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Arquivo da Categoria Gastronomia

terça-feira, 21 de maio de 2013 Direto de Miami, Entrevistas, Gastronomia, Hotel, Miami, Restaurantes, Turismo | 10:40

InterContinental Miami: Hotel internacional com alma brasileira

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Editora: Liliana Pinelli
Fotos: Carla Guarilha

Aos 20 anos, Hadi Habib estudava engenharia no Rio de Janeiro.  Seus pais, imigrantes libaneses no Brasil, tinham uma enorme preocupação com a educação e o futuro dos filhos.  Sempre dedicado, enquanto cursava a faculdade, Hadi logo conseguiu seu primeiro emprego no Hotel InterContinental atendendo ao telefone no serviço de quartos e aos pedidos que chegavam dos hóspedes.

Ele achou que seria um trabalho temporário enquanto fazia a faculdade.  Mas suas responsabilidades foram aumentando e quando o hotel abriu o departamento de informática, foi contratado.

E hoje, 25 anos depois, Hadi é diretor de informática e responsável pelos departamentos de compras e segurança do InterContinental Miami, que acaba de passar por uma reforma de US$30 milhões, trazendo de volta ao hotel sua alma brasileira.

Hadi, na sala vip do InterContinental Miami. Foto de Carla Guarilha.

“Miami, eu digo, é quase um Rio de Janeiro. Só faltam as montanhas porque tem tanto brasileiro, tem tanta cultura brasileira envolvida aqui que parece que você está no Rio”, diz o carioca, que foi transferido para Flórida em 2000.  Hadi conta com orgulho que a história deste hotel internacional começou exatamente no Brasil.

O primeiro InterContinental no mundo foi aberto, em 1946, em Belém do Pará pela Pan American World Airways.  Conhecida mundialmente por Pan Am, na época a maior companhia aérea com voos internacionais, precisava de um local lá para hospedar seus tripulantes e comandantes e resolveu construir um hotel para acomodá-los.

Assim a Pan Am, extinta no início dos anos 90, que deixa saudade nos passageiros e tripulação que conduzia seus voos, deixou também sua marca no Brasil.

Hoje, o InterContinental é uma rede de hotéis presente em 60 países e como a Pan Am, em sua época áurea, é sinônimo de luxo – mas também de sentimento de família e oportunidades.

Lobby do InterContinental Miami depois da reforma de US$30 milhões. Foto de Carla Guarilha.

“São as pessoas que fazem esse hotel”, diz Hadi.  “A gente tem 500 funcionários em Miami, 200 tendo mais de 10 anos de casa. Tem gente que está aqui há 28 anos trabalhando no mesmo hotel”.

O diretor de recursos humanos começou como segurança e o atual diretor de operações, Arminio Rivero, um venezuelano casado com uma baiana, foi manobrista do hotel 20 anos atrás.  Hoje, Arminio é o segundo na hierarquia em Miami e, logo, deve ser promovido a gerente geral aqui ou em outro hotel da rede.

“A gente cuida dos funcionários como se fossem nossa família, como se fossem nossos filhos que a gente não quer que saiam de casa antes de se casarem”, diz Hadi.  “O InterContinental é uma escola de hotelaria”.

Para Hadi, que passou 12 anos galgando cargos na região do Cone Sul e já está há 13 em Miami, a meta agora, em cerca de um ano e meio, é assumir a posição de diretor de operações, de preferência em Miami, onde vive com Eloisa, sua esposa, e dois filhos: Thiago, 25, que acaba de obter o mestrado em arquitetura na Florida International University, e Thais, de 13 anos, que diz querer trabalhar no FBI quando crescer.

Hadi diz que tenta passar para os filhos os valores que aprendeu com seus pais.  O mais importante de todos, diz ele, é aprender sempre a valorizar o “ser sobre o ter”.

“Se você trabalha duro, se você realmente gosta do que faz e faz com prazer, não é um trabalho, passa a ser um hobby”, diz Hadi.  “Você vem, trabalha duro, passa 12, 13 horas e vê o resultado”.

E para ele, esse saldo, seja onde for, tem sempre um toque e gostinho brasileiro, como no primeiro hotel da rede, em Belém.

ToroToro, principal restaurante do hotel, com gostinho brasileiro. Foto de Carla Guarilha.

Em Miami, além dos inúmeros funcionários brasileiros em todos os setores, o hotel tem diversas programações que marcam a presença do Brasil.

No segundo semestre, Hadi está organizando o “Festival Brasileiro”, um evento anual com várias atividades culturais e gastronômicas em parceria com AB Catering, da chef Deborah Rosalem, e coordenação de Maria do Carmo Fulfaro, do conselho de Diretoria da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos da Flórida (Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida), que foi responsável pelo sucesso dos últimos anos dessas festividades e muitas outras.  Os membros da Câmara agora também têm acesso a uma carteirinha exclusiva de 15% de desconto no ToroToro, principal restaurante do hotel conduzido pelo renomado chef Richard Sandoval, que tem no cardápio, entre outros pratos típicos da culinária da América Latina, a marca brasileira: picanha na chapa que vem à mesa.

Picanha na chapa. Foto de Carla Guarilha.

“O conhecimento que a Maria [Fulfaro] tem para criar um evento de sucesso é impressionante. Fica tudo mais fácil quando você envolve a Maria”, diz Hadi, orgulhoso de seu país e de sua influência em trazer cada vez mais sua alma brasileira para o InterContinental de Miami, que já está se preparando para ser um ponto de encontro oficial da torcida brasileira durante a Copa do Mundo. O hotel será decorado de verde e amarelo e terá toda a estrutura para se assistir os jogos ao vivo, com uma série de atividades voltadas à cultura brasileira.

E é esse “jeitinho” brasileiro que se tornou sinônimo de sucesso do hotel.

“O sorriso é parte do uniforme”, diz Hadi.  “Tenho 25 anos na companhia, sou um executivo e trabalho todo dia como se fossem meus primeiros 90 dias, quando você tem que provar que é um bom funcionário”.

E esse é o segredo da vida, diz ele: vivê-la sem complicações.

“Eu preciso de muito pouco para ser feliz. Eu acho que assim você é feliz todos os dias”, diz ele. “Você acorda feliz quando o que você tem te satisfaz. Se você não faz coisas erradas, sua vida é muito simples e eu acho que essa é a meta para os meus filhos e para mim”.

Seu conselho aos jovens: “Tudo o que você quer na vida, trabalhando duro, sendo responsável e fazendo o que é certo, você vai ter sucesso.  Não tem como errar”.

Suíte presidencial, onde o Presidente Barack Obama se hospeda com frequência em visita a Miami, e onde Ivete Sangalo ficou no ano passado quando veio se apresentar. A diária é na faixa de US$2000, dependendo da época do ano. Foto de Carla Guarilha.

