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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013 Beleza, Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Sem categoria, Shopping | 10:18

Sonho de designer brasileiro em Miami é vender sua marca exclusiva para Sônia Braga e Ivete Sangalo.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Eduardo nasceu em Santos, filho de pai alemão e mãe espanhola.

Seus pais se conheceram numa viagem na Itália, se casaram em Roma e se mudaram para o Brasil no final da década de quarenta.

Seu pai, joalheiro, queria estar próximo de um porto e achou Santos a melhor opção. Com simpatia e bom atendimento, logo foi conquistando uma clientela de luxo, de turistas estrangeiros que chegavam de navio ao Brasil.

Comerciante visionário, no fim dos anos 60, ele começou a ver que o turismo estava mudando com o aumento do tráfego aéreo e partiu em busca de novos horizontes. Em 1969, a família se mudou para Porto-Rico e continuou o sucesso no ramo de joias.

Mas essa não era a praia de Eduardo, que procurava uma jornada profissional independente dos negócios da família.

“Eu não sabia o que iria fazer.  Não queria trabalhar com o meu pai, me dava bem com ele, mas não queria trabalhar com a família”, diz.  “Queria encontrar o meu caminho na vida.  Tinha que buscar o meu futuro”.

Eduardo no escritório da "Edward Beiner" em South Miami, onde fica sua primeira loja, desde 1981. Foto de Carla Guarilha.

E assim, jovem e “hippie” com cabelos longos, típico dos anos 60 e 70, resolveu estudar no Canadá.  Logo que chegou, conseguiu um trabalho de vendedor numa ótica.  E essa foi sua largada.

Em 1980, pediu transferência para Miami e, no ano seguinte, abriu sua primeira loja na Sunset Drive, que existe até hoje.

Só que  agora, aos 57 anos e com nova identidade norte-americana, Edward Beiner, se tornou um grande designer de óculos de luxo e uma das maiores coleções na Flórida, com 11 lojas espalhadas pelo estado e planos de expansão.

Sua marca, vista em rostos famosos como dos jogadores LeBron James, Dwyane Wade ou Alicia Keys, virou sinônimo de bom gosto e qualidade.

Mas, diz Edward, só estará realizado quando vir seus óculos nos olhos de mais brasileiros.

“Sonho vendê-los para Sônia Braga e Ivete Sangalo”, brinca.

Na loja da Sunset Drive, Edward conta com orgulho que faz questão de tratar os clientes com o "carinho brasileiro". Foto de Carla Guarilha.

Eduardo diz que quando chegou em Miami e falava que era do Brasil, sempre ouvia: “Ah, Buenos Aires”.  Ninguém conhecia o país, diz, lembrando dos tempos que brasileiros só vinham para comprar eletrônicos nas lojas do centro da cidade.

Não era seu público.

Com a mesma atenção com os clientes que aprendeu com seu pai, ele foi conquistando um mercado de luxo  – mas, tipicamente americano e europeu.

Mas hoje tudo mudou, diz Edward, que tem uma de suas lojas no shopping Aventura, um dos favoritos dos brasileiros e onde o português está virando o primeiro idioma, depois do espanhol.  O inglês amarra a terceira colocação.

“O que o brasileiro traz para a economia de Miami é uma coisa incrível”, diz, orgulhoso.  “O brasileiro está levantando Miami”.

Edward diz que sua trajetória aqui não foi fácil.  Batalhou muito para chegar onde está.

“Os Estados Unidos não perdoam”, diz com humildade, o santista que lutou para criar um nome reconhecido pela qualidade mas que lhe deixou sem identidade.

Foto de Carla Guarilha.

Eduardo conta que se realiza cada vez que escuta um brasileiro falando português em sua loja, mesmo sem saber que Edward Beiner é mais brasileiro do que qualquer João ou Maria.

“Já falei para minha esposa que quero morrer Eduardo, não Edward”, brinca.  “Eu nasci Eduardo e quero morrer Eduardo”.

Já se está nos planos uma loja no Brasil, o designer prefere não antecipar nada.

Só diz: “Eu gosto da Rua Oscar Freire”, em São Paulo.  “É uma rua muito interessante”.

Quem sabe logo o brasileiro não vai mais precisar vir a Miami para comprar um par de óculos Edward Beiner.

No vídeo, Eduardo “Edward” Beiner conta o segredo do seu sucesso.

Grande designer da marca Edward Beiner conta aqui o segredo do seu sucesso. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013 Decoração, Entrevistas, Imóveis, Miami | 10:23

Badalada decoradora paulista fecha acordo com premiado arquiteto americano

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Decoração sempre correu no sangue de Camilla Matarazzo, que desde pequena se encantava com as plantas de apartamentos nos jornais e as corrigia.  E agora, a designer de interiores paulista, que virou sinônimo de bom gosto em São Paulo, está trazendo seu trabalho para Miami.

Camilla Matarazzo chega em Miami com força total. Foto de Carla Guarilha.

“Pode ser um passo a mais para o escritório”, diz a decoradora que logo completa duas décadas de existência e sucesso de sua empresa – Camilla Matarazzo Interior Designer.

Sua irmã, a fotógrafa Paola Matarazzo, conhecida aqui como Jade — pelo nome de seu estúdio fotográfico, sempre insistia para que Camilla expandisse os negócios e oferecesse serviços para velhos e novos clientes em Miami.

E agora, diz a designer de interiores, chegou a hora.

E já chegou com dois grandes clientes, que preferem não se expor.

“Agora o escritório já está estabelecido.  Não preciso ficar lá o tempo todo, dá para ir e vir”, diz Camilla, que pela primeira vez, participou de um evento em parceria com sua irmã.

Numa exposição conjunta de fotografia e decoração, as Matarazzo receberam cerca de 150 convidados num coquetel na loja da Ornare, no Design District, para lançar a chegada de Camilla aos Estados Unidos.

Camilla com Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami, no coquetel da Ornare. Foto de Carla Guarilha.

Entre eles estava presente Tony Abbate, professor de arquitetura e vice-reitor da Florida Atlantic University e dono da Anthony Abbate Architect PA, uma grande e tradicional firma de arquitetura na Flórida, com mais de 20 prêmios nas costas, e agora, parceiro da decoradora brasileira.

Jaye Abbate, Camilla Matarazzo, Tony Abbate e Jade Matarazzo. Foto de Carla Guarilha

Camilla diz que entrar no mercado americano vai ser um “desafio interessante.”

“Em São Paulo, todo mundo me conhece, conhece a qualidade do meu trabalho.  Não sei se consigo transportar isso para cá”, diz, com humildade, a designer de interiores conhecida pelos grandes projetos comerciais, como o Iate Clube de Santos, um enorme escritório de marketing esportivo e a BM&F Bovespa.

Camilla também executa projetos residenciais milionários e participa com freqüência da Casa Cor, onde em 2011, foi responsável pela decoração do espaço de uma suite para o jogador Neymar, o que foi alvo de admiração pela perfeição da mistura do ambiente – moderno com classe, que é sua marca registrada.

