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sexta-feira, 29 de março de 2013 Direto de Miami, Entrevistas, Eventos, Miami | 09:14

Gastromotiva e Instituto Barrichello Kanaan são homenageados da Segunda Edição do Gala Miami da BrazilFoundation

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Por Barbara Corbellini Duarte / South Florida News Service
Especial para Direto de Miami

Perseverança e dedicação são duas fortes características dos dois brasileiros homenageados esta semana no II BrazilFoundation Gala Miami.

David Hertz, presidente e fundador da Gastromotiva, um curso de auxiliar de cozinha para jovens de baixa renda, e Tony Kanaan, fundador do Instituto Barrichello Kanaan, que apoia projetos de educação e esporte, foram os homenageados do evento no museu Vizcaya.

Todo ano, a BrazilFoundation escolhe diferentes projetos de caridade e filantropia no Brasil para patrocinar por um ou dois anos.  Baseada em Nova York, a fundação, já ajudou mais de 300 organizações que atuam em projetos sociais no Brasil.

E a Gastromotiva foi um dos projetos patrocinados com parte dos fundos arrecadados no Gala Miami do ano passado.

Para Hertz, ser homenageado nesta segunda edição do evento representa uma “fonte de energia” para o seu trabalho.

David Hertz foi um dos homenageados da noite pelo seu trabalho com a Gastromotiva, um programa de auxiliar de cozinha para jovens de baixa renda. Foto de Barbara Corbellini Duarte.

Em 2007, ele fundou a Gastromotiva, ensinando alunos da favela do Jaguaré em São Paulo dentro da Universidade Anhembi Morumbi, que cedia a cozinha para o curso.

“Nas favelas, tem muito mais talentos desperdiçados do que a gente imagina”, diz Hertz.  “Acontece que muitas vezes o jovem não sabe para onde focar suas energias, então aí que eu vi que essa seria uma oportunidade para muitos”.

O curso de auxiliar de cozinha dura seis meses.  Este ano, a Gastromotiva tem três turmas de 50 alunos, duas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro.

O projeto tem parceria com 22 restaurantes em São Paulo e 12 no Rio, o que praticamente já garante um emprego para os alunos formados.

A ideia da Gastromotiva surgiu quando Hertz trabalhava de garçom, auxiliar de cozinha e motorista no Canadá, na Tailândia, em Hong King e na Índia.  Ele descobriu que culinária é uma linguagem universal.

“Você não precisa falar para cozinhar com alguém.  É natural –– uma forma de comunicação e de encontro”, diz o curitibano que retornou ao Brasil em 1998 e, em seguida, se mudou para São Paulo para trabalhar em restaurantes.

Dez anos depois, seu sonho se tornou realidade e agora foi reconhecido como um projeto modelo da BrazilFoundation.

Quando recebeu a homenagem no gala, ele disse que a gastronomia pode mudar o mundo, e espera poder levar o projeto para o mundo, inclusive Miami.

“Quando você se alimenta, você está alimentando a tua alma, a tua visão da vida”, diz Hertz. “E quanto mais você se conecta com a comida, mais você vai mudando sua forma de olhar o mundo”.

O piloto de Formula Indy Tony Kanaan também foi homenageado pelo seu trabalho com o Instituto Barrichello Kanaan, que ele fundou em 2004 junto com Rubens Barrichello. Foto de Barbara Corbellini Duarte.

O segundo homenageado da noite foi Tony Kanaan, piloto da Formula Indy que fundou o Instituto Barrichello Kanaan com Rubens Barrichello em 2004.

Foi o primeiro prêmio do Instituto.

“A gente não faz caridade para receber prêmio.  Caridade você faz de coração”, diz Kanaan. “Mas ser reconhecido, ainda mais por essa fundação, foi uma emoção grande e um orgulho”.

Kanaan e Barrichello se conheceram quando crianças nas pistas de kart de São Paulo.  A ideia de ter uma organização para ajudar crianças carentes apareceu depois de uma corrida. Kanaan tinha 13 anos.

Kanaan e Barrichello deram um casaco como presente para um menino de 10 anos, que atendia pelo apelido de Nenê, e trabalhava no kartódromo cuidando dos carros.

Duas semanas depois, Nenê não tinha mais o casaco.

