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terça-feira, 9 de abril de 2013 Alimentação, Medicina, Miami, Saude | 09:20

Médica brasileira traz modelo pioneiro de Harvard para Miami

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Fotos de Carla Guarilha

Filha e neta de farmacêuticos, Debora Duro cresceu em São Jerônimo, no Rio Grande do Sul, rodeada por maletas médicas, agulhas e medicamentos.  Ela se lembra com 4 ou 5 anos de idade andando pelo hospital com seu pai, que levava o sangue que ele tirava dos pacientes na sua farmácia.

“Eu me lembro das pessoas atrás da minha casa batendo na porta, de madrugada, pedindo remédio, pedindo ajuda do que fazer para cada situação que estavam passando, uma dor, uma infecção”, diz Debora.  “Para mim o cheiro do hospital, estar dentro do hospital, me traz paz –  talvez porque eu possa ajudar a tirar aquela agonia que está ali dentro”.

E foi com essa missão que a Dra. Debora Duro chegou nos Estados Unidos em 1997, recém formada em medicina pela PUC de Porto Alegre, a mesma missão que hoje ela traz para Miami, onde acaba de abrir seu novo instituto que vai transformar o conceito da gastroenterologia pediátrica aqui.

Dra. Debora Duro em uma de suas salas de consulta no "iCan". Foto de Carla Guarilha.

Depois de uma vasta experiência em grandes hospitais pediátricos, como o Miami Children’s Hospital e o Boston Children’s Hospital, a gastro-pediatra inaugurou há poucos dias o “iCan” em Weston, no condado de Broward, a cerca de meia hora de Miami.

O nome Institute for Children’s Advanced Nutrition & Gastroenterology – ou Instituto Avançado de Nutrição e Gastroenterologia para Crianças, em português – vem do slogan de campanha do Presidente Barack Obama, “Yes, We Can” (Sim, podemos).

Dra. Debora tem na estante do seu consultório uma foto com Presidente Obama, inspiração para o logo de seu instituto. Foto de Carla Guarilha.

O logo foi uma inspiração da própria Dra. Debora como símbolo de toda sua vida e do que ela quer que seus pacientes acreditem sempre: que podem, sim, melhorar sua condição de saúde, perder peso, se alimentar bem.  O sentimento “eu posso”, diz ela, traz nele uma confiança interna que faz a diferença em qualquer tratamento.

E o “iCan” traz para Miami não só o sentido de que querer é poder mas também uma medicina multidisciplinar que facilita o sucesso do processo médico e recuperação.

É um conceito que a Dra. Debora aprendeu nos seus anos de especialização pós residência no hospital pediátrico da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, em Boston, uma das mais respeitadas universidades do mundo.

“O “iCan” é um instituto onde eu quero que várias disciplinas – médico, psicólogo,  nutricionista, enfermeiro e eventualmente até um assistente social – possa ver o paciente no mesmo centro, é uma visita integrada onde exista uma comunicação entre a equipe que está cuidando dessa criança”.

"iCan" é o simbolo do modelo de saúde integrada que a Dra. Debora traz para Miami. Na sala de espera do consultório. Foto de Carla Guarilha.

Seu objetivo é integrar essas disciplinas médicas para poder avaliar o paciente como um todo, levando em conta todos os aspectos do seu bem estar, e assim atender e cuidar desse paciente em um só lugar, na sua clínica, “iCan”, que em 10 meses estará expandindo para Coral Gables.  Até dezembro, Debora não pode atuar no condado de Miami-Dade devido a uma clausula geográfica de contrato com a Universidade de Miami, onde ela criou e dirigiu até meados do ano passado um programa pioneiro no Sul da Florida de reabilitação intestinal avançada.

O programa foi um sucesso mas não tinha espaço para crescer como ela gostaria.  Aí, resolveu sair para construir algo maior.  E por 18 meses não poderia trabalhar dentro de cerca de 25 km da Universidade de Miami.

Mas como tudo em sua vida, os obstáculos foram seus maiores trunfos profissionais.

“Adoro o desafio e competir comigo mesma”, diz.  “Acho que sou minha maior competidora”.

O diploma da Harvard na parede atrás de sua escrivaninha representa apenas uma de muitas conquistas que levaram ao "iCan". Foto de Carla Guarilha.

E assim, cada “não” que a vida lhe deu, ela transformou em um “sim” – “yes, I can”, “sim, eu posso!”.  Cada desafio virou uma oportunidade.

