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terça-feira, 21 de maio de 2013 Direto de Miami, Entrevistas, Gastronomia, Hotel, Miami, Restaurantes, Turismo | 10:40

InterContinental Miami: Hotel internacional com alma brasileira

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami @ http://diretodemiami.ig.com.br
Editora: Liliana Pinelli
Fotos: Carla Guarilha

Aos 20 anos, Hadi Habib estudava engenharia no Rio de Janeiro.  Seus pais, imigrantes libaneses no Brasil, tinham uma enorme preocupação com a educação e o futuro dos filhos.  Sempre dedicado, enquanto cursava a faculdade, Hadi logo conseguiu seu primeiro emprego no Hotel InterContinental atendendo ao telefone no serviço de quartos e aos pedidos que chegavam dos hóspedes.

Ele achou que seria um trabalho temporário enquanto fazia a faculdade.  Mas suas responsabilidades foram aumentando e quando o hotel abriu o departamento de informática, foi contratado.

E hoje, 25 anos depois, Hadi é diretor de informática e responsável pelos departamentos de compras e segurança do InterContinental Miami, que acaba de passar por uma reforma de US$30 milhões, trazendo de volta ao hotel sua alma brasileira.

Hadi, na sala vip do InterContinental Miami. Foto de Carla Guarilha.

“Miami, eu digo, é quase um Rio de Janeiro. Só faltam as montanhas porque tem tanto brasileiro, tem tanta cultura brasileira envolvida aqui que parece que você está no Rio”, diz o carioca, que foi transferido para Flórida em 2000.  Hadi conta com orgulho que a história deste hotel internacional começou exatamente no Brasil.

O primeiro InterContinental no mundo foi aberto, em 1946, em Belém do Pará pela Pan American World Airways.  Conhecida mundialmente por Pan Am, na época a maior companhia aérea com voos internacionais, precisava de um local lá para hospedar seus tripulantes e comandantes e resolveu construir um hotel para acomodá-los.

Assim a Pan Am, extinta no início dos anos 90, que deixa saudade nos passageiros e tripulação que conduzia seus voos, deixou também sua marca no Brasil.

Hoje, o InterContinental é uma rede de hotéis presente em 60 países e como a Pan Am, em sua época áurea, é sinônimo de luxo – mas também de sentimento de família e oportunidades.

Lobby do InterContinental Miami depois da reforma de US$30 milhões. Foto de Carla Guarilha.

“São as pessoas que fazem esse hotel”, diz Hadi.  “A gente tem 500 funcionários em Miami, 200 tendo mais de 10 anos de casa. Tem gente que está aqui há 28 anos trabalhando no mesmo hotel”.

O diretor de recursos humanos começou como segurança e o atual diretor de operações, Arminio Rivero, um venezuelano casado com uma baiana, foi manobrista do hotel 20 anos atrás.  Hoje, Arminio é o segundo na hierarquia em Miami e, logo, deve ser promovido a gerente geral aqui ou em outro hotel da rede.

“A gente cuida dos funcionários como se fossem nossa família, como se fossem nossos filhos que a gente não quer que saiam de casa antes de se casarem”, diz Hadi.  “O InterContinental é uma escola de hotelaria”.

Para Hadi, que passou 12 anos galgando cargos na região do Cone Sul e já está há 13 em Miami, a meta agora, em cerca de um ano e meio, é assumir a posição de diretor de operações, de preferência em Miami, onde vive com Eloisa, sua esposa, e dois filhos: Thiago, 25, que acaba de obter o mestrado em arquitetura na Florida International University, e Thais, de 13 anos, que diz querer trabalhar no FBI quando crescer.

Hadi diz que tenta passar para os filhos os valores que aprendeu com seus pais.  O mais importante de todos, diz ele, é aprender sempre a valorizar o “ser sobre o ter”.

“Se você trabalha duro, se você realmente gosta do que faz e faz com prazer, não é um trabalho, passa a ser um hobby”, diz Hadi.  “Você vem, trabalha duro, passa 12, 13 horas e vê o resultado”.

E para ele, esse saldo, seja onde for, tem sempre um toque e gostinho brasileiro, como no primeiro hotel da rede, em Belém.

ToroToro, principal restaurante do hotel, com gostinho brasileiro. Foto de Carla Guarilha.

Em Miami, além dos inúmeros funcionários brasileiros em todos os setores, o hotel tem diversas programações que marcam a presença do Brasil.

