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terça-feira, 15 de maio de 2012 Negócios, Shopping | 10:08

Brechó virtual de bolsas em Miami vende US$1 milhão em 2011

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**Fotos de Carla Guarilha

Apaixonado por luxo, o empresário colombiano Roberto Szerer descobriu uma grande oportunidade durante a crise econômica nos Estados Unidos e resolveu investir num ramo que recessão nenhuma afeta, diz ele: a paixão das mulheres por bolsas de grife.

“As mulheres são apaixonadas por bolsas. Quem pode, vai comprar produtos caros.  Mas sempre vai ter quem quer um produto original com uma boa oportunidade”, diz Szerer, que abriu em setembro de 2010 Luxe Designer Handbags.   “É como carro usado”, diz ele.  “Sempre vai ter mercado”.

Roberto Szerer, CEO, mostra uma Chanel Jumbo Flap, que estava vendendo por US$2.500. A original pode custar mais de US$4.000.

No ano passado, o site LuxeDH, como é conhecido, vendeu mais de US$1 milhão e espera um rendimento de até cinco vezes maior este ano.

As vendas correm o mundo e o Brasil é destino de 2% das mercadorias despachadas, o que representa de 30 a 40% do consumo internacional.

“O brasileiro gasta entre US$650 e US$ 1.000 por compra”, diz o CEO da empresa, que ao longo dos anos, desenvolveu extensa experiência com o comércio no Brasil.

Quando se mudou há 14 anos de Bogotá para Miami, Szerer abriu com um sócio americano, casado com uma brasileira, uma empresa de distribuição exclusiva para a América Latina de sapatos infantis – do Mickey Mouse aos tênis All Star.  O Brasil era um dos principais mercados.

“Adoro o Brasil”, diz o empresário que reconhece o bom e luxuoso gosto do brasileiro.

Prateleiras com as bolsas que chegam no estoque diariamente.

O escritório fica em Hallandale Beach, próximo de Miami, onde a mercadoria mal chega e já sai.

O site mantém um inventário constante de quinhentas a mil bolsas e tem vendido, em média, 400 por mês.  Os preços variam de US$99 à US$4.500, que foi o valor da  bolsa mais cara já vendida até hoje: uma Hermès Kelly, que de primeira mão sairia entre US$8.000 e US$10 mil.

Hèrmes Kelly - Cortesia: LuxeDH

O frete nos Estados Unidos é gratuito e o internacional, US$44,95 por item.

Szerer diz que o vendedor tem um perfil semelhante ao do consumidor: “mulheres de classe média-alta que tem bolsas no closet e não estão usando. Ai se dão conta de que podem vender”.

Elas podem oferecer a mercadoria pelo site ou, quando a quantidade é grande, levar pessoalmente no escritório para avaliação. Todas as bolsas são autenticadas no local.

Szerer disse que, uma vez, uma Venezuelana chegou com 56 bolsas para vender.

“E essas eram apenas as que ela não estava usando”, conta.

Ele diz que muitas mulheres gostam de “reciclar produtos de luxo”.  Elas querem sempre estar com bolsas novas, mesmo que usadas.

Kimberly Blue, 25, é diretora de serviços ao cliente – e também assídua consumidora.  Ela diz que adora o trabalho –  ainda mais por ter a chance de trocar as bolsas com frequência.

Depois de um tempo usando a mesma, ela vende de volta para LuxeDH e compra uma nova, de segunda mão.

Gucci Galaxy Python - Cortesia: LuxeDH

Para ela, a bolsa mais bonita que chegou foi uma Gucci Galaxy Python preta.

“Foi a bolsa mais linda que já vi”, diz Kimberly.  “Se pudesse, teria colocado em um quadro”.  A bolsa saiu por US$3.200.  Uma nova custaria US$7.000.

Szerer diz que a resistência inicial de comprar uma bolsa de segunda mão desaparece na hora que a mulher a coloca no ombro, como ocorreu com sua própria esposa, Margie.  Ele conta que ela não estava botando muito fé no negócio até as mercadorias começarem a chegar.

O primeiro pedido foi o dela: uma Balenciaga marrom por US$800.

Ninguém vai perguntar onde comprou, diz Szerer.  “Quando está nas mãos parece nova”.

A empresa oferece mais do que uma bolsa, diz ele.  Proporciona “estilo de vida”.

LuxeDH no momento oferece 11 marcas: Balenciaga, Bottega Veneta, Chanel, Chloé, Dior, Fendi, Gucci, Hermès, Louis Vuitton, Marc Jacobs e Prada.

Kimberly Blue, diretora de serviços ao cliente, mostra a sua Gucci favorita do momento.

Szerer pensa em expandir os produtos e incluir joias, e também considera abrir uma loja em Miami no futuro.  Mas no momento, sua meta é clara: “Construir a maior boutique online de bolsas de grife de segunda mão com certificado de garantia”.

Box:

Website: LuxeDH
E-mail: cs@luxedh.com
Telefone nos EUA: 888-925-3424
Direto na Flórida: (954) 362-9499

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Miami | 09:53

Maestro João Carlos Martins se supera mais uma vez e faz sua primeira apresentação de piano no exterior depois da cirurgia no cérebro.

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*Fotos de Carla Guarilha

Maestro João Carlos Martins recebendo o prêmio nos EUA.

O Maestro João Carlos Martins tocou piano, pela primeira vez no exterior, depois de uma delicada cirurgia que realizou, recentemente, no cérebro.  A cidade palco foi Fort Lauderdale, perto de Miami, onde recebeu a principal categoria do  maior prêmio de brasileiros fora do país – Brazilian International Press Awards “Lifetime Achievemet”.

Carlos Borges, criador e presidente do Press Awards, que existe há 15 anos nos Estados Unidos, e em 2011, estreou também no Reino Unido e no Japão, coordena coletiva de imprensa com o ator homenageado, Marcelo Serrado, que fez o personagem Crodoaldo Valério, o Crô, na novela Fina Estampa, e dois grandes premiados do ano, o ator Juca de Oliveira e maestro João Carlos Martins.

Aqui, ele conversou com a coluna Direto de Miami sobre sua vida repleta de conquistas, mas também de enormes dificuldades.

Para quem não conhece a história dessa incrível personalidade, João Carlos Martins começou a tocar piano com 8 anos.  Aos 21, já lotava o Carnegie Hall, em Nova York.

Sua trajetória de superação foi marcada por dois grandes eventos: em 1966, perdeu o movimento da mão direita em decorrência de um acidente jogando futebol nos Estados Unidos e, 30 anos depois, um assalto na Europa também lhe tirou os movimentos da mão esquerda.  Para muitos, essa poderia ser razão mais do que suficiente para desistir.  Mas não para João Carlos Martins, que se reinventou profissionalmente há sete anos, depois de receber uma mensagem espiritual, e recomeçou sua carreira de músico, na regência.

