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Arquivo da Categoria Direto de Miami

terça-feira, 5 de junho de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Jornalismo, Miami | 09:17

O orgulho de ser brasileiro em terras estrangeiras. Carlos Borges construiu assim uma carreira e valorizou a imagem do país aqui fora.

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*Fotos de Carla Guarilha

Borges em sua casa com Dylan, de 6 anos, um Terrier Airedale, sempre a seu lado

“Meu sonho é ver o brasileiro que vive fora do país verdadeiramente tratado como cidadão, igual ao que vive dentro”.  Foi com esta meta que Carlos Borges traçou sua trajetória de vida: há mais de 20 anos valoriza a cultura brasileira no exterior. E por essa bagagem, na próxima semana, no dia 13 de junho, o jornalista e agitador cultural será agraciado com a Comenda da Ordem do Rio  Branco, em uma cerimônia no consulado do Brasil em Miami.

“Tudo que a gente faz é para valorizar a cultura brasileira, da imagem do Brasil como país e do brasileiro como povo”, diz Borges.  “É a confirmação de que estou no caminho certo”.

E esta é uma homenagem com um gosto especial para ele: além do reconhecimento,  a premiação tem o nome do patrono da diplomacia brasileira, o Barão de Rio Branco, um homem que Borges idolatra desde os anos de escola, quando estudava a história do Brasil e sonhava em ser diplomata.

“Confesso que foi provavelmente uma das coisas mais importantes que aconteceram para mim”, conta.  “Acho que o único sentido que uma vida pode ter, além dos prazeres cotidianos, materiais, é você fazer dela um instrumento de algum tipo de diferença positiva na vida dos outros”.

Borges trabalha e recebe apoio do corpo diplomático em Miami há duas décadas, e diz que toda vez que um novo cônsul-geral chega, dá frio na barriga.

“Ele pode gostar de você, odiar você, não entender que o você faz é relevante”, diz Borges.  “A única coisa que você tem a seu favor é sua historia”.

E foi sua história de sucesso, inclusão e determinação para divulgar a cultura do Brasil que fez com que o cônsul-geral, Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, solicitasse junto ao governo brasileiro essa condecoração.

Carlos Borges com o Embaixador Hélio Ramos no consulado do Brasil em Miami

“Esse é um reconhecimento do Itamaraty ao trabalho que Carlos Borges vem desenvolvendo há muitos anos no exterior, pela forma como ele encara as coisas – a maneira como ele enfrenta as dificuldades para fazer o que faz”, diz o Embaixador Hélio Ramos.  “Não é fácil.  O que ele se propõe a fazer para valorizar o Brasil é algo muito demandante”.

Borges, o único brasileiro condecorado este ano no exterior, nasceu na Bahia, onde foi criado por tios.  Sua mãe faleceu jovem e o pai colocou cada um dos três filhos para morar com um parente.

O valor mais importante que aprendeu quando criança foi não mentir, uma lição arraigada até hoje.

“A verdade não me assusta”, diz ele.  “A mentira me apavora”.

E é com sentido de verdade, como lema de vida, que vem lutando por um sonho: o resgate da autoestima do brasileiro no exterior, que vem conseguindo alcançar através de programas sociais, culturais e intelectuais.

Desde que chegou nos Estados Unidos, Borges criou um leque de iniciativas, que vão desde o Miss Brasil USA ao Press Awards, que começou em 1997, e hoje, representa o maior prêmio para a comunidade brasileiro no exterior.

Ele e a equipe de sua empresa, a PMM – Plus Media & Marketing, conquistaram um espaço em quase todos os segmentos da grande pirâmide social do brasileiro no sul da Flórida, e partiram no ano passado para outros pontos do mundo.

Em 2011, o Press Awards aconteceu, pela primeira vez, no Reino Unido e Japão. E a ambição de Borges não para por aí. No médio prazo, ele espera lançar a premiação em Angola, Paraguai, Portugal, Austrália ou Nova Zelândia, China, e finalmente fechar o ciclo mundial com um evento em São Paulo até 2017.

“Esses brasileiros são um exército da imagem do país no exterior e essas pessoas deveriam ser tratadas, no mínimo, com a mesma atenção, consideração e respeito”, diz Borges.

A carreira jornalística de Borges começou com 15 anos, quando lançou um jornal no Colégio Militar de Salvador.

Depois, trabalhou na Tribuna da Bahia, foi repórter e editor na Rede Globo de Salvador e diretor de produção e de eventos no SBT,  entre outros cargos e veículos da grande mídia brasileira.

“Todo mundo me conhecia, me cortejava”, conta.  “Eu era uma pessoa querida porque sempre defendi na televisão os valores locais, os artistas locais”.

Mas a desilusão com a profissão fez com que ele deixasse o Brasil.

Conversando com o grande amigo Nizan Guanaes, ele soube de uma oportunidade em Orlando, para um projeto de oito meses.

Borges gostou da ideia.

Estava casado há um ano com Andrea Vianna, que trabalhava no marketing da TV Globo, e em 1989, fizeram as malas e chegaram à Flórida.

“Quando você tem inquietações intelectuais e toma determinados socos, ou você se abaixa e, aí você vai cheirar poeira para o resto de sua vida, ou você toma uma atitude”, diz Borges.

Aqui, ele começou a escrever e editar alguns jornais comunitários até que uma nova decepção com um jornal que estava lançando afastou-o novamente do jornalismo como profissão.

Chegou a adoecer na época.  Ficou de cama quatro meses, e hoje, quase 20 anos depois, consegue identificar a fase como um período depressivo que passou, que fez com que reavaliasse a vida.

Era 1994.  E naquele ano, teve a certeza de que não conseguiria “fazer a diferença” de forma integral usando somente a mídia comunitária brasileira como instrumento.

“A ferida está exatamente nessa relação complicadíssima entre liberdade de expressão e financiamento”, diz Borges, que hoje é editor chefe da revista e website Acontece, colunista do Gazeta Brazilian News e colaborador de jornais em New Jersey, Boston e San Diego.

Mas desde então, o “agitador cultural”, como é muitas vezes identificado, passou a ir atrás de capital, agora, para realizar outros grandes projetos, traçando novos – e pioneiros – caminhos em busca da verdade, inclusão e o bem estar dos brasileiros no exterior.

“Ninguém tem o direito de ser feliz realmente enquanto você tem seus compatriotas passando fome, ignorantes”, diz ele.

E com essa mentalidade, em 2006, integrou o Press Awards ao Focus-Brazil, uma série de painéis no formato de uma conferência educativa e informativa sobre o Brasil e brasileiros no exterior.  Dois anos depois, começou um novo concurso, o Talento Brasil, com participação de adultos e crianças.

“Eu adoro crianças”, diz Borges que tem duas filhas.

Joana, de 34 anos, foi fruto de um relacionamento com uma colega de TV em Salvador.  Eles mantém uma ótima relação, mas a convivência foi limitada, muito pela distância: a filha mora na Bahia e Borges em Miami.

Já Amanda nasceu em Miami Beach em 1992, filha dele com Andrea com quem ficou casado até 2000.

Borges na frente do quadro da Amanda em sua casa, pintado por Jean Pierre Rousselet quando ela tinha 17 anos

Hoje com 19 anos, Amanda estuda filme e cinema na New York University, uma das universidades mais bem conceituadas dos Estados Unidos.  Orgulhoso, o pai, hoje diz que, aos 56 anos, seu maior sonho é ver a formatura da filha.  “Eu tenho que me preparar para isso”.

