Publicidade

Arquivo da Categoria Miami

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013 Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes | 10:44

Acaba de abrir o mais novo “point” de Miami. Chiquérrimo e com toque brasileiro!

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Quem ainda disser que Miami é brega ou que não tem o que fazer a noite na cidade favorita dos brasileiros no exterior, basta dar um pulinho no mais novo restaurante de South Beach, localizado no hotel The Ritz-Carlton.

O Doré acabou de abrir e, sem nem uma propaganda, já vive cheio.

A sala principal do Doré. Foto de Carla Guarilha.

Mas a badalação mesmo vai começar esta semana.  Cerca de 400 convites foram entregues à elite da sociedade de Miami.  O “grand-opening VIP” para apresentar o estabelecimento aos formadores de opinião aqui foi dividido em dois dias.  Os convidados vão poder escolher se preferem ir na quarta ou na quinta-feira.

Nallé Grinda, 36, um dos sócios, diz que espera cerca de 150 convidados por noite, dando vazão para receber todos com a deferência merecida.

Foto: Celebridades já visitam o restaurante mesmo antes da inauguração VIP. Na foto, o famoso músico francês Cerrone, que lota qualquer palco para mais de um milhão de pessoas, estava recentemente jantando no Doré com amigos. À esquerda, Nallé, carinhosamente apelidado de “embaixador” do restaurante. Ele é o cara! Cuida de todas as mesas VIPs. Foto de Carla Guarilha.

O local é dividido em espaços distintos: um lindo bar na entrada, um “lounge” ao lado, sala de jantar principal e, nos fundos, a sala VIP, onde os convidados podem ficar mais reservados.

Um dos ambientes do Doré. Foto de Carla Guarilha.

Música é um grande charme do novo estabelecimento.  No início da noite, a música é ambiente e a iluminação leve, própria de um restaurante elegante.  Dá para jantar e conversar num tom gostoso e intimista.

Mas conforme as horas vão passando, a luz vai baixando e a música aumentando, ao comando do DJ francês, Pierre Z., diretor artístico do Doré.  Sem perceberem, as pessoas começam naturalmente a mexer os dedinhos na mesa e acompanhar a música nas caixas de som, cantando junto.  Quando veem, estão de pé dançando – mas tudo com classe e elegância e muita alegria à moda antiga.

Pierre Z., que já tocou em vários eventos do grupo “French Tuesdays” no Brasil, adora música brasileira e sempre coloca um remix de Lança Perfume e Ai Se Eu te Pego!, de Michel Teló.

Pierre Z., diretor artístico do Doré, anima as noites, principalmente quinta, sexta e sábado. Foto de Carla Guarilha.

Mas a grande estrela da noite mesmo ainda é o menu — e o jovem e talentoso chef Jeff Pfeiffer, americano de 31 anos, com brilhantes mãos para culinária internacional de altíssimo nível, claro com forte influência da gastronomia francesa, como indica o nome do restaurante.

Jeff Pfeiffer na sua espaçosa cozinha. Foto de Carla Guarilha.

Os pratos — assim como todo o ambiente, a música e decoração do Doré — são selecionados a dedo, com uma simplicidade elegante, que é o segredo do restaurante.

De aperitivo, tem uma seleção de “tapas” delicadíssimas, entre elas uma bresaola de pato (US$9) e croquetes de queijo de cabra (US$7), de comer rezando.

As ostras (US$48 a dúzia) são fresquíssimas mas um pouco fora da média dos preços do cardápio, que, em geral, são bem razoáveis e justos para um estabelecimento de South Beach.

O carpaccio de atum (US$14) faz grande sucesso como entrada, e de prato principal, as opções são variadas, todas muito bem elaboradas – desde um risoto de cogumelos porcini com óleo de trufa (US$24) a um filet mignon com batatas gratinadas (US$39) ou vieiras com um toque de caviar (US$44).

Prime N.Y Strip, um dos favoritos no menu, e atrás, vieiras com toque de caviar.

Como o menu, a carta de vinhos também é justa – e para todos os gostos e bolsos.  Tem desde de um Chardonnay for US$38 ou um Pinot Noir por US$42 a um Château Haut-Brion 2001 por US$2100.  É um dos poucos restaurantes que trazem o vinho na temperatura perfeita.

Já no fim da refeição,  mesmo sem espaço, vale a pena.  A torta de maçã é uma das favoritas (US$9).

E se estiver comemorando um aniversário, não deixe de avisar, e aguarde que os garçons, simpáticos e muito animados, chegam com a sobremesa e uma vela em cima para cantar parabéns, e não é uma vela comum.  É brilhante, parecendo mini-fogos de artificio.

Se tiver opção, não deixe de pedir uma mesa com o francês Sammy Hayat, que está chegando com a vela. Atencioso e divertido! Foto de Carla Guarilha.

Bon Appétit!

Doré

1669 Collins Ave., South Beach, Florida 33139
Aberto das 18hrs às 2hrs.
Reserva: (305) 695-8696 ou reservations@DoreMiami.com
Website: http://DoreMiami.com

Autor: Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013 Beleza, Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Sem categoria, Shopping | 10:18

Sonho de designer brasileiro em Miami é vender sua marca exclusiva para Sônia Braga e Ivete Sangalo.

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Eduardo nasceu em Santos, filho de pai alemão e mãe espanhola.

Seus pais se conheceram numa viagem na Itália, se casaram em Roma e se mudaram para o Brasil no final da década de quarenta.

Seu pai, joalheiro, queria estar próximo de um porto e achou Santos a melhor opção. Com simpatia e bom atendimento, logo foi conquistando uma clientela de luxo, de turistas estrangeiros que chegavam de navio ao Brasil.

Comerciante visionário, no fim dos anos 60, ele começou a ver que o turismo estava mudando com o aumento do tráfego aéreo e partiu em busca de novos horizontes. Em 1969, a família se mudou para Porto-Rico e continuou o sucesso no ramo de joias.

Mas essa não era a praia de Eduardo, que procurava uma jornada profissional independente dos negócios da família.

“Eu não sabia o que iria fazer.  Não queria trabalhar com o meu pai, me dava bem com ele, mas não queria trabalhar com a família”, diz.  “Queria encontrar o meu caminho na vida.  Tinha que buscar o meu futuro”.

Eduardo no escritório da "Edward Beiner" em South Miami, onde fica sua primeira loja, desde 1981. Foto de Carla Guarilha.