“Era um desafio mostrar para todo mundo que eu também posso fazer essa coisa mais jovem”, diz.  “Acho que ele [Neymar] tem a cara do Brasil de hoje, do desafio, meio irreverente”.

E é essa irreverência com classe que a brasileira espera trazer para o mercado americano em Miami.

Atrás, um painel expondo um de seus trabalhos, no coquetel da Ornare. Foto de Carla Guarilha.

“Gosto é muito subjetivo, mas brinco que o bom gosto não,” diz ela.  “Quando é bonito, todo mundo gosta”.

Suas primeiras experiências com decoração começaram com projetos de família, primeiro fazendo uma casa de fazenda para seu sogro na época, uma outra casa no sítio do seu pai, até realizar seu primeiro projeto profissional na Casa Cor, em 1994, que foi ambientada na casa de seu avô paterno na Rua Argentina.

“Fiz um banheiro, e era como se estivesse fazendo na minha casa, então foi bárbaro”, conta.  “Muitas pessoas não sabiam quem eu era, estava lá parada e ouvia comentarem entre elas.  Todo mundo elogiou muito”.

A cortina de plástico americana no banheiro de mármore fez enorme sucesso, dando inicio a sua marca registrada: simplicidade com sofisticação. Foto cortesia de Camilla Matarazzo.

Foi um marco profissional para Camilla.

“Naquele período, a Casa Cor dava uma projeção muito grande”, diz.  “Tenho grandes amigos dessa fase”.

Desde então, Camilla diz que muita coisa mudou no ramo de decoração, mas não seu estilo, que ela preservou ao longo dos anos.  A sua fórmula de sucesso é a essência do equilíbrio entre a “sofisticação do clássico e a praticidade do moderno”.

“Meus projetos são muito atemporais.  Eles podem ter sido feitos hoje ou há 10 anos”, afirma.  “Gosto de alguns detalhes clássicos, de algumas peças que têm uma história na vida da pessoa.  Se você põe tudo muito contemporâneo, muito moderno, parece que mora em uma loja”.

E essa mistura que agrada os clientes: conseguir trazer numa decoração elegante um pouco da personalidade do cliente, transformando assim uma casa impessoal em um lar.

Seu maior prazer é ver a satisfação do resultado final.

“É muito bom quando vejo um projeto realizado e falo, ‘nossa, era exatamente isso que eu imaginei’ e melhor ainda, quando a pessoa fala, ‘ai, que delícia chegar em casa, como é gostoso’.  Acho fantástico uma pessoa me pagar para fazer isso”, brinca.  “Eu faria de graça”.

No vídeo, Camilla Matarazzo conta, em menos de 60 segundos, o segredo do seu sucesso:

Badalada decoradora paulista expande seu trabalho em Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013 Alimentação, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Turismo, Viagem | 09:41

Temporada de caranguejo o ano inteiro. Onde comer deliciosos frutos do mar em qualquer época.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

Quando se fala de caranguejo em Miami, logo se pensa na tradicional casa em South Beach, Joe’s Stone Crab, que abriu em 1913 e se dá ao luxo de operar apenas sete meses por ano na temporada do crustáceo, que vai de outubro até meados de maio.

Mas um pouco ao norte, em Fort Lauderdale, existe uma outra casa especializada em caranguejo, com a metade da idade do Joe’s, muito mais barata e bem mais rústica, que vale a pena conhecer.  E o melhor de tudo: fica aberta o ano inteiro.

As contrário do Joe’s, que exige manga comprida para os homens e não permite trajes de praia ou shorts, o Rustic Inn, aberto em 1955 à beira de um canal, mantém uma atmosfera informal e simples.

Mas de rústico, só a aparência e o nome, o que deixa todos bem a vontade como numa casa de fazenda, o que torna o local ainda mais aconchegante e receptivo.

O restaurante tem várias salas, um salão de festas e um corredor de mesas à beira d’água, com garçons e garçonetes muito ocupados mas atentos e sorridentes.

A maioria prefere comer os caranguejos com vista para água.

O carro-chefe do cardápio é modestamente chamado de “World Famous Garlic Crab”, caranguejo com alho, anunciado como o mais famoso no mundo.

Só não dá para comer em silêncio.  A casa é barulhenta e fica pior quando uma mesa pede os famosos caranguejos na casca, que precisam ser quebradas através de batidas na mesa com o martelinho de madeira.

A casa oferece também avental para quem pedir o prato.  Mas para quem não tem o espírito de martelar, quebrar e se sujar na hora da refeição, o cardápio apresenta outras opções muito saborosas, ainda que não tão pretensiosamente anunciadas.

A lagosta e o camarão são deliciosos, no ponto perfeito.  Os bolinhos fritos de caranguejo são leves e podem ser pedidos como prato principal ou entrada.  As ostras, fresquíssimas, abertas na hora, são uma boa pedida como aperitivo, e as patas de caranguejo podem ser “queen” ou “king” – grandes ou gigantes.

Lagosta é um dos pratos favoritos do cardápio.

Já para quem prefere um bom prato de massa, nada como um linguini com camarão, lagosta ou mariscos da Nova Zelândia.

De exótico, a casa oferece rã e jacaré à milanesa.

A carta de vinhos é limitada mas tem o básico e os preços são justos.

Vale a pena a pequena viagem! E pode ir de shorts e manga curta.  Ninguém vai lá para ver e ser visto. Mas não custa dar uma olhadinha nas mesas ao lado.  Pode ser que reconheça algum rosto famoso.

O Rustic Inn sempre conquistou uma clientela seleta, desde os velhos tempos com visita de nomes como Marilyn Monroe e até mais recentemente Bette Midler, Barbra Streisand e Johnny Depp, entre muitos outros.

Rustic Inn
Endereço: 4331 Ravenswood Road, Fort Lauderdale, Florida 33312
Fone: 954-584-1637
Aberto: Segunda – sábado 11:30 – 22:45; domingo 12:00 – 21:00 hrs
Para maiores informações, visite http://www.rusticinn.com

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 Direto de Miami, Educação, Miami | 15:02

Brasileiro está a um passo de se tornar o melhor professor dos Estados Unidos.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

O brasileiro Alexandre Lopes foi selecionado um dos quatro finalistas escolhidos entre todos os estados norte-americanos para concorrer ao titulo de “Melhor Professor do Ano” dos EUA.  A decisão sai daqui a três meses.

Os demais candidatos são professores do colegial nas áreas de exatas, inglês e música nos estados de Washington, Maryland e New Hampshire.

O brasileiro, único finalista professor de jardim de infância, desenvolveu um programa de inclusão que já abocanhou os prêmios de “Melhor Professor do Ano” do condado de Miami-Dade, em março, e do estado da Flórida, em julho.

Alexandre Lopes com alguns de seus alunos na escola Carol City Elementary. Foto de Carla Guarilha.

Agora, o petropolitano pode se tornar o maior representante de educação dos Estados Unidos da América.