O pianista e maestro, que já foi tema do enredo da escola de samba Vai-Vai, serviu de inspiração também para o mais novo personagem de Mauricio de Sousa na Turma da Mônica, o Maestrinho – batizado de Joca, que é seu apelido na vida real.

Ele espera que a Fundação Bachiana Filarmônica forme mil orquestras jovens no Brasil a médio prazo – e já começa a pensar em criar outras no exterior, inclusive na Flórida, onde existe uma enorme concentração de brasileiros.

Agora, uma curiosidade: a única coisa que ele ainda não fez — e gostaria — seria abrir uma Copa do Mundo.

Quem sabe esse sonho também não está próximo?

Maestro João Carlos Martins, Carlos Borges e o tenor Jean William

Leia a entrevista na integra:

Direto de Miami: Como consegue se reinventar, renascer tantas vezes?

Maestro João Carlos Martins: Eu acho que uma pessoa, de cada adversidade,  tem uma plataforma pra tentar construir seu legado ou seu caminho para o abismo.  Eu sempre procuro usar essa plataforma para criar alguma coisa.

DM:  De onde vem essa força?

JCM: Muita gente chama de superação.  Eu chamo de teimosia. Eu acho que uma pessoa quando nasce é como uma flecha.  Ela vai alcançar o seu destino.  Pode acontecer mil e uma coisas, mas ela tem que correr sua trajetória e cumprir sua missão.  Minha flecha está indo para direção certa.

DM: O senhor é espirita?

JCM: Não.  Mas minha mãe era.  Eu acredito no espiritismo.  Não frequento, mas vivo os valores.  Eu acho que o que estou passando nesta encarnação, devo ter aprontado muito na outra (risos).

DM: E foi uma mensagem de um desencarnado, o grande maestro Eleazar de Carvalho, que no sonho o chamou para reger, transformando novamente sua carreira. Como esse sonho passou a uma realidade de tanto sucesso em tão pouco tempo?

JCM: Eu tive um sonho com ele às 3 horas da madrugada, às 7 horas da manhã, tomei minha primeira aula de regência aos 64 anos, e de lá para cá, nesses sete anos, já realizei mais de mil concertos — não só em todos os grandes teatros do Brasil, como em alguns dos principais teatros do mundo, mas também nas comunidades, nas favelas, em regiões com pessoas profundamente carentes, mostrando como a música pode fazer diferença nas suas vidas.

DM: Como é o trabalho na Febem?

JCM: É muito emocionante.  Na véspera de Natal, aqueles que estavam com liberdade assistida, me deixaram uma carta, escrita: “Tio maestro, Feliz Natal.  A música venceu o crime”.

DM: Essa foi parte da mensagem divina que recebeu, de se tornar mais do que um grande maestro?

JCM: Não, mas eu assumi a responsabilidade social também.

DM: Sua última reinvenção — da recente cirurgia no cérebro — foi de uma coragem inigualável.  Por que correr o risco?

JCM: Como meu processo é degenerativo, o braço esquerdo já estava vindo cada vez mais para trás.  Então a razão da cirurgia foi abrir o braço.  E abriu o braço esquerdo no dia seguinte.  Mas durante a cirurgia, que demorou nove horas e meia com Paulo Niemeyer [neurocirurgião], ele pediu para eu abrir a mão, e eu abri.  Há 10 anos, eu não abria a mão esquerda.  Aí, eu comecei a sonhar se quem sabe ainda toco com a mão esquerda novamente.

DM: Essa é a meta?

JMC:  Voltar a tocar com a mão esquerda é o sonho.  A meta não sei, mas o sonho é esse.   Você corre atrás de um sonho, e, quando menos espera, o sonho corre atrás de você.

Maestro ao lado de Carmen, sua adorada – e adorável – esposa, no camarim do Broward Center for the Performing Arts

DM: Tem tantas fundações no mundo, a maioria com falta de verba e dificuldade para arrecadar.  Por que a Fundação Bachiana Filarmônica, que o senhor fundou em 2006, dá certo?

JCM: Porque é uma fundação que trata tudo com a palavra amor.  Hoje, estamos com 2200 crianças e o resultado que temos obtido é monumental.  Os nossos professores tratam cada criança como se fosse um filho.  Eu digo que essas crianças são meus bisnetos.

DM: Como é o processo de seleção dos músicos?  Como descobre os talentos?

Maestro com o jovem tenor Jean William

JCM: Quando você começa a educar uma criança, tem quatro partes: aquelas que, no futuro, vão fazer parte do público, as que vão ter a música como hobby, outras que poderão tornar-se músicos profissionais, e, finalmente, os diamantes a serem lapidados.  O [jovem tenor] Jean William é um diamante a ser lapidado.  De vez em quando, você encontra o diamante.

DM: E como o diamante é descoberto?

JCM: Para descobrir um diamante é muito simples. Se consegue unir ao talento, a genialidade e a disciplina, você está com um diamante.

DM: O que precisa para se tornar um João Carlos Martins?

JCM: Eu acho que como pianista, a obra de [Johann Sebastian] Bach, eu deixei um legado importante.  Como regente, iniciei uma nova carreira.  Já tem coisas que tem saído maravilhosamente bem, como a Nona Sinfonia de Beethoven no Ibirapuera [uma apresentação recente com sua orquestra Filarmônica Bachiana SESI-SP].  E tem outras coisas que você tem que ter a humildade para ir aprendendo. Se erro um gesto nos ensaios, eu falo para os músicos: “olha, acho que aqui não está muito bom.   O que acham?”  Você só consegue dar um passo pra frente quando há humildade – a humildade interna, dentro de você, funciona e te ajuda a você não ter vergonha de pedir um conselho e ter liderança pra mostrar aquilo que você quer.

DM: Já existe na sua mira o próximo João Carlos Martins?

JCM: Basta encontrar uma pessoa que quebre o braço, a perna, que toque piano e não consiga mexer as mãos, esse é o próximo (risos).  Eu estou com 71 anos, e pode ter certeza que em 10 anos, a fundação vai fazer parte da historia da música no mundo.  Eu vou começar, agora, um trabalho para formar mil orquestras jovens no Brasil.

DM: E em Miami?  Vai lançar uma orquestra para jovens brasileiros aqui?

JCM: Você está lançando esta ideia.  É uma ideia maravilhosa. E não só na Flórida, mas em outras comunidades brasileiras fora.  Só tem uma regra: disciplina de um atleta, e alma de um poeta.  E assim, você forma um músico.

Maestro com Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami

DM: O que esse prêmio, que seria a categoria mais importante do “Oscar”, representa para o senhor, que já ganhou tantos na vida?

JCM: Um prêmio que você recebe no Brasil, de brasileiros, tem muita força para você, mas quando recebe de brasileiros que vivem no exterior, une o amor com as saudades, então esse prêmio tem um significado bárbaro para mim.