E assim, jovem e “hippie” com cabelos longos, típico dos anos 60 e 70, resolveu estudar no Canadá.  Logo que chegou, conseguiu um trabalho de vendedor numa ótica.  E essa foi sua largada.

Em 1980, pediu transferência para Miami e, no ano seguinte, abriu sua primeira loja na Sunset Drive, que existe até hoje.

Só que  agora, aos 57 anos e com nova identidade norte-americana, Edward Beiner, se tornou um grande designer de óculos de luxo e uma das maiores coleções na Flórida, com 11 lojas espalhadas pelo estado e planos de expansão.

Sua marca, vista em rostos famosos como dos jogadores LeBron James, Dwyane Wade ou Alicia Keys, virou sinônimo de bom gosto e qualidade.

Mas, diz Edward, só estará realizado quando vir seus óculos nos olhos de mais brasileiros.

“Sonho vendê-los para Sônia Braga e Ivete Sangalo”, brinca.

Na loja da Sunset Drive, Edward conta com orgulho que faz questão de tratar os clientes com o "carinho brasileiro". Foto de Carla Guarilha.

Eduardo diz que quando chegou em Miami e falava que era do Brasil, sempre ouvia: “Ah, Buenos Aires”.  Ninguém conhecia o país, diz, lembrando dos tempos que brasileiros só vinham para comprar eletrônicos nas lojas do centro da cidade.

Não era seu público.

Com a mesma atenção com os clientes que aprendeu com seu pai, ele foi conquistando um mercado de luxo  – mas, tipicamente americano e europeu.

Mas hoje tudo mudou, diz Edward, que tem uma de suas lojas no shopping Aventura, um dos favoritos dos brasileiros e onde o português está virando o primeiro idioma, depois do espanhol.  O inglês amarra a terceira colocação.

“O que o brasileiro traz para a economia de Miami é uma coisa incrível”, diz, orgulhoso.  “O brasileiro está levantando Miami”.

Edward diz que sua trajetória aqui não foi fácil.  Batalhou muito para chegar onde está.

“Os Estados Unidos não perdoam”, diz com humildade, o santista que lutou para criar um nome reconhecido pela qualidade mas que lhe deixou sem identidade.

Foto de Carla Guarilha.

Eduardo conta que se realiza cada vez que escuta um brasileiro falando português em sua loja, mesmo sem saber que Edward Beiner é mais brasileiro do que qualquer João ou Maria.

“Já falei para minha esposa que quero morrer Eduardo, não Edward”, brinca.  “Eu nasci Eduardo e quero morrer Eduardo”.

Já se está nos planos uma loja no Brasil, o designer prefere não antecipar nada.

Só diz: “Eu gosto da Rua Oscar Freire”, em São Paulo.  “É uma rua muito interessante”.

Quem sabe logo o brasileiro não vai mais precisar vir a Miami para comprar um par de óculos Edward Beiner.

No vídeo, Eduardo “Edward” Beiner conta o segredo do seu sucesso.

Grande designer da marca Edward Beiner conta aqui o segredo do seu sucesso. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013 Decoração, Entrevistas, Imóveis, Miami | 10:23

Badalada decoradora paulista fecha acordo com premiado arquiteto americano

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Decoração sempre correu no sangue de Camilla Matarazzo, que desde pequena se encantava com as plantas de apartamentos nos jornais e as corrigia.  E agora, a designer de interiores paulista, que virou sinônimo de bom gosto em São Paulo, está trazendo seu trabalho para Miami.

Camilla Matarazzo chega em Miami com força total. Foto de Carla Guarilha.

“Pode ser um passo a mais para o escritório”, diz a decoradora que logo completa duas décadas de existência e sucesso de sua empresa – Camilla Matarazzo Interior Designer.

Sua irmã, a fotógrafa Paola Matarazzo, conhecida aqui como Jade — pelo nome de seu estúdio fotográfico, sempre insistia para que Camilla expandisse os negócios e oferecesse serviços para velhos e novos clientes em Miami.

E agora, diz a designer de interiores, chegou a hora.

E já chegou com dois grandes clientes, que preferem não se expor.

“Agora o escritório já está estabelecido.  Não preciso ficar lá o tempo todo, dá para ir e vir”, diz Camilla, que pela primeira vez, participou de um evento em parceria com sua irmã.

Numa exposição conjunta de fotografia e decoração, as Matarazzo receberam cerca de 150 convidados num coquetel na loja da Ornare, no Design District, para lançar a chegada de Camilla aos Estados Unidos.

Camilla com Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami, no coquetel da Ornare. Foto de Carla Guarilha.

Entre eles estava presente Tony Abbate, professor de arquitetura e vice-reitor da Florida Atlantic University e dono da Anthony Abbate Architect PA, uma grande e tradicional firma de arquitetura na Flórida, com mais de 20 prêmios nas costas, e agora, parceiro da decoradora brasileira.

Jaye Abbate, Camilla Matarazzo, Tony Abbate e Jade Matarazzo. Foto de Carla Guarilha

Camilla diz que entrar no mercado americano vai ser um “desafio interessante.”

“Em São Paulo, todo mundo me conhece, conhece a qualidade do meu trabalho.  Não sei se consigo transportar isso para cá”, diz, com humildade, a designer de interiores conhecida pelos grandes projetos comerciais, como o Iate Clube de Santos, um enorme escritório de marketing esportivo e a BM&F Bovespa.

Camilla também executa projetos residenciais milionários e participa com freqüência da Casa Cor, onde em 2011, foi responsável pela decoração do espaço de uma suite para o jogador Neymar, o que foi alvo de admiração pela perfeição da mistura do ambiente – moderno com classe, que é sua marca registrada.

“Era um desafio mostrar para todo mundo que eu também posso fazer essa coisa mais jovem”, diz.  “Acho que ele [Neymar] tem a cara do Brasil de hoje, do desafio, meio irreverente”.

E é essa irreverência com classe que a brasileira espera trazer para o mercado americano em Miami.

Atrás, um painel expondo um de seus trabalhos, no coquetel da Ornare. Foto de Carla Guarilha.

“Gosto é muito subjetivo, mas brinco que o bom gosto não,” diz ela.  “Quando é bonito, todo mundo gosta”.

