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terça-feira, 11 de junho de 2013 Comida, Direto de Miami, Entrevistas, Miami | 10:25

Mineira traz a roça da infância para um centro badalado da Flórida

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Editora: Liliana Pinelli
Fotos: Carla Guarilha

Fogão a lenha da Fazendinha da Regina mata a saudade dos brasileiros na Flórida. Foto de Carla Guarilha.

Quando a mineira Regina Kátia chegou na Flórida em 1992, passou a morar numa quitinete no centro de Fort Lauderdale, a poucos quilômetros de Miami, com Elizeu, seu marido, e um filho pequeno, Caio, que hoje está com 25 anos.  Elizeu vendia verdura numa feirinha e Regina cuidava da casa e trabalhava em casas de família.

Estavam construindo uma nova vida, mas ela tinha tanta saudade do Brasil que a única forma de controlá-la foi alimentando-se da nostalgia da infância e construindo no fundo da casa um fogão a lenha.

Hoje, o casal, Caio e Matthew, o filho mais novo que nasceu aqui e está agora com 19 anos, vivem numa casa própria, que foi tombada pelo patrimônio público americano.  Mas é a herança da cultura brasileira que alimenta o corpo e a alma de muitos outros saudosos brasileiros na região de Miami.

Regina alimenta sua alma ao oferecer seus quitutes aos convidados. Foto de Carla Guarilha.

“Não esqueço minhas raízes”, diz Regina Kátia Martins Rodrigues, que agora com 50 anos se sente mais jovem do que nunca.  Todo sábado, ela recebe 60 ou 70 convidados na sua “fazendinha” para uma noite que só traz boas memórias da juventude na roça de Coronel Fabriciano, em Minas Gerais.

“Eu nasci numa fazenda”, diz ela. “Eu ia ao curral pegar leite de vaca e vivia a vida do povo”.  E é essa vida para o povo da comunidade brasileira que Regina busca resgatar.

Na “Fazendinha” tem galinha solta, galo cantando e criança brincando.

Elizeu com o galo da sua "fazendinha". Foto de Carla Guarilha.

É como um parque de diversão, só que neste caso, a diversão é a simplicidade da vida na roça do Brasil.

Regina começa a cozinhar cedo no fogão construído pelas mãos do marido, enquanto Elizeu prepara o terreno, literalmente, e coloca nas caixas de som um forró para animar o ambiente desde cedo.

O cardápio do dia inclui sempre três pratos principais, entre vários da especialidade da casa: frango ensopado, quiabo, rabada, escondidinho de mandioca, carne seca, couve, angu, chuchu, arroz carreteiro, galinhada, vaca atolada (carne de sol, feita em casa, desfiada com mandioca), moqueca de peixe, caldo verde, caldo de feijão, canjiquinha com costelinha de porco, angu com carne moída e milho verde, baião de dois – e muito mais.  Fora isso, os anfitriões oferecem caldo de cana moída na hora, pão de queijo assado na hora e pastel e biscoito de polvilho fritos na hora.  De sobremesa tem sempre pudim de leite, bolo de fubá ou uma canjica de milho, entre outras opções.  E claro, o café é passado fresquinho no coador.  O preço é único: US$12/adulto e US$6/criança.

Ninguém resiste ao frango ensopado da Regina. Foto de Carla Guarilha.

“Quando os brasileiros chegam e o galo canta, eles fecham os olhos, ouvem a música e dizem, ‘parece que estou no Brasil’”, diz ela.  “Meu marido se envolve do mesmo jeito. O Elizeu me inspira”.

E é essa inspiração — e união e cumplicidade — que está transformando o sábado na “Fazendinha” numa tradição que resgata não só a cultura brasileira, mas traz de volta – por alguns instantes – uma época em que a vida familiar era valorizada e o momento da refeição respeitado.

E isso, para Regina, é o que alimenta hoje seu dia a dia e acalma um coração saudoso de sua terra.

Mas essa trajetória não foi fácil.

“Eu sofri muito, queria ir embora, chorei muito. Foi horrível”, diz ela. “Você não imagina o que é a saudade, mata a gente, me definhou, me trouxe angústia. Eu  ficava na cama, não queria aprender a língua.  Eu não queria nada”.

Regina trabalhou muitos anos como motorista de ônibus escolar e foi cozinhando numa escola que começou a se encantar, cada vez mais, com o fogão e pediu que seu marido construísse um a lenha para ela.

Elizeu, cearense de Fortaleza, hoje dono de uma empresa de jardinagem e pastor de uma igreja americana, vizinha de sua casa, imediatamente concordou.  E logo que ficou pronto, o casal passou a convidar a todos depois do sermão aos domingos para um almoço na “fazendinha”.

“As mulheres da igreja me chamam de ‘First Lady’ (Primeira-Dama).  Todas são negras americanas”, diz Regina.   “Agora nossa igreja é internacional: tem brasileiro, mexicano e muitos negros americanos”.

Regina e Elizeu saem para namorar toda sexta-feira. Aqui, na rede da fazendinha. Foto de Carla Guarilha.

Hoje, a “Fazendinha” continua atendendo aos fiéis e amigos, mas tem também uma clientela fixa para os jantares aos sábados e pretende, em breve, aumentar as horas de atendimento, que para Regina, representa uma benção divina.

“Claro que eu sofri, claro que Elizeu sofreu”, diz ela.  “Eu já limpei muita casa aqui. Mas eu sabia que um dia ia encontrar aquilo que eu gosto de fazer.  A gente tem que perseverar, não jogar tudo para o alto e desistir –  porque vai dar certo.  Eu sonhei e deu certo”.

Para conhecer melhor a “Fazendinha”, visite sua página no Facebook: Regina’s Farm ou ligue (954) 465-1900, na Flórida.

No vídeo, Regina conta o segredo do seu sucesso:

Conheça um pouco da alma por trás da “Fazendinha” nesta entrevista com Regina Kátia. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 21 de maio de 2013 Direto de Miami, Entrevistas, Gastronomia, Hotel, Miami, Restaurantes, Turismo | 10:40

InterContinental Miami: Hotel internacional com alma brasileira

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Editora: Liliana Pinelli
Fotos: Carla Guarilha

Aos 20 anos, Hadi Habib estudava engenharia no Rio de Janeiro.  Seus pais, imigrantes libaneses no Brasil, tinham uma enorme preocupação com a educação e o futuro dos filhos.  Sempre dedicado, enquanto cursava a faculdade, Hadi logo conseguiu seu primeiro emprego no Hotel InterContinental atendendo ao telefone no serviço de quartos e aos pedidos que chegavam dos hóspedes.

