fort Lauderdale, perto de Miami.  Logo, começou a trabalhar com um renomado chef, Dean James Max, seu mentor.  E foi com ele, no restaurante 3030 Ocean, em 2007, que Paula, com 28 anos, começou a ganhar fama quando participou pela primeira vez, em 2009, do programa Hell’s Kitchen da Fox.  Agora, três anos depois e muito sucesso, ela foi convidada para fazer uma participação especial no último episódio da temporada do mesmo programa, dia 13 de agosto, desta vez como uma das chefs mais famosas de Miami.

“Nunca imaginei que seria escolhida.  Sou calma fora da cozinha, mas dentro, uma louca”, diz, rindo.  “É isso que procuram”.

E assim, como no preparo dos seus pratos, ela foi dando passos profissionais cautelosos até se sentir segura para uma carreira solo.

Há quase dois anos no comando do 1500º, Paula considera a cozinha do restaurante sua obra-prima.  Ela construiu o conceito desde o início.  Queria criar um local conhecido nos Estados Unidos como “farm-to-table”, que em português seria “da fazenda para a mesa”, mas com toda a sofisticação esperada de um restaurante em um tradicional hotel de Miami Beach.

O legendário Eden Roc, apelidado de “Grand Dame de Miami Beach”, concebido pelo famoso arquiteto Morris Lapidus, abriu as portas em 1956, época áurea, frequentado pelos grande artistas de Hollywood, como Elizabeth Taylor, Katharine Hepburn, Lauren Bacall e Humphrey Bogart.

Mas hoje, depois de uma enorme reforma de US$220 milhões, é a brasileira de Valadares, Minas Gerais, que marca presença no hotel.  Ela não fica atrás de grandes chefs conhecidos internacionalmente, como Daniel Boulud do DB Bistro Moderne, Jean-George Vongerichten do St. Regis e Thomas Buckley do Nobu, escolhidos recentemente, junto com ela, como os melhores de Miami pela sofisticada revista Haute Living.

“As pessoas falam, ‘você não é mais brasileira’,” diz ela.  “Sou sim.  Está no meu sangue.  Sou americana também, mas meu coração é brasileiro”.  E é com esse coração e amor que ela sempre cozinha.  “Estou no ramo há muito tempo, mas cresci nos restaurantes dos meus pais, e sou muito grata a eles por isso”.

1500º é o restaurante principal do tradicional Hotel Eden Roc. Foto: Direto de Miami.

BOX:

1500º

Café da manhã: Das 6h30 às 11h de segunda à sexta, e até as 12h sábado e domingo
Jantar: Das 18h às 22h de domingo à quinta, e até às 23h sexta e sábado

Endereço:
Eden Roc Renaissance Miami Beach
4525 Collins Avenue, Miami Beach, FL 33140

Reserva: 305-674-5594

Para mais informações, http://www.1500degreesmiami.com/

Estacionamento com manobrista custa US$5, desde que o ticket seja validado no restaurante.

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sexta-feira, 13 de julho de 2012 Direto de Miami, Educação | 11:22

Brasileiro é escolhido melhor professor de escolas públicas do estado da Flórida

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha


Alexandre Lopes na sala de aula

O brasileiro Alexandre Lopes, de Petrópolis, foi escolhido ontem a noite “Melhor Professor do Ano” da Flórida, tendo concorrido com 180 mil professores do estado e cinco finalistas.

“Não tenho palavras para descrever o que sinto”, diz ele.  “O momento foi mágico”.

E mágico foi justamente como Alberto Carvalho, superintendente em educação no condado de Miami-Dade, descreveu o brasileiro da escola Carol City Elementary, em Miami, onde o professor criou um programa de inclusão para crianças com e sem autismo.

“O tema dessa competição foi mágico, e Alex decididamente está um passo à frente”, disse Carvalho.  “Ele faz mágica na sua sala de aula diariamente, compartilhando seu talento maravilhoso com crianças que tem alguma deficiência e se beneficiam dessa mágica que ele traz”.

Alexandre, que usa muito a música como instrumento de educação e comunicação na sala de aula, muito emocionado, cantou quando recebeu o prêmio, na cerimônia de gala no Hard Rock Live nos estúdios da Universal em Orlando, um evento promovido pela loja de departamento Macy’s e pelo Departamento de Educação da Flórida.

Ele agradeceu a todos, principalmente seus alunos, “os pequenos sonhadores que tornaram realidade o sonho desse brasileiro”, e disse, em português, “muito, muito obrigado”.

Alexandre Lopes com uma de suas turmas

Entre os prêmios, Lopes recebeu US$10 mil e uma viagem com três acompanhantes para a famosa parada de Thanksgiving, Ação de Graças, em Nova York em novembro.

Mas a maior emoção para o professor foi ter presente Enir Lopes, seu pai, que veio do Brasil para este momento tão importante na vida do filho.

