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terça-feira, 19 de março de 2013 Arte & Cultura, Direto de Miami, Educação, Empreendedorismo, Entrevistas, Miami, Negócios | 09:05

Embaixador de Donald Trump no Brasil lança o verdadeiro “Aprendiz” nas ruas de Miami.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Ricardo Bellino sempre foi empreendedor, algumas vezes por aptidão outras por necessidade. Por isso mesmo, ele sabe da importância deste instinto para fazer sucesso no ambiente empresarial.

Assim, amanhã, às 14 horas, horário de Brasília, Bellino irá lançar oficialmente o programa School of Life durante o Congresso Global de Empreendedorismo no Rio de Janeiro.

A Escola da Vida traz um novo conceito de educação e tem muita similaridade com os reality shows que fazem tanto sucesso ao redor do planeta. O objetivo: descobrir talentos empreendedores. O nome do primeiro concurso: “Em Busca do Novo Steve Jobs” (“Finding the Next Steve Jobs”), título do novo livro de Nolan Bushnell, gênio do vídeo game que fundou a Atari.  Bushnell, que foi um mentor de Jobs, o legendário fundador da Apple, será o “presidente de honra” da School of Life.

O conceito básico do programa será formar empreendedores de sucesso e, o segredo desse sucesso, diz Bellino, começa com caráter.

“Não quero saber de ideias.  Quero saber quem está por trás das ideias, quero saber quem são as pessoas”, diz ele.  “Queremos conseguir dar as pessoas a capacidade, a resiliência, que são valores fundamentais, intrínsecos a qualquer empreendedor de sucesso para que ele possa enfrentar a guerra, o dia a dia dos seus negócios, e construir negócios aonde muitos não acreditam que seria possível, e fazer o impossível”.

Ricardo Bellino na sede da School of Life, em Miami. Foto de Carla Guarilha.

A primeira turma da Escola da Vida, com 20 aprendizes, deve começar em julho.  A sede da ONG vai ser montada inicialmente dentro de um novo centro de “start-ups”, ou inovações empreendedoras chamado The Lab Miami, um investimento da Fundação Knight, no Design District, região criativa e artística de Miami.  Mas a School of Life vai operar virtualmente no mundo inteiro através do site www.schooloflife.com, que vai ao ar amanhã, assim que for cortada a fita simbólica, simultaneamente em três cantos do mundo.  No congresso no Brasil vai estar Gustavo Caetano, fundador da SambaTech, gigante em distribuição de vídeos educativos e educacionais; Bellino estará em Atenas, na Grécia, participando como o 111º convidado de um jantar anual oferecido pelo escritor Paulo Coelho em homenagem a seu padroeiro São José; e em Los Angeles vai estar Bushnell, a grande estrela do anuncio.

“Juntos vamos procurar pessoas com talento extraordinário, com ideias extraordinárias, e que possam, de fato, fazer a diferença e serem tratadas e desenvolvidas, incubadas dentro do ambiente da School of Life”, diz Bellino.

School of Life vai estar localizada nessa primeira fase no The Lab Miami. Foto de Carla Guarilha.

Assim que o website for lançado, os candidatos podem começar a concorrer a vaga.

Como Bellino foi o 111º convidado de Coelho, um numero importante na Cabala, simbolicamente, o “jogo da vida” também terá duração de 111 dias, diz ele.

O curso será dividido em três módulos, que Bellino compara com reality shows.  O primeiro será como o “Survivor” ou “No Limite”, onde os alunos vão se submeter a testes psicológicos que vão avaliar sua capacidade de enfrentar os outros dois estágios. “Fizemos o trabalho orientado para realmente quebrar, destruir para construir de novo”, diz Bellino.  A segunda fase será como o programa “Aprendiz”, com  uma série de atividades, outros testes e projetos concretos.  A última fase, para aqueles que não tiverem desistido ou sido eliminados, será parecido com o “reality” americano “Shark Tank”, ou “Tanque de Tubarão”, onde, assim como no programa, os aprendizes da Escola da Vida terão três minutos para apresentar seus projetos a um grupo de investidores e a chance de tornar seu sonho realidade.

Bellino numa das salas do The Lab Miami. Foto de Carla Guarilha.

“Mostrar que você pode atingir o sucesso, mas não o sucesso a qualquer preço, é muito importante para criar valores morais, que para nós são fundamentais”, diz Bellino, que ainda afirma que as escolas tradicionais não dão esta oportunidade.  “Ela quer que você ande dentro de uma reta, dentro de uma caixa para você seguir um protocolo, terminar recebendo uma certificação para que com essa certificação você procure um emprego, e esse circulo vicioso destrói a capacidade, a imaginação e o sonho das pessoas”, diz Bellino que nunca completou uma faculdade mas passou com nota 10 na escola da vida, se transformando num dos melhores “aprendizes” de Donald Trump.

Em 2003, Bellino convenceu o magnata a fazer o primeiro investimento imobiliário Trump no Brasil. Mas não foi tão simples quanto parece. Trump não estava em seus melhores dias e deu três minutos para Bellino vender sua ideia de levar a marca Trump para o mercado de imóveis no Brasil.  Perante a situação inesperada, Bellino imediatamente deixou de lado sua apresentação original e para vencer o desafio, usou de sua genialidade empresarial, baseada em dois fatores: carisma e coragem de errar.  O projeto Villa Trump Golf & Resort em Itatiba, São Paulo, acabou não indo para frente mas rendeu uma forte amizade entre eles até hoje.

E agora, Bellino quer aplicar a mesma regra de “3 minutos” para criar novos aprendizes.

“Quero poder resetar essas pessoas no sentido de dar a elas a possibilidade de acreditar no sonho de novo, acreditar no impossível de novo, porque quando somos crianças, acreditamos que podemos fazer coisas extraordinárias, mas a nossa vida, nossa escola, nossa igreja, nossos amigos, nosso clube, estornam a nossa capacidade de sonhar”, diz o CEO da School of Life.

Parece um tanto arrojado, mas ele está calcando o sucesso do seu novo projeto na sua própria história de ousadia.

O quadro ao lado de Bellino é outra iniciativa do empreendedor.  São 100 obras feitas com capsulas da Nespresso.  Este é de Andy Warhol, artista que desenhou a lata de sopa Campbell's, inspiração para Sopa de Pedras, tema de palestras de Ricardo Bellino.  Os quadros vendem por US$15 mil cada.  Este foi uma doação para a sede da School of Life.  Todos podem ser vistos no site http://www.saatchionline.com/Artmakers. Foto de Carla Guarilha.