O prêmio “National Teacher of the Year” ou Melhor Professor do Ano Nacional, foi constituído em 1952 e é o mais tradicional e respeitado na área de educação aqui.

Será entregue ao finalista em abril pelas mãos do Presidente Barack Obama numa cerimônia na Casa Branca, sede do governo americano.

Nesta entrevista exclusiva ao Direto de Miami, Alexandre Lopes conta como conquistou o título estadual, como sua vida mudou no último ano desde que se tornou o “Embaixador da Educação” da Flórida e onde quer chegar.

No vídeo, Alexandre Lopes reflete sobre sua filosofia e missão de vida e conta o que o levou ao título de “Melhor Professor do Ano” da Flórida.

Alexandre Lopes é finalista para Melhor Professor do Ano dos Estados Unidos em 2013 from Chris Delboni on Vimeo.

ENTREVISTA:

Direto de Miami:  Como o título de Melhor Professor do Ano da Flórida transformou sua vida?

Alexandre Lopes: É tanta mudança que é difícil saber por onde começar.  Me tornei um palestrante, e em três meses, já fui o palestrante principal para um público de 300 pessoas em eventos que reúnem estudantes, catedráticos, políticos e pessoas influentes na área de educação, às vezes até mesmo da economia local.  Há menos de um ano, meu público eram meus alunos de 3, 4, 5 anos de idade.  Me surpreende que as pessoas queiram me escutar – escutar o que eu tenho a dizer. Fico feliz de ter me tornado uma pessoa capaz de motivar os outros, de inspirar os outros a encontrarem dentro deles o que eles tem de melhor para o mundo educacional e o mundo em geral.

DM: Qual sua mensagem principal?

AL: Sou um imigrante que vim para os Estados Unidos aos 26 anos de idade, aprendi o inglês, que não é minha língua materna.  Acho que isso tem um poder muito grande, porque fala para os imigrantes deste país, dos Estados Unidos, cujos filhos estão agora também na escola e em busca do sonho americano, fala para os americanos em si que estão educando os filhos de imigrantes. Como imigrante, como latino, ter vencido, é uma mensagem muito importante.

Em sua casa em Miami, com seus troféus ao lado. Foto de Carla Guarilha.

DM: Quem era o Alexandre antes dessa premiação e quem é o Alexandre hoje?

AL: Eu sinto que cresci muito.  O que me deixava feliz era trabalhar com crianças de 3 a 5 anos de idade, num sistema de inclusão total, numa área onde meus alunos eram imigrantes, minorias étnicas e raciais, estudantes com autismo em um sistema sem preconceitos.  Terminei meu mestrado, estava fazendo o doutorado e trabalhava com projetos para desenvolver a qualidade de ensino.  Mas eu não era uma pessoa pública.  Agora represento o Departamento de Educação da Flórida.  O meu título de “Embaixador para Educação” é regido pela lei do estado da Flórida.

DM: O senhor parece lidar muito bem com essa sua nova condição de pessoa pública.  Como chegou intimamente a essa maturidade?

AL: Acho que é importante que as pessoas vejam que eu lutei para chegar onde estou, não só profissionalmente mas como pessoa. Eu fiz um processo terapêutico com a [psicóloga brasileira] Rosane Wechsler aqui em Miami e foi muito bom.  Através de um processo de autoconhecimento, ela fez com que eu deixasse de lado incertezas e inseguranças e tivesse confiança com relação às minhas decisões e vontade de vencer, não só de uma maneira pessoal como também de forma profissional.  Eu aprendi a aceitar minhas diferenças.

DM: Hoje sua voz está transformando muita coisa na área de educação.

AL: Acho que minhas ideias são um pouco inovadoras – mas a maneira pela qual eu as exponho, eu as expresso, faz com que as pessoas não se sintam intimidadas por elas.

Alexandre escorrega com seus alunos no "playground" da escola. Foto de Carla Guarilha.

DM: O que o senhor acha que trouxe na sua trajetória de vida para chegar nesse momento?

AL: Eu vou a luta.  Não gosto de escutar quando as pessoas falam, ‘você é uma pessoa inteligente’.  Você pode ser a pessoa mais inteligente do mundo, mas se você não faz seu dever de casa, você não vai chegar em lugar algum.

DM: Inclusão seria uma palavra para descrevê-lo?

AL: Seria uma inclusão gerada através de uma aceitação social.  Minha luta é de uma aceitação social.  Todas as pessoas tem seu potencial único e que bom que é único.  O que aconteceria se não houvesse polêmica e ideias diferentes das nossas?  Será que cresceríamos? Acho que é isso, uma  aceitação social, total e irrestrita para que as pessoas acreditem em si, gostem de si e cheguem ao seu potencial, seja ele qual for.

A aluna de Alexandre foi correndo lhe dar um abraço assim que o viu. Foto de Carla Guarilha.

DM: E foi isso que os membros do comitê de seleção da Florida viram no senhor e acha que podem ver na decisão final do titulo de professor do ano de todo o país?

AL: Acho que eles viram em mim uma pessoa capaz de inspirar nos outros e de motivar os outros a buscarem o sonho americano através da educação.

DM: E agora?  Qual o futuro do Professor do Ano da Flórida de 2013, e quem sabe dos Estados Unidos?

AL: Já tive convites de filiar-me à universidades, e estou fazendo um malabarismo para terminar o doutorado o mais rápido possível.  Se quiser posso voltar para sala de aula.  Mas não sei se seria exatamente aonde eu faria a maior diferença.  Eu já esperava que no futuro me tornaria um professor universitário, trabalhando com pesquisas e ensinando a outras pessoas o que levou a tornar-me professor do ano.  Me vejo como um mediador de ideias.  Acredito nas minhas ideias mas estou sempre aberto a escutar as ideias dos outros.

DM: Sete palavras para descrever um professor de sucesso:

AL: Eduque-se, informe-se, acredite-se, ame-se, apaixone-se, entregue-se e libere-se.

DM: Qual o segredo do seu sucesso?

AL: Muito esforço, auto-aceitação e amor ao próximo.

Alexandre Lopes na sala de aula durante uma recente visita a escola. Foto de Carla Guarilha.

Para ler a coluna original quando Alexandre Lopes foi escolhido professor do ano de Miami-Dade, clique aqui.

Para acompanhar as atividades de Alexandre no Facebook, clique aqui.

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013 Alimentação, Beleza, Direto de Miami, Saude | 10:19

Curitibana em Miami ensina mulheres no Brasil como ficar em forma para o Carnaval

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

A curitibana Bárbara Trevizan chegou em Miami com 22 anos e 80 kg.

Sete anos depois, ela hoje pesa 58 kg e ganhou mais um sobrenome, Eckonen, do marido, fisiculturista com corpo perfeito e um dos sócios de uma grande academia em Pompano Beach.

“Mudei meu estilo de vida.  Sou outra pessoa”, diz Bárbara, que no Brasil não fazia nenhum exercício físico.

Bárbara Trevizan Eckonen, hoje "personal trainer", na sua academia. Foto de Carla Guarilha.

