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terça-feira, 27 de novembro de 2012 Arte & Cultura, Direto de Miami, Entrevistas, Miami | 10:07

Brasileira faz sucesso nos Estados Unidos em “reality” que inspirou o programa Mulheres Ricas.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Aos 7 anos, Adriana de Moura frequentava um conservatório de piano em Campinas, onde cresceu, e passava as férias em Araraquara com papel, pincel e tinta nas mãos, ao lado da avó paterna, dona Elisa, artista plástica.

“Minha avó era uma mulher muito especial, com muita bagagem, muita cultura e  sempre me influenciou”, diz a curadora e marchand brasileira, que hoje vive um papel público quase oposto da mulher intelectual, caseira e tímida que é.

Com seu cachorro -- e a escultura dele -- na sala de sua casa em Miami Beach. Foto de Carla Guarilha.

Desde o ano passado, quando foi escolhida como uma das personagens do “The Real Housewives of Miami” – que inspirou aí no Brasil o programa “Mulheres Ricas” – sua vida e imagem se transformaram também.

A Bravo, o canal de TV da rede NBC que exibe o reality, classificou Adriana de Moura, como “Brazilian bombshell”, a explosiva e devastadora dona de casa, que amanhã lança seu single, “Feel the Rush”, a música que é tema da nova temporada do programa.

Ela vai se apresentar para 2 mil pessoas pela primeira vez,  ao vivo, no Mansion, um dos mais badalados clubes em South Beach.

“Não perco oportunidades”, diz.  “Pela publicidade desse show e exposição que estou tendo, tenho meus 15 minutos de fama que estou tentando transformar em 45”, brinca.

Adriana, em sua casa, com óculos de sol de uma linha que desenvolveu chamada Adri O, inspirada na ex-primeira dama americana Jacqueline Kennedy, também conhecida como Jackie O. Foto de Carla Guarilha.

Mas sua essência está em um outro evento, que está promovendo hoje à noite: uma vernissage da artista plástica Carmem Gusmão (entrevistada recentemente nessa coluna.)

“O papel da arte é de desafiar, abrir os horizontes e trazer aquela emoção que está guardada dentro de você”, diz.  “Os grandes artistas sempre tiveram um aspecto sociopolítico por trás das obras deles”.

Adriana tenta sempre apoiar artistas brasileiros.  “Gosto de mostrar ao mundo que somos mais do que samba e futebol”, diz, com orgulho.  “A Carmem [Gusmão], por exemplo, é uma guerreira que merece a visibilidade, que acho que posso trazer para ela”.

Adriana diz que a arte preenche sua alma e lembra que uma das mais importantes  lições que aprendeu com sua avó foi que as necessidades da alma são maiores do que as materiais.

“A fama é um meio.  Não um fim”, diz a curadora-cantora-atriz, que se auto denomina como “camaleoa”.

No porta-retrato, na sua sala, Adriana com Barack Obama, num jantar em Miami há quatro anos para arrecadar fundos para sua primeira campanha presidencial.

Mas é seu papel de mãe que supera todos os demais.

“No minuto que você põe uma criança no mundo, sua função número um deve ser fazer desse ser humano o melhor que ele pode ser”, diz.

Seu filho Alexandre hoje está com 12 anos e, como Adriana, é apaixonado pela musicalidade.  Frequenta duas vezes por semana o programa preparatório da faculdade de música da Universidade de Miami, Frost School of Music, para jovens pré-universitários.

Depois que Adriana se formou em letras e linguística pela PUC de Campinas, ela passou uns meses estudando arte na Sorbonne, na França, depois na Itália e acabou no Texas, nos Estados Unidos, onde conheceu o pai do seu filho.  Moraram em Dallas alguns anos até que o casamento começou a balançar.

Adriana buscava novos desafios e uma nova vida.  Resolveu, então, estudar Direito Internacional e Arte e foi aceita em quatro faculdades, inclusive a Universidade de Miami.

Para evitar maiores problemas conjugais, apesar de divorciados, o casal permaneceu morando junto e se mudou para Miami, na badalada e exclusiva ilha de Fisher Island.  Ali Adriana abriu sua primeira galeria de arte. Mas a situação entre o casal só piorava e acabaram se separando definitivamente.

Sua prioridade absoluta passou a ser os cuidados com seu filho.

Ao lado do porta-retrato do seu filho, Alexandre. Foto de Carla Guarilha.

“Você tem que prover não só as coisas materiais, como casa, comida e uma educação, mas também harmonia, amor e passar aquele senso de segurança, de amor próprio para aquela criança”, diz.  “Ser mãe e ser brasileira é, ‘levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima’. Acho que essa é uma das coisas que a mulher brasileira tem: muita garra”.

E com essa garra, Adriana foi construindo e reconstruindo sua vida, sozinha.

“Quero ser lembrada pelo meu filho como uma mulher intelectual,  que luta, que almeja, mais do que tudo, uma presença, como brasileira, como uma pessoa culta e centrada”, diz.  “Meu propósito final é me realizar como uma mulher de negócios, ter minha independência financeira completa, proporcionar uma educação de altíssimo nível para o meu filho, mas como minha avó já tinha me dito, lembrando sempre que as nossas necessidades interiores, espirituais são bem mais poderosas e muito mais demandantes do que os bens materiais”.

Seu sonho em 20 anos? Fazer doutorado em linguística.

“No mundo perfeito, estaria voltando para quem realmente sou: amante da arte e linguística.  Gostaria de terminar meus dias como professora universitária, lendo, estudando, discutindo com os alunos”, diz.  “Eu adoro tudo que tem relação com a educação.  Eu poderia ser uma eterna estudante”.

Sua mensagem?