Aos 13 anos, quando todos os colegas seguiam para estudar em Porto Alegre, ela ia para um colégio interno.  Mas foi lá que aprendeu disciplina.  Aos 17, não passou no vestibular, foi estudar francês em Paris e assim que voltou entrou na faculdade de medicina.  Quando se formou e veio para Miami com bolsa de pesquisadora em nutrição pediátrica, não passou de primeira em uma etapa das provas para se credenciar como médica nos Estados Unidos, e isso a levou a um mestrado em nutrição, e foi esse mestrado que lhe abriu as portas para os melhores hospitais para fazer sua residência aqui e as melhores faculdades para uma especialização, como fez na Harvard.  E foi lá que ela ganhou conhecimento e grande “know-how” do modelo multidisciplinar na gastroenterologia pediátrica que hoje traz para Miami.

“Acho que o “iCan” vem disso”, diz ela.  “Uma porta se fecha desse lado, e outras portas se abrem”.

E a cada porta que se abriu, Debora entrou.

Ela fez mestrado em nutrição na Florida International University, onde hoje mantém um de seus cargos acadêmicos, como professora de pediatria clinica da mais nova faculdade de medicina da Flórida que forma sua primeira turma este ano.  E este é um dos muitos títulos ainda ativos em sua carreira, entre tantos outros, como professora da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, onde ela passa alguns dias por mês orientando na gastropediatria, e instrutora de pediatria da Faculdade de Medicina da Harvard, que foi, de fato, onde ela adquiriu os requisitos necessários para criar e implantar em Miami de forma inovadora o “iCan”, seu novo instituto, e ideia incubada dentro dela desde sua adolescência.

Seu grande guia foi — e continua sendo —  sua avó paterna, dona Ceci Duro, hoje falecida.

Dona Ceci, espírita, que faz aniversário no mesmo dia da Debora, em 20 de maio, dizia que sua neta iria um dia construir um “instituto”.

“Minha avó me inspirou tanto na vida.  Era uma pessoa brilhante, presidente de centro espírita no Brasil, uma pessoa iluminada, com muita energia boa para passar para as pessoas”, diz Debora.  “Ela sempre dizia que me via montando um instituto que iria abranger e ajudar muita gente”.

Na entrada do complexo médico em Weston, onde fica o primeiro "iCan" nos Estados Unidos. Em janeiro de 2014, o Instituto deve expandir para Coral Gables, no condado de Miami-Dade. Foto de Carla Guarilha.

Além da avó, sua mentora espiritual, sua grande mentora profissional é a médica brasileira Dra. Themis Reverbel da Silveira, que no inicio deste mês assumiu a direção médica do Hospital da Criança Santo Antônio da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde, por mais uma coincidência do destino, Dra. Debora vem fazendo consultoria e formando uma parceria já há algum tempo.

“A vida é inesperada.  Por mais que a gente planeje, está tudo planejado.  Eu nunca pensei muito para onde a vida ia me levar”, diz ela, refletindo sob tantos ciclos que se abriram e se fecharam nos seus 41 anos.  “Mas se perguntar, hoje o ‘iCan’ é um sonho vindo desde a época que minha avó falava do meu futuro instituto.  É como que uma obra de arte.  Com a minha experiência, estou pintando-o, mas não sei como vai ser.  Tenho uma ideia que quero fazer muita coisa boa e poder ajudar muito crianças e adultos desta maneira, mas acho que ele é um sonho até muito maior do que eu”.

No vídeo, Dra. Debora Duro revela o segredo de seu sucesso e deixa uma grande lição de vida:

Dra. Debora Duro revela aqui o segredo de seu sucesso: tolerância, fé e otimismo. “Fracasso não é uma opção”, diz ela. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013 Alimentação, Beleza, Direto de Miami, Saude | 10:19

Curitibana em Miami ensina mulheres no Brasil como ficar em forma para o Carnaval

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

A curitibana Bárbara Trevizan chegou em Miami com 22 anos e 80 kg.

Sete anos depois, ela hoje pesa 58 kg e ganhou mais um sobrenome, Eckonen, do marido, fisiculturista com corpo perfeito e um dos sócios de uma grande academia em Pompano Beach.

“Mudei meu estilo de vida.  Sou outra pessoa”, diz Bárbara, que no Brasil não fazia nenhum exercício físico.

Bárbara Trevizan Eckonen, hoje "personal trainer", na sua academia. Foto de Carla Guarilha.

Ela cursava faculdade de física e dava aulas particulares.

“Eu era bastante sedentária e estudava muito”, conta.  “Eu adorava, só que o estilo de vida era completamente diferente do que eu tenho agora”.

Hoje, depois de sua “transformação”, ela tem como objetivo ajudar outras mulheres no Brasil a entrar em forma.