Ela cursava faculdade de física e dava aulas particulares.

“Eu era bastante sedentária e estudava muito”, conta.  “Eu adorava, só que o estilo de vida era completamente diferente do que eu tenho agora”.

Hoje, depois de sua “transformação”, ela tem como objetivo ajudar outras mulheres no Brasil a entrar em forma.

Para isso, Bárbara lançou o blog Fitnistas há um ano, e agora faz periodicamente 30 dias de treinamento virtual: o “Projeto Fitnistas”.

O próximo começa hoje.

Por um mês, ela vai postar vídeos diários de receitas saudáveis, 40 minutos de exercício e outras dicas.  A meta é ficar em forma para o Carnaval.

Bárbara treinando com Troy Eckonen, seu marido e mentor, parceiro de academia e de vida. Foto de Carla Guarilha.

Bárbara hoje atende de 30 a 40 clientes fixos todo mês na academia e ajuda mais de 2 mil mulheres que acompanham os exercícios e dieta diariamente durante o Projeto Fitnistas.

Ela diz que seu maior prazer é ver o resultado e o impacto na vida de suas alunas virtuais, desde grávidas às mais idosas.

“Uma aluna mandou a foto dela treinando com sua avó, fazendo exercício de agachamento, e a vovó com roupa de fitness e meia alta, coisa mais linda”, conta.  “Morro de orgulho, fico muito feliz”.

Bárbara diz que o mais importante numa transformação é disciplina alimentar.

“Pode treinar todos os dias, mas se for para casa e comer errado, não vai ter resultado.  Tem que ter a dedicação fora da academia”.

Bárbara hoje faz 45 minutos de exercício seis dias na semana e mantém uma alimentação saudável.

Hoje é fácil, diz ela.  “Eu amo tudo que eu como”.

Bárbara faz 45 minutos de exercício na academia diariamente. Foto de Carla Guarilha.

Mas nem sempre foi assim.

Logo que chegou na casa do atual marido, teve que aprender a conviver com uma comida sem o tempero que estava acostumada.

“Liguei para minha mãe e falei, ‘ele não tem nem sal nem açúcar na casa, o que eu faço’”?

Bárbara brinca que foi criada a base de “frango com polenta”.  Sua família, de origem italiana, é dona de restaurantes no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba.

Ela nunca se interessou pelo ramo culinário, até conhecer Troy Eckonen.

Americano, de Ohio, Troy foi, por muitos anos, chef de cozinha do Morton’s, tradicional steak house nos Estados Unidos, antes de comprar sua primeira academia na Flórida.

Ele começou a frequentar e foi se interessando cada vez mais por exercícios físicos, assim aperfeiçoando sua musculatura e concorrendo em competições de fisiculturismo.

Aos 39 anos, e ainda solteiro, ele conheceu a Bárbara, gordinha na época, e se encantou pelo seu jeito carinhoso — e brasileiro — de ser.  Ela havia trancado a matrícula na faculdade e estava passando seis meses com uma tia aqui.

Bárbara e Troy, na academia. Foto de Carla Guarilha.

A historia deles parece um filme romântico de Hollywood.

Bárbara procurava uma padaria, que ficava em frente a academia do Troy, quando ele a viu – e a descobriu.  Como ela não falava inglês, ele correu dentro da academia e pediu que um brasileiro saísse para ajudar na tradução.  Convidou-a para frequentar sua academia.  Ela disse que não tinha interesse, mas se tivesse trabalho, ficaria.  Pouco tempo depois, ele ligou e disse que precisava de uma recepcionista.  Mesmo sem falar inglês, ele a contratou, e aos poucos, foi treinando-a no trabalho e cativando seu interesse na forma física — e mais tarde, por ele.

Um tempo depois, sua tia resolveu voltar para Curitiba e ele tinha um quarto vazio em sua casa.  Ainda só como amigos, ela se mudou para lá.

E foi na casa de Troy que começou de fato sua transformação completa – física, mental e espiritual – e radical.  Por falta de opção, ela trocou o sal por ervas na comida, o arroz branco pelo integral e cortou o açúcar completamente.

Recém chegada do Brasil, como não tinha amigos ainda na Flórida, ela ficava lendo seus livros de física no quarto quando Troy batia na porta para convidá-la para jantar fora ou ir andar de bicicleta.

Isso durou um tempo até que a amizade virou namoro e casamento.

“Eu sempre falo que ele é meu anjo e ele fala que sou o anjo dele.  E não foi nada planejado, totalmente destino”, diz hoje a “personal trainer” que nunca deixou de estudar.

“Continuo estudando aqui, mas não mais física.  Hoje é educação física”, brinca.  “O blog começou justamente para traduzir tudo que eu aprendo aqui, tudo que eu faço”.

Para participar do Projeto Fitnistas, visite o site: Fitnistas.com.

No vídeo, Barbara revela o segredo de sua transformação.

Projeto Fitnistas começou hoje: Como ficar em forma para o Carnaval. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Direto de Miami, Gastronomia, Miami | 10:02

Restaurante grego tem pitada brasileira em sua apimentada história.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Um dos maiores segredos gastronômicos de Miami chama-se Ouzo’s Greek Island Taverna, um restaurante grego que já passou por algumas transformações na última década. E só melhora.

A essência é sempre a mesma: simplicidade e a pureza da culinária tradicional grega, a simpatia da dona e um ambiente tão aconchegante e alegre que parece importado diretamente de uma ilha grega.

Liza na área externa do restaurante, à beira do rio Miami Little River. Foto: Carla Guarilha

“Quando as pessoas entram, elas se sentem transportadas para Grécia”, diz Liza Meli, que abriu o primeiro Ouzo em Miami Beach em 2002.

Quatro anos depois, ela se casou com o francês Gigi Meoli e o casal resolveu expandir o cardápio, para incluir novos pratos da culinária mediterrânea, e mudar o restaurante para South Beach.  Tudo ia bem, mas assim como nos Jardins em São Paulo, em South Beach é preciso um bom investimento para cativar uma clientela fixa, além dos custos de manutenção e aluguel, que são absurdos.  O restaurante fechou, mas logo reabriu com o nome Anise Taverna, em Miami, numa região que não é necessariamente um “point”, mas está crescendo.  Fica um pouco ao norte do Design District, um bairro que está cada vez mais badalado.

Novamente, tudo ia bem mas, desta vez, foi o casamento que começou a dar problema.  O casal acabou se separando e o restaurante ficou alguns meses sem identidade.

Liza foi para Grécia por três semanas com Andrea Schiavi, sua fiel escudeira – amiga e funcionária desde que abriu o Ouzo original há 10 anos.

“Essa é uma amiga para todas as horas”, diz Liza.  “Não está ao lado só para os momentos bons”.

Foto: Carla Guarilha

Assim que as amigas voltaram, Liza entrou em contato com o antigo chef, o turco Ali Cinar, que fez o nome da culinária do restaurante no primeiro Ouzo – e a equipe retornou às origens.