Ele achou que seria um trabalho temporário enquanto fazia a faculdade.  Mas suas responsabilidades foram aumentando e quando o hotel abriu o departamento de informática, foi contratado.

E hoje, 25 anos depois, Hadi é diretor de informática e responsável pelos departamentos de compras e segurança do InterContinental Miami, que acaba de passar por uma reforma de US$30 milhões, trazendo de volta ao hotel sua alma brasileira.

Hadi, na sala vip do InterContinental Miami. Foto de Carla Guarilha.

“Miami, eu digo, é quase um Rio de Janeiro. Só faltam as montanhas porque tem tanto brasileiro, tem tanta cultura brasileira envolvida aqui que parece que você está no Rio”, diz o carioca, que foi transferido para Flórida em 2000.  Hadi conta com orgulho que a história deste hotel internacional começou exatamente no Brasil.

O primeiro InterContinental no mundo foi aberto, em 1946, em Belém do Pará pela Pan American World Airways.  Conhecida mundialmente por Pan Am, na época a maior companhia aérea com voos internacionais, precisava de um local lá para hospedar seus tripulantes e comandantes e resolveu construir um hotel para acomodá-los.

Assim a Pan Am, extinta no início dos anos 90, que deixa saudade nos passageiros e tripulação que conduzia seus voos, deixou também sua marca no Brasil.

Hoje, o InterContinental é uma rede de hotéis presente em 60 países e como a Pan Am, em sua época áurea, é sinônimo de luxo – mas também de sentimento de família e oportunidades.

Lobby do InterContinental Miami depois da reforma de US$30 milhões. Foto de Carla Guarilha.

“São as pessoas que fazem esse hotel”, diz Hadi.  “A gente tem 500 funcionários em Miami, 200 tendo mais de 10 anos de casa. Tem gente que está aqui há 28 anos trabalhando no mesmo hotel”.

O diretor de recursos humanos começou como segurança e o atual diretor de operações, Arminio Rivero, um venezuelano casado com uma baiana, foi manobrista do hotel 20 anos atrás.  Hoje, Arminio é o segundo na hierarquia em Miami e, logo, deve ser promovido a gerente geral aqui ou em outro hotel da rede.

“A gente cuida dos funcionários como se fossem nossa família, como se fossem nossos filhos que a gente não quer que saiam de casa antes de se casarem”, diz Hadi.  “O InterContinental é uma escola de hotelaria”.

Para Hadi, que passou 12 anos galgando cargos na região do Cone Sul e já está há 13 em Miami, a meta agora, em cerca de um ano e meio, é assumir a posição de diretor de operações, de preferência em Miami, onde vive com Eloisa, sua esposa, e dois filhos: Thiago, 25, que acaba de obter o mestrado em arquitetura na Florida International University, e Thais, de 13 anos, que diz querer trabalhar no FBI quando crescer.

Hadi diz que tenta passar para os filhos os valores que aprendeu com seus pais.  O mais importante de todos, diz ele, é aprender sempre a valorizar o “ser sobre o ter”.

“Se você trabalha duro, se você realmente gosta do que faz e faz com prazer, não é um trabalho, passa a ser um hobby”, diz Hadi.  “Você vem, trabalha duro, passa 12, 13 horas e vê o resultado”.

E para ele, esse saldo, seja onde for, tem sempre um toque e gostinho brasileiro, como no primeiro hotel da rede, em Belém.

ToroToro, principal restaurante do hotel, com gostinho brasileiro. Foto de Carla Guarilha.

Em Miami, além dos inúmeros funcionários brasileiros em todos os setores, o hotel tem diversas programações que marcam a presença do Brasil.

No segundo semestre, Hadi está organizando o “Festival Brasileiro”, um evento anual com várias atividades culturais e gastronômicas em parceria com AB Catering, da chef Deborah Rosalem, e coordenação de Maria do Carmo Fulfaro, do conselho de Diretoria da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos da Flórida (Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida), que foi responsável pelo sucesso dos últimos anos dessas festividades e muitas outras.  Os membros da Câmara agora também têm acesso a uma carteirinha exclusiva de 15% de desconto no ToroToro, principal restaurante do hotel conduzido pelo renomado chef Richard Sandoval, que tem no cardápio, entre outros pratos típicos da culinária da América Latina, a marca brasileira: picanha na chapa que vem à mesa.

Picanha na chapa. Foto de Carla Guarilha.

“O conhecimento que a Maria [Fulfaro] tem para criar um evento de sucesso é impressionante. Fica tudo mais fácil quando você envolve a Maria”, diz Hadi, orgulhoso de seu país e de sua influência em trazer cada vez mais sua alma brasileira para o InterContinental de Miami, que já está se preparando para ser um ponto de encontro oficial da torcida brasileira durante a Copa do Mundo. O hotel será decorado de verde e amarelo e terá toda a estrutura para se assistir os jogos ao vivo, com uma série de atividades voltadas à cultura brasileira.

E é esse “jeitinho” brasileiro que se tornou sinônimo de sucesso do hotel.

“O sorriso é parte do uniforme”, diz Hadi.  “Tenho 25 anos na companhia, sou um executivo e trabalho todo dia como se fossem meus primeiros 90 dias, quando você tem que provar que é um bom funcionário”.

E esse é o segredo da vida, diz ele: vivê-la sem complicações.

“Eu preciso de muito pouco para ser feliz. Eu acho que assim você é feliz todos os dias”, diz ele. “Você acorda feliz quando o que você tem te satisfaz. Se você não faz coisas erradas, sua vida é muito simples e eu acho que essa é a meta para os meus filhos e para mim”.

Seu conselho aos jovens: “Tudo o que você quer na vida, trabalhando duro, sendo responsável e fazendo o que é certo, você vai ter sucesso.  Não tem como errar”.

Suíte presidencial, onde o Presidente Barack Obama se hospeda com frequência em visita a Miami, e onde Ivete Sangalo ficou no ano passado quando veio se apresentar. A diária é na faixa de US$2000, dependendo da época do ano. Foto de Carla Guarilha.

No vídeo, Hadi fala um pouco mais sobre o segredo do seu sucesso:

Hadi Habib, diretor do InterContinental Miami, deixa aqui o segredo do seu sucesso. from Chris Delboni on Vimeo.

