Publicidade

Posts com a Tag Saude

terça-feira, 9 de abril de 2013 Alimentação, Medicina, Miami, Saude | 09:20

Médica brasileira traz modelo pioneiro de Harvard para Miami

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Fotos de Carla Guarilha

Filha e neta de farmacêuticos, Debora Duro cresceu em São Jerônimo, no Rio Grande do Sul, rodeada por maletas médicas, agulhas e medicamentos.  Ela se lembra com 4 ou 5 anos de idade andando pelo hospital com seu pai, que levava o sangue que ele tirava dos pacientes na sua farmácia.

“Eu me lembro das pessoas atrás da minha casa batendo na porta, de madrugada, pedindo remédio, pedindo ajuda do que fazer para cada situação que estavam passando, uma dor, uma infecção”, diz Debora.  “Para mim o cheiro do hospital, estar dentro do hospital, me traz paz –  talvez porque eu possa ajudar a tirar aquela agonia que está ali dentro”.

E foi com essa missão que a Dra. Debora Duro chegou nos Estados Unidos em 1997, recém formada em medicina pela PUC de Porto Alegre, a mesma missão que hoje ela traz para Miami, onde acaba de abrir seu novo instituto que vai transformar o conceito da gastroenterologia pediátrica aqui.

Dra. Debora Duro em uma de suas salas de consulta no "iCan". Foto de Carla Guarilha.

Depois de uma vasta experiência em grandes hospitais pediátricos, como o Miami Children’s Hospital e o Boston Children’s Hospital, a gastro-pediatra inaugurou há poucos dias o “iCan” em Weston, no condado de Broward, a cerca de meia hora de Miami.

O nome Institute for Children’s Advanced Nutrition & Gastroenterology – ou Instituto Avançado de Nutrição e Gastroenterologia para Crianças, em português – vem do slogan de campanha do Presidente Barack Obama, “Yes, We Can” (Sim, podemos).

Dra. Debora tem na estante do seu consultório uma foto com Presidente Obama, inspiração para o logo de seu instituto. Foto de Carla Guarilha.

O logo foi uma inspiração da própria Dra. Debora como símbolo de toda sua vida e do que ela quer que seus pacientes acreditem sempre: que podem, sim, melhorar sua condição de saúde, perder peso, se alimentar bem.  O sentimento “eu posso”, diz ela, traz nele uma confiança interna que faz a diferença em qualquer tratamento.

E o “iCan” traz para Miami não só o sentido de que querer é poder mas também uma medicina multidisciplinar que facilita o sucesso do processo médico e recuperação.

É um conceito que a Dra. Debora aprendeu nos seus anos de especialização pós residência no hospital pediátrico da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, em Boston, uma das mais respeitadas universidades do mundo.

“O “iCan” é um instituto onde eu quero que várias disciplinas – médico, psicólogo,  nutricionista, enfermeiro e eventualmente até um assistente social – possa ver o paciente no mesmo centro, é uma visita integrada onde exista uma comunicação entre a equipe que está cuidando dessa criança”.

"iCan" é o simbolo do modelo de saúde integrada que a Dra. Debora traz para Miami. Na sala de espera do consultório. Foto de Carla Guarilha.

Seu objetivo é integrar essas disciplinas médicas para poder avaliar o paciente como um todo, levando em conta todos os aspectos do seu bem estar, e assim atender e cuidar desse paciente em um só lugar, na sua clínica, “iCan”, que em 10 meses estará expandindo para Coral Gables.  Até dezembro, Debora não pode atuar no condado de Miami-Dade devido a uma clausula geográfica de contrato com a Universidade de Miami, onde ela criou e dirigiu até meados do ano passado um programa pioneiro no Sul da Florida de reabilitação intestinal avançada.

O programa foi um sucesso mas não tinha espaço para crescer como ela gostaria.  Aí, resolveu sair para construir algo maior.  E por 18 meses não poderia trabalhar dentro de cerca de 25 km da Universidade de Miami.

Mas como tudo em sua vida, os obstáculos foram seus maiores trunfos profissionais.

“Adoro o desafio e competir comigo mesma”, diz.  “Acho que sou minha maior competidora”.

O diploma da Harvard na parede atrás de sua escrivaninha representa apenas uma de muitas conquistas que levaram ao "iCan". Foto de Carla Guarilha.

E assim, cada “não” que a vida lhe deu, ela transformou em um “sim” – “yes, I can”, “sim, eu posso!”.  Cada desafio virou uma oportunidade.