Outro prêmio “Lifetime Achievement” da noite foi para o grande escritor amazonense Milton Hatoum, aqui ao lado do lutador de boxe Michael Oliveira e Embaixador Hélio Ramos

DM: Existe algo que gostaria de fazer, e ainda não teve chance?

JCM: Ainda não abri uma Copa do Mundo.

DM: A coluna Direto de Miami tem como tradição uma questão central: o segredo do sucesso.  Mas o senhor supera todos, o herói da superação, como diz minha mãe.  Qual seu segredo?

JCM: O segredo é que o sinônimo da palavra dor é esperança.

E sua esperança de voltar a tocar piano nos palcos do mundo passou a ser realidade com uma breve apresentação surpresa no fim da premiação no Broward Center for the Performing Arts ao lado do jovem Jean William, 25 anos, que com sua voz de tenor, fez a plateia delirar, ao cantar “My Way”.

Jean William também falou com exclusividade ao Direto de Miami.

Jean William descontraído ao lado do “padrinho” profissional no hotel em Fort Lauderdale na manhã da apresentação.

Direto de Miami: Como foi seu primeiro encontro com o maestro?

Tenor Jean William:  A primeira vez que me recebeu em sua casa, ele falou, “nome bonito você tem, agora vamos ver se você canta”.  Eu tinha 23 anos.  Cantei, ele gostou bastante a ponto de me colocar para cantar para 2 mil pessoas no outro dia.  Foi uma experiência muito gratificante.

DM: Qual a música que mais lhe emociona cantar?

JW:  Una furtiva lagrima da ópera L’Elisir d’Amore, e, na música popular, é “My Way”.

DM: “My Way” (“Meu Caminho”) tem algum significado especial para você?

JW:  Em muitos aspectos.  Tive uma historia de vida, não digo que infeliz, mas fui criado pelos meus avós.  Meu avô era boia-fria, minha avó faxineira de um hospital.  Mas mesmo com as dificuldades, sempre houve muito amor dentro de casa.  Meu avô é músico, toca violão. “My Way” conta um pouco do meu caminho.  Meu avô, acredito, que se realize um pouco em mim.  Infelizmente, não teve a oportunidade de se transformar num artista de verdade, e, poder saber que o neto está levando esse legado, para eles, é motivo de orgulho.

DM: E aonde esse caminho o está levando?

JW: Quero chegar nos grandes palcos do circuito internacional de ópera, ser um artista realmente da grande arte.

*Assista ao video do maestro João Carlos Martins tocando “My Way” no piano do Broward Center for the Performing Arts, com o tenor Jean William e violinista Dorin Tudoras:

João Carlos Martins, herói da superação, é premiado nos EUA from Chris Delboni on Vimeo.

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sexta-feira, 4 de maio de 2012 Direto de Miami, Educação | 20:04

Brasileiro vence mais uma etapa para o prêmio de melhor professor de escolas públicas dos Estados Unidos.

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Alexandres Lopes, reconhecido como melhor professor do ano de escolas públicas do condado de Miami-Dade, foi surpreendido hoje em sua sala de aula na escola Carol City Elementary, em Miami.

Tocou o alarme de incêndio, e quando saiu com as crianças, se deparou com um barulhento carro de bombeiros e uma enorme faixa parabenizando-o como um dos cinco finalistas entre 180 mil professores da Flórida.

Alexandre Lopes na sala de aula. Foto de Carla Guarilha.

O anuncio foi feito pela chanceler de educação do estado, Pam Stewart, que saiu do carro de bombeiros, com um megafone, e disse,  “Alexandre, é uma grande honra estar aqui pra dar a noticia a você”, contou o professor emocionado.

O anunciou do finalista que vai concorrer ao prêmio nacional será feito em 12 de julho em Orlando.

“É um orgulho, uma honra muito, muito grande deles terem escolhido neste país um brasileiro nascido e criado no Brasil”, diz ele.

Clique aqui para ler a entrevista original de Direto de Miami, quando o professor venceu a primeira etapa como Melhor Professor do condado, e assistir a um pequeno vídeo de seu programa especial que integra crianças com e sem autismo.  Lopes usa a música como instrumento de inclusão.

Alexandre Lopes com seus alunos. Foto de Carla Guarilha.

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segunda-feira, 30 de abril de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Sem categoria | 08:42

Fotógrafa recebe prêmio de Artes Visuais do “Oscar” da comunidade brasileira no exterior. A categoria, até então, era dominada por artistas plásticos.

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Jade no estudio em sua casa. Foto de Carla Guarilha.

A fotógrafa Jade Matarazzo vai receber esta semana o prêmio “Brazilian International Press Awards 2012”, na categoria de Artes Visuais, até então dominada por artista plásticos.

Jade, a primeira fotografa a receber o prêmio desta categoria, se junta a outras estrelas como Romero Britto, Vick Muniz, Carmen Gusmão, Albery, Naza, Pedro Lázaro e Erick Vittorino.

“Sempre tem fotógrafos indicados nessa categoria, mas a Jade foi a primeira a vencer essa barreira”,  diz Carlos Borges, criador e presidente do Press Awards, que existe há 15 anos nos Estados Unidos, e em 2011, estreou também no Reino Unido e no Japão.

A premiação vem coroar a vida desta mulher apaixonada pela fotografia desde os 17 anos.

Fruto da tradicional família Matarazzo, em São Paulo, foi batizada pelos pais de Paola.  O encontro com a fotografia aconteceu por uma via transversa. Aos 16 anos, ela se apaixonou pelo mundo da patinação, quando passou no teste do “Holiday on Ice” em turnê pelo Brasil e fugiu com o grupo para Londres.  Foi localizada pela Interpol e seus pais a encaminharam para Suíça para uma escola de meninas.  Lá, ela  descobriu a fotografia.

“Sempre esperavam que eu me encaixasse em um certo molde, que é a família tradicional, não trabalhasse, tivesse filhos e casasse”, afirma.

Ficou um ano na Suíça, voltou ao Brasil, estudou, casou, se divorciou e, com 19 anos, veio para Miami. A fotografia, que era um hobby, virou paixão.

Mas, como Paola Matarazzo virou Jade Matarazzo?

A sua empresa se chama Jade Photoart.

“As pessoas ligavam e falavam, a Jade está?,” diz a fotógrafa, que aos poucos foi assumindo o nome da pedra preciosa que sempre adorou.

Atualmente, Jade está participando da exposição Eco Art na galeria ArtServe em Fort Lauderdale, perto de Miami, na Flórida, onde em outubro também expõe solo com 20 fotos de suas várias séries e vai lançar um livro com 70 páginas, 50 fotografias e um pouco da sua trajetória e história dessas imagens – uma publicação do Museu das Américas, que levará algumas de suas fotos para expor em maio, em Istambul.

