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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 11:07

BrazilFoundation se prepara para realizar antigo sonho e abrir espaço em Miami

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A BrazilFoundation, uma fundação baseada em Nova York que investiu desde 2000 $17 milhões de dólares em projetos apoiando cerca de 300 organizações no Brasil nas áreas de educação, saúde, cidadania, cultura e direitos humanos, espera criar no próximo mês em Miami uma tradição anual.

Depois de quase uma década do Gala da BrazilFoundation em Nova York, este ano concretiza-se um sonho antigo da fundação e será realizado aqui pela primeira vez o grande evento de captação de recursos para projetos.

“É um marco histórico para a fundação”, diz Patricia Lobaccaro, 41 anos, que assumiu a liderança da ONG em 2010, quando Leona Forman, o ícone que fundou a BrazilFoundation, passou o bastão para essa sua fiel escudeira, que foi responsável pela organização do primeiro gala de New York em 2003.

Patricia Lobaccaro no Hotel W. Foto de Carla Guarilha.

Patricia, CEO e presidente da BrazilFoundation, diz que desde então já existia a vontade de manter uma forte presença em Miami. Ela chegou a visitar a cidade na época mas não era o momento adequado.

“A gente não estava estruturado o suficiente em Nova York para dar respaldo pra qualquer ação feita fora de lá”, diz ela. “Hoje a gente tem uma estrutura maior com condições de dar respaldo e ampliar nossa atuação nos Estados Unidos”.

Nos primeiros quatro anos, o escritório do BrazilFoundation funcionava na casa da Leona, onde eram organizados eventos e palestras com nomes como Dona Ruth Cardoso, que deu grande apoio a ONG desde o inicio.

Atualmente, o BrazilFoundation tem um escritório em Nova York e outro no Rio de Janeiro, com cerca de 10 funcionários em cada e centenas de voluntários, uma estrutura sólida que permite esse salto para a realização do I Gala BrazilFoundation Miami, marcado para 27 de março no badalado Hotel W em South Beach, o principal patrocinador da noite.

Para oficializar o fato, Paulo e Maria Carolina Tavares de Melo ofereceram um coquetel no último fim de semana na residência do casal em Coconut Grove, onde estavam presentes alguns dos principais nomes do comitê organizador, como Hélio Castroneves, piloto de Fórmula Indy, “Chair” do grande evento, o Cônsul-Geral do Brasil em Miami, embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, e modelos como Carime Lobo, Natalia Beber e Tassara Vilaça.

Embaixador Hélio Vitor Ramos, Patricia Lobaccaro, co-chairs do Gala, Maria Carolina Tavares de Melo e Daniela Fonseca, e o piloto de Fórmula Indy e Chair, Helio Castroneves. Foto de Ronira Fruhstuck

Carol Melo, uma das grandes responsáveis por esse passo da BrazilFoundation, é co-chair do Gala Miami junto com a advogada Daniela Fonseca.

Lobaccaro diz que quando Carol esteve presente no Gala de setembro passado em NY, ficou encantada e prometeu ajudar na realização de um evento desse porte em Miami.

Patricia Borges, coordenadora de eventos da BrazilFoundation em NY — e braço direito de Lobaccaro — disse que a expectativa é de captar cerca de $500 mil dólares na estreia do I Gala Miami com doações e vendas dos convites, que variam entre $75,000 dólares para um grande patrocínio com direito a duas mesas VIPs de 10 lugares cada à uma mesa de $5000, também de 10 lugares.

Patricia Borges e Patricia Lobaccaro no 'W' de South Beach. Foto de Carla Guarilha.

Piscina do W, onde será o coquetel do Gala. Foto de Carla Guarilha.

A BrazilFoundation arrecada doação o ano inteiro e aceita propostas individuais e direcionadas por doações especificas, mas o maior numero de projetos vem de um edital que abre publicamente no Website http://brazilfoundation.org logo após o evento de Nova York, que este ano realizará seu X Gala em 20 de setembro.

Qualquer organização com propostas sociais no Brasil pode apresentar uma ideia a fundação, que no ano passado recebeu em torno de 1000 projetos para avaliar.

Normalmente cerca de 3% das propostas são aceitas, entre 20 e 30 dependendo da captação naquele período. A aprovação depende de três fatores: a proposta em si no papel que incluí soluções criativas e inovadoras, a visita ao local para conhecer os detalhes pessoalmente e a figura do líder, que demonstra comprometimento com a causa.