Aos 13 anos, quando todos os colegas seguiam para estudar em Porto Alegre, ela ia para um colégio interno.  Mas foi lá que aprendeu disciplina.  Aos 17, não passou no vestibular, foi estudar francês em Paris e assim que voltou entrou na faculdade de medicina.  Quando se formou e veio para Miami com bolsa de pesquisadora em nutrição pediátrica, não passou de primeira em uma etapa das provas para se credenciar como médica nos Estados Unidos, e isso a levou a um mestrado em nutrição, e foi esse mestrado que lhe abriu as portas para os melhores hospitais para fazer sua residência aqui e as melhores faculdades para uma especialização, como fez na Harvard.  E foi lá que ela ganhou conhecimento e grande “know-how” do modelo multidisciplinar na gastroenterologia pediátrica que hoje traz para Miami.

“Acho que o “iCan” vem disso”, diz ela.  “Uma porta se fecha desse lado, e outras portas se abrem”.

E a cada porta que se abriu, Debora entrou.

Ela fez mestrado em nutrição na Florida International University, onde hoje mantém um de seus cargos acadêmicos, como professora de pediatria clinica da mais nova faculdade de medicina da Flórida que forma sua primeira turma este ano.  E este é um dos muitos títulos ainda ativos em sua carreira, entre tantos outros, como professora da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, onde ela passa alguns dias por mês orientando na gastropediatria, e instrutora de pediatria da Faculdade de Medicina da Harvard, que foi, de fato, onde ela adquiriu os requisitos necessários para criar e implantar em Miami de forma inovadora o “iCan”, seu novo instituto, e ideia incubada dentro dela desde sua adolescência.

Seu grande guia foi — e continua sendo —  sua avó paterna, dona Ceci Duro, hoje falecida.

Dona Ceci, espírita, que faz aniversário no mesmo dia da Debora, em 20 de maio, dizia que sua neta iria um dia construir um “instituto”.

“Minha avó me inspirou tanto na vida.  Era uma pessoa brilhante, presidente de centro espírita no Brasil, uma pessoa iluminada, com muita energia boa para passar para as pessoas”, diz Debora.  “Ela sempre dizia que me via montando um instituto que iria abranger e ajudar muita gente”.

Na entrada do complexo médico em Weston, onde fica o primeiro "iCan" nos Estados Unidos. Em janeiro de 2014, o Instituto deve expandir para Coral Gables, no condado de Miami-Dade. Foto de Carla Guarilha.

Além da avó, sua mentora espiritual, sua grande mentora profissional é a médica brasileira Dra. Themis Reverbel da Silveira, que no inicio deste mês assumiu a direção médica do Hospital da Criança Santo Antônio da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde, por mais uma coincidência do destino, Dra. Debora vem fazendo consultoria e formando uma parceria já há algum tempo.

“A vida é inesperada.  Por mais que a gente planeje, está tudo planejado.  Eu nunca pensei muito para onde a vida ia me levar”, diz ela, refletindo sob tantos ciclos que se abriram e se fecharam nos seus 41 anos.  “Mas se perguntar, hoje o ‘iCan’ é um sonho vindo desde a época que minha avó falava do meu futuro instituto.  É como que uma obra de arte.  Com a minha experiência, estou pintando-o, mas não sei como vai ser.  Tenho uma ideia que quero fazer muita coisa boa e poder ajudar muito crianças e adultos desta maneira, mas acho que ele é um sonho até muito maior do que eu”.

No vídeo, Dra. Debora Duro revela o segredo de seu sucesso e deixa uma grande lição de vida:

Dra. Debora Duro revela aqui o segredo de seu sucesso: tolerância, fé e otimismo. “Fracasso não é uma opção”, diz ela. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 26 de março de 2013 Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Saude | 09:24

Famosos velejadores brasileiros revelam seu “pequeno segredo” agora em Miami

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Nos anos 80, Heloisa Schurmann enfrentou 10 anos no mar, dando a volta ao mundo num veleiro com o marido e três filhos pequenos, de 7, 10 e 15 anos.  Mas nenhum temporal assustou-a tanto quanto a tempestade pessoal que viveu em 2006 quando perdeu sua filha adotiva, Katherine.

Kat nasceu com o vírus HIV e morreu de uma parada cardíaca, aos 13 anos, por complicações da doença.

Mas foi sua vida, 10 anos ao lado da família Schurmann, que mudou o percurso do vento espiritual de Heloisa, a matriarca dos velejadores brasileiros, apelidada carinhosamente de “formiga atômica”.