Serviço:

InterContinental Miami
100 Chopin Plaza, Miami, FL 33131
Telefone: (305) 577-1000
http://www.icmiamihotel.com/Portugues

Restaurante ToroToro
Telefone: 305-372-4710
Almoço diário 11:30 às 15hrs; jantar 18hrs – 23hrs domingo-quinta, aberto até 1 da manhã sexta e sábado; brunch aos domingos das 11:30hrs às 15hrs.
http://Torotoromiami.com

Para reservar a "Table 40", uma mesa para 14 convidados numa sala privada localizada na enorme cozinha do restaurante, entrar em contato com Chermarie Perez pelo e-mail chermarie.perez@ihg.com ou ligar 305-372-4713 (em Miami). Foto de Carla Guarilha.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013 Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes | 10:44

Acaba de abrir o mais novo “point” de Miami. Chiquérrimo e com toque brasileiro!

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Quem ainda disser que Miami é brega ou que não tem o que fazer a noite na cidade favorita dos brasileiros no exterior, basta dar um pulinho no mais novo restaurante de South Beach, localizado no hotel The Ritz-Carlton.

O Doré acabou de abrir e, sem nem uma propaganda, já vive cheio.

A sala principal do Doré. Foto de Carla Guarilha.

Mas a badalação mesmo vai começar esta semana.  Cerca de 400 convites foram entregues à elite da sociedade de Miami.  O “grand-opening VIP” para apresentar o estabelecimento aos formadores de opinião aqui foi dividido em dois dias.  Os convidados vão poder escolher se preferem ir na quarta ou na quinta-feira.

Nallé Grinda, 36, um dos sócios, diz que espera cerca de 150 convidados por noite, dando vazão para receber todos com a deferência merecida.

Foto: Celebridades já visitam o restaurante mesmo antes da inauguração VIP. Na foto, o famoso músico francês Cerrone, que lota qualquer palco para mais de um milhão de pessoas, estava recentemente jantando no Doré com amigos. À esquerda, Nallé, carinhosamente apelidado de “embaixador” do restaurante. Ele é o cara! Cuida de todas as mesas VIPs. Foto de Carla Guarilha.

O local é dividido em espaços distintos: um lindo bar na entrada, um “lounge” ao lado, sala de jantar principal e, nos fundos, a sala VIP, onde os convidados podem ficar mais reservados.

Um dos ambientes do Doré. Foto de Carla Guarilha.

Música é um grande charme do novo estabelecimento.  No início da noite, a música é ambiente e a iluminação leve, própria de um restaurante elegante.  Dá para jantar e conversar num tom gostoso e intimista.

Mas conforme as horas vão passando, a luz vai baixando e a música aumentando, ao comando do DJ francês, Pierre Z., diretor artístico do Doré.  Sem perceberem, as pessoas começam naturalmente a mexer os dedinhos na mesa e acompanhar a música nas caixas de som, cantando junto.  Quando veem, estão de pé dançando – mas tudo com classe e elegância e muita alegria à moda antiga.

Pierre Z., que já tocou em vários eventos do grupo “French Tuesdays” no Brasil, adora música brasileira e sempre coloca um remix de Lança Perfume e Ai Se Eu te Pego!, de Michel Teló.

Pierre Z., diretor artístico do Doré, anima as noites, principalmente quinta, sexta e sábado. Foto de Carla Guarilha.

Mas a grande estrela da noite mesmo ainda é o menu — e o jovem e talentoso chef Jeff Pfeiffer, americano de 31 anos, com brilhantes mãos para culinária internacional de altíssimo nível, claro com forte influência da gastronomia francesa, como indica o nome do restaurante.

Jeff Pfeiffer na sua espaçosa cozinha. Foto de Carla Guarilha.

Os pratos — assim como todo o ambiente, a música e decoração do Doré — são selecionados a dedo, com uma simplicidade elegante, que é o segredo do restaurante.

De aperitivo, tem uma seleção de “tapas” delicadíssimas, entre elas uma bresaola de pato (US$9) e croquetes de queijo de cabra (US$7), de comer rezando.

As ostras (US$48 a dúzia) são fresquíssimas mas um pouco fora da média dos preços do cardápio, que, em geral, são bem razoáveis e justos para um estabelecimento de South Beach.

O carpaccio de atum (US$14) faz grande sucesso como entrada, e de prato principal, as opções são variadas, todas muito bem elaboradas – desde um risoto de cogumelos porcini com óleo de trufa (US$24) a um filet mignon com batatas gratinadas (US$39) ou vieiras com um toque de caviar (US$44).

Prime N.Y Strip, um dos favoritos no menu, e atrás, vieiras com toque de caviar.

Como o menu, a carta de vinhos também é justa – e para todos os gostos e bolsos.  Tem desde de um Chardonnay for US$38 ou um Pinot Noir por US$42 a um Château Haut-Brion 2001 por US$2100.  É um dos poucos restaurantes que trazem o vinho na temperatura perfeita.

Já no fim da refeição,  mesmo sem espaço, vale a pena.  A torta de maçã é uma das favoritas (US$9).

E se estiver comemorando um aniversário, não deixe de avisar, e aguarde que os garçons, simpáticos e muito animados, chegam com a sobremesa e uma vela em cima para cantar parabéns, e não é uma vela comum.  É brilhante, parecendo mini-fogos de artificio.

Se tiver opção, não deixe de pedir uma mesa com o francês Sammy Hayat, que está chegando com a vela. Atencioso e divertido! Foto de Carla Guarilha.

Bon Appétit!

Doré

1669 Collins Ave., South Beach, Florida 33139
Aberto das 18hrs às 2hrs.
Reserva: (305) 695-8696 ou reservations@DoreMiami.com
Website: http://DoreMiami.com

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013 Alimentação, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Shopping | 10:16

Badalada brasserie em luxuoso shopping em Miami passa a servir feijoada para agradar brasileiros

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Shopping Bal Harbour em Miami. Foto de Carla Guarilha.

O Bal Harbour é passagem obrigatória para quem vem a Miami, ainda mais na época das festas de fim de ano. Não tem quem não passe por lá e, no meio das compras, não pare para almoçar, tomar um drink ou jantar no luxuoso shopping das grifes, como é conhecido e merecidamente reconhecido mundialmente.

Tartar de tuna

E agora, mais uma razão para visitar, principalmente aos sábados. O La Goulue, famoso e badalado restaurante francês, vai acrescentar feijoada ao seu tradicional cardápio, que inclui escargots, steak tartar, um delicioso soufflé de queijos, foie gras e les moules frites, saborosos mariscos acompanhados de batatas fritas, entre muitos outros pratos da culinária francesa.

