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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013 Beleza, Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Sem categoria, Shopping | 10:18

Sonho de designer brasileiro em Miami é vender sua marca exclusiva para Sônia Braga e Ivete Sangalo.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Eduardo nasceu em Santos, filho de pai alemão e mãe espanhola.

Seus pais se conheceram numa viagem na Itália, se casaram em Roma e se mudaram para o Brasil no final da década de quarenta.

Seu pai, joalheiro, queria estar próximo de um porto e achou Santos a melhor opção. Com simpatia e bom atendimento, logo foi conquistando uma clientela de luxo, de turistas estrangeiros que chegavam de navio ao Brasil.

Comerciante visionário, no fim dos anos 60, ele começou a ver que o turismo estava mudando com o aumento do tráfego aéreo e partiu em busca de novos horizontes. Em 1969, a família se mudou para Porto-Rico e continuou o sucesso no ramo de joias.

Mas essa não era a praia de Eduardo, que procurava uma jornada profissional independente dos negócios da família.

“Eu não sabia o que iria fazer.  Não queria trabalhar com o meu pai, me dava bem com ele, mas não queria trabalhar com a família”, diz.  “Queria encontrar o meu caminho na vida.  Tinha que buscar o meu futuro”.

Eduardo no escritório da "Edward Beiner" em South Miami, onde fica sua primeira loja, desde 1981. Foto de Carla Guarilha.

E assim, jovem e “hippie” com cabelos longos, típico dos anos 60 e 70, resolveu estudar no Canadá.  Logo que chegou, conseguiu um trabalho de vendedor numa ótica.  E essa foi sua largada.

Em 1980, pediu transferência para Miami e, no ano seguinte, abriu sua primeira loja na Sunset Drive, que existe até hoje.

Só que  agora, aos 57 anos e com nova identidade norte-americana, Edward Beiner, se tornou um grande designer de óculos de luxo e uma das maiores coleções na Flórida, com 11 lojas espalhadas pelo estado e planos de expansão.

Sua marca, vista em rostos famosos como dos jogadores LeBron James, Dwyane Wade ou Alicia Keys, virou sinônimo de bom gosto e qualidade.

Mas, diz Edward, só estará realizado quando vir seus óculos nos olhos de mais brasileiros.

“Sonho vendê-los para Sônia Braga e Ivete Sangalo”, brinca.

Na loja da Sunset Drive, Edward conta com orgulho que faz questão de tratar os clientes com o "carinho brasileiro". Foto de Carla Guarilha.

Eduardo diz que quando chegou em Miami e falava que era do Brasil, sempre ouvia: “Ah, Buenos Aires”.  Ninguém conhecia o país, diz, lembrando dos tempos que brasileiros só vinham para comprar eletrônicos nas lojas do centro da cidade.

Não era seu público.

Com a mesma atenção com os clientes que aprendeu com seu pai, ele foi conquistando um mercado de luxo  – mas, tipicamente americano e europeu.

Mas hoje tudo mudou, diz Edward, que tem uma de suas lojas no shopping Aventura, um dos favoritos dos brasileiros e onde o português está virando o primeiro idioma, depois do espanhol.  O inglês amarra a terceira colocação.

“O que o brasileiro traz para a economia de Miami é uma coisa incrível”, diz, orgulhoso.  “O brasileiro está levantando Miami”.

Edward diz que sua trajetória aqui não foi fácil.  Batalhou muito para chegar onde está.

“Os Estados Unidos não perdoam”, diz com humildade, o santista que lutou para criar um nome reconhecido pela qualidade mas que lhe deixou sem identidade.

Foto de Carla Guarilha.

Eduardo conta que se realiza cada vez que escuta um brasileiro falando português em sua loja, mesmo sem saber que Edward Beiner é mais brasileiro do que qualquer João ou Maria.

“Já falei para minha esposa que quero morrer Eduardo, não Edward”, brinca.  “Eu nasci Eduardo e quero morrer Eduardo”.