No vídeo, Hadi fala um pouco mais sobre o segredo do seu sucesso:

Hadi Habib, diretor do InterContinental Miami, deixa aqui o segredo do seu sucesso. from Chris Delboni on Vimeo.

Serviço:

InterContinental Miami
100 Chopin Plaza, Miami, FL 33131
Telefone: (305) 577-1000
http://www.icmiamihotel.com/Portugues

Restaurante ToroToro
Telefone: 305-372-4710
Almoço diário 11:30 às 15hrs; jantar 18hrs – 23hrs domingo-quinta, aberto até 1 da manhã sexta e sábado; brunch aos domingos das 11:30hrs às 15hrs.
http://Torotoromiami.com

Para reservar a "Table 40", uma mesa para 14 convidados numa sala privada localizada na enorme cozinha do restaurante, entrar em contato com Chermarie Perez pelo e-mail chermarie.perez@ihg.com ou ligar 305-372-4713 (em Miami). Foto de Carla Guarilha.

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terça-feira, 7 de maio de 2013 Comida, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Vinho | 10:22

El Carajo: Restaurante e adega para ninguém botar defeito

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Editora: Liliana Pinelli
Fotos: Carla Guarilha

O cubano Ricardo “Richard” Fonseca chegou em Miami nos anos 80 e comprou um posto de gasolina. Seguiria, então, seu trabalho como mecânico. Mas o que ele nunca pensou é que uma paixão mudaria um pouco esta trajetória, sem tirá-lo do mesmo rumo.

Richard se encantou com o mundo dos vinhos e transformou a loja de conveniência do posto num restaurante de tapas e numa adega, que hoje tem cerca de 2 mil garrafas e os melhores preços da cidade.

Na entrada, nada mudou. As placas na esquina da US1 e Avenida 17, no sul de Miami, mostram o posto BP e o nome do restaurante, El Carajo – International Tapas & Wines.

A entrada é típica de um posto de gasolina. A surpresa é quando se abre a porta da "lojinha" de conveniência. Foto de Carla Guarilha.

A entrada é típica de um posto de gasolina. A surpresa é quando se abre a porta da "lojinha" de conveniência. Foto de Carla Guarilha.

A única indicação é a placa ao lado da do posto com os preços de gasolina. Foto de Carla Guarilha

Calma! O nome é impetuoso, mas tem uma boa explicação: El Carajo, em espanhol, significa também a parte mais alta de um barco, conhecida como “cesto da gávea” em português.

Mas, sem dúvida nenhuma, este nome gera muitos comentários e por isso, a cidade quase impediu sua abertura em 2006.

Mas hoje, é exatamente a soma deste nome arrojado com a qualidade dos produtos e da culinária que gerou a fama do estabelecimento, um dos grandes segredos de Miami.

Num primeiro momento pode parecer estranho este “point” escondido nos fundos de um posto, mas quem conhece se encanta. Por isso, se tornou o favorito de brasileiros “connoisseurs”, enólogos ou simplesmente amantes dos bons vinhos e bons pratos.

Javier Fonseca, 25 anos, vice-presidente do estabelecimento e filho do dono, gerencia o dia a dia das operações e vendas. Ele diz que os brasileiros são hoje seus melhores clientes. Um brasileiro comprou recentemente US$15 mil em vinhos e uma mesa de brasileiros não hesitou em tomar alguns dos melhores da carta numa visita ao restaurante. Resultado: sete vinhos degustados e uma conta de US$3 mil.

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O brasileiro Luiz Pimentel, presidente do grupo STA Holding, com sede em São Paulo e uma nova unidade em Miami, diz que consegue vinhos excelentes sempre que visita a adega do El Carajo. Um de seus favoritos é o Vega Sicilia. Na sua mão, um 2007 por $147.99. Foto de Carla Guarilha.

Javier Fonseca, 25 anos, filho do dono, é vice-presidente e gerente de vendas. Foto de Carla Guarilha.

Por US$10 de rolha, você pode compartilhar na mesa uma garrafa de um excelente vinho sem pagar o ônus das cartas de restaurantes.

Para amantes de vinho, El Carajo é um paraíso. Um St. Emilion Grand Cru, 2004, por exemplo, está disponível na adega climatizada por US$506. Mas, a loja tem também uma enorme variedade de garrafas a preços médios de US$10 – despretensiosos e deliciosos para saborear e acompanhar os pratos do El Carajo.

Loja de conveniência tem excelentes vinhos. Foto de Carla Guarilha.

A decoração lembra um restaurante colonial, uma espécie de casa de campo, mas com um requinte inesperado num ambiente aparentemente grosseiro de um posto de gasolina. Foto de Carla Guarilha.

O atendimento é agradável e muito simpático. A única coisa é que a garçonete sempre fica vermelha quando dá as boas vindas ao falar o nome do restaurante: El Carajo.

Como uma boa garrafa de vinho, os melhores pratos são para compartilhar à mesa. O ideal é pedir vários tipos de tapas e um prato principal. De aperitivos para dividir, vale muito pedir os bolinhos de bacalhau (Frituras de Bacalao – $5), um pouquinho mais massudos do que o nosso típico brasileiro, mas ainda gostosos. Champignons com linguiça (Champiñones y Chorizo a la Cabernet – US$ 10) são deliciosos, assim com a lula frita (US$12). Outras boas pedidas são as tábuas de carne (US$34), frutos do mar (US$30) ou mista (US$39). De prato principal, o forte da casa é a Paella (US$25 de frutos do mar US$20 de carne), mas há várias outras opções, inclusive uma suculenta e macia fraldinha. De sobremesa, peras ao vinho (US$8) fazem sucesso, assim como o Crema Catalana (US$5), parecido com o Crème brûlée.

Champiñones y Chorizo a la Cabernet. Foto de Carla Guarilha.

Crema Catalana. Foto de Carla Guarilha.

Bon Appétit!

Serviço:

El Carajo – International Tapas Restaurant – Wine Shop – Wine Bar
2465 SW 17th Ave, Miami, FL 33145
Fone: 305-856-2424
Restaurante aberto: Domingo a quarta – 12hr – 22 hr; quinta-sábado – 12hr – 23hr
Vinhos: 24 horas, seg. – domingo
Dica: Vindo do norte pela I-95 South, continua na US1 e entra no posto de gasolina BP na Avenida SW 17. O restaurante fica nos fundos da loja de conveniência e caixa do posto. Vindo do sul pela US1, vira a esquerda na Avenida SW 17.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013 Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes | 10:44

Acaba de abrir o mais novo “point” de Miami. Chiquérrimo e com toque brasileiro!