Parece incompatível – mas Pascal Cohen, sócio-operador do restaurante e presidente e CEO do grupo FoodInvest, um dos principais investidores do La Goulue, diz que essa combinação é perfeita.

Os brasileiros hoje, diz ele, são fundamentais para a economia do sul da Flórida e merecem ser paparicados e tratados com deferência.

“Eles adoram Bal Harbour, adoram o La Goulue e representam uma grande parte da nossa clientela”, afirma Pascal. “É nossa vez de devolver o carinho e oferecer um presente na forma de reconhecimento de sua cultura. Nada melhor do que servir uma feijoada”, diz ele.

Área externa do La Goulue. Foto de Carla Guarilha.

O tradicional prato brasileiro entrará no cardápio dia 19 de janeiro, na hora do almoço. Será servido à la carte. Pascal diz que o preço ainda não foi definido mas garantiu que será compatível com o resto do cardápio, que é bem razoável.

O francês Jean-Pierre Petit, renomado chef do La Goulue, terá o auxilio da chef brasileira Nilza Martins, convidada para orientar a “operação-feijoada”.

Edmond Touboul (esq), Pascal Cohen, Yara Gouveia e chef Jean Pierre Petit. Foto de Carla Guarilha.

Pascal diz que essa iniciativa faz parte de uma estratégia ainda maior do La Goulue, que para ele é mais do que uma brasserie. É um “estilo de vida”, e o brasileiro é o povo que mais se enquadra, diz Pascal.

“Os brasileiros vivem exatamente de acordo com a atmosfera que queremos implementar aqui. Fazem parte da nossa marca “, diz ele. “Qual o melhor lugar para relaxar, aproveitar e comer uma feijoada senão no shopping Bal Harbour, um dos mais luxuosos do mundo?”

O original La Goulue nasceu em Nova York, na Ave. Madison, em 1974, nas mãos de Jean Denoyer. Pouco mais de três décadas depois veio para Bal Harbour mas, em 2009, fechou em NY e estava precisando de uma boa restruturação para sobreviver em Miami. Vivia vazio.

Foi aí que Denoyer procurou Pascal, com 20 anos de experiência mundial no ramo.

Pascal e um sócio, Edmond Touboul, compraram parte do empreendimento e assumiram a operação diária do restaurante, dando nova vida ao La Goulue, que hoje tem uma grande fila de espera, dependendo do horário.

Diz ele que o segredo do sucesso no ramo é muito simples: “qualidade, consistência, bom preço e bons ingredientes”.

“É preciso cuidar todo dia de cada cliente e de cada prato”.

E assim Pascal foi conquistando uma clientela fixa e leal e se apaixonando, cada vez mais, pelo que ele descreve como “estilo e elegância” do brasileiro.

“Para mim é um privilégio poder dizer aos sábados para todos os brasileiros, bem vindos ao La Goulue”.

O grupo FoodInvest tem hoje três investidores brasileiros e a expectativa é de expansão nacional e internacional.

A brasileira Yara Gouveia, corretora de imóveis e empresaria, é hoje um dos sócios-investidores do La Goulue. Com Pascal Cohen. Foto de Carla Guarilha.

Ainda em janeiro, FoodInvest está abrindo um novo restaurante francês, Doré, no hotel The Ritz-Carlton, em South Beach, e vem muito mais por aí em 2013.

“FoodInvest agora é um grupo franco-brasileiro”, diz Pascal. “Estamos operando em grandes centros e já começamos a adquirir vários outros locais importantes. A estratégia é se tornar um dos maiores grupos de investimento no ramo de gastronomia do sul da Flórida”.

La Goulue – Bal Harbour Shops
9700 Collins Avenue, Bal Harbour, Florida 33154
Tel: 305-865-2181
Aberto: Segunda-domingo 11:30 – 23:00 hrs, aos domingos fecha às 22:00
Para maiores informações, visite o site http://lagouluebalharbour.com

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Direto de Miami, Gastronomia, Miami | 10:02

Restaurante grego tem pitada brasileira em sua apimentada história.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Um dos maiores segredos gastronômicos de Miami chama-se Ouzo’s Greek Island Taverna, um restaurante grego que já passou por algumas transformações na última década. E só melhora.

A essência é sempre a mesma: simplicidade e a pureza da culinária tradicional grega, a simpatia da dona e um ambiente tão aconchegante e alegre que parece importado diretamente de uma ilha grega.

Liza na área externa do restaurante, à beira do rio Miami Little River. Foto: Carla Guarilha

“Quando as pessoas entram, elas se sentem transportadas para Grécia”, diz Liza Meli, que abriu o primeiro Ouzo em Miami Beach em 2002.

Quatro anos depois, ela se casou com o francês Gigi Meoli e o casal resolveu expandir o cardápio, para incluir novos pratos da culinária mediterrânea, e mudar o restaurante para South Beach.  Tudo ia bem, mas assim como nos Jardins em São Paulo, em South Beach é preciso um bom investimento para cativar uma clientela fixa, além dos custos de manutenção e aluguel, que são absurdos.  O restaurante fechou, mas logo reabriu com o nome Anise Taverna, em Miami, numa região que não é necessariamente um “point”, mas está crescendo.  Fica um pouco ao norte do Design District, um bairro que está cada vez mais badalado.

Novamente, tudo ia bem mas, desta vez, foi o casamento que começou a dar problema.  O casal acabou se separando e o restaurante ficou alguns meses sem identidade.

Liza foi para Grécia por três semanas com Andrea Schiavi, sua fiel escudeira – amiga e funcionária desde que abriu o Ouzo original há 10 anos.

“Essa é uma amiga para todas as horas”, diz Liza.  “Não está ao lado só para os momentos bons”.

Foto: Carla Guarilha

Assim que as amigas voltaram, Liza entrou em contato com o antigo chef, o turco Ali Cinar, que fez o nome da culinária do restaurante no primeiro Ouzo – e a equipe retornou às origens.

Liza reabriu, recentemente, o Ouzo’s Greek Island Taverna com o menu original, música ao vivo, e claro, muito “OPA” com alegria, pratos jogados no chão, dança do ventre e, às vezes, uma canjinha de dança grega, performance especial e exclusiva da dona, que já foi dançarina profissional.

Liza nasceu e cresceu em Sydney, na Austrália, onde começou sua carreira artística dançando lambada e gafieira com um grupo formado por brasileiros.  Dançavam em eventos, casamentos e clubes, chegando a fazer cinco shows em uma noite.