Para isso, Bárbara lançou o blog Fitnistas há um ano, e agora faz periodicamente 30 dias de treinamento virtual: o “Projeto Fitnistas”.

O próximo começa hoje.

Por um mês, ela vai postar vídeos diários de receitas saudáveis, 40 minutos de exercício e outras dicas.  A meta é ficar em forma para o Carnaval.

Bárbara treinando com Troy Eckonen, seu marido e mentor, parceiro de academia e de vida. Foto de Carla Guarilha.

Bárbara hoje atende de 30 a 40 clientes fixos todo mês na academia e ajuda mais de 2 mil mulheres que acompanham os exercícios e dieta diariamente durante o Projeto Fitnistas.

Ela diz que seu maior prazer é ver o resultado e o impacto na vida de suas alunas virtuais, desde grávidas às mais idosas.

“Uma aluna mandou a foto dela treinando com sua avó, fazendo exercício de agachamento, e a vovó com roupa de fitness e meia alta, coisa mais linda”, conta.  “Morro de orgulho, fico muito feliz”.

Bárbara diz que o mais importante numa transformação é disciplina alimentar.

“Pode treinar todos os dias, mas se for para casa e comer errado, não vai ter resultado.  Tem que ter a dedicação fora da academia”.

Bárbara hoje faz 45 minutos de exercício seis dias na semana e mantém uma alimentação saudável.

Hoje é fácil, diz ela.  “Eu amo tudo que eu como”.

Bárbara faz 45 minutos de exercício na academia diariamente. Foto de Carla Guarilha.

Mas nem sempre foi assim.

Logo que chegou na casa do atual marido, teve que aprender a conviver com uma comida sem o tempero que estava acostumada.

“Liguei para minha mãe e falei, ‘ele não tem nem sal nem açúcar na casa, o que eu faço’”?

Bárbara brinca que foi criada a base de “frango com polenta”.  Sua família, de origem italiana, é dona de restaurantes no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba.

Ela nunca se interessou pelo ramo culinário, até conhecer Troy Eckonen.

Americano, de Ohio, Troy foi, por muitos anos, chef de cozinha do Morton’s, tradicional steak house nos Estados Unidos, antes de comprar sua primeira academia na Flórida.

Ele começou a frequentar e foi se interessando cada vez mais por exercícios físicos, assim aperfeiçoando sua musculatura e concorrendo em competições de fisiculturismo.

Aos 39 anos, e ainda solteiro, ele conheceu a Bárbara, gordinha na época, e se encantou pelo seu jeito carinhoso — e brasileiro — de ser.  Ela havia trancado a matrícula na faculdade e estava passando seis meses com uma tia aqui.

Bárbara e Troy, na academia. Foto de Carla Guarilha.

A historia deles parece um filme romântico de Hollywood.

Bárbara procurava uma padaria, que ficava em frente a academia do Troy, quando ele a viu – e a descobriu.  Como ela não falava inglês, ele correu dentro da academia e pediu que um brasileiro saísse para ajudar na tradução.  Convidou-a para frequentar sua academia.  Ela disse que não tinha interesse, mas se tivesse trabalho, ficaria.  Pouco tempo depois, ele ligou e disse que precisava de uma recepcionista.  Mesmo sem falar inglês, ele a contratou, e aos poucos, foi treinando-a no trabalho e cativando seu interesse na forma física — e mais tarde, por ele.

Um tempo depois, sua tia resolveu voltar para Curitiba e ele tinha um quarto vazio em sua casa.  Ainda só como amigos, ela se mudou para lá.

E foi na casa de Troy que começou de fato sua transformação completa – física, mental e espiritual – e radical.  Por falta de opção, ela trocou o sal por ervas na comida, o arroz branco pelo integral e cortou o açúcar completamente.

Recém chegada do Brasil, como não tinha amigos ainda na Flórida, ela ficava lendo seus livros de física no quarto quando Troy batia na porta para convidá-la para jantar fora ou ir andar de bicicleta.

Isso durou um tempo até que a amizade virou namoro e casamento.

“Eu sempre falo que ele é meu anjo e ele fala que sou o anjo dele.  E não foi nada planejado, totalmente destino”, diz hoje a “personal trainer” que nunca deixou de estudar.

“Continuo estudando aqui, mas não mais física.  Hoje é educação física”, brinca.  “O blog começou justamente para traduzir tudo que eu aprendo aqui, tudo que eu faço”.

Para participar do Projeto Fitnistas, visite o site: Fitnistas.com.

No vídeo, Barbara revela o segredo de sua transformação.

Projeto Fitnistas começou hoje: Como ficar em forma para o Carnaval. from Chris Delboni on Vimeo.

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