No segundo semestre, Hadi está organizando o “Festival Brasileiro”, um evento anual com várias atividades culturais e gastronômicas em parceria com AB Catering, da chef Deborah Rosalem, e coordenação de Maria do Carmo Fulfaro, do conselho de Diretoria da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos da Flórida (Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida), que foi responsável pelo sucesso dos últimos anos dessas festividades e muitas outras.  Os membros da Câmara agora também têm acesso a uma carteirinha exclusiva de 15% de desconto no ToroToro, principal restaurante do hotel conduzido pelo renomado chef Richard Sandoval, que tem no cardápio, entre outros pratos típicos da culinária da América Latina, a marca brasileira: picanha na chapa que vem à mesa.

Picanha na chapa. Foto de Carla Guarilha.

“O conhecimento que a Maria [Fulfaro] tem para criar um evento de sucesso é impressionante. Fica tudo mais fácil quando você envolve a Maria”, diz Hadi, orgulhoso de seu país e de sua influência em trazer cada vez mais sua alma brasileira para o InterContinental de Miami, que já está se preparando para ser um ponto de encontro oficial da torcida brasileira durante a Copa do Mundo. O hotel será decorado de verde e amarelo e terá toda a estrutura para se assistir os jogos ao vivo, com uma série de atividades voltadas à cultura brasileira.

E é esse “jeitinho” brasileiro que se tornou sinônimo de sucesso do hotel.

“O sorriso é parte do uniforme”, diz Hadi.  “Tenho 25 anos na companhia, sou um executivo e trabalho todo dia como se fossem meus primeiros 90 dias, quando você tem que provar que é um bom funcionário”.

E esse é o segredo da vida, diz ele: vivê-la sem complicações.

“Eu preciso de muito pouco para ser feliz. Eu acho que assim você é feliz todos os dias”, diz ele. “Você acorda feliz quando o que você tem te satisfaz. Se você não faz coisas erradas, sua vida é muito simples e eu acho que essa é a meta para os meus filhos e para mim”.

Seu conselho aos jovens: “Tudo o que você quer na vida, trabalhando duro, sendo responsável e fazendo o que é certo, você vai ter sucesso.  Não tem como errar”.

Suíte presidencial, onde o Presidente Barack Obama se hospeda com frequência em visita a Miami, e onde Ivete Sangalo ficou no ano passado quando veio se apresentar. A diária é na faixa de US$2000, dependendo da época do ano. Foto de Carla Guarilha.

No vídeo, Hadi fala um pouco mais sobre o segredo do seu sucesso:

Hadi Habib, diretor do InterContinental Miami, deixa aqui o segredo do seu sucesso. from Chris Delboni on Vimeo.

Serviço:

InterContinental Miami
100 Chopin Plaza, Miami, FL 33131
Telefone: (305) 577-1000
http://www.icmiamihotel.com/Portugues

Restaurante ToroToro
Telefone: 305-372-4710
Almoço diário 11:30 às 15hrs; jantar 18hrs – 23hrs domingo-quinta, aberto até 1 da manhã sexta e sábado; brunch aos domingos das 11:30hrs às 15hrs.
http://Torotoromiami.com

Para reservar a "Table 40", uma mesa para 14 convidados numa sala privada localizada na enorme cozinha do restaurante, entrar em contato com Chermarie Perez pelo e-mail chermarie.perez@ihg.com ou ligar 305-372-4713 (em Miami). Foto de Carla Guarilha.

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terça-feira, 12 de março de 2013 Hotel, Miami, Turismo, Viagem | 11:25

Direto de Miami exclusivo: Conheça os bastidores do único hotel “5” estrelas das praias de Miami.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha

Elegância com tranquilidade é o lema do Acqualina. Foto de Carla Guarilha.

O Acqualina Resort and Spa on The Beach é um dos favoritos dos brasileiros em Miami.  E não é pra menos.

Tem até arroz e feijão para as crianças que preferirem uma comidinha mais caseira.

Basta pedir.

Na verdade, qualquer coisa no Acqualina, basta pedir e terá alguém a disposição, e um enorme sorriso, para atender.

Na geladeira de todos os quartos tem desde sorvete e leitinho para as crianças até champagne Veuve Clicquot, meia garrafa ou inteira. Foto de Carla Guarilha.

E foi justamente esse serviço especial e personalizado que deu ao Acqualina este ano “5” estrelas, o tradicional e respeitado prêmio “Forbes Travel Guide Five-Star Award”.