“Mal posso acreditar no que está acontecendo”, diz o mais novo “Embaixador para Educação” para toda a Flórida por um ano.

Em maio, Lopes foi surpreendido na escola, quando tocou o alarme de incêndio e ao sair, se deparou com um barulhento carro de bombeiros e uma enorme faixa o parabenizando como um dos cinco finalistas da competição estadual, após ter sido escolhido o melhor professor do condado de Miami-Dade no inicio do ano.

Agora que venceu mais uma etapa na competição, Lopes concorre pelo prêmio nacional, com professores do país inteiro.  O brasileiro pode se tornar o “melhor professor dos Estados Unidos”.  Mas a decisão nacional, só no ano que vem.

Clique aqui para ler a entrevista original de Direto de Miami, quando o professor venceu a primeira etapa como Melhor Professor do condado, e assistir a um pequeno vídeo de seu programa especial que integra crianças com e sem autismo.

Primeiro troféu, do condado. Cortesia Alexandre Lopes

Notas relacionadas:

Brasileiro vence mais uma etapa para o prêmio de melhor professor de escolas públicas dos Estados Unidos.

Brasileiro é escolhido melhor professor do ano de todo condado de Miami-Dade

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terça-feira, 10 de julho de 2012 Direto de Miami, Diversão, Meio ambiente, Miami, Turismo, Viagem | 10:10

Direto de Miami mostra os bastidores do Seaquarium em Miami

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha


Como uma estória de amor, Romeo e Julieta chegaram juntos no Seaquarium em Miami em 1958. Juliet, como foi batizada em inglês, tinha sofrido um acidente por barco e precisava de cuidados médicos. O parque, aberto na época há apenas quatro anos, foi o local escolhido para tratar do peixe-boi, ainda filhote, que hoje pesa mais de 1300 quilos e é um dos mais velhos, com cerca de 60 anos de idade, e se tornou uma das grandes atrações do Seaquarium.

Juliet é a mais pesada do Seaquarium. Ela ficou com sequela de ferimento na região da cauda.

Já Romeo, trazido na época como acompanhante de Juliet, mantém a mesma função até hoje: serve de companhia para novos peixes-bois que chegam machucados ou doentes no centro de reabilitação do parque, um espaço fechado ao público, ao qual Direto de Miami teve acesso exclusivo.

Romeo recebe um agrado de uma das coordenadoras do centro de reabilitação.

Jodi Tuzinski, especialista em cuidados com os animais aquáticos, há 15 anos no Seaquarium, diz que atualmente há sete peixes-bois em reabilitação, que devem ser levados de volta ao mar ou às suas águas de origem quando estiverem curados.

Jodi Tuzinski é especialista em cuidados com os animais aquáticos.

“Nosso objetivo é salvá-los e mantê-los livres para que continuem se reproduzindo”, diz ela. “Só são trazidos por que precisam de cuidados”.

Espécie em extinção, hoje há cerca de 4 mil peixes-bois nos Estados Unidos, metade, diz Tuzinski, vivendo na Florida.

Tuzinski diz que eles chegam no Seaquarium da mesma forma que seres humanos são levados a um pronto socorro.

Quando são encontrados machucados ou doentes, os veterinários e especialistas em campo determinam o que fazer e para onde levá-los.

O Seaquarium é um de três estabelecimentos especializados na Flórida em resgate e reabilitação.

Tuzinski conta que já chegou a receber 23 deles em um ano que fez muito frio, mas, em média, chegam 10.

Eles não suportam o frio, diz ela. A temperatura ideal da água para eles é entre 20º e 26º. Abaixo disso, as funções de seus órgãos começam a ser prejudicadas.

O peixe-boi é vegetariano, brinca Tuzinski. Eles comem cenoura e muito alface: 12 caixas de 18 quilos cada, diariamente.

Como os “snow birds”, ou “pássaros de neve”, conhecidos por pessoas aposentadas que passam os meses de inverno americano na Flórida, de novembro a março, o peixe-boi migra enormes distâncias — de estados como o Texas, Geórgia e Virginia – e chega em massa nas águas rasas do estado tropical.

Mas durante esses meses, mesmo salvos da hipotermia, correm sérios riscos de atropelamento por barco, como foi o caso de Wiley, com cerca de 2 anos de idade e, no Seaquarium, há seis meses.

Wiley quando chegou. Foto: Cortesia Seaquarium.

“Quando chegou, Wiley tinha sido ferido por um barco. Dava para ver suas vértebras”, conta Tuzinski. “Estava bem fraco, com infecção, letárgico. Por sorte não ficou paralítico”.

Hoje, diz ela, Wiley é um dos mais gulosos e assim que atingir o peso ideal, será colocado de volta ao seu habitat natural.