“A gente perguntou o que aconteceu e ele disse, ‘meu pai vendeu para comprar drogas’”, diz Kanaan. “Foi quando isto aconteceu que eu e o Rubens olhamos um para o outro e a gente falou, ‘se um dia a gente for alguém na vida, nós vamos precisar fazer alguma coisa por isso”.

Dezesseis anos depois, eles cumpriram a promessa.

Kanaan e Barrichello bancam a maior parte dos fundos do Instituto.

“É uma coisa que a gente faz de coração mesmo”, diz Kanaan. “O nosso sonho é ter a nossa própria sede, mas por enquanto a gente ainda não se aposentou”.

Uma luva e o macacão assinados por ele foram leiloados por US$6,000 no Gala Miami, que arrecadou este ano US$250 mil, o suficiente para patrocinar oito projetos no Brasil.

O jornalista, ator e modelo Pedro Andrade e a atriz Guilhermina Guinle foram os mestres de cerimônia do evento.

O jornalista, ator e modelo Pedro Andrade (esq.) e a atriz Guilhermina Guinle lideraram a noite como mestres de cerimônia e entregaram os prêmios para os homenageados Tony Kanaan e David Hertz (dir.). Foto de Barbara Corbellini Duarte.

“Parece que porque o Brasil é o quarto país mais rico do mundo, o Brasil não precisa mais de ajuda. Mas não é verdade porque a diferença no Brasil é atroz. Quem é rico no Brasil é muito rico, e quem é pobre é muito pobre”, diz Andrade. “Isso é um desafio que a BrazilFoundation está encontrando hoje em dia. Com o gala em Miami a gente está conquistando todo um novo território e uma legião de novos fãs e pessoas interessadas”.

Patricia Lobaccaro, presidente da BrazilFoundation desde 2010, diz que recebe entre 500 e 1000 projetos para avaliar todo ano, mas só consegue apoiar uma média de 25 por ano.

Patricia Lobaccaro, presidente da BrazilFoundation, está feliz com o sucesso do segundo Gala Miami. Foto de Barbara Corbellini Duarte.

A seleção é baseada em projetos que possam contribuir e gerar grande impacto positivo no desenvolvimento social do brasil no longo prazo.

“É uma homenagem a um trabalho que se destacou por algum motivo”, diz Lobaccaro, que está muito feliz com a segunda edição do evento em Miami, um evento que tem uma década de tradição em Nova York e agora está se tornando uma tradição aqui também.

O Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami e chair honorário do Gala Miami, diz que o evento é uma excelente iniciativa que beneficia tanto a Fundação como o Brasil.

“Hoje Miami é uma cidade quase Brasileira.  No ano passado, houve 700 mil turistas brasileiros em Miami”, diz Ramos Filho. “E esses brasileiros de alguma forma são pessoas que tem condições de levantar recursos para ajudar nesse trabalho junto às comunidades carentes”.

O Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, chair honorário do evento, com sua esposa Milma. Foto de Barbara Corbellini Duarte.

O cantor Naldo lançou a sua carreira internacional no II BrazilFoundation Gala Miami. Foto de Barbara Corbellini Duarte.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013 Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes | 10:44

Acaba de abrir o mais novo “point” de Miami. Chiquérrimo e com toque brasileiro!

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Quem ainda disser que Miami é brega ou que não tem o que fazer a noite na cidade favorita dos brasileiros no exterior, basta dar um pulinho no mais novo restaurante de South Beach, localizado no hotel The Ritz-Carlton.

O Doré acabou de abrir e, sem nem uma propaganda, já vive cheio.

A sala principal do Doré. Foto de Carla Guarilha.

Mas a badalação mesmo vai começar esta semana.  Cerca de 400 convites foram entregues à elite da sociedade de Miami.  O “grand-opening VIP” para apresentar o estabelecimento aos formadores de opinião aqui foi dividido em dois dias.  Os convidados vão poder escolher se preferem ir na quarta ou na quinta-feira.

Nallé Grinda, 36, um dos sócios, diz que espera cerca de 150 convidados por noite, dando vazão para receber todos com a deferência merecida.