Desde que abriu em 2006, o Acqualina já ganhou vários prêmios, e é reconhecido por seu padrão de qualidade pelo grupo The Leading Hotels of the World, mas foi a primeira vez que recebeu o “Prêmio Nobel” no ramo de hotelaria.

O prêmio foi entregue para apenas 76 hotéis no mundo, e Acqualina é o único na região das praias em Miami.

“Cinco estrelas é difícil de conquistar e difícil de manter”, diz Bertha Vargas Guerrero, diretora de marketing do Acqualina.  “Mas se você trabalha duro, você vai longe”.

E toda a equipe do hotel vai longe para satisfazer o cliente.

Karine Barthelemy, curitibana, é gerente de relações com o cliente.  Ela cuida de todos os detalhes, exigências e preferencias dos hóspedes.  Entre suas qualificações, o fato de ser brasileira pesou muito na hora de contrata-la.  Os brasileiros estão entre os três mais frequentes do hotel, e Karine está lá para atende-los.

“Os brasileiros são muito fáceis de lidar”, diz ela, sorridente.  “Se o serviço está bom e a comida, está tudo bem”.

E para ter certeza de que está tudo bem, ela está sempre atenta – do arroz e feijão para as crianças que quiserem até o pãozinho francês fresquinho da padaria.

A brasileira atende às vezes 15 famílias conterrâneas em uma semana.  Costumam passar de 10 a 20 dias no hotel.

Karine no bar principal do hotel. Foto de Carla Guarilha.

“Toda vez que tem brasileiros, eles se sentem como se estivessem em casa”, diz Karine, que conhece todos os seus hospedes pelo nome e gostos.

E esse é o segredo do sucesso do Acqualina, um hotel imponente, com 51 andares – mas que dá a sensação de aconchego e intimidade.  Dividido em três torres, as duas laterais são residenciais, e a do  meio até o 28º andar é hotel, com as duas únicas suítes de três quartos em andares superiores.

Cada andar tem apenas quatro quartos, dois à direita e dois à esquerda do elevador, que já dá na porta, como em qualquer edifício de luxo.  Não tem enormes corredores para caminhar depois que sai do elevador.  E cada lado pode se transformar em uma suíte de dois quartos.  Basta fechar uma porta e abrir outra, o que é ideal para famílias com criança ou duas famílias viajando juntas.

O quarto mais simples do hotel. Foto de Carla Guarilha.

O hotel tem 98 acomodações, que vão de um quarto à uma suíte de três quartos.  Os valores também variam de US$375 até mais de US$3 mil a diária.

Entre as muitas amenidades, o Acqualina tem um spa também premiado, o ESPA, com 16 salas de tratamento, e três piscinas, todas com vista para a praia: “Beach Club”, “Recreational” e “Tranquility”.

O “lounge”, praticamente na praia, onde fica um dos três restaurantes, é famoso pelo gramado que não afunda, o que facilita o uso de salto alto e reforça o lema do hotel: elegância com tranquilidade.

Os casamentos feitos nesse espaço são deslumbrantes, diz Karine, que teve a chance de observar um recente, de brasileiros, para 200 pessoas.

Restaurante Costa Grill é perfeito para um drink no fim do dia. Só senta se for hóspede ou sócio do Beach Club. Foto de Carla Guarilha.

O restaurante Costa Grill é praticamente pé na areia, e o único do hotel que só é permitido para hóspedes ou membros do Beach Club.  Precisa “carteirinha” para sentar, como em qualquer restaurante de clube.

O Piazzetta, mais informal, e o Il Mulino New York, elegante e badalado, são abertos ao publico em geral, e recebem frequentemente residentes da cidade e turistas que não estão hospedados no hotel, muitos deles brasileiros, que hoje representam o maior numero de turistas internacionais no Sul da Flórida.

Il Mulino New York. Foto de Carla Guarilha.

Mas mesmo sem a exclusividade do Costa Grill, o padrão de qualidade é o mesmo para esses dois restaurantes e todos os setores do Acqualina: bom serviço e sorriso no rosto.

Todos os funcionários do hotel passam por um treinamento intensivo para conhecerem todos os cantos do resort, inclusive dormem duas noites com tudo pago, e o incentivo de usufruírem ao máximo de todas as amenidades.

Karine, que hoje cuida do bom atendimento dos hospedes, passou suas diárias no hotel com o marido.