“Minha irmã diz assim, ‘você conseguiu dar a volta ao mundo, e o que mais te tirou o tapete de baixo é que você não conseguiu com que a Kat vivesse’.  E isso realmente é uma coisa que aprendi”, diz ela.  “Você não tem o controle do seu destino”.

David Schurmann (esq.), Eddie, padrasto de Heloisa, que mora em Miami e fez 90 anos no domingo, Heloisa e Wilhelm, o caçula da família. Foto de Carla Guarilha.

E agora, é essa lição de desapego afetivo e tolerância que a navegadora e escritora está levando ao mundo com seu novo livro, “Pequeno Segredo: A lição de vida de Kat para a família Schurmann”, publicado no Brasil e semana passada lançado na galeria do artista Romero Britto em Miami, a primeira noite de autografo fora do país e onde ela viveu intensos momentos com sua filha.

Na noite de autógrafo em Miami. Foto de Carla Guarilha.

“Miami era o centro de tratamento dela”, diz Heloisa, que se lembra como se fosse ontem cada ajuste dos remédios, os famosos “coquetéis da AIDS”.

Ela conta que uma vez Kat começou a vomitar em plena I-95, uma via rápida aqui.  Heloisa foi acalmando-a com palavras de carinho e compreensão até conseguir parar o carro num posto de gasolina para abraça-la e limpar o automóvel.

“Ela ficava bem seis meses, um ano, e começava a baixar a imunidade e tinha que trocar de remédio”, diz Heloisa, que manteve o segredo de Kat guardado a sete chaves até pouco antes dela falecer, com o intuito de protege-la contra preconceitos em relação a AIDS.

A direção de uma escola uma vez deixou claro que se a condição de Katherine chegasse ao ouvido de pais e houvesse alguma reclamação, a menina teria que parar de frequentar as aulas imediatamente.

Quando Kat finalmente soube da verdadeira razão porque se sentia às vezes enfraquecida e tinha que tomar tantas “vitaminas”, ela disse que aos 14 anos queria contar para o mundo que era soropositiva e poder fazer a diferença com sua historia.

“Eu dizia, ‘vai ser uma barra’.  E ela falava, ‘não faz mal.  Eu já aprendi  a viver com a barra’”, diz Heloisa.

Heloisa, na casa de Eddie, em Miami, mostra com orgulho a capa do livro. Seu pai biológico morreu quando ela tinha 4 anos. Foto de Carla Guarilha.

E assim Kat foi mantendo um diário, que hoje faz parte desse livro, dessa historia que ela nunca pode contar, mas que se tornou uma missão para sua madrasta, que ela chamava de “mommy”, seu padrasto, Vilfredo, que era o “daddy”, e os três irmãos, Pierre, Wilhelm e David, diretor de cinema que está trabalhando no seu primeiro filme de ficção que deve ser lançado no próximo ano e também vai contar uma historia semelhante: de uma menina portadora do vírus HIV que transformou a vida de uma família brasileira.

Na primeira expedição ao mundo da família Schurmann, David tinha 10 anos.  Com 13, já filmava, e com 16 começou a trabalhar no ramo.  Durante a viagem, ele decidiu ficar em terra para cursar uma faculdade de cinema na Nova Zelândia, onde a família conheceu os pais de Kat.

Foi a bandeira do Brasil no barco dos Shurmann que aproximou as famílias.

Robert, neozelandês, também um velejador assíduo, havia se apaixonado por Jeanne no Brasil.  Mas antes de se casarem, ela foi atropelada e, numa transfusão de sangue, adquiriu o vírus HIV, que sem saber, transmitiu ao marido e filha.

Após a morte de Jeanne, Roberto procurou os brasileiros e acabou contando a historia, e deixando Kat nas mãos dos amigos, antes dele morrer.

O filme Pequeno Segredo vai contar a historia desses encontros e fatalidades, mas em forma de ficção.  O roteiro é de Marcos Bernstein, roteirista de “Central do Brasil” e “Chico Xavier”.

"Formiga atômica" com seu filho cineasta: admiração e respeito no olhar. Foto de Carla Guarilha.

O cineasta, hoje com 38 anos, diz que o filme não é um “melodrama” e vai deixar uma sensação positiva no fim.

“É triste mas você sai querendo valorizar mais sua vida”, diz ele.  “Não é quanto tempo você tem de vida, mas o que você faz com ela que conta.  Fica a dor, a tristeza, mas a vida continua.  O sol vai nascer e o vento vai soprar”.

E é justamente esse sentido de desapego emocional que se tornou a maior lição de vida que Kat deixou para Heloisa.