Foto: Celebridades já visitam o restaurante mesmo antes da inauguração VIP. Na foto, o famoso músico francês Cerrone, que lota qualquer palco para mais de um milhão de pessoas, estava recentemente jantando no Doré com amigos. À esquerda, Nallé, carinhosamente apelidado de “embaixador” do restaurante. Ele é o cara! Cuida de todas as mesas VIPs. Foto de Carla Guarilha.

O local é dividido em espaços distintos: um lindo bar na entrada, um “lounge” ao lado, sala de jantar principal e, nos fundos, a sala VIP, onde os convidados podem ficar mais reservados.

Um dos ambientes do Doré. Foto de Carla Guarilha.

Música é um grande charme do novo estabelecimento.  No início da noite, a música é ambiente e a iluminação leve, própria de um restaurante elegante.  Dá para jantar e conversar num tom gostoso e intimista.

Mas conforme as horas vão passando, a luz vai baixando e a música aumentando, ao comando do DJ francês, Pierre Z., diretor artístico do Doré.  Sem perceberem, as pessoas começam naturalmente a mexer os dedinhos na mesa e acompanhar a música nas caixas de som, cantando junto.  Quando veem, estão de pé dançando – mas tudo com classe e elegância e muita alegria à moda antiga.

Pierre Z., que já tocou em vários eventos do grupo “French Tuesdays” no Brasil, adora música brasileira e sempre coloca um remix de Lança Perfume e Ai Se Eu te Pego!, de Michel Teló.

Pierre Z., diretor artístico do Doré, anima as noites, principalmente quinta, sexta e sábado. Foto de Carla Guarilha.

Mas a grande estrela da noite mesmo ainda é o menu — e o jovem e talentoso chef Jeff Pfeiffer, americano de 31 anos, com brilhantes mãos para culinária internacional de altíssimo nível, claro com forte influência da gastronomia francesa, como indica o nome do restaurante.

Jeff Pfeiffer na sua espaçosa cozinha. Foto de Carla Guarilha.

Os pratos — assim como todo o ambiente, a música e decoração do Doré — são selecionados a dedo, com uma simplicidade elegante, que é o segredo do restaurante.

De aperitivo, tem uma seleção de “tapas” delicadíssimas, entre elas uma bresaola de pato (US$9) e croquetes de queijo de cabra (US$7), de comer rezando.

As ostras (US$48 a dúzia) são fresquíssimas mas um pouco fora da média dos preços do cardápio, que, em geral, são bem razoáveis e justos para um estabelecimento de South Beach.

O carpaccio de atum (US$14) faz grande sucesso como entrada, e de prato principal, as opções são variadas, todas muito bem elaboradas – desde um risoto de cogumelos porcini com óleo de trufa (US$24) a um filet mignon com batatas gratinadas (US$39) ou vieiras com um toque de caviar (US$44).

Prime N.Y Strip, um dos favoritos no menu, e atrás, vieiras com toque de caviar.

Como o menu, a carta de vinhos também é justa – e para todos os gostos e bolsos.  Tem desde de um Chardonnay for US$38 ou um Pinot Noir por US$42 a um Château Haut-Brion 2001 por US$2100.  É um dos poucos restaurantes que trazem o vinho na temperatura perfeita.

Já no fim da refeição,  mesmo sem espaço, vale a pena.  A torta de maçã é uma das favoritas (US$9).

E se estiver comemorando um aniversário, não deixe de avisar, e aguarde que os garçons, simpáticos e muito animados, chegam com a sobremesa e uma vela em cima para cantar parabéns, e não é uma vela comum.  É brilhante, parecendo mini-fogos de artificio.

Se tiver opção, não deixe de pedir uma mesa com o francês Sammy Hayat, que está chegando com a vela. Atencioso e divertido! Foto de Carla Guarilha.

Bon Appétit!

Doré

1669 Collins Ave., South Beach, Florida 33139
Aberto das 18hrs às 2hrs.
Reserva: (305) 695-8696 ou reservations@DoreMiami.com
Website: http://DoreMiami.com

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terça-feira, 27 de novembro de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Entrevistas, Miami | 10:07

Brasileira faz sucesso nos Estados Unidos em “reality” que inspirou o programa Mulheres Ricas.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Aos 7 anos, Adriana de Moura frequentava um conservatório de piano em Campinas, onde cresceu, e passava as férias em Araraquara com papel, pincel e tinta nas mãos, ao lado da avó paterna, dona Elisa, artista plástica.