“Aqui, todo mundo é VIP”, diz ela, sorrindo.

Bentley e Rolls Royce são os mais comuns no estacionamento do Acqualina. Foto de Carla Guarilha.

Acqualina
17875 Collins Avenue, Sunny Isles Beach, FL 33160
(305) 918 8000 (geral), (877) 312 9742 (reserva dentro dos EUA), (786) 522 3527 (reserva internacional)
http://acqualinaresort.com

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013 Alimentação, Direto de Miami, Gastronomia, Miami, Restaurantes, Turismo, Viagem | 09:41

Temporada de caranguejo o ano inteiro. Onde comer deliciosos frutos do mar em qualquer época.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)

Quando se fala de caranguejo em Miami, logo se pensa na tradicional casa em South Beach, Joe’s Stone Crab, que abriu em 1913 e se dá ao luxo de operar apenas sete meses por ano na temporada do crustáceo, que vai de outubro até meados de maio.

Mas um pouco ao norte, em Fort Lauderdale, existe uma outra casa especializada em caranguejo, com a metade da idade do Joe’s, muito mais barata e bem mais rústica, que vale a pena conhecer.  E o melhor de tudo: fica aberta o ano inteiro.

As contrário do Joe’s, que exige manga comprida para os homens e não permite trajes de praia ou shorts, o Rustic Inn, aberto em 1955 à beira de um canal, mantém uma atmosfera informal e simples.

Mas de rústico, só a aparência e o nome, o que deixa todos bem a vontade como numa casa de fazenda, o que torna o local ainda mais aconchegante e receptivo.

O restaurante tem várias salas, um salão de festas e um corredor de mesas à beira d’água, com garçons e garçonetes muito ocupados mas atentos e sorridentes.

A maioria prefere comer os caranguejos com vista para água.

O carro-chefe do cardápio é modestamente chamado de “World Famous Garlic Crab”, caranguejo com alho, anunciado como o mais famoso no mundo.

Só não dá para comer em silêncio.  A casa é barulhenta e fica pior quando uma mesa pede os famosos caranguejos na casca, que precisam ser quebradas através de batidas na mesa com o martelinho de madeira.

A casa oferece também avental para quem pedir o prato.  Mas para quem não tem o espírito de martelar, quebrar e se sujar na hora da refeição, o cardápio apresenta outras opções muito saborosas, ainda que não tão pretensiosamente anunciadas.

A lagosta e o camarão são deliciosos, no ponto perfeito.  Os bolinhos fritos de caranguejo são leves e podem ser pedidos como prato principal ou entrada.  As ostras, fresquíssimas, abertas na hora, são uma boa pedida como aperitivo, e as patas de caranguejo podem ser “queen” ou “king” – grandes ou gigantes.

Lagosta é um dos pratos favoritos do cardápio.

Já para quem prefere um bom prato de massa, nada como um linguini com camarão, lagosta ou mariscos da Nova Zelândia.

De exótico, a casa oferece rã e jacaré à milanesa.

A carta de vinhos é limitada mas tem o básico e os preços são justos.

Vale a pena a pequena viagem! E pode ir de shorts e manga curta.  Ninguém vai lá para ver e ser visto. Mas não custa dar uma olhadinha nas mesas ao lado.  Pode ser que reconheça algum rosto famoso.

O Rustic Inn sempre conquistou uma clientela seleta, desde os velhos tempos com visita de nomes como Marilyn Monroe e até mais recentemente Bette Midler, Barbra Streisand e Johnny Depp, entre muitos outros.

Rustic Inn
Endereço: 4331 Ravenswood Road, Fort Lauderdale, Florida 33312
Fone: 954-584-1637
Aberto: Segunda – sábado 11:30 – 22:45; domingo 12:00 – 21:00 hrs
Para maiores informações, visite http://www.rusticinn.com

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terça-feira, 30 de outubro de 2012 Direto de Miami, Turismo, Viagem | 09:42

Gol inicia vôos regulares para os EUA em dezembro. Conheça o pioneiro das operações.

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha


A partir de dezembro, o brasileiro ganha uma nova opção aérea para os Estados Unidos, com vôos diários da Gol chegando em Miami e Orlando.

E o grande responsável pelo sucesso das operações experimentais no meio do ano que desencadearam as bases permanentes na Flórida foi Sydnei Luiz Casarini.

“A missão que eu tinha era montar a base, organizar e falar com as autoridades”, diz Casarini.  “A operação foi um sucesso”.