Liza com seus parceiros do grupo brasileiro de dança na Austrália. Foto: Álbum de família.

Mas ela sentia que algo estava faltando em sua vida.

Liza tinha também, desde cedo, experiência no restaurante grego de sua família na Austrália e decidiu entrar no ramo por conta própria.  Mas antes, resolveu viajar pelo mundo com sua melhor amiga e companheira de dança em Sydney, a carioca Deuza Lemos.

Em 1993, Liza chegou em Miami.

“Não queria vir para Miami”, diz.  “Queria ir para o Brasil, Argentina, Chile.  Mas quando aterrissei, achei que já estava na América Latina,” brinca.

No primeiro dia, assim que chegou, conheceu o guitarrista argentino Alex Fox, famoso por tocar Flamenco, com o violão até nas costas.  Ela começou a dançar, se apaixonaram e se casaram.

Mas ela engravidou e o casamento não resistiu a pressão do mundo da noite. Na  época, ela já tinha dois filhos pequenos.

E foi aí que Liza retomou seus planos de entrar no ramo gastronômico e o Ouzo nasceu na Flórida.

As entradas são deliciosas e próprias para compartir, desde hummus às azeitonas.  Mas um dos favoritos para abrir o apetite é o queijo Saganaki, flambado na mesa – imperdível – pelo sabor e experiência das chamas.  O polvo grelhado derrete na boca de tão macio, ponto perfeito, e os mariscos são de comer rezando.

Simplicidade no preparo é chave do sabor do peixe, diz Liza. Cortesia Ouzo.

Como prato principal,  há varias opções.  Os peixes inteiros são fresquíssimos e muito saborosos.

Se sobrar espaço no estômago, as sobremesas são caseiras, feitas pela mãe de Liza.

A carta de vinhos não é das mais extensas, mas tem opção para todos os gostos e bolsos, como um Malbec por US$32, um St. Emillion por US$62, e entre os brancos, um Pinot Grigio por US$32, o grego Tsantali por US$44 ou um Vermentino da Sardenha por US$38.  A casa não proporciona destilados, mas sempre oferece como cortesia um Ouzo.  É só pedir.

Chef Ali Cinar mostra os pratos de carne de carneiro que acaba de preparar. Foto: Carla Guarilha

Se estiver na cidade esta semana, não perca na quinta-feira a grande festa de aniversario de Liza – todos estão convidados para um brinde das 19 às 20h, com show de dança do ventre e apresentação do guitarrista Alex Fox.

Ouzo’s Greek Island Taverna
620 NE 78th Street
Miami, FL  33138
Tel: 305-758-2929
Email: ouzosgreek@yahoo.com

Website

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Aberto: Quarta à segunda (fechado às terças), a partir das 17h  – fecha quando o ultimo cliente for embora!

OPA!

Foto: Carla Guarilha

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terça-feira, 31 de julho de 2012 Alimentação, Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Turismo, Viagem | 10:16

Direto de Miami recomenda: hambúrguer para quem tem bom paladar.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

O hambúrguer é para o americano o que a macarronada é para o italiano — um prato típico e aparentemente simples mas que requer um enorme nível de atenção e perfeição: ponto certo, textura, qualidade da carne, tempero e temperatura do fogo.

Burger & Beer Joint. Foto de Carla Guarilha.

As duas dicas abaixo trazem todos esses fatores juntos em perfeita sintonia, o que torna esses hambúrgueres os melhores de Miami.

O Burger & Beer Joint é tipicamente uma “casa” de hambúrguer e cervejaria e o J&G Grill um badalado restaurante num dos hotéis mais chics da cidade, que, surpreendentemente, serve um hambúrguer magistral.

Vale a pena conferir.

Hoje com duas casas, uma em South Beach e outra na região financeira da Brickell, o Burger & Beer Joint atende a todos os gostos e bolsos.

As duas cozinhas do B&B, como o estabelecimento é carinhosamente conhecido, soltam, em média, entre 800 e 900 hambúrgueres por dia.

B&B - hambúrguer com quase tudo.

Tem mais de uma dúzia de tipos, desde o mais simples de carne e queijo, por US$10, ao vegetariano “Dear Prudence”, ou “Prezada Prudência”, de cogumelo Portobello, pimentão e mozzarella fresca, por US$12, ao “Stairway to Heaven”, ou “Escada para o Céu”, de gado Wagyu, criado em condições especialíssimas para oferecer uma das carnes mais nobres e macias do mundo, com foie gras e trufas pretas, por US$32.

O prato mais famoso da casa custa US$125 e chama-se “The Motherburger”. É um sanduíche gigante de gado Angus, de 4,5 kg, que pode servir a mesa toda – mas se alguém aceitar o desafio e comê-lo sozinho, em duas horas, ele sai de graça.

B&B em South Beach.

O restaurante, apesar de muito badalado, tem um ambiente descontraído, parecendo mais uma “crab house”, aqueles restaurantes com toalha na mesa e guardanapo de papel onde se come caranguejo.  Mas ao chegar mais perto, você pode perceber que os talheres incluem belíssimas facas para filet mignon.

Essa harmonia do despojado com bom gosto — e sabor — tem feito do B&B um grande fenômeno em Miami.  Está sempre lotado a qualquer hora do dia e da noite.

Já para quem prefere o simples em um ambiente bem mais sofisticado, a melhor opção é o hambúrguer do restaurante J&G Grill, que fica no novo e badalado hotel e residência de Miami, o St. Regis Resort, em Bal Harbour, em frente ao famoso shopping das maiores grifes internacionais.

J&G Grill no St. Regis. Cortesia.

Jean-Georges Vongerichten. Cortesia.

Possivelmente, este seria o último prato que alguém pediria no restaurante do famoso chef francês Jean-Georges Vongerichten, considerado uma “lenda viva” pela revista Bon Appétit.  Mas vale a experiência.  A combinação que Richard Gras, seu “chef de cuisine”, criou, de Wagyu com queijo Brie derretido e um molho de trufas pretas, é imbatível.  O acompanhamento são maravilhosas batatas fritas com ervas e alho, surpreendentemente leves, no paladar, no estômago e no bolso:  o prato sai por US$19.

Gras prepara, em média, 30 hambúrgueres por dia no J&G Grill. Foto de Carla Guarilha.

Gras diz que a maioria dos clientes hoje no restaurante são brasileiros e a carne está sempre entre os mais pedidos.  Ele conta que tem seu próprio açougueiro na cozinha e recebe Wagyu de três regiões: uma fazenda especializada na Austrália, outra na Califórnia e uma na Flórida.