**No vídeo, Carlos Borges revela o segredo do seu sucesso: acima de tudo, ter fé e acreditar.

Carlos Borges: o orgulho de ser brasileiro em terras estrangeiras. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 29 de maio de 2012 Direto de Miami, Gastronomia, Negócios, Shopping | 09:14

Empreendimento brasileiro entra no shopping Aventura, perto de Miami, o segundo mais visitado dos EUA.

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*Fotos de Carla Guarilha

A paulistana Yara Gouveia está colocando o Brasil no mapa de um dos mais badalados shoppings do sul da Flórida, o Aventura Mall, o segundo mais visitado dos Estados Unidos.  Ela, junto com outros empreendedores, abriu lá recentemente o Rococoa Café, um grande quiosque de comidinhas francesas com mesas ao redor.  E o negócio pode desembarcar em São Paulo, em breve.

Yara – que está entre as mais bem sucedidas corretoras de imóveis de Miami – é um dos sócios-investidores.  “Nunca imaginei entrar no ramo gastronômico”, conta a empresária.  “Mas como diz nosso sócio, Pascal Cohen, às vezes, as coisas acontecem tão rápido que a gente nem entende.  Por isso é que vai dar certo”.

Yara Gouveia e sócio Pascal Cohen, na frente do Rococoa, no shopping Aventura. Foto: Cortesia Yara Gouveia.

Cohen,  que é francês, passou recentemente 10 dias no Brasil com a Yara e outros investidores para estudar o mercado e mapear as oportunidades.  Visitaram vários shoppings da capital paulista, mas antes de qualquer expansão nos Estados Unidos ou no Brasil, estão aperfeiçoando o “tempero”, os detalhes do menu, que inclui cafés e doces, saladas frescas e “waffles” e “paninis” feitos na hora, sempre com um toque especial de atenção a detalhes de um salão de chá parisiense.

Mas, Yara diz que além da possibilidade de levar o Rococoa ao Brasil, há outros grandes planos, a médio e longo prazo, aqui na Flórida.

Pascal Cohen, CEO e presidente do Foodinvest Group, que já possui vários estabelecimentos em Miami, inclusive o restaurante francês La Goulue, de Bal Harbour, está consolidando a parceria com os brasileiros. Logo, eles estarão entrando numa rede de hotéis de luxo, começando por South Beach, onde pretendem abrir e administrar um restaurante/lounge/boate, programado para inaugurar em outubro.

“Vai ser um dos quatro, cinco maiores pontos de atração de Miami”, conta Yara, que ainda não pode divulgar os detalhes, mas está muito animada com as novas perspectivas. “O Rococoa é a ponta do iceberg”, diz ela, com entusiasmo e otimismo.

“Tem que acreditar e ir atrás”, recomenda. “Não pode ter medo de ir à luta”.

E foi sua coragem que transformou-a em uma mulher vitoriosa.

Formada pela Escola Superior de Música Santa Marcelina em São Paulo, Yara foi professora de música do Porto Seguro, um dos colégios mais tradicionais da capital paulista, por 15 anos.

Hoje, o piano é um hobby.

Casada com o empresário Ricardo Frederico Freitas de Gouveia, ela decidiu parar de trabalhar quando nasceu Felipe, seu filho mais novo, hoje com 22 anos.  Ricardo estava com muitos negócios em Miami e o casal viajava com tanta frequência para cá, que resolveu comprar um apartamento de férias, no inicio dos anos 90, em Williams Island, em Aventura, que era um dos locais mais cobiçados por brasileiros.  O corretor foi Léo Ickowicz, dono da imobiliária Elite International Realty, onde hoje ela trabalha, e também um dos sócios do Rococoa, além de grande amigo.

Gostaram tanto que a família resolveu se mudar de vez: Ricardo, Yara, Frederico, o filho mais velho, hoje com 30 anos, e Felipe.

“Era dondoca”, brinca.  “Sem experiência, não pensava mais em trabalhar”.

Yara Gouveia na sala de seu apartamento em Aventura.

Mas a vida deu uma virada.  Seu marido se encantou com o jogo.  Chegou a levar uma bolada de US$1,750 milhão em um dia em um pequeno cassino da região.  Ganhava com a mesma facilidade com que acabou perdendo tudo.

“Quando vi que meu marido estava perdendo o controle da situação, fui no impulso.  Pensei, vou começar a fazer alguma coisa para me entreter porque a rotina era só ir ao shopping, spa, encontrar as amigas”.

Como Yara recomendava muitos clientes para a Elite, Léo sugeriu que tirasse licença de corretora.  Ela gostou da ideia e ia para as aulas de Bentley, um dos muitos carros na garagem.

Mas a situação piorava a cada dia, e ainda apaixonada pelo pai de seus dois filhos, decidiu voltar ao Brasil com a família, achando que iria ajudá-lo a deixar o vicio.  Mas não adiantou.

“Ele teve o azar de ter tido muita sorte”, diz ela, que dois anos depois resolveu se divorciar e voltar para Miami.

O Fred, hoje músico clássico em Nova York, havia ficado para concluir a faculdade de música na Universidade de Miami, e Yara pegou o avião de volta, com Felipe e US$12 mil no bolso. Nada mais.  Tinha vendido tudo que podia.

Ela foi trabalhar como vendedora de lingerie da Bloomingdale’s.  As antigas amigas que a viam ficavam chocadas e se escondiam atrás de araras de roupa para mostrá-la a outras conhecidas.

Acabou saindo do trabalho por não ganhar o suficiente para o sustento.  Com licença de corretora, resolveu investir de cabeça na profissão.

Mas, um ano depois que retornou a Miami, quando ainda lutava para se reerguer, outra pedra no caminho: o pai de seus filhos teve uma séria inflamação e, aos 53 anos, faleceu em São Paulo.

“Era ex-marido, mas foi sempre uma pessoa amiga, que eu admirava – um homem jovem, brilhante  e inteligentíssimo”, conta.  “Levou um tempo para eu nascer de novo”.

Mas ela conseguiu.  No ano passado vendeu US$30 milhões em imóveis e, este ano, diz que começou bem.

“Com bom humor, você abre portas, quebra gelo e interage muito melhor com sua família, seus amigos e seus clientes”, diz. E esse é seu grande segredo: o sorriso no rosto.

O sorriso sempre foi sua marca registrada.

Ela brinca que tem depressão eufórica.

“Quando você está de bem com a vida, a vida fica de bem com você”, diz, com orgulho de suas conquistas e de onde ainda espera chegar.

“Minha vida é uma roda gigante muito grande.  Eu já tive muito lá em cima.  Já tive muito lá embaixo.   Quem sabe vou dar outra volta”, diz.  “O que eu sinto é que, de tudo que eu passei, parece que estou sendo preparada para algo mais.  Eu vejo que o sucesso não é só ter dinheiro.  Você tem que ter uma bagagem de conquistas”.

No vídeo, Yara Gouveia fala um pouco mais sobre o segredo de seu sucesso – e deixa uma canjinha no piano de sua casa, lembrando os velhos tempos de professora de música.  Hoje, escutá-la tocar é um privilégio reservado somente para os amigos de verdade.

Corretora e empresária Yara Gouveia conta o segredo do seu sucesso, e dá uma canjinha no piano. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 22 de maio de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Negócios, Turismo | 09:27

Com US$450, o motorista Jota da novela América fez a América. E hoje, ele conta como.

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*Fotos de Carla Guarilha

“Hoje um nome, amanhã uma lenda, quiçá um mito”.

Esse é o mote de João Geraldo Abussafi, um imigrante que, em 20 anos de Estados Unidos, realizou o sonho americano: se transformou em um empresário de sucesso, que muita gente se lembra como o personagem Jota Abdalla, o carismático motorista representado pelo ator Roberto Bomfim na novela América, exibida em 2005 pela Rede Globo.