“Preferiríamos não ter nenhum peixe-boi aqui”, diz. “Mas, infelizmente, eles adoecem ou são feridos”.

O caminho para diminuir os acidentes, diz ela, é respeitar as regras marítimas: Não jogar sujeira na água para evitar que eles fiquem presos em sacos de lixo e outros objetos, como o anzol, e respeitar os limites de velocidade para os barcos mais próximos da costa ou águas mais rasas.

OUTRAS ATRAÇÕES DO SEAQUARIUM

O Seaquarium recebe até três mil visitantes por ano para ver seus habitantes, como o peixe-boi, mas também o leão-marinho, golfinhos e outros.

O golfinho é o animal mais sociável do Seaquarium. Sempre se aproxima quando percebe a presença de seus admiradores.

Além dos divertidos shows aquáticos, as atividades favoritas são nadar com os golfinhos e mergulhar com os peixes, ao lado dos recifes, como se estivessem no mar.

Kevin, de 5 anos, estava com a mãe, Rebeca Eikel, visitando o Seaquarium pela primeira vez. Os peixes foram a atração favorita do menino, que nasceu em Recife, mora na Suíça e passa férias em Miami, onde a família brasileira comprou um imóvel há um ano. O programa de mergulho -- "Sea Trek" -- tem sido uma enorme atração desde sua inauguração no ano passado.

BOX:

Miami Seaquarium:
Entrada: US$39.95 para adultos, e US$29.95 para crianças 3 – 10 anos.

É preciso fazer reserva para nadar com os golfinhos (no raso, US$139/pessoa, US$99 para crianças. Para nadar no fundo, US$199/pessoa. Sessão de 1h30) e para mergulhar com os peixes no“Sea trek” (US$99/pessoa. Não é exigida experiência). Telefone para reserva de programas interativos: 305-365-2501.

Endereço:
Miami Seaquarium
4400 Rickenbacker Causeway
Miami, Fl 33149

Para mais informações, horário dos shows e reservas, visite o site http://www.miamiseaquarium.com/ ou ligue 305-361-5705 (atendimento em inglês).


*Nos vídeos, Direto de Miami mostra os bastidores dos manatins no Seaquarium e outras atrações do parque.

Conheça os bastidores do Seaquarium em Miami. from Chris Delboni on Vimeo.

Outras atrações do Seaquarium em Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Saude | 09:52

Direto de Miami está trazendo dicas do que há de “Melhor” em programação e serviço para brasileiros no sul da Flórida.

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Direto de Miami aproveita as férias escolares e o grande número de turistas brasileiros desembarcando aqui para iniciar, esta semana, uma série de dicas do que há de melhor no sul da Flórida. Vamos começar a nossa degustação com um “brunch” incrível e com uma ótima opção de serviço médico, uma parceria pioneira entre o governo do Brasil e a maior drugstore americana.

DOMINGO POR AQUI É DIA DE BRUNCH!

O tradicionalíssimo Hotel Biltmore, em Coral Gables, oferece aos domingos o verdadeiro brunch americano “extraordinaire”.   No cardápio, há opções para todos os gostos distribuídos em nove pontos de buffet no enorme pátio do restaurante Fontana.

Regado a champagne, é possível se deliciar de sushi a ovos quentes, omeletes e “Eggs Benedict”, ostras, camarão e caviar à vontade, saladas variadíssimas e massas, que é o forte da chef mineira Betania Salles, 42 anos, há 12 em Miami.

Betania Salles.

Betania nasceu em Teófilo Otoni, mas foi em Porto Seguro, onde teve quatro restaurantes, que construiu sua carreira culinária.

Resolveu vir passar três meses em Miami, mas logo surgiu trabalho em um restaurante indiano, onde ficou sete anos, até ser contratada pelo Biltmore há pouco mais de quatro anos. Há dois, ela é chef executiva do Fontana, o restaurante italiano do hotel e local do brunch aos domingos.

Ela diz que adora cozinhar comida brasileira, como picanha, feijoada e “tutu à mineira” – mas não tem uma especialidade.

“Minha especialidade é cozinhar”, conta, rindo. “Eu faço comida indiana, comida japonesa, comida italiana, comida brasileira. Eu só cozinho”.

E a chef não se incomoda de dar receitas. É só mandar um email para bsalles@biltmorehotel.com.

Mas antes disso, se ainda sobrar espaço no brunch, há uma sala inteira de sobremesas, com pelo menos 20 deliciosas opções – de torta de maçã a cheesecake, sorvetes e crepes feitos na hora e a gosto.

Bon appétit!