Liza reabriu, recentemente, o Ouzo’s Greek Island Taverna com o menu original, música ao vivo, e claro, muito “OPA” com alegria, pratos jogados no chão, dança do ventre e, às vezes, uma canjinha de dança grega, performance especial e exclusiva da dona, que já foi dançarina profissional.

Liza nasceu e cresceu em Sydney, na Austrália, onde começou sua carreira artística dançando lambada e gafieira com um grupo formado por brasileiros.  Dançavam em eventos, casamentos e clubes, chegando a fazer cinco shows em uma noite.

Liza com seus parceiros do grupo brasileiro de dança na Austrália. Foto: Álbum de família.

Mas ela sentia que algo estava faltando em sua vida.

Liza tinha também, desde cedo, experiência no restaurante grego de sua família na Austrália e decidiu entrar no ramo por conta própria.  Mas antes, resolveu viajar pelo mundo com sua melhor amiga e companheira de dança em Sydney, a carioca Deuza Lemos.

Em 1993, Liza chegou em Miami.

“Não queria vir para Miami”, diz.  “Queria ir para o Brasil, Argentina, Chile.  Mas quando aterrissei, achei que já estava na América Latina,” brinca.

No primeiro dia, assim que chegou, conheceu o guitarrista argentino Alex Fox, famoso por tocar Flamenco, com o violão até nas costas.  Ela começou a dançar, se apaixonaram e se casaram.

Mas ela engravidou e o casamento não resistiu a pressão do mundo da noite. Na  época, ela já tinha dois filhos pequenos.

E foi aí que Liza retomou seus planos de entrar no ramo gastronômico e o Ouzo nasceu na Flórida.

As entradas são deliciosas e próprias para compartir, desde hummus às azeitonas.  Mas um dos favoritos para abrir o apetite é o queijo Saganaki, flambado na mesa – imperdível – pelo sabor e experiência das chamas.  O polvo grelhado derrete na boca de tão macio, ponto perfeito, e os mariscos são de comer rezando.

Simplicidade no preparo é chave do sabor do peixe, diz Liza. Cortesia Ouzo.

Como prato principal,  há varias opções.  Os peixes inteiros são fresquíssimos e muito saborosos.

Se sobrar espaço no estômago, as sobremesas são caseiras, feitas pela mãe de Liza.

A carta de vinhos não é das mais extensas, mas tem opção para todos os gostos e bolsos, como um Malbec por US$32, um St. Emillion por US$62, e entre os brancos, um Pinot Grigio por US$32, o grego Tsantali por US$44 ou um Vermentino da Sardenha por US$38.  A casa não proporciona destilados, mas sempre oferece como cortesia um Ouzo.  É só pedir.

Chef Ali Cinar mostra os pratos de carne de carneiro que acaba de preparar. Foto: Carla Guarilha

Se estiver na cidade esta semana, não perca na quinta-feira a grande festa de aniversario de Liza – todos estão convidados para um brinde das 19 às 20h, com show de dança do ventre e apresentação do guitarrista Alex Fox.

Ouzo’s Greek Island Taverna
620 NE 78th Street
Miami, FL  33138
Tel: 305-758-2929
Email: ouzosgreek@yahoo.com

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Aberto: Quarta à segunda (fechado às terças), a partir das 17h  – fecha quando o ultimo cliente for embora!

OPA!

Foto: Carla Guarilha

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012 Arte & Cultura, Decoração, Imóveis, Miami | 11:01

Ornare premia arquitetos brasileiros em Miami esta semana. Mas é o sucesso do casal – na vida e nos negócios – que merece um grande prêmio.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Vinte-seis anos atrás, Esther e Murillo Schattan abriam a primeira loja da Ornare em São Paulo.

Jovens, recém casados, Murillo decidiu deixar o trabalho como engenheiro e abrir seu próprio negócio.  Depois de muita pesquisa, resolveu entrar no ramo de armários de luxo para casa, um nicho de mercado não tão comum na época.

Esther, engenheira química, com 22 anos, topou o desafio.  Largou o emprego na sua área e assumiu a parceria ao lado do marido nessa nova trajetória profissional.

Pioneiros, hoje o casal, considerado um modelo de sucesso, tanto na vida pessoal como profissional, continua unido, feliz e tem dois filhos que os ajudam a manter, renovar e expandir a empresa internacionalmente.   Pitter, 24, e Stefan, que faz 22 daqui a dois dias, também se formaram em engenharia, por conselho e recomendação dos pais, que estão por aqui para vários eventos da Ornare em Miami esta semana.

“Engenharia é uma ferramenta que ensina a pensar de uma maneira mais funcional, mais técnica – problema e solução”, diz Esther.  “Tem um problema, ótimo, você vai e encontra uma solução”.

Esther Schattan na loja de Miami. Foto de Carla Guarilha.

E foi essa forma clara e estruturada de pensar e solucionar problemas que serviu de base para o crescimento da empresa, que abriu sua primeira loja nos Estados Unidos em 2006, no auge da crise econômica.

Vários prédios pararam as construções na época e o setor imobiliário estava completamente paralisado.

“Nós pensamos que íamos fazer prédios inteiros, e naquela ocasião, parou tudo”, diz Esther.

Mas já estavam aqui e não dava para voltar atrás.  “Falamos, ‘bom, se é assim, ‘vamos trabalhar’.  Sempre tem gente que quer ter suas coisas em ordem, sua casa bonita para receber os amigos, e foi o que aconteceu”.

Há seis meses, o showroom se mudou para um novo endereço, também no Design District, um bairro com as melhores lojas de decoração e design de móveis, e a segunda loja nos Estados Unidos será aberta em Dallas, no Texas, no início do ano que vem.

Esther Schattan, entre os irmãos Claudio (dir.), e Olavo Faria (esq.), donos das franquias de Miami e Dallas. Foto de Carla Guarilha.

E não para por ai.

Esther diz que espera levar a Ornare — que além de armários, hoje tem diversas linhas de cozinha, salas de banho, home offices e home theaters — para vários países da América Latina – e abrir cinco lojas nos Estados Unidos nos próximos dois anos.

Ela diz que seu sucesso vem muito de sua filosofia de vida, baseada na “corrente do bem”.  “Uma coisa puxa a outra”.

Assim, a premiada Ornare, através de seus donos, cultiva e aplica valores do bem no dia a dia das operações, sempre buscando novas causas de responsabilidade social e cativando seus funcionários e parceiros, como uma grande família.

Com a equipe do showroom de Miami. Foto de Carla Guarilha.

E como parte desse reconhecimento, a Ornare criou uma premiação especial para os arquitetos que mais vendem seus produtos e, pelo terceiro ano consecutivo, a empresa traz mais de 20 deles para Miami durante Art Basel, uma das mais respeitadas feiras de arte do mundo

Este ano, chegam hoje aqui 28 brasileiros, 25 vem do Brasil e três de Dallas.  Eles estão hospedados, com tudo pago, no One Bal Harbour, um dos hotéis mais badalados atualmente, e são convidados especiais de várias atividades VIP numa das semanas mais movimentadas da cidade, com muita festa e muitos eventos.