Um dos projetos que mais comoveram a nova presidente e CEO da fundação se deu no Ceará, na zona rural da comunidade de Cipó onde Manoel Andrade morava. Ele foi o primeiro aluno da cidadezinha a ir para universidade, e criou uma metodologia de cooperação e um sistema de célula educacional. Ele retornava à comunidade nos fins de semana para preparar outros jovens para prestar o vestibular. E eles teriam que fazer o mesmo com os próximos. Manoel acabou se tornando professor da Universidade Federal do Ceará, e hoje tem centenas de alunos, muitos formados graças a ajuda inicial da BrazilFoundation no valor de $10 mil dólares.

“Ele esta mudando a demografia do sertão do Ceará”, diz Lobaccaro, com orgulho.

Ela acredita que o evento de Miami contribua e muito para aumentar o número de novos projetos aprovados e seja o sucesso que vem acontecendo há anos em New York.

Lorenzo Martone será um dos mestres de cerimônia do I Gala Miami, que espera trazer 300 pessoas, entre elas o artista Romero Britto que receberá um prêmio pelas suas contribuições a obras sociais e de caridade, e Norberto Odebrecht, o principal homenageado da noite.

“Um dos diferenciais do evento é que a gente consegue trazer pessoas de todos os setores da sociedade – desde diplomatas do alto escalão, empresários, CEOs, presidentes de empresas, artistas brasileiros, estilistas como Carlos Miele, acadêmicos, jornalistas, enfim, pessoas de todos os segmentos”, diz Lobaccaro, que cita um dos conceitos mais importantes que aprendeu com a pioneira Leona Forma.

“Uma ideia só é boa, só sai do papel se você consegue encontrar as pessoas que façam aquilo acontecer. E nesse caso de Miami, a gente encontrou as pessoas certas, começando pela Daniela Fonseca, que é uma das pessoas liderando a organização do evento, e Carol Melo”, diz Patricia Lobaccaro. “Vai ser uma festa histórica pra gente. Quem não vier vai perder uma noite maravilhosa e a chance de fazer algo pelo Brasil”.

Para comprar o convite do primeiro Gala Miami, clique aqui.

Para maiores informações do BrazilFoundation, entre aqui.

Video: Patricia Lobaccaro conta aqui o segredo do sucesso do tradicional Gala do BrazilFoundation de Nova York, pela primeira vez em Miami.

Patricia Lobaccaro – I Gala BrazilFoundation Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 Arte & Cultura, Entrevistas | 10:42

Artista visual Eleonora Goretkin expõe “Encontros”

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A artista visual brasileira Eleonora Goretkin surpreende mais a cada dia com sua simplicidade pessoal e grandiosidade artística.

Eleonora e seu desenhos.

Ela tem hoje um acervo de mais de 3000 desenhos, em séries.

Atualmente está exibido a série “Encontros” no Village at Gulfstream Park, em Hallandale, na loja e espaço artístico do empresário e joalheiro brasileiro Fernando Costantini.

Ela diz que não tem pressa de expor seu trabalho em grandes galerias ou museus.

“Eu ainda gostaria de esperar um pouco, firmar um pouco minha empresa de arte, minhas imagens.”

Eleonora diz que suas séries – distribuídas pelas paredes de sua casa em Hollywood, no condado de Broward, ao norte de Miami, não representam diretamente fases de sua vida.

“Eu não escolho, ‘agora eu vou desenhar isso’. Acaba acontecendo,” diz.  “Eu acho que a inspiração é uma coisa muito inconsciente.”

Sua inspiração vem de emoções, diz.

Uma de suas séries favoritas são as “mãos.”

Série "Mãos"

“Fala de emoções femininas,” diz Eleonora, que começa a desenhar no momento que acorda.

“Do lado [da cama] tem um papel, e a primeira coisa que eu faço é um desenho,” diz ela.  “Antes de levantar, eu já desenho.”

E assim foi, mesmo com os filhos pequenos.

“Quando eu ia levar as crianças para algum lugar, estava sempre com papel, o caderno de desenhos,” conta a artista, que desenhava em qualquer momento disponível – entre as aulas de natação e piano dos dois filhos.

Carioca, ela se formou em comunicação visual pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.  Casou-se com Guilherme, e depois de idas e vindas de passeios no Sul da Florida, o casal resolveu se mudar com os dois filhos pequenos para Hollywood em 1993.

“Eu cheguei com uma mala e meia de livros e a outra mala de roupa,” diz ela.  “Deixei o apartamento montado lá [no Rio]. Eu achei que ia ficar um tempo aqui e voltar para ver tudo.”