Foto vai para exposição em Istambul. Cortesia Jade Matarazzo.

Jade tem hoje uma agenda profissional lotada e pessoal ainda mais.  Ela tem cinco filhos – entre 6 e 20 anos – e vive feliz com o marido Patrick Callahan, em Weston, cidade próxima de Miami.

Jade com o marido Patrick no jardim de sua casa. Foto de Carla Guarilha.

“Patrick ainda me tira o folego”, diz a fotógrafa, que aos 45 anos, tem acumulado um vasto acervo — desde fotos de concertos de músicos famosos como Mick Jagger à desabrigados, uma série, de imagens e histórias, que ela demorou cinco anos coletando pelo mundo.

Esse foi um dos trabalhos que teve maior repercussão profissional para Jade e, também, uma das séries que mais mexeu com ela.

“É uma imagem diferente que a gente vê através da lente,” diz ela, conhecida como uma artista eclética, que fotografa de uma flor à uma pessoa abandonada, passando fome, com a mesma naturalidade e sensibilidade.

“Acho que esse contraste do meu trabalho vem do meu leque de interesse”, conta Jade, que utiliza muito — através de sua lente fotográfica — o conceito filosófico tibetano, “Miksang”, que tem como princípio mostrar o que o olho nu nem sempre consegue enxergar.

“Sou um pouco introvertida.”, diz ela.   “A lente me ajuda a mostrar aquilo que talvez eu não estaria falando, tipo, ‘olha, você não percebe que tem isso, acorda.  Tem coisas acontecendo no mundo e vocês não estão vendo, não estão percebendo – tanto o belo quanto o não tão belo e o difícil”.

Serie "Compassion": Pai e filho em Los Angeles. Cortesia Jade Matarazzo.

E foi o conceito de “belo” que levou a outro de seus trabalhos favoritos.

Sessão especial no estúdio com Maria, que comemorava o fim do tratamento de um câncer. Cortesia Jade Matarazzo.

Tudo começou com uma cliente, Maria, que estava terminando o tratamento de um câncer.  Paola fez uma sessão de fotos que acabou em um livro deslumbrante para a cliente.  “Ela estava careca na época, bem pouquinho cabelo e sempre teve um cabelão enorme.  Foi uma experiência que mudou a vida dela, mudou a percepção dela com ela mesma”.

Jade se emocionou com o impacto do trabalho e, nos últimos três anos, já fotografou mais de 25 mulheres diagnosticadas com câncer.  Ela não cobra pela sessão, que normalmente custaria US$650, e nem pelo livro de fotos que dá de presente para cada uma dessas clientes.

“É uma recompensa pra mim”, diz a fotógrafa.  “A pessoa vai ter aquela imagem pra sempre.  Pode olhar e pensar, se eu me arrumar, eu fico assim, pôr um batonzinho, uma coisinha, eu sou assim.  É tão legal poder fazer essa diferença.”

E esse é o segredo do sucesso de Jade, que faz cada trabalho com paixão, sempre buscando fazer a diferença.

Ela diz que seu trabalho e suas séries muitas vezes refletem uma fase de sua vida, que no momento é de introspecção.

Paola, recentemente, perdeu o pai, seu melhor amigo, que, ela afirma, compreendia sua alma melhor do que ninguém.

“Estou me reinventando”, diz ela, que deixa uma dica para o fotógrafo principiante: “Experimentar todos os tipos de fotografia. Você pode se apaixonar por uma coisa e ser excelente naquilo ou pode se apaixonar por um leque de coisas e se sair bem em todas elas”.

Foto de Carla Guarilha

No video, Jade Matarazzo conta o segredo de seu sucesso e deixa um conselho para todos os fotógrafos, principalmente no inicio de carreira:

Fotógrafa paulistana recebe maior prêmio de brasileiros nos EUA from Chris Delboni on Vimeo.

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segunda-feira, 16 de abril de 2012 Direto de Miami, Miami, Viagem | 09:54

Cão é anfitrião de passageiros no Aeroporto Internacional de Miami

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Cão Embaixador do Aeroporto Internacional de Miami. “Pode me acariciar”, diz seu colete.

Casey tem 3 anos,  é da raça Golden Retriever e trabalha duas vezes por semana como voluntária no Aeroporto Internacional de Miami.  Sua missão é simples: receber e dar carinho, e amenizar o tempo e a tensão natural dos passageiros nos portões de embarque – nacional e internacional.

Abril Iriondo, de 3 anos, se encantou com Casey enquanto esperava o voo para Buenos Aires com a família.

Casey e Liz Miller, sua dona, passeiam pelos saguões todas segundas e quintas, orientando os passageiros com dúvidas ou aqueles que estão só precisando de um agrado ou uma lambida.

“Queremos ter certeza que todos estão tendo um dia agradável”, diz Miller.

Alicia Vasquez, de Buenos Aires, ganha um beijo enquanto espera seu voo.

E de fato, Casey alegrou o dia da brasileira Carem Monteiro, que adorou a surpresa no portão de embarque, onde aguardava o voo de volta à Brasília.

Carem Monteiro e Victor Mendes Sutarelli, de Brasilia.

“A ideia é muito legal pra descontrair”, disse Carem, que visitava Miami pela primeira vez com o noivo, Victor Mendes Sutarelli.

Miller já participava do programa de voluntários do aeroporto há um ano quando resolveu dois meses atrás inscrever Casey, que se tornou o primeiro cachorro a se juntar a esse grupo seleto de 80 pessoas que auxilia os passageiros.  A cadela é treinada e certificada como cão de terapia.

“Nosso objetivo como voluntário é tornar o tempo do passageiro no aeroporto o mais agradável possível e ajudá-lo como podemos”, diz Miller.  “Então pensei, por que não trazer Casey?  No minuto que ela entra, as pessoas ficam mais leves, alegres, começam a conversar.  Quebra o gelo completamente”.

Os passageiros – adultos e crianças – batem o olho na adorável cadela e o sorriso é imediato.

Ivan Dates e seu filho, Felipe, de 2 anos, curtem momentos alegres com Casey antes do embarque para Argentina.

Liz conta que, recentemente, se emocionou quando uma senhora veio ao encontro de Casey, sentou-se no chão, colocou os braços na cadela e disse, “tive um dia péssimo.  Esse cão fez a diferença”.  A passageira era veterinária e tudo que ela precisava naquele momento era estar junto de um cachorro para tranquilizá-la enquanto esperava seu voo.

Casey e Liz em busca de um passageiro em necessidade de um chamego canino.

E não é diferente com os comissários de bordo.

Mesmo correndo, prontos para entrar no avião com destino `a Brasília, Marcos Lopes e Larissa Bruch, ambos há seis anos na TAM, não resistiram:  pararam para ver Casey.

Disseram que nunca tinham visto um cachorro como anfitrião em aeroportos.