Já se está nos planos uma loja no Brasil, o designer prefere não antecipar nada.

Só diz: “Eu gosto da Rua Oscar Freire”, em São Paulo.  “É uma rua muito interessante”.

Quem sabe logo o brasileiro não vai mais precisar vir a Miami para comprar um par de óculos Edward Beiner.

No vídeo, Eduardo “Edward” Beiner conta o segredo do seu sucesso.

Grande designer da marca Edward Beiner conta aqui o segredo do seu sucesso. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 23 de outubro de 2012 Direitos Humanos, Direto de Miami, Educação, Entrevistas, Imigração, Miami, Sem categoria | 09:09

Brasileira revela os motivos do intenso fluxo migratório para a Flórida

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Valéria Magalhães estudou em escola pública toda sua vida, na periferia da zona leste de São Paulo, para onde seus pais migraram na década de 60.  O pai  havia deixado o Maranhão e a mãe, Minas.

“Não tenho uma formação brilhante”, diz Valéria, que superou os obstáculos de uma educação primária e secundária relativamente fraca e criou sua própria – e brilhante – trajetória acadêmica.

Valéria no quarto do hotel Hampton Inn, de Coconut Grove. Foto de Carla Guarilha.

Hoje, socióloga, doutora em História Social e docente da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, ela esteve aqui em Miami na semana passada para lançar seu livro: “O Brasil no Sul da Flórida: Subjetividade, identidade e memória”, publicado e lançado no ano passado no Brasil, pela editora Letra e Voz.

Valéria diz que não sabe se seu interesse por questões migratórias vem da história de seus pais, mas ela tem absoluto fascínio pelo tema.

“Sempre tive uma paixão pelas viagens e pela imigração, não só como objeto de estudo”, diz ela.  “Sempre fiquei fascinada com o fato da pessoa sair do lugar dela e às vezes não voltar, ficar longe de tudo e de todos”.

O livro, resultado de sua tese de doutorado, inclui 40 entrevistas feitas com brasileiros entre 2002 e 2006 nos condados de Miami-Dade e Broward.

“Cada história que ouvia era incrível”, diz ela.

Um dos capítulos conta o caso de um gay que conseguiu asilo político alegando às autoridades americanas que corria risco de vida no seu país de origem pela sua preferência sexual.  Outro conta a história de uma go go girl que se tornou garota de programa.  “Quando entrevistei, ela estava atendendo no hotel. Ela deu a entrevista nos intervalos.  Foi uma história, metodologicamente falando, bastante curiosa”.

Mas o que mais lhe surpreendeu foi o depoimento sobre um casamento para obter os papéis de imigração e condição legal como imigrante nos Estados Unidos, que custou R$18 mil.   “Era uma exploração muito grande da pessoa que vendia o casamento.  Fiquei meio surpresa com aquilo e quanto as pessoas se desdobravam para conseguir esse documento, o que elas aguentavam para se legalizarem aqui nos Estados Unidos”.

A noite de autógrafos foi na pizzaria Piola em South Beach, onde Valéria recebeu mais de 40 pessoas, entre velhos amigos e novos imigrantes.

“Eu acho que tem mais brasileiros chegando para abrir negócios aqui ou investir, aproveitando a situação econômica brasileira e as taxas de juros americanas”, diz. “Esse não é um fenômeno novo, mas sazonal, que acompanha conjunturas específicas dos dois países”.

Valéria aproveitou sua visita a Miami agora também para dar início ao seu próximo projeto, que deve ter duração de dois anos.  Será uma pesquisa extensa sobre gays brasileiros na Flórida, uma parceria com Steven F. Butterman, diretor do Programa de Estudos de Gênero e Sexualidade na Universidade de Miami e autor de “Vigiando a (in)visibilidade:  Representações midiáticas da maior parada gay do planeta.”