O quadro ao lado de Bellino é outra iniciativa do empreendedor. São 100 obras feitas com capsulas da Nespresso. Este é de Andy Warhol, artista que desenhou a lata de sopa Campbell's, inspiração para Sopa de Pedra, tema de palestras de Ricardo Bellino. Os quadros são vendidos por US$15 mil cada. Este foi uma doação para a sede da School of Life. Para ver todos, visite http://www.saatchionline.com/Artmakers. Foto de Carla Guarilha.

Aos 14 anos, Bellino teve sua primeira experiência empreendedora ao negociar com o dono de uma oficina eletrônica uma comissão por cada Atari que seus amigos de escola levavam até ele para codificar do modelo americano para o brasileiro. Quando conseguiu juntar US$300 com as comissões, Bellino investiu num equipamento de som e se associou ao grupo que mais tocava nas festas dos colegas.

Bellino e sua lata de sopa de pedra.

E esta foi a primeira de muitas vezes que Bellino aproveitou o limão para fazer uma boa limonada.

O investimento surgiu de um pequeno problema que na época lhe incomodava. Como tinha vergonha de chamar as meninas para dançar, ele ficava atrás dos DJs nas festas.  Assim, acabou virando sócio da equipe.

“Essa timidez foi o que me alavancou”, diz ele.  “Eu consegui transformar literalmente timidez em carisma”.

E foi, exatamente, esse carisma que o ajudou a vencer barreiras, aproveitar todas as oportunidades que sua escola da vida apresentou e conquistar grandes negócios.

No fim dos ano 80, com pouco mais de 20 anos, ele convenceu John Casablancas, dono da famosa agência de modelos “Elite”, em Nova York a abrir a Elite Models Brasil.  Casablancas concordou e se tornou seu “mentor e pai espiritual”.  Foi quem, de fato, o apresentou ao Trump, que acabou sendo a chave de sua trajetória de sucesso.

Seu lema:  “Como não sabia que era impossível, fui lá e fiz!”, uma frase do escritor francês Jean Cocteau.

“O empreendedor de sucesso assume risco, ele vai no limite, acredita no impossível, passa pelas chamas, abre o mar e atravessa o oceano”, diz Bellino. “Acho que uma das minhas maiores virtudes é não ter medo de errar e, não tendo medo de errar, eu arrisco mais, dentro de uma perspectiva responsável, com a cabeça no céu e pé no chão”.

E “não ter medo de errar” , diz ele, é um de cinco simples conceitos para o sucesso.  Os outros quatro são: entusiasmo, persistência, coragem de assumir risco e a verdade.

Sendo a “verdade” o fator determinante na seleção dos aprendizes, diz Bellino.  “A verdade vem com o caráter. Se você não tem caráter, a verdade não existe”.

Para testar suas aptidões de empreendedor, visite o site em inglês do livro “You Have 3 Minutes”.

No vídeo, Ricardo Bellino conta o segredo do seu sucesso, em menos de 1 minuto:

Empreendedor brasileiro Ricardo Bellino abre Escola da Vida em Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 16 de outubro de 2012 Direto de Miami, Economia, Imigração, Miami, Negócios | 09:30

Banco brasileiro chega com tudo nos Estados Unidos

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

Há quase 30 anos, precisamente no dia 1/12/82, Leandro Martins Alves pisava os pés, pela primeira vez, no Banco do Brasil, como engenheiro.

Ontem, Alves abriu as portas do primeiro banco brasileiro a operar integralmente como uma instituição financeira nos Estados Unidos com serviço local, oferecendo conta bancária, cartão de credito, cartão de débito, acesso a 50 mil caixas eletrônicos, ou terminais de autoatendimento, conhecidos aqui como ATMs, e, logo terá financiamento imobiliário, entre outros produtos.

O objetivo principal da instituição é atender as necessidades da grande concentração de brasileiros na Flórida, na faixa de 300 mil, com perfil de renda diversificado, desde o trabalhador que veio “fazer América” ao estudante, o aposentado e o turista, de passagem.

“Você tem toda uma estratégia, o mais abrangente possível”, diz Alves, hoje com 51 anos e o primeiro presidente e CEO do Banco do Brasil Américas.

Leandro Alves no seu escritório do BB Américas em Coral Gables. Foto de Carla Guarilha.

O BB Américas comprou por US$6 milhões o EuroBank, um pequeno banco comunitário, que no início do ano apresentava fragilidades financeiras.  Com isso, o Federal Deposit Insurance Corporation, entidade que supervisiona o sistema bancário americano, limitou a ampliação de ativos e passivos, impedindo a atuação integral do Banco do Brasil aqui.

Desde então, o Banco do Brasil injetou US$49,5 milhões para reforçar o capital, demonstrando a força da instituição.

E assim o Banco do Brasil Américas passou a ser reconhecido pelas autoridades americanas como um banco sólido e saudável e abriu as portas oficialmente para o público ontem.

Leandro Alves no coquetel de lançamento do BB Américas na última sexta-feira. Foto: Fabiano Silva.

“Isso nos permite agora crescer e desenvolver com um grau de liberdade muito maior do que anteriormente”, diz o CEO, que informou às autoridades americanas sua estratégia de crescimento:  de menos de dois mil para 100 mil clientes até 2020 e a abertura de 16 agências nos Estados Unidos nos próximos cinco anos.

Hoje o banco tem três agências: em Coral Gables, Pompano Beach e Boca Raton.  Em janeiro, a agência de Coral Gables, onde fica a sede, estará se mudando para um local mais amplo na região da Brickell, que é o centro financeiro de Miami, e a quarta agência deve ser aberta em Orlando.

“Você vai poder passar numa máquina de autoatendimento do BB Américas e tirar o seu dinheiro para visitar o Pato Donald e o Mickey Mouse”, diz Alves.

Como em qualquer banco americano, o cliente aqui vai ter que apresentar dois documentos que comprovam identidade e um comprovante de endereço para abrir uma conta corrente.  O diferencial será no histórico de crédito, essencial para qualquer empréstimo ou financiamento nos Estados Unidos.

“Ninguém conhece esse brasileiro como nós.  Ninguém vai conseguir fazer uma avaliação da capacidade de pagamento ou da visão de risco desse cliente tão bem quanto nós”, diz Alves.  “Acho que é isso que a comunidade pode esperar dessa nossa chegada aqui na Flórida”.

Independentemente das condições financeiras no Brasil, quando o imigrante chega aqui, ele normalmente leva alguns anos para construir um histórico de crédito, dentro da estrutura financeira do país: sem crédito, não se tem dívidas, e sem dívidas não se consegue crédito para pegar um financiamento para um carro ou um imóvel, por exemplo.