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Quem ainda disser que Miami é brega ou que não tem o que fazer a noite na cidade favorita dos brasileiros no exterior, basta dar um pulinho no mais novo restaurante de South Beach, localizado no hotel The Ritz-Carlton.

O Doré acabou de abrir e, sem nem uma propaganda, já vive cheio.

A sala principal do Doré. Foto de Carla Guarilha.

Mas a badalação mesmo vai começar esta semana.  Cerca de 400 convites foram entregues à elite da sociedade de Miami.  O “grand-opening VIP” para apresentar o estabelecimento aos formadores de opinião aqui foi dividido em dois dias.  Os convidados vão poder escolher se preferem ir na quarta ou na quinta-feira.

Nallé Grinda, 36, um dos sócios, diz que espera cerca de 150 convidados por noite, dando vazão para receber todos com a deferência merecida.

Foto: Celebridades já visitam o restaurante mesmo antes da inauguração VIP. Na foto, o famoso músico francês Cerrone, que lota qualquer palco para mais de um milhão de pessoas, estava recentemente jantando no Doré com amigos. À esquerda, Nallé, carinhosamente apelidado de “embaixador” do restaurante. Ele é o cara! Cuida de todas as mesas VIPs. Foto de Carla Guarilha.

O local é dividido em espaços distintos: um lindo bar na entrada, um “lounge” ao lado, sala de jantar principal e, nos fundos, a sala VIP, onde os convidados podem ficar mais reservados.

Um dos ambientes do Doré. Foto de Carla Guarilha.

Música é um grande charme do novo estabelecimento.  No início da noite, a música é ambiente e a iluminação leve, própria de um restaurante elegante.  Dá para jantar e conversar num tom gostoso e intimista.

Mas conforme as horas vão passando, a luz vai baixando e a música aumentando, ao comando do DJ francês, Pierre Z., diretor artístico do Doré.  Sem perceberem, as pessoas começam naturalmente a mexer os dedinhos na mesa e acompanhar a música nas caixas de som, cantando junto.  Quando veem, estão de pé dançando – mas tudo com classe e elegância e muita alegria à moda antiga.

Pierre Z., que já tocou em vários eventos do grupo “French Tuesdays” no Brasil, adora música brasileira e sempre coloca um remix de Lança Perfume e Ai Se Eu te Pego!, de Michel Teló.

Pierre Z., diretor artístico do Doré, anima as noites, principalmente quinta, sexta e sábado. Foto de Carla Guarilha.

Mas a grande estrela da noite mesmo ainda é o menu — e o jovem e talentoso chef Jeff Pfeiffer, americano de 31 anos, com brilhantes mãos para culinária internacional de altíssimo nível, claro com forte influência da gastronomia francesa, como indica o nome do restaurante.

Jeff Pfeiffer na sua espaçosa cozinha. Foto de Carla Guarilha.

Os pratos — assim como todo o ambiente, a música e decoração do Doré — são selecionados a dedo, com uma simplicidade elegante, que é o segredo do restaurante.

De aperitivo, tem uma seleção de “tapas” delicadíssimas, entre elas uma bresaola de pato (US$9) e croquetes de queijo de cabra (US$7), de comer rezando.

As ostras (US$48 a dúzia) são fresquíssimas mas um pouco fora da média dos preços do cardápio, que, em geral, são bem razoáveis e justos para um estabelecimento de South Beach.

O carpaccio de atum (US$14) faz grande sucesso como entrada, e de prato principal, as opções são variadas, todas muito bem elaboradas – desde um risoto de cogumelos porcini com óleo de trufa (US$24) a um filet mignon com batatas gratinadas (US$39) ou vieiras com um toque de caviar (US$44).

Prime N.Y Strip, um dos favoritos no menu, e atrás, vieiras com toque de caviar.

Como o menu, a carta de vinhos também é justa – e para todos os gostos e bolsos.  Tem desde de um Chardonnay for US$38 ou um Pinot Noir por US$42 a um Château Haut-Brion 2001 por US$2100.  É um dos poucos restaurantes que trazem o vinho na temperatura perfeita.

Já no fim da refeição,  mesmo sem espaço, vale a pena.  A torta de maçã é uma das favoritas (US$9).

E se estiver comemorando um aniversário, não deixe de avisar, e aguarde que os garçons, simpáticos e muito animados, chegam com a sobremesa e uma vela em cima para cantar parabéns, e não é uma vela comum.  É brilhante, parecendo mini-fogos de artificio.

Se tiver opção, não deixe de pedir uma mesa com o francês Sammy Hayat, que está chegando com a vela. Atencioso e divertido! Foto de Carla Guarilha.

Bon Appétit!

Doré

1669 Collins Ave., South Beach, Florida 33139
Aberto das 18hrs às 2hrs.
Reserva: (305) 695-8696 ou reservations@DoreMiami.com
Website: http://DoreMiami.com

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013 Alimentação, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Turismo, Viagem | 09:41

Temporada de caranguejo o ano inteiro. Onde comer deliciosos frutos do mar em qualquer época.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

Quando se fala de caranguejo em Miami, logo se pensa na tradicional casa em South Beach, Joe’s Stone Crab, que abriu em 1913 e se dá ao luxo de operar apenas sete meses por ano na temporada do crustáceo, que vai de outubro até meados de maio.

Mas um pouco ao norte, em Fort Lauderdale, existe uma outra casa especializada em caranguejo, com a metade da idade do Joe’s, muito mais barata e bem mais rústica, que vale a pena conhecer.  E o melhor de tudo: fica aberta o ano inteiro.

As contrário do Joe’s, que exige manga comprida para os homens e não permite trajes de praia ou shorts, o Rustic Inn, aberto em 1955 à beira de um canal, mantém uma atmosfera informal e simples.

Mas de rústico, só a aparência e o nome, o que deixa todos bem a vontade como numa casa de fazenda, o que torna o local ainda mais aconchegante e receptivo.

O restaurante tem várias salas, um salão de festas e um corredor de mesas à beira d’água, com garçons e garçonetes muito ocupados mas atentos e sorridentes.

A maioria prefere comer os caranguejos com vista para água.

O carro-chefe do cardápio é modestamente chamado de “World Famous Garlic Crab”, caranguejo com alho, anunciado como o mais famoso no mundo.

Só não dá para comer em silêncio.  A casa é barulhenta e fica pior quando uma mesa pede os famosos caranguejos na casca, que precisam ser quebradas através de batidas na mesa com o martelinho de madeira.

A casa oferece também avental para quem pedir o prato.  Mas para quem não tem o espírito de martelar, quebrar e se sujar na hora da refeição, o cardápio apresenta outras opções muito saborosas, ainda que não tão pretensiosamente anunciadas.