Suas primeiras experiências com decoração começaram com projetos de família, primeiro fazendo uma casa de fazenda para seu sogro na época, uma outra casa no sítio do seu pai, até realizar seu primeiro projeto profissional na Casa Cor, em 1994, que foi ambientada na casa de seu avô paterno na Rua Argentina.

“Fiz um banheiro, e era como se estivesse fazendo na minha casa, então foi bárbaro”, conta.  “Muitas pessoas não sabiam quem eu era, estava lá parada e ouvia comentarem entre elas.  Todo mundo elogiou muito”.

A cortina de plástico americana no banheiro de mármore fez enorme sucesso, dando inicio a sua marca registrada: simplicidade com sofisticação. Foto cortesia de Camilla Matarazzo.

Foi um marco profissional para Camilla.

“Naquele período, a Casa Cor dava uma projeção muito grande”, diz.  “Tenho grandes amigos dessa fase”.

Desde então, Camilla diz que muita coisa mudou no ramo de decoração, mas não seu estilo, que ela preservou ao longo dos anos.  A sua fórmula de sucesso é a essência do equilíbrio entre a “sofisticação do clássico e a praticidade do moderno”.

“Meus projetos são muito atemporais.  Eles podem ter sido feitos hoje ou há 10 anos”, afirma.  “Gosto de alguns detalhes clássicos, de algumas peças que têm uma história na vida da pessoa.  Se você põe tudo muito contemporâneo, muito moderno, parece que mora em uma loja”.

E essa mistura que agrada os clientes: conseguir trazer numa decoração elegante um pouco da personalidade do cliente, transformando assim uma casa impessoal em um lar.

Seu maior prazer é ver a satisfação do resultado final.

“É muito bom quando vejo um projeto realizado e falo, ‘nossa, era exatamente isso que eu imaginei’ e melhor ainda, quando a pessoa fala, ‘ai, que delícia chegar em casa, como é gostoso’.  Acho fantástico uma pessoa me pagar para fazer isso”, brinca.  “Eu faria de graça”.

No vídeo, Camilla Matarazzo conta, em menos de 60 segundos, o segredo do seu sucesso:

Badalada decoradora paulista expande seu trabalho em Miami from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 29 de janeiro de 2013 Alimentação, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Turismo, Viagem | 09:41

Temporada de caranguejo o ano inteiro. Onde comer deliciosos frutos do mar em qualquer época.

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

Quando se fala de caranguejo em Miami, logo se pensa na tradicional casa em South Beach, Joe’s Stone Crab, que abriu em 1913 e se dá ao luxo de operar apenas sete meses por ano na temporada do crustáceo, que vai de outubro até meados de maio.

Mas um pouco ao norte, em Fort Lauderdale, existe uma outra casa especializada em caranguejo, com a metade da idade do Joe’s, muito mais barata e bem mais rústica, que vale a pena conhecer.  E o melhor de tudo: fica aberta o ano inteiro.

As contrário do Joe’s, que exige manga comprida para os homens e não permite trajes de praia ou shorts, o Rustic Inn, aberto em 1955 à beira de um canal, mantém uma atmosfera informal e simples.

Mas de rústico, só a aparência e o nome, o que deixa todos bem a vontade como numa casa de fazenda, o que torna o local ainda mais aconchegante e receptivo.

O restaurante tem várias salas, um salão de festas e um corredor de mesas à beira d’água, com garçons e garçonetes muito ocupados mas atentos e sorridentes.

A maioria prefere comer os caranguejos com vista para água.

O carro-chefe do cardápio é modestamente chamado de “World Famous Garlic Crab”, caranguejo com alho, anunciado como o mais famoso no mundo.

Só não dá para comer em silêncio.  A casa é barulhenta e fica pior quando uma mesa pede os famosos caranguejos na casca, que precisam ser quebradas através de batidas na mesa com o martelinho de madeira.

A casa oferece também avental para quem pedir o prato.  Mas para quem não tem o espírito de martelar, quebrar e se sujar na hora da refeição, o cardápio apresenta outras opções muito saborosas, ainda que não tão pretensiosamente anunciadas.

A lagosta e o camarão são deliciosos, no ponto perfeito.  Os bolinhos fritos de caranguejo são leves e podem ser pedidos como prato principal ou entrada.  As ostras, fresquíssimas, abertas na hora, são uma boa pedida como aperitivo, e as patas de caranguejo podem ser “queen” ou “king” – grandes ou gigantes.

Lagosta é um dos pratos favoritos do cardápio.

Já para quem prefere um bom prato de massa, nada como um linguini com camarão, lagosta ou mariscos da Nova Zelândia.

De exótico, a casa oferece rã e jacaré à milanesa.

A carta de vinhos é limitada mas tem o básico e os preços são justos.

Vale a pena a pequena viagem! E pode ir de shorts e manga curta.  Ninguém vai lá para ver e ser visto. Mas não custa dar uma olhadinha nas mesas ao lado.  Pode ser que reconheça algum rosto famoso.

O Rustic Inn sempre conquistou uma clientela seleta, desde os velhos tempos com visita de nomes como Marilyn Monroe e até mais recentemente Bette Midler, Barbra Streisand e Johnny Depp, entre muitos outros.

Rustic Inn
Endereço: 4331 Ravenswood Road, Fort Lauderdale, Florida 33312
Fone: 954-584-1637
Aberto: Segunda – sábado 11:30 – 22:45; domingo 12:00 – 21:00 hrs
Para maiores informações, visite http://www.rusticinn.com

Autor: Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 Direto de Miami, Educação, Miami | 15:02

Brasileiro está a um passo de se tornar o melhor professor dos Estados Unidos.

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

O brasileiro Alexandre Lopes foi selecionado um dos quatro finalistas escolhidos entre todos os estados norte-americanos para concorrer ao titulo de “Melhor Professor do Ano” dos EUA.  A decisão sai daqui a três meses.

Os demais candidatos são professores do colegial nas áreas de exatas, inglês e música nos estados de Washington, Maryland e New Hampshire.

O brasileiro, único finalista professor de jardim de infância, desenvolveu um programa de inclusão que já abocanhou os prêmios de “Melhor Professor do Ano” do condado de Miami-Dade, em março, e do estado da Flórida, em julho.

Alexandre Lopes com alguns de seus alunos na escola Carol City Elementary. Foto de Carla Guarilha.

Agora, o petropolitano pode se tornar o maior representante de educação dos Estados Unidos da América.