“Temos a possibilidade de ir ao Brasil e recuperar um pouco dessa memória do histórico de investimentos desse brasileiro no seu pais de origem, que é o Brasil”, diz Alves.  “Isso faz com que, diferentemente de outras instituições, nós possamos, de alguma forma, sob jargão bancário, assumir o risco desse indivíduo, desse novo cliente, porque nós já conhecemos o seu histórico em relação ao Brasil”.

Isso vai agilizar a vida e ciclo financeiro do brasileiro aqui, assim como o fluxo de remessas entre os dois países.

“Queremos buscar essa conectividade entre o Brasil e Estados Unidos de forma que o brasileiro que aqui está possa mandar dinheiro para o Brasil de uma maneira barata, simples e direta e que esse dinheiro possa vir do Brasil para os Estados Unidos de uma forma simples”, diz Alves.  “Vamos obviamente ter tarifas adequadas, condizentes, competitivas e pode ter certeza de que o que nós pudermos fazer, inclusive conversar com nossas autoridades com vista a facilitar esse processo, nós faremos. Acho que essa própria entrada do BB aqui pode gerar alguns aprimoramentos dos processos hoje existentes”.

Leandro Martins Alves entrega simbolicamente o primeiro cartão de débito "0000000001" do Banco do Brasil Américas para o Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, Cônsul-geral do Brasil em Miami. Ao lado, Jefferson Hammes, vice presidente do Banco do Brasil Américas. Foto: Fabiano Silva.

Alves diz que espera, em breve, estar atendendo também brasileiros interessados em adquirir um imóvel aqui com a facilidade de financiamento de longo prazo.

“Nesse lançamento, focamos em produtos mais urgentes para nossa comunidade, que é conta corrente, cartão de credito e a poupança.  O financiamento imobiliário vem à frente”, diz ele.  “Temos uma grande preocupação com brasileiros aqui residentes, mas também trabalharemos com os brasileiros que vivem lá no Brasil e tem interesse em comprar imóveis aqui nos Estados Unidos”.

Gaúcho, Alves passou por várias cidades do Brasil antes de chegar em Nova York, em 2006, com a esposa e três filhos, como gerente regional para coordenar a operação do BB na América do Norte.

Seu maior desafio foi a adaptação pessoal num novo país.

Na sua sala. Foto de Carla Guarilha.

“Na chegada é sempre um processo muito mais difícil do que as pessoas imaginam, mesmo numa cidade maravilhosa como Nova York ou uma cidade maravilhosa como Miami.  Você não tem referência”, diz ele.  “A ambientação cultural não é um processo simples. Você não sabe o que comprar no supermercado.  Você tem que aprender algumas coisas, começando pela língua. Por mais que fale inglês, não é a mesma coisa.  Meu filho mais novo não entendia absolutamente nada”.

Hoje, sua filha, com 26 anos, está de volta no Brasil, e os outros dois, 18 e 20, estão na faculdade, um em Maryland e outro na Pensilvânia.

“Acho que minha responsabilidade como pai é de conseguir fazer com que os meus filhos sejam melhores, sob todos os aspectos, do que eu fui”, diz Alves, que mora hoje em Sunny Isles com a esposa e recebe os filhos na época das férias.

Alves diz que o grande segredo do sucesso é “muito trabalho, muita dedicação e muito foco”.

“Para ter sucesso, você tem que ter bastante clareza de onde quer chegar, mas tem que acreditar muito nas pessoas.  Acho que quem faz as empresas são as pessoas”, diz ele  “O sucesso para mim é saber que você está conseguindo agregar valor, conseguindo fazer alguma diferença e que, de alguma forma, isso seja percebido pelas pessoas”.

No vídeo, Leandro Martins Alves revela um pouco mais da sua fórmula de sucesso:

Banco do Brasil abre as portas oficialmente em Miami. Entrevista com Leandro Martins Alves, presidente e CEO. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Gastronomia, Miami, Negócios, Restaurantes | 10:02

Gigante da franquia brasileira investe no seu primeiro negócio no exterior.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

O empresário paulista José Carlos Semenzato está trazendo ainda este ano uma de suas marcas de sucesso para os Estados Unidos.  Até o fim de 2012, ele promete abrir a primeira unidade do L’Entrecôte de Paris no exterior, na região da Brickell, o coração financeiro de Miami.

“Sempre resisti um pouco à expansão internacional no momento em que o Brasil tem oportunidades incríveis”, diz o empreendedor, presidente da SMZTO Participações, gigante holding de franquias multissetoriais no Brasil.

Mas há um ano e meio, quando comprou um imóvel de férias numa das torres Trump em Sunny Isles, com três suítes e pé na areia, começou a mudar de ideia e decidiu abrir seu primeiro empreendimento fora do Brasil.

José Carlos Semenzato em seu apartamento em Sunny Isles.

“Quando cheguei em Miami, comecei a pensar, ‘como é que vou ganhar dinheiro por aqui’?  Como bom empreendedor, não dá para chegar aqui só para gastar”, diz, rindo.

E quando começou a avaliar as oportunidades, chegou a uma conclusão: “O L’Entrecôte cabe aqui como uma luva”, diz, confiante no restaurante que vem fazendo sucesso no Itaim Bibi, em São Paulo, com um prato só: “entrecôte”, uma espécie de contrafilet, servido com batatas fritas e um molho secreto.

Semenzato diz que já tem um grupo de investidores para o empreendimento aqui e está negociando agora com um sócio experiente no ramo gastronômico na cidade para administrar o restaurante.

“Uma vez que o cliente entrou no L’Entrecote de Paris, ele vicia e, no mínimo, a cada 15 dias, ele tem que voltar”, diz, orgulhoso.  “Queremos criar aqui o mesmo produto, que tenha qualidade no atendimento e preço”.

Semenzato espera expandir a versão brasileira do L’Entrecote de Paris pelo mundo. Já tem algumas franquias encaminhadas no Brasil e planos de abrir até 10 unidades em cinco anos na Flórida.

Semenzato, hoje com 44 anos e um nome que é sinônimo de sucesso, conquista e superação no Brasil, possui 11 marcas, inclusive o Instituto Embelleze, um negócio que espera também trazer para os Estados Unidos no futuro.

E a SMZTO não para de crescer.

“Estamos falando de 500 franquias novas em 2012 no Brasil – é um número muito audacioso”, diz.

Sua fórmula de sucesso é inovação, pioneirismo e liderança de mercado.

“Nos setores que eu entro, quero ser líder, quero dar o melhor, quero fazer o melhor”, diz.  “Eu aprendi que você tem duas opções no mercado.  Ou você faz poeira ou você come poeira.  Eu sempre optei por fazer poeira”.

Semenzato, com Samara, sua esposa, e Beatriz, sua filha, de 15 anos.

O empreendedor conta que sempre procurou inovar.  “A cada dois ou três anos, eu faço grandes mudanças na minha vida – uma inovação, uma sacada nova, eu invento”, diz.