“Nada tema, com Jota não há problema”.

Jota em seu apartamento em Miami

Esse lema, agora, é tema de palestra, que ele fará nas próximas três semanas no Brasil.

Com o título “O sucesso anda de limousine”, o palestrante vai correr vários estados, entre eles, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, motivando o público com sua trajetória de vida  –  do imigrante, que dormiu nas ruas dos Estados Unidos, ao grande empresário.

Ele garante que a fórmula de sucesso é determinação, dedicação, carisma e, acima de tudo, muito trabalho e uma dose de humildade misturada com autoconfiança.

“Meu telefone está ligado 24 horas até hoje”, conta Jota, que só conheceu o prazer de ir à praia em Miami há três anos.   “Não sou escravo do dinheiro, mas sou escravo do meu trabalho”, diz, com orgulho.

João Geraldo Abussafi nasceu em Londrina, no Paraná, em 1965, e aos 13 anos, se mudou com a família para Campo Grande, Mato Grosso do Sul, terra natal do pai. Aos 25 anos veio para os Estados Unidos, depois de uma série de negócios fracassados  no Brasil e total falta de interesse nos estudos.

Nada dava certo.

“Montei uma loja no shopping, quebrei.  Montei uma engraxataria, quebrei.  Concorri para vereador, perdi”, conta.  “Tudo que eu fazia dava errado”.

Jota mostra seus amuletos da sorte: olho Grego e pimenta ficam na entrada de seu apartamento.

Aí resolveu mudar totalmente de vida:  vendeu o carro, comprou uma passagem para Miami e chegou aqui com US$450 no bolso.

No quarto dia nos Estados Unidos, o dinheiro já estava acabando, e ele não conseguia trabalho em Miami.  Se mudou, então, para Orlando, onde foi contratado como lavador de pratos em um restaurante brasileiro.

Quando terminou o expediente, às 2 da manhã, tinha US$65 no bolso.  O gerente disse que não poderia dormir no restaurante, por que era contra o regulamento, e sugeriu um hotel nas redondezas.   Mas quando chegou lá, descobriu que não tinha o suficiente para a diária.  E voltou para o restaurante.

“Atrás tinha uma caixa de papelão com sangue de frango.  Exausto, com a mesma roupa, olhei pro céu e falei: Deus vai me trazer alguma coisa boa. Dei uma choradinha, virei e dormi”, conta Jota.  “Duas horas depois, tinha sol de novo, escaldante.  Fiquei esperando o restaurante abrir”.

No mesmo dia, ele foi para a casa de um garçom, onde ficou por três meses, quando, finalmente, conseguiu alugar um apartamento.  Trabalhou das 9 às 2 da manha – os sete dias da semana, por 11 meses e 26 dias.

Lá, conheceu um cliente, que gostou do seu jeito simpático e o convidou para trabalhar em sua empresa de transportes.  Foi, então, que começou sua trajetória como motorista, como se identifica até hoje.

Jota com a noiva Giuliane. Depois de ter carros de todas as marcas, diz que hoje não trocaria seu Mini Cooper conversível por nenhum outro.

“Eu gosto de ser motorista”, diz ele.  “Eu tenho empresa, mas sou motorista, e adoro ser motorista.  Adoro servir.  E cheguei onde cheguei dirigindo”.

Jota hoje tem uma empresa chamada Jota+, que abrange todo tipo de serviço — de “concierge” particular de luxo à uma frota de carros de aluguel.  Sua meta com os clientes é: “eficiência Americana, pontualidade Britânica e versatilidade Brasileira”, uma atitude que exige de todos seus funcionários.

Mas, o caminho não foi fácil. Jota só conseguiu sua residência permanente nos Estados Unidos há seis anos e não pôde sair do país para ir ao enterro do pai.

“Perguntei para a imigração se poderia ir ao Brasil e me disseram: poder, pode, só que você não volta mais.  Eu tive que ficar aqui”, diz ele.  “A vida me deu umas castigadas boas mas, me presenteou com coisas maravilhosas”.

Com simpatia e extremo profissionalismo, foi sendo indicado de boca a boca, caindo nas mãos de celebridades, como Hebe Camargo, Glória Perez e Fausto Silva.

E foi aproveitando todas as oportunidades que a vida ofereceu e correndo atrás de outras, que Jota de Miami passou de motorista à empresário, apresentador de programas de TV — como o Florida Connection, um quadro do Amaury Jr. na Rede TV!, e Viajar é com J — palestrante e escritor.

Capa da nova edição do "Dicas do Jota: O Seu Roteiro de Viagem em Miami". Lançamento será em São Paulo, em julho.

Em 5 de julho, ele lança em São Paulo a 3º edição do guia “Jota: O Seu Roteiro de Viagem em Miami”, com prefácio do Faustão.

“Não tenho como pagar tudo o que Fausto Silva fez por mim”, diz Jota.  “Esse é amigo”.

O guia da Editora Letra Livre vai sair com 30 mil exemplares e um aplicativo de iPad.  Como nas outras duas edições, as vendas nos lançamentos serão doadas inteiramente à Associação dos Amigos das Crianças com Câncer em Mato Grosso do Sul.  Mas, desta vez, há uma novidade: ele vai escolher também entidades diferentes, todo mês, para doar mais 5% das vendas.

Jota sente enorme carinho pelo estado onde cresceu, e uma divida de gratidão, que espera pagar com seu trabalho:

“Ainda vou ser Secretario de Turismo do Mato Grosso do Sul”, diz com a mesma confiança que demonstrou desde o primeiro minuto que pisou os pés nos Estados Unidos.  “Acho que tenho uma missão lá.  Tem riquezas naturais, mas o turismo nunca foi olhado com carinho”.

O casamento está previsto para o fim do ano.

Para maiores informações sobre a palestra “O Sucesso Anda de Limousine”, clique aqui.

No vídeo, Jota revela a receita do seu sucesso, com uma pitada de humildade e gratidão:

Com US$450, o motorista Jota da novela América fez a América. E hoje, ele conta como. from Chris Delboni on Vimeo.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Miami | 09:53

Maestro João Carlos Martins se supera mais uma vez e faz sua primeira apresentação de piano no exterior depois da cirurgia no cérebro.

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*Fotos de Carla Guarilha

Maestro João Carlos Martins recebendo o prêmio nos EUA.

O Maestro João Carlos Martins tocou piano, pela primeira vez no exterior, depois de uma delicada cirurgia que realizou, recentemente, no cérebro.  A cidade palco foi Fort Lauderdale, perto de Miami, onde recebeu a principal categoria do  maior prêmio de brasileiros fora do país – Brazilian International Press Awards “Lifetime Achievemet”.

Carlos Borges, criador e presidente do Press Awards, que existe há 15 anos nos Estados Unidos, e em 2011, estreou também no Reino Unido e no Japão, coordena coletiva de imprensa com o ator homenageado, Marcelo Serrado, que fez o personagem Crodoaldo Valério, o Crô, na novela Fina Estampa, e dois grandes premiados do ano, o ator Juca de Oliveira e maestro João Carlos Martins.

Aqui, ele conversou com a coluna Direto de Miami sobre sua vida repleta de conquistas, mas também de enormes dificuldades.

Para quem não conhece a história dessa incrível personalidade, João Carlos Martins começou a tocar piano com 8 anos.  Aos 21, já lotava o Carnegie Hall, em Nova York.