“Uma coisa é vir para Miami como qualquer mortal – todo mundo pode vir para Miami”, diz Esther.  “Mas vir com essa honra, homenagem, com esse reconhecimento, é outra historia”.

E é com esse espírito de reconhecimento e de parceria que Esther e Murillo, e agora os filhos, lideram a empresa.

No modelo de cozinha, logo na entrada da Ornare em Miami. Foto de Carla Guarilha.

A Ornare, que trabalha com várias ONGs, este ano está oferecendo também esta semana um coquetel na quinta-feira para lançar o segundo Gala-Miami da BrazilFoundation, uma grande ONG de Nova York que arrecada fundos nos Estados Unidos para ajudar diferentes projetos de ONGs no Brasil.  O evento, tradicional e badaladíssimo em NY, fez grande sucesso no seu debut em Miami este ano e para o próximo, em março de 2013, vai contar com o novo apoio da Ornare.

“BrazilFoundation é nossa homenageada e queremos divulgá-la”, diz Esther.  “Nossa educação é voltada a ajudar o próximo.  Desde que a gente nasce, a gente sabe que isso faz parte da nossa vida.  A BrazilFoundation agora entrou na lista”.

Esther diz que o mundo hoje está muito diferente de quando se casou e abriu a primeira loja da Ornare há 26 anos.  Mas o segredo, tanto no casamento como na empresa, é simples: a renovação constante e o amor ao próximo.

“A essência é essa: amor, confiança, fidelidade e lealdade”, diz, se referindo não só ao marido, mas também a seus clientes e funcionários.

“Queria que a empresa fosse eleita a melhor empresa para se trabalhar.  Que todo mundo fosse muito feliz e orgulhoso de estar com a gente”, diz.  “Esse é meu sonho.  Trabalhamos para isso”.

No vídeo, Esther conta, em poucas palavras, o segredo de 26 anos de sucesso no casamento e nos negócios:

Esther Schattan revela aqui o segredo do sucesso da Ornare e deixa um conselho para casais que trabalham juntos. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 27 de novembro de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Entrevistas, Miami | 10:07

Brasileira faz sucesso nos Estados Unidos em “reality” que inspirou o programa Mulheres Ricas.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Aos 7 anos, Adriana de Moura frequentava um conservatório de piano em Campinas, onde cresceu, e passava as férias em Araraquara com papel, pincel e tinta nas mãos, ao lado da avó paterna, dona Elisa, artista plástica.

“Minha avó era uma mulher muito especial, com muita bagagem, muita cultura e  sempre me influenciou”, diz a curadora e marchand brasileira, que hoje vive um papel público quase oposto da mulher intelectual, caseira e tímida que é.

Com seu cachorro -- e a escultura dele -- na sala de sua casa em Miami Beach. Foto de Carla Guarilha.

Desde o ano passado, quando foi escolhida como uma das personagens do “The Real Housewives of Miami” – que inspirou aí no Brasil o programa “Mulheres Ricas” – sua vida e imagem se transformaram também.

A Bravo, o canal de TV da rede NBC que exibe o reality, classificou Adriana de Moura, como “Brazilian bombshell”, a explosiva e devastadora dona de casa, que amanhã lança seu single, “Feel the Rush”, a música que é tema da nova temporada do programa.

Ela vai se apresentar para 2 mil pessoas pela primeira vez,  ao vivo, no Mansion, um dos mais badalados clubes em South Beach.

“Não perco oportunidades”, diz.  “Pela publicidade desse show e exposição que estou tendo, tenho meus 15 minutos de fama que estou tentando transformar em 45”, brinca.

Adriana, em sua casa, com óculos de sol de uma linha que desenvolveu chamada Adri O, inspirada na ex-primeira dama americana Jacqueline Kennedy, também conhecida como Jackie O. Foto de Carla Guarilha.

Mas sua essência está em um outro evento, que está promovendo hoje à noite: uma vernissage da artista plástica Carmem Gusmão (entrevistada recentemente nessa coluna.)

“O papel da arte é de desafiar, abrir os horizontes e trazer aquela emoção que está guardada dentro de você”, diz.  “Os grandes artistas sempre tiveram um aspecto sociopolítico por trás das obras deles”.

Adriana tenta sempre apoiar artistas brasileiros.  “Gosto de mostrar ao mundo que somos mais do que samba e futebol”, diz, com orgulho.  “A Carmem [Gusmão], por exemplo, é uma guerreira que merece a visibilidade, que acho que posso trazer para ela”.

Adriana diz que a arte preenche sua alma e lembra que uma das mais importantes  lições que aprendeu com sua avó foi que as necessidades da alma são maiores do que as materiais.

“A fama é um meio.  Não um fim”, diz a curadora-cantora-atriz, que se auto denomina como “camaleoa”.

No porta-retrato, na sua sala, Adriana com Barack Obama, num jantar em Miami há quatro anos para arrecadar fundos para sua primeira campanha presidencial.

Mas é seu papel de mãe que supera todos os demais.

“No minuto que você põe uma criança no mundo, sua função número um deve ser fazer desse ser humano o melhor que ele pode ser”, diz.

Seu filho Alexandre hoje está com 12 anos e, como Adriana, é apaixonado pela musicalidade.  Frequenta duas vezes por semana o programa preparatório da faculdade de música da Universidade de Miami, Frost School of Music, para jovens pré-universitários.

Depois que Adriana se formou em letras e linguística pela PUC de Campinas, ela passou uns meses estudando arte na Sorbonne, na França, depois na Itália e acabou no Texas, nos Estados Unidos, onde conheceu o pai do seu filho.  Moraram em Dallas alguns anos até que o casamento começou a balançar.

Adriana buscava novos desafios e uma nova vida.  Resolveu, então, estudar Direito Internacional e Arte e foi aceita em quatro faculdades, inclusive a Universidade de Miami.

Para evitar maiores problemas conjugais, apesar de divorciados, o casal permaneceu morando junto e se mudou para Miami, na badalada e exclusiva ilha de Fisher Island.  Ali Adriana abriu sua primeira galeria de arte. Mas a situação entre o casal só piorava e acabaram se separando definitivamente.

Sua prioridade absoluta passou a ser os cuidados com seu filho.

Ao lado do porta-retrato do seu filho, Alexandre. Foto de Carla Guarilha.

“Você tem que prover não só as coisas materiais, como casa, comida e uma educação, mas também harmonia, amor e passar aquele senso de segurança, de amor próprio para aquela criança”, diz.  “Ser mãe e ser brasileira é, ‘levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima’. Acho que essa é uma das coisas que a mulher brasileira tem: muita garra”.

E com essa garra, Adriana foi construindo e reconstruindo sua vida, sozinha.