“A passagem da Kat para outro mundo me ensinou que a vida é um desapego muito grande”, diz Heloisa, que demorou seis anos para conseguir colocar em palavras esse sentimento tão profundo.

“A Kat apareceu na nossa vida e realmente foi um presente.  Ela acendeu uma luz”, diz Heloisa, que adotou a menina em 1995, quando ela tinha 3 anos.  “Ela me ensinou a lição do amor incondicional. Independentemente de quem você é, de como você é, você aceita aquela pessoa no seu coração”.

Velejar é sua vida.  Foto de Carla Guarilha.

E essa lição se tornou sua missão hoje em dia, uma missão adotada por todos os membros dessa família de navegadores brasileiros, que saem em novembro numa nova volta ao mundo no que estão chamando de Expedição Oriente.  Eles saem de Itajaí em Santa Catarina e devem ficar no mar dois anos.

Nova Zelândia, mais uma vez, faz parte do trajeto.

As vendas do livro em Miami vão beneficiar a entidade de caridade “Natal de Renata” em Pernambuco e o Instituto Kat Schurmann em Santa Catarina.

Para saber mais sobre as aventuras da família Schurmann, visite: http://www.schurmann.com.br.

No vídeo, Heloisa Schurmann revela o segredo do seu sucesso.

Velejadora e escritora Heloisa Schurmann lança livro em Miami. Ela conta aqui o segredo de seu sucesso. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 5 de março de 2013 Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Saude | 11:02

Trabalho de brasileiro em Miami salva vidas de crianças no mundo

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Leucemia e linfoma são dois fantasmas da medicina que aterrorizam pais no mundo inteiro, que temem pela saúde de seus filhos, vulneráveis a esses tipos de câncer no sangue, muitas vezes curáveis apenas através de um transplante de medula óssea.

O problema é que nem sempre se encontra um doador compatível em tempo.

Esse foi o caso de Icla da Silva, uma brasileira de Maceió, que faleceu com leucemia, aos 13 anos, em 1992, em Nova York, onde buscava um doador.

Nunca encontrou, mas partiu, deixando uma missão, que hoje faz parte da vida de Carlos Wesley, representante em Miami da Fundação Icla da Silva, atualmente o maior centro de recrutamento do registro nacional de doadores de medula óssea nos Estados Unidos, conhecido como “Be the Match” (“seja compatível”).

A Fundação, baseada em Nova York, completa 21 anos em 2013.  E há cinco, conquistou o coração e dedicação do jornalista carioca, casado há 20 anos e pai de duas crianças saudáveis, Bruno, hoje com 15 anos, e Carolina com 8.

Logo que chegou na Flórida, estava em um evento, e conheceu Airam da Silva, irmão de Icla, que hoje dirige a entidade com o nome de sua irmã.

Wesley escreveu uma matéria sobre o assunto e uma família de Dallas, no Texas, leu e entrou em contato com a Fundação.

Carlos Wesley, em sua casa, em Miami, sempre sorridente -- e trabalhando, constantemente em busca de doadores de medula óssea. Um caso de compatibilidade é o suficiente para salvar uma vida, diz ele. Foto de Carla Guarilha.

O menino que precisava do transplante tinha 6 anos e se chamava Bruno.

“O mesmo nome do meu filho”, diz Wesley.  “Eu realmente me envolvi e fiquei muito impressionado com o trabalho da Fundação desde o primeiro momento que conheci o presidente [Airam da Silva] e o trabalho que realizam”.

A Fundação Icla da Silva conseguiu 40 mil doadores nos Estados Unidos no ano passado, e muitos vieram através do empenho de Wesley, que mantém uma presença ativa na comunidade brasileira do Sul da Flórida e acaba de mandar 88 novos formulários preenchidos durante uma campanha recente no consulado do Brasil em Miami.

Na mesa, já prontos os envelopes para ele colocar no correio com formulários de novos doadores. Foto de Carla Guarilha.

“O consulado em Miami tem sido um grande parceiro da Fundação”, diz Wesley. “Através desta aliança com o cônsul-geral , Embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, que sempre abre as portas para realizarmos as campanhas, a gente consegue  encontrar mais brasileiros”.

E são especificamente os brasileiros – e outras minorias étnicas – que Wesley procura diariamente para aumentar as chances de compatibilidade, que depende da genética e raça do indivíduo.

Das 10 milhões de pessoas registradas no banco de doadores aqui nos EUA, oito milhões são americanos caucasianos, diz Wesley.

Isso dificulta as chances de compatibilidade.