Box:
Hotel Biltmore
1200 Anastasia Avenue
Coral Gables, FL 33134
Fontana: Aberto segunda à sábado para almoço e jantar -11hrs30 às 22hrs30. Domingo para brunch e jantar.
Brunch: Domingo – 10hrs – 16hrs (última reserva às 14hrs)
Telefone para reserva: (305) 445-8066, ext. 2407
US$75/pessoa
Web site: http://www.biltmorehotel.com/dining/brunch.php

ATENDIMENTO MÉDICO À COMUNIDADE BRASILEIRA NA FLÓRIDA

Não existe nada mais chato do que viajar e ficar doente. Além de atrapalhar a viagem, há todos os custos-extras que não estavam planejados. Pensando nisso e em todos os brasileiros que moram na Flórida, o Consulado-Geral do Brasil em Miami acaba de assinar um acordo com as clínicas “Take Care”, um programa da Walgreens, a maior rede de drugstores dos Estados Unidos.

O brasileiro precisa apenas apresentar um passaporte válido, mesmo que o visto esteja vencido, para receber 10% de desconto no atendimento médico, que vai de um machucado a dores em geral, bronquite e outros cuidados. Assim, todo brasileiro na Flórida – turista ou residente — tem hoje uma opção fácil, rápida e barata para cuidados médicos básicos.

“É uma colaboração que vai permitir à comunidade brasileira ter acesso a serviços médicos de qualidade com preços acessíveis, que é uma das maiores preocupações de brasileiros que vivem ou visitam a Flórida”, diz o Embaixador Helio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami.

Walgreens/“Take Care” tem mais de 360 clínicas pelo país, 48 na Flórida, o primeiro estado a oferecer esse serviço em benefício da comunidade brasileira.

Embaixador Helio Ramos, na sua sala no Consulado-Geral de Miami, assina o acordo com Roy Ripak, vice-presidente de mercado da Walgreens.

O embaixador Hélio Ramos espera que o programa seja bastante utilizado por brasileiros aqui e logo se expanda para outros estados americanos. “A ideia é que isso possa ser aplicado a toda a comunidade brasileira nos Estados Unidos”, diz ele. “Não tenho dúvida que a iniciativa será um sucesso”.

Para mais informações ou para localizar a clínica mais próxima, visite o site http://takecarehealth.com ou ligue para o centro de atendimento da Walgreens, pelo telefone 1-866-825-3227 nos Estados Unidos (atendimento em inglês ou espanhol).

**Fotos de divulgação.

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segunda-feira, 25 de junho de 2012 Direto de Miami, Esporte, Miami | 10:29

Jovem boxeador Michael Oliveira se prepara para revanche com Popó

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Michael Oliveira na sua primeira luta contra Popó. Foto de Jade Matarazzo.

Como muitas crianças, Michael Oliveira chegou a sonhar em ser astronauta.  Mas com três anos, ganhou um par de luvas de boxe e, naquele momento, começou sua carreira.  Sabia, exatamente, o que queria ser quando crescesse.  E hoje não se imagina fazendo outra coisa.

Michael com 3 anos. Cortesia da família.

“Eu sei cozinhar, eu sei limpar”, brinca o boxeador, aos 22 anos, que também adora motores e diz, rindo, que poderia ser até  mecânico.  “Acho que tenho talento para ser o que for mas não vou estar contente fazendo qualquer outra coisa”.

Michael lutou profissionalmente, pela primeira vez,  aos 18 anos.

Desde então, venceu 17 lutas e perdeu uma, no início do mês no Uruguai, para  Acelino “Popó” Freitas, 36 anos e campeão mundial quatro vezes, que acaba de aceitar a revanche, prevista para novembro, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

“Aprendi que na vida, quando você cai, não quer dizer que você é um perdedor”, diz Michael.  “Mas se você levanta, quer dizer que você é um vencedor”.

Em seu quarto em Miami. Foto de Carla Guarilha.

E é com esse espírito que o boxeador está chegando em São Paulo para uma coletiva de imprensa, marcada para sexta-feira no Hotel Fasano e para finalizar as negociações de patrocínio com a Everlast, grande empresa de equipamentos, roupas e acessórios esportivos, que está lançando também uma linha de óculos Michael Oliveira.

Michael retorna em seguida para Miami, onde vai entrar em uma maratona de treinamento mais intenso nos próximos quatro meses.

Sua grande inspiração foi seu avô paterno, João Pedro, com quem assistia lutas de boxe quando era criança. O avô, que nunca chegou a lutar profissionalmente,  treinou com o campeão mundial Éder Jofre, um dos ídolos do jovem boxeador.

“Ele me inspira muito”, diz Michael sobre o pugilista, que se tornou um amigo da família.

Mas é do avô, que faleceu há 5 anos, que ele fala com enorme carinho, adoração e saudade.

“Eu acho que ele, às vezes, entra no meu corpo, me ajuda, me dá força”, diz o neto.  “É por isso que está dando tudo certo”.

Mas nem sempre foi assim.  Com 13 anos, Michael pesava mais de 100 quilos.