A lagosta e o camarão são deliciosos, no ponto perfeito.  Os bolinhos fritos de caranguejo são leves e podem ser pedidos como prato principal ou entrada.  As ostras, fresquíssimas, abertas na hora, são uma boa pedida como aperitivo, e as patas de caranguejo podem ser “queen” ou “king” – grandes ou gigantes.

Lagosta é um dos pratos favoritos do cardápio.

Já para quem prefere um bom prato de massa, nada como um linguini com camarão, lagosta ou mariscos da Nova Zelândia.

De exótico, a casa oferece rã e jacaré à milanesa.

A carta de vinhos é limitada mas tem o básico e os preços são justos.

Vale a pena a pequena viagem! E pode ir de shorts e manga curta.  Ninguém vai lá para ver e ser visto. Mas não custa dar uma olhadinha nas mesas ao lado.  Pode ser que reconheça algum rosto famoso.

O Rustic Inn sempre conquistou uma clientela seleta, desde os velhos tempos com visita de nomes como Marilyn Monroe e até mais recentemente Bette Midler, Barbra Streisand e Johnny Depp, entre muitos outros.

Rustic Inn
Endereço: 4331 Ravenswood Road, Fort Lauderdale, Florida 33312
Fone: 954-584-1637
Aberto: Segunda – sábado 11:30 – 22:45; domingo 12:00 – 21:00 hrs
Para maiores informações, visite http://www.rusticinn.com

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013 Alimentação, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Shopping | 10:16

Badalada brasserie em luxuoso shopping em Miami passa a servir feijoada para agradar brasileiros

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Shopping Bal Harbour em Miami. Foto de Carla Guarilha.

O Bal Harbour é passagem obrigatória para quem vem a Miami, ainda mais na época das festas de fim de ano. Não tem quem não passe por lá e, no meio das compras, não pare para almoçar, tomar um drink ou jantar no luxuoso shopping das grifes, como é conhecido e merecidamente reconhecido mundialmente.

Tartar de tuna

E agora, mais uma razão para visitar, principalmente aos sábados. O La Goulue, famoso e badalado restaurante francês, vai acrescentar feijoada ao seu tradicional cardápio, que inclui escargots, steak tartar, um delicioso soufflé de queijos, foie gras e les moules frites, saborosos mariscos acompanhados de batatas fritas, entre muitos outros pratos da culinária francesa.

Parece incompatível – mas Pascal Cohen, sócio-operador do restaurante e presidente e CEO do grupo FoodInvest, um dos principais investidores do La Goulue, diz que essa combinação é perfeita.

Os brasileiros hoje, diz ele, são fundamentais para a economia do sul da Flórida e merecem ser paparicados e tratados com deferência.

“Eles adoram Bal Harbour, adoram o La Goulue e representam uma grande parte da nossa clientela”, afirma Pascal. “É nossa vez de devolver o carinho e oferecer um presente na forma de reconhecimento de sua cultura. Nada melhor do que servir uma feijoada”, diz ele.

Área externa do La Goulue. Foto de Carla Guarilha.

O tradicional prato brasileiro entrará no cardápio dia 19 de janeiro, na hora do almoço. Será servido à la carte. Pascal diz que o preço ainda não foi definido mas garantiu que será compatível com o resto do cardápio, que é bem razoável.

O francês Jean-Pierre Petit, renomado chef do La Goulue, terá o auxilio da chef brasileira Nilza Martins, convidada para orientar a “operação-feijoada”.

Edmond Touboul (esq), Pascal Cohen, Yara Gouveia e chef Jean Pierre Petit. Foto de Carla Guarilha.

Pascal diz que essa iniciativa faz parte de uma estratégia ainda maior do La Goulue, que para ele é mais do que uma brasserie. É um “estilo de vida”, e o brasileiro é o povo que mais se enquadra, diz Pascal.

“Os brasileiros vivem exatamente de acordo com a atmosfera que queremos implementar aqui. Fazem parte da nossa marca “, diz ele. “Qual o melhor lugar para relaxar, aproveitar e comer uma feijoada senão no shopping Bal Harbour, um dos mais luxuosos do mundo?”

O original La Goulue nasceu em Nova York, na Ave. Madison, em 1974, nas mãos de Jean Denoyer. Pouco mais de três décadas depois veio para Bal Harbour mas, em 2009, fechou em NY e estava precisando de uma boa restruturação para sobreviver em Miami. Vivia vazio.

Foi aí que Denoyer procurou Pascal, com 20 anos de experiência mundial no ramo.

Pascal e um sócio, Edmond Touboul, compraram parte do empreendimento e assumiram a operação diária do restaurante, dando nova vida ao La Goulue, que hoje tem uma grande fila de espera, dependendo do horário.

Diz ele que o segredo do sucesso no ramo é muito simples: “qualidade, consistência, bom preço e bons ingredientes”.

“É preciso cuidar todo dia de cada cliente e de cada prato”.

E assim Pascal foi conquistando uma clientela fixa e leal e se apaixonando, cada vez mais, pelo que ele descreve como “estilo e elegância” do brasileiro.

“Para mim é um privilégio poder dizer aos sábados para todos os brasileiros, bem vindos ao La Goulue”.

O grupo FoodInvest tem hoje três investidores brasileiros e a expectativa é de expansão nacional e internacional.

A brasileira Yara Gouveia, corretora de imóveis e empresaria, é hoje um dos sócios-investidores do La Goulue. Com Pascal Cohen. Foto de Carla Guarilha.

Ainda em janeiro, FoodInvest está abrindo um novo restaurante francês, Doré, no hotel The Ritz-Carlton, em South Beach, e vem muito mais por aí em 2013.

“FoodInvest agora é um grupo franco-brasileiro”, diz Pascal. “Estamos operando em grandes centros e já começamos a adquirir vários outros locais importantes. A estratégia é se tornar um dos maiores grupos de investimento no ramo de gastronomia do sul da Flórida”.

La Goulue – Bal Harbour Shops
9700 Collins Avenue, Bal Harbour, Florida 33154
Tel: 305-865-2181
Aberto: Segunda-domingo 11:30 – 23:00 hrs, aos domingos fecha às 22:00
Para maiores informações, visite o site http://lagouluebalharbour.com

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Direto de Miami, Gastronomia, Miami | 10:02

Restaurante grego tem pitada brasileira em sua apimentada história.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Um dos maiores segredos gastronômicos de Miami chama-se Ouzo’s Greek Island Taverna, um restaurante grego que já passou por algumas transformações na última década. E só melhora.

A essência é sempre a mesma: simplicidade e a pureza da culinária tradicional grega, a simpatia da dona e um ambiente tão aconchegante e alegre que parece importado diretamente de uma ilha grega.