“Minha avó era uma mulher muito especial, com muita bagagem, muita cultura e  sempre me influenciou”, diz a curadora e marchand brasileira, que hoje vive um papel público quase oposto da mulher intelectual, caseira e tímida que é.

Com seu cachorro -- e a escultura dele -- na sala de sua casa em Miami Beach. Foto de Carla Guarilha.

Desde o ano passado, quando foi escolhida como uma das personagens do “The Real Housewives of Miami” – que inspirou aí no Brasil o programa “Mulheres Ricas” – sua vida e imagem se transformaram também.

A Bravo, o canal de TV da rede NBC que exibe o reality, classificou Adriana de Moura, como “Brazilian bombshell”, a explosiva e devastadora dona de casa, que amanhã lança seu single, “Feel the Rush”, a música que é tema da nova temporada do programa.

Ela vai se apresentar para 2 mil pessoas pela primeira vez,  ao vivo, no Mansion, um dos mais badalados clubes em South Beach.

“Não perco oportunidades”, diz.  “Pela publicidade desse show e exposição que estou tendo, tenho meus 15 minutos de fama que estou tentando transformar em 45”, brinca.

Adriana, em sua casa, com óculos de sol de uma linha que desenvolveu chamada Adri O, inspirada na ex-primeira dama americana Jacqueline Kennedy, também conhecida como Jackie O. Foto de Carla Guarilha.

Mas sua essência está em um outro evento, que está promovendo hoje à noite: uma vernissage da artista plástica Carmem Gusmão (entrevistada recentemente nessa coluna.)

“O papel da arte é de desafiar, abrir os horizontes e trazer aquela emoção que está guardada dentro de você”, diz.  “Os grandes artistas sempre tiveram um aspecto sociopolítico por trás das obras deles”.

Adriana tenta sempre apoiar artistas brasileiros.  “Gosto de mostrar ao mundo que somos mais do que samba e futebol”, diz, com orgulho.  “A Carmem [Gusmão], por exemplo, é uma guerreira que merece a visibilidade, que acho que posso trazer para ela”.

Adriana diz que a arte preenche sua alma e lembra que uma das mais importantes  lições que aprendeu com sua avó foi que as necessidades da alma são maiores do que as materiais.

“A fama é um meio.  Não um fim”, diz a curadora-cantora-atriz, que se auto denomina como “camaleoa”.

No porta-retrato, na sua sala, Adriana com Barack Obama, num jantar em Miami há quatro anos para arrecadar fundos para sua primeira campanha presidencial.

Mas é seu papel de mãe que supera todos os demais.

“No minuto que você põe uma criança no mundo, sua função número um deve ser fazer desse ser humano o melhor que ele pode ser”, diz.

Seu filho Alexandre hoje está com 12 anos e, como Adriana, é apaixonado pela musicalidade.  Frequenta duas vezes por semana o programa preparatório da faculdade de música da Universidade de Miami, Frost School of Music, para jovens pré-universitários.

Depois que Adriana se formou em letras e linguística pela PUC de Campinas, ela passou uns meses estudando arte na Sorbonne, na França, depois na Itália e acabou no Texas, nos Estados Unidos, onde conheceu o pai do seu filho.  Moraram em Dallas alguns anos até que o casamento começou a balançar.

Adriana buscava novos desafios e uma nova vida.  Resolveu, então, estudar Direito Internacional e Arte e foi aceita em quatro faculdades, inclusive a Universidade de Miami.

Para evitar maiores problemas conjugais, apesar de divorciados, o casal permaneceu morando junto e se mudou para Miami, na badalada e exclusiva ilha de Fisher Island.  Ali Adriana abriu sua primeira galeria de arte. Mas a situação entre o casal só piorava e acabaram se separando definitivamente.

Sua prioridade absoluta passou a ser os cuidados com seu filho.

Ao lado do porta-retrato do seu filho, Alexandre. Foto de Carla Guarilha.

“Você tem que prover não só as coisas materiais, como casa, comida e uma educação, mas também harmonia, amor e passar aquele senso de segurança, de amor próprio para aquela criança”, diz.  “Ser mãe e ser brasileira é, ‘levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima’. Acho que essa é uma das coisas que a mulher brasileira tem: muita garra”.