“Temos muito orgulho dos nossos produtos”, diz Gras.  “As melhores coisas da vida são simples.  O segredo é fazê-las bem feitas, com perfeição”.

E é com essa mesma perfeição e simplicidade, que ele prepara também um tradicional filet mignon ou uma lagosta, outros dois pratos favoritos do cardápio do sofisticado J&G Grill, que vem fazendo enorme sucesso desde que abriu no início do ano.

Jordi Valles, chef executivo de todos os restaurantes do St. Regis (esq.), e Richard Gras, “Chef de Cuisine” do J&G Grill, mostram com orgulho a cozinha ao Direto de Miami. Foto de Carla Guarilha.

Box:

Burger & Beer Joint

South Beach
1766 Bay Road
Miami Beach, FL 33139
(305) 672-3287

Mary Brickell Village
900 South Miami Ave. Suite 130
Miami, FL 33130
(305) 523-2244

Para maiores informações e horário de funcionamento, visite http://burgernbeerjoint.com/.

J&G Grill – St. Regis Bal Harbour Resort
9703 Collins Avenue, Bal Harbour, FL 33154
Telefone para reserva: 305-993-0436
Para maiores informações e horário de funcionamento, visite http://www.jggrillmiami.com.

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terça-feira, 17 de julho de 2012 Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes | 10:30

Brasileira, que aprendeu a arte da culinária em casa, brilha em restaurante em Miami e na TV

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)


A mineira Paula DaSilva chegou em Massachusetts com a família quando tinha 7 anos.  Três anos depois, os pais abriram um pequeno restaurante numa cidadezinha chamada Medford.  Toda tarde, ela saia da escola e ia direto para lá.

Ela lembra que na época não gostava de ficar ajudando na cozinha do restaurante, que tinha apenas 10 mesas.

Em 1994, todos se mudaram para Flórida e hoje, a premiada chef brasileira do restaurante 1500º do famoso hotel Eden Roc Renaissance, em Miami Beach, só tem a agradecer à família por essa experiência na sua infância.

Paula DaSilva na cozinha do 1500º. Foto Cortesia 1500º.

“Estou muito feliz aqui”, diz ela, que se realiza em oferecer aos clientes uma “comida que as pessoas não tem medo de comer”.

“Meus pais cozinhavam uma comida caseira”, conta. “Eu aprendi muito com eles”, diz a chef, que desenvolveu pela sua experiência familiar uma culinária simples e, ao mesmo tempo, sofisticada.  “Não quero fazer um prato que tenha 52 etapas”, brinca.  “Em quatro passos, uma comida pode ficar ótima”.

E assim é no 1500º, nome dado pela temperatura em Fahrenheit da grelha que usa na cozinha para preparar um filet mignon ou uma picanha, dois pratos constantes do cardápio, que muda com frequência de acordo com os ingredientes mais frescos da época.

Os molhos para as carnes variam de blue cheese ao cabernet ou bearnaise, entre outros, e os acompanhamentos incluem legumes, creme de espinafre, uma deliciosa cebola Vidalia com batata gratinada ou uma polenta cremosa e muito saborosa.

Carne é o forte do restaurante, reconhecido em Miami como uma “steakhouse”, mas a chef diz que adora também preparar peixe e frutos do mar.

A carne é preparada na temperatura de 1500º F. Foto de divulgação.

“Tem algo muito especial no processo de limpar um peixe e ver como está fresco”, conta com orgulho da sua cozinha e também de sua latinidade culinária, que ela tenta manter e aplicar nos pratos do restaurante, tipicamente americano e frequentado por turistas do mundo inteiro e moradores da cidade.

Seu segredo é o purismo gastronômico.

“Não gosto de fazer muitas coisas diferentes com os sabores”, diz.  “Acho que tudo precisa se mesclar muito bem”.

Paula estudou culinária no Art Institute of Fort Lauderdale, perto de Miami.  Logo, começou a trabalhar com um renomado chef, Dean James Max, seu mentor.  E foi com ele, no restaurante 3030 Ocean, em 2007, que Paula, com 28 anos, começou a ganhar fama quando participou pela primeira vez, em 2009, do programa Hell’s Kitchen da Fox.  Agora, três anos depois e muito sucesso, ela foi convidada para fazer uma participação especial no último episódio da temporada do mesmo programa, dia 13 de agosto, desta vez como uma das chefs mais famosas de Miami.

“Nunca imaginei que seria escolhida.  Sou calma fora da cozinha, mas dentro, uma louca”, diz, rindo.  “É isso que procuram”.

E assim, como no preparo dos seus pratos, ela foi dando passos profissionais cautelosos até se sentir segura para uma carreira solo.

Há quase dois anos no comando do 1500º, Paula considera a cozinha do restaurante sua obra-prima.  Ela construiu o conceito desde o início.  Queria criar um local conhecido nos Estados Unidos como “farm-to-table”, que em português seria “da fazenda para a mesa”, mas com toda a sofisticação esperada de um restaurante em um tradicional hotel de Miami Beach.

O legendário Eden Roc, apelidado de “Grand Dame de Miami Beach”, concebido pelo famoso arquiteto Morris Lapidus, abriu as portas em 1956, época áurea, frequentado pelos grande artistas de Hollywood, como Elizabeth Taylor, Katharine Hepburn, Lauren Bacall e Humphrey Bogart.

Mas hoje, depois de uma enorme reforma de US$220 milhões, é a brasileira de Valadares, Minas Gerais, que marca presença no hotel.  Ela não fica atrás de grandes chefs conhecidos internacionalmente, como Daniel Boulud do DB Bistro Moderne, Jean-George Vongerichten do St. Regis e Thomas Buckley do Nobu, escolhidos recentemente, junto com ela, como os melhores de Miami pela sofisticada revista Haute Living.

“As pessoas falam, ‘você não é mais brasileira’,” diz ela.  “Sou sim.  Está no meu sangue.  Sou americana também, mas meu coração é brasileiro”.  E é com esse coração e amor que ela sempre cozinha.  “Estou no ramo há muito tempo, mas cresci nos restaurantes dos meus pais, e sou muito grata a eles por isso”.

1500º é o restaurante principal do tradicional Hotel Eden Roc. Foto: Direto de Miami.