Sua trajetória de superação foi marcada por dois grandes eventos: em 1966, perdeu o movimento da mão direita em decorrência de um acidente jogando futebol nos Estados Unidos e, 30 anos depois, um assalto na Europa também lhe tirou os movimentos da mão esquerda.  Para muitos, essa poderia ser razão mais do que suficiente para desistir.  Mas não para João Carlos Martins, que se reinventou profissionalmente há sete anos, depois de receber uma mensagem espiritual, e recomeçou sua carreira de músico, na regência.

O pianista e maestro, que já foi tema do enredo da escola de samba Vai-Vai, serviu de inspiração também para o mais novo personagem de Mauricio de Sousa na Turma da Mônica, o Maestrinho – batizado de Joca, que é seu apelido na vida real.

Ele espera que a Fundação Bachiana Filarmônica forme mil orquestras jovens no Brasil a médio prazo – e já começa a pensar em criar outras no exterior, inclusive na Flórida, onde existe uma enorme concentração de brasileiros.

Agora, uma curiosidade: a única coisa que ele ainda não fez — e gostaria — seria abrir uma Copa do Mundo.

Quem sabe esse sonho também não está próximo?

Maestro João Carlos Martins, Carlos Borges e o tenor Jean William

Leia a entrevista na integra:

Direto de Miami: Como consegue se reinventar, renascer tantas vezes?

Maestro João Carlos Martins: Eu acho que uma pessoa, de cada adversidade,  tem uma plataforma pra tentar construir seu legado ou seu caminho para o abismo.  Eu sempre procuro usar essa plataforma para criar alguma coisa.

DM:  De onde vem essa força?

JCM: Muita gente chama de superação.  Eu chamo de teimosia. Eu acho que uma pessoa quando nasce é como uma flecha.  Ela vai alcançar o seu destino.  Pode acontecer mil e uma coisas, mas ela tem que correr sua trajetória e cumprir sua missão.  Minha flecha está indo para direção certa.

DM: O senhor é espirita?

JCM: Não.  Mas minha mãe era.  Eu acredito no espiritismo.  Não frequento, mas vivo os valores.  Eu acho que o que estou passando nesta encarnação, devo ter aprontado muito na outra (risos).

DM: E foi uma mensagem de um desencarnado, o grande maestro Eleazar de Carvalho, que no sonho o chamou para reger, transformando novamente sua carreira. Como esse sonho passou a uma realidade de tanto sucesso em tão pouco tempo?

JCM: Eu tive um sonho com ele às 3 horas da madrugada, às 7 horas da manhã, tomei minha primeira aula de regência aos 64 anos, e de lá para cá, nesses sete anos, já realizei mais de mil concertos — não só em todos os grandes teatros do Brasil, como em alguns dos principais teatros do mundo, mas também nas comunidades, nas favelas, em regiões com pessoas profundamente carentes, mostrando como a música pode fazer diferença nas suas vidas.

DM: Como é o trabalho na Febem?

JCM: É muito emocionante.  Na véspera de Natal, aqueles que estavam com liberdade assistida, me deixaram uma carta, escrita: “Tio maestro, Feliz Natal.  A música venceu o crime”.

DM: Essa foi parte da mensagem divina que recebeu, de se tornar mais do que um grande maestro?

JCM: Não, mas eu assumi a responsabilidade social também.

DM: Sua última reinvenção — da recente cirurgia no cérebro — foi de uma coragem inigualável.  Por que correr o risco?

JCM: Como meu processo é degenerativo, o braço esquerdo já estava vindo cada vez mais para trás.  Então a razão da cirurgia foi abrir o braço.  E abriu o braço esquerdo no dia seguinte.  Mas durante a cirurgia, que demorou nove horas e meia com Paulo Niemeyer [neurocirurgião], ele pediu para eu abrir a mão, e eu abri.  Há 10 anos, eu não abria a mão esquerda.  Aí, eu comecei a sonhar se quem sabe ainda toco com a mão esquerda novamente.

DM: Essa é a meta?

JMC:  Voltar a tocar com a mão esquerda é o sonho.  A meta não sei, mas o sonho é esse.   Você corre atrás de um sonho, e, quando menos espera, o sonho corre atrás de você.

Maestro ao lado de Carmen, sua adorada – e adorável – esposa, no camarim do Broward Center for the Performing Arts

DM: Tem tantas fundações no mundo, a maioria com falta de verba e dificuldade para arrecadar.  Por que a Fundação Bachiana Filarmônica, que o senhor fundou em 2006, dá certo?

JCM: Porque é uma fundação que trata tudo com a palavra amor.  Hoje, estamos com 2200 crianças e o resultado que temos obtido é monumental.  Os nossos professores tratam cada criança como se fosse um filho.  Eu digo que essas crianças são meus bisnetos.

DM: Como é o processo de seleção dos músicos?  Como descobre os talentos?

Maestro com o jovem tenor Jean William

JCM: Quando você começa a educar uma criança, tem quatro partes: aquelas que, no futuro, vão fazer parte do público, as que vão ter a música como hobby, outras que poderão tornar-se músicos profissionais, e, finalmente, os diamantes a serem lapidados.  O [jovem tenor] Jean William é um diamante a ser lapidado.  De vez em quando, você encontra o diamante.

DM: E como o diamante é descoberto?

JCM: Para descobrir um diamante é muito simples. Se consegue unir ao talento, a genialidade e a disciplina, você está com um diamante.

DM: O que precisa para se tornar um João Carlos Martins?

JCM: Eu acho que como pianista, a obra de [Johann Sebastian] Bach, eu deixei um legado importante.  Como regente, iniciei uma nova carreira.  Já tem coisas que tem saído maravilhosamente bem, como a Nona Sinfonia de Beethoven no Ibirapuera [uma apresentação recente com sua orquestra Filarmônica Bachiana SESI-SP].  E tem outras coisas que você tem que ter a humildade para ir aprendendo. Se erro um gesto nos ensaios, eu falo para os músicos: “olha, acho que aqui não está muito bom.   O que acham?”  Você só consegue dar um passo pra frente quando há humildade – a humildade interna, dentro de você, funciona e te ajuda a você não ter vergonha de pedir um conselho e ter liderança pra mostrar aquilo que você quer.

DM: Já existe na sua mira o próximo João Carlos Martins?

JCM: Basta encontrar uma pessoa que quebre o braço, a perna, que toque piano e não consiga mexer as mãos, esse é o próximo (risos).  Eu estou com 71 anos, e pode ter certeza que em 10 anos, a fundação vai fazer parte da historia da música no mundo.  Eu vou começar, agora, um trabalho para formar mil orquestras jovens no Brasil.

DM: E em Miami?  Vai lançar uma orquestra para jovens brasileiros aqui?

JCM: Você está lançando esta ideia.  É uma ideia maravilhosa. E não só na Flórida, mas em outras comunidades brasileiras fora.  Só tem uma regra: disciplina de um atleta, e alma de um poeta.  E assim, você forma um músico.

Maestro com Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami

DM: O que esse prêmio, que seria a categoria mais importante do “Oscar”, representa para o senhor, que já ganhou tantos na vida?

JCM: Um prêmio que você recebe no Brasil, de brasileiros, tem muita força para você, mas quando recebe de brasileiros que vivem no exterior, une o amor com as saudades, então esse prêmio tem um significado bárbaro para mim.

Outro prêmio “Lifetime Achievement” da noite foi para o grande escritor amazonense Milton Hatoum, aqui ao lado do lutador de boxe Michael Oliveira e Embaixador Hélio Ramos

DM: Existe algo que gostaria de fazer, e ainda não teve chance?

JCM: Ainda não abri uma Copa do Mundo.

DM: A coluna Direto de Miami tem como tradição uma questão central: o segredo do sucesso.  Mas o senhor supera todos, o herói da superação, como diz minha mãe.  Qual seu segredo?