O prêmio “National Teacher of the Year” ou Melhor Professor do Ano Nacional, foi constituído em 1952 e é o mais tradicional e respeitado na área de educação aqui.

Será entregue ao finalista em abril pelas mãos do Presidente Barack Obama numa cerimônia na Casa Branca, sede do governo americano.

Nesta entrevista exclusiva ao Direto de Miami, Alexandre Lopes conta como conquistou o título estadual, como sua vida mudou no último ano desde que se tornou o “Embaixador da Educação” da Flórida e onde quer chegar.

No vídeo, Alexandre Lopes reflete sobre sua filosofia e missão de vida e conta o que o levou ao título de “Melhor Professor do Ano” da Flórida.

Alexandre Lopes é finalista para Melhor Professor do Ano dos Estados Unidos em 2013 from Chris Delboni on Vimeo.

ENTREVISTA:

Direto de Miami:  Como o título de Melhor Professor do Ano da Flórida transformou sua vida?

Alexandre Lopes: É tanta mudança que é difícil saber por onde começar.  Me tornei um palestrante, e em três meses, já fui o palestrante principal para um público de 300 pessoas em eventos que reúnem estudantes, catedráticos, políticos e pessoas influentes na área de educação, às vezes até mesmo da economia local.  Há menos de um ano, meu público eram meus alunos de 3, 4, 5 anos de idade.  Me surpreende que as pessoas queiram me escutar – escutar o que eu tenho a dizer. Fico feliz de ter me tornado uma pessoa capaz de motivar os outros, de inspirar os outros a encontrarem dentro deles o que eles tem de melhor para o mundo educacional e o mundo em geral.

DM: Qual sua mensagem principal?

AL: Sou um imigrante que vim para os Estados Unidos aos 26 anos de idade, aprendi o inglês, que não é minha língua materna.  Acho que isso tem um poder muito grande, porque fala para os imigrantes deste país, dos Estados Unidos, cujos filhos estão agora também na escola e em busca do sonho americano, fala para os americanos em si que estão educando os filhos de imigrantes. Como imigrante, como latino, ter vencido, é uma mensagem muito importante.

Em sua casa em Miami, com seus troféus ao lado. Foto de Carla Guarilha.

DM: Quem era o Alexandre antes dessa premiação e quem é o Alexandre hoje?

AL: Eu sinto que cresci muito.  O que me deixava feliz era trabalhar com crianças de 3 a 5 anos de idade, num sistema de inclusão total, numa área onde meus alunos eram imigrantes, minorias étnicas e raciais, estudantes com autismo em um sistema sem preconceitos.  Terminei meu mestrado, estava fazendo o doutorado e trabalhava com projetos para desenvolver a qualidade de ensino.  Mas eu não era uma pessoa pública.  Agora represento o Departamento de Educação da Flórida.  O meu título de “Embaixador para Educação” é regido pela lei do estado da Flórida.

DM: O senhor parece lidar muito bem com essa sua nova condição de pessoa pública.  Como chegou intimamente a essa maturidade?

AL: Acho que é importante que as pessoas vejam que eu lutei para chegar onde estou, não só profissionalmente mas como pessoa. Eu fiz um processo terapêutico com a [psicóloga brasileira] Rosane Wechsler aqui em Miami e foi muito bom.  Através de um processo de autoconhecimento, ela fez com que eu deixasse de lado incertezas e inseguranças e tivesse confiança com relação às minhas decisões e vontade de vencer, não só de uma maneira pessoal como também de forma profissional.  Eu aprendi a aceitar minhas diferenças.

DM: Hoje sua voz está transformando muita coisa na área de educação.

AL: Acho que minhas ideias são um pouco inovadoras – mas a maneira pela qual eu as exponho, eu as expresso, faz com que as pessoas não se sintam intimidadas por elas.

Alexandre escorrega com seus alunos no "playground" da escola. Foto de Carla Guarilha.

DM: O que o senhor acha que trouxe na sua trajetória de vida para chegar nesse momento?

AL: Eu vou a luta.  Não gosto de escutar quando as pessoas falam, ‘você é uma pessoa inteligente’.  Você pode ser a pessoa mais inteligente do mundo, mas se você não faz seu dever de casa, você não vai chegar em lugar algum.

DM: Inclusão seria uma palavra para descrevê-lo?

AL: Seria uma inclusão gerada através de uma aceitação social.  Minha luta é de uma aceitação social.  Todas as pessoas tem seu potencial único e que bom que é único.  O que aconteceria se não houvesse polêmica e ideias diferentes das nossas?  Será que cresceríamos? Acho que é isso, uma  aceitação social, total e irrestrita para que as pessoas acreditem em si, gostem de si e cheguem ao seu potencial, seja ele qual for.

A aluna de Alexandre foi correndo lhe dar um abraço assim que o viu. Foto de Carla Guarilha.

DM: E foi isso que os membros do comitê de seleção da Florida viram no senhor e acha que podem ver na decisão final do titulo de professor do ano de todo o país?

AL: Acho que eles viram em mim uma pessoa capaz de inspirar nos outros e de motivar os outros a buscarem o sonho americano através da educação.

DM: E agora?  Qual o futuro do Professor do Ano da Flórida de 2013, e quem sabe dos Estados Unidos?

AL: Já tive convites de filiar-me à universidades, e estou fazendo um malabarismo para terminar o doutorado o mais rápido possível.  Se quiser posso voltar para sala de aula.  Mas não sei se seria exatamente aonde eu faria a maior diferença.  Eu já esperava que no futuro me tornaria um professor universitário, trabalhando com pesquisas e ensinando a outras pessoas o que levou a tornar-me professor do ano.  Me vejo como um mediador de ideias.  Acredito nas minhas ideias mas estou sempre aberto a escutar as ideias dos outros.

DM: Sete palavras para descrever um professor de sucesso:

AL: Eduque-se, informe-se, acredite-se, ame-se, apaixone-se, entregue-se e libere-se.

DM: Qual o segredo do seu sucesso?

AL: Muito esforço, auto-aceitação e amor ao próximo.

Alexandre Lopes na sala de aula durante uma recente visita a escola. Foto de Carla Guarilha.

Para ler a coluna original quando Alexandre Lopes foi escolhido professor do ano de Miami-Dade, clique aqui.

Para acompanhar as atividades de Alexandre no Facebook, clique aqui.