BOX:

1500º

Café da manhã: Das 6h30 às 11h de segunda à sexta, e até as 12h sábado e domingo
Jantar: Das 18h às 22h de domingo à quinta, e até às 23h sexta e sábado

Endereço:
Eden Roc Renaissance Miami Beach
4525 Collins Avenue, Miami Beach, FL 33140

Reserva: 305-674-5594

Para mais informações, http://www.1500degreesmiami.com/

Estacionamento com manobrista custa US$5, desde que o ticket seja validado no restaurante.

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Saude | 09:52

Direto de Miami está trazendo dicas do que há de “Melhor” em programação e serviço para brasileiros no sul da Flórida.

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Direto de Miami aproveita as férias escolares e o grande número de turistas brasileiros desembarcando aqui para iniciar, esta semana, uma série de dicas do que há de melhor no sul da Flórida. Vamos começar a nossa degustação com um “brunch” incrível e com uma ótima opção de serviço médico, uma parceria pioneira entre o governo do Brasil e a maior drugstore americana.

DOMINGO POR AQUI É DIA DE BRUNCH!

O tradicionalíssimo Hotel Biltmore, em Coral Gables, oferece aos domingos o verdadeiro brunch americano “extraordinaire”.   No cardápio, há opções para todos os gostos distribuídos em nove pontos de buffet no enorme pátio do restaurante Fontana.

Regado a champagne, é possível se deliciar de sushi a ovos quentes, omeletes e “Eggs Benedict”, ostras, camarão e caviar à vontade, saladas variadíssimas e massas, que é o forte da chef mineira Betania Salles, 42 anos, há 12 em Miami.

Betania Salles.

Betania nasceu em Teófilo Otoni, mas foi em Porto Seguro, onde teve quatro restaurantes, que construiu sua carreira culinária.

Resolveu vir passar três meses em Miami, mas logo surgiu trabalho em um restaurante indiano, onde ficou sete anos, até ser contratada pelo Biltmore há pouco mais de quatro anos. Há dois, ela é chef executiva do Fontana, o restaurante italiano do hotel e local do brunch aos domingos.

Ela diz que adora cozinhar comida brasileira, como picanha, feijoada e “tutu à mineira” – mas não tem uma especialidade.

“Minha especialidade é cozinhar”, conta, rindo. “Eu faço comida indiana, comida japonesa, comida italiana, comida brasileira. Eu só cozinho”.

E a chef não se incomoda de dar receitas. É só mandar um email para bsalles@biltmorehotel.com.

Mas antes disso, se ainda sobrar espaço no brunch, há uma sala inteira de sobremesas, com pelo menos 20 deliciosas opções – de torta de maçã a cheesecake, sorvetes e crepes feitos na hora e a gosto.

Bon appétit!

Box:
Hotel Biltmore
1200 Anastasia Avenue
Coral Gables, FL 33134
Fontana: Aberto segunda à sábado para almoço e jantar -11hrs30 às 22hrs30. Domingo para brunch e jantar.
Brunch: Domingo – 10hrs – 16hrs (última reserva às 14hrs)
Telefone para reserva: (305) 445-8066, ext. 2407
US$75/pessoa
Web site: http://www.biltmorehotel.com/dining/brunch.php

ATENDIMENTO MÉDICO À COMUNIDADE BRASILEIRA NA FLÓRIDA

Não existe nada mais chato do que viajar e ficar doente. Além de atrapalhar a viagem, há todos os custos-extras que não estavam planejados. Pensando nisso e em todos os brasileiros que moram na Flórida, o Consulado-Geral do Brasil em Miami acaba de assinar um acordo com as clínicas “Take Care”, um programa da Walgreens, a maior rede de drugstores dos Estados Unidos.

O brasileiro precisa apenas apresentar um passaporte válido, mesmo que o visto esteja vencido, para receber 10% de desconto no atendimento médico, que vai de um machucado a dores em geral, bronquite e outros cuidados. Assim, todo brasileiro na Flórida – turista ou residente — tem hoje uma opção fácil, rápida e barata para cuidados médicos básicos.

“É uma colaboração que vai permitir à comunidade brasileira ter acesso a serviços médicos de qualidade com preços acessíveis, que é uma das maiores preocupações de brasileiros que vivem ou visitam a Flórida”, diz o Embaixador Helio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami.

Walgreens/“Take Care” tem mais de 360 clínicas pelo país, 48 na Flórida, o primeiro estado a oferecer esse serviço em benefício da comunidade brasileira.

Embaixador Helio Ramos, na sua sala no Consulado-Geral de Miami, assina o acordo com Roy Ripak, vice-presidente de mercado da Walgreens.

O embaixador Hélio Ramos espera que o programa seja bastante utilizado por brasileiros aqui e logo se expanda para outros estados americanos. “A ideia é que isso possa ser aplicado a toda a comunidade brasileira nos Estados Unidos”, diz ele. “Não tenho dúvida que a iniciativa será um sucesso”.

Para mais informações ou para localizar a clínica mais próxima, visite o site http://takecarehealth.com ou ligue para o centro de atendimento da Walgreens, pelo telefone 1-866-825-3227 nos Estados Unidos (atendimento em inglês ou espanhol).

**Fotos de divulgação.

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terça-feira, 12 de junho de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Gastronomia | 08:58

Ele não falava inglês. Hoje comanda um grupo de restaurantes em Miami. Conheça João Carlos Oliveira.

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*Fotos de Carla Guarilha

Juca no Tutto's Mare

João Carlos Oliveira cresceu entre pratos da comida mineira e italiana. O que era gosto de infância virou profissão de sucesso. Hoje, ele é um dos chefs de cozinha mais respeitados de Miami, dono de uma cadeia de restaurantes.

Mas, a porta de entrada dele nos Estados Unidos foi Nova York. Foi lá, que aos 17 anos, João Carlos vendia  livros numa mesinha nas ruas da cidade.  Não falava inglês, mas com sorriso solto e os preços na ponta da língua, ganhava US$60 por dia, de comissão.  Não era pouco, 25 anos atrás, mas Juca, como é conhecido aqui, tinha vontade de trabalhar no ramo da gastronômia.

Pode-se dizer que esta conexão com a culinária começou em casa.  O avô dele, Antonio Delleu, imigrante italiano, abriu um restaurante em Belo Horizonte, e sua filha, Lourdes, mãe do Juca, aprendeu muito com o pai e sempre gostou de cozinhar.

Mas, eram apenas alguns privilegiados que se deliciavam com os quitutes de Dona Lourdes. Dona de casa, ela só cozinhava para a família, que não era pequena: marido e sete filhos.