Mas isso não aconteceu.

Ela logo matriculou as crianças na escola e começou sua vida com a família nos Estados Unidos – sem a estrutura habitual que tinha no Rio, de babá, empregada, faxineira e passadeira.

“Aqui eu fazia tudo.  E eu adorava,” diz ela, afirmando com orgulho que sua maior realização pessoal são seus dois filhos, que hoje são seus grandes amigos –  Guilherme, 26, e Gustavo, 20.

“Eu não trocaria sucesso nenhum, nem nada do que eu fiz se isso fosse prejudicar a relação que a gente tem,” diz.

Hoje, Gustavo está fazendo faculdade na Massachusetts Institute of Technology, uma das universidades de maior prestigio nos Estados Unidos na área de tecnologia e informática, seguindo os passos do irmão, Guilherme, que trabalha com o pai em Boston, onde Eleonora acaba de passar mais de um ano e mantém uma estrutura profissional.

Eles se veem com frequência, e ela sente falta dos três homens de sua vida no dia a dia, mas preferiu manter sua base artística no clima tropical.

Por mais que goste de Boston e aprecie a história da cidade e da região, Eleonora diz que tem um carinho especial por Miami.

“Por mais que eu trabalhe lá — e eu trabalho muito também, é muito bonito aqui,” diz.  “A liberdade, o espaço.  Eu adoro,” diz com uma modéstia pouco vista entre artistas desse porte.

“Eu acho que minha realização profissional  é eu ter conseguido botar em pratica todos esses anos de aprendizado,” diz.  “Quanto mais você trabalha, mais você quer produzir mais, mais você tem vontade de trabalhar.”

E ela não deixa por menos.

“Eu trabalho na criação no mínimo oito horas por dia,” diz.  “As vezes eu fico até 12-14 horas.  Tem épocas que eu fico a madrugada toda.”

E Eleonora não se cansa e não se queixa.

O segredo do seu sucesso é justamente a busca constante pelo bem estar – seu, de sua família e todos a sua volta.

“Eu acho que você tem que estar todo dia com bem estar.  Acordar com bem estar interior.  Estar feliz, estar alegre, mesmo quando as vezes as coisas não são tão felizes e tão alegres,” diz.  “Eu tenho paixão pelo que eu faço, tenho paixão pelo meu trabalho, e conseguir transmitir essa paixão, conseguir transmitir para as pessoas o que você quer explicar, expressar no seu trabalho, acho que já é um sucesso.”

Além dos quadros, Eleonora também escreve poesias e tem um acervo de composições musicais, entre elas o musical Um Sonho Infantil pra Você. Confira no vídeo uma das canções, o Tema da Lua, e o segredo do sucesso da talentosa artista.

Eleonora Goretkin from Chris Delboni on Vimeo.

Para informação de preços e seus trabalhos completos, visite http://eleonoragoretkin.com.

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012 Entrevistas | 10:30

Direto de Miami lança primeira coluna com Paulo Bacchi, um exemplo de sucesso

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A coluna “Direto de Miami” vai trazer toda semana histórias saborosas de personagens, fatos, tendências, gastronomia e eventos que fazem de Miami a principal cidade dos brasileiros nos Estados Unidos.

Estamos inaugurando hoje com um dos brasileiros mais bem sucedidos aqui, Paulo Bacchi, que 10 anos atrás abriu a primeira loja da Artefacto nos Estados Unidos.

Paulo Bacchi na loja de Aventura. Fotos de Valéria Casseb.

Bacchi é um modelo de sucesso e seu maior segredo é o sorriso, sua marca registrada e uma arma poderosa para vencer a acirrada competição no mercado internacional.

“A pessoa tem que ter bom relacionamento com todos – desde o mais simples funcionário até o mais rico dos seus clientes,” diz Bacchi.  “Você tem que estar aberto e com um sorriso na cara para se dar bem com todo mundo.”

E assim ele foi conquistando Miami quando chegou de São Paulo em 2002 com sua esposa, Laís, e os filhos gêmeos, Bruno e Pietro, na época com 5 anos.

Não foi fácil.

“Apesar da Artefacto ser líder de mercado muito famosa no Brasil, aqui a gente não era nada,” diz ele.  “O maior desafio foi a gente mostrar a que veio.  Que não éramos mais uma empresinha que estava querendo vender sofá e cadeira e sim uma empresa correta que estava aqui não só para vender produto mas para prestar serviço a comunidade, para ficar e se estabelecer.”