E com essa garra, Adriana foi construindo e reconstruindo sua vida, sozinha.

“Quero ser lembrada pelo meu filho como uma mulher intelectual,  que luta, que almeja, mais do que tudo, uma presença, como brasileira, como uma pessoa culta e centrada”, diz.  “Meu propósito final é me realizar como uma mulher de negócios, ter minha independência financeira completa, proporcionar uma educação de altíssimo nível para o meu filho, mas como minha avó já tinha me dito, lembrando sempre que as nossas necessidades interiores, espirituais são bem mais poderosas e muito mais demandantes do que os bens materiais”.

Seu sonho em 20 anos? Fazer doutorado em linguística.

“No mundo perfeito, estaria voltando para quem realmente sou: amante da arte e linguística.  Gostaria de terminar meus dias como professora universitária, lendo, estudando, discutindo com os alunos”, diz.  “Eu adoro tudo que tem relação com a educação.  Eu poderia ser uma eterna estudante”.

Sua mensagem?

“Acho que no fim, se você é verdadeiro, consegue sonhar e realizar, mas o sonho vem primeiro”.

No vídeo, Adriana de Moura compartilha o segredo do seu sucesso:

O segredo do sucesso de Adriana de Moura, apelidada de “Brazilian bombshell” no “reality” Real Housewives of Miami, é garra. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 Beleza, Direto de Miami, Miami | 10:01

Filha de brasileira pode ser escolhida jovem mais bonita da Flórida

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Com três anos. Cortesia: álbum de família.

Sofia Milanesi começou a carreira de modelo com pouco mais de 2 anos.   Filha de pai italiano e mãe brasileira, tinha se mudado para Miami, onde surgiu a oportunidade e logo começou a trabalhar com uma das maiores agências de modelo infantil, a World of Kids, em South Beach.

“Trabalhava umas quatro vezes por semana”, conta Sofia, hoje com 15 anos.  “Eu gostava muito”.

Seu trabalho mais importante foi uma foto da marca italiana Lorena’O, que fez para a Vogue Bambini, quando tinha 8 anos.  Foi a primeira vez que saiu numa revista de moda.  Até então fazia fotos para catálogos de lojas de departamentos, como a Sears.

Vários trabalhos. Cortesia.

“Estava um pouco nervosa porque era o maior trabalho que iria fazer”, diz ela.  “Mas vi que o fotógrafo era italiano e comecei a falar italiano com ele.  Acho que deixei uma impressão muito boa”. O teste foi um sucesso e Sofia conseguiu o trabalho.

Mas com 11 anos, a família se mudou para Nova York, e lá, Sofia não teve a mesma sorte. Com a chegada da adolescência, o mercado exigia pelo menos 1,72 m, que ela não tem.

“Fiquei muito triste e não desisti por completo de ser modelo”, diz.  “Mas regras são regras”.

Assim Sofia começou a fazer cursos de interpretação.   Fez aula no HBO Studios, participou de um filme curta metragem e de um comercial da Burlington Coat Factory, uma grande loja nos Estados Unidos.

“Se for muito famosa como atriz, vão me chamar para fazer alguns trabalhos de modelo, mesmo se não tiver altura”, diz a adolescente, que voltou para Miami no ano passado.

Ela mora com a mãe, Michele Bolgen, separada do pai de Sofia, e seus três meio-irmãos, de 7, 6 e 2 anos, filhos do atual casamento da mãe.

Aqui, ela começou a se interessar por concursos de beleza.

Orgulhosa da faixa de Miss Bal Harbour. Foto de Carla Guarilha.

“Comecei a ver concursos de beleza na internet, estudei e pensei: acho que consigo fazer isso”, conta, entusiasmada, a Miss Bal Harbour Teen USA, um título que conquistou no início do ano.  “Estava me sentindo bem, com muita confiança no dia”.

Sofia agora concorre, dias 19 a 21 de outubro, ao título estadual, de Miss Florida Teen USA para 2013.

Ela está sendo preparada por especialistas no concurso de Miss Teen. O treinamento vai desde o vestido e postura até a importante entrevista de três minutos com o júri.

“Meu maior desafio é deixar a melhor impressão”, diz ela.   “Quero mostrar minha personalidade.  Eu tenho um coração bem grande – espero que eles consigam ver isso”.

