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terça-feira, 21 de maio de 2013 Direto de Miami, Entrevistas, Gastronomia, Hotel, Miami, Restaurantes, Turismo | 10:40

InterContinental Miami: Hotel internacional com alma brasileira

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Editora: Liliana Pinelli
Fotos: Carla Guarilha

Aos 20 anos, Hadi Habib estudava engenharia no Rio de Janeiro.  Seus pais, imigrantes libaneses no Brasil, tinham uma enorme preocupação com a educação e o futuro dos filhos.  Sempre dedicado, enquanto cursava a faculdade, Hadi logo conseguiu seu primeiro emprego no Hotel InterContinental atendendo ao telefone no serviço de quartos e aos pedidos que chegavam dos hóspedes.

Ele achou que seria um trabalho temporário enquanto fazia a faculdade.  Mas suas responsabilidades foram aumentando e quando o hotel abriu o departamento de informática, foi contratado.

E hoje, 25 anos depois, Hadi é diretor de informática e responsável pelos departamentos de compras e segurança do InterContinental Miami, que acaba de passar por uma reforma de US$30 milhões, trazendo de volta ao hotel sua alma brasileira.

Hadi, na sala vip do InterContinental Miami. Foto de Carla Guarilha.

“Miami, eu digo, é quase um Rio de Janeiro. Só faltam as montanhas porque tem tanto brasileiro, tem tanta cultura brasileira envolvida aqui que parece que você está no Rio”, diz o carioca, que foi transferido para Flórida em 2000.  Hadi conta com orgulho que a história deste hotel internacional começou exatamente no Brasil.

O primeiro InterContinental no mundo foi aberto, em 1946, em Belém do Pará pela Pan American World Airways.  Conhecida mundialmente por Pan Am, na época a maior companhia aérea com voos internacionais, precisava de um local lá para hospedar seus tripulantes e comandantes e resolveu construir um hotel para acomodá-los.

Assim a Pan Am, extinta no início dos anos 90, que deixa saudade nos passageiros e tripulação que conduzia seus voos, deixou também sua marca no Brasil.

Hoje, o InterContinental é uma rede de hotéis presente em 60 países e como a Pan Am, em sua época áurea, é sinônimo de luxo – mas também de sentimento de família e oportunidades.

Lobby do InterContinental Miami depois da reforma de US$30 milhões. Foto de Carla Guarilha.

“São as pessoas que fazem esse hotel”, diz Hadi.  “A gente tem 500 funcionários em Miami, 200 tendo mais de 10 anos de casa. Tem gente que está aqui há 28 anos trabalhando no mesmo hotel”.

O diretor de recursos humanos começou como segurança e o atual diretor de operações, Arminio Rivero, um venezuelano casado com uma baiana, foi manobrista do hotel 20 anos atrás.  Hoje, Arminio é o segundo na hierarquia em Miami e, logo, deve ser promovido a gerente geral aqui ou em outro hotel da rede.

“A gente cuida dos funcionários como se fossem nossa família, como se fossem nossos filhos que a gente não quer que saiam de casa antes de se casarem”, diz Hadi.  “O InterContinental é uma escola de hotelaria”.

Para Hadi, que passou 12 anos galgando cargos na região do Cone Sul e já está há 13 em Miami, a meta agora, em cerca de um ano e meio, é assumir a posição de diretor de operações, de preferência em Miami, onde vive com Eloisa, sua esposa, e dois filhos: Thiago, 25, que acaba de obter o mestrado em arquitetura na Florida International University, e Thais, de 13 anos, que diz querer trabalhar no FBI quando crescer.

Hadi diz que tenta passar para os filhos os valores que aprendeu com seus pais.  O mais importante de todos, diz ele, é aprender sempre a valorizar o “ser sobre o ter”.

“Se você trabalha duro, se você realmente gosta do que faz e faz com prazer, não é um trabalho, passa a ser um hobby”, diz Hadi.  “Você vem, trabalha duro, passa 12, 13 horas e vê o resultado”.

E para ele, esse saldo, seja onde for, tem sempre um toque e gostinho brasileiro, como no primeiro hotel da rede, em Belém.

ToroToro, principal restaurante do hotel, com gostinho brasileiro. Foto de Carla Guarilha.

Em Miami, além dos inúmeros funcionários brasileiros em todos os setores, o hotel tem diversas programações que marcam a presença do Brasil.