JCM: O segredo é que o sinônimo da palavra dor é esperança.

E sua esperança de voltar a tocar piano nos palcos do mundo passou a ser realidade com uma breve apresentação surpresa no fim da premiação no Broward Center for the Performing Arts ao lado do jovem Jean William, 25 anos, que com sua voz de tenor, fez a plateia delirar, ao cantar “My Way”.

Jean William também falou com exclusividade ao Direto de Miami.

Jean William descontraído ao lado do “padrinho” profissional no hotel em Fort Lauderdale na manhã da apresentação.

Direto de Miami: Como foi seu primeiro encontro com o maestro?

Tenor Jean William:  A primeira vez que me recebeu em sua casa, ele falou, “nome bonito você tem, agora vamos ver se você canta”.  Eu tinha 23 anos.  Cantei, ele gostou bastante a ponto de me colocar para cantar para 2 mil pessoas no outro dia.  Foi uma experiência muito gratificante.

DM: Qual a música que mais lhe emociona cantar?

JW:  Una furtiva lagrima da ópera L’Elisir d’Amore, e, na música popular, é “My Way”.

DM: “My Way” (“Meu Caminho”) tem algum significado especial para você?

JW:  Em muitos aspectos.  Tive uma historia de vida, não digo que infeliz, mas fui criado pelos meus avós.  Meu avô era boia-fria, minha avó faxineira de um hospital.  Mas mesmo com as dificuldades, sempre houve muito amor dentro de casa.  Meu avô é músico, toca violão. “My Way” conta um pouco do meu caminho.  Meu avô, acredito, que se realize um pouco em mim.  Infelizmente, não teve a oportunidade de se transformar num artista de verdade, e, poder saber que o neto está levando esse legado, para eles, é motivo de orgulho.

DM: E aonde esse caminho o está levando?

JW: Quero chegar nos grandes palcos do circuito internacional de ópera, ser um artista realmente da grande arte.

*Assista ao video do maestro João Carlos Martins tocando “My Way” no piano do Broward Center for the Performing Arts, com o tenor Jean William e violinista Dorin Tudoras:

João Carlos Martins, herói da superação, é premiado nos EUA from Chris Delboni on Vimeo.

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sexta-feira, 4 de maio de 2012 Direto de Miami, Educação | 20:04

Brasileiro vence mais uma etapa para o prêmio de melhor professor de escolas públicas dos Estados Unidos.

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Alexandres Lopes, reconhecido como melhor professor do ano de escolas públicas do condado de Miami-Dade, foi surpreendido hoje em sua sala de aula na escola Carol City Elementary, em Miami.

Tocou o alarme de incêndio, e quando saiu com as crianças, se deparou com um barulhento carro de bombeiros e uma enorme faixa parabenizando-o como um dos cinco finalistas entre 180 mil professores da Flórida.

Alexandre Lopes na sala de aula. Foto de Carla Guarilha.

O anuncio foi feito pela chanceler de educação do estado, Pam Stewart, que saiu do carro de bombeiros, com um megafone, e disse,  “Alexandre, é uma grande honra estar aqui pra dar a noticia a você”, contou o professor emocionado.

O anunciou do finalista que vai concorrer ao prêmio nacional será feito em 12 de julho em Orlando.

“É um orgulho, uma honra muito, muito grande deles terem escolhido neste país um brasileiro nascido e criado no Brasil”, diz ele.

Clique aqui para ler a entrevista original de Direto de Miami, quando o professor venceu a primeira etapa como Melhor Professor do condado, e assistir a um pequeno vídeo de seu programa especial que integra crianças com e sem autismo.  Lopes usa a música como instrumento de inclusão.

Alexandre Lopes com seus alunos. Foto de Carla Guarilha.

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segunda-feira, 30 de abril de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Sem categoria | 08:42

Fotógrafa recebe prêmio de Artes Visuais do “Oscar” da comunidade brasileira no exterior. A categoria, até então, era dominada por artistas plásticos.

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Jade no estudio em sua casa. Foto de Carla Guarilha.

A fotógrafa Jade Matarazzo vai receber esta semana o prêmio “Brazilian International Press Awards 2012”, na categoria de Artes Visuais, até então dominada por artista plásticos.

Jade, a primeira fotografa a receber o prêmio desta categoria, se junta a outras estrelas como Romero Britto, Vick Muniz, Carmen Gusmão, Albery, Naza, Pedro Lázaro e Erick Vittorino.

“Sempre tem fotógrafos indicados nessa categoria, mas a Jade foi a primeira a vencer essa barreira”,  diz Carlos Borges, criador e presidente do Press Awards, que existe há 15 anos nos Estados Unidos, e em 2011, estreou também no Reino Unido e no Japão.

A premiação vem coroar a vida desta mulher apaixonada pela fotografia desde os 17 anos.

Fruto da tradicional família Matarazzo, em São Paulo, foi batizada pelos pais de Paola.  O encontro com a fotografia aconteceu por uma via transversa. Aos 16 anos, ela se apaixonou pelo mundo da patinação, quando passou no teste do “Holiday on Ice” em turnê pelo Brasil e fugiu com o grupo para Londres.  Foi localizada pela Interpol e seus pais a encaminharam para Suíça para uma escola de meninas.  Lá, ela  descobriu a fotografia.

“Sempre esperavam que eu me encaixasse em um certo molde, que é a família tradicional, não trabalhasse, tivesse filhos e casasse”, afirma.

Ficou um ano na Suíça, voltou ao Brasil, estudou, casou, se divorciou e, com 19 anos, veio para Miami. A fotografia, que era um hobby, virou paixão.

Mas, como Paola Matarazzo virou Jade Matarazzo?

A sua empresa se chama Jade Photoart.

“As pessoas ligavam e falavam, a Jade está?,” diz a fotógrafa, que aos poucos foi assumindo o nome da pedra preciosa que sempre adorou.

Atualmente, Jade está participando da exposição Eco Art na galeria ArtServe em Fort Lauderdale, perto de Miami, na Flórida, onde em outubro também expõe solo com 20 fotos de suas várias séries e vai lançar um livro com 70 páginas, 50 fotografias e um pouco da sua trajetória e história dessas imagens – uma publicação do Museu das Américas, que levará algumas de suas fotos para expor em maio, em Istambul.

Foto vai para exposição em Istambul. Cortesia Jade Matarazzo.

Jade tem hoje uma agenda profissional lotada e pessoal ainda mais.  Ela tem cinco filhos – entre 6 e 20 anos – e vive feliz com o marido Patrick Callahan, em Weston, cidade próxima de Miami.

Jade com o marido Patrick no jardim de sua casa. Foto de Carla Guarilha.

“Patrick ainda me tira o folego”, diz a fotógrafa, que aos 45 anos, tem acumulado um vasto acervo — desde fotos de concertos de músicos famosos como Mick Jagger à desabrigados, uma série, de imagens e histórias, que ela demorou cinco anos coletando pelo mundo.

Esse foi um dos trabalhos que teve maior repercussão profissional para Jade e, também, uma das séries que mais mexeu com ela.

“É uma imagem diferente que a gente vê através da lente,” diz ela, conhecida como uma artista eclética, que fotografa de uma flor à uma pessoa abandonada, passando fome, com a mesma naturalidade e sensibilidade.

“Acho que esse contraste do meu trabalho vem do meu leque de interesse”, conta Jade, que utiliza muito — através de sua lente fotográfica — o conceito filosófico tibetano, “Miksang”, que tem como princípio mostrar o que o olho nu nem sempre consegue enxergar.