“As pessoas ficam nervosas para o voo normalmente e ajuda bastante ter um bichinho ao lado”, diz Lopes.

Bruch concorda.  “Eu adoro cachorro”, diz a gaúcha, que tem dois em sua casa no Rio Grande do Sul — uma Yorkie e um gigante Dogo Argentino.

A dona diz que recebe centenas de visitas na página de Internet da Casey e muitos e-mails de passageiros agradecendo o carinho.

Marc Henderson, assessor de imprensa do Aeroporto Internacional de Miami, disse que essa iniciativa de Liz e Casey ajuda muito a amenizar a tensão da viagem e criar uma experiência positiva dos passageiros.  “Eu acho que isso é muito importante em um aeroporto que já tem stress suficiente, desde encontrar um lugar para estacionar, check-in, segurança até o portão de embarque.  Com todo esse stress, você vê esse peludão de quatro patas que vem a seu encontro, e sem a menor preocupação com nada, só quer lamber seu rosto”, diz ele, “é lindo”.

Quem quiser se comunicar com Casey, é só mandar um e-mail para casey@miami-airport.com.  Mas lembre que ela só fala inglês.

Fotos de Daniel Bock

Assista ao vídeo da mais nova voluntária do Aeroporto Internacional de Miami:

Cão é anfitrião de passageiros no Aeroporto Internacional de Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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quinta-feira, 12 de abril de 2012 Direto de Miami, Educação, Miami | 09:25

Português pode se tornar língua oficial nas escolas de Miami

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Algumas vezes andando pelas ruas de Miami temos a impressão de estarmos em alguma cidade do Brasil, tamanha a facilidade de encontrar pessoas em lojas, shoppings, restaurantes e supermercados falando português.  E não são só brasileiros, mas também americanos e hispanos que tentam um “tudo bom” ou “oi” para se comunicar no idioma.

Mas, o que antes era um movimento involuntário de quem via na língua portuguesa uma oportunidade de negócios, agora é prioridade do governo brasileiro e do embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, novo cônsul-geral em Miami, que chegou em setembro do ano passado.

Ramos Filho está negociando para introduzir o português como segunda língua nas salas de aula das escolas do sul da Flórida, onde há uma enorme concentração de brasileiros e turistas.

Embaixador Hélio Ramos na sua sala no consulado do Brasil em Miami. Fotos de Carla Guarilha.

“A gente quer construir uma relação formal [entre o governo brasileiro e Miami-Dade e Broward] para que nesses dois condados a gente passe a ter o português como uma opção em algumas escolas”, diz Ramos Filho.

De fato,  o contingente de turistas vindos do Brasil vem crescendo e, no ano passado, 634 mil brasileiros desembarcaram por aqui, batendo pela primeira vez o número de turistas canadenses, que mantinham o recorde há muito tempo.

“Você, hoje, tem Brasil em tudo aqui, na área imobiliária, o Brasil na cultura”, diz o cônsul-geral.  “Agora chegou a hora do Brasil na educação”.

Já existe, em Miami, uma escola pioneira quando o assunto é educação bilíngue português-inglês: Ada Merritt, uma iniciativa do Centro Cultural Brasil-USA. Lá, até a oitava série, o aluno recebe 60% das aulas em inglês e 40% em espanhol ou português.  Mas agora, ampliar o ensino do português por aqui “é uma politica de governo”, diz o cônsul-geral.

Para promover a formação de professores de português nos Estados Unidos, o Itamaraty tem colocado ênfase em um novo programa, chamado Formação Continuada de Professores de Português Língua de Herança. O piloto aconteceu em San Francisco, na Califórnia, em junho do ano passado, e em outubro, o mesmo módulo foi replicado em Washington. Agora, Miami recebe o  curso este mês.

“Esse é o começo de tudo”, diz o cônsul-geral.  “É um indicativo das muitas coisas que a gente quer fazer aqui para que o português seja efetivamente uma língua oferecida pelas escolas da Flórida”.   E isso não quer dizer o português como segunda língua, mas sim como língua de ensino, como é o inglês nas escolas americanas no Brasil.  Só que o Itamaraty quer ir além: Ramos Filho tem como objetivo um acordo com o sistema escolar do sul da Flórida.

Augusta Vono, diretora do programa de português na Florida International University, é a representante junto ao Consulado-Geral na organização do II Curso em Miami, que vai ser realizado na FIU, dias 20-22 de abril.

Professora Augusta Vono, de camisa bege, orgulhosa ao lado de alunos e colegas participando da formação do Brazilian Culture Club, na FIU. Seu programa vai receber em maio o respeitado prêmio do “Press Awards”, o “Óscar” da comunidade brasileira no exterior, na categoria de Ensino e Promoção de Idioma.

“O Programa de Formação Continuada de Professores de Português Língua de Herança chega a Miami para a satisfação de um grupo de educadores, que esperava esse momento com ansiedade”, diz Vono . “Vamos ter a oportunidade única de discutir aspectos relevantes para todos nós, educadores”.

O cônsul-geral disse que o curso vai rodar o país e servir de mecanismo e incentivo para criar mais escolas de ensino bilíngue inglês-português nos Estados Unidos.

“A gente ainda está no início, mas o principal já existe, que é a vontade politica”.

O cônsul-geral está morando em Coral Gables com a esposa Milma e o filho caçula Antônio Pedro, de 14 anos. O casal encontrou em Miami uma vida cultural que não esperava e tem desfrutado com frequência de concertos no Adrienne Arsht Center for the Performing Arts e no novo New World Symphony em Miami Beach. Foto de Carla Guarilha.

Serviço:

As inscrições para o II Curso de Formação Continuada para Professores de Português como Língua de Herança estão abertas para professores de português nos Estados Unidos até 16 de abril. Os interessados devem  mandar o currículo para o departamento cultural do Itamaraty através do e-mail dplp@itamaraty.gov.br.  O curso é gratuito.  Para mais informações, clique aqui.

Vídeo:

Embaixador Hélio Ramos, cônsul-geral do Brasil em Miami, entrou no Ministério das Relações Exteriores com 20 anos.  Neste vídeo, ele aconselha novos diplomatas e conta em poucas palavras a formula de seu sucesso: Trabalho, dedicação e amor ao Brasil.  “Eu fui formado pelo Ministério, que é uma Instituição, uma casa, como a gente chama”, diz ele. “O trabalho que a gente desenvolve aqui é o trabalho de servir o Brasil”.

Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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quinta-feira, 5 de abril de 2012 Miami, Negócios | 09:12

Giraffas – cadeia de fast-food brasileira – vai investir mais de R$35 milhões na Flórida nos próximos cinco anos

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"Brutos", um dos favoritos no Giraffas em Miami: Hamburguer de picanha, ovo frito, queijo, presunto, tomate, alface e bacon. Fotos de Carla Guarilha.