E assim foi desde pequeno, quando ajudava o pai, pedreiro, a carregar tijolo em Lins, no interior de São Paulo.  Com 13 anos, vendia coxinhas que a mãe fazia para completar a renda da família.  Um ano depois, resolveu fazer um curso de informática aos sábados para aprender a digitar e operar um computador.  Logo em seguida, aprendeu a programar e passou a trabalhar no ramo como analista de sistemas e à noite dava aula de computação no Instituto Americano de Lins.

Seu sogro, padeiro, tinha um computador no escritório da padaria, e percebendo a demanda dos alunos, Semenzato passou a dar aulas particulares também nos fins de semana, o que o levou ao seu primeiro grande negócio: a Microlins, que abriu aos 21 anos.

Em um ano e meio, a escola de informática tinha 17 unidades espalhadas pelo estado de São Paulo.

Na época, era recém-casado com a esposa Samara, mãe de seus dois filhos – Beatriz, hoje com 15 anos, e Bruno, com 20 anos, é tenista profissional e aluno da Duke University, uma grande universidade americana, onde estuda economia e finanças.

Tudo ia bem, até que três anos depois veio o Plano Real e Semenzato não tinha verba disponível para pagar o leasing dos computadores das escolas.  “Eu estava literalmente falido”, diz.   “Foi a minha primeira experiência negativa na vida”.

A solução que deu foi o “franchise” da marca.  “Ou eu franqueava ou fechava as escolas”, diz.  “Foi uma reestruturação generalizada, um susto tremendo.  Tive que passar alguns anos me recuperando”.

A empresa foi crescendo cada vez mais, e em quatro anos, se lançou como uma escola profissionalizante.

“A Microlins deixou de ser uma escola de informática e virou uma escola de profissões”, diz ele.  “Foi a grande sacada que realmente revolucionou o mercado”.

Em 2000, entrou no setor de telecomunicações, abrindo 150 escolas de instalações de telefones e aparelhos.  “Colocamos 30 mil homens instaladores de telefones para trabalhar nas telecomunicações”, diz Semenzato.  “Foi um momento mágico na nossa história”.

E assim foi: cada dois anos, uma inovação, até que vendeu a Microlins em 2010 com cerca de 750 franquias em vários setores de profissionalização, de informática à administração.

A familia Semenzato curte uma tarde ensolarada em Miami.

“Acho que esta minha visão de futuro, de realmente conseguir enxergar onde poucos conseguem, foi o que me moveu”, diz o empreendedor, que hoje tem como meta passar um pouco dessa visão e confiança para os jovens carentes através de um livro autobiográfico que deve ser publicado no ano que vem.

“Comprei meu jato, tenho uma mansão no interior e  um apartamento maravilhoso”, diz.  “O jovem tem que entender que foram 20 anos para construir uma história.  Não dá para fazer com menos de 10 anos uma trajetória de sucesso”.

O importante, diz ele, é ter foco, dedicação e paciência, e não deixar nunca de sonhar.

*No vídeo, José Carlos Semenzato revela o segredo do seu sucesso e a receita para o jovem empreendedor de hoje.

No vídeo, José Carlos Semenzato revela o segredo do seu sucesso e a receita para o jovem empreendedor de hoje. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 29 de maio de 2012 Direto de Miami, Gastronomia, Negócios, Shopping | 09:14

Empreendimento brasileiro entra no shopping Aventura, perto de Miami, o segundo mais visitado dos EUA.

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*Fotos de Carla Guarilha

A paulistana Yara Gouveia está colocando o Brasil no mapa de um dos mais badalados shoppings do sul da Flórida, o Aventura Mall, o segundo mais visitado dos Estados Unidos.  Ela, junto com outros empreendedores, abriu lá recentemente o Rococoa Café, um grande quiosque de comidinhas francesas com mesas ao redor.  E o negócio pode desembarcar em São Paulo, em breve.

Yara – que está entre as mais bem sucedidas corretoras de imóveis de Miami – é um dos sócios-investidores.  “Nunca imaginei entrar no ramo gastronômico”, conta a empresária.  “Mas como diz nosso sócio, Pascal Cohen, às vezes, as coisas acontecem tão rápido que a gente nem entende.  Por isso é que vai dar certo”.

Yara Gouveia e sócio Pascal Cohen, na frente do Rococoa, no shopping Aventura. Foto: Cortesia Yara Gouveia.

Cohen,  que é francês, passou recentemente 10 dias no Brasil com a Yara e outros investidores para estudar o mercado e mapear as oportunidades.  Visitaram vários shoppings da capital paulista, mas antes de qualquer expansão nos Estados Unidos ou no Brasil, estão aperfeiçoando o “tempero”, os detalhes do menu, que inclui cafés e doces, saladas frescas e “waffles” e “paninis” feitos na hora, sempre com um toque especial de atenção a detalhes de um salão de chá parisiense.

Mas, Yara diz que além da possibilidade de levar o Rococoa ao Brasil, há outros grandes planos, a médio e longo prazo, aqui na Flórida.

Pascal Cohen, CEO e presidente do Foodinvest Group, que já possui vários estabelecimentos em Miami, inclusive o restaurante francês La Goulue, de Bal Harbour, está consolidando a parceria com os brasileiros. Logo, eles estarão entrando numa rede de hotéis de luxo, começando por South Beach, onde pretendem abrir e administrar um restaurante/lounge/boate, programado para inaugurar em outubro.

“Vai ser um dos quatro, cinco maiores pontos de atração de Miami”, conta Yara, que ainda não pode divulgar os detalhes, mas está muito animada com as novas perspectivas. “O Rococoa é a ponta do iceberg”, diz ela, com entusiasmo e otimismo.

“Tem que acreditar e ir atrás”, recomenda. “Não pode ter medo de ir à luta”.

E foi sua coragem que transformou-a em uma mulher vitoriosa.

Formada pela Escola Superior de Música Santa Marcelina em São Paulo, Yara foi professora de música do Porto Seguro, um dos colégios mais tradicionais da capital paulista, por 15 anos.

Hoje, o piano é um hobby.

Casada com o empresário Ricardo Frederico Freitas de Gouveia, ela decidiu parar de trabalhar quando nasceu Felipe, seu filho mais novo, hoje com 22 anos.  Ricardo estava com muitos negócios em Miami e o casal viajava com tanta frequência para cá, que resolveu comprar um apartamento de férias, no inicio dos anos 90, em Williams Island, em Aventura, que era um dos locais mais cobiçados por brasileiros.  O corretor foi Léo Ickowicz, dono da imobiliária Elite International Realty, onde hoje ela trabalha, e também um dos sócios do Rococoa, além de grande amigo.