“Nós [brasileiros] somos uma mistura de raças.  Somos europeus, africanos, índios, então, para um paciente brasileiro é mais difícil encontrar um doador compatível”, diz.  “Por esse motivo, precisamos registrar mais e mais brasileiros dessas misturas. São vidas que estão sendo salvas, são pessoas que estão tendo essa segunda oportunidade na vida porque conseguem encontrar, dentro do registro de doadores, um doador compatível”.

Wesley manda para a sede da Fundação em NY, em média, de 200 a 250 formulários todo mês.

Ele diz que a satisfação de poder salvar uma vida não tem preço.

“Acho que nosso primeiro trabalho é educar e informar que qualquer pessoa pode fazer a diferença dentro da nossa comunidade, sem pagar nada”, diz.

Wesley mostra como é simples o teste que determina a compatibilidade dos doadores. Foto de Carla Guarilha.

O processo para se tornar doador aqui nos Estados Unidos é simples: preencher um formulário com dados básicos, como endereço e telefone para que o doador possa ser encontrado no caso de compatibilidade, e passar quatro cotonetes na parte interna da bochecha.  Com isso, as informações entram no banco de dados nacional e ficam disponíveis para pacientes no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde a Fundação e seus representantes, como Wesley, também atuam e auxiliam pacientes que necessitam de um transplante de medula óssea com informações, contatos e, principalmente, na busca por doadores compatíveis.

E para Wesley, não há nada melhor do que a sensação de missão cumprida quando um paciente encontra um doador compatível.

“Quando você vê uma mãe e um pai com um filho no leito de um hospital esperando um doador sem poder fazer nada, você coloca seus problemas na perspectiva certa.  A Fundação me dá a oportunidade de agradecer tudo que Deus tem me dado”, diz Wesley, que hoje, aos 47 anos, divide seu tempo entre a Fundação, seu outro trabalho como coordenador de mídia digital da HBO em Miami e sua família.  “Eu tenho que agradecer a Deus diariamente — e eu agradeço diariamente — por tudo que Ele me deu: uma família maravilhosa, filhos saudáveis, meu trabalho e amigos.  Às vezes, a gente chega num hospital para confortar uma família e são eles que nos confortam”.

Para conhecer mais o trabalho da Fundação Icla da Silva, visite o site http://www.icla.org/pt.  Para se tornar um doador, entre em contato com Carlos Wesley pelo e-mail  carlos@icla.org ou telefone (646) 385-0671.

No vídeo, Carlos Wesley revela em menos de 60 segundos o segredo do seu sucesso:

Trabalho do brasileiro Carlos Wesley em Miami salva vidas de crianças no mundo. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 15 de janeiro de 2013 Alimentação, Beleza, Direto de Miami, Saude | 10:19

Curitibana em Miami ensina mulheres no Brasil como ficar em forma para o Carnaval

Compartilhe: Twitter

Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

A curitibana Bárbara Trevizan chegou em Miami com 22 anos e 80 kg.

Sete anos depois, ela hoje pesa 58 kg e ganhou mais um sobrenome, Eckonen, do marido, fisiculturista com corpo perfeito e um dos sócios de uma grande academia em Pompano Beach.

“Mudei meu estilo de vida.  Sou outra pessoa”, diz Bárbara, que no Brasil não fazia nenhum exercício físico.

Bárbara Trevizan Eckonen, hoje "personal trainer", na sua academia. Foto de Carla Guarilha.

Ela cursava faculdade de física e dava aulas particulares.

“Eu era bastante sedentária e estudava muito”, conta.  “Eu adorava, só que o estilo de vida era completamente diferente do que eu tenho agora”.

Hoje, depois de sua “transformação”, ela tem como objetivo ajudar outras mulheres no Brasil a entrar em forma.

Para isso, Bárbara lançou o blog Fitnistas há um ano, e agora faz periodicamente 30 dias de treinamento virtual: o “Projeto Fitnistas”.

O próximo começa hoje.

Por um mês, ela vai postar vídeos diários de receitas saudáveis, 40 minutos de exercício e outras dicas.  A meta é ficar em forma para o Carnaval.

Bárbara treinando com Troy Eckonen, seu marido e mentor, parceiro de academia e de vida. Foto de Carla Guarilha.

Bárbara hoje atende de 30 a 40 clientes fixos todo mês na academia e ajuda mais de 2 mil mulheres que acompanham os exercícios e dieta diariamente durante o Projeto Fitnistas.

Ela diz que seu maior prazer é ver o resultado e o impacto na vida de suas alunas virtuais, desde grávidas às mais idosas.