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 8 de janeiro de 2013 Alimentação, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Shopping | 10:16

Badalada brasserie em luxuoso shopping em Miami passa a servir feijoada para agradar brasileiros

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Shopping Bal Harbour em Miami. Foto de Carla Guarilha.

O Bal Harbour é passagem obrigatória para quem vem a Miami, ainda mais na época das festas de fim de ano. Não tem quem não passe por lá e, no meio das compras, não pare para almoçar, tomar um drink ou jantar no luxuoso shopping das grifes, como é conhecido e merecidamente reconhecido mundialmente.

Tartar de tuna

E agora, mais uma razão para visitar, principalmente aos sábados. O La Goulue, famoso e badalado restaurante francês, vai acrescentar feijoada ao seu tradicional cardápio, que inclui escargots, steak tartar, um delicioso soufflé de queijos, foie gras e les moules frites, saborosos mariscos acompanhados de batatas fritas, entre muitos outros pratos da culinária francesa.

Parece incompatível – mas Pascal Cohen, sócio-operador do restaurante e presidente e CEO do grupo FoodInvest, um dos principais investidores do La Goulue, diz que essa combinação é perfeita.

Os brasileiros hoje, diz ele, são fundamentais para a economia do sul da Flórida e merecem ser paparicados e tratados com deferência.

“Eles adoram Bal Harbour, adoram o La Goulue e representam uma grande parte da nossa clientela”, afirma Pascal. “É nossa vez de devolver o carinho e oferecer um presente na forma de reconhecimento de sua cultura. Nada melhor do que servir uma feijoada”, diz ele.

Área externa do La Goulue. Foto de Carla Guarilha.

O tradicional prato brasileiro entrará no cardápio dia 19 de janeiro, na hora do almoço. Será servido à la carte. Pascal diz que o preço ainda não foi definido mas garantiu que será compatível com o resto do cardápio, que é bem razoável.

O francês Jean-Pierre Petit, renomado chef do La Goulue, terá o auxilio da chef brasileira Nilza Martins, convidada para orientar a “operação-feijoada”.

Edmond Touboul (esq), Pascal Cohen, Yara Gouveia e chef Jean Pierre Petit. Foto de Carla Guarilha.

Pascal diz que essa iniciativa faz parte de uma estratégia ainda maior do La Goulue, que para ele é mais do que uma brasserie. É um “estilo de vida”, e o brasileiro é o povo que mais se enquadra, diz Pascal.

“Os brasileiros vivem exatamente de acordo com a atmosfera que queremos implementar aqui. Fazem parte da nossa marca “, diz ele. “Qual o melhor lugar para relaxar, aproveitar e comer uma feijoada senão no shopping Bal Harbour, um dos mais luxuosos do mundo?”

O original La Goulue nasceu em Nova York, na Ave. Madison, em 1974, nas mãos de Jean Denoyer. Pouco mais de três décadas depois veio para Bal Harbour mas, em 2009, fechou em NY e estava precisando de uma boa restruturação para sobreviver em Miami. Vivia vazio.

Foi aí que Denoyer procurou Pascal, com 20 anos de experiência mundial no ramo.

Pascal e um sócio, Edmond Touboul, compraram parte do empreendimento e assumiram a operação diária do restaurante, dando nova vida ao La Goulue, que hoje tem uma grande fila de espera, dependendo do horário.

Diz ele que o segredo do sucesso no ramo é muito simples: “qualidade, consistência, bom preço e bons ingredientes”.

“É preciso cuidar todo dia de cada cliente e de cada prato”.

E assim Pascal foi conquistando uma clientela fixa e leal e se apaixonando, cada vez mais, pelo que ele descreve como “estilo e elegância” do brasileiro.

“Para mim é um privilégio poder dizer aos sábados para todos os brasileiros, bem vindos ao La Goulue”.

O grupo FoodInvest tem hoje três investidores brasileiros e a expectativa é de expansão nacional e internacional.

A brasileira Yara Gouveia, corretora de imóveis e empresaria, é hoje um dos sócios-investidores do La Goulue. Com Pascal Cohen. Foto de Carla Guarilha.

Ainda em janeiro, FoodInvest está abrindo um novo restaurante francês, Doré, no hotel The Ritz-Carlton, em South Beach, e vem muito mais por aí em 2013.

“FoodInvest agora é um grupo franco-brasileiro”, diz Pascal. “Estamos operando em grandes centros e já começamos a adquirir vários outros locais importantes. A estratégia é se tornar um dos maiores grupos de investimento no ramo de gastronomia do sul da Flórida”.

La Goulue – Bal Harbour Shops
9700 Collins Avenue, Bal Harbour, Florida 33154
Tel: 305-865-2181
Aberto: Segunda-domingo 11:30 – 23:00 hrs, aos domingos fecha às 22:00
Para maiores informações, visite o site http://lagouluebalharbour.com

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 18 de dezembro de 2012 Direto de Miami, Miami | 10:46

Reveja os cinco melhores vídeos de 2012.

Compartilhe: Twitter

Difícil acreditar que a coluna Direto de Miami está completando um ano.

Publicamos quase 50 entrevistas, cada uma com uma história de vida, de luta, conquistas, desafios e sucesso.

Tentamos mostrar um pouco aqui quem são os brasileiros que hoje moram nesse pedacinho do Brasil nos Estados Unidos, conhecido também como a capital da América Latina.

Em 2013, esperamos trazer ainda mais dessas histórias e vamos também incluir mais dicas, principalmente gastronômicas.

Não deixem de nos mandar sugestões e comentários.

Escolhemos hoje cinco vídeos, como retrospectiva dos melhores de 2012, para encerrar o ano.

Direto de Miami deseja a todos um Feliz Ano Novo repleto de muita paz, amor e saúde.

Voltaremos dia 8 de janeiro com muitas novidades de Miami.

Até lá ☺

Feliz Festas!

Grande abraço,

Chris Delboni e equipe de Direto de Miami

1. Uma estranha e deliciosa mistura: o santo e o profano, no City Hall The Restaurant, um local tipicamente americano, que aos domingos serve um almoço regado à voz de uma das maiores cantoras de música gospel daqui, Maryel Epps. Coluna original.

Cantora Gospel Maryel Epps encanta com sua voz mágica no restaurante City Hall. from Chris Delboni on Vimeo.