Gostaram tanto que a família resolveu se mudar de vez: Ricardo, Yara, Frederico, o filho mais velho, hoje com 30 anos, e Felipe.

“Era dondoca”, brinca.  “Sem experiência, não pensava mais em trabalhar”.

Yara Gouveia na sala de seu apartamento em Aventura.

Mas a vida deu uma virada.  Seu marido se encantou com o jogo.  Chegou a levar uma bolada de US$1,750 milhão em um dia em um pequeno cassino da região.  Ganhava com a mesma facilidade com que acabou perdendo tudo.

“Quando vi que meu marido estava perdendo o controle da situação, fui no impulso.  Pensei, vou começar a fazer alguma coisa para me entreter porque a rotina era só ir ao shopping, spa, encontrar as amigas”.

Como Yara recomendava muitos clientes para a Elite, Léo sugeriu que tirasse licença de corretora.  Ela gostou da ideia e ia para as aulas de Bentley, um dos muitos carros na garagem.

Mas a situação piorava a cada dia, e ainda apaixonada pelo pai de seus dois filhos, decidiu voltar ao Brasil com a família, achando que iria ajudá-lo a deixar o vicio.  Mas não adiantou.

“Ele teve o azar de ter tido muita sorte”, diz ela, que dois anos depois resolveu se divorciar e voltar para Miami.

O Fred, hoje músico clássico em Nova York, havia ficado para concluir a faculdade de música na Universidade de Miami, e Yara pegou o avião de volta, com Felipe e US$12 mil no bolso. Nada mais.  Tinha vendido tudo que podia.

Ela foi trabalhar como vendedora de lingerie da Bloomingdale’s.  As antigas amigas que a viam ficavam chocadas e se escondiam atrás de araras de roupa para mostrá-la a outras conhecidas.

Acabou saindo do trabalho por não ganhar o suficiente para o sustento.  Com licença de corretora, resolveu investir de cabeça na profissão.

Mas, um ano depois que retornou a Miami, quando ainda lutava para se reerguer, outra pedra no caminho: o pai de seus filhos teve uma séria inflamação e, aos 53 anos, faleceu em São Paulo.

“Era ex-marido, mas foi sempre uma pessoa amiga, que eu admirava – um homem jovem, brilhante  e inteligentíssimo”, conta.  “Levou um tempo para eu nascer de novo”.

Mas ela conseguiu.  No ano passado vendeu US$30 milhões em imóveis e, este ano, diz que começou bem.

“Com bom humor, você abre portas, quebra gelo e interage muito melhor com sua família, seus amigos e seus clientes”, diz. E esse é seu grande segredo: o sorriso no rosto.

O sorriso sempre foi sua marca registrada.

Ela brinca que tem depressão eufórica.

“Quando você está de bem com a vida, a vida fica de bem com você”, diz, com orgulho de suas conquistas e de onde ainda espera chegar.

“Minha vida é uma roda gigante muito grande.  Eu já tive muito lá em cima.  Já tive muito lá embaixo.   Quem sabe vou dar outra volta”, diz.  “O que eu sinto é que, de tudo que eu passei, parece que estou sendo preparada para algo mais.  Eu vejo que o sucesso não é só ter dinheiro.  Você tem que ter uma bagagem de conquistas”.

No vídeo, Yara Gouveia fala um pouco mais sobre o segredo de seu sucesso – e deixa uma canjinha no piano de sua casa, lembrando os velhos tempos de professora de música.  Hoje, escutá-la tocar é um privilégio reservado somente para os amigos de verdade.

Corretora e empresária Yara Gouveia conta o segredo do seu sucesso, e dá uma canjinha no piano. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 22 de maio de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Negócios, Turismo | 09:27

Com US$450, o motorista Jota da novela América fez a América. E hoje, ele conta como.

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*Fotos de Carla Guarilha

“Hoje um nome, amanhã uma lenda, quiçá um mito”.

Esse é o mote de João Geraldo Abussafi, um imigrante que, em 20 anos de Estados Unidos, realizou o sonho americano: se transformou em um empresário de sucesso, que muita gente se lembra como o personagem Jota Abdalla, o carismático motorista representado pelo ator Roberto Bomfim na novela América, exibida em 2005 pela Rede Globo.

“Nada tema, com Jota não há problema”.

Jota em seu apartamento em Miami

Esse lema, agora, é tema de palestra, que ele fará nas próximas três semanas no Brasil.

Com o título “O sucesso anda de limousine”, o palestrante vai correr vários estados, entre eles, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, motivando o público com sua trajetória de vida  –  do imigrante, que dormiu nas ruas dos Estados Unidos, ao grande empresário.

Ele garante que a fórmula de sucesso é determinação, dedicação, carisma e, acima de tudo, muito trabalho e uma dose de humildade misturada com autoconfiança.

“Meu telefone está ligado 24 horas até hoje”, conta Jota, que só conheceu o prazer de ir à praia em Miami há três anos.   “Não sou escravo do dinheiro, mas sou escravo do meu trabalho”, diz, com orgulho.

João Geraldo Abussafi nasceu em Londrina, no Paraná, em 1965, e aos 13 anos, se mudou com a família para Campo Grande, Mato Grosso do Sul, terra natal do pai. Aos 25 anos veio para os Estados Unidos, depois de uma série de negócios fracassados  no Brasil e total falta de interesse nos estudos.

Nada dava certo.

“Montei uma loja no shopping, quebrei.  Montei uma engraxataria, quebrei.  Concorri para vereador, perdi”, conta.  “Tudo que eu fazia dava errado”.

Jota mostra seus amuletos da sorte: olho Grego e pimenta ficam na entrada de seu apartamento.

Aí resolveu mudar totalmente de vida:  vendeu o carro, comprou uma passagem para Miami e chegou aqui com US$450 no bolso.

No quarto dia nos Estados Unidos, o dinheiro já estava acabando, e ele não conseguia trabalho em Miami.  Se mudou, então, para Orlando, onde foi contratado como lavador de pratos em um restaurante brasileiro.

Quando terminou o expediente, às 2 da manhã, tinha US$65 no bolso.  O gerente disse que não poderia dormir no restaurante, por que era contra o regulamento, e sugeriu um hotel nas redondezas.   Mas quando chegou lá, descobriu que não tinha o suficiente para a diária.  E voltou para o restaurante.

“Atrás tinha uma caixa de papelão com sangue de frango.  Exausto, com a mesma roupa, olhei pro céu e falei: Deus vai me trazer alguma coisa boa. Dei uma choradinha, virei e dormi”, conta Jota.  “Duas horas depois, tinha sol de novo, escaldante.  Fiquei esperando o restaurante abrir”.