“Quando ia para a escola, as crianças me empurravam, derrubavam meus livros”, conta.  “Mas eu sempre fui forte.  Sempre tive personalidade e nunca me importei com o que as pessoas pensavam.  Quando eu quero uma coisa, eu luto até o final para conseguir”.

Para emagrecer, passou a frequentar uma academia de boxe. Mas só ficava na pratica.  Ele pedia para os pais deixá-lo lutar, mas eles sempre empurravam para o ano seguinte.

Até que com 17 anos, Michael teve sua primeira experiência em uma luta amadora, e em seguida outra, ambas vencidas por nocaute.

Daí em diante, o sucesso vem chegando rapidamente.

O pai Carlos Oliveira com Michael. Foto de Jade Matarazzo.

Michael, que já conquistou o cinturão latino-americano do Conselho Mundial de Boxe dos pesos médios, espera lutar pelo titulo mundial até o final de 2013.

O mexicano Julio Cesar Chávez Jr. é hoje um dos principais concorrentes do “Rocky Brasileiro”, como Michael foi apelidado em homenagem ao campeão mundial Rocky Marciano.

Mas sua maior identificação ainda é com o Brasil, diz o boxeador, que tem tripla cidadania: brasileira, americana e grega, pelo lado materno.

“Mesmo que as pessoas falem que não sou brasileiro, vou continuar forte representando o Brasil”, diz Michael, que chegou à Flórida com os pais em 1990, quando tinha apenas 15 dias.

Com a mãe Christina Degreas. Foto de Jade Matarazzo.

O avô materno, Nicolas Michael Degreas, que morreu há 12 anos, tinha sido sequestrado, e por questões de segurança, a família – dona da empresa paulista Beira Mar Beachwear, de trajes de banho – resolveu se mudar para Miami, onde hoje o boxeador mora com a mãe, Christina Degreas, os irmãos, Nicolas, 21, e Henrique, 18, e o pai, Carlos Oliveira, seu empresário e a pessoa que mais confia na vida – seu maior ídolo.

“Meu pai sempre me falou, ‘fecha os olhos e quando eu falar para pular do abismo, você pula, por que você pode ter certeza de que não vou querer machucá-lo nunca”, diz o boxeador, emocionado.  “Isso é muito importante”.

Christina diz, rindo, que além dos seus três filhos e marido, a família também tem outros integrantes: seis cachorros, dois macacos, duas araras e dois gatos.

Michael com Mia, sua cachorra de 2 anos. Foto de Carla Guarilha.

Com seus Lêmures na sua casa em Miami. Foto de Carla Guarilha.

“O boxe é só o começo que vai abrir muitas oportunidades para mim mais à frente, e com essas oportunidades, eu posso fazer infinitas coisas”, diz o pugilista que tem como meta de vida ajudar crianças no Brasil e, especialmente, crianças que tem o sonho de chegar às olimpíadas, principalmente, praticando boxe.

“Eu quero ajudar as pessoas e não espero nada em troca”, diz Michael, que está fazendo faculdade de fisioterapia na Florida International University e pretende usar essa experiência acadêmica para impulsionar a academia de boxe que a família vai abrir, ainda este ano, em Kendall, perto de onde moram na Flórida.

Foto de Carla Guarilha.

“Nada no mundo é impossível”, diz o rapaz, que um dia sonhou ser astronauta.  “Falam que o céu é o limite.  Não é o limite.  Tem homem andando na lua”.

*No video, Michael Oliveira releva o segredo do seu sucesso e aspirações.

Jovem boxeador Michael Oliveira se prepara para revanche com Popó. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 19 de junho de 2012 Direto de Miami, Diversão, Educação, Miami | 09:40

Diversão e aprendizagem é a fórmula desenvolvida por uma brasileira para ensinar português para crianças em Miami.

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*Fotos de Carla Guarilha

Ex-modelo paulista investiu US$100 mil para montar um playground em Miami com atividades em português.

Um cantinho de recreação e aprendizagem, divertido para as crianças, com a segurança desejada pelos pais e ainda com gostinho brasileiro. Este é o Planet Kids, que fica em Midtown Miami e foi criado pela paulistana Amanda Cavinati Lopez.

A ideia do negócio surgiu quando ela teve a primeira filha, há três anos. Amanda descobriu que não havia um espaço para brincar na cidade quando estava chovendo.

Os centros de recreação existentes ficavam longe de sua casa em Miami Beach e não tinham o que ela considerava essencial para um espaço de convívio para crianças pequenas.  Sua filha Isabella ficava misturada com crianças muito mais velhas, não havia estacionamento, não havia local para os pais ficarem – o que os obrigava a ficar em pé sem ter nem água para beber – e ainda o prédio tinha pé direito baixo e era sem janelas. Amanda diz que todos se sentiam “sufocados com um monte de criança gritando ao mesmo tempo”.