“Picanha with rice, beans and farofa” é o que mais se escuta no primeiro restaurante Giraffas nos Estados Unidos, e a rede de alimentação tem planos de tornar esta combinação tipicamente brasileira em prato preferido dos americanos.

Logo na abertura do negócio, o público era 80% brasileiro e 20% americano ou hispano.  Esta divisão já está hoje próxima de 50-50 e essa é a meta do Giraffas USA.

O Giraffas desembarcou em Miami em meados do ano passado porque viu no momento de crise uma ótima oportunidade.

“Antes só de aluguel estaria gastando o dobro, o que tornaria inviável o risco”, afirma João Barbosa, CEO e presidente do Giraffas USA. “Nós ainda  somos recente nos Estados Unidos, não temos ainda o peso da marca por aqui, então a nossa negociação é complicada”, explicou.  “Agora, quando os Estados Unidos derem uma melhorada, já estaremos com os restaurantes abertos”.

O investimento, até agora, mostrou resultados. A estreante já superou o faturamento previsto, com vendas de US$900 mil.

Mas o modelo de negócios aqui nos EUA é completamente diferente do brasileiro. O Giraffas Brasil é 100% uma franqueadora com sede em Brasília, que presta suporte às franquias e vive de royalties dos estabelecimentos espalhados pelo Brasil – serão 400 até o fim do ano.

Já por aqui,  o primeiro restaurante – aberto na região de North Miami — foi um investimento exclusivo dos sócios para testar o mercado.

Mas, os próximos não serão assim. O Giraffas passou três anos planejando,  captando recursos e criando o Girainvest Brasil, um grupo fechado com pouco mais de 200 investidores e um investimento total de R$35,5 milhões para abrir 34 restaurantes na Florida nos próximos cinco anos.

João Barbosa, CEO e presidente do Giraffas USA

Mas Barbosa tem sonhos ainda mais ambiciosos: “Eu acho que a gente tem o potencial para ser muito maior”, diz o CEO, que desde fevereiro assumiu a direção do Giraffas USA e se muda para Miami definitivamente em julho, com a família.

Ele disse que quando foi abordado para assumir toda a operação de expansão nos Estados Unidos, um mês depois da abertura do primeiro restaurante, ele não hesitou.  “Pedi cinco segundos para pensar no assunto”, brincou.

Tinha acabado de nascer seu terceiro filho e, pronto para uma mudança de vida, ele imediatamente aceitou a proposta.

Nascido em Londres, Barbosa morou e visitou várias cidades do mundo durante seus 41 anos e diz que está muito feliz de poder expor outras culturas para seus filhos agora.

“Eu literalmente aniquilei a carreira diplomática da família”, diz Barbosa, que é filho, neto e bisneto de diplomatas.  “Sei o valor que é você ter chance de morar fora quando é criança e ter oportunidade de conviver com outras culturas e aprender outros idiomas”.

Barbosa acredita que o momento foi perfeito para essa transição e a aposta deu tão certo que já tem recebido muitas chamadas de investidores interessados em abrir uma franquia da rede nos Estados Unidos.

“A gente mal abriu este restaurante e já há grupos querendo se tornar sócios nos Estados Unidos.  Mas está muito cedo”, diz Barbosa.

No momento, a prioridade de investimento está por conta do Girainvest.  Mas no futuro, não se sabe.

“Estamos estudando novos pontos de crescimento nos Estados Unidos, em toda a região de New England, New Jersey, aí podemos ou replicar esse modelo, se for bem na Flórida, ou a gente pode abrir para parceiros locais que tenham recursos”.

Mas isso, em principio, só daqui a cinco anos.

Barbosa na primeira loja do Giraffas USA, em Miami.

Transparência, comprometimento e humildade são os principais ingredientes do segredo de seu sucesso:

“Procuro sempre me cercar de pessoas extremamente competentes.  Eu brinco com todo mundo que as pessoas que eu lidero, no primeiro escalão, elas literalmente tem que saber muito mais do que eu em cada um de seus negócios.  Aí, eu pessoalmente vou crescer, o negocio vai crescer.  Acho que não tenho que ser dono de tudo.  O que eu vou fazer é juntar o pessoal e ter uma visão mais ampla do negocio.  Isso é que sempre usei de filosofia dentro dos meus negócios, e vou procurar buscar aqui também”, diz Barbosa que espera contratar cerca de 1000 funcionários na Flórida nos próximos cinco anos.

FOTOS DE CARLA GUARILHA

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quinta-feira, 29 de março de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Miami | 10:06

Preta Gil canta pela primeira vez em Miami em noite beneficente que arrecada US$ 250 mil para programas sociais brasileiros.

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Preta Gil. Fotos de Carla Guarilha.

A cantora Preta Gil foi a grande atração do primeiro Gala da BrazilFoudation em Miami, que reuniu a comunidade brasileira na cidade. “Poder cantar pela primeira vez em Miami é muita emoção”, disse. “Eu agradeço a BrazilFoundation por me proporcionar isso”.

A cantora diz que Miami, para ela, é o Rio de Janeiro dos Estados Unidos.  “Miami significa toda a latinidade que os Estados Unidos tem, todo calor de alma, calor do amor, da felicidade, da liberdade”.

Mas, se mudar para a Miami, é outra história. “Não.  Tenho uma agenda muita cheia de muitos shows no Brasil.  Mas um dia também terei uma aqui”, comenta.

Preta Gil já havia participado do último BrazilFoundation Gala em Nova York, que completa 10 edições em setembro deste ano.

Um dos anfitriões da noite de estreia em Miami foi o Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, Cônsul-geral do Brasil em Miami, que disse que o evento foi um marco histórico.

Co-chairs do evento Daniela Fonseca e Maria Carolina Tavares de Melo, chair Hélio Castroneves, Embaixatriz Milma e Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho

“A BrazilFoundation promete inaugurar uma nova tradição de filantropia na Flórida, em um momento especial, pois sua vinda coincide com o grande crescimento da participação do Brasil na economia desse estado norte-americano”, diz ele.

Leona Forman, fundadora da ONG, com Dr. Sanford Ziff, um dos maiores filantropos de Miami, entre os mais de 300 presentes

Gilberto Neves, presidente da Odebrecht nos Estados Unidos, recebe prêmio em nome de Norberto Odebrecht, principal homenageado da noite.

Marcus Vinicius Ribeiro, do conselho de diretores e um dos membros fundadores da BrazilFoundation, recebe prêmio em nome do artista Romero Britto que não pode comparecer. Britto doou um capacete que leiloou por US$20 mil.

Lorenzo Martone e top model Isabeli Fontana, com o capacete de Romero Britto nas mãos, foram os mestres de cerimônia do evento.

Uniforme de Formula Indy foi outro item leiloado – este foi para as mãos do casal Paulo e Carol Tavares de Melo, na foto com Daniela Fonseca e os mestres de cerimônia.