No mesmo dia, ele foi para a casa de um garçom, onde ficou por três meses, quando, finalmente, conseguiu alugar um apartamento.  Trabalhou das 9 às 2 da manha – os sete dias da semana, por 11 meses e 26 dias.

Lá, conheceu um cliente, que gostou do seu jeito simpático e o convidou para trabalhar em sua empresa de transportes.  Foi, então, que começou sua trajetória como motorista, como se identifica até hoje.

Jota com a noiva Giuliane. Depois de ter carros de todas as marcas, diz que hoje não trocaria seu Mini Cooper conversível por nenhum outro.

“Eu gosto de ser motorista”, diz ele.  “Eu tenho empresa, mas sou motorista, e adoro ser motorista.  Adoro servir.  E cheguei onde cheguei dirigindo”.

Jota hoje tem uma empresa chamada Jota+, que abrange todo tipo de serviço — de “concierge” particular de luxo à uma frota de carros de aluguel.  Sua meta com os clientes é: “eficiência Americana, pontualidade Britânica e versatilidade Brasileira”, uma atitude que exige de todos seus funcionários.

Mas, o caminho não foi fácil. Jota só conseguiu sua residência permanente nos Estados Unidos há seis anos e não pôde sair do país para ir ao enterro do pai.

“Perguntei para a imigração se poderia ir ao Brasil e me disseram: poder, pode, só que você não volta mais.  Eu tive que ficar aqui”, diz ele.  “A vida me deu umas castigadas boas mas, me presenteou com coisas maravilhosas”.

Com simpatia e extremo profissionalismo, foi sendo indicado de boca a boca, caindo nas mãos de celebridades, como Hebe Camargo, Glória Perez e Fausto Silva.

E foi aproveitando todas as oportunidades que a vida ofereceu e correndo atrás de outras, que Jota de Miami passou de motorista à empresário, apresentador de programas de TV — como o Florida Connection, um quadro do Amaury Jr. na Rede TV!, e Viajar é com J — palestrante e escritor.

Capa da nova edição do "Dicas do Jota: O Seu Roteiro de Viagem em Miami". Lançamento será em São Paulo, em julho.

Em 5 de julho, ele lança em São Paulo a 3º edição do guia “Jota: O Seu Roteiro de Viagem em Miami”, com prefácio do Faustão.

“Não tenho como pagar tudo o que Fausto Silva fez por mim”, diz Jota.  “Esse é amigo”.

O guia da Editora Letra Livre vai sair com 30 mil exemplares e um aplicativo de iPad.  Como nas outras duas edições, as vendas nos lançamentos serão doadas inteiramente à Associação dos Amigos das Crianças com Câncer em Mato Grosso do Sul.  Mas, desta vez, há uma novidade: ele vai escolher também entidades diferentes, todo mês, para doar mais 5% das vendas.

Jota sente enorme carinho pelo estado onde cresceu, e uma divida de gratidão, que espera pagar com seu trabalho:

“Ainda vou ser Secretario de Turismo do Mato Grosso do Sul”, diz com a mesma confiança que demonstrou desde o primeiro minuto que pisou os pés nos Estados Unidos.  “Acho que tenho uma missão lá.  Tem riquezas naturais, mas o turismo nunca foi olhado com carinho”.

O casamento está previsto para o fim do ano.

Para maiores informações sobre a palestra “O Sucesso Anda de Limousine”, clique aqui.

No vídeo, Jota revela a receita do seu sucesso, com uma pitada de humildade e gratidão:

Com US$450, o motorista Jota da novela América fez a América. E hoje, ele conta como. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 Negócios, Shopping | 10:08

Brechó virtual de bolsas em Miami vende US$1 milhão em 2011

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**Fotos de Carla Guarilha

Apaixonado por luxo, o empresário colombiano Roberto Szerer descobriu uma grande oportunidade durante a crise econômica nos Estados Unidos e resolveu investir num ramo que recessão nenhuma afeta, diz ele: a paixão das mulheres por bolsas de grife.

“As mulheres são apaixonadas por bolsas. Quem pode, vai comprar produtos caros.  Mas sempre vai ter quem quer um produto original com uma boa oportunidade”, diz Szerer, que abriu em setembro de 2010 Luxe Designer Handbags.   “É como carro usado”, diz ele.  “Sempre vai ter mercado”.

Roberto Szerer, CEO, mostra uma Chanel Jumbo Flap, que estava vendendo por US$2.500. A original pode custar mais de US$4.000.

No ano passado, o site LuxeDH, como é conhecido, vendeu mais de US$1 milhão e espera um rendimento de até cinco vezes maior este ano.

As vendas correm o mundo e o Brasil é destino de 2% das mercadorias despachadas, o que representa de 30 a 40% do consumo internacional.

“O brasileiro gasta entre US$650 e US$ 1.000 por compra”, diz o CEO da empresa, que ao longo dos anos, desenvolveu extensa experiência com o comércio no Brasil.

Quando se mudou há 14 anos de Bogotá para Miami, Szerer abriu com um sócio americano, casado com uma brasileira, uma empresa de distribuição exclusiva para a América Latina de sapatos infantis – do Mickey Mouse aos tênis All Star.  O Brasil era um dos principais mercados.

“Adoro o Brasil”, diz o empresário que reconhece o bom e luxuoso gosto do brasileiro.

Prateleiras com as bolsas que chegam no estoque diariamente.

O escritório fica em Hallandale Beach, próximo de Miami, onde a mercadoria mal chega e já sai.

O site mantém um inventário constante de quinhentas a mil bolsas e tem vendido, em média, 400 por mês.  Os preços variam de US$99 à US$4.500, que foi o valor da  bolsa mais cara já vendida até hoje: uma Hermès Kelly, que de primeira mão sairia entre US$8.000 e US$10 mil.

Hèrmes Kelly - Cortesia: LuxeDH

O frete nos Estados Unidos é gratuito e o internacional, US$44,95 por item.

Szerer diz que o vendedor tem um perfil semelhante ao do consumidor: “mulheres de classe média-alta que tem bolsas no closet e não estão usando. Ai se dão conta de que podem vender”.

Elas podem oferecer a mercadoria pelo site ou, quando a quantidade é grande, levar pessoalmente no escritório para avaliação. Todas as bolsas são autenticadas no local.

Szerer disse que, uma vez, uma Venezuelana chegou com 56 bolsas para vender.

“E essas eram apenas as que ela não estava usando”, conta.

Ele diz que muitas mulheres gostam de “reciclar produtos de luxo”.  Elas querem sempre estar com bolsas novas, mesmo que usadas.

Kimberly Blue, 25, é diretora de serviços ao cliente – e também assídua consumidora.  Ela diz que adora o trabalho –  ainda mais por ter a chance de trocar as bolsas com frequência.