“Esses grupos, como gays, que não são estereótipos da imigração, quebram os paradigmas, de que a imigração brasileira para o exterior é só por causa das questões econômicas”, diz ela.  “É também.  Mas na Flórida, essa imigração tem muitas outras razões, muitas outras explicações e, historicamente, é diferente do resto”.

Foto de Carla Guarilha

Dez anos se passaram desde o começo da pesquisa e a catedrática da USP diz que pouca coisa parece ter mudado, mas é isso que ela está voltando para comprovar.

“A hipótese principal agora é que, com a crise [econômica], os fluxos migratórios não se alteraram.  Essa imigração continua tão importante quanto era –  o que mais uma vez reforça meu argumento de que só a economia não explica a imigração [brasileira]”.

Ela diz que apesar das diferenças sociais, culturais e econômicas, foram razões subjetivas que fizeram com que esses brasileiros se mudassem para Flórida.

“A razão econômica é fundamental mas não vai sozinha e é a mais fácil de você declarar”, diz ela.  “Nenhuma razão estrutural se sustenta sem as questões subjetivas.  A decisão de sair do país é tão difícil de tomar que você precisa de um impulso pessoal que te ajude a tomar essa decisão”.

E isso vale para a pesquisadora também.

“Eu adoro a Flórida.  Venho aqui e fico com vontade de ficar um tempo”, diz ela.

Mas agora não é mais estudante de doutorado e seus compromissos de pesquisas no Brasil lhe impedem de passar períodos mais longos como fez 10 anos atrás.  Ela pretende vir por períodos curtos cada vez para atualizar os estudos.

Valéria diz que seu maior desafio foi e continua sendo convencer os colegas que Miami é um “objeto importante de pesquisa”.

“Esse brasileiro mais metido a intelectual – o brasileiro mais voltado para questão das artes, da intelectualidade — não gosta de Miami”, diz Valéria. “Miami é visto como o lugar das compras, lugar brega, mas insisto que é interessante estudar isso aqui.  Há uma carência enorme de estudos sobre a Flórida.”

No video, Valéria conta em menos de 60 segundos o segredo do seu sucesso:

Brasileira lança livro sobre imigração brasileira em Miami. from Chris Delboni on Vimeo.

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segunda-feira, 30 de abril de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Sem categoria | 08:42

Fotógrafa recebe prêmio de Artes Visuais do “Oscar” da comunidade brasileira no exterior. A categoria, até então, era dominada por artistas plásticos.

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Jade no estudio em sua casa. Foto de Carla Guarilha.

A fotógrafa Jade Matarazzo vai receber esta semana o prêmio “Brazilian International Press Awards 2012”, na categoria de Artes Visuais, até então dominada por artista plásticos.

Jade, a primeira fotografa a receber o prêmio desta categoria, se junta a outras estrelas como Romero Britto, Vick Muniz, Carmen Gusmão, Albery, Naza, Pedro Lázaro e Erick Vittorino.

“Sempre tem fotógrafos indicados nessa categoria, mas a Jade foi a primeira a vencer essa barreira”,  diz Carlos Borges, criador e presidente do Press Awards, que existe há 15 anos nos Estados Unidos, e em 2011, estreou também no Reino Unido e no Japão.

A premiação vem coroar a vida desta mulher apaixonada pela fotografia desde os 17 anos.

Fruto da tradicional família Matarazzo, em São Paulo, foi batizada pelos pais de Paola.  O encontro com a fotografia aconteceu por uma via transversa. Aos 16 anos, ela se apaixonou pelo mundo da patinação, quando passou no teste do “Holiday on Ice” em turnê pelo Brasil e fugiu com o grupo para Londres.  Foi localizada pela Interpol e seus pais a encaminharam para Suíça para uma escola de meninas.  Lá, ela  descobriu a fotografia.