2. Em março, o brasileiro Alexandre Lopes recebeu o prêmio de “Melhor Professor do Ano” do condado de Miami-Dade.  Em julho, Alexandre venceu mais uma etapa de “Melhor Professor do Ano” da Flórida, tendo concorrido com 180 mil professores de todo o estado.  E em janeiro, ele pode se tornar um dos finalistas para “Melhor Professor do Ano” dos Estados Unidos inteiro.  Coluna original.

Alexandre Lopes, brasileiro radicado em Miami, é escolhido melhor professor do ano de todo condado de Miami-Dade. from Chris Delboni on Vimeo.

3. Rose Max e Ramatis são conhecidos pelo profissionalismo — e versatilidade, de se apresentarem da mesma forma em um barzinho para 10 pessoas como em um grande espetáculo, como no ano passado, quando tiveram uma plateia de mil no The Fillmore at Jackie Gleason Theater, um importante palco de Miami Beach.  Coluna original.

Pela primeira vez, casal de músicos brasileiros em Miami será grande atração em cruzeiro para Bahamas from Chris Delboni on Vimeo.

4. O grande mestre Antonio Adolfo já formou muitos nomes da música popular brasileira, entre eles filhos e netos de ícones como Tom Jobim e Ivan Lins. Mas seu maior orgulho são suas duas filhas. Luisa hoje toma conta do Centro Musical Antonio Adolfo no Leblon, que abriu em 1985, e Carol Saboya se tornou a parceira do sonho de qualquer pai, com quem já fez alguns shows e gravou CDs. Coluna original.

Antonio Adolfo from Chris Delboni on Vimeo.

5. A artista visual brasileira Eleonora Goretkin surpreende mais a cada dia com sua simplicidade pessoal e grandiosidade artística.  Coluna original.

Eleonora Goretkin from Chris Delboni on Vimeo.

E deixo aqui um dos meus videos favoritos, da Casey, a cadela anfitriã do Aeroporto Internacional de Miami. Coluna original.

Cão é anfitrião de passageiros no Aeroporto Internacional de Miami from Chris Delboni on Vimeo.

Feliz 2013!

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Direto de Miami, Gastronomia, Miami | 10:02

Restaurante grego tem pitada brasileira em sua apimentada história.

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Um dos maiores segredos gastronômicos de Miami chama-se Ouzo’s Greek Island Taverna, um restaurante grego que já passou por algumas transformações na última década. E só melhora.

A essência é sempre a mesma: simplicidade e a pureza da culinária tradicional grega, a simpatia da dona e um ambiente tão aconchegante e alegre que parece importado diretamente de uma ilha grega.

Liza na área externa do restaurante, à beira do rio Miami Little River. Foto: Carla Guarilha

“Quando as pessoas entram, elas se sentem transportadas para Grécia”, diz Liza Meli, que abriu o primeiro Ouzo em Miami Beach em 2002.

Quatro anos depois, ela se casou com o francês Gigi Meoli e o casal resolveu expandir o cardápio, para incluir novos pratos da culinária mediterrânea, e mudar o restaurante para South Beach.  Tudo ia bem, mas assim como nos Jardins em São Paulo, em South Beach é preciso um bom investimento para cativar uma clientela fixa, além dos custos de manutenção e aluguel, que são absurdos.  O restaurante fechou, mas logo reabriu com o nome Anise Taverna, em Miami, numa região que não é necessariamente um “point”, mas está crescendo.  Fica um pouco ao norte do Design District, um bairro que está cada vez mais badalado.

Novamente, tudo ia bem mas, desta vez, foi o casamento que começou a dar problema.  O casal acabou se separando e o restaurante ficou alguns meses sem identidade.

Liza foi para Grécia por três semanas com Andrea Schiavi, sua fiel escudeira – amiga e funcionária desde que abriu o Ouzo original há 10 anos.

“Essa é uma amiga para todas as horas”, diz Liza.  “Não está ao lado só para os momentos bons”.

Foto: Carla Guarilha

Assim que as amigas voltaram, Liza entrou em contato com o antigo chef, o turco Ali Cinar, que fez o nome da culinária do restaurante no primeiro Ouzo – e a equipe retornou às origens.

Liza reabriu, recentemente, o Ouzo’s Greek Island Taverna com o menu original, música ao vivo, e claro, muito “OPA” com alegria, pratos jogados no chão, dança do ventre e, às vezes, uma canjinha de dança grega, performance especial e exclusiva da dona, que já foi dançarina profissional.

Liza nasceu e cresceu em Sydney, na Austrália, onde começou sua carreira artística dançando lambada e gafieira com um grupo formado por brasileiros.  Dançavam em eventos, casamentos e clubes, chegando a fazer cinco shows em uma noite.

Liza com seus parceiros do grupo brasileiro de dança na Austrália. Foto: Álbum de família.

Mas ela sentia que algo estava faltando em sua vida.

Liza tinha também, desde cedo, experiência no restaurante grego de sua família na Austrália e decidiu entrar no ramo por conta própria.  Mas antes, resolveu viajar pelo mundo com sua melhor amiga e companheira de dança em Sydney, a carioca Deuza Lemos.

Em 1993, Liza chegou em Miami.

“Não queria vir para Miami”, diz.  “Queria ir para o Brasil, Argentina, Chile.  Mas quando aterrissei, achei que já estava na América Latina,” brinca.

No primeiro dia, assim que chegou, conheceu o guitarrista argentino Alex Fox, famoso por tocar Flamenco, com o violão até nas costas.  Ela começou a dançar, se apaixonaram e se casaram.

Mas ela engravidou e o casamento não resistiu a pressão do mundo da noite. Na  época, ela já tinha dois filhos pequenos.

E foi aí que Liza retomou seus planos de entrar no ramo gastronômico e o Ouzo nasceu na Flórida.

As entradas são deliciosas e próprias para compartir, desde hummus às azeitonas.  Mas um dos favoritos para abrir o apetite é o queijo Saganaki, flambado na mesa – imperdível – pelo sabor e experiência das chamas.  O polvo grelhado derrete na boca de tão macio, ponto perfeito, e os mariscos são de comer rezando.

Simplicidade no preparo é chave do sabor do peixe, diz Liza. Cortesia Ouzo.

Como prato principal,  há varias opções.  Os peixes inteiros são fresquíssimos e muito saborosos.

Se sobrar espaço no estômago, as sobremesas são caseiras, feitas pela mãe de Liza.

