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terça-feira, 4 de dezembro de 2012 Arte & Cultura, Decoração, Imóveis, Miami | 11:01

Ornare premia arquitetos brasileiros em Miami esta semana. Mas é o sucesso do casal – na vida e nos negócios – que merece um grande prêmio.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Vinte-seis anos atrás, Esther e Murillo Schattan abriam a primeira loja da Ornare em São Paulo.

Jovens, recém casados, Murillo decidiu deixar o trabalho como engenheiro e abrir seu próprio negócio.  Depois de muita pesquisa, resolveu entrar no ramo de armários de luxo para casa, um nicho de mercado não tão comum na época.

Esther, engenheira química, com 22 anos, topou o desafio.  Largou o emprego na sua área e assumiu a parceria ao lado do marido nessa nova trajetória profissional.

Pioneiros, hoje o casal, considerado um modelo de sucesso, tanto na vida pessoal como profissional, continua unido, feliz e tem dois filhos que os ajudam a manter, renovar e expandir a empresa internacionalmente.   Pitter, 24, e Stefan, que faz 22 daqui a dois dias, também se formaram em engenharia, por conselho e recomendação dos pais, que estão por aqui para vários eventos da Ornare em Miami esta semana.

“Engenharia é uma ferramenta que ensina a pensar de uma maneira mais funcional, mais técnica – problema e solução”, diz Esther.  “Tem um problema, ótimo, você vai e encontra uma solução”.

Esther Schattan na loja de Miami. Foto de Carla Guarilha.

E foi essa forma clara e estruturada de pensar e solucionar problemas que serviu de base para o crescimento da empresa, que abriu sua primeira loja nos Estados Unidos em 2006, no auge da crise econômica.

Vários prédios pararam as construções na época e o setor imobiliário estava completamente paralisado.

“Nós pensamos que íamos fazer prédios inteiros, e naquela ocasião, parou tudo”, diz Esther.

Mas já estavam aqui e não dava para voltar atrás.  “Falamos, ‘bom, se é assim, ‘vamos trabalhar’.  Sempre tem gente que quer ter suas coisas em ordem, sua casa bonita para receber os amigos, e foi o que aconteceu”.

Há seis meses, o showroom se mudou para um novo endereço, também no Design District, um bairro com as melhores lojas de decoração e design de móveis, e a segunda loja nos Estados Unidos será aberta em Dallas, no Texas, no início do ano que vem.

Esther Schattan, entre os irmãos Claudio (dir.), e Olavo Faria (esq.), donos das franquias de Miami e Dallas. Foto de Carla Guarilha.

E não para por ai.

Esther diz que espera levar a Ornare — que além de armários, hoje tem diversas linhas de cozinha, salas de banho, home offices e home theaters — para vários países da América Latina – e abrir cinco lojas nos Estados Unidos nos próximos dois anos.

Ela diz que seu sucesso vem muito de sua filosofia de vida, baseada na “corrente do bem”.  “Uma coisa puxa a outra”.

Assim, a premiada Ornare, através de seus donos, cultiva e aplica valores do bem no dia a dia das operações, sempre buscando novas causas de responsabilidade social e cativando seus funcionários e parceiros, como uma grande família.

Com a equipe do showroom de Miami. Foto de Carla Guarilha.

E como parte desse reconhecimento, a Ornare criou uma premiação especial para os arquitetos que mais vendem seus produtos e, pelo terceiro ano consecutivo, a empresa traz mais de 20 deles para Miami durante Art Basel, uma das mais respeitadas feiras de arte do mundo

Este ano, chegam hoje aqui 28 brasileiros, 25 vem do Brasil e três de Dallas.  Eles estão hospedados, com tudo pago, no One Bal Harbour, um dos hotéis mais badalados atualmente, e são convidados especiais de várias atividades VIP numa das semanas mais movimentadas da cidade, com muita festa e muitos eventos.

“Uma coisa é vir para Miami como qualquer mortal – todo mundo pode vir para Miami”, diz Esther.  “Mas vir com essa honra, homenagem, com esse reconhecimento, é outra historia”.