“Sempre esperavam que eu me encaixasse em um certo molde, que é a família tradicional, não trabalhasse, tivesse filhos e casasse”, afirma.

Ficou um ano na Suíça, voltou ao Brasil, estudou, casou, se divorciou e, com 19 anos, veio para Miami. A fotografia, que era um hobby, virou paixão.

Mas, como Paola Matarazzo virou Jade Matarazzo?

A sua empresa se chama Jade Photoart.

“As pessoas ligavam e falavam, a Jade está?,” diz a fotógrafa, que aos poucos foi assumindo o nome da pedra preciosa que sempre adorou.

Atualmente, Jade está participando da exposição Eco Art na galeria ArtServe em Fort Lauderdale, perto de Miami, na Flórida, onde em outubro também expõe solo com 20 fotos de suas várias séries e vai lançar um livro com 70 páginas, 50 fotografias e um pouco da sua trajetória e história dessas imagens – uma publicação do Museu das Américas, que levará algumas de suas fotos para expor em maio, em Istambul.

Foto vai para exposição em Istambul. Cortesia Jade Matarazzo.

Jade tem hoje uma agenda profissional lotada e pessoal ainda mais.  Ela tem cinco filhos – entre 6 e 20 anos – e vive feliz com o marido Patrick Callahan, em Weston, cidade próxima de Miami.

Jade com o marido Patrick no jardim de sua casa. Foto de Carla Guarilha.

“Patrick ainda me tira o folego”, diz a fotógrafa, que aos 45 anos, tem acumulado um vasto acervo — desde fotos de concertos de músicos famosos como Mick Jagger à desabrigados, uma série, de imagens e histórias, que ela demorou cinco anos coletando pelo mundo.

Esse foi um dos trabalhos que teve maior repercussão profissional para Jade e, também, uma das séries que mais mexeu com ela.

“É uma imagem diferente que a gente vê através da lente,” diz ela, conhecida como uma artista eclética, que fotografa de uma flor à uma pessoa abandonada, passando fome, com a mesma naturalidade e sensibilidade.

“Acho que esse contraste do meu trabalho vem do meu leque de interesse”, conta Jade, que utiliza muito — através de sua lente fotográfica — o conceito filosófico tibetano, “Miksang”, que tem como princípio mostrar o que o olho nu nem sempre consegue enxergar.

“Sou um pouco introvertida.”, diz ela.   “A lente me ajuda a mostrar aquilo que talvez eu não estaria falando, tipo, ‘olha, você não percebe que tem isso, acorda.  Tem coisas acontecendo no mundo e vocês não estão vendo, não estão percebendo – tanto o belo quanto o não tão belo e o difícil”.

Serie "Compassion": Pai e filho em Los Angeles. Cortesia Jade Matarazzo.

E foi o conceito de “belo” que levou a outro de seus trabalhos favoritos.

Sessão especial no estúdio com Maria, que comemorava o fim do tratamento de um câncer. Cortesia Jade Matarazzo.

Tudo começou com uma cliente, Maria, que estava terminando o tratamento de um câncer.  Paola fez uma sessão de fotos que acabou em um livro deslumbrante para a cliente.  “Ela estava careca na época, bem pouquinho cabelo e sempre teve um cabelão enorme.  Foi uma experiência que mudou a vida dela, mudou a percepção dela com ela mesma”.

Jade se emocionou com o impacto do trabalho e, nos últimos três anos, já fotografou mais de 25 mulheres diagnosticadas com câncer.  Ela não cobra pela sessão, que normalmente custaria US$650, e nem pelo livro de fotos que dá de presente para cada uma dessas clientes.

“É uma recompensa pra mim”, diz a fotógrafa.  “A pessoa vai ter aquela imagem pra sempre.  Pode olhar e pensar, se eu me arrumar, eu fico assim, pôr um batonzinho, uma coisinha, eu sou assim.  É tão legal poder fazer essa diferença.”