Casarini em Miami. Foto de Carla Guarilha.

O resultado foi tão positivo que no dia 15 de  dezembro a Gol dará inicio aos vôos regulares de São Paulo ou Rio de Janeiro para Orlando ou Miami, com uma rápida parada em Santo Domingo, na República Dominicana, e também abrirá uma nova base temporária em Nova York, de vôos de fretamento do programa Smiles, de milhagem e relacionamento, até 17 de fevereiro.

E mais uma vez, é Casarini que vem coordenar a chegada de brasileiros para o fim de ano “branco”, de neve em N.Y.

Casarini começou a pilotar com 16 anos.  Dois anos depois, ele foi trabalhar na Varig como agente de aeroportos.  Trabalhava de dia no aeroporto, em Congonhas, e estudava à noite – primeiro engenharia, mas logo decidiu que queria mesmo era fazer direito.

Casarini é condecorado como membro honorário da força aérea brasileira em São Paulo. Foto: Álbum pessoal.

Só que quando se formou e pegou a carteira da OAB fez uma nova escolha profissional:  decidiu  permanecer na Varig como coordenador de treinamento e não seguir carreira nem de advogado, nem de piloto.

A escolha não foi muito difícil. Casarini sempre gostou de lidar com gente. Então, fazer atendimento ao cliente dentro da aviação era a conjunção de duas paixões.

“Tomei a decisão de continuar dentro da Varig mas construir minha carreira profissional como administrador”, diz.   “Gosto de me relacionar com pessoas”.

Casarini com sua equipe de Miami. Foto: Cortesia.

E assim ele foi construindo uma carreira brilhante, por 25 anos na Varig e nos últimos cinco na Gol Linhas Aéreas, como gerente geral de controle de qualidade, diretor de aeroportos e diretor de infraestrutura.

Mas Casarini, que gosta muito do pioneirismo, está sempre buscando novos desafios e caminhos para se aprimorar e expandir seu trabalho.

Em setembro, ele deixou a Gol como funcionário e passou a prestar serviços independentes através da consultoria SLCasarini, de aviação, infraestrutura e treinamento.

Casarini vai coordenar toda a infraestrutura inicial das novas bases da Gol nos Estados Unidos.

Ele espera que essas operações tenham o mesmo resultado positivo das anteriores e diz que o segredo do sucesso de todos os seus projetos se resume no respeito ao cliente.

“Quando a gente atende numa empresa aérea, a gente vende sonhos”, diz Casarini.  “São pessoas que estão viajando pela primeira vez.  São pessoas se despedindo de entes queridos pela última vez, tem gente que vai viajar de lua de mel e vai para um paraíso tropical.  A gente tem que olhar pelas pessoas, se importar com elas”.

E isso, diz ele, se traduz na pontualidade do vôo, limpeza da aeronave e conforto.

“Nós fazemos parte desse sonho.  Temos que entregar esse sonho”, diz ele.  “E é isso que faz a diferença”.

Cerca de 3 mil passageiros passaram pelas mãos de Casarini e sua equipe entre julho e agosto, em Orlando e Miami.  Ele estava presente diariamente nos embarques e desembarques – alternando entre as duas bases.

“Chego antes da operação começar – vejo como está nosso atendimento, se estão com sorriso.  A gente tem que se colocar no lugar do cliente”, diz ele. “É um vôo, mas esse vôo é o vôo mais importante da noite. Um vôo nunca é igual a outro”.

Foto de Carla Guarilha.

E valeu a pena, diz Casarini, 49, que trata seus funcionários e clientes como visitas em sua casa e quer passar um pouco desse treinamento para os jovens que estão entrando no ramo de aviação.

“A gente não pode parar de estudar nunca.  Sou um eterno aprendiz”, diz o mestre que ministra aulas de segurança no transporte aéreo, infraestrutura aeroportuária e marketing de relacionamento com cliente na Academia do Ar, escola de aviação civil da Universidade Guarulhos.

“Treinamento é mudança de comportamento.  A área de atendimento ao cliente se renova todo dia”.

Casarini diz que o maior desafio que teve na primeira fase das operações internacionais da Gol foi mostrar para os americanos no comando nos aeroportos aqui o “jeito brasileiro” de ser e agir.

“A gente se abraça, se beija – o brasileiro é assim.  E eu consegui, ao logo desse período, mostrar para o americano que a gente transporta crianças, senhoras grávidas, idosos — com carinho”.