Liza na área externa do restaurante, à beira do rio Miami Little River. Foto: Carla Guarilha

“Quando as pessoas entram, elas se sentem transportadas para Grécia”, diz Liza Meli, que abriu o primeiro Ouzo em Miami Beach em 2002.

Quatro anos depois, ela se casou com o francês Gigi Meoli e o casal resolveu expandir o cardápio, para incluir novos pratos da culinária mediterrânea, e mudar o restaurante para South Beach.  Tudo ia bem, mas assim como nos Jardins em São Paulo, em South Beach é preciso um bom investimento para cativar uma clientela fixa, além dos custos de manutenção e aluguel, que são absurdos.  O restaurante fechou, mas logo reabriu com o nome Anise Taverna, em Miami, numa região que não é necessariamente um “point”, mas está crescendo.  Fica um pouco ao norte do Design District, um bairro que está cada vez mais badalado.

Novamente, tudo ia bem mas, desta vez, foi o casamento que começou a dar problema.  O casal acabou se separando e o restaurante ficou alguns meses sem identidade.

Liza foi para Grécia por três semanas com Andrea Schiavi, sua fiel escudeira – amiga e funcionária desde que abriu o Ouzo original há 10 anos.

“Essa é uma amiga para todas as horas”, diz Liza.  “Não está ao lado só para os momentos bons”.

Foto: Carla Guarilha

Assim que as amigas voltaram, Liza entrou em contato com o antigo chef, o turco Ali Cinar, que fez o nome da culinária do restaurante no primeiro Ouzo – e a equipe retornou às origens.

Liza reabriu, recentemente, o Ouzo’s Greek Island Taverna com o menu original, música ao vivo, e claro, muito “OPA” com alegria, pratos jogados no chão, dança do ventre e, às vezes, uma canjinha de dança grega, performance especial e exclusiva da dona, que já foi dançarina profissional.

Liza nasceu e cresceu em Sydney, na Austrália, onde começou sua carreira artística dançando lambada e gafieira com um grupo formado por brasileiros.  Dançavam em eventos, casamentos e clubes, chegando a fazer cinco shows em uma noite.

Liza com seus parceiros do grupo brasileiro de dança na Austrália. Foto: Álbum de família.

Mas ela sentia que algo estava faltando em sua vida.

Liza tinha também, desde cedo, experiência no restaurante grego de sua família na Austrália e decidiu entrar no ramo por conta própria.  Mas antes, resolveu viajar pelo mundo com sua melhor amiga e companheira de dança em Sydney, a carioca Deuza Lemos.

Em 1993, Liza chegou em Miami.

“Não queria vir para Miami”, diz.  “Queria ir para o Brasil, Argentina, Chile.  Mas quando aterrissei, achei que já estava na América Latina,” brinca.

No primeiro dia, assim que chegou, conheceu o guitarrista argentino Alex Fox, famoso por tocar Flamenco, com o violão até nas costas.  Ela começou a dançar, se apaixonaram e se casaram.

Mas ela engravidou e o casamento não resistiu a pressão do mundo da noite. Na  época, ela já tinha dois filhos pequenos.

E foi aí que Liza retomou seus planos de entrar no ramo gastronômico e o Ouzo nasceu na Flórida.

As entradas são deliciosas e próprias para compartir, desde hummus às azeitonas.  Mas um dos favoritos para abrir o apetite é o queijo Saganaki, flambado na mesa – imperdível – pelo sabor e experiência das chamas.  O polvo grelhado derrete na boca de tão macio, ponto perfeito, e os mariscos são de comer rezando.

Simplicidade no preparo é chave do sabor do peixe, diz Liza. Cortesia Ouzo.

Como prato principal,  há varias opções.  Os peixes inteiros são fresquíssimos e muito saborosos.

Se sobrar espaço no estômago, as sobremesas são caseiras, feitas pela mãe de Liza.

A carta de vinhos não é das mais extensas, mas tem opção para todos os gostos e bolsos, como um Malbec por US$32, um St. Emillion por US$62, e entre os brancos, um Pinot Grigio por US$32, o grego Tsantali por US$44 ou um Vermentino da Sardenha por US$38.  A casa não proporciona destilados, mas sempre oferece como cortesia um Ouzo.  É só pedir.

Chef Ali Cinar mostra os pratos de carne de carneiro que acaba de preparar. Foto: Carla Guarilha

Se estiver na cidade esta semana, não perca na quinta-feira a grande festa de aniversario de Liza – todos estão convidados para um brinde das 19 às 20h, com show de dança do ventre e apresentação do guitarrista Alex Fox.

Ouzo’s Greek Island Taverna
620 NE 78th Street
Miami, FL  33138
Tel: 305-758-2929
Email: ouzosgreek@yahoo.com

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Aberto: Quarta à segunda (fechado às terças), a partir das 17h  – fecha quando o ultimo cliente for embora!

OPA!

Foto: Carla Guarilha

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terça-feira, 21 de agosto de 2012 Comida, Diversão, Gastronomia, Miami | 10:01

Direto de Miami traz duas programações imperdíveis para cortar a monotonia dos domingos

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

A voz de Maryel Epps anima os domingos no Restaurante City Hall. Foto de Carla Guarilha.

Uma estranha e deliciosa mistura: o santo e o profano.  É o que oferece o City Hall The Restaurant, um local tipicamente americano, que aos domingos serve um almoço regado à voz de uma das maiores cantoras de música gospel daqui, Maryel Epps.

“As pessoas comentam comigo: me sinto como se tivesse ido à igreja – mas comi e bebi ao mesmo tempo”, brinca Steven Hass, dono do restaurante.  “É o domingo perfeito”.

Steven Hass com a velha amiga Maryel Epps no City Hall. Foto de Carla Guarilha.

O show é informal e interativo, mais ou menos das 12h45 às 14h45, com um breve intervalo.  Mas o horário não é lá muito britânico.  Às vezes, começa um pouco mais tarde e vai até 15h30, tamanha a animação do público,  sedento pela voz mágica e encantadora da cantora americana, e por uma boa panqueca, omelete ou a famosa polenta cremosa da casa.

Epps veio de Nova York para fazer um show em Miami há mais de 10 anos e se apaixonou pela cidade.  Lançou seu programa, “Gospel Brunch”, primeiro no elegante e aconchegante bistrô francês Caviar Kaspia, tradicional de Paris, que existia no primeiro andar da badalada boutique The Webster em South Beach.  Quando o restaurante fechou, a cantora fez um tour pelo mundo até que Hass, veterano no ramo de gastronomia em Miami abriu o City Hall há pouco mais de um ano.

Epps no inicio do show. Foto de Carla Guarilha.

Hass tem um longo histórico de administração de restaurantes em Miami, do tradicional The Forge ao China Grill – até que no ano passado, resolveu arriscar uma carreira solo e abrir o City Hall, que tem tido tanto sucesso que ele pensa agora em expandir internacionalmente.  Um dos locais em consideração é São Paulo.