E esse é o segredo do sucesso de Jade, que faz cada trabalho com paixão, sempre buscando fazer a diferença.

Ela diz que seu trabalho e suas séries muitas vezes refletem uma fase de sua vida, que no momento é de introspecção.

Paola, recentemente, perdeu o pai, seu melhor amigo, que, ela afirma, compreendia sua alma melhor do que ninguém.

“Estou me reinventando”, diz ela, que deixa uma dica para o fotógrafo principiante: “Experimentar todos os tipos de fotografia. Você pode se apaixonar por uma coisa e ser excelente naquilo ou pode se apaixonar por um leque de coisas e se sair bem em todas elas”.

Foto de Carla Guarilha

No video, Jade Matarazzo conta o segredo de seu sucesso e deixa um conselho para todos os fotógrafos, principalmente no inicio de carreira:

Fotógrafa paulistana recebe maior prêmio de brasileiros nos EUA from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 11:07

BrazilFoundation se prepara para realizar antigo sonho e abrir espaço em Miami

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A BrazilFoundation, uma fundação baseada em Nova York que investiu desde 2000 $17 milhões de dólares em projetos apoiando cerca de 300 organizações no Brasil nas áreas de educação, saúde, cidadania, cultura e direitos humanos, espera criar no próximo mês em Miami uma tradição anual.

Depois de quase uma década do Gala da BrazilFoundation em Nova York, este ano concretiza-se um sonho antigo da fundação e será realizado aqui pela primeira vez o grande evento de captação de recursos para projetos.

“É um marco histórico para a fundação”, diz Patricia Lobaccaro, 41 anos, que assumiu a liderança da ONG em 2010, quando Leona Forman, o ícone que fundou a BrazilFoundation, passou o bastão para essa sua fiel escudeira, que foi responsável pela organização do primeiro gala de New York em 2003.

Patricia Lobaccaro no Hotel W. Foto de Carla Guarilha.

Patricia, CEO e presidente da BrazilFoundation, diz que desde então já existia a vontade de manter uma forte presença em Miami. Ela chegou a visitar a cidade na época mas não era o momento adequado.

“A gente não estava estruturado o suficiente em Nova York para dar respaldo pra qualquer ação feita fora de lá”, diz ela. “Hoje a gente tem uma estrutura maior com condições de dar respaldo e ampliar nossa atuação nos Estados Unidos”.

Nos primeiros quatro anos, o escritório do BrazilFoundation funcionava na casa da Leona, onde eram organizados eventos e palestras com nomes como Dona Ruth Cardoso, que deu grande apoio a ONG desde o inicio.

Atualmente, o BrazilFoundation tem um escritório em Nova York e outro no Rio de Janeiro, com cerca de 10 funcionários em cada e centenas de voluntários, uma estrutura sólida que permite esse salto para a realização do I Gala BrazilFoundation Miami, marcado para 27 de março no badalado Hotel W em South Beach, o principal patrocinador da noite.

Para oficializar o fato, Paulo e Maria Carolina Tavares de Melo ofereceram um coquetel no último fim de semana na residência do casal em Coconut Grove, onde estavam presentes alguns dos principais nomes do comitê organizador, como Hélio Castroneves, piloto de Fórmula Indy, “Chair” do grande evento, o Cônsul-Geral do Brasil em Miami, embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, e modelos como Carime Lobo, Natalia Beber e Tassara Vilaça.

Embaixador Hélio Vitor Ramos, Patricia Lobaccaro, co-chairs do Gala, Maria Carolina Tavares de Melo e Daniela Fonseca, e o piloto de Fórmula Indy e Chair, Helio Castroneves. Foto de Ronira Fruhstuck

Carol Melo, uma das grandes responsáveis por esse passo da BrazilFoundation, é co-chair do Gala Miami junto com a advogada Daniela Fonseca.

Lobaccaro diz que quando Carol esteve presente no Gala de setembro passado em NY, ficou encantada e prometeu ajudar na realização de um evento desse porte em Miami.