Ela levou dois anos fazendo pesquisa de mercado e, em janeiro deste ano, convenceu seus pais, Miguel e Rosa, a se mudarem do Tatuapé, em São Paulo, para ajudá-la com o Planet Kids Indoor Playground & Café.

Três gerações: Isabella entre a mãe, Amanda, e o avô, Miguel.

Agora, sim, as crianças tem um centro de recreação – com estacionamento gratuito e interno, uma lanchonete com sanduíches, saladas e quitutes brasileiros, como coxinha e brigadeiro, alas separadas para crianças de idades diferentes, pé direito alto e muito vidro com a vista da rua, dando uma maior sensação de liberdade.

Seis meses depois, e um investimento de US$100 mil, o espaço é um sucesso.

“Muita gente fala que a gente abriu a coisa certa, no lugar certo, na hora certa”, diz Amanda.  “Teve um dia chuvoso que tivemos que fechar as portas.  Chegaram 70 crianças”.

Amanda recebe, em média, 40 crianças por dia, de várias nacionalidades.  Mas diz que cerca de 50% são brasileiros, que, na maior parte, querem proporcionar aos filhos um pouco da infância que tiveram no Brasil.

Nic'co, com 1 ano, visita pela primeira vez o Planet Kids.

Jaclyn Bergman leva o filho Aven, de quase 2 anos, com frequência para brincar no Planet Kids.

O único problema, conta, são os pais que não tiveram infância.  De vez em quando, ela tem que pedir com jeitinho para saírem do tobogã.

“Aqui não é como no Brasil que o pessoal leva tudo mais na brincadeira”, diz, rindo.

Quase todo fim de semana tem festa de aniversário, com brigadeiros e outros docinhos brasileiros.

Mas não são só as brincadeiras e os docinhos que Amanda queria resgatar com seu novo estabelecimento em Miami.

Seu sonho, como mãe brasileira, era ver esse espaço infantil se tornar também um núcleo de aprendizagem para filhos de outros brasileiros.

E no inicio deste mês, Amanda conseguiu: lançou um programa de português como língua de herança para crianças e pais brasileiros.

Gabriela Barbosa, de 4 anos, é filha de brasileiros, que moram em Miami há 6 anos.

“Eu e meu marido, que não é brasileiro, achamos muito importante para nossa filha falar fluentemente e escrever na língua portuguesa”, diz Amanda, hoje com 32 anos e mais um filho, Matteo, de 5 meses.

A coordenadora do programa Planet Kids Fala Português é Ivian Destro Boruchowski, paulista, há quatro anos em Miami.  Formada em pedagogia pela Universidade de São Paulo, a professora está fazendo mestrado na mesma área na Flórida International University, com especialização em bilinguismo infantil.

“A língua não é somente um elo social de comunicação, mas também um elo de identidade cultural”, diz Boruchowski, 36 anos.

Ela conta que quando chegou aos Estados Unidos com o marido e o filho, que na época tinha oito meses, percebeu que se o casal não tomasse uma decisão consciente e agisse rapidamente, o bebê não teria a chance de aprender o idioma dos pais.

“No Brasil, você tem acesso a língua não só na escola, mas na mídia, nas placas de rua, todos os meios, não só no ambiente familiar”, diz a professora.  “Aqui não”.

Professora Ivian Destro Boruchowski lança programa "Planet Kids Fala Português".

E essa preocupação foi se transformando numa enorme vontade de estudar o bilinguismo dentro do conceito de português como língua de herança e o sentido de pertencimento à cultura brasileira no exterior.

Hoje, o filho mais velho, Heitor tem 4 anos e o mais novo, Victor, 2.

Ivian frequentava o Planet Kids como cliente e viu lá uma oportunidade de desenvolver programas didáticos voltados para filhos de brasileiros.

Amanda, que já tinha esse sonho, imediatamente aderiu a ideia de poder, de fato, implantar o português nas atividades do espaço de recreação.

Ela descobriu o enorme afeto pelo seu país natal quando foi para o Japão com 16 anos, cumprir um contrato como modelo, uma carreira que seguia desde os 5.

Depois de algum tempo, deveria ir para Milão, mas não aguentou.

“Cheguei lá sozinha”, diz.   “Eu era muito mimada”.

Amanda, então, contou com o auxílio do consulado do Brasil para romper o contrato e retornar ao Brasil.

“Quando cheguei no aeroporto, eu beijei o chão”.

Mas o tempo passou e 13 anos atrás veio para Miami com uma colega de faculdade. Trabalhou em vários lugares, de restaurantes à hotéis, até se firmar no ramo de decoração. Sempre falava que queria voltar ao Brasil, mas acabou ficando até que um dia saindo do escritório para almoçar, conheceu o marido, Jared, um advogado americano de família porto-riquenha.