E é com esse espírito de reconhecimento e de parceria que Esther e Murillo, e agora os filhos, lideram a empresa.

No modelo de cozinha, logo na entrada da Ornare em Miami. Foto de Carla Guarilha.

A Ornare, que trabalha com várias ONGs, este ano está oferecendo também esta semana um coquetel na quinta-feira para lançar o segundo Gala-Miami da BrazilFoundation, uma grande ONG de Nova York que arrecada fundos nos Estados Unidos para ajudar diferentes projetos de ONGs no Brasil.  O evento, tradicional e badaladíssimo em NY, fez grande sucesso no seu debut em Miami este ano e para o próximo, em março de 2013, vai contar com o novo apoio da Ornare.

“BrazilFoundation é nossa homenageada e queremos divulgá-la”, diz Esther.  “Nossa educação é voltada a ajudar o próximo.  Desde que a gente nasce, a gente sabe que isso faz parte da nossa vida.  A BrazilFoundation agora entrou na lista”.

Esther diz que o mundo hoje está muito diferente de quando se casou e abriu a primeira loja da Ornare há 26 anos.  Mas o segredo, tanto no casamento como na empresa, é simples: a renovação constante e o amor ao próximo.

“A essência é essa: amor, confiança, fidelidade e lealdade”, diz, se referindo não só ao marido, mas também a seus clientes e funcionários.

“Queria que a empresa fosse eleita a melhor empresa para se trabalhar.  Que todo mundo fosse muito feliz e orgulhoso de estar com a gente”, diz.  “Esse é meu sonho.  Trabalhamos para isso”.

No vídeo, Esther conta, em poucas palavras, o segredo de 26 anos de sucesso no casamento e nos negócios:

Esther Schattan revela aqui o segredo do sucesso da Ornare e deixa um conselho para casais que trabalham juntos. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 13 de novembro de 2012 Arte & Cultura, Miami | 10:19

Brasileira guarda segredos por trás das telas: uma arte voltada para o bem.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Carmem Gusmão começou a pintar com 5 anos e, com 13, já fazia sua primeira exposição.

Mas seu sucesso não vem só de seu talento.  Vem mais da essência, de tudo que está por trás das telas, o que corresponde exatamente a cada momento e fase de sua vida.

Cada tom de cor de uma pincelada é resultado de muita leitura, pesquisa, pensamentos, palavras e, claro, sentimentos.  Mas bem lá no fundo é sua razão, às vezes até inconsciente, que acaba determinando o impacto final de suas obras.

“Quando tenho uma tela branca na frente, eu começo a escrever várias coisas que queria falar e por algum motivo não falei, não tive vontade de falar ou não consegui falar”, diz a artista-poeta-escritora.  “Nunca ninguém viu e nunca ninguém vai ver, mas eu sei que está ali.  Em um milhão de anos, se resolverem raspar, vai ter muita coisa escrita”.

Seu processo de criação é constante. Foto de Carla Guarilha.

E em poucos dias, algumas dessas telas estarão sendo exibidas numa mostra paralela à Art Basel, a grande feira de arte anual em Miami.

Carmem é um dos  sete brasileiros que vem expor na Artexpo Miami + Miami SOLO 2012, trazidos pela “B Licenças Poéticas”, de Bia Duarte. Hoje, um coquetel de “bota-fora” reúne, em São Paulo, os artistas que participarão da exposição em Miami nos dias 5 a 9 de dezembro.

Além de Carmem, vem para os três estandes da “B Licenças Poéticas”: Anna Guerra, Daniel Azulay, Martin Gurfen, Eduardo Kobra, Alessandro Jordão e Federico Guerreros.

"The art to see beyond the normal range of sensorial perception" é uma das obras que vai entrar na exposição Artexpo Miami Solo "Basel". Foto: Cortesia Carmem Gusmão.