“Sou um pouco introvertida.”, diz ela.   “A lente me ajuda a mostrar aquilo que talvez eu não estaria falando, tipo, ‘olha, você não percebe que tem isso, acorda.  Tem coisas acontecendo no mundo e vocês não estão vendo, não estão percebendo – tanto o belo quanto o não tão belo e o difícil”.

Serie "Compassion": Pai e filho em Los Angeles. Cortesia Jade Matarazzo.

E foi o conceito de “belo” que levou a outro de seus trabalhos favoritos.

Sessão especial no estúdio com Maria, que comemorava o fim do tratamento de um câncer. Cortesia Jade Matarazzo.

Tudo começou com uma cliente, Maria, que estava terminando o tratamento de um câncer.  Paola fez uma sessão de fotos que acabou em um livro deslumbrante para a cliente.  “Ela estava careca na época, bem pouquinho cabelo e sempre teve um cabelão enorme.  Foi uma experiência que mudou a vida dela, mudou a percepção dela com ela mesma”.

Jade se emocionou com o impacto do trabalho e, nos últimos três anos, já fotografou mais de 25 mulheres diagnosticadas com câncer.  Ela não cobra pela sessão, que normalmente custaria US$650, e nem pelo livro de fotos que dá de presente para cada uma dessas clientes.

“É uma recompensa pra mim”, diz a fotógrafa.  “A pessoa vai ter aquela imagem pra sempre.  Pode olhar e pensar, se eu me arrumar, eu fico assim, pôr um batonzinho, uma coisinha, eu sou assim.  É tão legal poder fazer essa diferença.”

E esse é o segredo do sucesso de Jade, que faz cada trabalho com paixão, sempre buscando fazer a diferença.

Ela diz que seu trabalho e suas séries muitas vezes refletem uma fase de sua vida, que no momento é de introspecção.

Paola, recentemente, perdeu o pai, seu melhor amigo, que, ela afirma, compreendia sua alma melhor do que ninguém.

“Estou me reinventando”, diz ela, que deixa uma dica para o fotógrafo principiante: “Experimentar todos os tipos de fotografia. Você pode se apaixonar por uma coisa e ser excelente naquilo ou pode se apaixonar por um leque de coisas e se sair bem em todas elas”.

Foto de Carla Guarilha

No video, Jade Matarazzo conta o segredo de seu sucesso e deixa um conselho para todos os fotógrafos, principalmente no inicio de carreira:

Fotógrafa paulistana recebe maior prêmio de brasileiros nos EUA from Chris Delboni on Vimeo.

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sábado, 21 de abril de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Miami | 19:37

Pela primeira vez, casal de músicos brasileiros será grande atração em cruzeiro para Bahamas

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Fotos de Carla Guarilha

Rose Max & Ramatis recebem Direto de Miami em seu estúdio, montado dentro de sua casa na Flórida.

Escolhido de forma unânime, o casal de músicos Rose Max & Ramatis irá fazer show especial em comemoração aos 50 anos da música Garota de Ipanema, no Norwegian Sky. É a primeira vez que músicos brasileiros serão a atração de um cruzeiro de três dias até as Bahamas.

Os organizadores, Viviane Saide, da agência Alvatour Vacations, e Carlos Salles, promotor de eventos da tradicional Brazilian Party Productions, escolheram o casal de músicos de primeira:  “Eu poderia trazer qualquer cantora do Brasil”, disse Salles.  Mas, ele não conseguiu imaginar nomes melhores do que Rose Max, com sua  voz impecável, e Ramatis, no violão.  “São conhecidos, premiados e da comunidade brasileira nos Estados Unidos”.

O casal, que comemora 25 anos juntos “como parceiros de palco e de vida”, como dizem, aceitou na hora o convite, um dos muitos projetos de 2012.

O ano, para eles, começou com o lançamento de um CD do grande compositor Mexicano Armando Manzanero.  Rose Max foi convidada, especialmente por ele, para cantar “Me deixas louca”, uma das trilhas do “Manzanero Chill: Beautiful Electronica, vol 1”.

Rose Max pegando uma pitanga no pé, em sua casa em Miami Beach.

“Desde que me entendo por gente, eu ouvia músicas dele, e de repente, o próprio Manzanero me chama pra gravar essa música”, diz ela.  “Foi uma honra”.

E uma emoção ainda maior, diz Rose Max, por que a música, com a versão em português do escritor Paulo Coelho, virou um clássico na voz de Elis Regina, que como Manzanero, é um ídolo para Rose Max.

“Sou fã número 001 da Elis”, brinca. “Foi bastante difícil gravar ‘Me deixas louca’, por que Elis sempre foi uma referência.  Eu tive que fazer uma releitura, foi bastante difícil”.

Mas ela fez, como sempre, com humildade e dedicação, que é a essência do casal. Eles são conhecidos pelo profissionalismo e por se  apresentar da mesma forma em um barzinho para 10 pessoas como em um grande espetáculo, como no ano passado,  quando tiveram uma plateia de mil no The Fillmore at Jackie Gleason Theater, um importante palco de Miami Beach.

O show foi promovido pela entidade Voices Against Brain Cancer (Vozes Contra Câncer do Cérebro), que arrecada fundos para pesquisa contra o câncer.   Os homenageados foram grandes cantores vítimas da doença, como Célia Cruz, Bob Marley, George Harrison e Nara Leão.  As músicas da brasileira foram interpretadas por Rose Max e Ramatis.

“A gente dividiu palco com Beach Boys e Osmond Brothers”, disse Ramatis.  “Foi a primeira vez que me senti dentro do mundo musical americano”.

Mas, foi no Rio de Janeiro que o casal se conheceu.  Rosemeri Maximo Rodrigues, bisneta do maestro e compositor Cupertino de Menezes e neta do violonista Manuel de Menezes, descobriu a música muito cedo.  Rose conta que não conseguia parar de cantar, na sala de aula, ponto de ônibus, na igreja e que a frase que mais ouvia da família era, ‘cala a boca, Rosemeri’.

“Graças a Deus, eu nunca calei a boca”, brinca.

Ramatis

Ramatis Gonçalves Moraes também cresceu no mundo artístico.  Seus pais trabalhavam no teatro, com luz, cenografia e figurino. Quando tinha 7 anos, o pai perguntou: “você quer fazer judô ou tocar violão?”.  “Escolhi o violão, e aí tudo começou”, diz.

Ramatis tocou com grandes nomes da música brasileira, como Roberto Menescal e Maria Creuza, e ficou oito anos fazendo shows e viajando com Os Golden Boys, o grupo com quem veio pela primeira vez aos Estados Unidos, em 1992.

No ano seguinte, o restaurante Ipanema Grill abriu, em Miami, e chamou-o para tocar.  “Fui muito criticado por que estava saindo de uma situação onde era músico de artistas conhecidos pra ser músico de churrascaria”, conta Ramatis, que aqui fez muito mais do que isso, inclusive trabalhou mais de cinco anos como compositor contratado da gigante americana Warner / Chappell Music, onde tem mais de 50 músicas produzidas e gravadas com diversos artistas internacionais, inclusive a brasileira Wanessa Camargo.

E o que seria uma experiência de um mês se tornou uma mudança de vida.  Rose Max veio substituir a cantora do restaurante que tinha tirado uma licença e a parceria de vida entre os dois músicos acabou de forma definitiva marcada nos palcos de Miami, do mundo e agora em alto mar.

“A gente é uma empresa cuja moeda é o amor, respeito e cumplicidade”, diz Rose, que hoje tem cinco CDs de sucesso gravados com Ramatis, nos Estados Unidos, e os planos não param.

Até o fim do ano, o casal está lançando um novo CD de composições próprias e no ano que vem Rose Max espera publicar um livro,”REMINISCOR- Reminiscências do coração”, que conta um pouco de suas aventuras na América.