“Adoro o Brasil e não tenho medo de pegar um avião”, diz, sorridente.  “Os brasileiros nos conhecem bem.  Isso ajuda bastante. Já ter um nome reconhecido é um fator importante  quando a gente pensa em abrir em outra cidade”.

Epps anima uma mesa de brasileiros e conversa com dona Yedda Paradela, carioca, em Miami desde 1959, que comemorava seus 84 anos com a família no City Hall. Foto de Carla Guarilha.

O City Hall é um dos cerca de 200 restaurantes que participam do “Miami Spice”, uma iniciativa proposta por Hass há mais de uma década para lidar com a crise econômica depois dos atentados terroristas de 2001.  Os restaurantes estavam às moscas e Hass, atualmente “chair” do Greater Miami Convention & Visitors Bureau, propôs à cidade na época um programa onde os participantes ofereceriam um cardápio de preço fixo, com direito a entrada, prato principal e sobremesa. Ele conta que ninguém hesitou, e hoje o Miami Spice é um sucesso nos meses de agosto e setembro.  Uma conta que sairia US$100 por pessoa nos outros meses do ano, durante Miami Spice fica entre US$19-23 no almoço e US$33-39 no jantar, sem bebida.  Vale a pena conferir os detalhes pelo site: http://ilovemiamispice.com.

Epps com sua banda. Foto de Carla Guarilha.

City Hall The Restaurant
2004 Biscayne Blvd, Miami, FL 33137-5012
(305) 764-3130
http://www.cityhalltherestaurant.com.

VIDEO: Assista ao vídeo de uma pequena amostra da voz de Maryel Epps e sua mensagem para os brasileiros:

Cantora Gospel Maryel Epps encanta com sua voz mágica no restaurante City Hall. from Chris Delboni on Vimeo.

BOX:

Para quem busca uma opção mais sofisticada para o domingo – mas ainda acessível durante os meses do Miami Spice, nada melhor do que o Smith & Wollensky, uma “steakhouse” que existe em várias partes dos Estados Unidos, mas que em Miami tem um diferencial:  uma vista imbatível com um espetacular pôr-do-sol, o que torna o local perfeito para um “happy hour”.

Fica em South Pointe, um dos pontos residenciais mais caros de Miami – e passagem obrigatória dos cruzeiros que saem do porto.

Quem preferir pedir pelo cardápio habitual,  o “bouquet” de frutos do mar, que vem com lagosta, ostras, camarão e caranguejo é uma das entradas favoritas dos frequentadores (US$32) e, como prato principal, há muitas opções de carne (de US$42-56) – do filet “Au Poivre” ao “Oscar Style”, recheado com carne de caranguejo, ou um Porterhouse,  gigante para duas pessoas (US$95). Os peixes também são fresquíssimos e a lagosta é um dos pratos principais.  Só que aí, lembre-se de perguntar o valor do dia antes de pedir lagosta para não tomar um susto quando a conta chegar.

Filet Oscar - com carne de caranguejo

Filet Oscar, recheado com carne de caranguejo

"Bouquet” de frutos do mar.

Smith & Wollensky
1 Washington Avenue 
(em South Pointe Park)
Miami Beach, FL 33139
(305) 673-2800
Para informações do restaurante de South Beach, visite: http://www.smithandwollensky.com/sw-miami-beach

Fotos: Cortesia S&W

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terça-feira, 31 de julho de 2012 Alimentação, Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Turismo, Viagem | 10:16

Direto de Miami recomenda: hambúrguer para quem tem bom paladar.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

O hambúrguer é para o americano o que a macarronada é para o italiano — um prato típico e aparentemente simples mas que requer um enorme nível de atenção e perfeição: ponto certo, textura, qualidade da carne, tempero e temperatura do fogo.

Burger & Beer Joint. Foto de Carla Guarilha.

As duas dicas abaixo trazem todos esses fatores juntos em perfeita sintonia, o que torna esses hambúrgueres os melhores de Miami.

O Burger & Beer Joint é tipicamente uma “casa” de hambúrguer e cervejaria e o J&G Grill um badalado restaurante num dos hotéis mais chics da cidade, que, surpreendentemente, serve um hambúrguer magistral.

Vale a pena conferir.

Hoje com duas casas, uma em South Beach e outra na região financeira da Brickell, o Burger & Beer Joint atende a todos os gostos e bolsos.

As duas cozinhas do B&B, como o estabelecimento é carinhosamente conhecido, soltam, em média, entre 800 e 900 hambúrgueres por dia.

B&B - hambúrguer com quase tudo.

Tem mais de uma dúzia de tipos, desde o mais simples de carne e queijo, por US$10, ao vegetariano “Dear Prudence”, ou “Prezada Prudência”, de cogumelo Portobello, pimentão e mozzarella fresca, por US$12, ao “Stairway to Heaven”, ou “Escada para o Céu”, de gado Wagyu, criado em condições especialíssimas para oferecer uma das carnes mais nobres e macias do mundo, com foie gras e trufas pretas, por US$32.

O prato mais famoso da casa custa US$125 e chama-se “The Motherburger”. É um sanduíche gigante de gado Angus, de 4,5 kg, que pode servir a mesa toda – mas se alguém aceitar o desafio e comê-lo sozinho, em duas horas, ele sai de graça.

B&B em South Beach.

O restaurante, apesar de muito badalado, tem um ambiente descontraído, parecendo mais uma “crab house”, aqueles restaurantes com toalha na mesa e guardanapo de papel onde se come caranguejo.  Mas ao chegar mais perto, você pode perceber que os talheres incluem belíssimas facas para filet mignon.

Essa harmonia do despojado com bom gosto — e sabor — tem feito do B&B um grande fenômeno em Miami.  Está sempre lotado a qualquer hora do dia e da noite.

Já para quem prefere o simples em um ambiente bem mais sofisticado, a melhor opção é o hambúrguer do restaurante J&G Grill, que fica no novo e badalado hotel e residência de Miami, o St. Regis Resort, em Bal Harbour, em frente ao famoso shopping das maiores grifes internacionais.

J&G Grill no St. Regis. Cortesia.

Jean-Georges Vongerichten. Cortesia.

Possivelmente, este seria o último prato que alguém pediria no restaurante do famoso chef francês Jean-Georges Vongerichten, considerado uma “lenda viva” pela revista Bon Appétit.  Mas vale a experiência.  A combinação que Richard Gras, seu “chef de cuisine”, criou, de Wagyu com queijo Brie derretido e um molho de trufas pretas, é imbatível.  O acompanhamento são maravilhosas batatas fritas com ervas e alho, surpreendentemente leves, no paladar, no estômago e no bolso:  o prato sai por US$19.