Sofia com sua gata, Catniss, de 8 meses. Foto de Carla Guarilha.

Sofia diz que o que mais teme são os temas políticos, mas está se preparando também.  “Estou lendo o jornal todo dia”.

Desde pequena, Sofia gosta de ler e estudar, e hoje fala fluentemente quatro idiomas: português, inglês, espanhol e italiano.

“Eu sempre coloco os estudos na frente”, diz a jovem, que só tira notas altas.

“No concurso de beleza não buscam só beleza”, diz ela.  “A entrevista é a coisa mais importante.  Você tem que ser inteligente.  Tem uma menina que está concorrendo – tem 16 anos e está na universidade – tem que ser inteligente, não só bonita”.

Com sua mãe, Michele Bolgen. "Uma coisa que minha mãe sempre me falou e nunca escutei é escolher bem meus amigos", diz Sofia. "Nem sempre fiz amizades boas – e agora que me mudei para cá vejo que meus amigos em Nova York se meteram em coisas horríveis. Penso, nossa, poderia ser eu". Foto de Carla Guarilha.

Sofia espera conseguir cursar grandes universidades, como Harvard ou Yale, quando se formar no colegial, em 2015.  Ainda não sabe se quer fazer engenharia ou marketing.

Ela afirma que como sua família tem condições de pagar sua universidade, se ela ganhar o concurso, quer doar um dos prêmios – US$40 mil em bolsa de estudos na Nova University, uma faculdade na Flórida – para uma menina que não tenha condições financeiras de arcar com os estudos.

“Vou ver se consigo doar para uma pessoa que realmente quer estudar mas não tem dinheiro”, diz Sofia.

Mas enquanto isso, ela está estudando numa escola especial, Miami Arts Charter School, onde tem duas horas diárias de aula de interpretação.

E assim, Sofia segue em frente, em busca do sucesso e da felicidade, que para ela é a mesma coisa.  “Sucesso é ser feliz”, diz.  “O segredo é ser persistente em tudo que você faz.  Não pode deixar passar as oportunidades. Tem que ir atrás”.

Sofia fez questão de posar na frente do quadro dos irmãos, na sala de sua casa. "Felicidade também é estar bem com a família", diz a jovem Miss Bal Harbour Teen. Foto de Carla Guarilha.

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terça-feira, 22 de maio de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Negócios, Turismo | 09:27

Com US$450, o motorista Jota da novela América fez a América. E hoje, ele conta como.

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*Fotos de Carla Guarilha

“Hoje um nome, amanhã uma lenda, quiçá um mito”.

Esse é o mote de João Geraldo Abussafi, um imigrante que, em 20 anos de Estados Unidos, realizou o sonho americano: se transformou em um empresário de sucesso, que muita gente se lembra como o personagem Jota Abdalla, o carismático motorista representado pelo ator Roberto Bomfim na novela América, exibida em 2005 pela Rede Globo.

“Nada tema, com Jota não há problema”.

Jota em seu apartamento em Miami

Esse lema, agora, é tema de palestra, que ele fará nas próximas três semanas no Brasil.

Com o título “O sucesso anda de limousine”, o palestrante vai correr vários estados, entre eles, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, motivando o público com sua trajetória de vida  –  do imigrante, que dormiu nas ruas dos Estados Unidos, ao grande empresário.

Ele garante que a fórmula de sucesso é determinação, dedicação, carisma e, acima de tudo, muito trabalho e uma dose de humildade misturada com autoconfiança.

“Meu telefone está ligado 24 horas até hoje”, conta Jota, que só conheceu o prazer de ir à praia em Miami há três anos.   “Não sou escravo do dinheiro, mas sou escravo do meu trabalho”, diz, com orgulho.

João Geraldo Abussafi nasceu em Londrina, no Paraná, em 1965, e aos 13 anos, se mudou com a família para Campo Grande, Mato Grosso do Sul, terra natal do pai. Aos 25 anos veio para os Estados Unidos, depois de uma série de negócios fracassados  no Brasil e total falta de interesse nos estudos.

Nada dava certo.

“Montei uma loja no shopping, quebrei.  Montei uma engraxataria, quebrei.  Concorri para vereador, perdi”, conta.  “Tudo que eu fazia dava errado”.