Patricia Lobaccaro é CEO e presidente da BrazilFoundation, fundação baseada em Nova York que investiu, desde 2000, $17 milhões de dólares em projetos de cerca de 300 organizações no Brasil nas áreas de educação, saúde, cidadania, cultura e direitos humanos.

Patricia Lobaccaro: O evento de Miami foi uma realização de um antigo sonho da BrazilFoundation. Ela espera que o sucesso da noite se repita anualmente aqui como ocorre em Nova York.

Mais fotos do evento no badalado W South Beach Hotel & Residences nesta terça-feira:

Modelos Natalia Beber, Carime Lobo, Tassara Vilaça e Schynaider Garnero com Karim Masri , o sócio-proprietário do W Hotel

Leona Forman, Embaixador Hélio Ramos e esposa Milma

Paulo e Lais Bacchi

Cris e Marcos Machado

Frederico Gouveia, Yara Gouveia e Patricia Lobaccaro

Marcus Vinicius Ribeiro

Patricia Borges e Patricia Lobaccaro

Maria Inês Dal Borgo

Gonzalo Dal Borgo e Eleonora Goretkin

Jornalista Pedro Henrique França

Fotos de Carla Guarilha

Entrevista com Patricia Lobaccaro pré-Gala: BrazilFoundation se prepara para realizar antigo sonho e abrir espaço em Miami


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terça-feira, 20 de março de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Miami | 09:17

Brasileiro é escolhido melhor professor do ano de todo condado de Miami-Dade

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Alexandre Lopes com as crianças do programa de inclusão que criou na escola Carol City Elementary, em Miami. Foto de Carla Guarilha.

Um brasileiro está fazendo história nos EUA com um projeto de inclusão em escolas: Alexandre Lopes recebeu o prêmio de Melhor Professor do Ano de Miami-Dade.

Ele foi escolhido entre 24 mil professores de todas as escolas públicas do condado.  O processo de seleção é longo e incorpora diversos aspectos do professor, fora e dentro da sala de aula, desde o seu método de ensino à filosofia e politica educacional.

“É um orgulho, uma honra muito, muito grande deles terem escolhido neste país um brasileiro nascido e criado no Brasil”, diz ele.   “Foi um processo intenso de seleção.  “Não foi só pré-escola, não foi só no departamento de crianças especiais, não foi só entre os latinos.  Eu competi em termos de igualdade com todos os professores daqui”.

Lopes ganhou um Toyota novinho, US$5.500 e uma bolsa de estudos na Nova University – que ele abriu mão pois já está cursando o doutorado na Florida International University.

Lopes com seu novo Toyota. Foto de Carla Guarilha.

Mas para ele, o mais importante foi receber o troféu, que simboliza o reconhecimento do seu trabalho. E as homenagens não param. Hoje, Alexandre vai receber uma homenagem de Bárbara J. Jordan, representante de um dos condados de Miami-Dade.

Troféu de Melhor Professor do Ano. Cortesia Alexandre Lopes.

Alexandre Lopes na sala de aula. Foto de Carla Guarilha.

“Levou um bom tempo para conseguir o respeito pelo que eu faço, e acho que foi muito importante ganhar esse titulo, não só por mim mas, por todos os outros professores que trabalham na pré-escola”, diz Lopes emocionado.

Hoje aos 43 anos, o petropolitano é, agora, o porta-voz de educação de todo o condado de Miami-Dade. O próximo passo é o prêmio estadual com mais 71 concorrentes.  Se ganhar, entra como finalista ao prêmio nacional, que será anunciado no inicio de 2013.

Seu programa de inclusão é composto de dois grupos diários de 12 crianças, de 3 a 5 anos – um de manhã e outro no inicio da tarde. Em cada grupo, há oito que exibem desenvolvimento regular da idade e quatro com algum tipo de desordem que compromete o desenvolvimento, como, por exemplo, o autismo.

“As crianças com autismo estão integradas a um ambiente onde elas tem a capacidade de interagir socialmente com crianças fora do espectro autista”, diz ele. “É uma sala de aula normal, onde temos alunos com autismo e alunos sem autismo.  Não são diferenciados em absolutamente nada”.

Lopes com um dos alunos. Foto de Carla Guarilha.

Numa rotina extremamente bem estruturada, Lopes, apaixonado pela música – e um estudioso de piano desde cedo, usa a sonoridade e a melodia como técnicas de ensino – na comunicação, compreensão e aprendizado de palavras e respeito mútuo.

Na hora que entram na sala de aula, as crianças dão as mãos e formam uma roda, cantando, “we are glad you are here.  Hello to you and me” (“estamos felizes por estarem aqui. Olá para você e para mim”), fazendo com que todos se sintam bem-vindos e unidos.  Lopes usa tambores e canções para ensinar conceitos, como tolerância e o controle emocional: “When you are mad, take a deep breath and relax” (“quando está bravo, respira fundo e relaxa”).  (Veja vídeo no fim da coluna.)

“O que enfatizamos aqui, que de repente não é tão enfatizado em outras salas de aula, — mas que na minha opinião deveria ser enfatizado em todos os lugares — é o ensino da interação social: como lidar com uma pessoa, pegar sua atenção, olhar no olho daquela pessoa, chamá-la pelo nome”, diz o petropolitano, que atribui parte do seu sucesso ao fato de ser brasileiro – não só pela sua musicalidade mas pela forma que se relaciona com as pessoas.

Foto de Carla Guarilha.

“Eu acho que faço com que cada um se sinta especial, e isso é importante”, diz ele.  “Eu acho que o brasileiro tem isso, quando quer, de realmente mostrar ao mundo do que ele é capaz”.

Lopes nunca se imaginou trabalhando na área de educação.  Nascido e criado em Petrópolis, ele se formou em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e trabalhava em companhias aéreas.  Sempre gostou muito de viajar, e em 1995, se mudou para Miami.  Aqui, como comissário de bordo, na época pela United Airlines, fazia rotas para a América Latina e servia como intérprete de português e espanhol.  Com os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, as companhias aéreas tiveram muitos problemas financeiros, e a United ofereceu um pacote de benefícios para quem se afastasse.  Lopes aceitou imediatamente, e retomou os estudos.  Validou em Miami seu diploma do Brasil e começou mestrado em “Educação Especial” na Universidade de Miami, com foco em crianças autistas, rumo a um trabalho sério que, está rendendo frutos.

DICA:  Alexandre adora correr ao ar livre e comer asinhas de frango no Wilton Wings em Fort Lauderdale, favorito dos locais.  Telefone: 954-462-9696.  Endereço: 1428 NE 4 Ave., Fort Lauderdale, FL  33304.

Assista ao video de Alexandre Lopes com um de seus grupos de inclusão:

Alexandre Lopes, brasileiro radicado em Miami, é escolhido melhor professor do ano de todo condado de Miami-Dade. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 13 de março de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Negócios | 10:41

Milionários brasileiros aquecem mercado imobiliário de Miami. Mas, há oportunidades para todos, até para quem quer se mudar para lá de vez.