“Uma aluna mandou a foto dela treinando com sua avó, fazendo exercício de agachamento, e a vovó com roupa de fitness e meia alta, coisa mais linda”, conta.  “Morro de orgulho, fico muito feliz”.

Bárbara diz que o mais importante numa transformação é disciplina alimentar.

“Pode treinar todos os dias, mas se for para casa e comer errado, não vai ter resultado.  Tem que ter a dedicação fora da academia”.

Bárbara hoje faz 45 minutos de exercício seis dias na semana e mantém uma alimentação saudável.

Hoje é fácil, diz ela.  “Eu amo tudo que eu como”.

Bárbara faz 45 minutos de exercício na academia diariamente. Foto de Carla Guarilha.

Mas nem sempre foi assim.

Logo que chegou na casa do atual marido, teve que aprender a conviver com uma comida sem o tempero que estava acostumada.

“Liguei para minha mãe e falei, ‘ele não tem nem sal nem açúcar na casa, o que eu faço’”?

Bárbara brinca que foi criada a base de “frango com polenta”.  Sua família, de origem italiana, é dona de restaurantes no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba.

Ela nunca se interessou pelo ramo culinário, até conhecer Troy Eckonen.

Americano, de Ohio, Troy foi, por muitos anos, chef de cozinha do Morton’s, tradicional steak house nos Estados Unidos, antes de comprar sua primeira academia na Flórida.

Ele começou a frequentar e foi se interessando cada vez mais por exercícios físicos, assim aperfeiçoando sua musculatura e concorrendo em competições de fisiculturismo.

Aos 39 anos, e ainda solteiro, ele conheceu a Bárbara, gordinha na época, e se encantou pelo seu jeito carinhoso — e brasileiro — de ser.  Ela havia trancado a matrícula na faculdade e estava passando seis meses com uma tia aqui.

Bárbara e Troy, na academia. Foto de Carla Guarilha.

A historia deles parece um filme romântico de Hollywood.

Bárbara procurava uma padaria, que ficava em frente a academia do Troy, quando ele a viu – e a descobriu.  Como ela não falava inglês, ele correu dentro da academia e pediu que um brasileiro saísse para ajudar na tradução.  Convidou-a para frequentar sua academia.  Ela disse que não tinha interesse, mas se tivesse trabalho, ficaria.  Pouco tempo depois, ele ligou e disse que precisava de uma recepcionista.  Mesmo sem falar inglês, ele a contratou, e aos poucos, foi treinando-a no trabalho e cativando seu interesse na forma física — e mais tarde, por ele.

Um tempo depois, sua tia resolveu voltar para Curitiba e ele tinha um quarto vazio em sua casa.  Ainda só como amigos, ela se mudou para lá.

E foi na casa de Troy que começou de fato sua transformação completa – física, mental e espiritual – e radical.  Por falta de opção, ela trocou o sal por ervas na comida, o arroz branco pelo integral e cortou o açúcar completamente.

Recém chegada do Brasil, como não tinha amigos ainda na Flórida, ela ficava lendo seus livros de física no quarto quando Troy batia na porta para convidá-la para jantar fora ou ir andar de bicicleta.

Isso durou um tempo até que a amizade virou namoro e casamento.

“Eu sempre falo que ele é meu anjo e ele fala que sou o anjo dele.  E não foi nada planejado, totalmente destino”, diz hoje a “personal trainer” que nunca deixou de estudar.

“Continuo estudando aqui, mas não mais física.  Hoje é educação física”, brinca.  “O blog começou justamente para traduzir tudo que eu aprendo aqui, tudo que eu faço”.

Para participar do Projeto Fitnistas, visite o site: Fitnistas.com.

No vídeo, Barbara revela o segredo de sua transformação.

Projeto Fitnistas começou hoje: Como ficar em forma para o Carnaval. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , , , , ,

terça-feira, 3 de julho de 2012 Comida, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Saude | 09:52

Direto de Miami está trazendo dicas do que há de “Melhor” em programação e serviço para brasileiros no sul da Flórida.

Compartilhe: Twitter

Direto de Miami aproveita as férias escolares e o grande número de turistas brasileiros desembarcando aqui para iniciar, esta semana, uma série de dicas do que há de melhor no sul da Flórida. Vamos começar a nossa degustação com um “brunch” incrível e com uma ótima opção de serviço médico, uma parceria pioneira entre o governo do Brasil e a maior drugstore americana.

DOMINGO POR AQUI É DIA DE BRUNCH!

O tradicionalíssimo Hotel Biltmore, em Coral Gables, oferece aos domingos o verdadeiro brunch americano “extraordinaire”.   No cardápio, há opções para todos os gostos distribuídos em nove pontos de buffet no enorme pátio do restaurante Fontana.