Rose Max & Ramatis: "A gente é uma empresa cuja moeda é o amor, respeito e cumplicidade".

No vídeo, o casal conta os segredos do sucesso, e deixa uma canjinha:

Pela primeira vez, casal de músicos brasileiros em Miami será grande atração em cruzeiro para Bahamas from Chris Delboni on Vimeo.

Agenda de shows:

1) Eventos especiais desta temporada:

Maio

Quinta-feira, dia 17 de maio, 17h00: MACY’S CELEBRATE BRAZIL! Show com o melhor da  bossa nova na Macy’s de Aventura Mall.

Sábado, dia 26 de maio, 20h00: Joe’s Stone Crab Jazz Series – Joe’s Stone Crab-11 Washington Ave. – South Beach.

Junho

Norwegian Sky: O cruzeiro é de 1 a 4 de junho, saindo do Porto de Miami. O show será no domingo à noite, depois de um dia em Nassau e outro em Great Stirrup Cay, uma ilha exclusiva da linha Norwegian.  Os preços das cabines variam de US$269 a US$1,289 por pessoa.  O show é aberto por adesão, de US$50, a todos os passageiros do Norwegian Sky, um navio com capacidade para mais de 2000.  Para mais informações, mande e-mail para sales@alvatour.com, ou ligue, (11) 3522-5627 em São Paulo, (81) 4062-8198 em Recife, e (954) 784-7656 ou 1-888-889-1060 nos EUA.

2) Shows fixos:

Segunda-feira, 19h00: Bar & Lounge no St. Regis Hotel and Resort Bal Harbour – 9701 Collins Ave – Bal Harbour

Quarta-feira,  18h00: Maxine’s Bistro & Bar – Catalina Hotel – 1754 Collins Ave – Miami Beach

Sexta e sábado,  20h00: Boteco Copacabana – 437 Española Way – Miami Beach

Domingo, 13h00: Cascade Bar – Biltmore Hotel, 1200 Anastacia Ave- Coral Gables; e às 19h00: Boteco Brazilian Point – 916 NE 79th Street — Miami

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segunda-feira, 16 de abril de 2012 Direto de Miami, Miami, Viagem | 09:54

Cão é anfitrião de passageiros no Aeroporto Internacional de Miami

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Cão Embaixador do Aeroporto Internacional de Miami. “Pode me acariciar”, diz seu colete.

Casey tem 3 anos,  é da raça Golden Retriever e trabalha duas vezes por semana como voluntária no Aeroporto Internacional de Miami.  Sua missão é simples: receber e dar carinho, e amenizar o tempo e a tensão natural dos passageiros nos portões de embarque – nacional e internacional.

Abril Iriondo, de 3 anos, se encantou com Casey enquanto esperava o voo para Buenos Aires com a família.

Casey e Liz Miller, sua dona, passeiam pelos saguões todas segundas e quintas, orientando os passageiros com dúvidas ou aqueles que estão só precisando de um agrado ou uma lambida.

“Queremos ter certeza que todos estão tendo um dia agradável”, diz Miller.

Alicia Vasquez, de Buenos Aires, ganha um beijo enquanto espera seu voo.

E de fato, Casey alegrou o dia da brasileira Carem Monteiro, que adorou a surpresa no portão de embarque, onde aguardava o voo de volta à Brasília.

Carem Monteiro e Victor Mendes Sutarelli, de Brasilia.

“A ideia é muito legal pra descontrair”, disse Carem, que visitava Miami pela primeira vez com o noivo, Victor Mendes Sutarelli.

Miller já participava do programa de voluntários do aeroporto há um ano quando resolveu dois meses atrás inscrever Casey, que se tornou o primeiro cachorro a se juntar a esse grupo seleto de 80 pessoas que auxilia os passageiros.  A cadela é treinada e certificada como cão de terapia.

“Nosso objetivo como voluntário é tornar o tempo do passageiro no aeroporto o mais agradável possível e ajudá-lo como podemos”, diz Miller.  “Então pensei, por que não trazer Casey?  No minuto que ela entra, as pessoas ficam mais leves, alegres, começam a conversar.  Quebra o gelo completamente”.

Os passageiros – adultos e crianças – batem o olho na adorável cadela e o sorriso é imediato.

Ivan Dates e seu filho, Felipe, de 2 anos, curtem momentos alegres com Casey antes do embarque para Argentina.

Liz conta que, recentemente, se emocionou quando uma senhora veio ao encontro de Casey, sentou-se no chão, colocou os braços na cadela e disse, “tive um dia péssimo.  Esse cão fez a diferença”.  A passageira era veterinária e tudo que ela precisava naquele momento era estar junto de um cachorro para tranquilizá-la enquanto esperava seu voo.

Casey e Liz em busca de um passageiro em necessidade de um chamego canino.

E não é diferente com os comissários de bordo.

Mesmo correndo, prontos para entrar no avião com destino `a Brasília, Marcos Lopes e Larissa Bruch, ambos há seis anos na TAM, não resistiram:  pararam para ver Casey.

Disseram que nunca tinham visto um cachorro como anfitrião em aeroportos.

“As pessoas ficam nervosas para o voo normalmente e ajuda bastante ter um bichinho ao lado”, diz Lopes.

Bruch concorda.  “Eu adoro cachorro”, diz a gaúcha, que tem dois em sua casa no Rio Grande do Sul — uma Yorkie e um gigante Dogo Argentino.

A dona diz que recebe centenas de visitas na página de Internet da Casey e muitos e-mails de passageiros agradecendo o carinho.

Marc Henderson, assessor de imprensa do Aeroporto Internacional de Miami, disse que essa iniciativa de Liz e Casey ajuda muito a amenizar a tensão da viagem e criar uma experiência positiva dos passageiros.  “Eu acho que isso é muito importante em um aeroporto que já tem stress suficiente, desde encontrar um lugar para estacionar, check-in, segurança até o portão de embarque.  Com todo esse stress, você vê esse peludão de quatro patas que vem a seu encontro, e sem a menor preocupação com nada, só quer lamber seu rosto”, diz ele, “é lindo”.

Quem quiser se comunicar com Casey, é só mandar um e-mail para casey@miami-airport.com.  Mas lembre que ela só fala inglês.

Fotos de Daniel Bock

Assista ao vídeo da mais nova voluntária do Aeroporto Internacional de Miami:

Cão é anfitrião de passageiros no Aeroporto Internacional de Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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quinta-feira, 12 de abril de 2012 Direto de Miami, Educação, Miami | 09:25

Português pode se tornar língua oficial nas escolas de Miami

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Algumas vezes andando pelas ruas de Miami temos a impressão de estarmos em alguma cidade do Brasil, tamanha a facilidade de encontrar pessoas em lojas, shoppings, restaurantes e supermercados falando português.  E não são só brasileiros, mas também americanos e hispanos que tentam um “tudo bom” ou “oi” para se comunicar no idioma.

Mas, o que antes era um movimento involuntário de quem via na língua portuguesa uma oportunidade de negócios, agora é prioridade do governo brasileiro e do embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, novo cônsul-geral em Miami, que chegou em setembro do ano passado.

Ramos Filho está negociando para introduzir o português como segunda língua nas salas de aula das escolas do sul da Flórida, onde há uma enorme concentração de brasileiros e turistas.

Embaixador Hélio Ramos na sua sala no consulado do Brasil em Miami. Fotos de Carla Guarilha.

“A gente quer construir uma relação formal [entre o governo brasileiro e Miami-Dade e Broward] para que nesses dois condados a gente passe a ter o português como uma opção em algumas escolas”, diz Ramos Filho.