“Acho que no fim, se você é verdadeiro, consegue sonhar e realizar, mas o sonho vem primeiro”.

No vídeo, Adriana de Moura compartilha o segredo do seu sucesso:

O segredo do sucesso de Adriana de Moura, apelidada de “Brazilian bombshell” no “reality” Real Housewives of Miami, é garra. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 21 de agosto de 2012 Comida, Diversão, Gastronomia, Miami | 10:01

Direto de Miami traz duas programações imperdíveis para cortar a monotonia dos domingos

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

A voz de Maryel Epps anima os domingos no Restaurante City Hall. Foto de Carla Guarilha.

Uma estranha e deliciosa mistura: o santo e o profano.  É o que oferece o City Hall The Restaurant, um local tipicamente americano, que aos domingos serve um almoço regado à voz de uma das maiores cantoras de música gospel daqui, Maryel Epps.

“As pessoas comentam comigo: me sinto como se tivesse ido à igreja – mas comi e bebi ao mesmo tempo”, brinca Steven Hass, dono do restaurante.  “É o domingo perfeito”.

Steven Hass com a velha amiga Maryel Epps no City Hall. Foto de Carla Guarilha.

O show é informal e interativo, mais ou menos das 12h45 às 14h45, com um breve intervalo.  Mas o horário não é lá muito britânico.  Às vezes, começa um pouco mais tarde e vai até 15h30, tamanha a animação do público,  sedento pela voz mágica e encantadora da cantora americana, e por uma boa panqueca, omelete ou a famosa polenta cremosa da casa.

Epps veio de Nova York para fazer um show em Miami há mais de 10 anos e se apaixonou pela cidade.  Lançou seu programa, “Gospel Brunch”, primeiro no elegante e aconchegante bistrô francês Caviar Kaspia, tradicional de Paris, que existia no primeiro andar da badalada boutique The Webster em South Beach.  Quando o restaurante fechou, a cantora fez um tour pelo mundo até que Hass, veterano no ramo de gastronomia em Miami abriu o City Hall há pouco mais de um ano.

Epps no inicio do show. Foto de Carla Guarilha.

Hass tem um longo histórico de administração de restaurantes em Miami, do tradicional The Forge ao China Grill – até que no ano passado, resolveu arriscar uma carreira solo e abrir o City Hall, que tem tido tanto sucesso que ele pensa agora em expandir internacionalmente.  Um dos locais em consideração é São Paulo.

“Adoro o Brasil e não tenho medo de pegar um avião”, diz, sorridente.  “Os brasileiros nos conhecem bem.  Isso ajuda bastante. Já ter um nome reconhecido é um fator importante  quando a gente pensa em abrir em outra cidade”.

Epps anima uma mesa de brasileiros e conversa com dona Yedda Paradela, carioca, em Miami desde 1959, que comemorava seus 84 anos com a família no City Hall. Foto de Carla Guarilha.

O City Hall é um dos cerca de 200 restaurantes que participam do “Miami Spice”, uma iniciativa proposta por Hass há mais de uma década para lidar com a crise econômica depois dos atentados terroristas de 2001.  Os restaurantes estavam às moscas e Hass, atualmente “chair” do Greater Miami Convention & Visitors Bureau, propôs à cidade na época um programa onde os participantes ofereceriam um cardápio de preço fixo, com direito a entrada, prato principal e sobremesa. Ele conta que ninguém hesitou, e hoje o Miami Spice é um sucesso nos meses de agosto e setembro.  Uma conta que sairia US$100 por pessoa nos outros meses do ano, durante Miami Spice fica entre US$19-23 no almoço e US$33-39 no jantar, sem bebida.  Vale a pena conferir os detalhes pelo site: http://ilovemiamispice.com.

Epps com sua banda. Foto de Carla Guarilha.

City Hall The Restaurant
2004 Biscayne Blvd, Miami, FL 33137-5012
(305) 764-3130
http://www.cityhalltherestaurant.com.

VIDEO: Assista ao vídeo de uma pequena amostra da voz de Maryel Epps e sua mensagem para os brasileiros:

Cantora Gospel Maryel Epps encanta com sua voz mágica no restaurante City Hall. from Chris Delboni on Vimeo.

BOX:

Para quem busca uma opção mais sofisticada para o domingo – mas ainda acessível durante os meses do Miami Spice, nada melhor do que o Smith & Wollensky, uma “steakhouse” que existe em várias partes dos Estados Unidos, mas que em Miami tem um diferencial:  uma vista imbatível com um espetacular pôr-do-sol, o que torna o local perfeito para um “happy hour”.

Fica em South Pointe, um dos pontos residenciais mais caros de Miami – e passagem obrigatória dos cruzeiros que saem do porto.

Quem preferir pedir pelo cardápio habitual,  o “bouquet” de frutos do mar, que vem com lagosta, ostras, camarão e caranguejo é uma das entradas favoritas dos frequentadores (US$32) e, como prato principal, há muitas opções de carne (de US$42-56) – do filet “Au Poivre” ao “Oscar Style”, recheado com carne de caranguejo, ou um Porterhouse,  gigante para duas pessoas (US$95). Os peixes também são fresquíssimos e a lagosta é um dos pratos principais.  Só que aí, lembre-se de perguntar o valor do dia antes de pedir lagosta para não tomar um susto quando a conta chegar.

Filet Oscar - com carne de caranguejo

Filet Oscar, recheado com carne de caranguejo

"Bouquet” de frutos do mar.

Smith & Wollensky
1 Washington Avenue 
(em South Pointe Park)
Miami Beach, FL 33139
(305) 673-2800
Para informações do restaurante de South Beach, visite: http://www.smithandwollensky.com/sw-miami-beach

Fotos: Cortesia S&W

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