Gras prepara, em média, 30 hambúrgueres por dia no J&G Grill. Foto de Carla Guarilha.

Gras diz que a maioria dos clientes hoje no restaurante são brasileiros e a carne está sempre entre os mais pedidos.  Ele conta que tem seu próprio açougueiro na cozinha e recebe Wagyu de três regiões: uma fazenda especializada na Austrália, outra na Califórnia e uma na Flórida.

“Temos muito orgulho dos nossos produtos”, diz Gras.  “As melhores coisas da vida são simples.  O segredo é fazê-las bem feitas, com perfeição”.

E é com essa mesma perfeição e simplicidade, que ele prepara também um tradicional filet mignon ou uma lagosta, outros dois pratos favoritos do cardápio do sofisticado J&G Grill, que vem fazendo enorme sucesso desde que abriu no início do ano.

Jordi Valles, chef executivo de todos os restaurantes do St. Regis (esq.), e Richard Gras, “Chef de Cuisine” do J&G Grill, mostram com orgulho a cozinha ao Direto de Miami. Foto de Carla Guarilha.

Box:

Burger & Beer Joint

South Beach
1766 Bay Road
Miami Beach, FL 33139
(305) 672-3287

Mary Brickell Village
900 South Miami Ave. Suite 130
Miami, FL 33130
(305) 523-2244

Para maiores informações e horário de funcionamento, visite http://burgernbeerjoint.com/.

J&G Grill – St. Regis Bal Harbour Resort
9703 Collins Avenue, Bal Harbour, FL 33154
Telefone para reserva: 305-993-0436
Para maiores informações e horário de funcionamento, visite http://www.jggrillmiami.com.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Gastronomia, Miami, Negócios, Restaurantes | 10:02

Gigante da franquia brasileira investe no seu primeiro negócio no exterior.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

O empresário paulista José Carlos Semenzato está trazendo ainda este ano uma de suas marcas de sucesso para os Estados Unidos.  Até o fim de 2012, ele promete abrir a primeira unidade do L’Entrecôte de Paris no exterior, na região da Brickell, o coração financeiro de Miami.

“Sempre resisti um pouco à expansão internacional no momento em que o Brasil tem oportunidades incríveis”, diz o empreendedor, presidente da SMZTO Participações, gigante holding de franquias multissetoriais no Brasil.

Mas há um ano e meio, quando comprou um imóvel de férias numa das torres Trump em Sunny Isles, com três suítes e pé na areia, começou a mudar de ideia e decidiu abrir seu primeiro empreendimento fora do Brasil.

José Carlos Semenzato em seu apartamento em Sunny Isles.

“Quando cheguei em Miami, comecei a pensar, ‘como é que vou ganhar dinheiro por aqui’?  Como bom empreendedor, não dá para chegar aqui só para gastar”, diz, rindo.

E quando começou a avaliar as oportunidades, chegou a uma conclusão: “O L’Entrecôte cabe aqui como uma luva”, diz, confiante no restaurante que vem fazendo sucesso no Itaim Bibi, em São Paulo, com um prato só: “entrecôte”, uma espécie de contrafilet, servido com batatas fritas e um molho secreto.

Semenzato diz que já tem um grupo de investidores para o empreendimento aqui e está negociando agora com um sócio experiente no ramo gastronômico na cidade para administrar o restaurante.

“Uma vez que o cliente entrou no L’Entrecote de Paris, ele vicia e, no mínimo, a cada 15 dias, ele tem que voltar”, diz, orgulhoso.  “Queremos criar aqui o mesmo produto, que tenha qualidade no atendimento e preço”.

Semenzato espera expandir a versão brasileira do L’Entrecote de Paris pelo mundo. Já tem algumas franquias encaminhadas no Brasil e planos de abrir até 10 unidades em cinco anos na Flórida.

Semenzato, hoje com 44 anos e um nome que é sinônimo de sucesso, conquista e superação no Brasil, possui 11 marcas, inclusive o Instituto Embelleze, um negócio que espera também trazer para os Estados Unidos no futuro.

E a SMZTO não para de crescer.

“Estamos falando de 500 franquias novas em 2012 no Brasil – é um número muito audacioso”, diz.

Sua fórmula de sucesso é inovação, pioneirismo e liderança de mercado.

“Nos setores que eu entro, quero ser líder, quero dar o melhor, quero fazer o melhor”, diz.  “Eu aprendi que você tem duas opções no mercado.  Ou você faz poeira ou você come poeira.  Eu sempre optei por fazer poeira”.

Semenzato, com Samara, sua esposa, e Beatriz, sua filha, de 15 anos.

O empreendedor conta que sempre procurou inovar.  “A cada dois ou três anos, eu faço grandes mudanças na minha vida – uma inovação, uma sacada nova, eu invento”, diz.

E assim foi desde pequeno, quando ajudava o pai, pedreiro, a carregar tijolo em Lins, no interior de São Paulo.  Com 13 anos, vendia coxinhas que a mãe fazia para completar a renda da família.  Um ano depois, resolveu fazer um curso de informática aos sábados para aprender a digitar e operar um computador.  Logo em seguida, aprendeu a programar e passou a trabalhar no ramo como analista de sistemas e à noite dava aula de computação no Instituto Americano de Lins.

Seu sogro, padeiro, tinha um computador no escritório da padaria, e percebendo a demanda dos alunos, Semenzato passou a dar aulas particulares também nos fins de semana, o que o levou ao seu primeiro grande negócio: a Microlins, que abriu aos 21 anos.

Em um ano e meio, a escola de informática tinha 17 unidades espalhadas pelo estado de São Paulo.

Na época, era recém-casado com a esposa Samara, mãe de seus dois filhos – Beatriz, hoje com 15 anos, e Bruno, com 20 anos, é tenista profissional e aluno da Duke University, uma grande universidade americana, onde estuda economia e finanças.

Tudo ia bem, até que três anos depois veio o Plano Real e Semenzato não tinha verba disponível para pagar o leasing dos computadores das escolas.  “Eu estava literalmente falido”, diz.   “Foi a minha primeira experiência negativa na vida”.

A solução que deu foi o “franchise” da marca.  “Ou eu franqueava ou fechava as escolas”, diz.  “Foi uma reestruturação generalizada, um susto tremendo.  Tive que passar alguns anos me recuperando”.

A empresa foi crescendo cada vez mais, e em quatro anos, se lançou como uma escola profissionalizante.

“A Microlins deixou de ser uma escola de informática e virou uma escola de profissões”, diz ele.  “Foi a grande sacada que realmente revolucionou o mercado”.