De fato,  o contingente de turistas vindos do Brasil vem crescendo e, no ano passado, 634 mil brasileiros desembarcaram por aqui, batendo pela primeira vez o número de turistas canadenses, que mantinham o recorde há muito tempo.

“Você, hoje, tem Brasil em tudo aqui, na área imobiliária, o Brasil na cultura”, diz o cônsul-geral.  “Agora chegou a hora do Brasil na educação”.

Já existe, em Miami, uma escola pioneira quando o assunto é educação bilíngue português-inglês: Ada Merritt, uma iniciativa do Centro Cultural Brasil-USA. Lá, até a oitava série, o aluno recebe 60% das aulas em inglês e 40% em espanhol ou português.  Mas agora, ampliar o ensino do português por aqui “é uma politica de governo”, diz o cônsul-geral.

Para promover a formação de professores de português nos Estados Unidos, o Itamaraty tem colocado ênfase em um novo programa, chamado Formação Continuada de Professores de Português Língua de Herança. O piloto aconteceu em San Francisco, na Califórnia, em junho do ano passado, e em outubro, o mesmo módulo foi replicado em Washington. Agora, Miami recebe o  curso este mês.

“Esse é o começo de tudo”, diz o cônsul-geral.  “É um indicativo das muitas coisas que a gente quer fazer aqui para que o português seja efetivamente uma língua oferecida pelas escolas da Flórida”.   E isso não quer dizer o português como segunda língua, mas sim como língua de ensino, como é o inglês nas escolas americanas no Brasil.  Só que o Itamaraty quer ir além: Ramos Filho tem como objetivo um acordo com o sistema escolar do sul da Flórida.

Augusta Vono, diretora do programa de português na Florida International University, é a representante junto ao Consulado-Geral na organização do II Curso em Miami, que vai ser realizado na FIU, dias 20-22 de abril.

Professora Augusta Vono, de camisa bege, orgulhosa ao lado de alunos e colegas participando da formação do Brazilian Culture Club, na FIU. Seu programa vai receber em maio o respeitado prêmio do “Press Awards”, o “Óscar” da comunidade brasileira no exterior, na categoria de Ensino e Promoção de Idioma.

“O Programa de Formação Continuada de Professores de Português Língua de Herança chega a Miami para a satisfação de um grupo de educadores, que esperava esse momento com ansiedade”, diz Vono . “Vamos ter a oportunidade única de discutir aspectos relevantes para todos nós, educadores”.

O cônsul-geral disse que o curso vai rodar o país e servir de mecanismo e incentivo para criar mais escolas de ensino bilíngue inglês-português nos Estados Unidos.

“A gente ainda está no início, mas o principal já existe, que é a vontade politica”.

O cônsul-geral está morando em Coral Gables com a esposa Milma e o filho caçula Antônio Pedro, de 14 anos. O casal encontrou em Miami uma vida cultural que não esperava e tem desfrutado com frequência de concertos no Adrienne Arsht Center for the Performing Arts e no novo New World Symphony em Miami Beach. Foto de Carla Guarilha.

Serviço:

As inscrições para o II Curso de Formação Continuada para Professores de Português como Língua de Herança estão abertas para professores de português nos Estados Unidos até 16 de abril. Os interessados devem  mandar o currículo para o departamento cultural do Itamaraty através do e-mail dplp@itamaraty.gov.br.  O curso é gratuito.  Para mais informações, clique aqui.

Vídeo:

Embaixador Hélio Ramos, cônsul-geral do Brasil em Miami, entrou no Ministério das Relações Exteriores com 20 anos.  Neste vídeo, ele aconselha novos diplomatas e conta em poucas palavras a formula de seu sucesso: Trabalho, dedicação e amor ao Brasil.  “Eu fui formado pelo Ministério, que é uma Instituição, uma casa, como a gente chama”, diz ele. “O trabalho que a gente desenvolve aqui é o trabalho de servir o Brasil”.

Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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quinta-feira, 29 de março de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Miami | 10:06

Preta Gil canta pela primeira vez em Miami em noite beneficente que arrecada US$ 250 mil para programas sociais brasileiros.

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Preta Gil. Fotos de Carla Guarilha.

A cantora Preta Gil foi a grande atração do primeiro Gala da BrazilFoudation em Miami, que reuniu a comunidade brasileira na cidade. “Poder cantar pela primeira vez em Miami é muita emoção”, disse. “Eu agradeço a BrazilFoundation por me proporcionar isso”.

A cantora diz que Miami, para ela, é o Rio de Janeiro dos Estados Unidos.  “Miami significa toda a latinidade que os Estados Unidos tem, todo calor de alma, calor do amor, da felicidade, da liberdade”.

Mas, se mudar para a Miami, é outra história. “Não.  Tenho uma agenda muita cheia de muitos shows no Brasil.  Mas um dia também terei uma aqui”, comenta.

Preta Gil já havia participado do último BrazilFoundation Gala em Nova York, que completa 10 edições em setembro deste ano.

Um dos anfitriões da noite de estreia em Miami foi o Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, Cônsul-geral do Brasil em Miami, que disse que o evento foi um marco histórico.

Co-chairs do evento Daniela Fonseca e Maria Carolina Tavares de Melo, chair Hélio Castroneves, Embaixatriz Milma e Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho

“A BrazilFoundation promete inaugurar uma nova tradição de filantropia na Flórida, em um momento especial, pois sua vinda coincide com o grande crescimento da participação do Brasil na economia desse estado norte-americano”, diz ele.

Leona Forman, fundadora da ONG, com Dr. Sanford Ziff, um dos maiores filantropos de Miami, entre os mais de 300 presentes

Gilberto Neves, presidente da Odebrecht nos Estados Unidos, recebe prêmio em nome de Norberto Odebrecht, principal homenageado da noite.

Marcus Vinicius Ribeiro, do conselho de diretores e um dos membros fundadores da BrazilFoundation, recebe prêmio em nome do artista Romero Britto que não pode comparecer. Britto doou um capacete que leiloou por US$20 mil.

Lorenzo Martone e top model Isabeli Fontana, com o capacete de Romero Britto nas mãos, foram os mestres de cerimônia do evento.

Uniforme de Formula Indy foi outro item leiloado – este foi para as mãos do casal Paulo e Carol Tavares de Melo, na foto com Daniela Fonseca e os mestres de cerimônia.

Patricia Lobaccaro é CEO e presidente da BrazilFoundation, fundação baseada em Nova York que investiu, desde 2000, $17 milhões de dólares em projetos de cerca de 300 organizações no Brasil nas áreas de educação, saúde, cidadania, cultura e direitos humanos.

Patricia Lobaccaro: O evento de Miami foi uma realização de um antigo sonho da BrazilFoundation. Ela espera que o sucesso da noite se repita anualmente aqui como ocorre em Nova York.

Mais fotos do evento no badalado W South Beach Hotel & Residences nesta terça-feira:

Modelos Natalia Beber, Carime Lobo, Tassara Vilaça e Schynaider Garnero com Karim Masri , o sócio-proprietário do W Hotel

Leona Forman, Embaixador Hélio Ramos e esposa Milma

Paulo e Lais Bacchi

Cris e Marcos Machado

Frederico Gouveia, Yara Gouveia e Patricia Lobaccaro

Marcus Vinicius Ribeiro

Patricia Borges e Patricia Lobaccaro

Maria Inês Dal Borgo

Gonzalo Dal Borgo e Eleonora Goretkin

Jornalista Pedro Henrique França

Fotos de Carla Guarilha

Entrevista com Patricia Lobaccaro pré-Gala: BrazilFoundation se prepara para realizar antigo sonho e abrir espaço em Miami


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