“Miami inspira arte”, diz Carmem, que mora aqui há quatro anos.  “É bacana participar da semana de Art Basel com uma pessoa como a Bia.  O escritório “B Licenças Poéticas” é fantástico.  Acho que é um trabalho muito sério e, de uma certa forma, você está representando o Brasil, mostrando o que a gente tem de bom”.

Ainda no final deste mês, Carmem inaugura também em Miami uma exposição solo, que tem um significado muito especial para a artista plástica.

Em julho, Carmem perdeu seu pai, que sempre foi sua maior influência emocional e intelectual. “Acho que foi o ano mais difícil da minha vida”, diz ela.  “Meu pai foi quem me inspirou, me ensinou e me apoiou.  De repente, ele foi arrancado de minha vida”.

E nesse período de sofrimento, tristeza e luto, Carmem passou refletindo através das tintas e palavras que colocava por trás de uma tela, que batizou de “July 12”, 12 de julho, o dia que seu pai faleceu.

"July 12". Cortesia: Carmem Gusmão.

“Na hora que terminei, falei, agora estou pronta.  Vamos embora, né? pai.  Você deve estar num lugar bom, bacana”.

Logo depois veio uma boa notícia e nascia o seu neto, Pedro, no dia 30 de outubro. “É o ciclo da vida“’ diz.  “Essa exposição encerra um ciclo”.

Entre as 15 obras que fazem parte da exposição “The art to see beyond the imagination”  (“A Arte de ver além da imaginação”) no dia 27 de novembro na galeria Markowicz Fine Art está o quadro “July 12”.

Mas durante seus 37 anos de criação e inspiração, sua arte nem sempre, ou melhor, quase nunca, refletiu uma mensagem de âmbito tão pessoal.   São causas sociais que mais lhe atraem.

Sua obra vem de uma influência regional muito forte de Minas Gerais, onde nasceu, e da Amazônia, onde cresceu depois dos 12 anos, quando seu pai comprou uma fazenda e a família se mudou para Belém, onde ela passou grande parte de sua vida.

Carmem Gusmão no seu "loft" e estúdio em Miami. Foto de Carla Guarilha.

Suas ideias surgem como uma luz e ela as abraça e se dedica inteira e profundamente, como fez há mais de uma década quando conviveu intimamente com os Kayapós para conhecer e divulgar a cultura desses índios da Amazônia.

E assim, sua obra transmite com clareza, de forma sútil, porém firme mensagens que se codificam visualmente, muitas vezes, em forma de símbolos da psicologia, que é sua formação universitária.

“Acho que não teria o trabalho que eu tenho se não tivesse estudado psicologia. A arte tem que ser muito mais do que um trabalho lindo e maravilhoso que vai ficar enfeitando uma casa”, diz ela.  “A arte tem que fazer pensar”.

E com essa meta de educar e transformar, Carmem usa sua arte como instrumento do bem, que nem ela, às vezes, sabe como começou e, muito menos, como conseguiu acabar.

“Tem obra que eu termino e tenho que ajoelhar no chão e falar, ‘Deus, obrigada’.  Nem eu sei como eu fiz aquilo”, conta.  “Eu falo, ‘como é que isso chegou pra mim?’.  Tem dias que tento fazer a mesma coisa e não vem de jeito nenhum.  Pintar é visceral”.

Rodeada de sua arte e seus livros. Foto de Carla Guarilha.

E é essa essência do ser humano, na sua forma mais pura, que mais lhe fascina.

“Acredito em tudo que se posiciona na minha frente, mas em primeiro lugar, acredito no ser humano e na bondade que você tem que ter dentro de você”, diz ela.  “Não adianta nada você praticar mil religiões.  Sua religião tem que ser a bondade e a verdade”.

Para conhecer mais o trabalho de Carmem Gusmão, visite seu website.

No vídeo, ela resume o segredo de seu sucesso em uma palavra: verdade.  Confira.

Artista plástica Carmem Gusmão usa uma palavra para definir o segredo de seu sucesso: a verdade. from Chris Delboni on Vimeo.

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