Lourdes fazia questão da família reunida na hora do almoço, e desde cedo, plantou a raiz da culinária no Juca. No cardápio, não podia faltar arroz e feijão para o marido – tradicional patriarca mineiro –  e massa, carne e legumes. As refeições tinham, no mínimo, seis pratos, um costume que Juca mantem até hoje quando recebe amigos em casa.

“Era um banquete diário”, diz ele, saudoso, ainda mais, dos almoços de domingo e da sopinha de grão de bico. “Ela gostava de descascar grão por grão”, conta.  “A gente sentava ali para tomar o café da manhã, e cada um contava uma história e descascava o grão de bico.  E ela fazia a sopa”.

Juca na cozinha aberta do restaurante

Hoje, com 43 anos, é Juca quem mais cozinha na família. Sua mãe, de 75 anos, mora em Miami, mas não está mais por conta dos almoços.  Está, sim, curtindo os netos e degustando da culinária do filho, que abriu seu primeiro restaurante, o Tutto Pasta, em 1994, e acaba de abrir as portas do Tutto’s Mare.

Mas, houve pedras no caminho.  No local, onde hoje fica o Tutto’s Mare, Juca abriu em 2008, um restaurante chamado Zucchero.  Este foi o início de uma fase difícil para o chef, que passou por duas grandes crises de sua vida: a econômica, que foi uma das maiores enfrentadas pelos Estados Unidos, e uma pessoal – estava se divorciando da mãe de seus três filhos, Fabrício, hoje, com 12 anos, Luciano, 10 e Daniela, 7.

Juca tinha investido US$1 milhão no restaurante e não tinha a menor pretensão de abandonar seu sonho. “É na crise que a gente aprende”, diz ele.

E Juca aprendeu, acima de tudo, a ter paciência para se reerguer.  Diariamente tinha gente espalhando a mentira de que o Zucchero havia fechado.

No bar que ele criou para o Zucchero, hoje Tutto's Mare

“Me enterraram e jogaram terra em cima, e todo dia jogavam uma pá de cal nessa porta”, conta, com determinação mas sem a menor mágoa.  “Falei, não vão me enterrar”.

E assim foi.  Logo que as difíceis negociações do divórcio foram concluídas, Juca transformou o Zucchero no Tutto’s Mare, que renasceu, com sucesso imediato, em maio de 2012.

“Sempre tive esperança nesse lugar”, diz o chef, que concebeu a ideia do espaço – do piso até o teto.  “Comprei tudo aqui dentro, até os parafusos.  Fiz com muito carinho, muito esforço e muitos anos de trabalho para poder investir aqui”.

Mas, como foi a transformação profissional do menino que vendia livros para o grande chef? Três meses depois que Juca havia chegado em Nova York, o Bice, o tradicional restaurante italiano de Milão, estava abrindo a primeira casa nos Estados Unidos.  Um amigo do irmão conhecia o gerente.  Juca imediatamente largou o trabalho como vendedor de livros na rua, e entrou no Bice como lavador de pratos.

Logo passou para assistente de cozinha, depois cozinheiro, assistente de chef, e em um ano, já foi contratado como chef. “O Bice foi minha escola”, diz Juca que nunca fez um curso de culinária.  Aprendeu tudo na prática, e com dedicação, humildade e curiosidade, o jovem foi ganhando a confiança dos italianos.

“Viam que eu tinha interesse e comecei a gostar”, diz.   “Aprendia um prato no restaurante, e chegava em casa e fazia aquele prato no meu jantar para aperfeiçoar”.

Depois de quatro anos na posição de chef em Nova York, o Bice estava abrindo uma nova casa em Washington, D.C., e escolheu-o como chef executivo.  Deu certo, e no ano seguinte, ele abriu o Bice de Palm Beach, o que trouxe Juca para as águas da Flórida.

Sempre crescendo, aprendendo e correndo atrás de novos desafios, ele foi convidado a trabalhar em outros restaurantes em Miami Beach até que se sentiu pronto para uma carreira solo.

Em 1998, quatro anos depois do Tutto Pasta, Juca abriu o Tutto Pizza, bem ao lado um do outro.  Os dois restaurantes ficaram conhecidos pela sofisticação – simples e saborosa — de sua culinária e do local — e pela simpatia do chef mineiro, que começava a virar uma celebridade em Miami.

Juca com o pizzaiolo do Tutto Pizza & Beer House

Mas apesar do sucesso, e das visitas freqüentes de personalidades como Hebe Carmago, Juca sempre se manteve fiel às suas receitas – nunca ficou esnobe.  “Minha fama chega através do trabalho, através da dedicação”, diz.  “O que forma a pessoa é ser dedicado, saber escutar e ter uma mente aberta”.

Hoje, renomado como um “chef internacional”, Juca está se dedicando no Tutto’s Mare à combinações de uma culinária mundial, de, por exemplo, pratos espanhóis com italianos ou peruanos com brasileiros ou asiáticos.  O escondidinho de camarão é impecável. O gnocchi, um dos carros-chefe do Tutto Pasta, é preparado no novo restaurante com cogumelos ao Barolo com parmesão. Já o arroz com mariscos é uma espécie de Paella peruana.

“O Tutto’s Mare foi um sonho”, diz o chef que acabou de fazer uma consultoria para  um restaurante que abriu em Belo Horizonte, recentemente, e foi convidado para abrir, em breve, um conceituado restaurante de São Paulo em Miami.

Mas apesar da fama, ele se mantém firme ao lado da família Tutto. E como cada filho tem um personalidade e um nível de maturidade, ele está sempre atento.

“O Tutto Pasta hoje já está na universidade, caminha sozinho.  O Tutto Pizza & Beer House é um adolescente, tem 16 anos, e tenho que ficar atrás dele.  O Tutto’s Mare é o bebê, a criança, que ainda tenho que trocar fralda.  O próximo projeto agora é o Tutto Pasta Deli”, que vai vender massa fresca para fazer em casa.

Box:

Tutto’s Mare

2525 SW 3rd Ave, Miami, Fl 33129
Segunda à quinta, das 11hrs30 às 22hrs30; sexta e sábado, das 11:30 às 23hrs.  Fechado aos domingos.
Telefone em Miami: (305) 858-2525
Email: info@tuttosmare.com
http://www.tuttosmare.com/

Tutto Pizza & Beer House

1753 SW 3rd Ave – Miami – FL – 33129
Aberto todos os dias.
Telefone em Miami: (305) 858-0909
http://www.tuttopizza.org/

*No video, Juca revela o que o transformou em um chef renomado.

Brasileiro faz sucesso com culinária italiana em Miami. from Chris Delboni on Vimeo.

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