Amanda com Isabella

“Quando as coisas estão para acontecer, não precisa procurar, acontecem”, diz ela.  “Nunca mais ouviram eu falar, vou embora”.

Com 300 mil brasileiros no sul da Flórida, Amanda agora tem como meta criar cartilhas “Planet Kids” de alfabetização em português e sessões semanais de “contação de história” na língua portuguesa.

E no futuro?

“Quero ver vários Planet Kids espalhados por Miami e meus filhos crescerem com saúde”.

BOX:

Planet Kids Indoor Playground & Café
Telefone em Miami: 786-312-0737 ou 305-573-1379
Endereço: 2403 NE 2nd Ave., Suíte 107, Miami, Florida 33137
info@planetkidsplayground.com
http://planetkidsplayground.com

PROGRAMAÇÃO:

Diário: US$10/primeira criança, US$7/segunda criança em diante

Férias escolares para brasileiros de passeio em Miami (a partir de 20 de junho): US$40/período/criança, das 10 às 13hrs ou das 14hrs às  17 hrs – crianças de 3 a 9 anos.  Incluí lanche.

Férias de verão nos EUA (23 de julho à 17 de agosto): US$250/semana, das 9hrs às  15 hrs, com várias programações, como aula de musica, arte, teatro, culinária e jogos.

* No vídeo, Amanda revela o segredo de seu sucesso e fala um pouco  sobre seu sonho de difundir o português como língua de herança para filhos de brasileiros em Miami.

Brasileira investe US$100 mil para montar playground em Miami com atividades em português. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 12 de junho de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Gastronomia | 08:58

Ele não falava inglês. Hoje comanda um grupo de restaurantes em Miami. Conheça João Carlos Oliveira.

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*Fotos de Carla Guarilha

Juca no Tutto's Mare

João Carlos Oliveira cresceu entre pratos da comida mineira e italiana. O que era gosto de infância virou profissão de sucesso. Hoje, ele é um dos chefs de cozinha mais respeitados de Miami, dono de uma cadeia de restaurantes.

Mas, a porta de entrada dele nos Estados Unidos foi Nova York. Foi lá, que aos 17 anos, João Carlos vendia  livros numa mesinha nas ruas da cidade.  Não falava inglês, mas com sorriso solto e os preços na ponta da língua, ganhava US$60 por dia, de comissão.  Não era pouco, 25 anos atrás, mas Juca, como é conhecido aqui, tinha vontade de trabalhar no ramo da gastronômia.

Pode-se dizer que esta conexão com a culinária começou em casa.  O avô dele, Antonio Delleu, imigrante italiano, abriu um restaurante em Belo Horizonte, e sua filha, Lourdes, mãe do Juca, aprendeu muito com o pai e sempre gostou de cozinhar.

Mas, eram apenas alguns privilegiados que se deliciavam com os quitutes de Dona Lourdes. Dona de casa, ela só cozinhava para a família, que não era pequena: marido e sete filhos.

Lourdes fazia questão da família reunida na hora do almoço, e desde cedo, plantou a raiz da culinária no Juca. No cardápio, não podia faltar arroz e feijão para o marido – tradicional patriarca mineiro –  e massa, carne e legumes. As refeições tinham, no mínimo, seis pratos, um costume que Juca mantem até hoje quando recebe amigos em casa.

“Era um banquete diário”, diz ele, saudoso, ainda mais, dos almoços de domingo e da sopinha de grão de bico. “Ela gostava de descascar grão por grão”, conta.  “A gente sentava ali para tomar o café da manhã, e cada um contava uma história e descascava o grão de bico.  E ela fazia a sopa”.

Juca na cozinha aberta do restaurante

Hoje, com 43 anos, é Juca quem mais cozinha na família. Sua mãe, de 75 anos, mora em Miami, mas não está mais por conta dos almoços.  Está, sim, curtindo os netos e degustando da culinária do filho, que abriu seu primeiro restaurante, o Tutto Pasta, em 1994, e acaba de abrir as portas do Tutto’s Mare.

Mas, houve pedras no caminho.  No local, onde hoje fica o Tutto’s Mare, Juca abriu em 2008, um restaurante chamado Zucchero.  Este foi o início de uma fase difícil para o chef, que passou por duas grandes crises de sua vida: a econômica, que foi uma das maiores enfrentadas pelos Estados Unidos, e uma pessoal – estava se divorciando da mãe de seus três filhos, Fabrício, hoje, com 12 anos, Luciano, 10 e Daniela, 7.

Juca tinha investido US$1 milhão no restaurante e não tinha a menor pretensão de abandonar seu sonho. “É na crise que a gente aprende”, diz ele.

E Juca aprendeu, acima de tudo, a ter paciência para se reerguer.  Diariamente tinha gente espalhando a mentira de que o Zucchero havia fechado.