No segundo semestre, Hadi está organizando o “Festival Brasileiro”, um evento anual com várias atividades culturais e gastronômicas em parceria com AB Catering, da chef Deborah Rosalem, e coordenação de Maria do Carmo Fulfaro, do conselho de Diretoria da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos da Flórida (Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida), que foi responsável pelo sucesso dos últimos anos dessas festividades e muitas outras.  Os membros da Câmara agora também têm acesso a uma carteirinha exclusiva de 15% de desconto no ToroToro, principal restaurante do hotel conduzido pelo renomado chef Richard Sandoval, que tem no cardápio, entre outros pratos típicos da culinária da América Latina, a marca brasileira: picanha na chapa que vem à mesa.

Picanha na chapa. Foto de Carla Guarilha.

“O conhecimento que a Maria [Fulfaro] tem para criar um evento de sucesso é impressionante. Fica tudo mais fácil quando você envolve a Maria”, diz Hadi, orgulhoso de seu país e de sua influência em trazer cada vez mais sua alma brasileira para o InterContinental de Miami, que já está se preparando para ser um ponto de encontro oficial da torcida brasileira durante a Copa do Mundo. O hotel será decorado de verde e amarelo e terá toda a estrutura para se assistir os jogos ao vivo, com uma série de atividades voltadas à cultura brasileira.

E é esse “jeitinho” brasileiro que se tornou sinônimo de sucesso do hotel.

“O sorriso é parte do uniforme”, diz Hadi.  “Tenho 25 anos na companhia, sou um executivo e trabalho todo dia como se fossem meus primeiros 90 dias, quando você tem que provar que é um bom funcionário”.

E esse é o segredo da vida, diz ele: vivê-la sem complicações.

“Eu preciso de muito pouco para ser feliz. Eu acho que assim você é feliz todos os dias”, diz ele. “Você acorda feliz quando o que você tem te satisfaz. Se você não faz coisas erradas, sua vida é muito simples e eu acho que essa é a meta para os meus filhos e para mim”.

Seu conselho aos jovens: “Tudo o que você quer na vida, trabalhando duro, sendo responsável e fazendo o que é certo, você vai ter sucesso.  Não tem como errar”.

Suíte presidencial, onde o Presidente Barack Obama se hospeda com frequência em visita a Miami, e onde Ivete Sangalo ficou no ano passado quando veio se apresentar. A diária é na faixa de US$2000, dependendo da época do ano. Foto de Carla Guarilha.

No vídeo, Hadi fala um pouco mais sobre o segredo do seu sucesso:

Hadi Habib, diretor do InterContinental Miami, deixa aqui o segredo do seu sucesso. from Chris Delboni on Vimeo.

Serviço:

InterContinental Miami
100 Chopin Plaza, Miami, FL 33131
Telefone: (305) 577-1000
http://www.icmiamihotel.com/Portugues

Restaurante ToroToro
Telefone: 305-372-4710
Almoço diário 11:30 às 15hrs; jantar 18hrs – 23hrs domingo-quinta, aberto até 1 da manhã sexta e sábado; brunch aos domingos das 11:30hrs às 15hrs.
http://Torotoromiami.com

Para reservar a "Table 40", uma mesa para 14 convidados numa sala privada localizada na enorme cozinha do restaurante, entrar em contato com Chermarie Perez pelo e-mail chermarie.perez@ihg.com ou ligar 305-372-4713 (em Miami). Foto de Carla Guarilha.

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terça-feira, 12 de março de 2013 Hotel, Miami, Turismo, Viagem | 11:25

Direto de Miami exclusivo: Conheça os bastidores do único hotel “5” estrelas das praias de Miami.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Elegância com tranquilidade é o lema do Acqualina. Foto de Carla Guarilha.

O Acqualina Resort and Spa on The Beach é um dos favoritos dos brasileiros em Miami.  E não é pra menos.

Tem até arroz e feijão para as crianças que preferirem uma comidinha mais caseira.

Basta pedir.

Na verdade, qualquer coisa no Acqualina, basta pedir e terá alguém a disposição, e um enorme sorriso, para atender.

Na geladeira de todos os quartos tem desde sorvete e leitinho para as crianças até champagne Veuve Clicquot, meia garrafa ou inteira. Foto de Carla Guarilha.

E foi justamente esse serviço especial e personalizado que deu ao Acqualina este ano “5” estrelas, o tradicional e respeitado prêmio “Forbes Travel Guide Five-Star Award”.

Desde que abriu em 2006, o Acqualina já ganhou vários prêmios, e é reconhecido por seu padrão de qualidade pelo grupo The Leading Hotels of the World, mas foi a primeira vez que recebeu o “Prêmio Nobel” no ramo de hotelaria.