Em 2000, entrou no setor de telecomunicações, abrindo 150 escolas de instalações de telefones e aparelhos.  “Colocamos 30 mil homens instaladores de telefones para trabalhar nas telecomunicações”, diz Semenzato.  “Foi um momento mágico na nossa história”.

E assim foi: cada dois anos, uma inovação, até que vendeu a Microlins em 2010 com cerca de 750 franquias em vários setores de profissionalização, de informática à administração.

A familia Semenzato curte uma tarde ensolarada em Miami.

“Acho que esta minha visão de futuro, de realmente conseguir enxergar onde poucos conseguem, foi o que me moveu”, diz o empreendedor, que hoje tem como meta passar um pouco dessa visão e confiança para os jovens carentes através de um livro autobiográfico que deve ser publicado no ano que vem.

“Comprei meu jato, tenho uma mansão no interior e  um apartamento maravilhoso”, diz.  “O jovem tem que entender que foram 20 anos para construir uma história.  Não dá para fazer com menos de 10 anos uma trajetória de sucesso”.

O importante, diz ele, é ter foco, dedicação e paciência, e não deixar nunca de sonhar.

*No vídeo, José Carlos Semenzato revela o segredo do seu sucesso e a receita para o jovem empreendedor de hoje.

No vídeo, José Carlos Semenzato revela o segredo do seu sucesso e a receita para o jovem empreendedor de hoje. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 17 de julho de 2012 Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes | 10:30

Brasileira, que aprendeu a arte da culinária em casa, brilha em restaurante em Miami e na TV

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)


A mineira Paula DaSilva chegou em Massachusetts com a família quando tinha 7 anos.  Três anos depois, os pais abriram um pequeno restaurante numa cidadezinha chamada Medford.  Toda tarde, ela saia da escola e ia direto para lá.

Ela lembra que na época não gostava de ficar ajudando na cozinha do restaurante, que tinha apenas 10 mesas.

Em 1994, todos se mudaram para Flórida e hoje, a premiada chef brasileira do restaurante 1500º do famoso hotel Eden Roc Renaissance, em Miami Beach, só tem a agradecer à família por essa experiência na sua infância.

Paula DaSilva na cozinha do 1500º. Foto Cortesia 1500º.

“Estou muito feliz aqui”, diz ela, que se realiza em oferecer aos clientes uma “comida que as pessoas não tem medo de comer”.

“Meus pais cozinhavam uma comida caseira”, conta. “Eu aprendi muito com eles”, diz a chef, que desenvolveu pela sua experiência familiar uma culinária simples e, ao mesmo tempo, sofisticada.  “Não quero fazer um prato que tenha 52 etapas”, brinca.  “Em quatro passos, uma comida pode ficar ótima”.

E assim é no 1500º, nome dado pela temperatura em Fahrenheit da grelha que usa na cozinha para preparar um filet mignon ou uma picanha, dois pratos constantes do cardápio, que muda com frequência de acordo com os ingredientes mais frescos da época.

Os molhos para as carnes variam de blue cheese ao cabernet ou bearnaise, entre outros, e os acompanhamentos incluem legumes, creme de espinafre, uma deliciosa cebola Vidalia com batata gratinada ou uma polenta cremosa e muito saborosa.

Carne é o forte do restaurante, reconhecido em Miami como uma “steakhouse”, mas a chef diz que adora também preparar peixe e frutos do mar.

A carne é preparada na temperatura de 1500º F. Foto de divulgação.

“Tem algo muito especial no processo de limpar um peixe e ver como está fresco”, conta com orgulho da sua cozinha e também de sua latinidade culinária, que ela tenta manter e aplicar nos pratos do restaurante, tipicamente americano e frequentado por turistas do mundo inteiro e moradores da cidade.

Seu segredo é o purismo gastronômico.

“Não gosto de fazer muitas coisas diferentes com os sabores”, diz.  “Acho que tudo precisa se mesclar muito bem”.

Paula estudou culinária no Art Institute of Fort Lauderdale, perto de Miami.  Logo, começou a trabalhar com um renomado chef, Dean James Max, seu mentor.  E foi com ele, no restaurante 3030 Ocean, em 2007, que Paula, com 28 anos, começou a ganhar fama quando participou pela primeira vez, em 2009, do programa Hell’s Kitchen da Fox.  Agora, três anos depois e muito sucesso, ela foi convidada para fazer uma participação especial no último episódio da temporada do mesmo programa, dia 13 de agosto, desta vez como uma das chefs mais famosas de Miami.

“Nunca imaginei que seria escolhida.  Sou calma fora da cozinha, mas dentro, uma louca”, diz, rindo.  “É isso que procuram”.

E assim, como no preparo dos seus pratos, ela foi dando passos profissionais cautelosos até se sentir segura para uma carreira solo.

Há quase dois anos no comando do 1500º, Paula considera a cozinha do restaurante sua obra-prima.  Ela construiu o conceito desde o início.  Queria criar um local conhecido nos Estados Unidos como “farm-to-table”, que em português seria “da fazenda para a mesa”, mas com toda a sofisticação esperada de um restaurante em um tradicional hotel de Miami Beach.

O legendário Eden Roc, apelidado de “Grand Dame de Miami Beach”, concebido pelo famoso arquiteto Morris Lapidus, abriu as portas em 1956, época áurea, frequentado pelos grande artistas de Hollywood, como Elizabeth Taylor, Katharine Hepburn, Lauren Bacall e Humphrey Bogart.

Mas hoje, depois de uma enorme reforma de US$220 milhões, é a brasileira de Valadares, Minas Gerais, que marca presença no hotel.  Ela não fica atrás de grandes chefs conhecidos internacionalmente, como Daniel Boulud do DB Bistro Moderne, Jean-George Vongerichten do St. Regis e Thomas Buckley do Nobu, escolhidos recentemente, junto com ela, como os melhores de Miami pela sofisticada revista Haute Living.

“As pessoas falam, ‘você não é mais brasileira’,” diz ela.  “Sou sim.  Está no meu sangue.  Sou americana também, mas meu coração é brasileiro”.  E é com esse coração e amor que ela sempre cozinha.  “Estou no ramo há muito tempo, mas cresci nos restaurantes dos meus pais, e sou muito grata a eles por isso”.

1500º é o restaurante principal do tradicional Hotel Eden Roc. Foto: Direto de Miami.

BOX:

1500º

Café da manhã: Das 6h30 às 11h de segunda à sexta, e até as 12h sábado e domingo
Jantar: Das 18h às 22h de domingo à quinta, e até às 23h sexta e sábado

Endereço:
Eden Roc Renaissance Miami Beach
4525 Collins Avenue, Miami Beach, FL 33140

Reserva: 305-674-5594

Para mais informações, http://www.1500degreesmiami.com/

Estacionamento com manobrista custa US$5, desde que o ticket seja validado no restaurante.

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