No bar que ele criou para o Zucchero, hoje Tutto's Mare

“Me enterraram e jogaram terra em cima, e todo dia jogavam uma pá de cal nessa porta”, conta, com determinação mas sem a menor mágoa.  “Falei, não vão me enterrar”.

E assim foi.  Logo que as difíceis negociações do divórcio foram concluídas, Juca transformou o Zucchero no Tutto’s Mare, que renasceu, com sucesso imediato, em maio de 2012.

“Sempre tive esperança nesse lugar”, diz o chef, que concebeu a ideia do espaço – do piso até o teto.  “Comprei tudo aqui dentro, até os parafusos.  Fiz com muito carinho, muito esforço e muitos anos de trabalho para poder investir aqui”.

Mas, como foi a transformação profissional do menino que vendia livros para o grande chef? Três meses depois que Juca havia chegado em Nova York, o Bice, o tradicional restaurante italiano de Milão, estava abrindo a primeira casa nos Estados Unidos.  Um amigo do irmão conhecia o gerente.  Juca imediatamente largou o trabalho como vendedor de livros na rua, e entrou no Bice como lavador de pratos.

Logo passou para assistente de cozinha, depois cozinheiro, assistente de chef, e em um ano, já foi contratado como chef. “O Bice foi minha escola”, diz Juca que nunca fez um curso de culinária.  Aprendeu tudo na prática, e com dedicação, humildade e curiosidade, o jovem foi ganhando a confiança dos italianos.

“Viam que eu tinha interesse e comecei a gostar”, diz.   “Aprendia um prato no restaurante, e chegava em casa e fazia aquele prato no meu jantar para aperfeiçoar”.

Depois de quatro anos na posição de chef em Nova York, o Bice estava abrindo uma nova casa em Washington, D.C., e escolheu-o como chef executivo.  Deu certo, e no ano seguinte, ele abriu o Bice de Palm Beach, o que trouxe Juca para as águas da Flórida.

Sempre crescendo, aprendendo e correndo atrás de novos desafios, ele foi convidado a trabalhar em outros restaurantes em Miami Beach até que se sentiu pronto para uma carreira solo.

Em 1998, quatro anos depois do Tutto Pasta, Juca abriu o Tutto Pizza, bem ao lado um do outro.  Os dois restaurantes ficaram conhecidos pela sofisticação – simples e saborosa — de sua culinária e do local — e pela simpatia do chef mineiro, que começava a virar uma celebridade em Miami.

Juca com o pizzaiolo do Tutto Pizza & Beer House

Mas apesar do sucesso, e das visitas freqüentes de personalidades como Hebe Carmago, Juca sempre se manteve fiel às suas receitas – nunca ficou esnobe.  “Minha fama chega através do trabalho, através da dedicação”, diz.  “O que forma a pessoa é ser dedicado, saber escutar e ter uma mente aberta”.

Hoje, renomado como um “chef internacional”, Juca está se dedicando no Tutto’s Mare à combinações de uma culinária mundial, de, por exemplo, pratos espanhóis com italianos ou peruanos com brasileiros ou asiáticos.  O escondidinho de camarão é impecável. O gnocchi, um dos carros-chefe do Tutto Pasta, é preparado no novo restaurante com cogumelos ao Barolo com parmesão. Já o arroz com mariscos é uma espécie de Paella peruana.

“O Tutto’s Mare foi um sonho”, diz o chef que acabou de fazer uma consultoria para  um restaurante que abriu em Belo Horizonte, recentemente, e foi convidado para abrir, em breve, um conceituado restaurante de São Paulo em Miami.

Mas apesar da fama, ele se mantém firme ao lado da família Tutto. E como cada filho tem um personalidade e um nível de maturidade, ele está sempre atento.

“O Tutto Pasta hoje já está na universidade, caminha sozinho.  O Tutto Pizza & Beer House é um adolescente, tem 16 anos, e tenho que ficar atrás dele.  O Tutto’s Mare é o bebê, a criança, que ainda tenho que trocar fralda.  O próximo projeto agora é o Tutto Pasta Deli”, que vai vender massa fresca para fazer em casa.

Box:

Tutto’s Mare

2525 SW 3rd Ave, Miami, Fl 33129
Segunda à quinta, das 11hrs30 às 22hrs30; sexta e sábado, das 11:30 às 23hrs.  Fechado aos domingos.
Telefone em Miami: (305) 858-2525
Email: info@tuttosmare.com
http://www.tuttosmare.com/

Tutto Pizza & Beer House

1753 SW 3rd Ave – Miami – FL – 33129
Aberto todos os dias.
Telefone em Miami: (305) 858-0909
http://www.tuttopizza.org/

*No video, Juca revela o que o transformou em um chef renomado.

Brasileiro faz sucesso com culinária italiana em Miami. from Chris Delboni on Vimeo.

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