Jota mostra seus amuletos da sorte: olho Grego e pimenta ficam na entrada de seu apartamento.

Aí resolveu mudar totalmente de vida:  vendeu o carro, comprou uma passagem para Miami e chegou aqui com US$450 no bolso.

No quarto dia nos Estados Unidos, o dinheiro já estava acabando, e ele não conseguia trabalho em Miami.  Se mudou, então, para Orlando, onde foi contratado como lavador de pratos em um restaurante brasileiro.

Quando terminou o expediente, às 2 da manhã, tinha US$65 no bolso.  O gerente disse que não poderia dormir no restaurante, por que era contra o regulamento, e sugeriu um hotel nas redondezas.   Mas quando chegou lá, descobriu que não tinha o suficiente para a diária.  E voltou para o restaurante.

“Atrás tinha uma caixa de papelão com sangue de frango.  Exausto, com a mesma roupa, olhei pro céu e falei: Deus vai me trazer alguma coisa boa. Dei uma choradinha, virei e dormi”, conta Jota.  “Duas horas depois, tinha sol de novo, escaldante.  Fiquei esperando o restaurante abrir”.

No mesmo dia, ele foi para a casa de um garçom, onde ficou por três meses, quando, finalmente, conseguiu alugar um apartamento.  Trabalhou das 9 às 2 da manha – os sete dias da semana, por 11 meses e 26 dias.

Lá, conheceu um cliente, que gostou do seu jeito simpático e o convidou para trabalhar em sua empresa de transportes.  Foi, então, que começou sua trajetória como motorista, como se identifica até hoje.

Jota com a noiva Giuliane. Depois de ter carros de todas as marcas, diz que hoje não trocaria seu Mini Cooper conversível por nenhum outro.

“Eu gosto de ser motorista”, diz ele.  “Eu tenho empresa, mas sou motorista, e adoro ser motorista.  Adoro servir.  E cheguei onde cheguei dirigindo”.

Jota hoje tem uma empresa chamada Jota+, que abrange todo tipo de serviço — de “concierge” particular de luxo à uma frota de carros de aluguel.  Sua meta com os clientes é: “eficiência Americana, pontualidade Britânica e versatilidade Brasileira”, uma atitude que exige de todos seus funcionários.

Mas, o caminho não foi fácil. Jota só conseguiu sua residência permanente nos Estados Unidos há seis anos e não pôde sair do país para ir ao enterro do pai.

“Perguntei para a imigração se poderia ir ao Brasil e me disseram: poder, pode, só que você não volta mais.  Eu tive que ficar aqui”, diz ele.  “A vida me deu umas castigadas boas mas, me presenteou com coisas maravilhosas”.

Com simpatia e extremo profissionalismo, foi sendo indicado de boca a boca, caindo nas mãos de celebridades, como Hebe Camargo, Glória Perez e Fausto Silva.

E foi aproveitando todas as oportunidades que a vida ofereceu e correndo atrás de outras, que Jota de Miami passou de motorista à empresário, apresentador de programas de TV — como o Florida Connection, um quadro do Amaury Jr. na Rede TV!, e Viajar é com J — palestrante e escritor.

Capa da nova edição do "Dicas do Jota: O Seu Roteiro de Viagem em Miami". Lançamento será em São Paulo, em julho.

Em 5 de julho, ele lança em São Paulo a 3º edição do guia “Jota: O Seu Roteiro de Viagem em Miami”, com prefácio do Faustão.

“Não tenho como pagar tudo o que Fausto Silva fez por mim”, diz Jota.  “Esse é amigo”.

O guia da Editora Letra Livre vai sair com 30 mil exemplares e um aplicativo de iPad.  Como nas outras duas edições, as vendas nos lançamentos serão doadas inteiramente à Associação dos Amigos das Crianças com Câncer em Mato Grosso do Sul.  Mas, desta vez, há uma novidade: ele vai escolher também entidades diferentes, todo mês, para doar mais 5% das vendas.

Jota sente enorme carinho pelo estado onde cresceu, e uma divida de gratidão, que espera pagar com seu trabalho:

“Ainda vou ser Secretario de Turismo do Mato Grosso do Sul”, diz com a mesma confiança que demonstrou desde o primeiro minuto que pisou os pés nos Estados Unidos.  “Acho que tenho uma missão lá.  Tem riquezas naturais, mas o turismo nunca foi olhado com carinho”.