Regado a champagne, é possível se deliciar de sushi a ovos quentes, omeletes e “Eggs Benedict”, ostras, camarão e caviar à vontade, saladas variadíssimas e massas, que é o forte da chef mineira Betania Salles, 42 anos, há 12 em Miami.

Betania Salles.

Betania nasceu em Teófilo Otoni, mas foi em Porto Seguro, onde teve quatro restaurantes, que construiu sua carreira culinária.

Resolveu vir passar três meses em Miami, mas logo surgiu trabalho em um restaurante indiano, onde ficou sete anos, até ser contratada pelo Biltmore há pouco mais de quatro anos. Há dois, ela é chef executiva do Fontana, o restaurante italiano do hotel e local do brunch aos domingos.

Ela diz que adora cozinhar comida brasileira, como picanha, feijoada e “tutu à mineira” – mas não tem uma especialidade.

“Minha especialidade é cozinhar”, conta, rindo. “Eu faço comida indiana, comida japonesa, comida italiana, comida brasileira. Eu só cozinho”.

E a chef não se incomoda de dar receitas. É só mandar um email para bsalles@biltmorehotel.com.

Mas antes disso, se ainda sobrar espaço no brunch, há uma sala inteira de sobremesas, com pelo menos 20 deliciosas opções – de torta de maçã a cheesecake, sorvetes e crepes feitos na hora e a gosto.

Bon appétit!

Box:
Hotel Biltmore
1200 Anastasia Avenue
Coral Gables, FL 33134
Fontana: Aberto segunda à sábado para almoço e jantar -11hrs30 às 22hrs30. Domingo para brunch e jantar.
Brunch: Domingo – 10hrs – 16hrs (última reserva às 14hrs)
Telefone para reserva: (305) 445-8066, ext. 2407
US$75/pessoa
Web site: http://www.biltmorehotel.com/dining/brunch.php

ATENDIMENTO MÉDICO À COMUNIDADE BRASILEIRA NA FLÓRIDA

Não existe nada mais chato do que viajar e ficar doente. Além de atrapalhar a viagem, há todos os custos-extras que não estavam planejados. Pensando nisso e em todos os brasileiros que moram na Flórida, o Consulado-Geral do Brasil em Miami acaba de assinar um acordo com as clínicas “Take Care”, um programa da Walgreens, a maior rede de drugstores dos Estados Unidos.

O brasileiro precisa apenas apresentar um passaporte válido, mesmo que o visto esteja vencido, para receber 10% de desconto no atendimento médico, que vai de um machucado a dores em geral, bronquite e outros cuidados. Assim, todo brasileiro na Flórida – turista ou residente — tem hoje uma opção fácil, rápida e barata para cuidados médicos básicos.

“É uma colaboração que vai permitir à comunidade brasileira ter acesso a serviços médicos de qualidade com preços acessíveis, que é uma das maiores preocupações de brasileiros que vivem ou visitam a Flórida”, diz o Embaixador Helio Vitor Ramos Filho, cônsul-geral do Brasil em Miami.

Walgreens/“Take Care” tem mais de 360 clínicas pelo país, 48 na Flórida, o primeiro estado a oferecer esse serviço em benefício da comunidade brasileira.

Embaixador Helio Ramos, na sua sala no Consulado-Geral de Miami, assina o acordo com Roy Ripak, vice-presidente de mercado da Walgreens.

O embaixador Hélio Ramos espera que o programa seja bastante utilizado por brasileiros aqui e logo se expanda para outros estados americanos. “A ideia é que isso possa ser aplicado a toda a comunidade brasileira nos Estados Unidos”, diz ele. “Não tenho dúvida que a iniciativa será um sucesso”.

Para mais informações ou para localizar a clínica mais próxima, visite o site http://takecarehealth.com ou ligue para o centro de atendimento da Walgreens, pelo telefone 1-866-825-3227 nos Estados Unidos (atendimento em inglês ou espanhol).

**Fotos de divulgação.

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Miami, Saude | 10:11

Miami não é só feito de praia, festas e crise econômica. Há grandes exemplos de superação. Claudia Heimes é um deles.

Compartilhe: Twitter

Carolina no seu quarto poucos dias depois de tirar o cateter. Foto de Carla Guarilha.

Uma batalha vencida e o começo de uma outra grande luta. Este pode muito bem resumir o atual momento de Claudia Heimes, uma das mais respeitadas e badaladas promotoras de eventos de Miami por mais de uma década. O inimigo é o mesmo: o câncer.