A carta de vinhos não é das mais extensas, mas tem opção para todos os gostos e bolsos, como um Malbec por US$32, um St. Emillion por US$62, e entre os brancos, um Pinot Grigio por US$32, o grego Tsantali por US$44 ou um Vermentino da Sardenha por US$38.  A casa não proporciona destilados, mas sempre oferece como cortesia um Ouzo.  É só pedir.

Chef Ali Cinar mostra os pratos de carne de carneiro que acaba de preparar. Foto: Carla Guarilha

Se estiver na cidade esta semana, não perca na quinta-feira a grande festa de aniversario de Liza – todos estão convidados para um brinde das 19 às 20h, com show de dança do ventre e apresentação do guitarrista Alex Fox.

Ouzo’s Greek Island Taverna
620 NE 78th Street
Miami, FL  33138
Tel: 305-758-2929
Email: ouzosgreek@yahoo.com

Website

Facebook

Aberto: Quarta à segunda (fechado às terças), a partir das 17h  – fecha quando o ultimo cliente for embora!

OPA!

Foto: Carla Guarilha

Autor: Tags: , , , ,

terça-feira, 4 de dezembro de 2012 Arte & Cultura, Decoração, Imóveis, Miami | 11:01

Ornare premia arquitetos brasileiros em Miami esta semana. Mas é o sucesso do casal – na vida e nos negócios – que merece um grande prêmio.

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Vinte-seis anos atrás, Esther e Murillo Schattan abriam a primeira loja da Ornare em São Paulo.

Jovens, recém casados, Murillo decidiu deixar o trabalho como engenheiro e abrir seu próprio negócio.  Depois de muita pesquisa, resolveu entrar no ramo de armários de luxo para casa, um nicho de mercado não tão comum na época.

Esther, engenheira química, com 22 anos, topou o desafio.  Largou o emprego na sua área e assumiu a parceria ao lado do marido nessa nova trajetória profissional.

Pioneiros, hoje o casal, considerado um modelo de sucesso, tanto na vida pessoal como profissional, continua unido, feliz e tem dois filhos que os ajudam a manter, renovar e expandir a empresa internacionalmente.   Pitter, 24, e Stefan, que faz 22 daqui a dois dias, também se formaram em engenharia, por conselho e recomendação dos pais, que estão por aqui para vários eventos da Ornare em Miami esta semana.

“Engenharia é uma ferramenta que ensina a pensar de uma maneira mais funcional, mais técnica – problema e solução”, diz Esther.  “Tem um problema, ótimo, você vai e encontra uma solução”.

Esther Schattan na loja de Miami. Foto de Carla Guarilha.

E foi essa forma clara e estruturada de pensar e solucionar problemas que serviu de base para o crescimento da empresa, que abriu sua primeira loja nos Estados Unidos em 2006, no auge da crise econômica.

Vários prédios pararam as construções na época e o setor imobiliário estava completamente paralisado.

“Nós pensamos que íamos fazer prédios inteiros, e naquela ocasião, parou tudo”, diz Esther.

Mas já estavam aqui e não dava para voltar atrás.  “Falamos, ‘bom, se é assim, ‘vamos trabalhar’.  Sempre tem gente que quer ter suas coisas em ordem, sua casa bonita para receber os amigos, e foi o que aconteceu”.

Há seis meses, o showroom se mudou para um novo endereço, também no Design District, um bairro com as melhores lojas de decoração e design de móveis, e a segunda loja nos Estados Unidos será aberta em Dallas, no Texas, no início do ano que vem.

Esther Schattan, entre os irmãos Claudio (dir.), e Olavo Faria (esq.), donos das franquias de Miami e Dallas. Foto de Carla Guarilha.

E não para por ai.

Esther diz que espera levar a Ornare — que além de armários, hoje tem diversas linhas de cozinha, salas de banho, home offices e home theaters — para vários países da América Latina – e abrir cinco lojas nos Estados Unidos nos próximos dois anos.

Ela diz que seu sucesso vem muito de sua filosofia de vida, baseada na “corrente do bem”.  “Uma coisa puxa a outra”.

Assim, a premiada Ornare, através de seus donos, cultiva e aplica valores do bem no dia a dia das operações, sempre buscando novas causas de responsabilidade social e cativando seus funcionários e parceiros, como uma grande família.

Com a equipe do showroom de Miami. Foto de Carla Guarilha.

E como parte desse reconhecimento, a Ornare criou uma premiação especial para os arquitetos que mais vendem seus produtos e, pelo terceiro ano consecutivo, a empresa traz mais de 20 deles para Miami durante Art Basel, uma das mais respeitadas feiras de arte do mundo

Este ano, chegam hoje aqui 28 brasileiros, 25 vem do Brasil e três de Dallas.  Eles estão hospedados, com tudo pago, no One Bal Harbour, um dos hotéis mais badalados atualmente, e são convidados especiais de várias atividades VIP numa das semanas mais movimentadas da cidade, com muita festa e muitos eventos.

“Uma coisa é vir para Miami como qualquer mortal – todo mundo pode vir para Miami”, diz Esther.  “Mas vir com essa honra, homenagem, com esse reconhecimento, é outra historia”.

E é com esse espírito de reconhecimento e de parceria que Esther e Murillo, e agora os filhos, lideram a empresa.

No modelo de cozinha, logo na entrada da Ornare em Miami. Foto de Carla Guarilha.

A Ornare, que trabalha com várias ONGs, este ano está oferecendo também esta semana um coquetel na quinta-feira para lançar o segundo Gala-Miami da BrazilFoundation, uma grande ONG de Nova York que arrecada fundos nos Estados Unidos para ajudar diferentes projetos de ONGs no Brasil.  O evento, tradicional e badaladíssimo em NY, fez grande sucesso no seu debut em Miami este ano e para o próximo, em março de 2013, vai contar com o novo apoio da Ornare.

“BrazilFoundation é nossa homenageada e queremos divulgá-la”, diz Esther.  “Nossa educação é voltada a ajudar o próximo.  Desde que a gente nasce, a gente sabe que isso faz parte da nossa vida.  A BrazilFoundation agora entrou na lista”.

Esther diz que o mundo hoje está muito diferente de quando se casou e abriu a primeira loja da Ornare há 26 anos.  Mas o segredo, tanto no casamento como na empresa, é simples: a renovação constante e o amor ao próximo.

“A essência é essa: amor, confiança, fidelidade e lealdade”, diz, se referindo não só ao marido, mas também a seus clientes e funcionários.