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O Trump Hollywood tem uma adega especial. Os donos dos apartamentos podem optar por espaço de 12 (por US$12,000) a 60 garrafas (por US$60 mil). Foto de Carla Guarilha.

O mercado imobiliário de Miami está  aquecido graças aos estrangeiros, afinal, foram eles que adquiriram 60% dos imóveis da cidade.  Os brasileiros, claro, tem um papel relevante neste cenário: estão em segundo lugar no ranking dos maiores compradores, atrás apenas dos venezuelanos.

As imobiliárias – que estão batendo recorde de vendas, como a tradicional Elite International Realty, do paulista Léo Ickowicz, estão aproveitando o momento.  Os números são superlativos.  No ano passado, a empresa vendeu US$160 milhões de dólares em imóveis na Florida.

“2011 foi o melhor ano de longe”, diz Ickowicz, que fechou 365 imóveis no total, um por dia, batendo recorde de vendas desde que abriu nos Estados Unidos, em 1993.

E ele está apostando que a festa ainda vai durar, pelo menos, mais três ou quatro anos, quando alguns grandes empreendimentos devem ficar prontos.

Alguns projetos são espetaculares e mudaram um pouco a cara do mercado local.  Um deles é o Regalia, projeto incorporado por um grupo de investidores brasileiros, que no momento só aceita reservas.  É um dos mais novos lançamentos, com 43 andares.  São 40 apartamentos, um por andar, o que é raríssimo nos Estados Unidos, começando por US$6 milhões.

Este é o mais novo e luxuoso lançamento de Sunny Isles. Um apartamento por andar, começando por 500m2 por US$6M. Fica pronto em 2015. Foto: cortesia do Regalia Beach Developers LLC

Outro projeto pioneiro é o Porsche Design Tower, que além de todas amenidades esperadas em um apartamento de extremo luxo, vai ter elevador próprio para levar os automóveis até o andar.

Porsche Design Tower vai ter até elevador para os automóveis dormirem mais perto do dono. Foto: Cortesia Porsche Design

Mas, enquanto essas construções não ficam prontas, os novos condomínios já lançados não ficam tão atrás.  E os brasileiros estão comprando.

Dos 2000 clientes da Elite no ano passado, cerca de 100 compraram imóveis acima de US$1 milhão, deles 30% desembolsaram mais de US$2 milhões.

Mas, há quem faça ainda mais extravagâncias. A maior venda da Elite foi de US$6 milhões no St. Regis, o mais novo e cobiçado condomínio em frente ao Bal Harbour, shopping das grandes grifes. O negócio foi fechado por um banqueiro paulista, que pede sigilo. Mas ele não chegou a comprar um apartamente e, sim, um espaço onde vai poder personalizar a planta do futuro apartamento. O custo da obra deve ficar em mais US$1,5 milhão.

A cobertura do St. Regis, de US$20 milhões, também foi vendida para um empresário brasileiro. Foto: Cortesia St. Regis.

W South Beach, Trump Towers em Sunny Isles e Trump Hollywood são outros condomínios favoritos dos brasileiros hoje em dia, cada um com seu charme.

W South Beach Residences é um dos favoritos dos brasileiros - Os preços variam de US$620 mil por um studio com 53m2 a mais de US$7 milhões. Foto: cortesia do W South Beach

O Trump Hollywood tem também uma sala especial de charutos. Foto de Carla Guarilha.

Apesar de não ser mais um prédio novo, o Trump Towers, em Sunny Isles, ainda é muito cobiçado por brasileiros.   A Elite já vendeu mais de 20 apartamentos, valor total de US$18  milhões, nos últimos dois anos.

Os estrangeiros investiram US$82 bilhões em imóveis em 2011 no país inteiro e representam 31% das vendas do estado da Florida. O Trump Towers ainda é um dos favoritos.

Daniel Ickowicz, filho de Léo, é diretor de vendas da imobiliária e, como o  pai,  um homem de visão.

Léo e Daniel Ickowicz no Trump Hollywood. Foto de Carla Guarilha.

Chegou em Miami com a família em 1990. Tinha 13 anos. Se encantou. Com 17, acabando o colegial, os pais e a irmã resolveram retornar ao Brasil. Mas ele fechou o tempo e disse que daqui não sairia. Passou a administrar a Mandala, agência de turismo que Léo havia aberto em Miami. Atualmente a Mandala, nas mãos da irmã Renata, existe somente em São Paulo, e a Elite se tornou o xodó de Daniel e seu pai, que voltou de vez para Florida em 2001.

A Elite tem hoje com 88 corretores, 30 deles brasileiros – que representam 70% das vendas da imobiliária, que está expandindo no momento no ramo comercial.

De acordo com a Associação de Corretores de Imóveis, quase 50% dos brasileiros compraram imóvel no ano passado na Florida por lazer, para vir de férias.  E Daniel aposta que de 20 a 25% dos clientes atuais, muitos com este perfil, possam se interessar e querer passar mais tempo aqui se tiverem um negócio.

“A gente percebeu que o brasileiro tem ficado muito tempo aqui”, diz Daniel.  “E, agora, quer montar um negócio ”.

A Elite está abrindo em dois meses uma nova divisão – Elite International Commercial Division, que vai auxiliar o brasileiro a entrar no comércio americano.

Um franquia de fast-food, por exemplo, como o Subway ou Burger King, é um investimento entre US$500 mil e US$1 milhão, que além de renda, oferece a facilidade para adquirir um visto de trabalho no País.

“Uma renda aqui é o ponta pé que falta pra eles”, diz Daniel.  “Essa é nossa meta”.

Mas, Daniel afirma que a oportunidade não é só para milionários,  tanto que os dados oficiais indicam que 30% dos brasileiros compram imóveis de valor inferior a US$100 mil.

Comprovando renda, com 40% de entrada, esse novo perfil de investidores  da classe média, que é o profissional liberal no Brasil, pode financiar um apartamento de US$200 mil, com uma prestação de US$650 por mês.

E para facilitar o acesso a informação para todos esses clientes no Brasil, a Elite se juntou ao escritório Braga Nascimento e Zilio Antunes Advogados Associados [http://www.braganascimento.com.br/] em São Paulo, que a partir de abril fará seminários mensais para esclarecer as duvidas do brasileiro que pensa em investir em Miami.

Essa parceria jurídica vai dar o suporte legal para o cliente.

“O atendimento começa no Brasil”, diz Daniel.

Video: Daniel conta em menos de um minuto os segredos do seu sucesso.

Daniel Ickowicz, campeão de vendas de imóveis para brasileiros em Miami, revela segredo do seu sucesso em menos de 60 segundos from Chris Delboni on Vimeo.

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