O prêmio foi entregue para apenas 76 hotéis no mundo, e Acqualina é o único na região das praias em Miami.

“Cinco estrelas é difícil de conquistar e difícil de manter”, diz Bertha Vargas Guerrero, diretora de marketing do Acqualina.  “Mas se você trabalha duro, você vai longe”.

E toda a equipe do hotel vai longe para satisfazer o cliente.

Karine Barthelemy, curitibana, é gerente de relações com o cliente.  Ela cuida de todos os detalhes, exigências e preferencias dos hóspedes.  Entre suas qualificações, o fato de ser brasileira pesou muito na hora de contrata-la.  Os brasileiros estão entre os três mais frequentes do hotel, e Karine está lá para atende-los.

“Os brasileiros são muito fáceis de lidar”, diz ela, sorridente.  “Se o serviço está bom e a comida, está tudo bem”.

E para ter certeza de que está tudo bem, ela está sempre atenta – do arroz e feijão para as crianças que quiserem até o pãozinho francês fresquinho da padaria.

A brasileira atende às vezes 15 famílias conterrâneas em uma semana.  Costumam passar de 10 a 20 dias no hotel.

Karine no bar principal do hotel. Foto de Carla Guarilha.

“Toda vez que tem brasileiros, eles se sentem como se estivessem em casa”, diz Karine, que conhece todos os seus hospedes pelo nome e gostos.

E esse é o segredo do sucesso do Acqualina, um hotel imponente, com 51 andares – mas que dá a sensação de aconchego e intimidade.  Dividido em três torres, as duas laterais são residenciais, e a do  meio até o 28º andar é hotel, com as duas únicas suítes de três quartos em andares superiores.

Cada andar tem apenas quatro quartos, dois à direita e dois à esquerda do elevador, que já dá na porta, como em qualquer edifício de luxo.  Não tem enormes corredores para caminhar depois que sai do elevador.  E cada lado pode se transformar em uma suíte de dois quartos.  Basta fechar uma porta e abrir outra, o que é ideal para famílias com criança ou duas famílias viajando juntas.

O quarto mais simples do hotel. Foto de Carla Guarilha.

O hotel tem 98 acomodações, que vão de um quarto à uma suíte de três quartos.  Os valores também variam de US$375 até mais de US$3 mil a diária.

Entre as muitas amenidades, o Acqualina tem um spa também premiado, o ESPA, com 16 salas de tratamento, e três piscinas, todas com vista para a praia: “Beach Club”, “Recreational” e “Tranquility”.

O “lounge”, praticamente na praia, onde fica um dos três restaurantes, é famoso pelo gramado que não afunda, o que facilita o uso de salto alto e reforça o lema do hotel: elegância com tranquilidade.

Os casamentos feitos nesse espaço são deslumbrantes, diz Karine, que teve a chance de observar um recente, de brasileiros, para 200 pessoas.

Restaurante Costa Grill é perfeito para um drink no fim do dia. Só senta se for hóspede ou sócio do Beach Club. Foto de Carla Guarilha.

O restaurante Costa Grill é praticamente pé na areia, e o único do hotel que só é permitido para hóspedes ou membros do Beach Club.  Precisa “carteirinha” para sentar, como em qualquer restaurante de clube.

O Piazzetta, mais informal, e o Il Mulino New York, elegante e badalado, são abertos ao publico em geral, e recebem frequentemente residentes da cidade e turistas que não estão hospedados no hotel, muitos deles brasileiros, que hoje representam o maior numero de turistas internacionais no Sul da Flórida.

Il Mulino New York. Foto de Carla Guarilha.

Mas mesmo sem a exclusividade do Costa Grill, o padrão de qualidade é o mesmo para esses dois restaurantes e todos os setores do Acqualina: bom serviço e sorriso no rosto.

Todos os funcionários do hotel passam por um treinamento intensivo para conhecerem todos os cantos do resort, inclusive dormem duas noites com tudo pago, e o incentivo de usufruírem ao máximo de todas as amenidades.

Karine, que hoje cuida do bom atendimento dos hospedes, passou suas diárias no hotel com o marido.

“Aqui, todo mundo é VIP”, diz ela, sorrindo.

Bentley e Rolls Royce são os mais comuns no estacionamento do Acqualina. Foto de Carla Guarilha.

Acqualina
17875 Collins Avenue, Sunny Isles Beach, FL 33160
(305) 918 8000 (geral), (877) 312 9742 (reserva dentro dos EUA), (786) 522 3527 (reserva internacional)
http://acqualinaresort.com

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