Claudia tem motivos para comemorar: Carolina, sua filha de 7 anos, está curada de uma leucemia. Mesmo assim, ela decidiu seguir em frente e ajudar arrecadar fundos para pesquisas voltadas para o tratamento e cura do câncer.

Em apenas dois dias, Claudia levantou US$6.185 para CureSearch, uma organização que destina verba para 175 hospitais para o tratamento da doença. Foi a maior arrecadação individual de um total de US$ 47 mil. Mas ela quer mais: pretende chegar aos US$ 10 mil.

A doação foi captada através da formação de uma equipe chamada Carolina’s Class para uma caminhada realizada em Hollywood, no sul da Florida.

“Minha filha esta curada, mas eu me preocupo com outras crianças, com o futuro”, diz ela. Claudia sabe muito bem como a vida de qualquer um pode virar de cabeça para baixo de uma hora para outra.

Claudia e Carolina. Foto de Carla Guarilha.

Em 2004, depois de passar 12 anos como uma das maiores promoters em Miami, Claudia decidiu desacelerar e se tornar mãe. Tudo parecia perfeito, até que, em 2008, a pequena Carolina começou a apresentar alguns sintomas da doença, e no começo do ano seguinte, o quadro se agravou: a menina não comia, perdeu peso, ficou muito nervosa e chorava demais – até que um dia ela começou a bater com a cabeça na parede. “Ela não estava mais enxergando”, diz Claudia. “Perdeu a visão e não ouvia”.

Claudia levou Carol imediatamente ao hospital. Chegando lá escutou dos médicos que era uma bactéria, um diagnóstico errado que ela ouviu durante dois meses.

Carol no JoeDiMaggio. Cortesia de Claudia Heimes.

Claudia decidiu que, desta vez, não ficaria sem uma resposta. “Ela não vai pra casa. Eu quero todos os exames ”, disse Claudia no hospital JoeDiMaggio. E assim foi feito – até chegar o diagnóstico certo: leucemia linfoblastica aguda, que atinge 70% das crianças com câncer no mundo inteiro.

“Meu mundo desabou”, diz ela. “Primeiro fiquei desacreditada. Perdi a fé.” Mas logo, Claudia conta que se apegou muito a Deus. “A gente rezava muito. E todo mundo fazia corrente de orações – na Alemanha, Brasil e Miami”.

Durante este período difícil, Claudia passou a se dedicar mais ao hobby que aos poucos virava sua nova profissão. “Quando Carol foi diagnosticada, eu comecei a desenhar joias para umas amigas, enquanto ela dormia, e acabou dando certo. Além disso, quando eu comprava as pedras, ela me ajudava a escolher as combinações”. A pedra favorita de Carolina é a pérola.

Carol e sua cachorrinha de estimação. Foto de Carla Guarilha.

Carol e seu outro cachorro favorito, de Romero Britto, amigo de Claudia. Foto de Carla Guarilha.

Hoje, Carol está virando uma página de sua vida, mas não quer esquecer dos amigos que fez no JoeDiMaggio. No próximo Natal, espera colocar na árvore de casa o cateter, que levou com ela como lembrança, um símbolo de saúde e cura.

O mais curioso é que Carol tirou o cateter, em 16 de fevereiro, mesmo dia que três anos atrás foi diagnosticada a doença. “Eu não sei se é coincidência ou destino”, diz Claudia.

O processo foi doloroso, mas Claudia afirma que aprendeu duas importantes lições: não se estressar com pequenas coisas e nem com pessoas fúteis. “Eu vivi esse mundo de futilidade, mas nunca participei e me recusava a entrar nele”, conta.

Ela diz que o segredo de seu sucesso, em tudo que faz, de promoção de eventos à joias, e agora na luta pela cura do câncer, é sua disposição e os amigos. “Eu me dedico, sou insistente, persistente e não desisto. Tenho muita garra e muitos bons amigos do meu lado”, diz.

E, claro, para quem quer ajudar Claudia nesta sua luta ainda é possível até 22 de março doar através do Carolina’s Class — clique aqui.

Carol na caminhada da CureSearch em 11 de fevereiro. Cortesia de Claudia Heimes.

DICA da CLAUDIA: Seu restaurante favorito em Miami é o Tutto Pasta — do chef brasileiro Juca Oliveira. Endereço: 1751 SW 3rd Ave – Miami – FL – 33129. Fone: (305) 857-0709.

Entrevista com Claudia Heimes | O segredo do seu sucesso em menos de 60 segundos. from Chris Delboni on Vimeo.

Autor: Tags: , , ,