Depois de um tempo usando a mesma, ela vende de volta para LuxeDH e compra uma nova, de segunda mão.

Gucci Galaxy Python - Cortesia: LuxeDH

Para ela, a bolsa mais bonita que chegou foi uma Gucci Galaxy Python preta.

“Foi a bolsa mais linda que já vi”, diz Kimberly.  “Se pudesse, teria colocado em um quadro”.  A bolsa saiu por US$3.200.  Uma nova custaria US$7.000.

Szerer diz que a resistência inicial de comprar uma bolsa de segunda mão desaparece na hora que a mulher a coloca no ombro, como ocorreu com sua própria esposa, Margie.  Ele conta que ela não estava botando muito fé no negócio até as mercadorias começarem a chegar.

O primeiro pedido foi o dela: uma Balenciaga marrom por US$800.

Ninguém vai perguntar onde comprou, diz Szerer.  “Quando está nas mãos parece nova”.

A empresa oferece mais do que uma bolsa, diz ele.  Proporciona “estilo de vida”.

LuxeDH no momento oferece 11 marcas: Balenciaga, Bottega Veneta, Chanel, Chloé, Dior, Fendi, Gucci, Hermès, Louis Vuitton, Marc Jacobs e Prada.

Kimberly Blue, diretora de serviços ao cliente, mostra a sua Gucci favorita do momento.

Szerer pensa em expandir os produtos e incluir joias, e também considera abrir uma loja em Miami no futuro.  Mas no momento, sua meta é clara: “Construir a maior boutique online de bolsas de grife de segunda mão com certificado de garantia”.

Box:

Website: LuxeDH
E-mail: cs@luxedh.com
Telefone nos EUA: 888-925-3424
Direto na Flórida: (954) 362-9499

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quinta-feira, 5 de abril de 2012 Miami, Negócios | 09:12

Giraffas – cadeia de fast-food brasileira – vai investir mais de R$35 milhões na Flórida nos próximos cinco anos

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"Brutos", um dos favoritos no Giraffas em Miami: Hamburguer de picanha, ovo frito, queijo, presunto, tomate, alface e bacon. Fotos de Carla Guarilha.

“Picanha with rice, beans and farofa” é o que mais se escuta no primeiro restaurante Giraffas nos Estados Unidos, e a rede de alimentação tem planos de tornar esta combinação tipicamente brasileira em prato preferido dos americanos.

Logo na abertura do negócio, o público era 80% brasileiro e 20% americano ou hispano.  Esta divisão já está hoje próxima de 50-50 e essa é a meta do Giraffas USA.

O Giraffas desembarcou em Miami em meados do ano passado porque viu no momento de crise uma ótima oportunidade.

“Antes só de aluguel estaria gastando o dobro, o que tornaria inviável o risco”, afirma João Barbosa, CEO e presidente do Giraffas USA. “Nós ainda  somos recente nos Estados Unidos, não temos ainda o peso da marca por aqui, então a nossa negociação é complicada”, explicou.  “Agora, quando os Estados Unidos derem uma melhorada, já estaremos com os restaurantes abertos”.

O investimento, até agora, mostrou resultados. A estreante já superou o faturamento previsto, com vendas de US$900 mil.

Mas o modelo de negócios aqui nos EUA é completamente diferente do brasileiro. O Giraffas Brasil é 100% uma franqueadora com sede em Brasília, que presta suporte às franquias e vive de royalties dos estabelecimentos espalhados pelo Brasil – serão 400 até o fim do ano.

Já por aqui,  o primeiro restaurante – aberto na região de North Miami — foi um investimento exclusivo dos sócios para testar o mercado.

Mas, os próximos não serão assim. O Giraffas passou três anos planejando,  captando recursos e criando o Girainvest Brasil, um grupo fechado com pouco mais de 200 investidores e um investimento total de R$35,5 milhões para abrir 34 restaurantes na Florida nos próximos cinco anos.

João Barbosa, CEO e presidente do Giraffas USA

Mas Barbosa tem sonhos ainda mais ambiciosos: “Eu acho que a gente tem o potencial para ser muito maior”, diz o CEO, que desde fevereiro assumiu a direção do Giraffas USA e se muda para Miami definitivamente em julho, com a família.

Ele disse que quando foi abordado para assumir toda a operação de expansão nos Estados Unidos, um mês depois da abertura do primeiro restaurante, ele não hesitou.  “Pedi cinco segundos para pensar no assunto”, brincou.

Tinha acabado de nascer seu terceiro filho e, pronto para uma mudança de vida, ele imediatamente aceitou a proposta.

Nascido em Londres, Barbosa morou e visitou várias cidades do mundo durante seus 41 anos e diz que está muito feliz de poder expor outras culturas para seus filhos agora.

“Eu literalmente aniquilei a carreira diplomática da família”, diz Barbosa, que é filho, neto e bisneto de diplomatas.  “Sei o valor que é você ter chance de morar fora quando é criança e ter oportunidade de conviver com outras culturas e aprender outros idiomas”.

Barbosa acredita que o momento foi perfeito para essa transição e a aposta deu tão certo que já tem recebido muitas chamadas de investidores interessados em abrir uma franquia da rede nos Estados Unidos.

“A gente mal abriu este restaurante e já há grupos querendo se tornar sócios nos Estados Unidos.  Mas está muito cedo”, diz Barbosa.

No momento, a prioridade de investimento está por conta do Girainvest.  Mas no futuro, não se sabe.

“Estamos estudando novos pontos de crescimento nos Estados Unidos, em toda a região de New England, New Jersey, aí podemos ou replicar esse modelo, se for bem na Flórida, ou a gente pode abrir para parceiros locais que tenham recursos”.

Mas isso, em principio, só daqui a cinco anos.

Barbosa na primeira loja do Giraffas USA, em Miami.

Transparência, comprometimento e humildade são os principais ingredientes do segredo de seu sucesso:

“Procuro sempre me cercar de pessoas extremamente competentes.  Eu brinco com todo mundo que as pessoas que eu lidero, no primeiro escalão, elas literalmente tem que saber muito mais do que eu em cada um de seus negócios.  Aí, eu pessoalmente vou crescer, o negocio vai crescer.  Acho que não tenho que ser dono de tudo.  O que eu vou fazer é juntar o pessoal e ter uma visão mais ampla do negocio.  Isso é que sempre usei de filosofia dentro dos meus negócios, e vou procurar buscar aqui também”, diz Barbosa que espera contratar cerca de 1000 funcionários na Flórida nos próximos cinco anos.

FOTOS DE CARLA GUARILHA

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terça-feira, 13 de março de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Negócios | 10:41

Milionários brasileiros aquecem mercado imobiliário de Miami. Mas, há oportunidades para todos, até para quem quer se mudar para lá de vez.