“Quero ser lembrada pelo meu filho como uma mulher intelectual,  que luta, que almeja, mais do que tudo, uma presença, como brasileira, como uma pessoa culta e centrada”, diz.  “Meu propósito final é me realizar como uma mulher de negócios, ter minha independência financeira completa, proporcionar uma educação de altíssimo nível para o meu filho, mas como minha avó já tinha me dito, lembrando sempre que as nossas necessidades interiores, espirituais são bem mais poderosas e muito mais demandantes do que os bens materiais”.

Seu sonho em 20 anos? Fazer doutorado em linguística.

“No mundo perfeito, estaria voltando para quem realmente sou: amante da arte e linguística.  Gostaria de terminar meus dias como professora universitária, lendo, estudando, discutindo com os alunos”, diz.  “Eu adoro tudo que tem relação com a educação.  Eu poderia ser uma eterna estudante”.

Sua mensagem?

“Acho que no fim, se você é verdadeiro, consegue sonhar e realizar, mas o sonho vem primeiro”.

No vídeo, Adriana de Moura compartilha o segredo do seu sucesso:

O segredo do sucesso de Adriana de Moura, apelidada de “Brazilian bombshell” no “reality” Real Housewives of Miami, é garra. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 20 de novembro de 2012 Decoração, Direto de Miami, Entrevistas, Imóveis, Miami | 10:27

Arquiteto brasileiro “faz a América”: da capital americana à capital latina nos EUA

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

“Audacioso” é como o arquiteto Marco Aurélio Gonçalves descreve sua trajetória profissional.  Mas sua postura não tem um pingo de petulância.  Pelo contrário.  De forma um pouco tímida, e com enorme humildade, ele encara os projetos com “Impulso da alma para atos difíceis ou perigosos”, uma das definições precisas do termo audácia em dicionários.

Marco abraça cada projeto como se fosse o único e o ultimo.  E foi assim com essa garra, que o carioca vem conquistando a América — primeiro a capital dos Estados Unidos, onde tem uma empresa de arquitetura e decoração — e agora a capital da América Latina nos Estados Unidos, que é como muitos se referem a Miami.

“Às  vezes, quando olho para trás, me vejo como muito audacioso, e penso, como é que fiz isso?  Mas no final acaba dando certo”, diz o arquiteto, que como um desbravador, tem como meta agora abrir novos caminhos na Flórida.  “Sempre tive esse sonho de vir para Miami”.

Marco, na frente de um de seus novos projetos em Miami. Foto de Carla Guarilha.

Ele chegou a fazer alguns projetos aqui em 2005 e 2006, mas acabou voltando para Washington para atender outros clientes na época e ficou por lá — até agora.

Em 2013, ele diz que vai ficar na ponte-aérea Washington-Miami.

“Me sinto agora mais estruturado profissionalmente”, diz Marco, que hoje tem um showroom em Alexandria, uma cidade do estado de Virginia, considerada parte da Grande Washington, onde sua empresa EuroDesign Solutions atende grandes nomes da elite americana, como Louis Hughes, ex-presidente da Lockheed Martin e da General Motors, que está reformando um apartamento de luxo na Ave. Massachusetts, numa área nobre da capital americana.

“Decidimos continuar trabalhando em D.C., mas abrir também o caminho em Miami, onde achamos que tem um público que se assemelha muito com nosso trabalho.  Achamos que vai haver um bom reconhecimento”.

E assim tem sido a história de sua vida: primeiro o desejo depois a meta, o desafio e a realização – e entre cada etapa, um obstáculo, que como numa concepção arquitetônica, pode apenas atrasar um pouco o projeto, mas no fim, todos seus passos acabam sempre em grandes conquistas sustentáveis, como pilares numa construção.

Foto de Carla Guarilha

E é assim também que ele começa seu processo de criação: como um desejo, quase irracional, de achar soluções para o estilo de vida do cliente.  “Tenho muito forte essa vontade de consertar, achar soluções para os problemas”, diz o arquiteto, que às vezes se posiciona quase como um psicólogo.   “Primeiro, tenho que entender qual o problema, o que a pessoa quer.  Acho que isso faz a diferença.  Enquanto não encontro aquela solução, não tenho paz”.

Marco cresceu no subúrbio do Rio de Janeiro, filho mais velho de quatro irmãos.  Sua mãe, dona Vera, era dona de casa, costureira de mão cheia, foi dona de alguns comércios e uma pequena confecção no Rio.  Seu pai, Seu João, era funcionário público, motorista de ônibus, e, nas horas extras, de taxi.  Marco lembra do pai estudando à noite para completar o segundo-grau.

E esse espírito de luta e empreendedorismo sempre fez parte da família Gonçalves.

“Não existia na minha cabeça a opção de não estudar”, diz ele, que desde cedo sabia que queria cursar uma faculdade.

Passou no vestibular e entrou na Universidade Gama Filho.

“Na época era completamente fora da nossa realidade”, conta.  “A mensalidade era muito cara”.

Mas Marco vive sua vida como o arquiteto audacioso que é: sempre em busca de soluções para projetos que cria – às vezes projetos no ramo profissional e, muitas outras vezes, na vida.

Marco no showroom da EuroDesign Solutions, na Grande Washington. Cortesia: Marco Gonçalves.

Conseguiu uma bolsa de estudos integral e crédito educativo.

“Era bem sacrificado”, diz. “Tinha dias que pegava mais de 10 ônibus”.

Ele trabalhava na administração de uma cervejaria e nos dois dias de folga que tinha na semana frequentava a universidade.  Tinha aula das 7h30 às 22h.

Nisso, pouco antes de entrar na faculdade, seus pais haviam se separado, e Seu João resolveu recomeçar a vida em Washington.  De subemprego, como muitos brasileiros que vem “fazer América”,  ele foi crescendo e logo abriu uma empresa de jardinagem, que tem até hoje, e aos poucos foi trazendo todos os filhos, um por um.

Marco resolveu trancar matricula em 1994 e veio passar uns tempos nos Estados Unidos com o pai.  Ficou seis meses, mas decidiu voltar para completar a faculdade. Três anos depois se formou e foi um dos poucos alunos na época a conseguir trabalho no ramo de arquitetura.  Mas não fazia projetos, que é sua maior vocação e paixão.  Por isso, pediu demissão e começou a correr atrás de seus próprios clientes.

Estava fazendo alguns projetos em parceria com colegas quando, em 1999, resolveu voltar a Washington em busca de novos desafios.

Lá, concorreu a uma vaga de arquitetura numa firma local e chegou a finalista, mas na última hora, perdeu.

Começou a trabalhar como entregador de pizza e garçom até que, um dia, uma festa que fez numa boate foi um sucesso tão grande que, naquele momento, Marco passou a ficar conhecido como “o promoter” brasileiro da cidade.  Logo abriu a Brazilian Night Entertainment, que chegou a promover festas para até 2 mil pessoas num dos maiores “night clubs” de Washington.

Foto de Carla Guarilha.

“Eu decidi, na época, que não iria mais tentar arrumar emprego como arquiteto.  Iria ganhar a vida e dinheiro e desenvolver meu lado de arquiteto fazendo casas para mim”, diz.  “Mas de uma certa forma, usava meu talento como arquiteto para promover eventos, da iluminação à decoração”.