Para mais informações sobre os novos vôos da Gol para os Estados Unidos, visite http://voegol.com.br.

No vídeo, Sydney Luiz Casarini revela um pouco mais o segredo do seu sucesso: “dedicação, muito trabalho e carinho com as pessoas – não tem outra fórmula”, diz ele.

Gol inicia vôos regulares para os EUA em dezembro. Conheça o pioneiro das operações. from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 10 de julho de 2012 Direto de Miami, Diversão, Meio ambiente, Miami, Turismo, Viagem | 10:10

Direto de Miami mostra os bastidores do Seaquarium em Miami

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Por Chris Delboni | Coluna Direto de Miami (http://diretodemiami.ig.com.br)
Fotos de Carla Guarilha


Como uma estória de amor, Romeo e Julieta chegaram juntos no Seaquarium em Miami em 1958. Juliet, como foi batizada em inglês, tinha sofrido um acidente por barco e precisava de cuidados médicos. O parque, aberto na época há apenas quatro anos, foi o local escolhido para tratar do peixe-boi, ainda filhote, que hoje pesa mais de 1300 quilos e é um dos mais velhos, com cerca de 60 anos de idade, e se tornou uma das grandes atrações do Seaquarium.

Juliet é a mais pesada do Seaquarium. Ela ficou com sequela de ferimento na região da cauda.

Já Romeo, trazido na época como acompanhante de Juliet, mantém a mesma função até hoje: serve de companhia para novos peixes-bois que chegam machucados ou doentes no centro de reabilitação do parque, um espaço fechado ao público, ao qual Direto de Miami teve acesso exclusivo.

Romeo recebe um agrado de uma das coordenadoras do centro de reabilitação.

Jodi Tuzinski, especialista em cuidados com os animais aquáticos, há 15 anos no Seaquarium, diz que atualmente há sete peixes-bois em reabilitação, que devem ser levados de volta ao mar ou às suas águas de origem quando estiverem curados.

Jodi Tuzinski é especialista em cuidados com os animais aquáticos.

“Nosso objetivo é salvá-los e mantê-los livres para que continuem se reproduzindo”, diz ela. “Só são trazidos por que precisam de cuidados”.

Espécie em extinção, hoje há cerca de 4 mil peixes-bois nos Estados Unidos, metade, diz Tuzinski, vivendo na Florida.

Tuzinski diz que eles chegam no Seaquarium da mesma forma que seres humanos são levados a um pronto socorro.

Quando são encontrados machucados ou doentes, os veterinários e especialistas em campo determinam o que fazer e para onde levá-los.

O Seaquarium é um de três estabelecimentos especializados na Flórida em resgate e reabilitação.

Tuzinski conta que já chegou a receber 23 deles em um ano que fez muito frio, mas, em média, chegam 10.

Eles não suportam o frio, diz ela. A temperatura ideal da água para eles é entre 20º e 26º. Abaixo disso, as funções de seus órgãos começam a ser prejudicadas.

O peixe-boi é vegetariano, brinca Tuzinski. Eles comem cenoura e muito alface: 12 caixas de 18 quilos cada, diariamente.

Como os “snow birds”, ou “pássaros de neve”, conhecidos por pessoas aposentadas que passam os meses de inverno americano na Flórida, de novembro a março, o peixe-boi migra enormes distâncias — de estados como o Texas, Geórgia e Virginia – e chega em massa nas águas rasas do estado tropical.

Mas durante esses meses, mesmo salvos da hipotermia, correm sérios riscos de atropelamento por barco, como foi o caso de Wiley, com cerca de 2 anos de idade e, no Seaquarium, há seis meses.

Wiley quando chegou. Foto: Cortesia Seaquarium.

“Quando chegou, Wiley tinha sido ferido por um barco. Dava para ver suas vértebras”, conta Tuzinski. “Estava bem fraco, com infecção, letárgico. Por sorte não ficou paralítico”.

Hoje, diz ela, Wiley é um dos mais gulosos e assim que atingir o peso ideal, será colocado de volta ao seu habitat natural.

“Preferiríamos não ter nenhum peixe-boi aqui”, diz. “Mas, infelizmente, eles adoecem ou são feridos”.

O caminho para diminuir os acidentes, diz ela, é respeitar as regras marítimas: Não jogar sujeira na água para evitar que eles fiquem presos em sacos de lixo e outros objetos, como o anzol, e respeitar os limites de velocidade para os barcos mais próximos da costa ou águas mais rasas.