A família chegou em junho, e em setembro Bacchi, hoje com 44 anos, estava inaugurando a loja no shopping “Village of Merrick Park” em Coral Gables, perto de onde moram desde que se mudaram do Brasil.

Sorriso é seu maior segredo.

A meta era de abrir 20 lojas nos Estados Unidos.  E seguiram firme com a abertura de três mais em 2005 — em Palm Beach, Washington, D.C., e Atlanta – e no ano seguinte mais uma em Fort Lauderdale, também na Florida.  Entretanto, a crise econômica e, principalmente a imobiliária, brecou seus planos e forçou o fechamento de todas as lojas, deixando apenas a original de Coral Gables.

“Todas eram muito lucrativas até que em 2008 veio a crise econômica americana que acabou momentaneamente com meu desejo de ter uma grande empresa com vários números de loja nos Estados Unidos,” disse Bacchi.  “Meu ramo depende diretamente de lançamentos imobiliários,” que despencou aqui na época, mas acabou gerando um mercado ainda mais benéfico para Artefacto.

Com a queda dos preço de imóveis em Miami e a força do Real, o brasileiro começou a investir pesado no mercado imobiliário americano e montar sua casa de praia em alto estilo, dando novo fôlego a Artefacto, que abriu recentemente um enorme showroom e loja em Aventura e hoje tem um dos maiores faturamentos no ramo na Florida.

“Imagine se a gente falasse 10 anos atrás que o Brasil estaria melhor do que os Estados Unidos, ninguém ia acreditar,” disse orgulhoso do seu país e também dos produtos e serviço que oferece.

“A gente faz um trabalho estético muito interessante,” diz.  “A gente aproveita a beleza natural de Miami e faz um trabalho de desenho de interiores que tem a ver com isso, saindo daquela coisa antiga, pesada, que é madeira escura que não combina com Miami.”

Sua filosofia comercial para vencer a concorrência desde o principio era unir o bonito e elegante “design” dos italianos com a potência e grande estoque das lojas de móveis americanas.

“Chega uma pessoa do Brasil, se encanta com o apartamento dos sonhos em Miami, e em três dias a casa esta montada,” diz ele.  “Todo mundo que está comprando em Miami busca uma empresa que tenha produto em estoque, e a Artefacto é uma das poucas que tem capital e estoque para ter esse serviço.  A gente tem aqui mercadoria suficiente pra fazer mais de 1000 apartamentos.”

Ele diz que esse foi o segredo do sucesso da sua loja, que hoje é reconhecida não só entre os brasileiros mas também entre outros principais consumidores como os venezuelanos, colombianos, europeus, russos e franceses.

A mudança do Brasil foi uma decisão pessoal e profissional.  A Artefacto queria expandir e ele queria sair de São Paulo.

“Eu queria sair do “risco” Brasil.  Risco pessoal.  Segurança pessoal que hoje ainda é um problema, mas 10 anos atrás era muito pior,” disse.  “Eu acordava de manhã, levava meus filhos para escola com carro blindado, e eu achava sempre que aquilo não era vida.  Então tomei a decisão de sair do Brasil para poder criar meus filhos como eu fui criado – solto com liberdade, com direito de ir e vir a qualquer momento.”

Bacchi diz que não se imagina morando em outro lugar do mundo hoje em dia.

“O que eu mais gosto de Miami é o clima,” diz ele.  “Todo dia é um dia bonito, independente se é um dia nublado, se está chovendo, se está frio.  Miami é um lugar ímpar – a capital da América Latina.  Você tem as regras de segurança e organização americana, porém com muita latinidade.”

Bacchi disse que gostaria muito de um dia poder dizer aos seus filhos que é seguro voltar a viver no Brasil.  “Acho que a pior coisa que uma pessoa pode perder na vida é a liberdade,” diz ele. “Em São Paulo, eu tinha perdido a liberdade de poder ir e vir.”

Mas ele está confiante que isso vai mudar e já está mudando.  “Eu vejo um futuro brilhante para o Brasil,” diz. “Todos meus amigos, minhas raízes estão lá.  O bom de Miami é que todo dia tem um amigo aqui.”

Seu restaurante favorito em Miami atualmente é o Zuma – “talvez o melhor restaurante japonês do mundo,” diz Bacchi.

Paulo Bacchi: Segredo de sucesso em menos de 30 segundos

Paulo Bacchi from Chris Delboni on Vimeo.

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