“Queria que a empresa fosse eleita a melhor empresa para se trabalhar.  Que todo mundo fosse muito feliz e orgulhoso de estar com a gente”, diz.  “Esse é meu sonho.  Trabalhamos para isso”.

No vídeo, Esther conta, em poucas palavras, o segredo de 26 anos de sucesso no casamento e nos negócios:

Esther Schattan revela aqui o segredo do sucesso da Ornare e deixa um conselho para casais que trabalham juntos. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 27 de novembro de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Entrevistas, Miami | 10:07

Brasileira faz sucesso nos Estados Unidos em “reality” que inspirou o programa Mulheres Ricas.

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Aos 7 anos, Adriana de Moura frequentava um conservatório de piano em Campinas, onde cresceu, e passava as férias em Araraquara com papel, pincel e tinta nas mãos, ao lado da avó paterna, dona Elisa, artista plástica.

“Minha avó era uma mulher muito especial, com muita bagagem, muita cultura e  sempre me influenciou”, diz a curadora e marchand brasileira, que hoje vive um papel público quase oposto da mulher intelectual, caseira e tímida que é.

Com seu cachorro -- e a escultura dele -- na sala de sua casa em Miami Beach. Foto de Carla Guarilha.

Desde o ano passado, quando foi escolhida como uma das personagens do “The Real Housewives of Miami” – que inspirou aí no Brasil o programa “Mulheres Ricas” – sua vida e imagem se transformaram também.

A Bravo, o canal de TV da rede NBC que exibe o reality, classificou Adriana de Moura, como “Brazilian bombshell”, a explosiva e devastadora dona de casa, que amanhã lança seu single, “Feel the Rush”, a música que é tema da nova temporada do programa.

Ela vai se apresentar para 2 mil pessoas pela primeira vez,  ao vivo, no Mansion, um dos mais badalados clubes em South Beach.

“Não perco oportunidades”, diz.  “Pela publicidade desse show e exposição que estou tendo, tenho meus 15 minutos de fama que estou tentando transformar em 45”, brinca.

Adriana, em sua casa, com óculos de sol de uma linha que desenvolveu chamada Adri O, inspirada na ex-primeira dama americana Jacqueline Kennedy, também conhecida como Jackie O. Foto de Carla Guarilha.

Mas sua essência está em um outro evento, que está promovendo hoje à noite: uma vernissage da artista plástica Carmem Gusmão (entrevistada recentemente nessa coluna.)

“O papel da arte é de desafiar, abrir os horizontes e trazer aquela emoção que está guardada dentro de você”, diz.  “Os grandes artistas sempre tiveram um aspecto sociopolítico por trás das obras deles”.

Adriana tenta sempre apoiar artistas brasileiros.  “Gosto de mostrar ao mundo que somos mais do que samba e futebol”, diz, com orgulho.  “A Carmem [Gusmão], por exemplo, é uma guerreira que merece a visibilidade, que acho que posso trazer para ela”.

Adriana diz que a arte preenche sua alma e lembra que uma das mais importantes  lições que aprendeu com sua avó foi que as necessidades da alma são maiores do que as materiais.

“A fama é um meio.  Não um fim”, diz a curadora-cantora-atriz, que se auto denomina como “camaleoa”.

No porta-retrato, na sua sala, Adriana com Barack Obama, num jantar em Miami há quatro anos para arrecadar fundos para sua primeira campanha presidencial.

Mas é seu papel de mãe que supera todos os demais.

“No minuto que você põe uma criança no mundo, sua função número um deve ser fazer desse ser humano o melhor que ele pode ser”, diz.

Seu filho Alexandre hoje está com 12 anos e, como Adriana, é apaixonado pela musicalidade.  Frequenta duas vezes por semana o programa preparatório da faculdade de música da Universidade de Miami, Frost School of Music, para jovens pré-universitários.

Depois que Adriana se formou em letras e linguística pela PUC de Campinas, ela passou uns meses estudando arte na Sorbonne, na França, depois na Itália e acabou no Texas, nos Estados Unidos, onde conheceu o pai do seu filho.  Moraram em Dallas alguns anos até que o casamento começou a balançar.

Adriana buscava novos desafios e uma nova vida.  Resolveu, então, estudar Direito Internacional e Arte e foi aceita em quatro faculdades, inclusive a Universidade de Miami.

Para evitar maiores problemas conjugais, apesar de divorciados, o casal permaneceu morando junto e se mudou para Miami, na badalada e exclusiva ilha de Fisher Island.  Ali Adriana abriu sua primeira galeria de arte. Mas a situação entre o casal só piorava e acabaram se separando definitivamente.

Sua prioridade absoluta passou a ser os cuidados com seu filho.

Ao lado do porta-retrato do seu filho, Alexandre. Foto de Carla Guarilha.

“Você tem que prover não só as coisas materiais, como casa, comida e uma educação, mas também harmonia, amor e passar aquele senso de segurança, de amor próprio para aquela criança”, diz.  “Ser mãe e ser brasileira é, ‘levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima’. Acho que essa é uma das coisas que a mulher brasileira tem: muita garra”.

E com essa garra, Adriana foi construindo e reconstruindo sua vida, sozinha.

“Quero ser lembrada pelo meu filho como uma mulher intelectual,  que luta, que almeja, mais do que tudo, uma presença, como brasileira, como uma pessoa culta e centrada”, diz.  “Meu propósito final é me realizar como uma mulher de negócios, ter minha independência financeira completa, proporcionar uma educação de altíssimo nível para o meu filho, mas como minha avó já tinha me dito, lembrando sempre que as nossas necessidades interiores, espirituais são bem mais poderosas e muito mais demandantes do que os bens materiais”.

Seu sonho em 20 anos? Fazer doutorado em linguística.

“No mundo perfeito, estaria voltando para quem realmente sou: amante da arte e linguística.  Gostaria de terminar meus dias como professora universitária, lendo, estudando, discutindo com os alunos”, diz.  “Eu adoro tudo que tem relação com a educação.  Eu poderia ser uma eterna estudante”.

Sua mensagem?

“Acho que no fim, se você é verdadeiro, consegue sonhar e realizar, mas o sonho vem primeiro”.

No vídeo, Adriana de Moura compartilha o segredo do seu sucesso:

O segredo do sucesso de Adriana de Moura, apelidada de “Brazilian bombshell” no “reality” Real Housewives of Miami, é garra. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última