Mas, novamente, apesar de Marco tentar se afastar da arquitetura, ela nunca desistiu dele.

Ele voltou a fazer um projeto aqui, outro ali, e aos poucos foi reconstruindo os pilares de sua vida.

“Acho que a arquitetura é algo que está dentro de mim.  Tenho certeza  que eu nasci para ser arquiteto”, diz, com humildade mas determinação.  “Eu deveria ter saído do Brasil consciente de que seria um percurso duro, que demoraria muito.  Por algum motivo, eu talvez subestimei”.

Mas nunca desistiu, e essa é a lição que deixa para jovens arquitetos:

“Se você acredita que tem talento, sabe que tem talento, estude, tente, não se derrote com barreiras, crie forças e crie uma meta,” diz.  “Acredite no seu potencial”.

No vídeo, Marco conta, em poucas palavras, o segredo do seu sucesso:

Arquiteto brasileiro “faz a América”: De Washington a Miami. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 13 de novembro de 2012 Arte & Cultura, Miami | 10:19

Brasileira guarda segredos por trás das telas: uma arte voltada para o bem.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Carmem Gusmão começou a pintar com 5 anos e, com 13, já fazia sua primeira exposição.

Mas seu sucesso não vem só de seu talento.  Vem mais da essência, de tudo que está por trás das telas, o que corresponde exatamente a cada momento e fase de sua vida.

Cada tom de cor de uma pincelada é resultado de muita leitura, pesquisa, pensamentos, palavras e, claro, sentimentos.  Mas bem lá no fundo é sua razão, às vezes até inconsciente, que acaba determinando o impacto final de suas obras.

“Quando tenho uma tela branca na frente, eu começo a escrever várias coisas que queria falar e por algum motivo não falei, não tive vontade de falar ou não consegui falar”, diz a artista-poeta-escritora.  “Nunca ninguém viu e nunca ninguém vai ver, mas eu sei que está ali.  Em um milhão de anos, se resolverem raspar, vai ter muita coisa escrita”.

Seu processo de criação é constante. Foto de Carla Guarilha.

E em poucos dias, algumas dessas telas estarão sendo exibidas numa mostra paralela à Art Basel, a grande feira de arte anual em Miami.

Carmem é um dos  sete brasileiros que vem expor na Artexpo Miami + Miami SOLO 2012, trazidos pela “B Licenças Poéticas”, de Bia Duarte. Hoje, um coquetel de “bota-fora” reúne, em São Paulo, os artistas que participarão da exposição em Miami nos dias 5 a 9 de dezembro.

Além de Carmem, vem para os três estandes da “B Licenças Poéticas”: Anna Guerra, Daniel Azulay, Martin Gurfen, Eduardo Kobra, Alessandro Jordão e Federico Guerreros.

"The art to see beyond the normal range of sensorial perception" é uma das obras que vai entrar na exposição Artexpo Miami Solo "Basel". Foto: Cortesia Carmem Gusmão.

“Miami inspira arte”, diz Carmem, que mora aqui há quatro anos.  “É bacana participar da semana de Art Basel com uma pessoa como a Bia.  O escritório “B Licenças Poéticas” é fantástico.  Acho que é um trabalho muito sério e, de uma certa forma, você está representando o Brasil, mostrando o que a gente tem de bom”.

Ainda no final deste mês, Carmem inaugura também em Miami uma exposição solo, que tem um significado muito especial para a artista plástica.

Em julho, Carmem perdeu seu pai, que sempre foi sua maior influência emocional e intelectual. “Acho que foi o ano mais difícil da minha vida”, diz ela.  “Meu pai foi quem me inspirou, me ensinou e me apoiou.  De repente, ele foi arrancado de minha vida”.

E nesse período de sofrimento, tristeza e luto, Carmem passou refletindo através das tintas e palavras que colocava por trás de uma tela, que batizou de “July 12”, 12 de julho, o dia que seu pai faleceu.

"July 12". Cortesia: Carmem Gusmão.

“Na hora que terminei, falei, agora estou pronta.  Vamos embora, né? pai.  Você deve estar num lugar bom, bacana”.

Logo depois veio uma boa notícia e nascia o seu neto, Pedro, no dia 30 de outubro. “É o ciclo da vida“’ diz.  “Essa exposição encerra um ciclo”.

Entre as 15 obras que fazem parte da exposição “The art to see beyond the imagination”  (“A Arte de ver além da imaginação”) no dia 27 de novembro na galeria Markowicz Fine Art está o quadro “July 12”.

Mas durante seus 37 anos de criação e inspiração, sua arte nem sempre, ou melhor, quase nunca, refletiu uma mensagem de âmbito tão pessoal.   São causas sociais que mais lhe atraem.

Sua obra vem de uma influência regional muito forte de Minas Gerais, onde nasceu, e da Amazônia, onde cresceu depois dos 12 anos, quando seu pai comprou uma fazenda e a família se mudou para Belém, onde ela passou grande parte de sua vida.

Carmem Gusmão no seu "loft" e estúdio em Miami. Foto de Carla Guarilha.

Suas ideias surgem como uma luz e ela as abraça e se dedica inteira e profundamente, como fez há mais de uma década quando conviveu intimamente com os Kayapós para conhecer e divulgar a cultura desses índios da Amazônia.

E assim, sua obra transmite com clareza, de forma sútil, porém firme mensagens que se codificam visualmente, muitas vezes, em forma de símbolos da psicologia, que é sua formação universitária.

“Acho que não teria o trabalho que eu tenho se não tivesse estudado psicologia. A arte tem que ser muito mais do que um trabalho lindo e maravilhoso que vai ficar enfeitando uma casa”, diz ela.  “A arte tem que fazer pensar”.

E com essa meta de educar e transformar, Carmem usa sua arte como instrumento do bem, que nem ela, às vezes, sabe como começou e, muito menos, como conseguiu acabar.

“Tem obra que eu termino e tenho que ajoelhar no chão e falar, ‘Deus, obrigada’.  Nem eu sei como eu fiz aquilo”, conta.  “Eu falo, ‘como é que isso chegou pra mim?’.  Tem dias que tento fazer a mesma coisa e não vem de jeito nenhum.  Pintar é visceral”.

Rodeada de sua arte e seus livros. Foto de Carla Guarilha.

E é essa essência do ser humano, na sua forma mais pura, que mais lhe fascina.

“Acredito em tudo que se posiciona na minha frente, mas em primeiro lugar, acredito no ser humano e na bondade que você tem que ter dentro de você”, diz ela.  “Não adianta nada você praticar mil religiões.  Sua religião tem que ser a bondade e a verdade”.

Para conhecer mais o trabalho de Carmem Gusmão, visite seu website.

No vídeo, ela resume o segredo de seu sucesso em uma palavra: verdade.  Confira.

Artista plástica Carmem Gusmão usa uma palavra para definir o segredo de seu sucesso: a verdade. from Chris Delboni on Vimeo.

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