O casamento está previsto para o fim do ano.

Para maiores informações sobre a palestra “O Sucesso Anda de Limousine”, clique aqui.

No vídeo, Jota revela a receita do seu sucesso, com uma pitada de humildade e gratidão:

Com US$450, o motorista Jota da novela América fez a América. E hoje, ele conta como. from Chris Delboni on Vimeo.

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quinta-feira, 29 de março de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Miami | 10:06

Preta Gil canta pela primeira vez em Miami em noite beneficente que arrecada US$ 250 mil para programas sociais brasileiros.

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Preta Gil. Fotos de Carla Guarilha.

A cantora Preta Gil foi a grande atração do primeiro Gala da BrazilFoudation em Miami, que reuniu a comunidade brasileira na cidade. “Poder cantar pela primeira vez em Miami é muita emoção”, disse. “Eu agradeço a BrazilFoundation por me proporcionar isso”.

A cantora diz que Miami, para ela, é o Rio de Janeiro dos Estados Unidos.  “Miami significa toda a latinidade que os Estados Unidos tem, todo calor de alma, calor do amor, da felicidade, da liberdade”.

Mas, se mudar para a Miami, é outra história. “Não.  Tenho uma agenda muita cheia de muitos shows no Brasil.  Mas um dia também terei uma aqui”, comenta.

Preta Gil já havia participado do último BrazilFoundation Gala em Nova York, que completa 10 edições em setembro deste ano.

Um dos anfitriões da noite de estreia em Miami foi o Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, Cônsul-geral do Brasil em Miami, que disse que o evento foi um marco histórico.

Co-chairs do evento Daniela Fonseca e Maria Carolina Tavares de Melo, chair Hélio Castroneves, Embaixatriz Milma e Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho

“A BrazilFoundation promete inaugurar uma nova tradição de filantropia na Flórida, em um momento especial, pois sua vinda coincide com o grande crescimento da participação do Brasil na economia desse estado norte-americano”, diz ele.

Leona Forman, fundadora da ONG, com Dr. Sanford Ziff, um dos maiores filantropos de Miami, entre os mais de 300 presentes

Gilberto Neves, presidente da Odebrecht nos Estados Unidos, recebe prêmio em nome de Norberto Odebrecht, principal homenageado da noite.

Marcus Vinicius Ribeiro, do conselho de diretores e um dos membros fundadores da BrazilFoundation, recebe prêmio em nome do artista Romero Britto que não pode comparecer. Britto doou um capacete que leiloou por US$20 mil.

Lorenzo Martone e top model Isabeli Fontana, com o capacete de Romero Britto nas mãos, foram os mestres de cerimônia do evento.

Uniforme de Formula Indy foi outro item leiloado – este foi para as mãos do casal Paulo e Carol Tavares de Melo, na foto com Daniela Fonseca e os mestres de cerimônia.

Patricia Lobaccaro é CEO e presidente da BrazilFoundation, fundação baseada em Nova York que investiu, desde 2000, $17 milhões de dólares em projetos de cerca de 300 organizações no Brasil nas áreas de educação, saúde, cidadania, cultura e direitos humanos.

Patricia Lobaccaro: O evento de Miami foi uma realização de um antigo sonho da BrazilFoundation. Ela espera que o sucesso da noite se repita anualmente aqui como ocorre em Nova York.

Mais fotos do evento no badalado W South Beach Hotel & Residences nesta terça-feira:

Modelos Natalia Beber, Carime Lobo, Tassara Vilaça e Schynaider Garnero com Karim Masri , o sócio-proprietário do W Hotel

Leona Forman, Embaixador Hélio Ramos e esposa Milma

Paulo e Lais Bacchi

Cris e Marcos Machado

Frederico Gouveia, Yara Gouveia e Patricia Lobaccaro

Marcus Vinicius Ribeiro

Patricia Borges e Patricia Lobaccaro

Maria Inês Dal Borgo

Gonzalo Dal Borgo e Eleonora Goretkin

Jornalista Pedro Henrique França

Fotos de Carla Guarilha

Entrevista com Patricia Lobaccaro pré-Gala: BrazilFoundation se prepara para realizar antigo sonho e abrir espaço em Miami


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