OUTRAS ATRAÇÕES DO SEAQUARIUM

O Seaquarium recebe até três mil visitantes por ano para ver seus habitantes, como o peixe-boi, mas também o leão-marinho, golfinhos e outros.

O golfinho é o animal mais sociável do Seaquarium. Sempre se aproxima quando percebe a presença de seus admiradores.

Além dos divertidos shows aquáticos, as atividades favoritas são nadar com os golfinhos e mergulhar com os peixes, ao lado dos recifes, como se estivessem no mar.

Kevin, de 5 anos, estava com a mãe, Rebeca Eikel, visitando o Seaquarium pela primeira vez. Os peixes foram a atração favorita do menino, que nasceu em Recife, mora na Suíça e passa férias em Miami, onde a família brasileira comprou um imóvel há um ano. O programa de mergulho -- "Sea Trek" -- tem sido uma enorme atração desde sua inauguração no ano passado.

BOX:

Miami Seaquarium:
Entrada: US$39.95 para adultos, e US$29.95 para crianças 3 – 10 anos.

É preciso fazer reserva para nadar com os golfinhos (no raso, US$139/pessoa, US$99 para crianças. Para nadar no fundo, US$199/pessoa. Sessão de 1h30) e para mergulhar com os peixes no“Sea trek” (US$99/pessoa. Não é exigida experiência). Telefone para reserva de programas interativos: 305-365-2501.

Endereço:
Miami Seaquarium
4400 Rickenbacker Causeway
Miami, Fl 33149

Para mais informações, horário dos shows e reservas, visite o site http://www.miamiseaquarium.com/ ou ligue 305-361-5705 (atendimento em inglês).


*Nos vídeos, Direto de Miami mostra os bastidores dos manatins no Seaquarium e outras atrações do parque.

Conheça os bastidores do Seaquarium em Miami. from Chris Delboni on Vimeo.

Outras atrações do Seaquarium em Miami from Chris Delboni on Vimeo.

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terça-feira, 22 de maio de 2012 Direto de Miami, Entrevistas, Negócios, Turismo | 09:27

Com US$450, o motorista Jota da novela América fez a América. E hoje, ele conta como.

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*Fotos de Carla Guarilha

“Hoje um nome, amanhã uma lenda, quiçá um mito”.

Esse é o mote de João Geraldo Abussafi, um imigrante que, em 20 anos de Estados Unidos, realizou o sonho americano: se transformou em um empresário de sucesso, que muita gente se lembra como o personagem Jota Abdalla, o carismático motorista representado pelo ator Roberto Bomfim na novela América, exibida em 2005 pela Rede Globo.

“Nada tema, com Jota não há problema”.

Jota em seu apartamento em Miami

Esse lema, agora, é tema de palestra, que ele fará nas próximas três semanas no Brasil.

Com o título “O sucesso anda de limousine”, o palestrante vai correr vários estados, entre eles, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, motivando o público com sua trajetória de vida  –  do imigrante, que dormiu nas ruas dos Estados Unidos, ao grande empresário.

Ele garante que a fórmula de sucesso é determinação, dedicação, carisma e, acima de tudo, muito trabalho e uma dose de humildade misturada com autoconfiança.

“Meu telefone está ligado 24 horas até hoje”, conta Jota, que só conheceu o prazer de ir à praia em Miami há três anos.   “Não sou escravo do dinheiro, mas sou escravo do meu trabalho”, diz, com orgulho.

João Geraldo Abussafi nasceu em Londrina, no Paraná, em 1965, e aos 13 anos, se mudou com a família para Campo Grande, Mato Grosso do Sul, terra natal do pai. Aos 25 anos veio para os Estados Unidos, depois de uma série de negócios fracassados  no Brasil e total falta de interesse nos estudos.

Nada dava certo.

“Montei uma loja no shopping, quebrei.  Montei uma engraxataria, quebrei.  Concorri para vereador, perdi”, conta.  “Tudo que eu fazia dava errado”.

Jota mostra seus amuletos da sorte: olho Grego e pimenta ficam na entrada de seu apartamento.

Aí resolveu mudar totalmente de vida:  vendeu o carro, comprou uma passagem para Miami e chegou aqui com US$450 no bolso.