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O Trump Hollywood tem uma adega especial. Os donos dos apartamentos podem optar por espaço de 12 (por US$12,000) a 60 garrafas (por US$60 mil). Foto de Carla Guarilha.

O mercado imobiliário de Miami está  aquecido graças aos estrangeiros, afinal, foram eles que adquiriram 60% dos imóveis da cidade.  Os brasileiros, claro, tem um papel relevante neste cenário: estão em segundo lugar no ranking dos maiores compradores, atrás apenas dos venezuelanos.

As imobiliárias – que estão batendo recorde de vendas, como a tradicional Elite International Realty, do paulista Léo Ickowicz, estão aproveitando o momento.  Os números são superlativos.  No ano passado, a empresa vendeu US$160 milhões de dólares em imóveis na Florida.

“2011 foi o melhor ano de longe”, diz Ickowicz, que fechou 365 imóveis no total, um por dia, batendo recorde de vendas desde que abriu nos Estados Unidos, em 1993.

E ele está apostando que a festa ainda vai durar, pelo menos, mais três ou quatro anos, quando alguns grandes empreendimentos devem ficar prontos.

Alguns projetos são espetaculares e mudaram um pouco a cara do mercado local.  Um deles é o Regalia, projeto incorporado por um grupo de investidores brasileiros, que no momento só aceita reservas.  É um dos mais novos lançamentos, com 43 andares.  São 40 apartamentos, um por andar, o que é raríssimo nos Estados Unidos, começando por US$6 milhões.

Este é o mais novo e luxuoso lançamento de Sunny Isles. Um apartamento por andar, começando por 500m2 por US$6M. Fica pronto em 2015. Foto: cortesia do Regalia Beach Developers LLC

Outro projeto pioneiro é o Porsche Design Tower, que além de todas amenidades esperadas em um apartamento de extremo luxo, vai ter elevador próprio para levar os automóveis até o andar.

Porsche Design Tower vai ter até elevador para os automóveis dormirem mais perto do dono. Foto: Cortesia Porsche Design

Mas, enquanto essas construções não ficam prontas, os novos condomínios já lançados não ficam tão atrás.  E os brasileiros estão comprando.

Dos 2000 clientes da Elite no ano passado, cerca de 100 compraram imóveis acima de US$1 milhão, deles 30% desembolsaram mais de US$2 milhões.

Mas, há quem faça ainda mais extravagâncias. A maior venda da Elite foi de US$6 milhões no St. Regis, o mais novo e cobiçado condomínio em frente ao Bal Harbour, shopping das grandes grifes. O negócio foi fechado por um banqueiro paulista, que pede sigilo. Mas ele não chegou a comprar um apartamente e, sim, um espaço onde vai poder personalizar a planta do futuro apartamento. O custo da obra deve ficar em mais US$1,5 milhão.

A cobertura do St. Regis, de US$20 milhões, também foi vendida para um empresário brasileiro. Foto: Cortesia St. Regis.

W South Beach, Trump Towers em Sunny Isles e Trump Hollywood são outros condomínios favoritos dos brasileiros hoje em dia, cada um com seu charme.

W South Beach Residences é um dos favoritos dos brasileiros - Os preços variam de US$620 mil por um studio com 53m2 a mais de US$7 milhões. Foto: cortesia do W South Beach

O Trump Hollywood tem também uma sala especial de charutos. Foto de Carla Guarilha.

Apesar de não ser mais um prédio novo, o Trump Towers, em Sunny Isles, ainda é muito cobiçado por brasileiros.   A Elite já vendeu mais de 20 apartamentos, valor total de US$18  milhões, nos últimos dois anos.

Os estrangeiros investiram US$82 bilhões em imóveis em 2011 no país inteiro e representam 31% das vendas do estado da Florida. O Trump Towers ainda é um dos favoritos.

Daniel Ickowicz, filho de Léo, é diretor de vendas da imobiliária e, como o  pai,  um homem de visão.

Léo e Daniel Ickowicz no Trump Hollywood. Foto de Carla Guarilha.

Chegou em Miami com a família em 1990. Tinha 13 anos. Se encantou. Com 17, acabando o colegial, os pais e a irmã resolveram retornar ao Brasil. Mas ele fechou o tempo e disse que daqui não sairia. Passou a administrar a Mandala, agência de turismo que Léo havia aberto em Miami. Atualmente a Mandala, nas mãos da irmã Renata, existe somente em São Paulo, e a Elite se tornou o xodó de Daniel e seu pai, que voltou de vez para Florida em 2001.

A Elite tem hoje com 88 corretores, 30 deles brasileiros – que representam 70% das vendas da imobiliária, que está expandindo no momento no ramo comercial.

De acordo com a Associação de Corretores de Imóveis, quase 50% dos brasileiros compraram imóvel no ano passado na Florida por lazer, para vir de férias.  E Daniel aposta que de 20 a 25% dos clientes atuais, muitos com este perfil, possam se interessar e querer passar mais tempo aqui se tiverem um negócio.

“A gente percebeu que o brasileiro tem ficado muito tempo aqui”, diz Daniel.  “E, agora, quer montar um negócio ”.

A Elite está abrindo em dois meses uma nova divisão – Elite International Commercial Division, que vai auxiliar o brasileiro a entrar no comércio americano.

Um franquia de fast-food, por exemplo, como o Subway ou Burger King, é um investimento entre US$500 mil e US$1 milhão, que além de renda, oferece a facilidade para adquirir um visto de trabalho no País.

“Uma renda aqui é o ponta pé que falta pra eles”, diz Daniel.  “Essa é nossa meta”.

Mas, Daniel afirma que a oportunidade não é só para milionários,  tanto que os dados oficiais indicam que 30% dos brasileiros compram imóveis de valor inferior a US$100 mil.

Comprovando renda, com 40% de entrada, esse novo perfil de investidores  da classe média, que é o profissional liberal no Brasil, pode financiar um apartamento de US$200 mil, com uma prestação de US$650 por mês.

E para facilitar o acesso a informação para todos esses clientes no Brasil, a Elite se juntou ao escritório Braga Nascimento e Zilio Antunes Advogados Associados [http://www.braganascimento.com.br/] em São Paulo, que a partir de abril fará seminários mensais para esclarecer as duvidas do brasileiro que pensa em investir em Miami.

Essa parceria jurídica vai dar o suporte legal para o cliente.

“O atendimento começa no Brasil”, diz Daniel.

Video: Daniel conta em menos de um minuto os segredos do seu sucesso.

Daniel Ickowicz, campeão de vendas de imóveis para brasileiros em Miami, revela segredo do seu sucesso em menos de 60 segundos from Chris Delboni on Vimeo.

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