Patricia Borges, coordenadora de eventos da BrazilFoundation em NY — e braço direito de Lobaccaro — disse que a expectativa é de captar cerca de $500 mil dólares na estreia do I Gala Miami com doações e vendas dos convites, que variam entre $75,000 dólares para um grande patrocínio com direito a duas mesas VIPs de 10 lugares cada à uma mesa de $5000, também de 10 lugares.

Patricia Borges e Patricia Lobaccaro no 'W' de South Beach. Foto de Carla Guarilha.

Piscina do W, onde será o coquetel do Gala. Foto de Carla Guarilha.

A BrazilFoundation arrecada doação o ano inteiro e aceita propostas individuais e direcionadas por doações especificas, mas o maior numero de projetos vem de um edital que abre publicamente no Website http://brazilfoundation.org logo após o evento de Nova York, que este ano realizará seu X Gala em 20 de setembro.

Qualquer organização com propostas sociais no Brasil pode apresentar uma ideia a fundação, que no ano passado recebeu em torno de 1000 projetos para avaliar.

Normalmente cerca de 3% das propostas são aceitas, entre 20 e 30 dependendo da captação naquele período. A aprovação depende de três fatores: a proposta em si no papel que incluí soluções criativas e inovadoras, a visita ao local para conhecer os detalhes pessoalmente e a figura do líder, que demonstra comprometimento com a causa.

Um dos projetos que mais comoveram a nova presidente e CEO da fundação se deu no Ceará, na zona rural da comunidade de Cipó onde Manoel Andrade morava. Ele foi o primeiro aluno da cidadezinha a ir para universidade, e criou uma metodologia de cooperação e um sistema de célula educacional. Ele retornava à comunidade nos fins de semana para preparar outros jovens para prestar o vestibular. E eles teriam que fazer o mesmo com os próximos. Manoel acabou se tornando professor da Universidade Federal do Ceará, e hoje tem centenas de alunos, muitos formados graças a ajuda inicial da BrazilFoundation no valor de $10 mil dólares.

“Ele esta mudando a demografia do sertão do Ceará”, diz Lobaccaro, com orgulho.

Ela acredita que o evento de Miami contribua e muito para aumentar o número de novos projetos aprovados e seja o sucesso que vem acontecendo há anos em New York.

Lorenzo Martone será um dos mestres de cerimônia do I Gala Miami, que espera trazer 300 pessoas, entre elas o artista Romero Britto que receberá um prêmio pelas suas contribuições a obras sociais e de caridade, e Norberto Odebrecht, o principal homenageado da noite.

“Um dos diferenciais do evento é que a gente consegue trazer pessoas de todos os setores da sociedade – desde diplomatas do alto escalão, empresários, CEOs, presidentes de empresas, artistas brasileiros, estilistas como Carlos Miele, acadêmicos, jornalistas, enfim, pessoas de todos os segmentos”, diz Lobaccaro, que cita um dos conceitos mais importantes que aprendeu com a pioneira Leona Forma.

“Uma ideia só é boa, só sai do papel se você consegue encontrar as pessoas que façam aquilo acontecer. E nesse caso de Miami, a gente encontrou as pessoas certas, começando pela Daniela Fonseca, que é uma das pessoas liderando a organização do evento, e Carol Melo”, diz Patricia Lobaccaro. “Vai ser uma festa histórica pra gente. Quem não vier vai perder uma noite maravilhosa e a chance de fazer algo pelo Brasil”.

Para comprar o convite do primeiro Gala Miami, clique aqui.

Para maiores informações do BrazilFoundation, entre aqui.

Video: Patricia Lobaccaro conta aqui o segredo do sucesso do tradicional Gala do BrazilFoundation de Nova York, pela primeira vez em Miami.

Patricia Lobaccaro – I Gala BrazilFoundation Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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