No quarto dia nos Estados Unidos, o dinheiro já estava acabando, e ele não conseguia trabalho em Miami.  Se mudou, então, para Orlando, onde foi contratado como lavador de pratos em um restaurante brasileiro.

Quando terminou o expediente, às 2 da manhã, tinha US$65 no bolso.  O gerente disse que não poderia dormir no restaurante, por que era contra o regulamento, e sugeriu um hotel nas redondezas.   Mas quando chegou lá, descobriu que não tinha o suficiente para a diária.  E voltou para o restaurante.

“Atrás tinha uma caixa de papelão com sangue de frango.  Exausto, com a mesma roupa, olhei pro céu e falei: Deus vai me trazer alguma coisa boa. Dei uma choradinha, virei e dormi”, conta Jota.  “Duas horas depois, tinha sol de novo, escaldante.  Fiquei esperando o restaurante abrir”.

No mesmo dia, ele foi para a casa de um garçom, onde ficou por três meses, quando, finalmente, conseguiu alugar um apartamento.  Trabalhou das 9 às 2 da manha – os sete dias da semana, por 11 meses e 26 dias.

Lá, conheceu um cliente, que gostou do seu jeito simpático e o convidou para trabalhar em sua empresa de transportes.  Foi, então, que começou sua trajetória como motorista, como se identifica até hoje.

Jota com a noiva Giuliane. Depois de ter carros de todas as marcas, diz que hoje não trocaria seu Mini Cooper conversível por nenhum outro.

“Eu gosto de ser motorista”, diz ele.  “Eu tenho empresa, mas sou motorista, e adoro ser motorista.  Adoro servir.  E cheguei onde cheguei dirigindo”.

Jota hoje tem uma empresa chamada Jota+, que abrange todo tipo de serviço — de “concierge” particular de luxo à uma frota de carros de aluguel.  Sua meta com os clientes é: “eficiência Americana, pontualidade Britânica e versatilidade Brasileira”, uma atitude que exige de todos seus funcionários.

Mas, o caminho não foi fácil. Jota só conseguiu sua residência permanente nos Estados Unidos há seis anos e não pôde sair do país para ir ao enterro do pai.

“Perguntei para a imigração se poderia ir ao Brasil e me disseram: poder, pode, só que você não volta mais.  Eu tive que ficar aqui”, diz ele.  “A vida me deu umas castigadas boas mas, me presenteou com coisas maravilhosas”.

Com simpatia e extremo profissionalismo, foi sendo indicado de boca a boca, caindo nas mãos de celebridades, como Hebe Camargo, Glória Perez e Fausto Silva.

E foi aproveitando todas as oportunidades que a vida ofereceu e correndo atrás de outras, que Jota de Miami passou de motorista à empresário, apresentador de programas de TV — como o Florida Connection, um quadro do Amaury Jr. na Rede TV!, e Viajar é com J — palestrante e escritor.

Capa da nova edição do "Dicas do Jota: O Seu Roteiro de Viagem em Miami". Lançamento será em São Paulo, em julho.

Em 5 de julho, ele lança em São Paulo a 3º edição do guia “Jota: O Seu Roteiro de Viagem em Miami”, com prefácio do Faustão.

“Não tenho como pagar tudo o que Fausto Silva fez por mim”, diz Jota.  “Esse é amigo”.

O guia da Editora Letra Livre vai sair com 30 mil exemplares e um aplicativo de iPad.  Como nas outras duas edições, as vendas nos lançamentos serão doadas inteiramente à Associação dos Amigos das Crianças com Câncer em Mato Grosso do Sul.  Mas, desta vez, há uma novidade: ele vai escolher também entidades diferentes, todo mês, para doar mais 5% das vendas.

Jota sente enorme carinho pelo estado onde cresceu, e uma divida de gratidão, que espera pagar com seu trabalho:

“Ainda vou ser Secretario de Turismo do Mato Grosso do Sul”, diz com a mesma confiança que demonstrou desde o primeiro minuto que pisou os pés nos Estados Unidos.  “Acho que tenho uma missão lá.  Tem riquezas naturais, mas o turismo nunca foi olhado com carinho”.

O casamento está previsto para o fim do ano.

Para maiores informações sobre a palestra “O Sucesso Anda de Limousine”, clique aqui.

No vídeo, Jota revela a receita do seu sucesso, com uma pitada de humildade e gratidão:

Com US$450, o motorista Jota da novela América fez a América. E hoje, ele conta como. from Chris Delboni on Vimeo.

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